sábado, 2 de janeiro de 2010

APOMETRIA NÃO É PRÁTICA ESPÍRITA


MAS O QUE É APOMETRIA? A resposta que encontramos foi a seguinte: “Apometria é um conjunto de princípios e técnicas de tratamento espiritual baseado no desdobramento e na separação dos múltiplos corpos e níveis do ser humano. Trata as personalidades de vidas passadas e desdobramentos da vida atual, chamada de subpersonalidades. Desfaz também trabalhos de magia, trata e encaminha espíritos obsessores, auto-obsessões e energias diversas. Como se fosse uma desobsessão mais objetiva e direta.”
Como vimos, a apometria fala de "MÚLTIPLOS CORPOS ESPIRITUAIS", e para a Doutrina existe apenas um “CORPO SUTIL OU ESPIRITUAL”, ou seja, O PERISPÍRITO; ela fala do perdão quase instantâneo, por parte de adversários (obsessores) seculares e que desfaz trabalhos de magia, após serem submetidos à técnica, contrariando a própria natureza humana e a necessidade de reforma íntima pedida por Jesus. Pois, quando Jesus retirava um obsessor recomendava: “VÁ E NÃO PEQUES MAIS.” Com esta recomendação, Ele pedia que a pessoa moralizasse seu comportamento. Porque são as chagas da alma que atraem e dão campo de ação aos obsessores. Se apenas retirarmos o obsessor, a pessoa não buscará saber por que o atraiu ou como conseguirá afastá-lo, ou seja, não buscará a reforma íntima. E quanto a vidas passadas, a Doutrina explica que “Se Deus nos deu o esquecimento das vidas passadas, algum motivo justo tem”, e ao nos reformarmos, estaremos superando, automaticamente, as dores do presente que são conseqüência do passado. Logo se observa, ao estudarmos o assunto, que se trata de uma técnica que adota conceitos de crenças orientais e princípios do ramatisismo. E tais conceitos e princípios não são espíritas e sim espiritualistas.
Divaldo Pereira Franco, durante uma larga entrevista, no programa Presença Espírita da Rádio Boa Nova, de Guarulhos (SP), em Agosto/2001, a partir de uma pergunta a ele dirigida, afirma: "NÃO IREI ENTRAR NO MÉRITO NEM NO ESTUDO DA APOMETRIA, PORQUE EU NÃO SOU APÔMETRA, EU SOU ESPÍRITA. O QUE POSSO DIZER É QUE A APOMETRIA, SEGUNDO OS APÔMETRAS, NÃO É ESPIRITISMO, PORQUANTO AS SUAS PRÁTICAS ESTÃO EM TOTAL DESACORDO COM AS RECOMENDAÇÕES DE “O LIVRO DOS MÉDIUNS”. NÃO EXAMINAREMOS AQUI O MÉRITO OU DEMÉRITO PORQUE EU NÃO PRATICO A APOMETRIA, MAS, SEGUNDO A PRESUNÇÃO DE ALGUNS, ESTE MÉTODO É UM PASSO AVANÇADO DO MOVIMENTO ESPÍRITA NO QUAL ALLAN KARDEC ESTARIA ULTRAPASSADO. E QUE ALLAN KARDEC FOI A PROPOSTA PARA O SÉCULO DEZENOVE E PARTE DO SÉCULO VINTE E A APOMETRIA É UM DEGRAU MAIS EVOLUIDO, NO QUAL ALLAN KARDEC ENCONTRA-SE TOTALMENTE ULTRAPASSADO, TESE COM A QUAL, NA CONDIÇÃO DE ESPÍRITA, EU NÃO CONCORDO EM ABSOLUTO.”
Então, apesar de respeitarmos o ponto de vista dos apômetras, os espíritas não adotam esta técnica de desdobramento, até porque em Espiritismo não há técnicas. E antes de aceitarmos conceitos novos dentro da Doutrina, consultemos algumas obras de fontes seguras. Exemplo: Ao final dos livros "Instruções Psicofônicas" e "Vozes do Grande Além", de mensagens recebidas por Francisco C. Xavier, em trabalhos de desobsessão, nos anos de 1952 a 1956, em Pedro Leopoldo, há boletins anuais, com estatísticas dos atendimentos, onde se vê que é muito pequeno o percentual de recuperação plena. E lembremos de que estes trabalhos mediúnicos contavam com a presença do maior médium da história da Humanidade - Francisco Cândido Xavier! Vejamos algumas afirmações seguras:
Manoel Philomeno de Miranda/ Divaldo Pereira Franco, em "Loucura e Obsessão", afirma à página 14: "A CURA DAS OBSESSÕES, CONFORME OCORRE NO CASO DA LOUCURA, É DE DIFÍCIL CURSO E NEM SEMPRE RÁPIDA, ESTANDO A DEPENDER DE MÚLTIPLOS FATORES, ESPECIALMENTE, DA RENOVAÇÃO, PARA MELHORA, DO PACIENTE (...).” Allan Kardec, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", capítulo 28, item 84, diz: "Observação. – A CURA DAS OBSESSÕES GRAVES REQUER MUITA PACIÊNCIA, PERSEVERANÇA E DEVOTAMENTO.” Albino Teixeira/Francisco C. Xavier, em "Paz e Renovação", indaga, no capítulo 48 (Obsessão e Cura), à página 135: "EM QUALQUER PROGRESSO OU DESENVOLVIMENTO DE AQUISIÇÕES DO MUNDO, NADA SE OBTÉM SEM PACIÊNCIA, AMOR, EDUCAÇÃO E SERVIÇO; COMO QUEREIS, MEUS IRMÃOS DA TERRA, QUE A OBSESSÃO – QUE É FREQUENTEMENTE DESEQUILÍBRIO CRONIFICADO DA ALMA – VENHA A DESAPARECER SEM PACIÊNCIA, AMOR, EDUCAÇÃO E SERVIÇO, DE UM DIA PARA OUTRO?”

Bastam estas citações, eminentemente doutrinárias, para saber que a cura das obsessões não se faz com um toque de mágica, de uma hora para outra. Quem já participou dos trabalhos de desobsessão "espírita" sabe bem o que estamos falando. Nossa razão não aceita tanta facilidade - eis que não admite seja possível transformação tão rápida em Espíritos que cultivam o ódio tão intensamente. Podemos lembrar o obsessor que perseguiu Divaldo Franco por mais ou menos 30 anos. Pensemos: “SE ELE TEVE DIFICULDADE PARA AFASTAR O OBSESSOR, É SINAL QUE NEM SEMPRE É FÁCIL E RÁPIDO TAL RESULTADO.”
Explica Divaldo: “(...) TENHO CERTEZA DE QUE AQUELES QUE ADOTAM ESSES MÉTODOS NOVOS, PRIMEIRO, NÃO CONHECEM AS BASES KARDEQUIANAS, E, AO CONHECEREM-NAS, NUNCA AS VIVENCIARÃO PARA TEREM CERTEZA. ENTÃO, SE ALGUÉM PREFERE A APOMETRIA, DIVORCIE-SE DO ESPIRITISMO. É UM DIREITO! MAS NÃO MISTURE, PARA NÃO CONFUNDIR. (...) NÃO TEMOS NADA CONTRA A APOMETRIA, AS CORRENTES MENTO-MAGNÉTICAS, AQUELAS OUTRAS DE NOMES MUITO ESDRÚXULOS E PSEUDOCIENTÍFICOS. MAS COMO ESPÍRITAS, NÓS DEVEMOS CUIDAR DA PROPOSTA ESPÍRITA. (...) 
Então, temos por obrigação explicar que a mediunidade não é patrimônio exclusivo da Doutrina Espírita e muitas práticas alheias ao Espiritismo a utilizam. Assim acontece com a desobsessão, os católicos chamam de “exorcismo”; os protestantes “descarrego”; os apometras de "apometria", os espíritas de "desobsessão", etc., e cada qual tem seu método. Por isso é dever de todo espírita estudar profundamente as obras básicas, para que possamos preservar a pureza doutrinária. O Codificador, referindo-se ao Espiritismo, indaga-nos: "COMO PRETENDER-SE EM ALGUMAS HORAS ADQUIRIR A CIÊNCIA DO INFINITO.” Os diversos cultos religiosos existentes merecem nosso respeito, mas nem por isso vamos adotar seus rituais e práticas exteriores, por considerá-los contrários aos princípios básicos da Doutrina Espírita. Concluímos que falta o conhecimento da Doutrina Espírita. Não basta a freqüência à Casa Espírita. É indispensável estudá-la, incessante, incansavelmente. Seu aprendizado exige esforços. Percebe-se, claramente, que a Doutrina Espírita é uma ilustre desconhecida de boa parte dos 'ESPÍRITAS', especialmente quanto à sua parte teórica. Reconhecemos haver pessoas sinceras, com elevados sentimentos, que enveredam por esses outros caminhos; mas sabemos que não bastam os bons sentimentos, como bem nos recomenda o Espírito da Verdade, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", 6º capítulo, item 5: "ESPÍRITAS, AMAI-VOS, ESTE O PRIMEIRO ENSINAMENTO; INSTRUÍ-VOS, ESTE O SEGUNDO.” Portanto, urge estudar a Doutrina Espírita, para melhor aplicá-la. Indispensável estabelecer critérios mais rigorosos quanto à admissão de participantes às reuniões mediúnicas. Allan Kardec era extremamente rigoroso para admitir freqüentadores às reuniões ditas experimentais. Há dois meios fundamentais ao aprimoramento das reuniões mediúnicas: estudo e reforma íntima. O Espiritismo constitui-se numa doutrina completa, em seus aspectos moral, religioso, filosófico e científico, com suas raízes no Evangelho de Jesus Cristo, representando o Cristianismo Redivivo. Portanto, não basta afirmar-se espírita e utilizar a mediunidade para que uma prática seja considerada espírita; Que as orientações dos Espíritos Superiores que acompanham o Movimento Espírita no Brasil são muito claras quanto à fidelidade aos princípios codificados por Allan Kardec; Que a orientação, a experiência e a prática dos médiuns mais amadurecidos como Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco, entre outros, tem demonstrado sempre a necessidade de vigilância com relação à preservação da pureza dos princípios básicos da Doutrina Espírita. O espírito Nora no livro “Aconteceu na Casa Espírita” alerta: “UMA DAS ARMAS QUE OS INIMIGOS DA PAZ CERTAMENTE UTILIZARÃO, SERÃO MODISMOS. HAVERÃO DE EXPLORAR TODOS OS TIPOS DE CRENÇAS POPULARES, AGITANDO ONDAS DE NOVIDADES DOUTRINÁRIAS.”
Então, se porventura “doutores” em Espiritismo te solicitarem alterações drásticas, propondo implantações de novas idéias, acolhe-os com simpatia, respeitando-lhes o modo de pensar, esclarecendo-os quanto possível sem, contudo incorporar nas atividades da Casa, o que não esteja em absoluto acordo com as obras básicas.

OBSERVAÇÃO DO GRUPO DE ESTUDO "ALLAN KARDEC":  Nós espíritas não somos contra a Apometria, mas a doutrina espírita já tem seu método de desobsessão. Gostaríamos que as casas espíritas que dão cursos de Apometria, dessem cursos de coisas mais importante para o "espírito" que somos. Como cursos que explique: O que é doença; como ficamos doentes; como nos previnir das doenças; o que é obsessão; como nos previnir da obsessão; quem são os obsessores; como lidar com eles; etc. Estamos atacando o efeito sem explicar a causa. Até quando atrairemos para os centros espíritas pessoas que buscam somente os fenômenos espíritas? O tempo de transição pede mudanças comportamentais e não de métodos desobsessivos ou seja lá a moda do momento. Em que os espíritas estão ajudando neste esclarecimento e nesta mudança? Consultemos nossa consciência. Há espírita questionando a credibilidade de Divaldo Franco e Allan Kardec para defender novidades que não condizem com a doutrina. O que será da doutrina espírita quando Divaldo desencarnar?








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