quinta-feira, 17 de maio de 2018

APOMETRIA NÃO É PRÁTICA ESPÍRITA




Divaldo Pereira Franco, durante uma larga entrevista, no programa Presença Espírita da Rádio Boa Nova, de Guarulhos (SP), em Agosto/2001, a partir de uma pergunta a ele dirigida, afirma: "Não irei entrar no mérito nem no estudo da Apometria, porque eu não sou apômetra, eu sou espírita. O que posso dizer é que a Apometria, segundo os apômetras, não é Espiritismo, porquanto as suas práticas estão em total desacordo com as recomendações de “O Livro dos Médiuns”. Não examinaremos aqui o mérito ou demérito porque eu não pratico a Apometria. Mas, segundo a presunção de alguns, este método é um passo avançado do movimento espírita, no qual, Allan Kardec estaria ultrapassado. E que Allan Kardec foi a proposta para o século dezenove e parte do século vinte e a Apometria é um degrau mais evoluído, tese com a qual, na condição de espírita, eu não concordo em absoluto.” 
“(...) Tenho certeza de que aqueles que adotam esses métodos novos, primeiro, não conhecem as bases kardequianas, e, ao conhecerem-nas, nunca as vivenciarão para terem certeza. Então, SE ALGUÉM PREFERE A APOMETRIA, DIVORCIE-SE DO ESPIRITISMO. É um direito! Mas, não misture para não confundir (...) não temos nada contra a Apometria, as correntes mento-magnéticas, aquelas outras de nomes muito esdrúxulos e pseudocientíficos. Mas, como espíritas, nós devemos cuidar da proposta espírita (...)
Então, temos por obrigação explicar que a mediunidade não é patrimônio exclusivo da Doutrina Espírita e muitas práticas alheias ao Espiritismo a utilizam. Assim acontece com a desobsessão, os católicos chamam de “exorcismo”; os protestantes “descarrego”; os apometras de “apometria”, etc., e cada qual tem seu método. Por isso é dever de todo espírita estudar profundamente as obras básicas, para que possamos preservar a pureza doutrinária. O Codificador, referindo-se ao Espiritismo, indaga-nos: "COMO PRETENDER-SE EM ALGUMAS HORAS ADQUIRIR A CIÊNCIA DO INFINITO.” Os diversos cultos religiosos existentes merecem nosso respeito, mas nem por isso devemos adotar seus rituais e práticas exteriores, por considerá-los contrários aos princípios básicos da Doutrina Espírita. Concluímos que falta o conhecimento da Doutrina Espírita. Não basta a freqüência à Casa Espírita. É indispensável estudá-la, incessante, incansavelmente. Seu aprendizado exige esforços. Percebe-se, claramente, que a Doutrina Espírita é uma ilustre desconhecida de boa parte dos 'ESPÍRITAS', especialmente quanto à sua parte teórica.

OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: Nós espíritas não somos contra a Apometria, mas não gostaríamos que as casas espíritas a adotasse ou dessem cursos de Apometria, mas sim cursos de coisas mais importante para o "espírito" que somos. Como cursos que explique: O que é doença; como ficamos doentes; como nos prevenir das doenças; o que é obsessão; como nos prevenir da obsessão; quem são os obsessores; como lidar com eles; etc. Estamos atacando o efeito sem explicar a causa. Até quando atrairemos para os centros espíritas pessoas que buscam somente os fenômenos espíritas? O tempo de transição pede mudanças comportamentais e não de métodos desobsessivos ou seja lá a moda do momento. Em que os espíritas estão ajudando neste esclarecimento e nesta mudança? Consultemos nossa consciência. Há espírita questionando a credibilidade de Divaldo Franco e Allan Kardec para defender novidades que não condizem com a doutrina. É assim que nasce o “Espiritismo a moda da casa”; “mediunidade à moda do médium”, etc. O espírito Nora no livro “Aconteceu na Casa Espírita” alerta: “UMA DAS ARMAS QUE OS INIMIGOS DA PAZ CERTAMENTE UTILIZARÃO, SERÃO MODISMOS. HAVERÃO DE EXPLORAR TODOS OS TIPOS DE CRENÇAS POPULARES, AGITANDO ONDAS DE NOVIDADES DOUTRINÁRIAS.” No livro Opinião Espírita, cap. 25, André Luiz diz: "Muitos, companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia da práticas estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisonjeando indebitamente situações e personalidades humanas, supostas capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo." Pensemos nisso!




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