quarta-feira, 20 de junho de 2018

AMOR


O Amor, sublime impulso de Deus, é a energia que move os mundos:
Tudo cria, tudo transforma, tudo eleva.
Palpita em todas as criaturas. 
Alimenta todas as ações.
O ódio é o Amor que se envenena.
A paixão é o Amor que se incendeia.
O egoísmo é o Amor que se concentra em si mesmo.
O ciúme é o Amor que se dilacera.
A revolta é o Amor que se transvia.
O orgulho é o Amor que enlouquece.
A discórdia é o Amor que se divide.
A vaidade é o Amor que se ilude.
A avareza é o Amor que se encarcera.
O vício é o Amor que se embrutece.
A crueldade é o Amor que se tiraniza.
O fanatismo é o Amor que se petrifica.
A fraternidade é o Amor que se expande.
A bondade é o Amor que se desenvolve.
O carinho é o Amor que se enflora.
A dedicação é o Amor que se estende.
O trabalho digno é o Amor que se aprimora.
A experiência é o Amor que amadurece.
A renúncia é o Amor que se ilumina.
O sacrifício é o Amor que se santifica.
O Amor é o clima do Universo.
É a religião da vida, a base do estímulo e a força da Criação.
Ao seu influxo, as vidas se agrupam, sublimando-se para a imortalidade.
Nesse ou naquele recanto isolado, quando se lhe retire a influência, reina sempre o caos.
Com ele, tudo se aclara.
Longe dele, a sombra se coagula e prevalece.
Em suma, o bem é o Amor que se desdobra, em busca da Perfeição no Infinito, segundo os Propósitos Divinos; e o mal é, simplesmente, o Amor fora da Lei.
Do Livro "Falando à Terra –
Psicografia de Chico Xavier
Pelo espírito João de Brito

ESTÓRIA DA VAQUINHA



Morava num sítio, uma família muito pobre. O lugar estava sem cuidado, a casa de madeira sem acabamento; os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas. Diante de tantas privações, eles oravam muito para Santo Antônio, pedindo ajuda.
Um dia, Santo Antônio, junto com um amigo espiritual, resolveu ir até o sítio ver o que estava acontecendo. Pois queria saber porque a família o chamava tanto. 
Chegando lá, começou a observar a família e o lugar. 
Notou que a família sobrevivia graças a uma vaquinha que dava vários litros de leite todos os dias. Uma parte do produto eles vendiam ou trocavam na cidade vizinha por gêneros de alimentos; com a outra parte produziam queijo, coalhada, etc., para o consumo, era assim que sobreviviam.
Depois de pensar muito, Santo Antônio pegou a vaquinha, levou ao precipício e jogou-a lá em baixo. O amigo espiritual, arregalou os olhos, assustado com a cena que presenciava. Mas, Santo Antônio pediu que o amigo tivesse calma e desse tempo ao tempo. 
No dia seguinte, a família viu a tragédia, ficou desesperada e orava dizendo:
- Ai, meu Santo Antônio! Por que o senhor deixou acontecer isso com nossa vaquinha? E agora, o que será de nós?
O tempo passou, e Santo Antônio junto do amigo espiritual voltaram ao sítio. Quando se aproximaram do local, avistaram um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. O amigo ficou triste, imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver. Mas, ao se aproximar mais, notou que era a mesma família que visitaram antes. O amigo, assustado e confuso perguntou:
- Santo Antônio, como eles melhoraram o sítio e estão bem de vida?
E o Santo respondeu:
- Eles tinham uma vaquinha que lhes davam o sustento. Quando perderam a vaquinha, tiveram que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabiam que tinham. Assim, alcançaram o sucesso que seus olhos vislumbram agora.


Desta estória do Irmão X, podemos tirar duas lições:

1ª Todos nós temos uma “vaquinha” que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma convivência com a rotina, limitando nosso progresso, seja ele, material ou espiritual. Muitos de nós acomodamos com certas situações, e em nossas orações lamentamos a vida. Não buscamos saber porque sofremos, porque há pobres e ricos, e outros. Quantas pessoas nos momentos difíceis, recebem ajuda de pessoas, instituições, Governo, etc., e depois se acomodam. Retiram o benefício de outros que também precisam ou precisam mais. Muitas instituições fornecem cursos de informática, reforço escolar, trabalhos manuais, e outros, mas, as pessoas não buscam aprender a pescar, elas querem apenas buscar o peixe que alguém pescou com sacrifício. Outras instituições, são as vaquinhas, porque mantêm alguns assistidos dependentes do auxílio por muito tempo.
2ª Muitas vezes, Deus responde nossas preces, não como gostaríamos, mas como é necessário ao nosso progresso. O que nos parece ruim hoje, amanhã terá nos servido de lição. Nem tudo o que nos aborrece e faz sofrer é, forçosamente, um mal. Quando os irmãos de José o venderam, o que parecia um mal tornou-se maravilhoso bem, pois lhe deram oportunidade de chegar a ser governador do Egito. Tenhamos confiança no Pai, que sabe extrair o bem daquilo que nos parece um mal. E não podemos esquecer que "não" também é resposta. 
Resumindo: Precisamos aprender a fazer caridade porque, como disse Bezerra de Menezes: "...não devemos induzi-los à excessiva dependência, sob pena de viciar-lhes o espírito." E tb a entender que, o que parece um mal pode ser um bem disfarçado. 
Pensemos nisso!


Rudymara



FAZER PEDIDOS À DEUS


ASSISTÊNCIA FRATERNA NAS CASAS ESPÍRITAS



“Filhos, participando dos vossos estudos em torno das páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, destacaríamos o trecho que nos sugere mais acuradas reflexões: “Amar, no sentido profundo da palavra, é procurar ao redor de si o sentido de todas as dores que oprimem vossos irmãos, para abrandá-las . . .”
Ninguém extingue um o incêndio com, simplesmente, combater-lhe as labaredas. Para erradicá-lo por completo, indispensável concentrar esforços no ponto em que se origina e se propaga.
Segundo a palavra dos Espíritos Superiores a Allan Kardec, o verdadeiro amor é aquele que sonda a causa do sofrimento, não se limitando a minimizá-lo em seus efeitos.
O mal apenas deixará de existir entre os homens quando as suas raízes forem arrancadas do solo do Planeta!
A carência material, seja ela qual for, exterioriza uma necessidade de ordem moral. A indiferença humana ante verdades que transcendem, permanece na base dos problemas que afligem a Humanidade.
Socorrer a dor imediata é dos mais triviais deveres que a solidariedade impõe, no entanto identificar-lhe as origens para, ao longo do tempo, impedir as suas reaparições, é tarefa indispensável.
Atendei, assim, à fome do corpo; providenciai o agasalho e o remédio, sem vos esquecerdes, porém, de fazer luz para que as trevas da ignorância se desfaçam.
Se é justo cooperar com o pai de família que, de um instante para outro, se vê às voltas com o desemprego, mais justo ainda será ampará-lo com uma nova oportunidade de trabalho.
A assistência fraterna aos irmãos carentes não deve induzi-los à excessiva dependência, sob pena de viciar-lhes o espírito.
É evidente que, cada qual é encorajado pela Vida a equacionar as próprias dificuldades: a solução definitiva dos problemas que enfrenta passa, necessariamente, pela maior conscientização do homem no processo da evolução.
Filhos, não vos esqueçais, portanto de que amar é ensinar o caminho, encorajando a quem deve tomar a iniciativa de percorrê-lo.”

Bezerra de Menezes.

COMO VOCÊ ANALISA AS CESTAS BÁSICAS DE ALIMENTOS NAS CASAS ESPÍRITAS?



JOSÉ RAUL TEIXEIRA RESPONDE: Ás cestas básicas, vestuários, remédios, médicos, etc., deveremos ter a nítida consciência de que fazemos isso por causa dos descompromissos das autoridades governamentais, a quem caberia tais providências. Precisamos ter a consciência de que esse não é o papel fundamental do centro espírita. Não será de bom alvitre abrir-se um Centro Espírita com essa finalidade, uma vez que o centro deve ser o educandário básico da mente popular.
Entretanto, com base no Evangelho de Jesus, se nos chega alguém padecendo fome, não adiantará fazer discursos bonitos e doutrinários para essa pessoa; ela precisa é de alimentação. Tem que se lhe dar comida. Se se aproxima alguém ao relento, desnudo, precisando de roupa, não adianta oferecer-lhe comida, será preciso dar-lhe uma peça de roupa. Por outro lado, se aparece em nossa instituição alguém doente, não valem discursos nem peças de roupa; há que se lhe providenciar um atendimento médico, seja num posto de saúde, seja num hospital para que seja devidamente tratado. Assim, atenderemos os nossos irmãos do caminho em função das carências que apresentem.
Não viveremos para dar cestas básicas ou roupas. Seria um trabalho de mera filantropia e nós, os espíritas, precisamos ter a consciência de que isto é o de menor importância na pauta de nosso trabalho. Torna-se por demais importante ensinar as pessoas a se conduzir no mundo, ensinar-lhes a viver... Ao lado de tudo o que o centro espírita possa ofertar, a importância maior recairá sobre aquilo que possamos dar de nós mesmos aos necessitados de quaisquer matizes. Muitas vezes somos hábeis na entrega de muitas "coisas" a necessitados, embora tenhamos muita dificuldade de abrir o coração às pessoas. Costumamos ficar sempre longe deles; não procuramos saber quem são, seus nomes, ou quais são as suas necessidades verdadeiras.
Os nossos irmãos necessitados não deverão ser transformados em números fichados, a fim de que os espíritas os utilizemos para sermos caridosos, às custas da exibição da miséria ou das carências deles. O aprendizado espírita nos faz compreender que são, todos, nossos irmãos, são os filhos e as filhas do calvário. Por isso é que todos os trabalhos desenvolvidos pelo centro espírita devem ser bem pensados, devem ter um porquê, precisam ter um sentido, uma razão de ser, a fim de que não percamos tempo realizando atividades que podem ser comparadas às de quem enxuga gelo.
Jamais deveremos fazer algo somente por fazer, sem que haja um sério e espiritual objetivo nessa realização.

Entrevista realizada na sede da SEF - Sociedade Espírita Fraternidade, publicada no jornal Correio Espírita em março/2007.
 "A assistência fraterna aos irmãos carentes não deve induzi-los à excessiva dependência, sob pena de viciar-lhes o espírito." - Bezerra de Menezes
 "A finalidade do Espiritismo é auxiliar no progresso MORAL da humanidade." - O Livro dos Espíritos





sábado, 16 de junho de 2018

CÃES DE RUA SÃO MORTOS PARA LIMPAR CIDADES RUSSAS QUE SEDIARÃO COPA



Esta notícia sensibilizou quem ama cachorro. Mas, você sabia que as Zoonoses exterminam os cães que não são adotados? Isto não está acontecendo só na Copa lá na Rússia, mas acontece o ano todo aqui no Brasil. Por que também não nos sensibilizamos com os cães mortos no Brasil? Por que não há comoção com os bois, carneiros, porcos, frangos e outros animais que morrem, de forma bárbara, todo dia para satisfazer as mesas e o churrasco do fim de semana? E os peixes? As pessoas pescam por hobby, para desestressar ou dizem ser pesca esportiva. Matar virou esporte? Daí fisga a boca do peixe esperam ele morrer sem ar para levar para casa ou devolvem para a água machucado para que outro fisgue sua boca e machuque novamente. Turistas adoram tirar foto com golfinhos na piscina, no entanto, são arrancados seus dentes para que eles não possam ferir os turistas. Assim acontece com os camelos no Nordeste, com os cavalos que carregam entulhos ou objetos pesados o dia todo, que caminham muitos quilômetros carregando seus donos para que estes paguem promessas ou para carregar o dia inteiro os romeiros que pagam para andar de charrete em Aparecida do Norte. Muitos animais são usados como cobaias em testes de laboratório para remédios, cosméticos e outros. Enfim, tenhamos coerência e nos indignemos com a morte de todos os animais. Como disse Chico Xavier: "Nós, seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. Portanto quem chuta ou maltrata um animal é alguém que não aprendeu a amar." Pensemos nisso!

Texto de Rudymara


sexta-feira, 15 de junho de 2018

TORCER PELO BRASIL



Vamos separar as coisas. Eu vou torcer pela SELEÇÃO BRASILEIRA de futebol e pelo nosso país BRASIL. Com ou sem bola rolando, os governantes nos enrolam e nossa voz (liberdade de expressão) se limita a gritar nas redes sociais. Nossos “representantes” não nos ouvem e não nos consultam para tomar decisões. O país está mal, mas quando surgiu a oportunidade de começar a mudar alguma coisa, corremos para a fila da gasolina, abusivamente cara, traindo os caminhoneiros. Muitos estão indignados com a corrupção que passa da direita para a esquerda, mas apoiam políticos corruptos e, na primeira oportunidade passam a perna no povo também, como por exemplo, aumentar gás de cozinha e outros produtos em tempo de crise. Se levarmos a ferro e fogo, ninguém deveria torcer para time nenhum, porque por detrás de todos eles há corrupção, manipulação de resultados e lavagem de dinheiro do tráfico. Não basta torcer por um país justo, honesto, temos que fazê-lo ser no futebol , na política, na escola e em todos os lugares. Então, eu pergunto: "Se eu deixar de torcer teremos saúde, educação e segurança? Não, não é? “Quando temos problema em casa deixamos de passear e nos divertir com a família?" Não, não é? Na volta do passeio sempre pensamos na solução dos problemas. Então façamos o mesmo com o país....VAI SELEÇÃO!......VAI BRASIL!.....

Texto de Rudymara



quinta-feira, 7 de junho de 2018

ABASTEÇA A ALMA



Quem dera as pessoas buscassem abastecer a alma como buscam abastecer seu veículo, sua dispensa, sua geladeira. Como explica Pascal no O Evangelho segundo o Espiritismo: " O homem não possui seu senão aquilo que pode levar deste mundo. O que ele encontra ao chegar e o que deixa ao partir, aproveita durante sua permanência na Terra; mas, desde que é forçado a deixá-lo, é claro que só tem o usufruto (usa sem ser dono), e não a posse real. 
O que é, então, que ele possui? 
Nada que se destina ao uso do corpo, e tudo o que se refere ao uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. 
Ao viajante que chega à uma estalagem, se ele pode pagar, é dado um bom alojamento; ao que pode menos, é dado um pior; e ao que nada tem, é deixado ao relento. Assim acontece com o homem, quando chega ao mundo dos espíritos: sua posição depende de suas posses com a diferença de que não pode pagar em ouro. 
Não se perguntará: Quanto tinhas na Terra? Que posição ocupavas? Eras príncipe ou operário? 
Mas lhe será perguntado: O que trazes? 
Não será computado o valor dos seus bens, nem dos seus títulos, mas serão contadas as suas virtudes, e nesse cálculo o operário talvez seja considerado mais rico que o príncipe."
Como disse Emmanuel: “Duas asas conduzirão o ser humano à presença de Deus; um chama-se AMOR, a outra SABEDORIA."
Pensemos nisso!


Rudymara

SE ALGUÉM TE FERIR NUMA FACE APRESENTA-LHE A OUTRA TAMBÉM



Esta máxima de Jesus é muito polêmica por ser mal compreendida. E a doutrina veio dar-lhe entendimento.
Se levarmos ao pé da letra, diríamos que Jesus está incentivando a violência. Fazendo com que o agressor continue violento e que aquele que é agredido vire saco de pancada. É como se Jesus dissesse: “Se alguém te bater numa face, peça que bata na outra face também.” Mas não é este o sentido desta máxima. Joanna de Angelis explica a máxima de forma magistral. Ela disse que: A vida possui duas faces: a boa e a má. "Se alguém te bater numa face - disse Jesus - apresenta-lhe a outra." Uma é a face da violência, do orgulho ferido, da vaidade mesquinha, do medo. A outra é a da paz, da confiança no bem, da vitória do amor, da dignidade.”
No tempo de Moisés era comum o revide porque eles seguiam a lei do olho por olho dente por dente. Mas esta lei só atrasa nossa evolução porque ela afasta amigos, familiares, faz perder emprego, liberdade porque muitos chegam a matar quando revidam e, ainda, cria um resgate para a outra encarnação. Para muitos, não revidar é um ato de covardia, quando na verdade é um ato de sabedoria, inteligência. Divaldo Pereira Franco fez muitas palestras nos presídios. Em uma delas ele disse aos detentos que precisamos aprender a AGIR. Porque o animal REAGE quando se sente ameaçado. Ele morde, pica, dá coice. Mas, o homem, é um ser racional, portanto deveria aprender a AGIR ao invés de REAGIR. E finalizou a palestra dizendo aos detentos que, se muitos deles não tivessem reagido não estariam ali.
Então, o que precisamos entender é que Jesus não condenou a defesa, mas sim a vingança. Quando alguém vem nos agredir fisicamente, nós não ficaremos estáticos esperando que ele nos machuque ou mate. Nós temos dentro de nós o instinto de defesa da vida, está no livro dos espíritos questão 702 e 703. Mas, nós devemos nos defender sem querer nos vingar. Por exemplo: quando alguém vem nos bater e nós lhe dermos um empurrão e ele cair, não devemos esmurrá-lo, chutá-lo ou pegar um pedaço de pau para bater nele até desmaiá-lo ou matá-lo. Devemos tentar fazê-lo entender que não queremos brigar ou correr, no caso dele ser violento, não aceitar conversa ou coisa assim. Então, Jesus não condenou a defesa, mas recriminou a vingança. 
Francisco de Assis, em sua oração explicou esta máxima de forma magnífica, ele pede ao Senhor:
Faze de mim um instrumento da tua paz.
Se alguém me apresentar a face ódio, que eu lhe apresente a face do amor.
Se me apresentar a face da ofensa, que eu lhe apresente a face do perdão.
Se me apresentar a face da discórdia, que eu lhe mostre a face da união.
Se me apresentar a face da dúvida, que eu lhe a presente a face da fé.
Se me apresentar a face do erro, que eu lhe mostre a face da verdade.
Se me apresentar a face do desespero, que lhe apresente a face da esperança.
Se me apresentar a face da tristeza, que eu lhe apresente a face da alegria.
Se me apresentar a face das trevas, que eu lhe apresente a face da luz.
Eis um homem que foi um verdadeiro instrumento da paz...
Então, aprendamos a agir ao invés de reagir, de nos defender sem nos vingar, de não entrar na violência do próximo, mas trazê-lo para a nossa paz. Porque como disse Jesus: “Bem aventurados os mansos e pacíficos”. Mas, se alguém nos apresentar a face do amor, do bem, da caridade, da alegria, REVIDE, este é o único revide que Jesus é favorável.

Texto de Rudymara




É PRECISO SABER VIVER



O rico, da parábola "O rico e Lázaro", contada por Jesus, sofreu muito após a sua desencarnação (morte). Porque enquanto estava encarnado (vivo) ele se vestia de púrpura e de linho finíssimo, e todos dias se banqueteava esplendidamente, mas não dava uma migalha de sua mesa ao mendigo chamado Lázaro, que era coberto de chagas e ficava deitado no seu portão enquanto os cães vinham lamber-lhe as úlceras. Quando o mendigo desencarnou (morreu), foi levado pelos anjos para o seio de Abraão. E o rico sofreu os tormentos do remorso a queimar-lhe a consciência. Por isso, rogou que Moisés mandasse alguém avisar seus 5 irmãos encarnados (vivos) do seu sofrimento, para que eles mudassem seu comportamento para que não sofressem também. Mas Abraão disse: "Eles têm Moisés e os Profetas: ouçam-nos." 
Jesus contou esta parábola para dizer que a vida continua após a morte do corpo físico. E se nós não queremos ter uma surpresa ruim ao desencarnar, comecemos a mudar agora. O rico da parábola tinha os ensinamentos de Moisés e os profetas a seguir e nós temos os de Jesus. Chega de adiarmos. Nascemos para evoluir e não para acumularmos coisas materiais, participar de festas, passeios, viagens, churrascos e outras coisas que, embora faça parte da vida, não é sua finalidade. Como disse Joamar Zanolini Nazareth: “O Espiritismo é uma doutrina que nos coloca no dever de sempre caminhar. Não nos pede santidade. Pede-nos apenas caminhar, e, a cada passo dado no rumo do progresso, surge o convite ao trabalho dentro do que já conquistamos, atribuindo oportunidades de adquirir as virtudes que ainda não trazemos na alma. O erro não está em ter imperfeições, mas em algemar-se à preguiça e não buscar melhorar-se.”
Então, como diz a letra da música do Titãs: "É preciso saber viver..." para que a vida após a vida não nos surpreenda. Como disse Emmanuel: "Viver, todos vivem, mas viver com consciência, é privilégio de poucos." Pensemos nisso!


Texto de Rudymara