terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

A MORTE NA VISÃO ESPÍRITA



Para os seguidores do Espiritismo, a morte não existe. O espírito usa o corpo físico como instrumento para se aprimorar através da expiação ou da provação. O corpo é uma veste e a reencarnação (retorno ao corpo carnal) serve para o espírito evoluir. Uns desencarnam no tempo previsto, outros antecipam a desencarnação com abusos e outros ainda prolongam o tempo (moratória) quando, por exemplo, estão num trabalho importante em prol da sociedade. Quando o corpo morre, o espírito se desliga e, cada um irá para onde sua consciência o levar, porque é nela que estão escritos as leis de Deus e é ela que irá fazer o julgamento que será de acordo com o que fizemos ou deixamos de fazer quando encarnados: “A cada um segundo suas obras”. Uns passam pelo Umbral, como disse André Luiz, uma "região destinada a esgotamento de resíduos mentais”, para depois irem para uma das colonias espirituais e, outros irão direto para uma das muitas colonias espirituais onde entenderão sua condição de desencarnado e lá ficarão se reequilibrando, estudando e se preparando para uma nova encarnação. Com a reencarnação, o espírito adquire experiências e evolui em outro corpo, trocando de sexo, raça, saudável ou com determinada limitação física ou mental seguindo a lei de causa e feito, enfim, conforme a necessidade de aprendizado e, quantas vezes forem necessários, até “pagar o último ceitil” e assim atingir a perfeição. Portanto, ninguém morre, apenas retorna ao plano espiritual, local de onde veio. O importante é entendermos que encarnamos para evoluir, tentando ser hoje melhor do que fomos ontem e sendo amanhã melhor do que estamos sendo hoje conosco e com o próximo. Assim, diminuiremos nossos débitos e teremos, consequentemente, cada vez menos dores e aflições a resgatar. Então, façamos isto o mais breve possível, afinal, não sabemos quando seremos chamados para prestarmos contas.

Texto de Rudymara


sábado, 2 de fevereiro de 2019

MORTE COLETIVA NA VISÃO ESPÍRITA


Divaldo diz que: "As mortes coletivas acontecem por fenômenos cármicos, decorrência natural da lei de causalidade. Aqueles que coletivamente feriram, magoaram, agrediram, desrespeitaram, as leis de uma ou de outra forma, encontram-se nas sucessivas jornadas da reencarnação para coletivamente resgatarem os crimes perpetuados." Estas pessoas são atraídas para um local onde possivelmente haverá um desastre natural (tsunami, terremoto, furacão e outros) ou desastres anunciados pela imprevidência do homem (Mariana, Brumadinho, Boate de Santa Maria, etc.), ocasionados por erros técnicos, erro de engenharia, erro na direção da empresa, erros políticos e por vários interesses mesquinhos consequência da inferioridade humana. Enfim, o mundo está cheio de injustiça, causada pelo homem que ainda é imperfeito, mas não tem nenhum injustiçado pela lei divina. Como disseram os espíritos na questão 741, “muitos flagelos resultam da imprevidência do homem”. Ninguém nasce para matar, assaltar ou delinquir, apenas fazem mau uso do livre arbítrio, daí sofrem as consequências, nesta ou em outra encarnação. Mas, "o amor cobre multidão de débitos", ou seja, os que se dedicam ao Bem, à caridade, ao amor ao próximo, podem mudar seu carma. Como explica Divaldo: "Aqueles que individualmente se acham renovados pelo processo da renovação moral, aqueles que conseguiram romper as amarras do grupo, pelo Bem que fizeram, naturalmente minimizaram as consequências do Mal que realizaram, e muitas vezes são poupados, estão excluídos do débito coletivo pelo Bem que individualmente fizeram. Muitas vezes, num acidente aéreo, uma pessoa escapa; outro chega ao balcão do aeroporto e acaba de perder o voo. Mas aquele “perder” de um voo foi o “ganhar” da existência planetária; num acidente alguém consegue sobreviver." Mas, não nos esqueçamos que, ninguém morre, apenas voltam de onde vieram antes de nós. Oremos aos desencarnados e aos seus familiares que ficaram. Deus não desampara ninguém. Estes momentos devem servir de reflexão, de buscarmos o verdadeiro sentido da vida que, para nós espíritas é EVOLUIR. Precisamos viver sem achar que viveremos eternamente na Terra ou que nascemos para apenas "curtir" a vida. Precisamos questionar: "O que Deus espera de nós?" O importante é modificarmos "para melhor" nossas atitudes em relação a nós mesmos a ao próximo, para amenizarmos nossos débitos do passado ou para não contrairmos débitos para o futuro. Afinal, não sabemos quais são nossos débitos do passado e quando seremos chamados a resgatar ou prestar contas.

Texto de Rudymara


ONDE ESTAVA DEUS?



Nas tragédias de Mariana, de Brumadinho e outras mais, muitos questionam:
“Onde estava Deus?”
Eu respondo que:
- Deus estava ausente na “atitude das pessoas”.
Deus nos mandou as regras do bem viver através de Jesus, mas nós vivemos como se tudo isso fosse besteira e ultrapassado.
Buscamos Deus nos cultos nos dias e horas certas dentro das casas religiosas, mas fora dela, não fazemos a Sua vontade.
Deus nunca está ausente, nós que nos afastamos Dele quando não colocamos em prática Seus ensinamentos.
Quando alguém paga propina para legalizar algo ilegal, foi Deus que o ensinou a fazer isso? Quem recebe propina para legalizar algo que pode colocar vidas em risco no futuro, foi Deus que ensinou isso? Político que é pago para fazer leis que regem o bem viver de uma sociedade e não faz, foi Deus que o instruiu? Ser fiscal relapso é de instrução divina? Ser ganancioso, ambicioso e egoísta é ensinamento divino? 
Os espíritos disseram na questão 741 que, “muitos flagelos resultam da imprevidência do homem”. Ninguém nasce para matar, assaltar ou delinquir, apenas fazem mau uso do livre arbítrio, daí sofrem as consequências.
Muitos de nós somos imprevidentes porque acreditamos que as tragédias só acontecessem com os outros. Muitos de nós só agimos com prudência por medo de levar multa, de ser preso ou ser punido de alguma forma. Muitos de nós só temos precauções após uma tragédia, um sofrimento ou dor. Muitos são imprevidentes porque só se preocupam com o dinheiro que irão ganhar, mesmo sabendo que aquilo poderá prejudicar pessoas. 
Infelizmente, ainda somos muito egoístas, imediatistas e materialistas, por isso, num momento desses, queremos colocar a culpa em Deus. Há quem afirme ser vingança divina. Lembremos que vingança é um sentimento de espíritos inferiores, e não de um ser perfeito, bom e justo como Deus é. E se Ele fosse se vingar dos seus filhos rebeldes, que transgridem as suas leis, poucos restariam no mundo. Deus apenas faz leis que regem a lei de causa e efeito. Não podemos esquecer que, a maioria de nós tem algo a resgatar, porque somos devedores perante a lei de Deus. Salvo os casos onde o Espírito pede, antes de encarnar, uma prova difícil ou dolorosa. Exemplo: para adiantar sua evolução, para despertar familiares a observar sua fé e por tantos outros motivos. Fora estes casos, a maioria são devedores, uns resgatam individualmente, outros coletivamente. Precisamos observar também que, nem todas as mortes, por exemplo, por asfixia significa que os desencarnados mataram alguém asfixiado. Quem mata alguém, por exemplo, com um tiro no coração, pode resgatar nascendo ou contraindo, durante a vida, um problema no coração. Mas, como explica Divaldo Franco, "as mortes coletivas acontecem por fenômenos cármicos, decorrência natural da lei de causalidade. Aqueles que coletivamente feriram, magoaram, agrediram, desrespeitaram, as leis de uma ou de outra forma, encontram-se nas sucessivas jornadas da reencarnação para coletivamente resgatarem os crimes perpetuados." A justiça divina, apenas se aproveita das catástrofes decorrentes da imprevidência dos homens ou das leis da Natureza (maremoto, terremoto, tsunami, etc) para fazer resgates. 
Enfim , o momento é de reflexão, de buscarmos o verdadeiro sentido da vida (que é evoluir), de entendermos que precisamos viver sem achar que "morreu acabou" ou que nascemos apenas para "curtir" a vida. Precisamos questionar: "O que Deus espera de nós?" O importante é modificarmos "para melhor" nossas atitudes em relação a nós mesmos a ao próximo, para amenizarmos nossos débitos do passado ou para não adquirirmos débitos no futuro. Afinal, não sabemos quando seremos chamados a prestar contas. No momento só nos resta orar pelos desencarnados, pelos encarnados que sobreviveram e aos familiares que sofrem com a desencarnação de seus entes queridos. Pensemos nisso!


Texto de Rudymara

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

JOÃO DE DEUS NÃO É MÉDIUM ESPÍRITA



Mediunidade não é propriedade dos espíritas. Dentro de todas as religiões e fora delas há médiuns, porque todos somos médiuns de alguma forma. Só que alguns são médiuns ostensivos, ou seja, são aqueles que ouvem, vêem desencarnados, psicografam, curam, enfim, são vários os tipos de mediunidade. Portanto, há médiuns espíritas e médiuns que não são espíritas. Uns chamam de profetas, outros de cavalo, etc. Uns falam em línguas, outros dizem receber o espírito santo e outros. Na Bíblia há muitos relatos de pessoas que tiveram mediunidade de ver espíritos, de falar com eles e de até curar. Na transfiguração, por exemplo, Jesus evocou dois mortos: Elias e Moisés. Os apóstolos Pedro, Tiago e João viram e ouviram estes espíritos. No antigo testamento (época que nem existia o Espiritismo), o rei Saul buscou uma necromante (médium) para conversar com Samuel que já estava “morto”. Essa passagem está em I Samuel, cap. 28: vv 8 á 15. Mas, por que Moisés proibiu "evocar mortos"? Porque tal prática era possível, e além de ser possível dela se abusava. No livro Números, antigo testamento, Moisés recebeu queixas de Josué que dizia haver dois homens profetizando (usando a mediunidade) nos arredores de Israel. Era Eldade e Medade. Moisés quis saber o que ambos faziam e ele foi informado que estavam curando, orientando, ajudando, etc.. Então, Moisés disse:
- Quem dera todo o povo do Senhor fosse profeta (médium) e que o Senhor pusesse o Seu Espírito sobre ele.
Então, o problema com Moisés não era com o profetismo (mediunidade) e sim com o mau profetismo. A exploração do profetismo. Por isso, quem é espírita trabalha com a mediunidade de forma séria, sem cobrar nada de ninguém. O único método de cura que utilizamos é através do passe (imposição de mãos), sem cortes e macas e, não a utilizamos para consultar espíritos. Enfim, podemos concluir que todo espírita é espiritualista (porque crê em algo além da matéria), mas nem todo espiritualista é espírita (porque não segue os ensinamentos trazidos pelos espíritos através de Allan Kardec). Portanto, João de Deus não é médium espírita. Então, antes de julgarmos (embora "julgar" não seja um ato cristão) uma religião, busquemos conhecer a verdade. As pessoas não devem se esquecer da história impar do Espiritismo por causa da falha moral de uma pessoa que nem é espírita. Esquecem o exemplo de Chico Xavier, Bezerra de Menezes, Divaldo Franco e outros para denegrir a doutrina espírita. O mesmo respeito que queremos que tenham com a nossa religião, tenhamos com a religião dos outros. Pensemos nisso!


Rudymara



sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

SÍNDROME DE PILATOS


Jesus vos deu o exemplo da caridade e Pôncio Pilatos o do egoísmo, pois, quando o Justo vai percorrer as santas estações do seu martírio, Pilatos lava as mãos dizendo: 
- Que me importa! 
Ainda hoje encontramos muitos Pilatos da era moderna. São aqueles que buscam seus interesses pessoais sem medir as consequências de tais atitudes. Querem enriquecer, se manter no poder ou obter alguma vantagem, mesmo que tenha que prejudicar outras pessoas. Vivem como se nunca fossem prestar contas de seus atos. Sem observar que Jesus trouxe uma regra de ouro que, caso seguíssemos, muitos males seriam evitados que é: "devemos fazer ao próximo o que queremos que ele nos faça." E, por não seguir tal regra, infelizmente, muitos ainda pensam e agem como Pilatos:
- Que me importa a morte de pessoas numa fila de hospital, sem remédio, sem tratamento, soterrado pela lama, acidentado nas estradas esburacadas e outros, desde que eu esteja rico(a), desde que eu tenha levado vantagem.
Mas Jesus alerta: "Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?"
Pensemos nisso!




Rudymara


CRIANÇAS MIMADAS


"Pais que mimam filhos estão criando geração de incapazes de lidar com frustração." 
Muitos pais querem poupar os filhos de ouvir "não pode", de ter que seguir regras, de ter disciplina, respeito. Daí, qd se deparam com o mundo fora do lar, se assustam, porque nem todos terão o mesmo comportamento dos pais, aí eles se revoltarão, se sentirão frustrados e buscarão uma fuga para isso. Muitos entram em depressão, começam a usar drogas lícitas e ilícitas, se tornarão violentos com quem não faz sua vontade, se matam. Quem ama ensina, corrige, diz sim e não no momento certo, prepara os filhos para o mundo, que não passará a mão na cabeça. Filhos são espíritos velhos em corpos novos, eles chegam até nós pela vontade de Deus que conta com os pais ou responsáveis com a sua educação para que sejam cidadãos de bem, fortes emocionalmente e úteis para a sociedade, ou seja, para que façamos com que eles retornem à pátria espiritual melhores do que chegaram. Pensemos nisso!

Rudymara


quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

RICO E POBRE



Riqueza e pobreza são testes que nos ensinam, de encarnação a encarnação, a lidar com uma e com outra situação fazendo com que nos coloquemos no lugar do outro. 
Observemos estes exemplos:
Exemplo 1: No livro Memórias de um suicida, o espírito Jerônimo, que se matou com um tiro no ouvido porque sua empresa faliu, deixando esposa e filhos em situação difícil, reencarnou em família rica, com o propósito de não formar família, montar uma instituição para crianças órfãs, e ir à ruína financeira novamente, para ter que lutar com coragem, ou seja, seria um teste para ver se ele não cometeria suicídio novamente. 
Exemplo 2: J. Raul Teixeira conta em uma de suas palestras que um dia quando estava indo almoçar viu uma mulher revirando lixo e separando alimento. Ele ficou com pena e seu mentor apareceu e contou que na vida passada ela foi um famoso político brasileiro, ainda hoje muito conceituado, e que por ter prejudicado tanto o povo, tinha reencarnado numa condição miserável, devido ao mecanismo do complexo de culpa que fez, após a morte do corpo de carne, no mundo espiritual (onde não conseguimos esconder nada, nem de nós, nem dos outros), voltando numa condição miserável para aprender a valorizar aquilo que ele tanto desprezara na vida anterior: as dificuldades financeiras do próximo. 
Exemplo 3: Disse Emmanuel através da psicografia de Chico Xavier no livro Na Era do Espírito: “. . . Muitas vezes, sonhamos para nossos filhos, no Mundo, invejável destaque na profissões liberais com primorosas titulações acadêmicas, mas é provável hajam renascido conosco para serviços de gleba (terra, solo), aspirando a adquirir duros calos nas mãos a fim de se realizarem na elevação que demandam. 
Então, estude, se esforce, trabalhe, lute, corra atrás dos seus sonhos materiais, mas se eles não se realizarem, não pense que você está esquecido por Deus ou que Ele gosta mais de outros filhos do que de você. Se fosse assim Deus seria injusto, já que vemos pessoas egoístas, más na riqueza e pessoas boas e caridosas na pobreza. Então, talvez você já teve, em outra encarnação, muitos bens materiais e os usou de forma errada, de forma egoísta, por exemplo. Talvez, muitos apontaram para você o chamando de egoísta, pão duro, perdulário e, quem sabe hoje, seja você quem aponta aos mais abastados usando as mesmas palavras. Então, nada é por acaso. Como disse Meimei: "As vezes, o mal na vida, é o bem mal interpretado." Portanto, os que tem menos não devem invejar os que tem muito, não busquem de forma ilegal a realização de seus sonhos e, os que tem muito, não pensem que vocês tem alguma coisa, vocês apenas administram o que Deus lhes emprestou. Porque se fosse de vocês, vocês levariam após a desencarnação. No entanto, o rico e o pobre, quando chegarem ao plano espiritual, prestarão contas do comportamento que tiveram na posição social que ocuparam aqui na Terra. E felizes serão aqueles que buscaram a maior prosperidade que podemos alcançar que é a prosperidade espiritual. Pense nisso!


Rudymara

  

domingo, 13 de janeiro de 2019

DEUS E JESUS ESTÃO DENTRO E FORA DE TODAS AS RELIGIÕES


Jesus não veio trazer uma RELIGIÃO, mas ENSINAMENTOS. A religião foi criada pelos homens, cada um criou conforme sua interpretação das escrituras cristãs ou interesse pessoal. Muitos discutem alegando que esta ou aquela religião é a melhor. Mas a melhor é aquela que ajuda a pessoa a ser melhor. Uns conseguem se melhorar em uma religião e outros em outra. Basta observar que dentro de todas as religiões há quem siga os ensinamentos do Cristo e outros não, desde os sacerdotes aos fiéis. Há fatos históricos dentro das religiões, de abusos, mortes, torturas, explorações, enriquecimento, ou seja, tudo que foge dos ensinamentos de Deus trazidos pelo Cristo. É incoerente se dizer desta ou daquela religião cristã e enganar, abusar, maltratar um animal, um idoso, uma criança, um alcoólatra, um doente, um morador de rua, um indígena, enfim, fazer aos que convivem conosco nessa vida o que não queremos que eles nos façam. Ser religioso não é apenas frequentar o templo religioso, seguir seus rituais e dogmas como o batismo, por exemplo, e fora do templo ter uma conduta imoral, irresponsável, indisciplinada, desrespeitosa com sua vida e com a dos outros. Podemos enganar todos e a nós mesmos, mas nunca enganaremos as leis de Deus.Como disse Divaldo Franco: "O importante não é a religião adotada, mas o comportamento nela assumido." Disse ele também: "Eu respeito muito mais um ateu digno do que um religioso hipócrita." Portanto, Deus e Jesus não são propriedades desta ou daquela religião. Eles estão onde precisam deles, seja dentro ou fora dos templos religiosos. Seremos avaliados, pela lei divina, pelo bem e pelo mal que praticarmos ou pelo bem que deixarmos de realizar e não pela religião que frequentamos. Como disse Jesus: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus", isto significa que ganhará o reino dos céus quem se esforçar para viver os ensinamentos trazidos por Jesus e não por aquele que frequenta esta ou aquela religião.  Disse também: "A cada um segundo suas obras", e não segundo sua religião.  Pensemos nisso!

Rudymara



terça-feira, 8 de janeiro de 2019

INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO





Os fariseus chegaram tentando Jesus e dizendoPorventura é correto um homem repudiar (separar, divorciar) da sua mulher, por qualquer causa?
Jesus, respondeuVcs não tem lido (nas leis escritas por Moisés) que quem criou o homem (o ser humano), desde o princípio os fez macho e fêmea (dois seres de sexo diferentes)? Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne?        E qd os dois se tornarem uma só carne, o homem (a lei do homem ou a lei humana)não separará o que Deus ajuntou.”  Os fariseus voltaram a perguntar: Por que Moisés mandou o homem dar à sua mulher carta de desquite, e repudiá-la? Jesus respondeu: Porque Moisés, pela dureza de vossos corações, vos permitiu repudiar (separar) vossas mulheres, mas ao princípio não foi assim. Mas, Eu (Jesus), vos declaro, que todo aquele que repudiar sua mulher, se não for por causa da fornicação (traição), e casar com outra, comete adultério, e o que se casar com a que o outro repudiou, comete adultério. (Mateus, XIX: 3-9)

A passagem do evangelho começa assim: OS FARISEUS CHEGARAM TENTANDO JESUS. Por que tentando? Por que os judeus decoravam todas as leis de Moisés, achavam sagradas e, quem as transgredissem, eram punidos severamente. Então, eles faziam perguntas para Jesus para vê se ele se colocava contra a lei de Moisés, assim eles teriam a chance de puni-lo. Mas, Jesus, foi criado dentro do judaísmo, conhecia todas as leis e conhecia a intenção dos fariseus.  Então:

Os fariseus chegaram tentando Jesus e dizendoPorventura é correto um homem repudiar (separar, divorciar) da sua mulher, por qualquer causa?
Ao tempo de Jesus vigorava entre os judeus a poligamia. Era um costume machista, típico da época que beneficiava os homens. As mulheres, nem pensar! Os grandes líderes da época, como o rei David e o rei Salomão, tiveram várias esposas e incontáveis concubinas. Consta que Salomão montou um harém particular com perto de mil mulheres. Eram tempos difíceis para a mulher. Não passava de escrava do homem, objeto de seus desejos... Seu amo e senhor podia livrar-se dela quando bem entendesse. Bastava entregar-lhe uma carta de (repúdio) divórcio e pronto – a união estava desfeita.
Jesus, respondeuVcs não tem lido (nas leis escritas por Moisés) que quem criou o homem (o ser humano), desde o princípio os fez macho e fêmea (dois seres de sexo diferentes)? Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne? Se tornarão uma só carne no sentido material e espiritual. Material é a união dos sexos para que ambos deem a oportunidade à espíritos encarnarem para passarem por provas e expiações. E espiritual no sentido de ambos pensarem juntos em se respeitarem para criar uma harmonia familiar para ajudar tais espíritos q chegarão como filhos
E qd os dois se tornarem uma só carne, o homem (a lei do homem ou a lei humana) não separará o que Deus ajuntou.”  (Por que? Porque podemos separar quantas vezes quisermos, trocar de parceiro(a) qd quisermos, mas a cada relacionamento nos vinculamos àquela pessoa, ou àquele espírito. Geralmente, as separações acontecem de forma difícil, com mágoa, ódio, sentimento de vingança. Algumas vezes esquecem os filhos por raiva do cônjuge, enfim, e com isso vamos contraindo débitos.
Os fariseus voltaram a perguntar: Por que Moisés mandou o homem dar à sua mulher carta de desquite, e repudiá-la? Jesus respondeu: Porque Moisés, pela dureza de vossos corações, vos permitiu repudiar (separar) vossas mulheres, mas ao princípio não foi assim.
A carta de divórcio era um documento legal, fornecido pelo marido à mulher repudiada. Esta, então, ficaria livre para casar-se de novo.
Moisés sabia que os homens tinham o coração duro, maldoso, então ele preferiu que o homem desse a carta de divórcio para a mulher, para que ela tivesse a chance de tentar nova união, do que obriga-la a conviver com aquele homem que não gosta dela e que poderá maltratá-la, humilhá-la. A carta de divórcio era o mal menor. Representava um avanço no relacionamento conjugal. Entretanto, diz Jesus que no princípio não era assim, ou seja, nas tradições mais antigas envolvendo o Velho Testamento, não se observa a utilização frequente da carta de divórcio como no tempo de Jesus (Novo Testamento).
Mas, Eu (Jesus), vos declaro, que todo aquele que repudiar sua mulher, se não for por causa da fornicação (traição), e casar com outra, comete adultério, e o que se casar com a que o outro repudiou, comete adultério. (Mateus, XIX: 3-9)
Jesus quis dizer que o casamento não deve acabar por motivos banais. Quem se separa por motivos banais é como se não tivesse se separado, então, é como se não tivesse se separado segundo a lei divina. Aquele q se aventura a se casar novamente, seja quem se casa com quem é divorciado(a) é como cometesse adultério. Um dos motivos sérios para q aconteça uma separação, segundo Jesus, é a traição. Hoje, podemos citar a violência tb. 

PERGUNTEMOS: O que mudou do tempo de Jesus para cá? Quase nada. As leis do homem mudam conforme o tempo, a situação, a evolução, os costumes da época e do local, mas a de Deus não muda. As consequências de nossos atos continuam sendo levado em conta e nossas ações criarão uma reação. Antes os homens davam carta de repúdio para as mulheres. Hj tanto o homem qt a mulher por dar esta carta. E mts separações continuam acontecendo pelo mesmo motivo da época de Moisés ou de Jesus: PELA DUREZA DE NOSSOS CORAÇÕES, que não consegue perdoar, tolerar, pacificar, relevar, harmonizar, enfim, separam-se por não se esforçarem a aceitar que o outro pensa, age, diferente de nós e nós dele. 
Daí vem a Doutrina   mostra-nos que a união matrimonial não é obra do acaso e envolve compromissos assumidos na Espiritualidade, antes da reencarnação. As vezes não temos maturidade para escolher o parceiro(a), daí fica por conta dos mentores espirituais. Mas o planejamento começa lá, por nós ou pelos mentores.

MARTINS PERALVA classifica o casamento em 5 itens:


ACIDENTAIS : Se dá por efeito de atração momentânea, de almas ainda inferiorizadas. São as pessoas que se encontram, se vêem, se conhecem, se aproximam, surgindo, daí, o enlace acidental, sem qualquer ascendente espiritual. No nosso mundo, tais casamentos são comuns, ainda.

PROVACIONAIS: Reencontro de almas, para reajustamentos necessários à evolução delas. São os mais frequentes. É por essa razão que há tantos lares onde reina a desarmonia, onde impera a desconfiança, onde os conflitos morais se transformam, tantas vezes, em dolorosas tragédias. A compreensão evangélica, a boa vontade, a tolerância e a humildade são virtudes que funcionam à maneira de suaves amortecedores.
SACRIFICIAIS: Deus permite aí, o reencontro de alma iluminada com alma inferiorizada, com o objetivo de redimir a que se perdeu pelo caminho.
AFINS : Pela lei da afinidade, reencontram-se corações amigos, para consolidação de afetos. São os que reúnem almas esclarecidas e que muito se amam. São Espíritos que, pelo casamento, no doce aconchego do lar, consolidam velhos laços de afeição.
TRANSCENDENTES: São Almas engrandecidas no Bem que se buscam para realizações imortais. São constituídos por almas que se reencontram, no plano físico, para as grandes realizações de interesse geral. A vida desses casais encerra uma finalidade superior. O ideal do Bem e do Belo enche-lhes as horas e os minutos repletando-lhes as almas de doce ventura, acima de quaisquer vulgaridades terrenas, acima das emoções inferiores, o amor puro e santo.


ENTÃO, resumindo o assunto, o casamento não deveria se desfazer. O casal deveria se esforçar para mantê-lo. Embora o divórcio seja uma necessidade aos problemas existentes, ele não deveria acontecer por motivos banais. 


Rudymara








quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

TELHADO DE VIDRO


Em uma de suas viagens a Jerusalém (João, 8:1-11) Jesus compareceu ao Templo. Transmitia suas lições a expressivo grupo de ouvintes, quando surgiram alguns escribas e fariseus. Apresentaram uma mulher, explicando: 
– Mestre, esta mulher foi surpreendida em adultério. Moisés ordenou-nos na Lei que seja apedrejada. Tu, pois, o que dizes?
Grave acusação, com base em dois dispositivos da Lei Mosaica:
Em Levítico (20:10): Se um homem cometer adultério com a mulher de seu próximo, ambos, o adúltero e a adúltera, certamente serão mortos.
Em Deuteronômio (22:22): Se um homem for achado deitado com uma mulher casada, ambos serão mortos…
A legislação mosaica era draconiana. A execução, não raro, envolvia a lapidação. O condenado postava-se à frente do povo, que passava a atirar-lhe pedras, até sua morte. 
Povo machista, os rigores da Lei eram sempre para a mulher, em questões de fidelidade conjugal, tanto que nesta passagem somente ela estava sendo acusada, embora o flagrante, obviamente, envolvesse seu parceiro.
Havendo suspeita de adultério, por parte do marido, a esposa era submetida ao ordálio, o juízo de Deus. Era o seguinte:
Diante de um sacerdote, era obrigada a beber nauseante poção. Se lhe causasse intenso mal estar, com incontrolável regurgitação, era proclamada culpada e condenada ao apedrejamento. Se resistisse, seria absolvida.
A segunda hipótese dificilmente ocorria. A poção era forte, e ainda não existia o sonrisal…

***
Escribas e fariseus estavam mal intencionados. 
Submetendo a adúltera a Jesus, prepararam a armadilha perfeita, infalível. Qualquer que fosse sua resposta estaria comprometido, lembrando o adágio: Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega.
Se não a condenasse, estaria contestando Moisés. Falta grave. Seria apontado como traidor.
Se a condenasse, perderia a aura de bondade, o maior obstáculo à intenção de situá-lo como iconoclasta, destruidor do culto estabelecido.
O Mestre não se abalou. Sentado à maneira oriental, escrevia na areia, como se meditasse. Após momentos de eletrizante expectativa, pronunciou seu imorredouro ensinamento.
– Aquele dentre vós que está sem pecados, atire a primeira pedra.
Fosse outra pessoa e, imediatamente, escribas e fariseus, acompanhados pelo povo, desandariam a fazê-lo. Com Jesus era diferente. Dotado de incontestável autoridade espiritual, tinha pleno domínio da situação.
Pesado silêncio fez-se sentir. Ante a força moral daquele homem que devassava suas mazelas, ninguém se sentia autorizado a iniciar a execução.
Pouco a pouco, dispersou-se a multidão, começando pelos mais velhos, até chegar aos mais moços. Em breve, Jesus estava sozinho com a adúltera. Perguntou-lhe, então:
– Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?
– Ninguém, senhor.
– Nem eu tampouco te condeno. Vai e não peques mais.

***
Nesta passagem vemos uma vez mais a extraordinária lucidez de Jesus, ágil no raciocínio, a confundir seus opositores, e ainda aproveita o ensejo para ensinamento basilar:
Ninguém é suficientemente puro para habilitar-se a julgar as impurezas alheias.
Essa ideia é marcante no ensinamento cristão. Jesus situa como hipócritas os que não enxergam lascas de madeira em seus olhos e se preocupam com meros ciscos em olhos alheios.
Observam falhas mínimas no comportamento dos outros. Não encaram gritantes defeitos em si mesmos.
Há em relação ao assunto curiosa situação: Vemos nos outros algo do que somos.
O preconceituoso presume-se discriminado.
O maledicente imagina maldades.
O malicioso fantasia segundas intenções.
Projetamos no comportamento alheio algo de nossas próprias mazelas. Assim, o mal está em nós mesmos.

***
Quem estuda as obras de André Luiz percebe claramente que os Espíritos orientadores jamais usam adjetivos depreciativos.
Não dizem:
– Fulano é um cafajeste, um vagabundo, um pervertido, um mau caráter, um criminoso, um monstro…
Veem o irmão em desvio, o companheiro necessitado de ajuda, o enfermo que precisa de tratamento…
Consideram que todo julgamento é assunto para a Justiça Divina. Só Deus conhece todos os detalhes. 
Mesmo quando lidam com obsessores, tratam de socorrê-los sem críticas, situando-os como irmãos em desajuste.
Faz sentido! 
Somos todos filhos de Deus. Fomos criados para o Bem. O mal em nós é apenas um desvio de rota, um equívoco, uma doença que deve ser tratada.

***
A fórmula para essa visão tem dois componentes básicos:
A intransigência e a indulgência.
Pode parecer tolice. Afinal, são atitudes antagônicas.
Mas é simples:
Devemos ser intransigentes conosco.
Vigiar atentamente nossas ações; não perdoar nossos deslizes; criticar nossas faltas, dispondo-nos ao esforço permanente de renovação. É o despertar da consciência.
Devemos ser indulgentes com os outros.
Evitar o julgamento, a crítica e as más palavras; respeitar o próximo, suas opções de vida, sua maneira de ser.
É o despertar do coração.
Quando aplicamos essa orientação, ocorre algo muito interessante. Quanto mais intransigentes conosco, mais indulgentes somos com o próximo, exercitando o princípio fundamental: Não podemos atirar pedras em telhados alheios, porquanto o nosso é de vidro, muito frágil.


Richard Simonetti