quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Jesus disse: “MISERICÓRDIA É QUE EU QUERO, E NÃO SACRIFÍCIO.


Jesus disse: “MISERICÓRDIA É QUE EU QUERO, E NÃO SACRIFÍCIO.”
Essa é a compreensão que deveríamos ter como cristãos. 

* De que adianta privar-se de comer e não repartir o alimento com o faminto?
* Caminhar quilômetros sofrendo com calor, fome, cansaço, calos nos pés, etc., e dizer que não tem tempo para visitar os pais, a família, um doente, uma instituição de caridade?
* Pagar o dízimo, mas não pagar um pão a um necessitado.
* Arruma tempo para festas, cabeleireiro, manicure, viagens e outros mas não tem tempo para dedicar à uma instituição de caridade.
* Se sacrifica para comprar um tênis, celular e roupas caras ao filho(a) e a si mesmo mas não destina um quilo de alimento à uma cesta básica de um carente.
Desde a época de Moisés até a de Jesus as pessoas tinham o costume de sacrificar um animal para oferecer a deus, porque acreditavam que o agradava. Mas, Jesus veio mostrar que esta e qualquer outra prática exterior não é agradável a Deus, mas sim o sacrifício de seguirmos seus ensinamentos. Ele não quer que sacrifiquemos o corpo e sim a alma. Como? Eliminando vícios, respeitar o próximo de qualquer raça, posição social, orientação sexual, gordo ou magro, quem usa e não usa óculos, criança, idoso, deficientes e outros, enfim, sendo misericordioso que implica em sentir a dor do próximo, ter solidariedade com relação a alguém que sofre uma tragédia pessoal ou que caiu em desgraça; é perdoar; usar de indulgência. Infelizmente, ainda vemos pessoas vendo o cisco no olho do próximo sem enxergar a trave em seu olho; ainda atiramos pedra nas pessoas que erram, sabendo que somos falíveis; sentimos pena de quem sofre, mas muitos de nós não buscamos ajudar quem passa por uma dificuldade, dentre outros. Então, mais MISERICÓRDIA e menos SACRIFÍCIO, ou seja, chega de cultos externos e mais vivencia dos ensinamentos cristãos. Mais "fé com obras", por favor. Pensemos nisso!


Rudymara

CAMINHEMOS


“O Espiritismo é uma doutrina que nos coloca no dever de sempre caminhar. Não nos pede santidade. Pede-nos apenas caminhar, e, a cada passo dado no rumo do progresso, surge o convite ao trabalho dentro do que já conquistamos, atribuindo oportunidades de adquirir as virtudes que ainda não trazemos na alma. O erro não está em ter imperfeições, mas em algemar-se à preguiça e não buscar melhorar-se.”

Joamar Zanolini Nazareth


ESTAMOS NO FIM DO MUNDO



O planeta Terra está em transição. É o "FIM DO MUNDO" de provas e expiações e o início do mundo de regeneração. Muitos chamam de "FINAL DOS TEMPOS". Sim, final do tempo ruim e início de tempo bom. Enfim, nosso planeta está evoluindo, embora não pareça. Segundo Divaldo Franco no livro Entrevistas & Lições "...no terceiro milênio haverá uma grande transformação...o processo de evolução é muito lento e costumamos dizer que, até o dia 31 de dezembro de 2999 ainda estaremos no terceiro milênio." Entendemos que, a transição acontecerá dentro do terceiro milênio, portanto, não acontecerá tão rapidamente. Estamos naquela "peneira" simbólica que Jesus mencionou, onde está havendo a separação do joio e do trigo. E esta separação ocorre no plano espiritual ao desencarnarmos. Os bons continuarão reencarnando na Terra para dar exemplo e continuidade a um planeta regenerado. E os maus estão tendo a oportunidade de regenerar-se, senão terão que mudar para outro planeta que condizem com seu comportamento. Mas, como está no livro “Transição Planetária”: “Antes, porém, de chegar esse momento, a violência, a sensualidade, a abjeção, os escândalos, a corrupção atingirão níveis dantes jamais pensados, alcançando o fundo do poço, enquanto as enfermidades degenerativas, os transtornos bipolares de conduta, as cardiopatias, os cânceres, os vícios e os desvarios sexuais clamarão por paz, pelo retorno à ética, à moral, ao equilíbrio(...)
“Como em toda batalha, momentos difíceis surgirão exigindo equilíbrio e oração fortalecedores, os lutadores estarão expostos no mundo, incompreendidos, desafiados por serem originais na conduta, por incomodarem os insensatos que, ante a impossibilidade de os igualarem, irão combatê-los, e padecendo diversas ocasiões de profunda e aparente solidão... Nunca, porém, estarão solitários, porque a solidariedade espiritual do Amor estará com eles, vitalizando-os e encorajando-os ao prosseguimento (...)”
Então, colaboremos com esta transição. O mundo só será melhor quando melhorarmos o mundo que existe dentro de nós. Como disse André Luiz: "A vida fora de nós é a imagem daquilo que somos por dentro." Pensemos nisso!

Rudymara


NECESSIDADE DAS REFORMAS







sábado, 29 de setembro de 2018

ALIMENTO NO NOSSO LAR




CAPÍTULO 18:
AMOR, ALIMENTO DAS ALMAS

Terminada a oração, chamou-nos à mesa a dona da casa, servindo caldo reconfortante e frutas perfumadas, que mais pareciam concentrados de fluidos deliciosos. Eminentemente surpreendido, ouvi a senhora Laura observar com graça:
- Afinal, nossas refeições aqui são muito mais agradáveis que na Terra. Há residências, em "Nosso Lar", que as dispensam quase por completo; mas, nas zonas do Ministério do Auxílio, não podemos prescindir dos concentrados fluídicos, tendo em vista os serviços pesados que as circunstâncias impõem. Despendemos grande quantidade de energias. É necessário renovar provisões de força.
- Isso, porém - ponderou uma das jovens -, não quer dizer que somente nós, os funcionários do Auxílio e da Regeneração, vivamos a depender de alimentos. Todos os Ministérios, inclusive o da União Divina, não os dispensam, diferindo apenas a feição substancial. Na Comunicação e no Esclarecimento há enorme dispêndio de frutos. Na Elevação o consumo de sucos e concentrados não é reduzido, e, na União Divina, os fenômenos de alimentação atingem o inimaginável.
Meu olhar indagador ia de Lísias para a Senhora Laura, ansioso de explicações imediatas. Sorriam todos da minha natural perplexidade, mas a mãe de Lísias veio ao encontro dos meus desejos, explicando:
- Nosso irmão talvez ainda ignore que o maior sustentáculo das criaturas é justamente o amor. De quando em quando, recebemos em "Nosso Lar" grandes comissões de instrutores, que ministram ensinamentos relativos à nutrição espiritual. Todo sistema de alimentação, nas variadas esferas da vida, tem no amor a base profunda. O alimento físico, mesmo aqui, propriamente considerado, é simples problema de materialidade transitória, como no caso dos veículos terrestres, necessitados de colaboração da graxa e do óleo. A alma, em si, apenas se nutre de amor. Quanto mais nos elevarmos no plano evolutivo da Criação, mais extensamente conheceremos essa verdade. Não lhe parece que o amor divino seja o cibo do Universo?
Tais elucidações confortavam-me sobremaneira. Percebendo-me a satisfação íntima, Lísias interveio, acentuando:
- Tudo se equilibra no amor infinito de Deus, e, quanto mais evolvido o ser criado, mais sutil o processo de alimentação. O verme, no subsolo do planeta, nutre-se essencialmente de terra. O grande animal colhe na planta os elementos de manutenção, a exemplo da criança sugando o seio materno. O homem colhe o fruto do vegetal, transforma-o segundo a exigência do paladar que lhe é próprio, e serve-se dele à mesa do lar. Nós outros, criaturas desencarnadas, necessitamos de substâncias suculentas, tendentes à condição fluídica, e o processo será cada vez mais delicado, à medida que se intensifique a ascensão individual.
- Não esqueçamos, todavia, a questão dos veículos - acrescentou a senhora Laura -, porque, no fundo, o verme, o animal, o homem e nós, dependemos absolutamente do amor. Todos nos movemos nele e sem ele não teríamos existência.
- É extraordinário! - aduzi, comovido.
- Não se lembra do ensino evangélico do "amai-vos uns aos outros"? - prosseguiu a mãe de Lísias atenciosa - Jesus não preceituou esses princípios objetivando tão-somente os casos de caridade, nos quais todos aprenderemos, mais dia menos dia, que a prática do bem constitui simples dever. Aconselhava-nos, igualmente, a nos alimentarmos uns aos outros, no campo da fraternidade e da simpatia. O homem encarnado saberá, mais tarde, que a conversação amiga, o gesto afetuoso, a bondade recíproca, a confiança mútua, a luz da compreensão, o interesse fraternal - patrimônios que se derivam naturalmente do amor profundo - constituem sólidos alimentos para a vida em si. Reencarnados na Terra, experimentamos grandes limitações; voltando para cá, entretanto, reconhecemos que toda a estabilidade da alegria é problema de alimentação puramente espiritual.
Formam-se lares, vilas, cidades e nações em obediência a imperativos tais.
Recordei instintivamente as teorias do sexo, largamente divulgadas no mundo; mas, adivinhando-me talvez os pensamentos, a senhora Laura sentenciou:
- E ninguém diga que o fenômeno é simplesmente sexual. O sexo é manifestação sagrada desse amor universal e divino, mas é apenas uma expressão isolada do potencial infinito. Entre os casais mais espiritualizados, o carinho e a confiança, a dedicação e o entendimento mútuos permanecem muito acima da união física, reduzida, entre eles, a realização transitória. A permuta magnética é o fator que estabelece ritmo necessário à manifestação da harmonia. Para que se alimente a ventura, basta a presença e, às vezes, apenas a compreensão.
Valendo-se da pausa, Judite acrescentou:
- Aprendemos em "Nosso Lar" que a vida terrestre se equilibra no amor, sem que a maior parte dos homens se aperceba. Almas gêmeas, almas irmãs, almas afins, constituem pares e grupos numerosos. Unindo-se umas às outras, amparando-se mutuamente, conseguem equilíbrio no plano de redenção. Quando, porém, faltam companheiros, a criatura menos forte costuma sucumbir em meio da jornada.
- Como vê, meu amigo - objetou Lísias contente -, ainda aqui é possível relembrar o Evangelho do Cristo. "Nem só de pão vive o homem." Antes, porém, de se alinharem novas considerações, tiniu a campainha fortemente.
Levantou-se o enfermeiro para atender.
Dois rapazes de fino trato entraram na sala.
- Aqui tem - disse Lísias, dirigindo-se a mim gentilmente – nossos irmãos Polidoro e Estácio, companheiros de serviço no Ministério do Esclarecimento.
Saudações, abraços, alegria.
Decorridos momentos, a senhora Laura falou sorridente:
- Todos vocês trabalharam muito hoje. Utilizaram o dia com proveito.
Não estraguem o programa afetivo, por nossa causa. Não esqueçam a excursão ao Campo da Música.
Notando a preocupação de Lísias, advertiu a palavra materna:
- Vai, meu filho. Não faças Lascínia esperar tanto. Nosso irmão ficará em minha companhia, até que te possa acompanhar nesses entretenimentos.
- Não se incomode por mim - exclamei, instintivamente.
A senhora Laura, porém, esboçou amável sorriso e respondeu:
- Não poderei compartilhar das alegrias do Campo, ainda hoje. Temos em casa minha neta convalescente, que voltou da Terra há poucos dias.
Saíram todos, em meio do júbilo geral. A dona da casa, fechando a porta, voltou-se para mim e explicou sorridente:
- Vão em busca do alimento a que nos referíamos. Os laços afetivos, aqui, são mais belos e mais fortes. O amor, meu amigo, é o pão divino das almas, o pábulo sublime dos corações.


sábado, 22 de setembro de 2018

CAMPO MINADO


Hoje se fala muito em racismo, homofobia, feministas exacerbadas, misoginia (homem que odeia mulher), machismo, enfim, estes assuntos viraram um campo minado. Se nosso pensamento for diferente do outro, este outro explode. Mas, o que devemos fazer para que esta guerra acabe? Respeitar e respeita-se. Ninguém conquista respeito se desrespeitando ou desrespeitando o costume e pensamento do seu próximo. Ninguém é obrigado a gostar de alguém, mas de respeitar sim. Tem gente que, ainda, discrimina negro. Por que? Use o raciocínio. Se um racista fosse cego, ele discriminaria o negro? Se o racista recebesse um órgão de um negro, num transplante, ele mandaria retirar? E o homossexual? Por que muitos heterossexual tem aversão aos homossexuais? Alguém dirá que eles estão contra a Bíblia. Mas, eu pergunto: "quem segue todas as leis da Bíblia?" Há muitos heterossexuais que se prostituem, procuram prostitutas, traem, roubam, matam e outros. Então, todos falhamos perante a lei de Deus, só Ele tem o direito de nos julgar. E o ódio por mulher? Por que odiá-las? Por que achar que são inferiores? Todos nasceram de uma mulher. Deus nos distingue pelas virtudes e não pelo sexo, raça ou outros. O homem se destina aos trabalhos rudes, por ser mais forte fisicamente; à mulher aos trabalhos suaves. Isto não significa que o homem deva usar esta força para escravizar, dominar, humilhar, machucar a mulher, mas para proteger. Embora a mulher seja mais fraca fisicamente, Deus deu a ela ao mesmo tempo maior sensibilidade em relação com a delicadeza das funções maternais. E, esta função é ainda maior que a do homem perante a Natureza. Deus conta com ambos para trazer Seus filhos ao mundo para que tenham a oportunidade de passar por provas ou expiações e para que os ajudem a sair daqui melhores que aqui chegaram. Quando ambos entenderem isto, eles serão muito felizes. A mulher tem que buscar, sim, seu espaço na sociedade, mas sem ódio, revolta, sem se expor de forma que cause repulsa da sociedade e por parte de outras mulheres. Muitas vezes, na busca de ganhar seu espaço, perdem. Muitas empresas preferem não contratá-las por medo da intransigência de algumas. O problema não é movimento feminista, mas como se faz o movimento. Este conselho serve também ao movimento gay. O comportamento de alguns atrapalham a busca da aceitação e respeito por parte da sociedade. As mulheres não gostam de ser desrespeitadas, mas algumas aplaudem funk com músicas que chama a mulher, por exemplo, de "cachorra" ou outro termo desrespeitoso, usam roupas exageradamente sensual e dançam de forma vulgar que mexe com cabeça de pessoas desequilibradas. Então, o problema não está em ser homo ou hetero, negro ou branco, homem ou mulher, mas como nos comportamos como tal. Afinal, como nos ensina o Espiritismo, na próxima encarnação trocaremos de corpo físico. Quem hoje é mulher, pode vir num corpo de homem na próxima encarnação e vice versa. Quem é negro pode vir branco e vice versa. E quem encarna várias vezes num corpo feminino, por exemplo, pode trazer lembrança das enumeras encarnações num corpo de mulher e quando encarna num corpo masculino pode estranhar e se comportar conforme a lembrança de vidas passadas. Quando compreendermos isto, muitos começarão a se respeitar e respeitar o próximo como ele é. Quem nos fez, que é Deus, só pedirá conta do nosso comportamento. "Cada um prestará conta de si para Deus" ou "a cada um segundo suas obras" disse Jesus. Pensemos nisso e acabemos com esta guerra. Bem aventurados os que promovem a paz.

Rudymara


sexta-feira, 21 de setembro de 2018

QUANDO NOS SACRIFICAREMOS POR JESUS?



Jesus não precisava mais encarnar. Ele é um espírito puro. Mas, por nos amar, ele veio para mostrar o caminho que nos livraria das dores e aflições caso seguíssemos seus ensinamentos. Mas nós ainda não entendemos isto. Infelizmente as religiões viciaram os fieis a buscar os templos religiosos com segunda intenção, somente com interesse de resolver problemas físicos e materiais. Nos ensinaram a pedir, mas não a ouvir Seus pedidos para nós. Nos fizeram acreditar que para agradá-lo bastava frequentar uma casa religiosa e seguir seus dogmas e rituais. Passamos a cumprir a obrigação semanal de frequentar o templo religioso, mas fora dela não nos esforçamos para viver o que ouvimos dentro dela. Então perguntemos: "Quando nos sacrificaremos por Aquele que se sacrificou por nós?" Mas, que sacrifício podemos fazer por Ele? Perdoando, não revidando agressão, retribuindo o mal com o bem, amando o inimigo, fazendo aos outros o que queremos que os outros façam por nós, orar por quem nos odeia, não roubar, não matar, não cometer adultério, não fazendo uso de tóxicos que diminuem o tempo de vida na Terra, não cometendo suicídio, respeitando todos, sejam eles de qualquer raça, posição social, opção sexual, e outros. Difícil? Sim, mas não impossível, senão Ele não teria vindo. Pensemos nisso!

Rudymara


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

FALANDO DE JESUS

Jesus, o Rei solar; jamais escreveu qualquer vocábulo, mas marcou a história, deixou um pensamento de ouro e dividiu o tempo em antes e depois Dele, revolucionou a filosofia religiosa e tornou-se amado por mais de dois bilhões de seres humanos. Mas, há quem diga que ele não existiu. Há quem não acredite ser ele o messias esperado. Há quem ache que ele é o próprio Deus, apesar das muitas afirmativas onde Ele deixava claro que não era Deus encarnado, como quando disse, após a sua morte e ressurgimento espiritual: "Subo para MEU PAI e vosso Pai, para MEU DEUS e vosso DEUS." - (Jo 20:17). E há quem acredite ter sido ele um simples homem, com as fraquezas e inferioridade dos humanos pouco evoluídos. Podemos citar a fantasiosa estória do livro Código Da Vinci. Se espíritos aquém de Sua evolução vivem uma vida inteira em abstinência sexual, por que Jesus cairia em tentação? É mais fácil tentar justificar nosso erro do que corrigi-lo. É mais fácil tentar trazer Jesus para nosso nível evolutivo, buscando erros em Sua conduta (como se houvesse), do que buscarmos alcançar o nível Dele. É mais fácil copiar erros (que supomos ter Ele cometido) do que copiarmos os muitos acertos. Mas é compreensível para o grau de evolução dos espíritos que ainda habitam este planeta. Espíritos ainda maldosos e ignorantes. Enfim, os questionamentos são muitos, mas são poucos os que buscam viver seus ensinamentos, os que tentam compreender o que ele espera de nós e o que ele quer para nós. Os que aguardam sua volta, ainda não entenderam que seu nascimento se dará quando estivermos praticando qualquer um de seus ensinamentos. Nosso coração será sua nova manjedoura.

Compilação de Rudymara


CONVITE




Quando damos um jantar o convidado, geralmente, também nos retribuirá o convite com outro convite. É interessante esta troca de gentileza entre parentes e amigos mas, tem muita gente que não tem a fartura que ofertamos nas festas, Muitas vezes, não tem nem mesmo o que comer. Então, Jesus não quis dizer que, em lugar dos amigos, fosse necessário reunir à mesa os mendigos da rua. Sua linguagem era quase sempre figurada. Ele disse que dividíssemos nossa fartura não só com quem também tem coisa em abundância para nos retribuir, mas principalmente com os que nada têm para nos dar em troca.

Rudymara


domingo, 16 de setembro de 2018

DEPRESSÃO NA VISÃO ESPÍRITA



A variação de humor ocorre em função de: pressões ambientais, problema de saúde, influências espirituais, o peso do passado e saudades do Além.
Vamos explicar cada uma:

1º - Pressões ambientais: é causado por desilusão sentimental, problemas familiares, insatisfação com a aparência física, inconformação de não poder comprar o que a moda dita, perda do emprego, ou seja, são pessoas plenamente realizadas no terreno afetivo, da saúde, social e profissional que, não obstante, experimenta períodos de angústia. Aqui confunde-se muito tristeza, desilusão, preocupação com depressão.
2º - Problema de saúde: anemia profunda (falta de ferro), problemas de hormônios como da tireoides, por exemplo; a falta da vitamina B12; a TPM (tensão pré menstrual), distúrbio hormonal na menopausa, etc., pode causar fraqueza, apatia, desânimo. 
3º - Influências espirituais: estados depressivos podem originar-se da atuação de Espíritos perturbados e perturbadores, que consciente ou inconscientemente nos assediam. Popularmente emprega-se o termo “encosto” para esse envolvimento. Por outro lado, os estados de euforia, sem motivo aparente, resultam do contato com benfeitores espirituais que imprimem em nosso psiquismo algo de suas vibrações alentadoras.
4º - Peso do passado: a depressão pode ser herança, não de nossos pais, mas de nós mesmos. O que fizemos no passado determina o que somos no presente. O que pesa sobre nossos ombros, favorecendo os estados depressivos, neuroses, fobias, psicoses e demais elementos fragilizadores da consciência é a carga dos desvios cometidos, das tendências inferiores desenvolvidas, dos vícios cultivados, do mal praticado. Há pessoas que, pressionadas por esse peso mergulham tão fundo na angústia que parecem cultivar a volúpia do sofrimento, com o que comprometem a própria estabilidade física, favorecendo a evolução de desajustes intermináveis. O remorso é um dos mais avassaladores sentimentos e o Espírito que reencarna nesta condição carreará para o corpo físico todo esse desequilíbrio. Seu aspecto será o de um obsidiado. No entanto, ele é obsidiado apenas por sua memória profunda, que vinculou sua personalidade humana. Os transtornos mentais e emocionais, conforme assevera Divaldo Franco, tem raízes no Espírito que delinqüiu. A culpa, consciente ou inconsciente, imprimiu-lhe no perispírito o quadro psicológico que se irá refletir na organização física e mental durante o transcurso da reencarnação. Mas, como disse Joanna de Ângelis: "ocorre a possibilidade de interferências no campo mental, produzidos por entidades infelizes. Quando as duas coisas se juntam - PASSADO E OBSESSÃO - os problemas se avolumam, os sintomas são mais severos e a cura, às vezes, é mais demorada."
5º - Saudades do Além: este aspecto é abordado pelo Espírito François de Genève, no cap. V, de “O Evangelho segundo o Espiritismo”: “A melancolia” - “Sabeis por que, às vezes, uma vaga tristeza se apodera dos vossos corações e vos leva a considerar amarga a vida? E que vosso Espírito, aspirando à felicidade e à liberdade, se esgota, jungido ao corpo que lhe serve de prisão, em vãos esforços para sair dele. Reconhecendo inúteis esses esforços, cai no desânimo e, como o corpo lhe sofre a influência, toma-vos a lassidão, o abatimento, uma espécie de apatia, e vos julgais infelizes (...)" E a redação do Momento Espírita explica o seguinte: "Dentre os vários problemas com que se debate a Humanidade, está a melancolia. A melancolia é um estado d'alma de difícil definição, porque se manifesta nas profundezas do sentimento. Sabemos que não nos encontramos pela primeira vez na Terra. Já vivemos aqui em outras épocas, em outros países, na companhia de outras pessoas. Viajores que somos da Eternidade, trazemos em nós as marcas das experiências vividas nas várias existências. Hoje estamos na Terra novamente, num corpo diferente, talvez nesse país por primeira vez, numa situação social diversa da vivida em outras épocas. Assim sendo, vez que outra nos deparamos com situações que tocam pontos guardados nos porões da nossa alma, e sentimos uma saudade de algo que não sabemos o que é. Ou, ainda, sentimos uma vaga tristeza, uma depressão injustificável. Fatos, situações, pessoas, música, perfume são indutores dessas incursões inconscientes no passado e, conforme tenha sido a experiência, será o sentimento. Se o registro é de uma experiência feliz, nos sentiremos bem. Se, ao contrário, foram experiências malfadadas, teremos o sentimento correspondente. Existem pessoas que, quando se deparam com o tempo nublado, frio e cinzento, sentem-se deprimidas. Outras, o tempo chuvoso as faz sentirem-se muito bem. Outras, ainda, quando ouvem uma música, sentem-se transportadas imediatamente de um estado d'alma a outro completamente inverso. Por vezes, pessoas do nosso relacionamento nos dizem alguma coisa que nos deixa tristes, melancólicos, sem que exista motivo para tanto. Mas o problema não está no que dizem, e sim em como dizem. Quando nos percebermos mergulhados em melancolia, devemos fazer esforços para mudar o clima psíquico, através da leitura edificante, de uma prece, da companhia de alguém que nos ajude a sair dela. Jamais deveremos dar asas a esse tipo de sentimento, para que não mergulhemos nele ainda mais, a ponto de perdermos o controle da situação. Nos momentos de depressão, quando inconscientemente mergulhamos no passado, Espíritos infelizes ou antigos comparsas podem tentar nos envolver nas mesmas teias dos equívocos por nós cometidos anteriormente, levando­-nos a estados de difícil retorno. Por essa razão é que não devemos nos entregar aos braços da melancolia ou da depressão. É imperioso que façamos esforços, que busquemos com muita vontade mesmo, mudar nosso clima mental, buscando a sintonia com nossos Benfeitores Espirituais, que sempre nos amparam e auxiliam em todos os momentos da nossa existência. Agindo assim, guardemos a certeza que logo mais, num amanhã feliz, saberemos o quanto valeu a pena passarmos por essas situações com coragem e dignidade, porque, então, nos aguardarão de braços abertos, os afetos dos quais tanta saudade sentimos. Expulse a melancolia da sua alma fazendo luz íntima. Acenda a lâmpada do Evangelho na sua mente.
E COMO SUPERAR AS VARIAÇÕES DE HUMOR, MANTENDO A SERENIDADE E A PAZ EM TODAS AS SITUAÇÕES? É evidente que não o faremos da noite para o dia, como quem opera um prodígio, mesmo porque isso envolve uma profunda mudança em nossa maneira de pensar e agir, o que pede o concurso do tempo.
Considerando, entretanto, que influências boas ou más passam necessariamente pelos condutos de nosso pensamento, podemos começar com o esforço por disciplinar nossa mente, não nos permitindo idéias negativas.
Orientação:
Procure ajuda médica, mas:
- Mexa-se. Desenvolva atividades. Ninguém “cai na fossa”; geralmente entramos nela quando renunciamos a uma vida ativa e empreendedora.
- Policie sua casa mental. Estados depressivos começam, com insinuantes idéias infelizes.
- Ainda que não se sinta disposto, cultive a convivência com familiares, amigos, colegas de profissão. O isolamento contraria a natureza sociável do ser humano, favorecendo a instalação de desajustes íntimos.

COMPILAÇÃO DE RUDYMARA

OBSERVAÇÃO: Vincent van Gogh, que sofria de depressão e cometeu suicídio, pintou quadro (foto) em 1890 de um homem que emblematiza o desespero e falta de esperança sentida na depressão.