sábado, 11 de agosto de 2018

QUE MEDIUNIDADE QUEREMOS TER?



A mediunidade que todos esperamos é a espetacular, a fenomênica.
Pedimos a vidência, para ver Espíritos de grande luz ou para descobrir piedosamente os necessitados do Umbral, levando-lhes auxilio na medida de nossas possibilidades?
Suplicamos a clariaudiência, para ouvir coros celestes ou deliciar-nos com os conselhos dos Espíritos e atender aos apelos dos desencarnados que pedem orientação?
Queremos servir de intermediários na psicografia entre os instrumentos espirituais e os homens?
Ambicionamos a incorporação, para que em nós se manifestem os bons Espíritos em preleções luminosas, ou os sofredores em lamentações, para serem consolados e reequilibrados?
Esperamos a viagem astral como um prêmio ao nosso gosto em freqüentar sessões ou para atender aos espíritos que de longe nos chamam?
No entanto, vemos por acaso, com atenção, as glórias da natureza em redor de nós?
Olhamos, sem desviar os olhos, os pobres e aleijados, os doentes e estropiados, os aflitos e desesperados?
Utilizamo-nos bem do dom da vidência que já recebemos do Senhor aqui na Terra, para, vendo-lhes as misérias levar-lhes auxílio?
Aproveitamos o dom da psicografia, isto é, do conhecimento da escrita, para ensinar a uma criancinha pobre ou a uma empregada analfabeta?
Lembremo-nos de que cada um de nós, trás em si mesmo, um Espírito permanentemente incorporado, que precisa progredir. E que fazemos dele?
E as viagens aos morros, para socorrer os pobres . . . a orfanatos para acariciar crianças . . . a hospitais, para aliviar enfermos . . . a asilos, para consolar os velhinhos . . . e leprosários para ajudar os sofredores, nós os fazemos?
Se não pomos em prática os dons mediúnicos que já temos na matéria, por que queremos buscar outros de fora, que não depende de nós?
Desenvolvamos bem essas mediunidades que já nos foram concedidas pelo Senhor, e no tempo oportuno, receberemos todas as outras.
Atendamos primeiro, ao próximo, que está em redor de nós e depois, teremos lastro para ir atender a outros no outro Mundo.

Do livro: Sugestões Oportunas, cap. 10
De: C. Torres Pastorino

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