terça-feira, 27 de setembro de 2016

COSME E DAMIÃO


Embora o Espiritismo não comemore o dia de Cosme e Damião, eu aprendi com ele a respeitar quem comemora. É o ensino básico de um cristão. Eu resolvi falar porque vi um dirigente religioso (que não vem ao caso a denominação religiosa, até porque nem todos de sua religião pensam assim, graças a Deus), dizer que distribuição de doces é para "aqueles demônios chamados Cosme e Damião". Quem prega isso, só decorou a Bíblia, mas ainda não entendeu os ensinamentos que há nela. Nem que fosse coisa do demônio, o que ele ou qualquer um de nós tem com isso? Assim como este religioso tem o livre arbítrio de pensar como acha certo, ele deve dar o mesmo direito aos outros. A recomendação de Jesus é: "Faça ao outro o que quer que o outro lhe faça." Então, se queremos que respeitem nossa religião, respeitemos a do nosso próximo também. Se nosso próximo está errando, quem irá prestar contas com a lei divina, é ele. E quem disse que nós somos 100% corretos? Quem segue 100% a Bíblia? Vamos ler para entender: no calendário católico, o Dia de São Cosme e Damião é 26 mas no sincretismo religioso a festa é dia 27 de setembro. Eles eram dois irmãos gêmeos que se tornaram médicos e viajavam pelo oriente curando pessoas com a sua ciência, a fé em Deus e no poder da oração. Conseguiram tantas curas que o Rei Diocleciano mandou decapitá-los com medo da sua popularidade. Foi a partir daí que Cosme e Damião começaram a ser conhecidos como santos gêmeos. Não se sabe ao certo quando surgiu a tradição de distribuir doces, mas ganhou a cada ano mais força com o sincretismo entre a igreja católica e a umbanda. 
As pessoas ofertam dinheiro, terrenos, etc., em nome de Deus para suas religiões. Na festa de Santo Antonio distribuem pães. Na de São Benedito distribuem doces. Por que os umbandistas não podem distribuir doces no dia de Cosme e Damião? Por que a distribuição deles é demoníaca e da outra religião não é? Chega de intolerância, não é? Como disse Jesus: “Meus discípulos verdadeiros serão conhecidos por muito se amarem”. Que tal refletir sobre esta frase?

Rudymara



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