sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

SOMOS JOIO OU TRIGO?




Estamos vivendo uma época de transição planetária onde encontramos espíritos encarnados e desencarnados querendo nos influenciar para que aceitemos o errado como se fosse certo ou que rejeitemos o certo como se esse fosse errado: na arte, na política, na música, nos programas de televisão e outros. Há quem acredite que ganhar dinheiro roubando, enganando, trapaceando, traficando, comprando algum produto de roubo, estacionando em vaga de deficiente ou idoso sem ser nenhum dos dois, ou seja, sendo desonesto, é esperteza quando na verdade é desonestidade. Precisamos estar atentos porque estamos sendo observados, avaliados e selecionados. Não devemos compactuar com o que atrasa nossa evolução e a evolução de outras pessoas. Quando aceitamos o errado estamos incentivando para que aquilo continue existindo e que influencie pessoas de forma negativa. Por exemplo: quando assistimos a um programa de baixo nível estamos dando motivação para que aquilo continue no ar e que continuem fazendo programas desse nível. Muitos dirão que esse tipo de programa não o influencia. Que bom, não é? Mas, não devemos pensar e agir de forma egoísta. Se não influencia alguns pode ter certeza que influencia muitas outras pessoas. E esta pessoa deveria se auto avaliar para entender por que ela se afiniza com tal programa. Assim devemos fazer com a música e outros. Como disse André Luiz: “SOMOS RESPONSÁVEIS PELAS IMAGENS QUE CRIAMOS NA MENTE DOS OUTROS, NÃO APENAS ATRAVÉS DO QUE FALARMOS, MAS IGUALMENTE ATRAVÉS DE TUDO QUE ESCREVERMOS.” Lembremos que saímos do mundo primitivo (cavernas), estamos no mundo de provas e expiações com um pé no mundo de regeneração. Os moradores do mundo de provas e expiação são espíritos rebeldes à lei de Deus, como disseram os espíritos a Kardec, e precisam mostrar que estão se esforçando para se regenerar. Estamos na peneira simbólica de Jesus onde Ele está separando o joio do trigo. Os espíritos que estão desencarnando estão sendo avaliados, no plano espiritual. Os que estão se esforçando para se regenerar são considerados “trigos” e os que não estão são considerados “joios”, se atrapalharmos o andamento da evolução do planeta seremos mandado embora “para outro planeta” que condiz com nosso comportamento. Como disse Jesus "Há muitas moradas na casa do Pai", ou seja, a casa de Deus é o Universo e nesse Universo tem incontáveis planetas, muitos mundos primitivos, muitos de provas e expiações, etc. Então, os “joios” não ficarão sem moradia, mas terão que morar onde não atrapalharão a evolução do planeta Terra e os “trigos” continuarão encarnando na Terra e herdarão um planeta regenerado. Cabe a nós perguntarmos: "sou joio ou trigo?"

Rudymara



quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

BEM AVENTURADOS OS PACÍFICOS E PACIFICADORES




Há três tipos de violência: a violência física, a violência verbal e a violência indireta. 
A VIOLÊNCIA FÍSICA é aquela que fere o corpo físico como: um tapa, um murro, tiro, facada, a violência sexual.
A VIOLÊNCIA VERBAL, como está no O Evangelho segundo o Espiritismo é a “palavra descortês, mal educada que usamos com o semelhante". Quantas pessoas cometem suicídio, adoecem, entram em depressão por serem humilhadas com piadas, chacotas e comentários que denigrem sua imagem. Hoje, as redes sociais mostram muitas postagens fazendo piada com foto de pessoas. Será que se fosse alguém de nossa família nós estaríamos rindo ou compartilhando? Não, não é? Então fica a lembrança do pedido do Cristo: "Não faça ao outro o que você não quer que faça para você." 
A VIOLÊNCIA INDIRETA é aquela que indiretamente incentivando a violência quando, por exemplo, compramos um celular, uma bicicleta ou produto de roubo. Por detrás daquele objeto pode estar a agressão física, a lesão financeira e até a morte de alguém. É também quando usamos drogas, lícitas e ilícitas. Pois, a lícita, que são as bebidas alcoólicas, é a indústria que mais mata. As pessoas alcoolizadas se tornam violentas fora e dentro de casa, dirigem embriagadas causando mortes e lesões irreversíveis nos acidentados. Além de serem vistas, pela lei divina, como suicidas indiretos. E as ilícitas, seus usuários, incentivam facções criminosas que matam, que estão interferindo na paz das famílias e da sociedade. Eles também são vistas como suicidas indiretos pela lei divina. E é também quando assistimos programas, filmes violentos e pornográficos ou presenteamos nosso filho com jogos violentos. Assim estamos incentivando que continuem a fazer tais programas, filmes e jogos que influenciam negativamente muitas pessoas. É também quando compartilhamos uma notícia que diz que certa pessoa fez alguma coisa que prejudicou alguém. Nosso compartilhamento pode incentivar alguém violento a querer fazer justiça com as próprias mãos linchando, batendo, ofendendo essa pessoa. Enfim, estaremos contribuindo para complicar a vida de ambos. 
Então, a paz vai além de vestirmos branco e sairmos em passeata. Paz é uma conquista interior que reflete no exterior. Quem conquista essa paz não precisa de nada artificial para ser alegre e não se incomoda com as palavras e ações porque sabe que, como disse Jesus, nos momentos finais na Terra: "Pai, perdoa-os, eles não sabem o que fazem." Pois, a lei é de plantio e colheita. Portanto, colaboremos para um mundo melhor. Mundo melhor se faz com pessoas com atitudes melhores. No tempo de Moisés a lei era do olho por olho dente por dente, mas hoje, para quem é cristão a lei é de AMOR. Chega de "bateu levou", "eu não levo desaforo para casa" e outros. Pratiquemos o "retribua o mal com o bem", como pediu Jesus. Vigiemos nossos atos para que eles não prejudiquem alguém, de forma direta e indireta. Pensemos nisso, se é que queremos um mundo sem violência. Bem aventurados o pacíficos e pacificadores.


Rudymara




sábado, 3 de fevereiro de 2018

PARA A FRENTE




"Por mais sofras, jamais desanimes. O problema aparece carregando a lição. Surge a crise revelando a verdade. Provações no caminho somam experiência. Deus sabe o que precisas para seres feliz. Segue à frente e não temas escorando-te em Deus." 

 Emmanuel 

ALLAN KARDEC, NA CODIFICAÇÃO, MENCIONA O PASSE E SUAS TÉCNICAS?



Sabemos que Allan Kardec, antes de tornar-se espírita, foi um excelente magnetizador e, mesmo após a divulgação da Doutrina, continuou aplicando energia curativa nos pacientes, o que motivou acreditar-se que ele houvesse sido médico.
Os fatores indispensáveis para o êxito do passe dizem respeito aos valores morais do agente, particularmente da quantidade de energia de que pode dispor e do sentimento de amor direcionado em favor do paciente. As técnicas, em consequência, são muito variadas, a dependerem das opiniões de diferentes estudiosos e terapeutas especializados.
Preferimos, no entanto, a mais simples, a fim de que a preocupação com a forma, não se transforme em impedimento para com a qualidade do recurso. Jesus, em razão as Sua superioridade moral e espiritual, bastava desejar que o paciente se recuperasse e o fenômeno se dava mui facilmente. No entanto, Ele quase sempre, preferiu o toque, com resultados incontestáveis e imediatos.


Divaldo Franco
Livro: Entrevistas e Lições

CADA CENTRO ESPÍRITA TEM UM MÉTODO DE APLICAR O PASSE?



Alguns sim, mas o movimento espírita, como todo movimento é conduzido por humanos, consequentemente, a interpretação será conforme seu entendimento. Mas, José Herculano Pires no livro “Obsessão, O Passe e a Doutrinação” explica que: “o passe espírita não comporta as encenações e gesticulações que hoje envolvem alguns teóricos improvisados, geralmente ligados a antigas correntes espiritualistas de origem mágica ou feiticista. Os espíritos realmente elevados não aprovam nem ensinam essas coisas, mas à prece e a imposição das mãos.”
MAS, ANDRÉ LUIZ NARRA EM VÁRIOS LIVROS, COMO POR EXEMPLO “NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE” CAP. 17, A APLICAÇÃO DE PASSES LONGITUDINAIS. POR QUE NÃO FAZER O MESMO? Precisamos compreender que o ângulo de observação de André Luiz é do plano espiritual. Quando ele se refere a outro tipo de passe, os “passistas” são sempre espíritos desencarnados, que podem ver o funcionamento de nossos órgãos, o que para nós, encarnados, não é possível. Além do mais, como disse J. Herculano Pires:“a técnica do passe não pertence a nós, mas exclusivamente aos Espíritos Superiores. Só eles conhecem a situação real do paciente, as possibilidades de ajudá-lo em face de seus compromissos nas provas, a natureza dos fluidos de que o paciente necessita e assim por diante.” Por exemplo: quando tomamos um comprimido para dor de cabeça, este não precisa ir para a cabeça para agir. Assim é o PASSE, que é aplicado no alto da cabeça (coronário), e os espíritos se encarregam em levar os fluidos ao local do corpo necessitado.
O PASSE ESPÍRITA UTILIZA MACA? Não. Este método é utilizado na terapia holística chamada Reiki. Os adeptos desta terapia acham as filas de espera do passe espírita muito impessoal. Por isso, utilizam maca, onde o paciente recebe energia com hora marcada, música relaxante e essências aromáticas.
O PASSE REIKI TAMBÉM CURA? Sim, também faz os doentes saírem física e mentalmente recuperados. Deus não beneficia só os espíritas ou os frequentadores da casa espírita. Cabe a nós, espíritas, respeitarmos as mais diversas modalidades e formas de cura. São meios úteis de minimizar o sofrimento alheio.
SE É BOM, POR QUE O ESPIRITISMO NÃO ADOTA TAL MÉTODO? Porque o passe espírita também é bom e para ser bom aprendemos que não precisa de recursos materiais. Os espíritas precisam ajudar a renovação das idéias religiosas e não conseguirão isso, se ocultar o que já conhecem e se cederem sempre aos atuais costumes ou novidades. Além do que, o espírita tem o dever de não ficar preso às fórmulas religiosas que nada mais lhe significam. Vejamos o que disse José Herculano Pires: “Todas essas tolices decorrem essencialmente do apego humano às formas de atividades materiais. O passista consciente, conhecedor da doutrina e suficientemente humilde compreende que ele pouco sabe a respeito dos fluidos espirituais, e o que pensa saber é simples pretensão orgulhosa, limite-se à função mediúnica de intermediário. Muitas vezes os Espíritos recomendam que não façam movimentos com as mãos e os braços para não atrapalhar os passes.”
No livro Opinião Espírita, cap. 25, André Luiz diz: "Muitos, companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia da práticas estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisonjeando indebitamente situações e personalidades humanas, supostas capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo."
Ultimamente estamos encontrando muitas novidades no meio espírita. Há, por exemplo, quem acredite que a desobsessão e o passe espírita pararam no tempo, conseqüentemente, precisam de ajuda. Perguntemos: ALLAN KARDEC ESTÁ ULTRAPASSADO? J. Herculano Pires responde: “O Kardec superado, dos espíritas pretensiosos dos nossos dias está sempre na dianteira das conquistas atuais. O Espiritismo é a Ciência e acima de tudo a Ciência que antecipou e deu nascimento a todas as Ciências do Paranormal, desde as mais esquecidas tentativas científicas do passado até a Metapsíquica de Richet e a Parapsicologia atual de Rhine e McDougal. Qualquer descoberta nova e válida dessas Ciências tem as suas raízes no O Livro dos Espíritos. Todos os acessórios ligados à prática tradicional do passe devem ser banidos dos Centros Espíritas sérios. O que nos cabe fazer nessa hora de transição da Civilização Terrena não é inventar novidades doutrinárias, mas penetrar no conhecimento real da doutrina, com o devido respeito ao homem (Kardec) de ciências e cientista eminente que a elaborou, na mais perfeita sintonia com o pensamento dos Espíritos Superiores.”).
Então, queremos esclarecer, que não somos contra métodos, técnicas, rituais, etc., adotados por outras seitas, religiões, terapias holísticas ou alternativas. A Doutrina nunca diz ser “contra” alguma coisa, no máximo “não é favorável”. Ela nunca diz “não pode”, no máximo diz “não deve”. Pregamos o livre arbítrio, portanto, temos obrigação de exercê-lo. Mas, não é por respeitarmos que as adotaremos. Não queremos impor aquilo que acreditamos a ninguém, mas não queremos que nos imponham o que não aceitamos. Não gostaríamos de ver implantado na Casa Espírita o que não pertence a ela. Mas aquele que acredita ser certo o que pratica, não deve se melindrar com opinião contrária, “a cada um segundo sua consciência”. Portanto, gostaríamos que todos compreendessem que não escrevemos para criticar, ofender, brigar, até porque este não é o intuito da Doutrina Espírita. Escrever textos espíritas e omitir o que o “Espiritismo” prega para não desagradar este ou aquele, seria covardia da nossa parte e falta de caridade com o Espiritismo. Apenas utilizamos este meio de comunicação para tirarmos dúvidas e divulgarmos a Doutrina dos Espíritos como ela é aos espíritas, não-espíritas, simpatizantes e até não-simpatizantes. “A maior caridade que podemos fazer ao Espiritismo é sua divulgação”, disse Emmanuel. Portanto, a pratiquemos com respeito e responsabilidade.


COMPILAÇÃO DE RUDYMARA





ESPÍRITOS PROTETORES



"Os espíritos protetores nos ajudam com os seus conselhos, através da voz da consciência, que fazem falar em nosso íntimo - mas como nem sempre lhes damos a necessária importância, oferecem-nos outros mais diretos, servindo-se das pessoas que nos cercam." 

Allan Kardec 

PODEMOS PEDIR A DEUS QUE PERDOE AS NOSSAS FALTAS?



Deus sabe discernir o bem do mal; a prece não esconde as faltas. Aquele que pede perdão a Deus pelas suas faltas só o obtém mudando de proceder. As boas ações são a melhor prece, por isso que os atos valem mais que as palavras. (questão 661)
Fomos ensinados por séculos que após transgredirmos a lei de Deus poderíamos ser perdoados com uma simples confissão que gerava uma simples penitência que correspondia, por exemplo, a preces repetidas. Por isso, ainda hoje vemos pessoas cometendo abusos contra o próximo e contra si mesmo acreditando que depois será perdoado com penitencias, ritos e rezas. E o que é pior, volta a errar por acreditar na facilidade do perdão. Mas, o Espiritismo chegou para explicar que o perdão precisa de reparação, seja através do amor (caridade) ou da dor (resgate). 
ENTÃO, DEUS NÃO PERDOA? 
Quem não perdoa é a LEI de Deus, porque perdoar seria anular o mal que foi feito. E na verdade, a lei ama, deixando ao infrator a oportunidade de reparação, ou seja, Deus dá meios para ressarcirmos os erros sem que passemos por resgates dolorosos ou difíceis. Aos espíritas não existe penas eternas. 
ENTÃO, PODEMOS MUDAR NOSSO CARMA? Como disse Divaldo Franco: "Sim, podemos mudar o nosso carma a cada minuto. O Bem que praticamos, diminui o mal praticado; todo mal que realizamos, aumenta a carga dos males que já fizemos. Então, se trazemos um carma muito pesado, com o Bem que fizermos, vamos diminuindo nosso débito, porque Deus não é cobrador de impostos, Deus é amor, e na sua lei o que vigora é o Bem." Exemplo: aquele que reencarna para ficar cego, com o Bem que praticar poderá diminuir sua dívida com a lei divina. Ele poderá ficar com a visão precisando apenas de óculos. Porque, como disse Jesus, “O amor cobre multidões de pecados.” – disse Jesus.


Rudymara

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

“BEM AVENTURADOS OS MANSOS, PORQUE ELES HERDARÃO A TERRA.


O que Jesus quis dizer com isso? Jesus sabe que nosso planeta está em constante evolução. Ele foi criado como nós, simples e ignorante, só que em outro planeta. Lá ele passou pela escala evolutiva que nós estamos passando aqui. Quando ele estava num grau elevadíssimo de evolução, Deus o incumbiu de cuidar de um planeta que estava para nascer. Este planeta é o nosso planeta Terra. Então, Jesus cuida do nosso planeta desde o nascimento até hoje. Ele sabe que saímos do mundo primitivo (época das cavernas) para estarmos no mundo de provas e expiações e que, estamos com um pé no mundo de regeneração. Mas, os moradores do mundo de provas e expiação (que somos nós) são espíritos rebeldes à lei de Deus, como disseram os espíritos à Kardec, e precisam mostrar que estão se esforçando para se regenerar. Estamos na peneira simbólica de Jesus onde Ele está separando o joio do trigo. Os espíritos que estão desencarnando estão sendo avaliados, no plano espiritual. Os que estão se esforçando são considerados “trigos” e os que não estão são considerados “joios”. Os que são trigos “herdarão a Terra” regenerada, como disse Jesus. Exemplo: quando nossa casa está em reforma tudo fica uma bagunça, muito entulho, lixo, pó, contratamos pedreiro. Às vezes esse pedreiro não é um bom profissional, não sabe fazer o serviço direito, perdemos material, dinheiro, temos que refazer o serviço. Sem contar que muitos não são confiáveis porque levam material da obra, faltam muito, ficam pedindo dinheiro no meio do caminho, acham que pediram pouco e querem ganhar mais, enfim, temos que mandar esse pedreiro embora para contratar outro. É isso que está acontecendo em nosso planeta. A Terra é nossa casa e está em reforma, os pedreiros somos nós. Se não trabalharmos direito, se atrapalharmos o andamento da obra seremos mandado embora “para outro planeta” que condiz com nosso comportamento. Há muitas moradas na casa do Pai, ou seja, a casa de Deus é o Universo e nesse Universo tem infinitos planetas, muitos mundos primitivos, muitos de provas e expiações, etc. Então, os “joios” não ficarão sem moradia, mas terão que morar onde não atrapalharão a evolução do planeta Terra e os “trigos” continuarão encarnando na Terra e herdarão um planeta regenerado. É um momento que devemos orar e vigiar porque há muitos espíritos, encarnados e desencarnados entre nós, que estão querendo fazer com que o errado pareça ser o certo e que, o certo pareça o errado, na arte, na música, na política e em outros setores. Precisamos estar atentos para não contribuir ou aceitar com o que é contrário à lei divina. Conclusão: se queremos ser herdeiros de um mundo melhor, nos esforcemos para seguir, sem rebeldia, os ensinamentos de Jesus.

Texto de Rudymara


COMER OU NÃO COMER CARNE?



É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais? 
Emmanuel: A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enorme consequências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.
Temos de considerar, porém, a máquina econômica do interesse e da harmonia, na qual tantos operários fabricam o seu pão cotidiano. Suas peças não podem ser destruídas de um dia para outro, sem perigos graves. Consolemo-nos com a visão do porvir, sendo justos trabalharmos, dedicadamente, pelo advento dos tempos novos em que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores. (Do livro: O Consolador, questão 129).
No "O livros dos Espíritos", questão 723, encontramos a questão: - "A alimentação animal, para o homem, é contrária à lei natural?" Na resposta, lemos: "Na vossa constituição física, a carne nutre a carne, pois do contrário o homem perece. A lei de conservação impõe ao homem o dever de conservar as suas energias e a sua saúde, para poder cumprir a lei do trabalho. Ele deve alimentar-se, portanto segundo a sua organização".
Disse Chico Xavier no livro “Dos hippies aos problemas do mundo”: “(...) se nós estamos ainda subordinados à necessidade de valores proteicos que recebemos da carne, nós não devemos entrar em regimes vegetarianos de um dia para outro e sim educar o nosso organismo para realizarmos essa adaptação. (...) A pecuária ainda é um dos fatores da economia humana. Não podemos tratar estes casos com ingenuidade, conquanto os animais nos mereçam o máximo respeito e não devemos criar situações de extermínio desnecessário para eles. Nós precisamos ainda da carne, precisamos de leite, dos laticínios, precisamos de muitos modos da cooperação dos animais, na farmacologia, na nossa vida comum. Por enquanto não podemos dispensar, mas também não devemos estar como senhores absolutos da natureza. Queremos bife de filé, carne de cabrito e peixe e carneiro, tudo de uma vez. Um pedacinho de carne basta."
CONCLUSÃO: Seria melhor que nós deixássemos de comer carne para não impor aos nossos irmãos tanta dor e sofrimento. As proteínas, vitaminas e outros que retiramos da carne podem ser substituídas pelos vegetais. Mas, isso ainda não é possível porque a indústria de lacticínio emprega muita gente que precisa do dinheiro para ganhar o pão de cada dia. Porém, deveríamos diminuir esse consumo, dando tempo às indústrias para se adaptarem e as pessoas se acostumarem. Nenhuma mudança acontece da noite para o dia, mas precisamos começar.


Compilação e conclusão da Rudymara



FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO



Como disse Emmanuel “salvação” não é ganhar o reino dos céus; não é o encontro com o paraíso após a morte; salvação é libertação de compromisso; é regularização de débitos. E, fora da prática do amor (caridade) de uns pelos outros, não seremos salvos do resgate das complicações criados por nós mesmos, através de brigas, violência, exploração, desequilíbrios, frustrações e muitos outros problemas que fazem a nossa infelicidade. Quando fizermos da caridade (da paciência, do perdão, da tolerância, do respeito) a nossa lei, e da solidariedade nossa norma de conduta, nos converteremos em agentes do Bem na Terra, a mesma luz que acendermos para os outros purificará a nossa alma. Em I Pedro, 4:8 diz: “O amor cobre a multidão dos pecados”, quer dizer que todo o Bem que estendermos ao próximo diminuiremos a multidão de erros que cometemos no passado e no presente. Só assim estaremos "salvos", livres de resgates, muitas vezes dolorosos, aflitivos através das reencarnações. Reencarnaremos quantas vezes for preciso até que paguemos o último centavo de nossos débitos com a lei divina. Por isso a bandeira do Espiritismo é FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. 

A SALVAÇÃO É INDIVIDUAL OU COLETIVA?
Individual. “Deus retribuirá a cada um segundo suas obras” (Rom. 2:6), “cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus” (Rom. 14:12). Portanto, não será por religião, será pelas nossas obras, baseadas no amor ao próximo, como fez o samaritano da parábola que socorreu um homem que estava todo machucado (porque havia sido assaltado), sem perguntar se ele era um judeu que eles (samaritanos) tanto odiavam. Sendo que, havia passado pelo homem ferido um sacerdote e logo após um levita (ambos trabalhadores do templo e conhecedores da Lei), que apenas olharam e passaram reto. Então, a salvação não é pela igreja, não basta conhecer as leis divinas ou frequentar uma casa religiosa, tem que colocar em prática. Para nós espíritas Jesus não veio nos salvar, Ele veio mostrar o caminho da salvação (livramento dos nossos débitos) e o caminho é a vivência de seus ensinamentos.


Compilação de Rudymara