quinta-feira, 4 de julho de 2019

31% DAS PEÇAS DOADAS NAS CAMPANHAS DO AGASALHO NÃO PODEM SER DOADAS



Será que sabemos doar ou dividir o que temos com o próximo que tem menos que nós? Numa campanha de doação de roupas, sapatos, brinquedos e outros, por exemplo, muitos doam o resto de seu armário, o que não dá mais para usar: camisetas manchadas de tintas ou alvejantes, sapatos furados, calças rasgadas, brinquedos quebrados ou faltando peças, alimentos fora do prazo de validade e outros e, às vezes, apenas sentem pena, mas não doam nada. Segundo pesquisa 31% das peças doadas nas campanhas do agasalho não podem ser doadas. Então, quando doarmos algo, nos coloquemos no lugar de quem irá receber tal doação. Pensemos assim: “Eu gostaria de ganhar esta roupa? Eu gostaria de ver meu filho(a) ganhando este brinquedo?” Se a resposta for negativa, não doe. Precisamos compreender o significado da palavra "caridade". Para praticá-la precisamos nos colocar no lugar do outro antes de falar ou agir. Ser cristão vai além de se dizer cristão, os atos dizem muito de nós. Pensemos nisso.

Rudymara




NADA É POR ACASO




Richard Simonetti conta no livro Encontros e desencontros que um grande trabalhador espírita desencarnou muito jovem. Sua esposa ficou revoltada, pois questionava a justiça divina. Dizia ela que com tanta gente má no mundo, por que Deus levou seu marido que era tão bom e fazia tanta caridade? Numa comunicação mediúnica os espíritos mandaram um recado a ela dizendo que: “estava programado, antes deles nascer, que o rapaz sofreria um derrame cerebral e ficaria 10 anos na cama sob os cuidados dela. Mas, como ele fez muita caridade, esta caridade quitou seus débitos. O amor (caridade) que ele praticou cobriu uma multidão de débitos (com a lei divina)."
Este fato mostra duas coisas:
1º) - Na vida colhemos o que plantamos, nesta ou em outra encarnação. Mas, Deus é tão bom que nos dá a chance de diminuir nosso débito, com sua lei, através do bem que praticarmos.
2º) - Mostra também que nada é por acaso, a lei divina é perfeita e que, tudo tem uma razão de ser, tanto numa doença, numa desencarnação, numa cura ou num fato qualquer da vida. Como diz Meimei: "As vezes, o mal na vida, é o bem mal interpretado."
Pensemos nisso!

Texto de Rudymara


quinta-feira, 20 de junho de 2019

CORPUS CHRISTI NA VISÃO CATÓLICA E ESPÍRITA



Como começou a comemoração de Corpus Christi pelos católicos?
Segundo narração católica, uma garota chamada Juliana que nasceu em Liège em 1192, interna de um convento das agostinianas em Mont Cornillon, aos 17 anos começou a ter 'visões'. O Papa Urbano recebeu o segredo das visões. Uma das visões retratava um disco lunar dentro do qual havia uma parte escura. Isto foi interpretado como sendo uma ausência de uma festa eucarística no calendário litúrgico para agradecer o sacramento da Eucaristia. Então, Corpus Christi tornou-se um feriado católico cuja finalidade é para agradecer a presença real de Jesus Cristo no sacramento da Eucaristia. A hóstia, acreditam eles, ser o próprio corpo do Cristo (Corpus Christi em latim), e o vinho o sangue.
MAS, O QUE É EUCARISTIA?
É um ritual que reproduz a última ceia, onde Jesus disse: "Este é o meu corpo . . . isto é o meu sangue . . . fazei isto em memória de mim", com o intenção de promover a comunhão (comum-união) entre os católicos e Jesus. Tal ritual acontece durante as missas quando o padre distribui o hóstia e toma um gole de vinho.
ONDE COMEÇOU A PROCISSÃO DE CORPUS CHRISTI COM AS RUAS ENFEITADAS? 
Os protestantes da Reforma de Lutero, negavam a presença real de Cristo na Eucaristia. Por isso, o catolicismo fortaleceu o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi, obrigando o clero a realizar a Procissão Eucarística nas ruas das cidades, como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia. Tornou-se, então, uma disputa entre católicos e protestantes, esquecendo assim o verdadeiro sentido do cristianismo. Por isso, vemos os católicos enfeitarem as ruas nesta data.
E PARA OS ESPÍRITAS, O QUE SIGNIFICA ESTA FRASE: "Este é o meu corpo . . . isto é o meu sangue . . . fazei isto em memória de mim"?
Jesus, na última refeição que fez com os apóstolos, tomou de um pão, deu graças e repartiu entre eles, dizendo ser (simbolicamente) o "seu corpo" (o corpo da sua doutrina: o pão espiritual, que são seus ensinamentos) oferecido para eles. Da mesma maneira Jesus fez com o cálice de vinho, dizendo ser (simbolicamente) seu sangue (o sacrifício que Ele se submeteu de vir à Terra trazer tais ensinamentos para beneficiá-los mesmo sabendo que enfrentaria a ignorância dos poderosos da época que o levaram à morte). E pediu: "façam isto em memória de mim."
Para nós espíritas, Jesus pediu para que os apóstolos (do cristianismo), em qualquer época, de qualquer religião, compartilhassem o pão espiritual que alimenta a alma: SEUS ENSINAMENTOS, que ampara, esclarece e consola. Enfim, que saíssem pregando, dando seu sangue, se preciso fosse, assim como Ele fez por nós. Ele fez este pedido porque sabia que sua doutrina (o cristianismo) não seria de fácil aceitação, por isso concluiu nesta mesma ceia: "se me perseguiram, também perseguirão a vós outros." Tanto que seus apóstolos foram perseguidos e mortos barbaramente. Exemplo: Pedro foi crucificado de cabeça para baixo; os cristãos novos morreram nas arenas comidos por leões. E Jesus conclui pedindo que fizessem isto em memória Dele, ou seja, para que Seus ensinamentos não ficassem esquecidos.
O que podemos fazer para que os ensinamentos cristãos não fiquem esquecidos?
Ressuscitando Jesus em nossas atitudes e palavras e não apenas reproduzindo Seus gestos e palavras. Afinal, foi Ele que nos ensinou que: "A fé sem obras (úteis) é morta."


Texto de Rudymara



segunda-feira, 27 de maio de 2019

DEUS AJUDA A CRIATURA ATRAVÉS DE OUTRA CRIATURA




Ultimamente temos lido a seguinte frase nas redes sociais: “Deus ajude os moradores de rua neste frio.” Mas, precisamos lembrar que Ele não vem trazer roupas quentes a estes moradores de rua. Como disse André Luiz: “Deus ajuda a criatura através de outra criatura” ou seja, Deus conta com nossa ajuda para ajudar estas e outras pessoas que sofrem neste mundo. Nós pedimos muito a Ele, mas nos esquecemos, muitas vezes, de ouvir os pedidos Dele para nós. Seus ensinamentos foram trazidos por Jesus. E um deles é: “Faça ao teu próximo o que gostaria que teu próximo fizesse a você.” Este pedido é claro, diz para que nos coloquemos no lugar de quem sofre e façamos algo para amenizar este sofrimento, porque se estivéssemos no lugar dele, com certeza, iríamos querer a ajuda de alguém. Como disse Bezerra de Menezes: “Não subestimes as pequenas doações.” Pequenas doações podem fazer a diferença na vida de uma pessoa. Leve um agasalho no carro e entregue a alguém que precise, doe em algum posto de arrecadação, numa casa religiosa de sua preferência. Fez uma sopa? Coloque num potinho e leve para alguém que dorme nas ruas. Sobrou pão? Coloque num saquinho e leve para um cão de rua. Não podemos matar a fome e o frio do mundo, mas podemos fazer a diferença na vida de alguém. Deus aguarda nossa ajuda para poder ajudar. Infelizmente nós ainda somos muito de nos doer e pouco de doar e nos doar. Pensemos nisso!

Texto de Rudymara

quinta-feira, 23 de maio de 2019

LEIS RÍGIDAS SÃO NECESSÁRIAS?




Allan Kardec perguntou aos espíritos na questão 796:
No estado atual da sociedade, a severidade das leis penais não constitui uma necessidade?

Resposta:
Uma sociedade depravada certamente precisa de leis severas. Infelizmente, essas leis mais se destinam a punir o mal depois de feito, do que a lhe secar a fonte. Só a educação poderá reformar os homens, que, então, não precisarão mais de leis tão rigorosas.”
Moramos num planeta onde os moradores são espíritos ainda maldosos, ignorantes e rebeldes à lei divina. Então, quem não consegue viver em sociedade, respeitando leis e pessoas, precisam ser afastados dela, pelo menos por um tempo. Os que estão delinquindo por ser usuários de drogas deveriam ser obrigados a ir a um centro de recuperação. Se são doentes e adoecem a família e a sociedade deveriam ser obrigados a se tratar. Nos Estados Unidos ao usuário é dado a escolha de ir para o presídio ou receber tratamento. Os que escolhem o centro de recuperação, toda semana são obrigados a fazer exame e apresentar ao juiz provando que não fizeram uso de drogas. Depois que eles estiverem bem, são levados a estudar, fazer um curso profissionalizante que possam integrá-los a sociedade. Então, para melhorar os presos, sejam menores ou não, os presídios e Fundação Casa, não deveriam ser um amontoado de pessoas ociosas. Eles deveriam ser obrigados a estudar e trabalhar. Se alguém não quiser, não come, não sai da cela, não tem pátio nos fins de semana e e nem visita. Aqui fora, para comer e ter lazer, o cidadão de bem precisa trabalhar, não é? Lá não deveria ser diferente. Visita? Só através de vidro e vigiado por guardas. Assim, não há como entrar celular, drogas, e outros. Isto serve aos advogados também. E deveria ser proibido levar coisas para eles, seja comida, roupas, e outros. Como disse Divaldo Franco no livro "Para Sempre no Nosso Coração": os presídios deveriam aplicar aos detentos "EDUCAÇÃO MORAL E CÍVICA para que possam controlar as emoções e impulsos e adquiram solidariedade, empatia, sensibilidade em relação aos sentimentos do próximo". E às crianças que ainda não entraram no mundo das drogas e do crime, precisam ter um trabalho de prevenção, urgente. Precisamos de escolas onde os alunos e professores se sintam motivados a lecionar e estudar. Onde aprendam que se não estudar, repete de ano. Onde se danificar algo na escola, desrespeitar uma autoridade ou colega de escola, será penalizado. Onde o aluno seja obrigado a limpar o que sujou. Assim, aprenderão, desde cedo, a respeitar a hierarquia, os patrimônios públicos e os bens alheios. Onde os pais não passem a mão na cabeça porque acham que os filhos estão sofrendo constrangimento por limpar um chão que sujou ou uma parede que pichou. Como disse Kardec, as leis rígidas são necessárias, mas elas punem depois que o mal foi feito, só a educação instrução juntamente com a educação moral modificarão as pessoas e prevenirão o mal. Então, antes de chorarmos na porta de Fundação Casa, cadeia, presídio, de vermos nosso filho viciado em drogas, nas mãos de traficante ou jurado de morte, eduquemos e/ou deixemos educar. E lembremos que, menor ou não, mesmo que consigam fugir das leis dos homens, da lei divina ninguém foge.


Texto de Rudymara

CAPITALISMO OU SOCIALISMO?



Qual a forma de Governo mais de acordo com a sociedade de bases cristãs de que fala “O Livro dos Espíritos” – o CAPITALISMO ou o SOCIALISMO?
O Governo é, sobretudo, o homem que o orienta, seja este ou aquele o método utilizado. Se é injusto e indigno, ele torna o processo governamental degradante.
Temos na sociedade contemporânea essas duas vertentes que se tornaram clássicas nos últimos setenta anos no mundo: capitalismo de um lado com as suas conquistas e desgraças e o socialismo do outro, com as suas promessas e decepções. 
Ainda há pouco (1989) foi derrubado o muro de Berlim, demonstrando a falência do socialismo marxista, trotskista, que tanto se afigurou, no começo da revolução soviética, como sendo a esperança do proletariado. Um sistema de governo que proíbe o cidadão de usar a liberdade de escolha para onde ir é pior que qualquer ditadura que o sevicia (maltrata, tortura), obrigando-o a submeter-se às injunções arbitrárias dos títeres que o tornam desventurado. Gorbachev, levantou a biografia dos seus governantes anteriores. Stalin, que mandou aproximadamente dois milhões de pessoas para o exílio na Sibéria, era fruto espúrio do comunismo. O Khmer Vermelho do Camboja, para ficar no poder, matou um milhão de opositores, numa população de seis milhões. A revolução chinesa de Mao ceifou inúmeras vidas. Do outro lado, o capitalismo é responsável pela miséria do Terceiro Mundo, que se apresenta em condição deplorável de subumanidade, em que as mínimas reservas de energias foram negadas aos sobreviventes, num estado que se alonga ante a indiferença dos poderosos da Terra...
O grande problema ainda é o homem. Um pensador pessimista, com o qual não concordo, afirmou entusiasmado que “onde está o homem aí estão as suas misérias; tudo aquilo que o homem toca, corrompe...” Na área das religiões, por exemplo, se examinarmos o pensamento budista, constatamos-lhe uma beleza transparente. Hoje o Budismo, dividido em várias correntes, apresenta antagonismo de grupos que se entredevoram. A doutrina muçulmana, centralizada na pessoa de Maomé, tem as suas diretrizes específicas, mas os homens que os abraçaram e as dividiram fizeram do pensamento do Profeta tais ramificações, que o Líbano é um exemplo deplorável de como o indivíduo interpreta-as de acordo com as suas paixões. Vimos o exemplo do Irã, a antiga Pérsia, devastado pela personalidade cruel de Khomeiny, que teve a infeliz ideia de construir uma máquina para amputar as mãos dos ladrões, porque o braço dos carrascos ficava cansado, demonstrando que a doutrina religiosa com que pretendia salvar o mundo não dignificava nem os seus próprios meios. O Cristianismo é outro exemplo basilar. Lendo Jesus, em os Evangelhos, comove-me até às lágrimas, mas a história das Cruzadas é a narrativa da vergonha da humanidade cristã contra os mouros. Em seguida aparece Lutero, que restaura a letra bíblica asfixiada na Teologia, e não é necessário examinarmos as mais de trezentas correntes que se derivaram do luteranismo, digladiando-se, para cada uma delas ser a detentora da verdade. Veio o Consolador, e Allan Kardec, o inspirado, legou-nos uma doutrina enobrecedora, conforme se encontra nos seus livros, de fácil entendimento, e surgem novos intérpretes do pensamento kardequiano, alguns dos quais ousados e outros vaidosos, pretendendo que Kardec está superado, quando eles próprios, sequer, assimilaram o pensamento do mestre.
Na área da política o fenômeno é idêntico. Trabalha-se o homem, e teremos uma sociedade justa. Seja nobre o governante, qualquer linha ideológica de comportamento, e ele poderá construir uma sociedade feliz. Se olharmos os exemplos da Suíça, da Suécia, dos Estados Unidos, nos quais a prosperidade está à vista, encontramos bolsões de miséria moral que é muito mais destrutiva que a sócio-econômica. A Suécia é um dos campeões do mundo em suicídio. Os Estados Unidos possuem um dos mais altos índices de alcoolismo e de prostituição de menores, demonstrando que não é a forma de Governo a responsável, mas a conduta dos seus governantes e governados.
Não obstante, o Governo ideal, a sua forma política melhor, seria aquela na qual, uma democracia socialista, de raízes cristãs, concedesse aos indivíduos os direitos mínimos que eles necessitam desfrutar: trabalho, saúde, repouso, desportos, alimentação, educação e oportunidade de crescer com igualdade entre todos. Essa seria, na minha forma de entender, a filosofia política ideal para governar um povo.


Divaldo Franco 
Do livro: Elucidações Espíritas


OBSERVAÇÃO: Você tem direito de discordar, mas o dever de respeitar. Se comentar, faça-o com respeito. O texto não é tendencioso, ele mostra apenas que o mal está no ser humano. Capitalismo ou socialismo seriam ótimos se fossem conduzidos por pessoas do bem. Obrigada pela atenção.




QUAL A DIFERENÇA ENTRE UMBANDA, CANDOMBLÉ E ESPIRITISMO?



UMBANDA é uma religião nascida em 1908 pelo médium Zélio de Moraes (foto). Une elementos do catolicismo, do Espiritismo e religiões afro-brasileiras. Segue o princípio da fraternidade e da caridade sob as leis da Natureza e do plano espiritual. 
CANDOMBLÉ é uma religião musical e culturalmente rica, trazida pelos escravos da África no final do século XVI. Segue as leis da Natureza, que tem como divindade os Orixás. Estes que cuidam e equilibram as energias da nossa existência.
ESPIRITISMO deve ser entendido como a Doutrina surgida na França no século XIX mais precisamente em 1857, cujos ensinamentos foram trazidos pelos Espíritos e organizados por Allan Kardec nos 5 livros: "O Livro dos Espíritos", "O Evangelho Segundo o Espiritismo", "O Livro dos Médiuns", "A Gênese", "O Céu e o Inferno". Constatando que a Bíblia não pode estar nos condenando, já que o Espiritismo nasceu em 1857 e ela começou a ser escrita por Moisés em 1437 a.C. e terminou com João em 98 d.C...
O ESPIRITISMO NÃO TEM: dogmas, rituais, vestes especiais, cálice com vinho ou qualquer bebida alcoólica, incenso, mirra, fumo, altares com imagens, andores, velas, procissões, trabalhos espirituais, talismãs, amuletos, sacrifício animal, santinho, horóscopo, cartomancia, quiromancia, astrologia, numerologia, pagamento de promessas, despachos, riscos de cruzes e pontos, não tem curas espirituais milagrosas, fórmulas mágicas para resolver problemas sentimentais, financeiros e outros...
Portanto, devemos esclarecer que a Doutrina não é Kardecista e sim dos Espíritos, foram eles que trouxeram os ensinamentos, Kardec apenas os compilou e organizou. Nós não somos Kardecistas, somos Espíritas. O Espiritismo é um só, ele não se divide em várias denominações. Muitos dizem, por exemplo: “alto espiritismo, espiritismo de mesa branca, linha Kardecista, Espiritismo do Bem e outros.” Centro Espírita só os que seguem a Doutrina dos Espíritos. As outras religiões que usam o nome de "Centro Espírita" e divergem dos ensinamentos dos Espíritos que estão nas obras básicas codificadas por Kardec, não são Centros Espíritas, são Casas Espiritualistas. Mas lembrando sempre que, todas devem ser respeitadas, principalmente quando acreditamos na nossa.


Texto de Rudymara



JESUS É MÉDICO DAS ALMAS



Explica Bezerra de Menezes: "Embora realizasse e realize curas no corpo perecível, sujeito às incessantes transformações da matéria, Jesus se corporificou no mundo para empreender a cura das almas..."
Jesus precisava chamar a atenção das pessoas para que elas fossem até ele, senão ele passaria despercebido pela Terra. Por isso, ele curou corpos. Isto fez com que as pessoas o procurassem e ele aproveitava para fazê-los ouvir seus ensinamentos. Infelizmente, mais de dois mil anos se passaram e as pessoas continuam o buscando nos templos religiosos para curar corpos, pedir paz, prosperar financeiramente, enfim, fazer pedidos materiais. E, muitos religiosos, visando seus próprios interesses, estimulam isto. Estas pessoas ainda não se deram conta que o mais importante está em seus ensinamentos, quem os vivenciam eliminam todas as dores e aflições e conquistam a paz. 
Divaldo Franco esclarece: “No instante que se renove interiormente, o indivíduo não terá mais doenças. Libertamo-nos de uma doença, sendo acometido por outra, em virtude dos fenômenos cármicos, por nossas dívidas...”
Como diz Joanna de Ângelis: "Só há doença porque há doentes.", ou seja, as doenças existem porque há doentes da alma. 
Divaldo Pereira Franco, no Livro “Diretrizes de Segurança”, recomenda que: “Não devemos trazer para o Espiritismo o que pertence aos outros ramos do conhecimento. A missão de curar é do médico. O espiritismo não veio competir com a ciência médica. Não devemos pretender transformar a casa espírita em nosso consultório médico.”
Como disse Bezerra de Menezes: "Filhos, toda doença tem a sua origem nas imperfeições do espírito, que reflete sobre as células que lhe constituem o corpo material os desajustes da consciência. A doença, quando se exterioriza, se revela e pede tratamento. Infelizmente, no entanto, o homem tem oferecido aos seus males físicos, que são, em essência, males espirituais, remédios que agem perifericamente, ou seja, que não atuam no âmago da questão."
Perguntaram para Divaldo Franco: Divaldo, qual a sua opinião a respeito das curas, das cirurgias espirituais? E ele respondeu: "Antes de preocupar-se com as curas orgânicas, realizadas através da interferência dos Bons Espíritos, a Doutrina possui um enfoque de muito maior relevância, que é a da "transformação moral do Homem. Porque nossa vida é fruto de reações e atos anteriores, com consequências para o futuro, face aos atos presentes. Na raiz de qualquer problema, de natureza psíquica ou orgânica, está a ação anterior do ser imortal."
Então, podemos pedir coisa para Ele. Mas, antes, ouçamos os pedidos Dele para nós. Busquemos saber por que sofremos e como prevenir esse sofrimento. Seu receituário é o evangelho e os remédios que Ele prescreve são os Seus ensinamentos. Não esperemos ficar doente para buscar esse médico, busquemos esse médico para não ficarmos doentes. Pensemos nisso!


Texto de Rudymara


ESPÍRITAS SEM COMPREENSÃO DO ESPIRITISMO





Muitos espíritas frequentam as casas espíritas, mas não buscam estudar, entender, compreender os ensinamentos que a doutrina traz. 
Vejamos: 
* Querem cumprir “obrigação” de comparecer às reuniões; dizem ter lido vários livros, mas não guardam uma só lição deles; frequentam um estudo e não prestam atenção no assunto apresentado e fora dele não procuram buscar mais informação. Costumamos dizer que muitos comparecem com o corpo, mas a alma deixa em casa. Tem aqueles que até dormem, alegando estar desdobrados. São estes que, quando aparece uma novidade abraçam sem conhecimento “da causa”.
* Há quem apareça com dúvidas, mas a resposta deve ser a que ela quer ouvir, senão ela não aceita e se revolta. Porque ela não quer a resposta da doutrina, mas a resposta que lhe agrada.
* Há espírita que fica limitado a fazer palestras, sem se preocupar em vivenciar o que prega.
* Há casa espírita que espanta trabalhadores de boa vontade porque se acham donos da verdade e do Centro Espírita. Onde o que prevalece não é o que o Espiritismo prega, mas o que eles pregam.
* Há quem ouça a explicação à luz da doutrina e continua fazendo “do seu jeito” porque acredita que “seu jeito” é o certo. É assim que nasce o “Espiritismo a moda da casa”; “mediunidade à moda do médium”, etc.
* Há médiuns que só trabalham no dia da reunião, achando que esta “caridade” basta. Sem se dar conta que a maior caridade é ele que está recebendo.
*Há espírita que compete com outro espírita. Quando um está realizando um bom trabalho ou uma boa divulgação da doutrina, dificilmente vemos espíritas elogiando, incentivando ou oferecendo auxílio. 
* Há quem alegue não ter tempo. Mas, quando aparece um show, uma festa, o tempo aparece.
* Há quem não queira “pegar” responsabilidade. Mas, e se fosse remunerado (materialmente), será que não “pegaria” a responsabilidade?
* Há quem falte por estar chateado com algo que ouviu. Mas, no trabalho remunerado, será que esta pessoa pediria demissão ou faltaria quando “ficasse chateado” com algo que ouviu? 
* Há quem falte porque não o colocaram para dar “passe”. Esta pessoa quer servir sua vaidade e não a doutrina espírita.
* Há quem abandone o trabalho que realizava na casa espírita sem dar satisfação. Aqui caracteriza falta de responsabilidade, de respeito ao próximo que conta com aquela pessoa. Repetimos a pergunta: Se fosse remunerado (materialmente) abandonaria sem dar satisfação?
* Há espíritas preocupados em implantar na casa espírita métodos diferentes de cura do corpo, quando na verdade, a doutrina explica que o corpo só adoece porque não nos esforçamos para curar as chagas da alma.
* Há quem faça caridade sem caridade, por obrigação. Infelizmente, lembramos aqui a falta de caridade nas palavras, na maneira que estende um donativo, na qualidade da doação, na diferenciação no trato com aqueles que conhecemos e com aqueles que desconhecemos, e outros. 
Enfim, se ficarmos aqui, enfileiraremos vários outros tantos exemplos conhecidos por nós espíritas. Tudo isso só acontece por falta de entendimento da doutrina. Estamos encontrando espíritas que, por exemplo, é a favor do aborto, que usam palavras desrespeitosas e "descaridosas" nos comentários das redes sociais. Não adianta dizer que estudou anos e anos as obras básicas se não buscou entendê-las e vivê-las. São pessoas que estão no Espiritismo, mas não tem o Espiritismo dentro delas. São estas que abandonam, facilmente, a religião e ainda saem maldizendo a doutrina espírita. Por isso, trabalhemos nosso “orgulho” para nos melhorarmos como espíritas, ou melhor, como cristãos que somos. Costumamos dizer que cada um amadurece em tempo diferente, mas alguns não fazem força para isso. O tempo de mudança está nos impulsionando para esta melhora, para o trabalho interno e externo, mas estamos lentos e preguiçosos. Precisamos deixar de, apenas frequentar a Casa Espírita, já aprendemos que "fé sem obras é morta". A Casa precisa de trabalhadores e colaboradores para a Causa. Não somos contra quem pensa diferente de nós, mas quem entra para a doutrina precisa se aprofundar nela. Um visitante perguntou para Chico Xavier: "-Chico, eu sou católico. Alguns amigos querem que eu me torne espírita. O que você me diz? R - Abrace a religião que te deixe tranquilo e feliz. É melhor ser um bom católico que um mau espírita" , ou seja, é melhor escolher uma religião que se afinize com nossos pensamentos, senão acontecerá o que vemos muito hoje, espíritas tentando implantar inovações nas casas espíritas que não correspondem com a doutrina. Ela é o que é e não vai mudar só para nos agradar. Como disse Kardec, "Reconhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações." Portanto, o espírita não precisa ser perfeito, até porque, neste mundo não há espíritos perfeitos, mas precisamos nos esforçar para melhorar nossos atos. Pensemos nisso!


Texto de Rudymara



sábado, 18 de maio de 2019

AUTO PIEDADE




Como explica Emmanuel no livro O Consolador: "dentre os mundos inferiores, a Terra pertence à categoria dos de expiações e provas, porque ainda existe predominância do mal sobre o bem. Aqui, o homem leva uma vida cheia de vicissitudes por ser ainda imperfeito, havendo, para seus habitantes, mais momentos de infelicidades do que de alegrias. A provação é a luta que ensina ao discípulo rebelde e preguiçoso a estrada do trabalho e da edificação espiritual. A expiação é a pena imposta ao malfeitor que comete um crime.” Diante de tal explicação, concluímos que não nascemos para ser completamente felizes. Aqui, neste planeta, alegria e tristeza se revezam. Moramos num vale de lágrimas, ou seja, ora choramos de alegria, ora de tristeza. Estes são ensinamentos básicos na Doutrina Espírita, mas muitos de nós espíritas, mesmo sabendo de tudo isso, quando passamos por um momento difícil, sentimos pena de nós mesmos. Basta encontrarmos com um conhecido para desabafarmos nossas amarguras nos colocando na condição de “coitadinho” ou “vítima” de uma situação. Temos também o hábito de responsabilizar os outros pela nossa dor: um amigo(a), um espírito, a macumba, os pais, a inveja, o olho gordo, a herança genética, Governo, sociedade e outros. Quando na verdade somos vítimas de nós mesmos. Deus não erra de endereço. Nascemos na cidade, país, posição social, família certa e vestimos um corpo físico que necessitamos para evoluir. Nada é por acaso. Enfim, a auto-piedade é um alimento venenoso, uma espécie de erva daninha que intoxica o espírito, dificulta as relações e promove medo, desconfiança, solidão e melancolia. É filha do egoísmo e da lamentação, afilhada do orgulho e irmã da necessidade de aprovação e de atenção especial. A pessoa, muitas vezes, quer atenção especial do familiar, dos amigos e de quem convive com ela neste mundo. Torna-se egoísta porque esquece que as pessoas também tem seus problemas do dia a dia a resolver e conflitos internos. A pessoa que se vitimiza fica melancólica, tristonha, sem motivação para viver, fica depressiva, enfim, adoece e, muitas vezes, adoece quem convive com ela. Por isso, é necessário buscar ajuda psicológica e espiritual através do passe, do estudo, do trabalho social. Amar-se é cuidar da saúde do corpo físico e do espírito imortal que somos nós. Pensemos nisso!

Texto de Rudymara



domingo, 5 de maio de 2019

DESGOSTO DA VIDA E SUICÍDIO



Na questão 943, de O Livro dos Espíritos, Kardec indagava qual seria a causa do desgosto pela vida que se apoderava de certas pessoas sem causa aparente. Ao que os Espíritos responderam: “Efeito da ociosidade, da falta de fé, e, às vezes, da saciedade (...).” 

Analisemos individualmente cada item:


OCIOSIDADE: começa pela atitude mental invigilante, uma vez que, ao mantermos a mente vazia de pensamentos nobres, estaremos oferecendo vasto campo a expressões mentais intrusas de baixo teor, mormente aquelas que sinalizam para o desprezo pelo maravilhoso dom da vida. Ociosidade no campo mental que se transforma facilmente em inércia física, tornando a vida um campo infértil tomado por ervas daninhas como os obsessores. Eis a razão pela qual as estatísticas demonstram que a incidência do suicídio é maior entre pessoas desempregadas ou voluntariamente entregues a inação (falta de ação, de trabalho, é a inércia). Joanna de Ângelis nos recomenda que: “Tomemos cuidado com a hora vazia, sem objetivo, sem atividade. Cabeça ociosa é perigo a vista. Mãos desocupadas facultam o desequilíbrio que se instala. Preenche-a com uma leitura salutar, ou uma conversação positiva, ou trabalho que aguarda oportunidade para execução, ou uma ação que te proporcione prazer . . .O homem, quanto mais preenche os espaços mentais com as idéias do bem, mediante o estudo, a ação ou a reflexão, mais aumenta a sua capacidade e conquista mais amplos recursos para o progresso. Estabelece um programa de realizações e visitas para os teus intervalos mentais, nas tuas horas vazias, e te enriquecerás de desconhecidos tesouros de alegria e paz. Hora Vazia, nunca!”
FALTA DE FÉ: A fé não é acreditar em Deus, é aceitar seus planos para nós. Podemos dizer que, nossa jornada terrestre é uma longa viagem por mares desconhecidos. Onde, às vezes, o oceano está belo e calmo, porque seguimos saudáveis e bem dispostos; finanças em ordem; estabilidade no emprego; família em paz ; sentimo-nos ajustados e felizes . . .
Mas que, de repente, sopram os ventos, levantam-se ondas que nos ameaçam. É quando uma doença inspira cuidados; somos demitidos do emprego; explode a crise familiar; parte o ente querido . . .
Muitas vezes, experimentamos a dificuldade para lidar com essas situações.
Vai a coragem; chega o pessimismo; nasce o medo; falece a esperança . . .
Manifestando a perturbação, o desencanto, a revolta, a rebeldia . . .
Em casos extremos, há quem caia no álcool, nas drogas, no desatino, na depressão, e até o suicídio, essa falsa porta de fuga que apenas nos precipita em sofrimentos mil vezes maiores. 
Daí perguntamos: “Por quê nos comportamos assim?”
A resposta: “Falta de fé.”
A fé é a bússola, a segurança, o apoio para todas as situações. Quem conquistou esta fé, nunca se perde nos balanços da vida, mesmo quando sopra o vento da infelicidade. Porque a fé é uma conquista individual. Geralmente nos enganamos a respeito da fé. Porque julgamos possuí-la. Mas, nosso comportamento sugere o contrário, principalmente nas dificuldades da vida.
SACIEDADE: A ONU publicou recentemente um documento em que situou a Suécia (seguida da Noruega e da Finlândia) como o país que oferece a melhor qualidade de vida da Terra, já que, por lá, questões como desemprego, fome e miséria são praticamente inexistentes. Contudo, aqueles três países registram, na ordem referida, os maiores índices de suicídio do planeta. MAS, POR QUE RAZÃO? Vejamos: A revista Isto É, edição de 28/01/2004, publicou uma reportagem bastante interessante sobre uma norueguesa de nome Clara Karoliussem que, após viver por mais de cinco anos em Santos (SP), preparava-se para retornar ao seu país de origem, curiosamente, contra sua vontade, pois afirmava que, no Brasil, ela comemorava cada vitória, fruto de muito trabalho, o que não ocorria em seu país de origem, onde, em suas palavras, tudo vêm de mãos beijadas, razão pela qual não existe a satisfação íntima da conquista.
Pode-se dizer, então, que as altas taxas de suicídio verificadas naquele país decorrem da saciedade mal vivenciada de alguém que, tendo conquistado tudo que a vida pode lhe oferecer, no sentido material, passa a sentir um desconcertante vazio, decorrente da falta de perspectivas para o futuro. De fato, a saciedade material, destituída de um certo respaldo espiritual, é uma das grandes causas do desgosto pela vida. Por isso vemos pessoas ricas, milionárias, infelizes, buscando alegria artificial nas drogas, no consumo de coisas materiais, festas e outros. Quando estes usarem os bens materiais que Deus os empresta para fazer a felicidade de pessoas em situação difícil, encontrarão uma motivação para viver. Exemplo: Angelina Jolie, Lady Diana e outros... 
Ressalte-se que o Brasil, com tantas mazelas sociais, surge no cenário mundial das estatísticas do suicídio apenas na 71ª (septuagésima primeira) posição, certamente em decorrência do profundo sentimento de religiosidade dos brasileiros. Então, podemos dizer que, o vínculo com uma religião é importante para desenvolvermos o respeito pela vida do próximo e pela nossa também. E a Doutrina Espírita, na condição de Consolador Prometido por Jesus, nos alerta sobre as gravíssimas consequências do suicídio, no plano espiritual e nas vidas sucessivas, auxiliando-nos a repelir sugestões infelizes, tão logo se apresentem em nossa tela mental. Oferece-nos, ainda, depoimentos mediúnicos dos próprios suicidas, que nos atestam a grande frustração pela qual passaram ao se defrontarem, no além, com uma realidade muito mais terrível do que aquela que vivenciavam na Terra, justamente por terem cometido o grande engano de julgar que, ao darem fim às suas vidas carnais, estariam, livres dos problemas. O suicida retornará ao corpo físico, através da reencarnação, trazendo doenças, limitações físicas ou mentais, no órgão lesado pelo suicídio. Portanto, não se mate, você não morre. Os problemas que passamos hoje são colheitas de plantios nossos nesta ou de outra encarnação. Ninguém sofre por acaso. Então, qualquer problema que te aflija, procure ajuda psicológica, religiosa e trabalhe numa causa social. Não se entregue ao desânimo. Deus está contigo!


COMPILAÇÃO DE RUDYMARA



quarta-feira, 1 de maio de 2019

HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DO PAI



JESUS DISSE: Não se turbe o vosso coração. – Creia em Deus, creia também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai....
A Casa de Deus, nosso Pai, é o Universo.
Nesse Universo há incontáveis mundos. 
Mundos de vários graus de evolução. Muitos mundos primitivos, muitos mundos de provas e expiações, muitos de regeneração, muitos ditosos e felizes e muitos divinos ou celestes. Por que os mundos são de diferentes graus de evolução? Porque muitos mundos foram criados antes do nosso planeta Terra, outros depois e outros ainda serão criados, porque Deus cria incessantemente. Mas, os mundos são criados para que? Para enfeitar o Universo? Será que só nosso planeta tem vida? Não. Os espíritos disseram à Kardec na questão 55 OLE que: "são habitados todos os mundos que se movem no espaço; que só o orgulho e a vaidade podem sustentar a ideia de que nós estamos solitários no Universo." Jesus, por exemplo, evoluiu em outro planeta que foi criado muito antes do nosso. Quando Jesus estava num grau muito elevado de evolução, Deus o incumbiu de tomar conta de um planeta que estava nascendo, e esse planeta é o nosso planeta Terra. Ele viu o nascimento do nosso planeta, o dirige até hoje e ficará conosco até precisarmos dele. Porque um dia, chegaremos a espíritos puros, daí não precisaremos mais de um guia e modelo para seguir, nós seremos guias e modelos a outros espíritos que foram criados depois de nós. Portanto, Jesus não foi criado com certa evolução. Deus cria todos iguais, simples e ignorante para passar pela escala evolutiva até chegar a angelitude. Ele não privilegia ninguém. 
Nosso planeta, no início, foi uma bola de fogo, através de milênios essa bola de fogo foi esfriando e o ar foi ficando respirável. Daí, no decorrer de muitos séculos, surgiram as rochas, o solo, a água, as plantas, os animais e OS DINOSSAUROS que, segundo Emmanuel, no livro A Caminho da Luz, a Natureza tornou-se uma grande oficina de ensaios monstruosos. Como uma oficina científica dos trabalhadores do Cristo que, analisaram a combinação celular que eles haviam feito (e que não deu certo), e aperfeiçoaram a máquina celular. Foi então que eles desapareceram para sempre da fauna terrestre. Mais tarde surgiu o ser humano, e este passou por todos os reinos: mineral, vegetal, animal até chegarmos à seres humanos e, de seres humanos passaremos a arcanjos. Como aconteceu esta evolução? Nós ainda não temos condições para conhecer inteiramente o princípio das coisas, porque não estamos suficientemente desenvolvidos intelectualmente e moralmente para isso. À medida que progredirmos os estudos e pesquisas progrediram também, daí descobriremos e entenderemos melhor as leis e os princípios da Natureza, conseguiremos formular teorias mais próximas da verdade, a respeito da formação do Universo e do surgimento dos seres.Segundo Richard Simonetti, quando um cachorro, por exemplo, der sinal de inteligência, não continuará mais aqui na Terra, que não lhe oferecerá condições; ao desencarnar, o Espírito desse cachorro irá para mundos em começo de evolução. Após cachorro, reencarnará no corpo de um primata aprendendo a andar de pé, a usar as mãos. Depois reencarnará num planeta primitivo, cujos moradores são espíritos que moram em cavernas, como nós já moramos um dia. Allan Kardec classifica os mundos em: Mundo primitivo, mundo de provas e expiações, mundo de regeneração, mundo ditosos e felizes e mundo divino e celeste. O nosso planeta Terra já foi um mundo primitivo, hoje é um mundo de provas e expiações e está em transição para um mundo de regeneração. Esta transição depende do nosso esforço em nos regenerarmos, de deixarmos de sermos rebeldes a lei divina. Quem não se esforçar não encarnará mais aqui, encarnará em uma das muitas moradas da casa do Pai que esteja de acordo com seu comportamento. Estamos na peneira simbólica de Jesus onde ele está separando o joio do trigo, ou seja, está separando quem irá e quem não irá encanar aqui. Esta seleção está acontecendo no plano espiritual ao desencarnarmos. Afinal, estes espíritos rebeldes iriam atrapalhar a evolução do planeta. Foi o que aconteceu há 10 mil anos aos moradores de um outro planeta que, segundo Emmanuel, ficava no sistema de Capela, onde passavam por esta transição que estamos passando hoje aqui. Os rebeldes à lei de Deus foram mandados para cá, que na época era um mundo primitivo, e a presença dos capelinos explica o espantoso “salto evolutivo” que ocorreu naquele período, chamado neolítico, que ainda hoje inspira perplexidade aos antropólogos. Concentrando-se em grupos distintos eles formaram 4 grandes culturas: egípcias, hindu, israelense e européia, que se destacaram por extraordinárias realizações. Inteligentes, dotados de iniciativa e capacidade de organização, dispararam um notável surto de progresso. No curto espaço de alguns séculos a Humanidade aprendeu a cultivar a terra, concentrando-se em cidades, aprimorou a escrita, inventou os utensílios de metal, domesticou os animais. 


Texto de Rudymara



sábado, 16 de março de 2019

JESUS ERA SOCIALISTA?


Hoje em dia ouvimos muitos falarem em divisão de renda. Mas, será que nós sabemos dividir o que temos? Numa campanha de doação de roupas, sapatos, brinquedos e outros, por exemplo, muitos doam o resto de seu armário, o que não dá mais para usar: camisetas manchadas de tintas ou alvejantes, sapatos furados, calças rasgadas, brinquedos quebrados ou faltando peças, alimentos fora do prazo de validade e outros. E às vezes, apenas sentem pena, mas não doam nada.
Alguns afirmam que Jesus era socialista. Concordo, mas a divisão de bens que ele pregou não é de forma "obrigatória" por um Governo, ela deve vir de forma espontânea, até porque, como já dissemos antes, nós ainda não sabemos dividir, repartir, doar ou se doar. Ainda somos egoístas, gananciosos, materialistas e, por isso, muitos que chegam ao poder não são justos. E também não é na forma de igualdade. Até no Nosso Lar há trabalho, remuneração (em forma de fichas chamado de Bônus Hora) que poderão ser trocados, por exemplo, por roupas melhores e até casa. Compra mais e coisas melhores quem trabalha mais. Então, a divisão que Jesus pregou é o de dividir alegria, realizar sonho, ajudar quem tem menos que nós, isso é o que deveria acontecer até que um dia ninguém se sinta confortável em ter coisas e ver pessoas sem nada ou com tão pouco e não fazer algo para ajuda-las. E quando for dividir ou doar algo, que se coloque no lugar de quem irá receber tal doação. Pense assim: “Eu gostaria de ganhar esta roupa? Eu gostaria de ver meu filho(a) ganhando este brinquedo?” Se a resposta for negativa, não doe. E aquele que é rico deveria pensar que, se seu dinheiro não o acompanha após a desencarnação, é porque não é dele, é só um empréstimo de Deus que, um dia terá que prestar conta do uso que fez dele. O empresário de uma multinacional, por exemplo, deveria doar uma casa aos seus empregados, pelo menos, todo final de ano. Fazer um cadastro de seus empregados e presentear quem mais necessita. Isto motiva os funcionários. Outros empresários poderiam doar algo que esteja ao seu alcance também. Quem dera esta atitude virasse "moda" a ponto que todos se solidarizem com a dor do outro. Como disse Divaldo Franco: “Quem não puder doar uma estrela, doe a luz de um vagalume; quem não puder dar um jardim, ofereça uma flor; quem não puder brindar a vida, enseje um aperto de mão; quem não dispuser de um rio para saciar a sede de uma aldeia, oferte um copo de água a alguém. Porque ninguém é destituído de valor que não possa amar, nem é tão pobre que não possa alguma coisa doar.”
O mundo só vai melhorar quando melhorarmos nossas atitudes, quando aprendermos a utilizarmos os bens que Deus nos empresta sem egoísmo, enfim, quando pararmos de nos doer e começarmos a doar e nos doar. 
Pensemos nisso!

Texto de Rudymara




sexta-feira, 15 de março de 2019

O ESPÍRITO DA MALDADE



O Espírito da Maldade, que promove aflições para muita gente, vendo, em determinada manhã, um ninho de pássaros felizes, projetou destruir as pobres aves.
A mãezinha alada, muito contente, acariciava os filhotinhos, enquanto o papai voava, à procura de alimento.
O Espírito da Maldade notou aquela imensa alegria e exasperou-se. Mataria todos os passarinhos, pensou consigo. Para isto, no entanto, necessitava de alguém que o auxiliasse. Aquela ação exigia mãos humanas. Começou, então, a buscar a companhia das crianças. Quem sabe algum menino poderia obedecê-lo?
Foi a casa de Joãozinho, filho de Dona Laura, mas Joãozinho estava muito ocupado na assistência ao irmão menor, e, como o Espírito da Maldade somente pode arruinar as pessoas insinuando-se pelo pensamento, não encontrou meios de dominar a cabeça de João. Correu à residência de Zelinha, filha de Dona Carlota. Encontrou a menina trabalhando, muito atenciosa, numa blusa de tricô, sob a orientação materna, e, em vista de achar-lhe o cérebro tão cheio das idéias de agulha, fios de lã e peça por acabar, não conseguiu transmitir-lhe o propósito infeliz. Dirigiu-se, então, à chácara do senhor Vitalino, a observar se o Quincas, filho dele, estava em condições de servi-lo. Mas Quincas, justamente nessa hora, mantinha-se, obediente, sob as ordens do papai, plantando várias mudas de laranjeiras e tão alegre se encontrava, a meditar na bondade da chuva e nas laranjas do futuro, que nem de leve percebeu as idéias venenosas que o Espírito da Maldade lhe soprava na cabeça. Reconhecendo a impossibilidade de absorvê-lo, o gênio do mal lembrou-se de Marquinhos, o filho de Dona Conceição. Marquinhos era muito mimado pela mãe, que não o deixava trabalhar e lhe protegia a vadiagem. Tinha doze anos bem feitos e vivia de casa em casa a reinar na preguiça. O Espírito da Maldade procurou-o e encontrou-o, à porta de um botequim, com enorme cigarro à boca. As mãos dele estavam desocupadas e a cabeça vaga.
- "Vamos matar passarinhos?" - disse o espírito horrível aos ouvidos do preguiçoso.
Marquinhos não escutou em forma de voz, mas ouviu em forma de ideia. Saiu, de repente, com um desejo incontrolável de encontrar avezinhas para a matança.
O Espírito da Maldade, sem que ele o percebesse, conduziu-o, facilmente, até à árvore em que o ninho feliz recebia as carícias do vento. O menino, a pedradas criminosas, aniquilou pai, mãe e filhotinhos. O gênio sombrio tomara-lhe as mãos e, após o assassínio das aves, levou-o a cometer muitas faltas que lhe prejudicaram a vida, por muitos e muitos anos.
Somente mais tarde é que Marquinhos compreendeu que o Espírito da Maldade somente pode agir, no mundo, por intermédio de meninos vadios ou de homens e mulheres votados à preguiça e ao mal.

XAVIER, Francisco Cândido. Alvorada Cristã. Pelo Espírito Neio Lúcio. FEB. Capítulo 48.


HORA VAZIA 

Cuidado com a hora vazia, sem objetivo, sem atividade.
Nesse espaço, a mente engendra mecanismos de evasão e delira.
Cabeça ociosa é perigo a vista.
Mãos desocupadas facultam o desequilíbrio que se instala.
Grandes males são maquinados quando se dispõe de espaço mental em aberto.
Se, por alguma circunstância, surge-te uma hora vazia, preenche-a com uma leitura salutar, ou uma conversação positiva, ou um trabalho que aguarda oportunidade para execução, ou uma ação que te proporcione prazer . . .
O homem, quanto mais preenche os espaços mentais com as idéias do bem, mediante o estudo, a ação ou a reflexão, mais aumenta a sua capacidade e conquista mais amplos recursos para o progresso.
Estabelece um programa de realizações e visitas para os teus intervalos mentais, as tuas horas vazias, e te enriquecerás de desconhecidos tesouros de alegria e paz.
Hora vazia, nunca!


(Joanna de Ângelis – do livro: Episódios Diários – psicografado por Divaldo P. Franco)




COMO ESTAMOS EDUCANDO NOSSO FILHO PARA CONVIVER COM O DIFERENTE?

Nosso filho encontrará colegas, amigos, pessoas com a cor de pele, de cabelo, de olhos diferentes, usando óculos, gordos, magros, alto, baixo, com deficiências físicas e mentais, enfim, quando ele olha para alguém diferente dele esse alguém está olhando para ele e também vendo uma pessoa diferente. Diferente não significa pior ou melhor que ele, apenas diferente. Isto está dentro da lei divina, faz parte da necessidade evolutiva de cada um, não é para nos sentirmos superiores ou inferiores a ninguém. Como disse Lacordaire no O Evangelho segundo o Espiritismo: "Todos os homens são iguais na balança Divina e só AS VIRTUDES nos distinguem aos olhos de Deus." Na balança divina Deus não levará em conta a cor da nossa pele, nossa posição social, nossa religião, o time de futebol que torcemos, se fomos hetero ou homo, homem ou mulher, mas sim as virtudes que abrigamos dentro de nós. Então, embora sejamos diferentes, devemos tratar todos iguais, sem risos, piadas, humilhações e violência. Fazer uma pessoa se sentir triste, humilhado, infeliz, chorar, é MALDADE. Existe a violência física e a violência verbal que machuca também. Como está no O Evangelho segundo o Espiritismo, a violência verbal é a “palavra descortês, mal educada que usamos com o semelhante". Quantas pessoas cometem suicídio, adoecem, entram em depressão, querem se vingar através da violência, por serem humilhadas com piadas, chacotas e comentários que denigrem sua imagem. Cristãos, a pergunta é: "Será que estamos seguindo o ensinamento do Cristo que pede para que não façamos ao próximo o que não queremos que ele faça conosco?" "Estamos investindo na evangelização dos nossos filhos?" Como disse Kardec: É pela educação, muito mais do que pela instrução, que vamos atingir o progresso moral." Afinal, falamos em paz, mas será que estamos ensinando nossos filhos serem pacíficos? Queremos respeito, mas estamos ensinando nossos filhos a respeitar? Queremos direito, mas estamos ensinando nossos filhos que o direito dele acaba quando começa o direito do seu próximo? Então, finalizemos com a pergunta do início do texto: "COMO ESTAMOS EDUCANDO NOSSO FILHO PARA CONVIVER COM O DIFERENTE?" Pensemos nisso!

Texto de Rudymara


POR QUE OS JOGOS VIOLENTOS SÃO PERIGOSOS?



Divaldo Franco conta a história de uma criança que foi abandonada na instituição que ele preside (Mansão do Caminho). Era um menino que tinha 6 meses de vida. Conforme ele crescia eles observavam que ele gostava de confeccionar faquinhas. E dizia que queria esfaquear as mulheres que ajudavam Divaldo, só para sentir o sangue quente escorrer pelas suas mãos. Divaldo perguntava como ele sabia que o sangue era quente Ele dizia que não sabia por que, mas sabia que era quente. Divaldo conversava muito com ele, e retiravam as arminhas confeccionadas por ele. Ele cresceu, e pediu que Divaldo o emancipasse. Divaldo concordou, mas com uma condição: “que quando ele sentisse vontade de matar alguém, voltasse e matasse o Divaldo.” O menino assustou com o pedido, mas concordou. Anos depois eles se encontraram e conversa vai, conversa vem, Divaldo perguntou se o rapaz sentiu vontade de matar. Ele disse que sim, várias vezes. Mas que, cada vez que dava vontade ele via a imagem de Divaldo dizendo: “Venha e me mate primeiro.” Daí ele desistia. Então, Divaldo contou que, os espíritos lhe contaram que aquele rapaz, em outra encarnação foi um assassino.
Portanto, não sabemos o que uma criança (que é um espírito velho usando um corpo novo) foi ou fez em vida anterior. Se aquele espírito encarnado foi, por exemplo, um assassino na vida anterior, um jogo, um brinquedo, um programa violento poderá trazer lembranças do passado e incentivar ou reavivar a vontade de agir de forma violenta. O Espírito (que somos nós) passa pela infância porque durante esse período, é mais fácil assimilar a educação que recebe, de seus pais ou daquele que está com a responsabilidade de educá-la, de auxiliá-la no adiantamento. Nós não conhecemos o que a inocência das crianças esconde. Para que os Espíritos não possam mostrar excessiva severidade, eles recebem todo o aspecto da inocência. Essa inocência, muitas vezes, não constitui o que realmente eram antes. É a imagem do que deveriam ser, e não o que são. As más inclinações são cobertas com o esquecimento do passado. O amor dos pais se enfraqueceria diante do caráter áspero e intratável do Espírito encarnado. Pois não sabemos se o Espírito que recebemos com todo amor, possa ter sido um assassino, um amigo, um inimigo, um viciado ou outra coisa qualquer. Na adolescência surge o caráter real e individual, por isso mudam tanto de comportamento. Sem contar que, atraímos para perto de nós espíritos desencarnados (obsessores) com o mesmo gosto. Se foram violentos quando encarnados, buscarão espíritos encarnados violentos por afinidade. E que poderão intuir a cometer crimes e violências. Então, pais, eduquem seus filhos, exerçam sua autoridade para fiscalizar o que estão fazendo, com quem andam, colocar hora para estudar, para se divertir, para chegar em casa, ensinem a dar satisfação de onde vão, com quem vão, dar afazeres no lar como arrumar o quarto, lavar uma louça, procurar saber qual é seu comportamento na escola com os colegas, professores e funcionários, enfim, acompanhem o dia a dia deles, elogie o que fizerem de certo e corrijam o que fizerem de errado. Muitos pais estão se esforçando para dar tudo para agradar os filhos, mas estão se esquecendo de dar o mais importante: VALORES MORAIS. Celular, roupas, sapatos e outras coisas passageiras quebram, estragam e podem ser substituído, mas os valores morais são para sempre, até após a desencarnação. Pensemos nisso!


Compilação de Rudymara

terça-feira, 5 de março de 2019

O BEM CONTRA O MAL

A Gaviões da Fiel desfilou na avenida do samba este ano (2019) mostrando a luta do bem contra o mal e isto repercutiu muito mal entre muitas pessoas. Mas, vamos analisar o fato com calma? Chocou por que? Porque a encenação foi forte, mas o tema é verdadeiro, atual e faz muitos de nós questionarmos nossa fé. Para nós espíritas “O Bem é proceder de acordo com a Lei de Deus; e o Mal é desrespeitá-la” como se encontra na questão 629 em O Livro dos Espíritos. Daí perguntamos: "Dentro de nós, quem está vencendo?" Afinal, muitos de nós nos dizemos cristãos, mas nossas atitudes no lar, na escola, na via pública, no trabalho, nas redes sociais, enfim, no dia a dia, demonstram o contrário. Será que faríamos certas coisas se Jesus estivesse diariamente nos acompanhando fisicamente? Estão dizendo que é desrespeito o que a escola fez com a imagem de Jesus, mas e nós, será que não o desrespeitamos todos os dias quando transgredimos as leis de Deus trazidas por ele? Será que nossos vícios, ódios, mentiras, revides, abusos, enganações, trapaças, desrespeito com o próximo e o distante, com o diferente de nós, com os pais, professores, bens públicos, com o cônjuge, com a religião alheia, com o corpo físico que nos foi emprestado por Deus, com os animais, a Natureza, com os idosos, crianças, violência, sexo desregrado, aborto e outros, também não são atos desrespeitosos? Ser cristão vai muito além de frequentar uma religião e seguir seus dogmas e rituais. Ser cristão é viver o cristianismo, ou seja, fé tem que ser com obras senão é morta. Kardec perguntou aos Espíritos na questão 932: POR QUE O MAL GERALMENTE VENCE O BEM? E eles responderam: “Por fraqueza dos bons é que vemos com frequência no mundo, a influência dos maus vencerem a influência dos bons. Porque os maus são intrigantes e audaciosos, e os bons são tímidos. E que, quando os bons quiserem, predominarão.” Então, podemos concluir que o mal só vence quando o bem se omite. E o bem, como já dissemos, é proceder de acordo com a lei de Deus. Será que estamos ajudando Jesus nesta luta de implantar o bem na Terra? Pensemos nisso!
Texto de Rudymara