sexta-feira, 4 de outubro de 2013

FRANCISCO DE ASSIS

Francisco de Assis nasceu em família abastada. O pai, Pietro di Bernardone, era comerciante de tecidos. A mãe, Maria Picalini, talvez fosse de origem francesa.
Francisco tentou seguir a carreira do pai, mas foi em vão: acostumado às farras e à boa vida, queria as conquistas da guerra e do amor.
Aos 22 anos, alistou-se no exército de Gaultier de Brienne, que passava pela região recrutando cavaleiros para as Cruzadas. Mas, na localidade de Spoleto, Francisco teve uma revelação, em que Jesus lhe perguntava: "O que é melhor servir o rei ou servir o servo?"
Francisco retornou para Assis e começou a mudar o rumo de sua vida. Afastou-se dos amigos, buscou a oração e procurou ajudar os pobres e leprosos.
Em outubro de 1205, ouviu outra mensagem enquanto rezava na igrejinha de San Damiano: era um chamado para que restaurasse a "casa" em ruínas. Ele interpretou a mensagem como ordem para reformar a pequena construção e não viu que o sentido maior de "casa" era a própria instituição da Igreja. Joanna de Ângelis, no livro Liberta-te do Mal, escreve para Francisco de Assis: "Quando, na igrejinha de São Damião, atendestes ao convite que Jesus vos fez, sequer tínheis ideia do que vos iria acontecer, mas assim mesmo seguistes adiante. (...) " 
O jovem vendeu as mercadorias do pai para comprar material de construção (isso quando simplesmente não as deu aos pobres). Furioso, Pietro o deserdou, acreditando, como toda a população de Assis, na loucura do filho. Francisco tirou suas vestes, entregou-as ao seu pai e disse-lhe: "Até agora o chamei de pai, mas agora direi com razão: meu pai está no céu, porque Nele depositei minhas esperanças". Em seguida, vestiu uma túnica de algodão e maltrapilho saiu pelo mundo. Dois anos depois, Francisco, com mais onze companheiros, se tornou um grande pregador, viajando por vários países como Marrocos, Egito e Israel. Assim, nasceu a "Ordem dos Franciscanos".
Aos 25 anos, com a renúncia definitiva aos bens paternos, Francisco iniciou de fato a vida religiosa, primeiro como eremita, depois como pregador. Joanna de ângelis conta: Francisco "Buscou o papa Inocêncio III, o homem mais poderoso da época, mergulhado em luxo e diplomacia, pompa exorbitante e indiferença pela fé(...)Dele conseguiu somente uma bênção, perfeitamente dispensável, e algumas palavras de encorajamento. Vistes ali, no palácio de Latrão, em Roma o anticristianismo, o burlesco, o jogo dos interesses vis, nos quais Jesus estava ausente (...) " 
Fundou a Ordem dos Frades Menores, que em poucos anos se transformaria numa das maiores da cristandade. Com Clara, estabeleceu o ramo feminino da mesma ordem. Segundo Divaldo Franco, Joanna de Ângelis, foi Clara de Assis e conviveu com Francisco de Assis, foi apaixonada por ele, mas, ele não pode correspondê-la por causa da sua missão e ela entendeu e ficou ao seu lado como freira. E para os leigos que desejavam ser fiéis ao espírito de pobreza e participar das graças e privilégios da espiritualidade franciscana, criou a Ordem Terceira.
Pregando a obediência, a pobreza e a castidade, o amor deste missionário de Deus tem sentido universalista. Foi irmão do sol, da água, das estrelas, dos animais. O "Cântico ao Sol", em que proclama seu amor a tudo o que existe, é uma das mais lindas páginas da poesia cristos. 
Joanna de Ângelis narra os momentos finais de Francisco de Assis na Terra: "As vossas dores físicas, naqueles dias, despedaçavam o vosso corpo frágil e afligiam a alma veneranda: malária em surtos contínuos com febres e dores estomacais, com o baço e o fígado comprometidos não conseguira desanimar-vos... Ao lado dessas aflições vosso corpo foi lentamente transformando em um jardim, no qual passaram a desabrochar as primeiras rosas arroxeadas da hanseníase...Suportáveis tudo com paz, cantando louvores a Deus e aos irmãos da Natureza (...) sentíeis as dores quase insuportáveis da conjuntivite tracomatosa (...) aceitastes em vos submeterdes ao tratamento especial contra o tracoma em Rieti, nas mãos do médico que aqueceu dois ferros até os tornar brasas vivas e vos cegou, na ignorância presunçosa (...) abrindo na vossa face duas imensas feridas que chagavam às orelhas. E sequer reclamastes, exclamando, confiante: "Oh irmão fogo!...Sê bondoso comigo nesta hora..." (...) posteriormente, a fim de estancar a purulência dos vossos ouvidos, novamente experimentastes barras de ferro em brasa que os penetraram, sem que exteriorizásseis um gemido único... (...) conforme ocorrera diante do crucifixo de São Damião, vos assinalou com o stigmata, que alguns negariam depois...(...)"Pai Francisco: Evocando aquela tarde de 04 de outubro de 1226, com céu transparente e azulado, há setecentos e oitenta e quatro anos, três meses e um dia, quando vos preparáveis para o retorno ao Grande Lar, murmurantes para poucos irmãos que vos cuidavam: "FIZ O QUE ME CABIA. QUE CRISTO VOS ENSINE O QUE VOS CABE."

Foi canonizado pela igreja católica e sua festa se celebra a 4 de outubro pelos católicos.
"Santo" na visão espírita é um atributo dirigido a determinadas pessoas que aparentemente atenderam, na Terra, à execução do próprio dever - disse André Luiz. Ele foi um exemplo cristão a seguir. 
Para os espíritas, Francisco de Assis foi João Evangelista, aquele discípulo querido, responsável pela vida de Maria, após a volta de Jesus ao seu verdadeiro mundo.



Compilação de Rudymara






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