sábado, 2 de janeiro de 2010

OS ANIMAIS SÃO NOSSOS IRMÃOS?


Diante do conhecimento atual, é ridículo acreditar que o mundo, os animais e o homem foram criados diretamente por Deus em apenas uma semana. E que somos descendentes de Adão e Eva. Sabemos hoje que a vida apareceu há mais ou menos 3,5 bilhões de anos, um bilhão de anos após a formação da Terra. Afirma-se que ela tenha surgido na água sob forma de seres minúsculos extremamente simples. Depois foram originando as células, depois as plantas e aos animais invertebrados que habitam o mar. Do mar a vida fixou sobre a terra firme e depois no ar (os pássaros). Os primeiros seres humanos surgiram sobre a Terra há aproximadamente 3 milhões de anos. Ao longo dos anos, os seres sofreram transformações sucessivas, dando origem a várias espécies. Portanto, a espécie humana descende, por evolução, daqueles primeiros seres vivos microscópios. Nós somos espíritos em crescimento, por enquanto; somente alcançamos a maioridade ao atingir o estado de Espíritos puros. Nascemos em mundos inferioríssimos e, através de milênios, adquirimos o instinto. Por milênios e milênios de evolução experimentamos graus inferiores até conquistar a inteligência. Um cachorro, por exemplo, quando der sinal de inteligência, não continuará mais aqui na Terra., que não lhe oferecerá condições; mas irá para mundos em começo de evolução, para onde o Espírito dele será transferido. Após cachorro, reencarnará no corpo de um primata aprendendo a andar de pé, a usar as mãos e morando em cavernas. Portanto, nós espíritas nos fundamentamos na Ciência, seguimos a tradição do conceito darwiniano da evolução, a teoria da origem das espécies, da seleção natural e do próprio progresso. Só que Darwin se deteve em determinados ângulos, como o do “elo perdido”, um dos maiores desafios científicos, ou seja, eles não conseguem explicar e provar o ponto onde o animal torna-se homem, quando ele "desceu da árvore" (deixou de ser macaco): é que a transição ocorre no plano espiritual É nesse ponto que o Espiritismo, ilumina de forma incomparável tão escuros labirintos, nos quais as Ciências se debatem há muito tempo. Os animais que se destacam realizam estágios intermediários de vida material em planetas inferiores à Terra, além do que, principalmente, quando ali desencarnam, os prepostos do Cristo, modificam seus revestimentos espirituais (perispírito), para adequá-los à fala e à vida racional; considerando que o perispírito é o molde do corpo físico, aí reside a semelhança física do homem com alguns animais.
PODEMOS REENCARNAR NUM CORPO ANIMAL? O Espiritismo não aceita a teoria da Metempsicose, ou seja, o espírito de um Homem não reencarna em reino inferior. A cada reencarnação o Espírito está em melhores condições do que na anterior - tal é a Lei Divina do Progresso (evolução).
E A REENCARNAÇÃO DOS ANIMAIS?
A reencarnação para os animais é quase sequencial à morte. Mas alguns ficam tempo maior no plano espiritual, exemplo: Hermínio C. Miranda, em Diálogo com as Sombras, descreve o "dirigente das trevas" como sendo visto quase sempre montado em animais. André Luiz refere-se, em suas obras, a cães puxando espécies de "trenós" (livro Nosso Lar), aves de monstruosa configuração (Obreiros da Vida Eterna), etc. Divaldo Franco conta que, certa vez, foi fazer uma palestra em certa cidade, ao ser recebido na casa que iria hospedá-lo, assustou-se com um cachorro grande, que lhe pulou no peito. Ao comentar com a anfitriã, esta assustou porque ela disse que seu cachorro havia morrido há um ano e meio. E ele descreveu a raça do cachorro e ela disse que era igual ao dela. Então, provavelmente o cão permaneceu na casa que o acolheu por muitos anos e que sua presença foi detectada pela mediunidade de Divaldo. Mas, quando vão reencarnar, eles não escolhem em que espécie reencarnar, pela inexistência de livre-arbítrio.
A ALMA DOS ANIMAIS É DIFERENTE DA ALMA HUMANA?
Sim, é diferente. Não possuindo inteligência, os animais não possuem igualmente consciência, livre-arbítrio, senso moral, nem responsabilidade. Ao desencarnarem, são orientados e mantidos por Espíritos da Natureza, em grupos específicos a cada raça.
OS ANIMAIS POSSUEM INTELIGÊNCIA OU INSTINTO?
A inteligência é uma faculdade própria do ser humano que, impulsionada pelo nosso pensamento, faz-nos agir segundo a nossa vontade, quer na parte moral, quer na parte intelectual, quer na parte espiritual. Por exemplo: não devo roubar, não devo viciar-me, porque são ações imorais; quero ler este livro, é ação intelectual; vou orar, é uma ação espiritual. Isso tudo é comandado pela inteligência, porque a inteligência é humana. A inteligência é o livre-arbítrio, que é um poder, a faculdade de decidir, de determinar, dependente apenas da vontade. E o instinto é o movimento que domina os homens e os animais em seu procedimento. Pelo instinto, o homem pertence ao reino animal e, pela inteligência, pertence à Humanidade. Todas as necessidades de nosso corpo carnal são provindas pelo instinto, desde as mais rudimentares às mais altas: são exigências do nosso corpo, que devem ser atendidas, pois são a parte animal da nossa vida. Exemplo: um bebê que acaba de nascer, tão logo é envolto em suas roupinhas, começa a agitar os lábios pedindo alimento; e com sofreguidão suga com sua boca o bico do seio de sua mãe; ninguém lhe ensinou isso, pois ele mal acaba de nascer, no entanto, o instinto já agiu para conservar-lhe a vida.
E A EUTANÁSIA NOS ANIMAIS?
Morte piedosa do animal, talvez, só quando o veterinário atestar que traumas ou doenças sejam irreversíveis, além de acompanhadas de dores insuportáveis. Apesar do animal possuir uma alma, esta é diferente da humana, por não possuir livre-arbítrio, não tem carma à resgatar. Dever cristão é que impõe ao dono ampará-lo até o último sopro de vida, para morrer em paz e para com gratidão do ser humano ao chegar à regiões espirituais que Deus lhe concede.
POR QUE OS ANIMAIS SOFREM TANTO SE ELES NÃO TEM DÉBITOS A RESGATAR?
No caso deles, a dor age como impulso evolutivo. Exemplo: quando feridos, os próprios animais, eventualmente seus companheiros, lambem os machucados numa rudimentar ação de assepsia, na busca da cura ou alívio; isso representa os primórdios da fraternidade.
O QUE DEVEMOS FAZER AO VER UM ANIMAL SENDO AGREDIDO? Se uma pessoa estiver maltratando um animal devemos interferir, jamais nos omitir. Mas que a intervenção seja por altruísmo, com educação e amor à Natureza. Como? Com brandura e educação, não piorando o ânimo do agressor, o qual, já exaltado, poderá se tornar mais rude ainda com o animal. Os animais não falam, não raciocinam, sentem dor, sede e fome. O sentimento de piedade demonstra elevação espiritual, principalmente quando seguido da respectiva ajuda para a cessação da causa do sofrimento. A piedade é a ante-sala do Amor, assim como a crueldade o é da violência.
QUE DIZER DAQUELES QUE ABANDONAM SEUS ANIMAIS?
O abandono de animais é condenação certa. O autor desses dolorosos quadros que o cotidiano nos mostra, agindo irresponsavelmente, cedo ou tarde terá que prestar contas à sua consciência.
E
OS ANIMAIS QUE SÃO TREINADOS PARA TORNAREM-SE AGRESSIVOS? No caso de animais treinados para ataque, agressividade, destruição, representam vertentes da ignorância e crueldade humanas; mas a ignorância desaparecerá à medida que o homem evolver, em mundos compatíveis ao seu estágio moral.
A crueldade, porém, significa contração de pesadas dívidas ante o tribunal da consciência de quem a pratica; esses, despertos pelo arrependimento desses sonhos trevosos a que voluntariamente se entregaram, terão a Dor por corregedoria; seus sofrimentos serão proporcionalmente iguais aos que infligiram. Provavelmente, esta seja uma das causas de tantas doenças, tantas anomalias congênitas, tantos desastres mutiladores.
Por tudo isso, concluímos que todos somos irmãos: homens e animais. Ontem éramos animais, quais os que hoje nos servem. E, amanhã, esse mesmo animal ingressará no reino hominal.

Encerremos com a sábia frase de Charles Darwin: "Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e nesse dia, um crime contra um animal será um crime contra a humanidade."




Compilação de Rudymara


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