segunda-feira, 3 de junho de 2013

PENA DE MORTE - Richard Simonetti

Foto: PENA DE MORTE - Richard Simonetti

1 - Qual deveria ser a posição espírita, num eventual plebiscito sobre a pena de morte?
A posição espírita, contrária à pena de morte, está claramente exposta em “O Livro dos Espíritos”, no capitulo que trata da Lei de Destruição.

2 - E quanto aos espíritas que se dizem favoráveis à pena máxima, em crimes hediondos, que chocam a opinião pública?
Certamente não estudaram com o devido cuidado os princípios doutrinários.

3 - Não seria a pena de morte um eficiente recurso para dar um “choque” de despertamento nos indivíduos tão comprometidos com a violência, que parecem enqüadrados num impasse evolutivo?
A autoridade suprema para esse “choque” e Deus. O Criador não delega semelhante função aos legisladores humanos.

4 - Em época de exacerbamento da violência, não seria de inspiração divina a idéia da pena de morte, com o propósito de coibi-la?
As leis divinas não mudam ao sabor das conveniências humanas. São imutáveis. E está inscrito no Quinto Mandamento da Tábua da Lei, recebida por Moisés no Monte Sinai, que Kardec reconhece, em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, como a primeira revelação divina:
“Não matarás”. Isto se aplica a indivíduos e coletividades.

5 -Não é um tanto difícil aceitar o “não matarás” quando se sofre na própria carne os efeitos da violência?
Sem dúvida. Mas é preciso considerar que, segundo milenar princípio, a violência apenas gera violência. Ainda que relutemos em aceitar, a Doutrina Espírita demonstra que as vítimas da violência estiveram envolvidas com ela em existências anteriores.

6 - Fazendo abstração das Leis Divinas e considerando a necessidade de leis humanas que atendam às contingências da época em que vivemos, não é a pena de morte um castigo exemplar?
Por que castigo? A execução apenas liberta o criminoso dos liames carnais, fazendo engrossar o contingente de Espíritos rebeldes e agressivos que pressionam as criaturas humanas, induzindo-as a um comportamento violento.

7 - Se os brasileiros escolherem a pena de morte, não teremos aí a manifestação da vontade divina, considerando, segundo velho ditado, que “A voz do povo é a voz de Deus’?
Os fariseus crucificaram Jesus dizendo-se inspirados por Deus. Árabes e judeus trucidam-se hoje, julgando representar os interesses do Eterno. O mesmo ocorre entre fanáticos católicos e protestantes, na Irlanda. Algumas das piores atrocidades humanas foram cometidas por multidões que supunham cumprir a vontade de Deus.

8 - Quais seriam as alternativas à pena de morte?
Começaremos a resolver o problema da violência combatendo suas origens. Todos sabemos onde estão: miséria, fome, abandono, ignorância... O saneamento desses males exige um trabalho gigantesco que jamais será resolvido enquanto debitarmos as providências necessárias unicamente ao governo, com a omissão da população em geral, com multidões agindo como eremitas sociais, encasteladas no egoísmo.
 
1 - Qual deveria ser a posição espírita, num eventual plebiscito sobre a pena de morte?A posição espírita, contrária à pena de morte, está claramente exposta em “O Livro dos Espíritos”, no capitulo que trata da Lei de Destruição.
 
2 - E quanto aos espíritas que se dizem favoráveis à pena máxima, em crimes hediondos, que chocam a opinião pública?
Certamente não estudaram com o devido cuidado os princípios doutrinários.
 
3 - Não seria a pena de morte um eficiente recurso para dar um “choque” de despertamento nos indivíduos tão comprometidos com a violência, que parecem enqüadrados num impasse evolutivo?A autoridade suprema para esse “choque” e Deus. O Criador não delega semelhante função aos legisladores humanos.
 
4 - Em época de exacerbamento da violência, não seria de inspiração divina a idéia da pena de morte, com o propósito de coibi-la?As leis divinas não mudam ao sabor das conveniências humanas. São imutáveis. E está inscrito no Quinto Mandamento da Tábua da Lei, recebida por Moisés no Monte Sinai, que Kardec reconhece, em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, como a primeira revelação divina:
“Não matarás”. Isto se aplica a indivíduos e coletividades.
 
5 -Não é um tanto difícil aceitar o “não matarás” quando se sofre na própria carne os efeitos da violência?Sem dúvida. Mas é preciso considerar que, segundo milenar princípio, a violência apenas gera violência. Ainda que relutemos em aceitar, a Doutrina Espírita demonstra que as vítimas da violência estiveram envolvidas com ela em existências anteriores.
 
6 - Fazendo abstração das Leis Divinas e considerando a necessidade de leis humanas que atendam às contingências da época em que vivemos, não é a pena de morte um castigo exemplar?Por que castigo? A execução apenas liberta o criminoso dos liames carnais, fazendo engrossar o contingente de Espíritos rebeldes e agressivos que pressionam as criaturas humanas, induzindo-as a um comportamento violento.
 
7 - Se os brasileiros escolherem a pena de morte, não teremos aí a manifestação da vontade divina, considerando, segundo velho ditado, que “A voz do povo é a voz de Deus’?Os fariseus crucificaram Jesus dizendo-se inspirados por Deus. Árabes e judeus trucidam-se hoje, julgando representar os interesses do Eterno. O mesmo ocorre entre fanáticos católicos e protestantes, na Irlanda. Algumas das piores atrocidades humanas foram cometidas por multidões que supunham cumprir a vontade de Deus.
 
8 - Quais seriam as alternativas à pena de morte?Começaremos a resolver o problema da violência combatendo suas origens. Todos sabemos onde estão: miséria, fome, abandono, ignorância, drogas... O saneamento desses males exige um trabalho gigantesco que jamais será resolvido enquanto debitarmos as providências necessárias unicamente ao governo, com a omissão da população em geral, com multidões agindo como eremitas sociais, encasteladas no egoísmo.
 
 
 
 
 

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