quinta-feira, 14 de maio de 2020

QUEM QUER MUDANÇA PRECISA MUDAR



                                      

Quem quer um mundo melhor deve melhorar o mundo que habita dentro de si mesmo. Como disse Emmanuel: "A melhora de tudo para todos começa na melhora de cada um."
Peça "desculpa" quando errar, peça "licença" para passar, "por favor" para pedir, "obrigado" para agradecer.
Pague o que deve.

Devolva o que emprestou.
Cumpra o que prometeu.
Reclame menos e agradeça mais.
Não se corrompa e não corrompa.
Não jogue qualquer tipo de lixo na rua ou terreno baldio.
Não exija dos outros o que você ainda não consegue fazer.
Perdoe porque você também erra.
Fale da maneira que gosta que as pessoas falem com você.
Não grite, não magoe, não humilhe...
Dirija seguindo as leis de trânsito.
Ensine seu filho a respeitar a se respeitar, a respeitar você, os familiares, os professores, o bem público e particular, enfim, tudo que existe e que convivem com ele neste planeta. Eduque seu filho para ser amigo(a), solidário, bondoso, carinhoso, caridoso, honesto, enfim, desenvolva nele os melhores sentimentos. Eduque com palavras mas, principalmente com seu exemplo.
Coloque sua opinião sem querer impor.
Busque seu direito, mas não esqueça seus deveres.
Faça o bem sem esperar retribuição. Apenas faça.
Seja bom com todos, seja ele de outra raça, posição social, religião, orientação sexual e outros...
Tente abolir qualquer tipo de droga da sua vida, seja lícita ou ilícita. Elas não são inocentes, adoecem o corpo físico, a família e a sociedade, causam uma alegria ilusória momentânea, dependência, além de resgates dolorosos.
Não acredite que desonestidade seja esperteza.
Não compre produto suspeito de roubo.
Não pegue nada que não seja seu.
Faça comentários edificantes.
Não leve para frente a fofoca.
Não maltrate os animais, a Natureza, idosos, crianças e nem ninguém...
Não aguardemos que o vizinho, o parente, o amigo, etc, mudem de comportamento, sem nos esforçarmos a mudar também. Lembremos que, eles também aguardam mudanças da nossa parte. Todos temos algo a corrigir para contribuir na construção de um mundo melhor.
Enfim, sigamos a regra de ouro deixada por Jesus: FAÇAMOS AOS OUTROS O QUE QUEREMOS QUE OS OUTROS FAÇAM PARA NÓS.
A vida não nos dá nada, ela apenas devolve aquilo que fizermos com ela.
Afinal, já aprendemos que O PLANTIO É LIVRE, MAS A COLHEITA OBRIGATÓRIA.


Texto de Rudymara

DIA DAS MÃES

 


FELIZ DIA DAS MÃES.....mães de seus próprios filhos, mães de filhos de outras mães, mães que são mãe e pai, avós que são mães dos netos, pais que são mães e à Maria, a mãe de Jesus que adotamos como nossa mãe, que ela abençoe todas as mães da Terra para que as mães abençoem todos os filhos de Deus que chegam ao mundo através delas.

Rudymara

domingo, 12 de abril de 2020

QUEM CONDENOU JESUS À MORTE?



Quem o condenou foi O POVO. Pois, quando perguntaram quem deveria ser absolvido, Jesus ou Barrabás, o povo gritou:
- Barrabás.
Jesus foi, injustamente, condenado a morte. Por contrariar sacerdotes e fariseus estes planejaram sua execução. Infelizmente, até hoje convivemos com esta intolerância. O que será que aconteceria se Jesus estivesse entre nós? Hoje não há crucificação, mas há linchamento, emboscada, sequestro e outros. Pensemos juntos: Sua vinda mudou totalmente o comportamento dos cristãos? Não. Por que? Porque só ficamos na admiração de sua vinda; só decorando seus ensinamentos; só tentando agradá-Lo indo à templo religioso, orando repetidas vezes; deixando de comer carne na data que lembramos sua morte ou fazendo troca de presentes e ceia farta regada a bebida alcoólica para lembrar seu nascimento, realizando cultos externos como o batismo e outros, enfim, só repetindo seus gestos ou fazendo a vontade imposta pela religião sem fazer o que realmente Ele espera de nós que é a vivencia de seus ensinamentos. Agimos de maneira superficial e com hipocrisia. Muitos de nós somos sepulcros caiados de branco. Precisamos entender que Jesus não veio nos salvar, mas mostrar o caminho da salvação. Que ele não levou o pecado do mundo porque, se assim fosse, o mundo não estaria tão desequilibrado, tão cheio de pecadores. Ele está esperando que salvemos o mundo com nossa conduta em relação ao próximo, ao planeta e a nós mesmos com o uso dos ensinamentos Dele. Precisamos nos perguntar: Como estamos tratando o próximo da família consanguínea? Da escola? Do trabalho? Da via pública? E o planeta: como estamos tratando os animais, as florestas, o ar, os rios, os mares...? Jesus desceu da cruz e continuou a ensinar. Respeitá-lo vai além de deixar de comer carne na sexta-feira que lembramos sua morte. O jejum que ele pediu não foi de nos abster de ficar 40 dias sem comer ou beber algo, mas de nos abster de sentimentos e atitudes negativos como: ódio, rancor, revide, falta de perdão e outros que transgridem a lei de Deus nos 365 dias do ano. Façamos valer o sacrifício Dele por nós. Não condenemos à morte seus ensinamentos. Pensemos nisso.


Rudymara

SENTIDO DA PÁSCOA


Precisamos observar que:

1º - Jesus veio mostrar o caminho da salvação dos nossos erros, das nossas falhas morais para que a colheita de nossas ações não seja de dores e aflições. Este caminho é observar seus ensinamentos.
2º - Ele não levou o pecado do mundo porque, se assim fosse, o mundo não estaria tão desequilibrado, tão cheio de pecadores. Ele veio ensinar como devemos fazer para não "pecarmos".
3º - Respeitá-lo vai além de deixar de comer carne na sexta-feira que lembramos sua morte. O jejum que ele pediu não foi de nos abster de ficar 40 dias sem comer ou beber algo, mas de nos abster de sentimentos e atitudes negativos como: ódio, rancor, revide, falta de perdão e outros que transgridem as leis de Deus nos 365 dias do ano.
Então, façamos valer o sacrifício Dele por nós. Não condenemos à morte seus ensinamentos. Pensemos nisso e caminhemos com ele.

Rudymara

JESUS É O GRANDE SEMEADOR


Ele trouxe sementes de amor, que são seus ensinamentos, plantou em nossos corações, para que cada um as cultive conforme sua vontade. Uns cuidam e outros descuidam destas sementes. O cuidado gera paz, tranquilidade e uma colheita feliz e, o descuido pode gerar frutos dolorosos e aflitivos no futuro. Então, depende de nós o que faremos com estas sementes. Pensemos nisso!

Rudymara

PÁSCOA NA VISÃO ESPÍRITA


A páscoa é uma data de reflexão. Data onde lembramos a morte e ressurreição de Jesus. Onde deveríamos lembrar o porquê de sua vinda à Terra. Na verdade temos duas páscoas. Uma está no antigo testamento, data que os judeus comemoram a libertação do povo judeu da escravidão através de Moisés. A outra foi assumida pelos católicos para comemorar a lembrança de que Deus liberta seu povo dos pecados através de Jesus. Então, só com a vinda dele estamos livres dos pecados? Não. Se assim fosse o mundo não teria pecadores. Jesus veio mostrar como eliminar os pecados (falhas morais) que ainda abrigamos dentro de nós. Jesus não veio para nos salvar, mas para mostrar o caminho da salvação. A salvação é individual e requer a vivência de seus ensinamentos. Mas, salvo do que? Quando começarmos a viver os ensinamentos do Cristo, nos salvaremos das nossas falhas morais como, por exemplo, o egoísmo e o orgulho e, consequentemente, nos livramos das dores e aflições, ou seja, dos resgates dolorosos que derivam das nossas transgressões da lei divina. As pessoas aguardam a páscoa após a festa de carnaval, onde muitos já transgrediram as leis divinas através de uso de drogas lícitas e ilícitas, sexo desregrado que é, muitas vezes, causador de abortos, doenças sexualmente transmissíveis e outros. Na quarta feira de cinzas muitos tomam cinzas sem se darem conta que as cinzas não apagam o que fizeram no carnaval. Dia seguinte começa a quaresma, onde muitos começam um jejum de alimento, bebidas e outros. Mas, onde está escrito que Jesus pediu isto? Lugar nenhum. O jejum que Jesus espera de nós é o jejum moral. Não adianta se abster de comer chocolate, por exemplo, e não se abster de odiar, que adulterar, de roubar, de enganar e tantas atitudes que contrariam os ensinos do Cristo. Depois da quarentena vem a sexta feira da paixão, onde muitos deixam de comer carne "em respeito à Jesus". Mas, é este respeito que ele quer de nós? Depois desta data podemos voltar a ser como antes, odiosos, adúlteros, enganar o próximo, ser desonestos, etc.? Não, não é? Então, sejamos coerentes, Jesus quer que nos esforcemos para seguir seus ensinamentos nos 365 dias do ano. Jesus, para muitos de nós, ainda está morto em nosso coração, porque está esquecido em nossas atitudes. Ele só irá ressuscitar quando vivermos seus mandamentos. Pensemos nisso, senão seu nascimento e morte só servirão para fazermos festa. Usemos a razão e mudemos isto.

Texto de Rudymara


sábado, 28 de março de 2020

PERDÃO NA VISÃO ESPÍRITA


BASTA O ARREPENDIMENTO PARA RECEBERMOS O PERDÃO?
RICHARD SIMONETTI RESPONDE: Não, o arrependimento é apenas o primeiro passo na árdua jornada da reabilitação.
Para receber o perdão de Deus não bastam penitências, ritos, ou rezas. É de fundamental importância que o mal seja reparado.
Podemos definir o arrependimento como a consciência de que fizemos algo errado, de que prejudicamos alguém ou a nós mesmos.
Implica em dor moral. Quanto mais evoluídos, mais sofre o Espírito, ao avaliar a extensão dos prejuízos que causou a si mesmo ou ao semelhante.
Aquele que ofendeu alguém e recebe absolvições (perdão) por ter orado, repetidamente, um certo número de vezes, determinado pelo sacerdote, fica com a estrada livre para novos desatinos.
Esse tipo de perdão é um estímulo a novos erros, novos enganos, novas ilusões, novas quedas, prejuízos ao processo evolutivo, que se retarda, no tempo.
O perdão que o Espiritismo e os amigos espirituais pregam em verdade não é de fácil execução, porém, inegavelmente, mais sensata, mais lógica.
Requer muito boa-vontade; esforço; perseverança.
O perdão, segundo a Doutrina Espírita, não alarga as portas do erro; pelo contrário, restringe-as, por apontar responsabilidades para quem estima a leviandade e a injúria, a crueldade e o desapreço à integridade, moral ou física, dos companheiros de luta, na paisagem terrestre.
De acordo com os preceitos espíritas, não há perdão sem reparação conseqüente. Os próprios Instrutores do Mais Alto lembrem a palavra evangélica, que nos incentiva à integração com o Bem, no apostolado da Fraternidade: "o amor cobre a multidão dos pecados", que representa a única força "que anula as exigências da Lei de Talião (olho por olho, dente por dente), dentro do Universo Infinito".
Disse Emmanuel: A concessão paternal de Deus, no que se refere à reencarnação para a sagrada oportunidade de uma nova experiência, já significa, em si, o perdão ou a magnanimidade da Lei.
Allan Kardec perguntou: Poderemos utilmente pedir a Deus que perdoe as nossas faltas?
Os Espíritos responderam: Deus sabe discernir o bem do mal; a prece não esconde as faltas. Aquele que a Deus pede perdão de suas faltas só o obtém mudando de proceder. As boas ações são a melhor prece, por isso que os atos valem mais que as palavras. (questão 661)

OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: Fomos ensinados por séculos que após transgredirmos a lei de Deus poderíamos ser perdoados com uma simples confissão que gerava uma simples penitência que correspondia, por exemplo, a preces repetidas. Por isso, ainda hoje vemos pessoas cometendo abusos contra o próximo e contra si mesmo acreditando que depois será perdoado com penitencias, ritos e rezas. E o que é pior, volta a errar por acreditar na facilidade do perdão. Mas, o Espiritismo chegou para explicar que o perdão precisa de reparação, seja através do amor ou da dor (resgate). E aqui na Terra ninguém tem a procuração de Deus para dizer a uma pessoa que ela está perdoada de seus erros.

JEJUM NA VISÃO ESPÍRITA


DISSE JESUS: "Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando. Eu digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará."
Moisés, instituiu a prática de jejuar, e disse que era pedido divino, proclamando que Jeová castigaria aqueles que não a observassem.
Como acontece com todo culto exterior, em breve o jejum deixou de servir à religião para servir ao religioso. Os judeus submetiam-se ao jejum, não por empenho de purificação, mas apenas para mostrar que observavam com rigor os pedidos divinos.
Os fariseus, por exemplo, jejuavam duas vezes por semana. Nesses dias, para evidenciarem que isto representava sacrifício para eles, apresentavam as vestes mal arrumadas, barba e cabelos em desalinho, expressão torturada . . . É provável que nem mesmo estivessem jejuando, já que o importante era a aparência.
Jesus combate o comportamento hipócrita, recomendando que o jejuante se mantenha sereno, dentro da normalidade, em sua apresentação pessoal, buscando não a apreciação dos homens, mas a aprovação de Deus.
Jejum não se trata da mera abstenção de alimentos. Algumas horas ou todo um dia ingerindo apenas líquidos é prática saudável que desintoxica o organismo, se bem orientada, mas não tem nada a ver com nossa edificação espiritual. Se fosse assim, multidões que estão abaixo da linha da pobreza, submetidas a um jejum permanente, não por opção, mas por carência, seriam criaturas santas. Pelo contrário, fome e agressividade, geralmente, dão-se as mãos. O jejum a que se refere Jesus é de ordem MORAL. Se quisermos nos renovar, é necessário combater nossas mazelas, cultivando a Virtude e o Bem.
Então, nos períodos de jejum é preciso seguir a recomendação de Jesus: erguer a cabeça, mantendo expressão serena, calando a própria dor, confiantes em Deus. E Ele, que tudo vê, encontrará em nós a posição ideal para que nos possa ajudar.


RICHARD SIMONETTI

terça-feira, 24 de março de 2020

DEUS NOS SUJEITA A ABALO FÍSICO E MORAL PARA NOS TRANSFORMAR




PERGUNTA: Segue sempre marcha progressiva e lenta o aperfeiçoamento da Humanidade?
RESPOSTA: “Há o progresso regular e lento, que resulta da força das coisas. Quando, porém, um povo não progride tão depressa quanto devera, Deus o sujeita, de tempos a tempos, a um abalo físico ou moral que o transforma.” (Questão 783)

OBSERVAÇÃO DE ALLAN KARDEC: O homem não pode conservar-se indefinidamente na ignorância, porque tem de atingir a finalidade que a Providência lhe assinou. Ele se instrui pela força das coisas. As revoluções morais, como as revoluções sociais, se infiltram nas idéias pouco a pouco; germinam durante séculos; depois, irrompem subitamente e produzem o desmoronamento do carunchoso edifício do passado, que deixou de estar em harmonia com as necessidades novas e com as novas aspirações.
Nessas comoções, o homem quase nunca percebe senão a desordem e a confusão momentâneas que o ferem nos seus interesses materiais. Aquele, porém, que eleva o pensamento acima da sua própria personalidade, admira os desígnios da Providência, que do mal faz sair o bem. São a procela, a tempestade que saneiam a atmosfera, depois de a terem agitado violentamente.

OBSERVAÇÃO DE RICHARD SIMONETTI: "(...) a Peste Negra foi uma enfermidade que aconteceu no século XIV provocada por um bacilo que se instalava nos aparelhos digestivo e circulatório, eliminando suas vítimas em poucos dias. Disseminada pelo Oriente e pela Europa, exterminou perto de vinte e cinco milhões de pessoas, em plena Idade Média, um período de obscurantismo, em que a civilização ocidental parecia imersa em trevas.
No entanto, após a Peste Negra floresceu o Renascimento, um abençoado sopro de renovação cultural e artística, como o alvorecer de radioso dia precedido de devastadora tempestade noturna."



POR QUE ACONTECE OS FLAGELOS DESTRUIDORES?





PERGUNTA: "Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?"
RESPOSTA: "Para fazê-la progredir mais depressa (...) (Questão 737)


OBSERVAÇÃO DE RICHARD SIMONETTI: Há uma ordenação divina no Universo. Deus a tudo prevê e provê, atendendo às necessidades evolutivas de seus filhos. Nada ocorre por acaso.
Os próprios Espíritos, os seres inteligentes da Criação que povoam o Universo fora do mundo material, segundo a definição expressa na questão nº 76, de "O Livro dos Espíritos", participam dessa ordenação, num sistema hierárquico determinado exclusivamente pelo merecimento. Quanto mais evoluídos, mais complexas e importantes as suas tarefas.
Espíritos puros e perfeitos são promovidos a prepostos do Criador, com largas responsabilidades que envolvem o progresso de imensas coletividades, orientando-as em experiências compatíveis com suas necessidades evolutivas.
Sabe-se que as manchas solares, detectadas por sofisticado instrumental científico, fruto de explosões atômicas que ocorrem no astro-rei, são responsáveis por múltiplos fenômenos climáticos terrestres e não raro promovem flagelos devastadores, como tufões, tempestades, nevascas, secas, enchentes, terremoto, doenças. . .
Seriam casuais tais ocorrências? Para o materialista, certamente. Mas o religioso, que concebe a onisciência e onipotência de Deus, não, porque equivaleria ao reconhecimento de que a Natureza escapa ao comando divino.
Admitindo, portanto, que o Criador controla os fenômenos naturais, contando com a participação de seus prepostos, podemos conceber que as convulsões solares são programadas por engenheiros siderais em benefício dos planetas que se movem em sua órbita, como um todo, e, em particular, beneficiando as coletividades terrestres, mais diretamente afetadas.
Os flagelos decorrentes beneficiam fisicamente o planeta, principalmente na renovação de sua atmosfera mas, sobretudo, impõem um agitar das consciências humanas, tanto para aqueles que desencarnam em circunstâncias dolorosas e traumáticas, quanto para os que colhem as conseqüências da devastação ocasionada. Experiências assim representam a oportunidade de resgate de seus débitos do pretérito, ao mesmo tempo em que fazem sua iniciação nos domínios da solidariedade. As vítimas das grandes calamidades tornam-se menos envolvidas com as ilusões, mais dispostas a ajudar o semelhante, após sentirem na própria carne a dor que aflige seus irmãos.
A Lei de Destruição funciona, também, para conter os impulsos desajustados da criatura humana. Não é preciso grande esforço de raciocínio para perceber que a AIDS, a síndrome de insuficiência imunológica adquirida, representa uma resposta da Natureza aos abusos cometidos pelo Homem nos domínios do sexo, a partir da decantada liberdade sexual, na década de sessenta.
A AIDS vem impondo ao Homem disciplinas às quais não se submeteria em circunstâncias normais. O mal terrível e assustador ajudá-lo-á a compreender que é preciso respeitar o sexo, que podemos exercitá-lo com liberdade, desde que não resvalemos para a liberalidade e muito menos para a licenciosidade. Sexo sem compromisso, sem responsabilidade, é mera semeadura de frustrações e comprometimento com o vício, resultando em inevitável colheita de desajustes e sofrimentos.
Talvez a AIDS faça parte de um elenco de medidas renovadoras que preparam a civilização do terceiro milênio. Oportuno recordar que determinados surtos de progresso para a humanidade são marcados por flagelos terríveis que dizimam populações imensas. Exemplo típico foi a Peste Negra, no século XIV, enfermidade mortal provocada por um bacilo que se instalava nos aparelhos digestivo e circulatório, eliminando suas vítimas em poucos dias. Disseminada pelo Oriente e pela Europa, exterminou perto de vinte e cinco milhões de pessoas, em plena Idade Média, um período de obscurantismo, em que a civilização ocidental parecia imersa em trevas.
No entanto, após a Peste Negra floresceu o Renascimento, um abençoado sopro de renovação cultural e artística, como o alvorecer de radioso dia precedido de devastadora tempestade noturna.
Richard Simonetti
Livro: A Constituição Divina

OBSERVAÇÃO:
Como disse Bezerra de Menezes numa mensagem que enviou pela mediunidade de Divaldo Franco: "...Não vos preocupeis demasiadamente com a presença pandêmica do vírus, cujo momento será mais tarde entendido nas suas razões, nas suas origens e do porque chegou-nos agora provocando pânico e dor..."