
Como disse Joanna de Ângelis no livro “Dias Gloriosos”: “Todo corpo físico merece respeito e cuidados, carinho e zelo contínuos, por ser a sede do Espírito, o santuário da vida em desenvolvimento.”
"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más."
De repente, sob a surpresa dos que compunham a grande assembléia, de mais Alto, uma Estrela luminescente dá presença. Era Celina, a enviada da Virgem Santíssima, que chega e lê a sua mensagem, promovendo Bezerra a uma Tarefa Maior e numa Esfera mais Alta. O Evangelizador Espírita chora emocionadíssimo e ajoelha-se agradecendo entre lágrimas, à Mãe das Mães a graça recebida, suplicando-lhe, por intermédio de sua enviada sublime, para ficar no seu humilde Posto, junto à Terra, a fim de continuar atendendo aos pedidos de seus irmãos terrestres que tantas provas lhe dão de estima e gratidão.
O espírito luminoso de Celina sobe às esferas elevadas donde veio e se dirige aos pés da Mãe Celestial, submetendo à sua apreciação o pedido de seu servo agradecido.
Daí a instantes, volta e traz a resposta de Nossa Senhora:
- Que sim, que Bezerra ficasse no seu Posto o tempo que quisesse e sempre sob suas bênçãos!
E da Terra e do Além partem vozes em Prece!
Observação: Em 29 de agosto de 1831 nascia Adolfo Bezerra de Menezes, o médico dos pobres, o apóstolo da caridade, o Kardec brasileiro. Deixamos aqui nossa homenagem, nosso agradecimento, e a observação de que não é tão fácil ver e falar (de maneira direta) com Maria de Nazaré como muitos acreditam.
P: - Em termos de educação espírita, propriamente dita, nas atividades cotidianas de nossas instituições espíritas, como podemos avaliar a proposta do Espiritismo e a realidade vivida atualmente?
R: - Sendo as pessoas espíritas os homens e mulheres comuns do mundo, vivenciando os mesmos embates e as mesmas necessidades dos demais; estando grande massa de freqüentadores das Instituições Espíritas em busca de melhorias da saúde, da família ou mesmo da vida material, pouco interesse estará voltado para a vivência prática de uma educação calcada nos generosos ensinamentos espíritas. Costuma-se utilizar jargões, tais como: "a natureza não dá saltos", "sou espírita mas não sou de ferro", "sou espírita sem fanatismo", para encobrir fraquezas do caráter, má vontade e espírito teimoso ou impertinente. Daí encontrarmos tantos embates em nossas Instituições, tantas competições, completamente fora de propósito, criando zonas de indisposições de nenhuma forma acordes com o espírito do Espiritismo, o que nos demonstra que a educação espírita ainda não é uma realidade generalizada.
Observação: J. Raul Teixeira chama nossa atenção mostrando que a maioria das pessoas freqüenta as Instituições Espíritas com interesse em buscar a melhoria da saúde, da família ou da vida material, poucos buscam para vivenciar a educação cristã espírita. Estamos sempre usando frases como "a natureza não dá saltos" que servem como desculpa para adiarmos nossa transformação moral.
Pedir nunca foi nem será radicalismo. As atividades desenvolvidas pelo verdadeiro Centro Espírita, em tese, visam ao atendimento da pessoa humana que lhe chega portando problemas de diversas ordens. É difícil entender que alguém consiga atender aos outros, orientando, instruindo, socorrendo, sem aplicar tais lições a si mesmo. Entretanto, ninguém poderá “impor” a algum indivíduo que deixe qualquer vício, que ainda não tenha querido ou podido deixar. Do mesmo modo, nenhum dirigente estará “obrigado” a admiti-lo nas tarefas do Centro que exijam tal higiene.
Em casos assim, será de bom alvitre mostrar aos companheiros que querem servir, ajudando nos vários serviços espirituais, os prejuízos que causam a si mesmos, a partir do estudo sério da Doutrina Espírita, incentivando-os de muitos modos ao abandono dos maus hábitos, que não se limitam ao fumo e ao álcool.
Observação de Ricardo di Bernardi: (...) Umas das objeções freqüentemente apresentadas à tese reencarnacionista é a suposição de que as pessoas ao aceitarem a pluralidade das existências possam se tornar acomodadas com relação à sua transformação interior. O fato de admitirem novas oportunidades lhes inibiria o impulso ao progresso espiritual. A responsabilidade podendo ser adiada levaria os seres humanos, falhos por natureza, a transferirem para outras vidas os deveres que se apresentassem na romagem atual (...)