sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

MACUMBA NÃO É PRÁTICA ESPÍRITA


MACUMBA PEGA?
Antes de mais nada, macumba é um instrumento africano de percussão e macumbeiro é quem toca este instrumento.

Mas, no sentido de trabalho espiritual, precisamos esclarecer que mediunidade não é propriedade dos espíritas. Há médiuns espíritas e médiuns que não são espíritas. Esse tipo de “trabalho” não se encontra nas Casas Espíritas, e sim em algumas casas espiritualistas. Seria incoerente falar de Jesus que ensinou a perdoar, amar o próximo e o inimigo, etc. e prejudicar alguém.
Espiritismo deve ser entendido como a Doutrina surgida na França, cujo ensinamentos foram trazidos pelos Espíritos e organizados por Allan Kardec nos 5 livros: "O Livro dos Espíritos", "O Evangelho Segundo o Espiritismo", "O Livro dos Médiuns", "A Gêneses", "O Céu e o Inferno".
O Espiritismo não tem: dogmas, rituais, vestes especiais, cálice com vinho ou qualquer bebida alcoólica, incenso, mirra, fumo, altares, imagens, andores, velas, procissões, trabalhos espirituais, talismãs, amuletos, sacrifício animal, santinho, horóscopo, cartomancia, quiromancia, astrologia, numerologia, pagamento de promessas, despachos, riscos de cruzes e pontos, não tem curas espirituais milagrosas, fórmulas mágicas para resolver problemas sentimentais ou financeiros, etc.
O que o Espiritismo explica, em relação a este tipo de "trabalho" é que, os agentes das sombras (espíritos malfazejos), contratados para fazer o mal, não têm o poder de criar o mal. Apenas alimentam o mal que há na pessoa.
Ninguém faz mal para ninguém, porque o mal só nos atinge porque está dentro de nós.
Jamais seremos induzidos à violência se conquistamos a mansuetude.
Por exemplo: Se um chefe de família envolve-se com uma jovem bela e volúvel que o seduziu, e que pretende afastá-lo do lar. Imaginemos esta moça, contratando um “despachante do além”, com a ajuda de um médium habituado a evocar Espíritos para empreitadas menos dignas. Foi acertado que o alvo seria “amarrado” num emaranhado passional (relativo à paixão). A jovem, age de maneira egoísta, porque não está nem um pouco preocupada com o fato de que, atingindo seu objetivo, destruirá um casamento, traumatizando crianças e deixando uma esposa infeliz. Pensa nela mesma, na satisfação e nos benefícios que possa colher naquela relação indigna. O chefe de família foi envolvido. Mas nem a jovem, nem o médium, nem o Espírito evocado exerceram influência irresistível sobre este homem, ou seja, os espíritos não criam o adultério ou obrigaram o homem a adulterar. Apenas exploram a tendência da pessoa (do chefe de família) à infidelidade.
Imaginemos alguém à beira de um precipício. Nenhum Espírito vai jogá-lo no abismo. Apenas poderá sugerir dizendo: “Salte! Veja como é bom! Você experimentará a sensação de voar! Um prazer indescritível!” Infelizmente, muitos, aceitando convites assim, de desencarnados e de encarnados, mergulham em paixões e viciações. Experimentam, passageiramente, prazeres e alegrias, nos domínios das sensações. Invariavelmente, entretanto, “esborracham-se” no fundo do abismo, comprometidos em renitentes perturbações e angústias que lhes amarguram a existência.
Mas, a esposa não é vítima nesta trama? Aparentemente, sim. Mas, sob a óptica espiritual, onde está a realidade, podemos considerar que há sempre um componente cármico em nossas dores. O que nos parece um grande mal pode ser apenas o resgate de débitos relacionados com o passado. Quem sabe terá ela própria destruído lares alheios, em existências anteriores. Ninguém sofre injustamente. Mal legítimo, é o que fazemos de errado, contrariando as leis divinas, com o que contraímos pesados débitos. O que fazem contra nós, impondo-nos sofrimentos, converte-se em crédito no resgate de nossas dívidas, se bem administrado, ou seja, podemos diminuir nossas dívidas do passado se soubermos sofrer. Normalmente, numa situação dessa natureza, a esposa deixa-se dominar pelo ódio. Pensa em matar o marido. Matar a intrusa. Matar-se. Exige satisfações. Briga. Exaspera-se. Arma escândalo. Sobretudo, sente-se profundamente infeliz. Entra em estado de angústia e ansiedade. Desorienta-se. Fica doente. Reação muito humana, mas nela está a origem de seus desajustes, e de mais comprometimento com a lei divina. O que recomenda Jesus ante os males que nos façam? Todos sabemos. Está contido em pequeno verbo de grandioso alcance: Perdoar. Então, o que devemos fazer para evitar o nosso envolvimento com o mal? Jesus nos legou a fórmula perfeita para evitar o envolvimento com o mal: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.” É preciso exercitar constante vigilância, não no próximo, mas em nós mesmos. Vigiar nossos impulsos, as idéias que surgem em nossa mente, nossos desejos, tendo por parâmetro a moral evangélica que nos oferece o roteiro ideal para uma existência equilibrada e feliz. Em qualquer atitude que tivermos de tomar, perguntemos: "O que cogitamos é compatível com o Evangelho?" Se a resposta for negativa, detenhamo-nos imediatamente em oração, rogando a Deus forças para resistir à tentação. E Deus, que criou o Bem, nos ajudará para que ninguém, aqui ou no além, induza-nos a fazer o que não deve ser feito. Deus não interfere em nosso livre arbítrio. Ele deixa para nós escolhermos o caminho que desejarmos trilhar. Isto chama-se livre arbítrio. Então, "macumba" pega se deixarmos pegar.

(Texto baseado no texto de Richard Simonetti)


Observação: O Espírito evocado não exerce uma influência irresistível sobre uma pessoa, ele apenas explora a tendência da pessoa, ou seja, se a pessoa gosta de bebidas alcoólicas, este Espírito irá "sugerir" que esta pessoa beba sempre, até causar um mau á saúde dela ou á vida dela; se uma pessoa é negativa, só fala em se matar, este Espírito só irá "sugerir" que esta pessoa se mate. Então, o mal que devemos temer, é o mau moral, o mau do vício, etc., que ainda se encontra em nossa vida. Os Espíritos farejam as chagas que se encontram em nossa alma. Muitos acham mais fácil pagar para alguém "afastar" o Espírito obsessor do que esforçar-se para mudar de atitude. O certo é criar o hábito de orar, de manter o pensamento e atitude no bem do próximo e no nosso bem. Quando soubermos que alguém tentou nos fazer mal, oremos por ela, é uma pessoa ignorante no assunto "amor ao próximo", está afastada de Jesus. Nós temos, infelizmente, a facilidade em acreditar no poder do mal do que no poder de Deus que é maior que qualquer força negativa. Mas, lembremos Deus não nos livra do Mal, Ele apenas mostra como devemos nos livrar desse mal. Deus não é babá de ninguém. Se Ele fizesse tudo por nós, ninguém se esforçaria para melhorar suas atitudes.




13 comentários:

  1. Agradeço pelo texto. Esse esclarecimento é precioso e digno de todo o respeito e sobretudo, de refelxão sucedida de reforma espiritual.

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    1. Que bom que vc entendeu o texto.....obrigada pelo elogio.....abraço

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  2. Anônimo5/8/12 18:10

    Tudo isto que está escrito no texto é muito bonito e maravilhoso mas tem que se salientar que conforme o estado do obsedado, se ele lutar muito, com muita persistência em busca do seu equilíbrio, pode levar anos para que isto aconteça, portanto, será muito bom que ele ´não despreze um amparo medicamentoso prescrito por um bom psiquiatra e uma terapia comportamental cognitiva para que este processo de cura se acelere. Tudo isto, associado com muita leitura e muita oração.
    Espero ter contibuído também com uma parcelinha
    de esclarecimento, ainda que humilde porque uma obsessão em alto grau como a que eu tive, pouca gente suportaria sem os recursos que dispomos.
    abraços fraternos.

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    1. Anônimo4/2/13 18:13

      verdade, deve haver um equilíbrio entre o corpo e o espirito pois ambos tende estar em harmonia para que tudo ocorra bem.

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  3. Anônimo6/8/12 15:01

    pode espiritos pegar algo dentro de casa como dinheiro pra causar brigas entre familia?

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    1. Kardec perguntou aos Espíritos: Alguns casos de desaparecimento de objetos, por motivo ignorado, serão devidos aos Espíritos?
      Os Espírito responderam: Isso acontece com freqüência, muito mais freqüentemente do que pensais, e poderia ser remediado pedindo-se ao Espírito a devolução do objeto.

      Obs: É verdade, mas às vezes o que foi levado, levado está. Porque esses objetos que somem da casa são quase sempre levados para muito longe. Mas, como a subtração de objetos exige quase as mesmas condições fluídicas dos transportes, só pode se dar com a ajuda de médiuns dotados de faculdades especiais. Por isso, quando alguma coisa desaparecer, é provável que se deva ao vosso descuido que a ação dos Espíritos.

      Veja que não é fácil o fenômeno de transporte. Portanto, é mais fácil ser um descuido de quem perdeu ou alguém "encarnado" ter pego do que os "desencarnados".



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  4. Anônimo7/8/12 11:51

    Minha pergunta é: e se nessa história o homem fosse solteiro, e a moça fizesse trabalho de "amarração"? é errado? o que acarretaria? Obrigada

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    1. Olá.....a ilustração mostra que "tudo que fizermos de maldade a alguém, seja casoso ou solteiro é contra a lei de Deus"......então, basta perguntar o seguinte: "Jesus ficaria feliz com esta minha atitude?"......sua consciencia responderá .....ok?......um abraço

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  5. Anônimo8/9/12 12:10

    Olá!... Uma pessoa pode influenciar na vida de um casal levando-os a se separar, somente por desejar muito isso? Sem fazer macumba?
    Grato!

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    1. Olá.....gostaria que vc lesse um texto que está neste blog cujo título é BENÇÃO E MALDIÇÃO ATINGEM QUEM RECEBE? - Richard Simonetti .......ok?.....vc obterá a resposta......um abraço

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  6. Belo texto.Esclarecedor. O coração e alma dessa pessoa leiga agradece.

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  7. Anônimo2/4/13 22:59

    E quando quem faz uma macumba atrás da outra é a esposa? Aliás, não só isso, mas e quando o casamento se deu em razão de macumba feita pra separar duas pessoas que se gostam, que se querem? Quando essa esposa virou esposa às custas de jogo sujo, de desmoralizar injustamente a rival honesta?
    Nem sempre a esposa é a vítima da história...
    O que fazer pra livrar alguém de uma macumba se esse alguém não acredita que isso exista?

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    1. Olá....o exemplo do texto cabe a qualquer um.....é apenas uma ilustração.....´se vc trocar os papéis e disser que a esposa traiu e etc., vai dar na mesma......só tentamos dizer que MACUMBA ou qualquer outra maldade só pega se estivermos vulneráveis á pegar.....só se livra do mal quem quer se livrar.....não podemos forçar nada.....precisamos respeitar o livre arbítrio das pessoas......quando um viciado não quer tratamento, não adianta forçar, ok?......ore pela pessoa......não há força maior que de Deus.....um forte abraço

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