quarta-feira, 12 de julho de 2017

DESIGUALDADE SOCIAL


Nosso planeta ainda não abriga espíritos de igual evolução, portanto, as dores e aflições ainda fazem parte da vida de quem encarna aqui. Como disseram os espíritos: Os homens “não são igualmente inteligentes, ativos e laboriosos (trabalhadores)”. Muitos se acomodam na preguiça, na ociosidade, na autocomiseração. Emmanuel explica no livro O Consolador: "dentre os mundos inferiores, a Terra pertence à categoria dos de expiações e provas, porque ainda existe predominância do mal sobre o bem. Aqui, o homem leva uma vida cheia de vicissitudes por ser ainda imperfeito, havendo, para seus habitantes, mais momentos de infelicidades do que de alegrias. A provação é a luta que ensina ao discípulo rebelde e preguiçoso a estrada do trabalho e da edificação espiritual. A expiação é a pena imposta ao malfeitor que comete um crime.” Diante de tal explicação, concluímos que não nascemos para sermos completamente felizes. Aqui, neste planeta, alegria e tristeza se revezam. Moramos num vale de lágrimas, ou seja, ora choramos de alegria, ora de tristeza. O médium José Raul Teixeira conta que viu uma mulher catando algo para comer numa lixeira e seu mentor disse que ela foi um político numa encarnação anterior. Como está no O Evangelho segundo o Espiritismo: "Nos mundos de provas e expiações o mal predomina; mas o mal é uma necessidade para seus habitantes darem valor ao bem, da noite para admirar a luz, da doença para apreciar a saúde. Esses mundos (é o caso da Terra) servem de exílio para os Espíritos rebeldes à lei de Deus. Neles os Espíritos lutam penosamente, ao mesmo tempo, contra a perversidade dos homens que convivem com eles e a crueldade da natureza (tsunami, terremoto, maremoto, etc), para que desenvolvam de uma só vez as qualidades do coração e as da inteligência." Portanto, a dor faz parte do ensinamento e do crescimento. E, ninguém sofre por acaso, senão Deus não seria justo. Os Espíritos disseram à Kardec que a pobreza na Terra é para uns, prova de paciência e de resignação, da mesma forma que a riqueza é para outros, prova de caridade e da abnegação. Desse modo, fica bem claro que sem a lei da reencarnação, a desigualdade das riquezas não tem uma explicação no contexto do amor, da sabedoria e da justiça de Deus. Ela é justificada, pela possibilidade e necessidade de todos a experienciá-la, assim como a pobreza, para o desenvolvimento espiritual de cada um. Nas leis divinas não há privilégio, nem favores. Todos os habitantes da Terra, tendo de fazer sua evolução, experimentam, igualmente, na existência certa, segundo suas capacidades, as experiências adequadas para a continuidade desse processo. “O pobre não tem, portanto, motivos para acusar a Providência, nem para invejar os ricos, e estes não o têm para se vangloriarem do que possuem. Se, por um lado, estes abusam da fortuna, não será através de decretos, nem de leis suntuárias, que se poderá remediar o mal. As leis podem modificar momentaneamente o exterior, mas não podem modificar o coração: eis porque têm um efeito temporário e provocam sempre uma reação mais desenfreada. A fonte do mal está no egoísmo e no orgulho. Os abusos de toda espécie cessarão por si mesmo, quando os homens se dirigirem pela lei da caridade.” E os homens só viverão essa lei, quando eliminarem de si, essas duas chagas da humanidade, através da educação, “não essa educação que tende a fazer homens instruídos, mas a que tende a fazer homens de bem”. Nenhuma revolução, nenhuma lei humana, alterou o íntimo das pessoas. A educação e a autoeducação na melhoria de cada um é que vai levar os homens a saberem usar os bens materiais no desenvolvimento espiritual de si próprio e do mundo em que habita.
Concluímos que o problema não está no socialismo, comunismo ou democracia, mas em quem rege tais formas de Governo. Qualquer uma daria certo se as pessoas governassem pela causa de todos e não apenas em sua causa e, se o povo se ajudasse, estendendo aos mais necessitados alguma ajuda. Pois, não basta ter pena dos que sofrem ou aguardar uma atitude de Deus ou do Governo. André Luiz explica que Deus ajuda as criaturas através das criaturas. Portanto, nós também temos nossa obrigação social. Deus age através de nós. Como disse Madre Teresa: "O que eu faço é uma gota no meio de um oceano. Mas sem ela, o oceano será menor." Sejamos uma gota nesse oceano de dor e sofrimento.


Compilação de Rudymara





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