sábado, 18 de junho de 2011

SÍNDROME DO PÂNICO NA VISÃO ESPÍRITA - Divaldo Franco

Outro distúrbio que tem atingido níveis alarmantes é a síndrome do pânico. Qual a explicação que o Espiritismo oferece para esse transtorno?

Divaldo Franco: (...) O nome pânico vem do deus Pan, que na tradição grega apresenta-se com metade do corpo com forma humana e a outra com modulagem caprina. O deus Pan era guardador das montanhas da Arcádia e, quando alguém adentrava nos seus domínios, ele aparecia, produzindo no visitante o estado de pânico, palavra essa derivada do seu nome. Portanto, é um distúrbio muito antigo.

Invariavelmente a psicogênese do ponto de vista espírita encontra-se na consciência de culpa do paciente por atos perturbadores praticados na atual existência ou em existências pretéritas, o que proporciona um comportamento inseguro, desconfiado. Trata-se de alguém que busca esconder-se no corpo para fugir dos problemas que foram praticados anteriormente. Quando irrompe a síndrome do pânico, a sensação é terrível, porque é semelhante à da morte. É eminentemente um distúrbio feminino, embora atinja também, segundo os especialistas, o sexo masculino.

Segundo estou informado, faltando, naturalmente, confirmação científica, a síndrome do pânico nunca matou ninguém durante o surto, entretanto, aquela sensação horrorosa é praticamente igual à de morte.

Que fazer? Orar. Ter a certeza de que ela é de breve curso, procurar respirar profundamente, acalmar-se, vincular-se a Deus, rogar a proteção dos Espíritos nobres. Assim, lentamente, dá-se uma descarga de adrenalina, procedente das glândulas supra-renais, e o indivíduo refaz-se, passando aquele período mais doloroso, fazendo simultaneamente a terapêutica com um psiquiatra e, de acordo com a psicogênese, um psicólogo ou psicanalista. Nada obstante, eu sugeriria pessoalmente que a pessoa procurasse também as terapêuticas espíritas, quais as das boas palavras, das reuniões doutrinárias, do conhecimento de si mesmo, dos passes ou bioenergia, da água magnetizada e, por extensão, do socorro que os bons Espíritos propiciam através das reuniões mediúnicas de desobsessão, que dispensam a presença dos pacientes.



3 comentários:

  1. Muito, mas muito certo. Em 1979 eu fiz exatamente o que está escrito em "Que Fazer?". A medicina catalogou o nome (Síndrome do Pânico) em 1982, se não me engano, porque estava "pipocando" o problema em diversos indivíduos. Parabens Divaldo!
    (Pena que não dá para quem lê ou escutar o sofredor, sentir o medo, terror e pavor de quem passa por isso).

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  2. Anônimo7/2/13 00:28

    Tenho 20 anos. Problemas com ansiedade desde pequeno. Por volta dos meus 15 anos diagnosticaram a síndrome do pânico; é a pior sensação que já senti, tudo se fecha, não vejo apoio em nada, nenhuma solução ou possibilidade de ''fazer parar'' a sensação no momento, não consigo descrevê-la. Já pensei em suicídio muitas e muitas vezes. Atualmente uso uma medicação que me deixa bem, porém me revolta depender disso. Sempre tento parar de usa-la, mas sem nenhum êxito... Pretendo começar a fazer trabalhos voluntários, ajudar os outros, pois tudo que já tentei não funcionou e no momento parece impossível me ver livre da síndrome do pânico, quem sabe não seja parar de pensar em mim que estou precisando... Ah, o espiritismo me ajudou muito e se não fosse pelo conhecimento sobre o suicídio que tenho hoje através dos livros espíritas, eu já o teria feito.

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  3. Tenho 39 anos e comecei a ter crises de transtorno do pânico há alguns anos. Acordava no meio da madrugada sentindo-me como se fosse enlouquecer, a cabeça parecia acelerada, tinha vontade de sair correndo pela rua. Parecia que a morte estava iminente, a ponto de eu me sentir arrependido por erros cometidos nesta vida. É uma sensação terrível, é uma morte "virtual" que nos faz repensar na vida. Tomo antidepressivos e mudei minha vida, dando mais valor à vida simples e à felicidade. É uma lição que se pode aprender com esse mal. O espiritismo, com certeza, explica isso

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