quarta-feira, 28 de março de 2012

DILÚVIO NA VISÃO ESPÍRITA


O dilúvio bíblico, também conhecido como "grande dilúvio asiático", é fato cuja realidade não se pode contestar. Deve tê-lo ocasionado o levantamento de uma parte das montanhas daquela região, como o do México. Valida esta opinião a existência de um mar interior, que ia outrora do Mar Negro ao oceano Boreal, comprovada pelas observações geológicas. O mar de Azov, o mar Cáspio, cujas águas são salgadas, embora nenhuma comunicação tenham com nenhum outro mar; o lago Aral e os inúmeros lagos espalhados pelas imensas planícies da Tartália e as estepes da Rússia parecem restos daquele antigo mar. Por ocasião do levantamento das montanhas do Cáucaso, posterior ao dilúvio universal, parte daquelas águas foi recalcada para o norte, na direção do oceano Boreal; outra parte, para o sul, em direção ao oceano Índico. Estas inundaram e devastaram precisamente a Mesopotânia e toda a região em que habitavam os antepassados do povo hebreu. Embora esse dilúvio se tenha estendido por uma superfície muito grande, é atualmente ponto averiguado que ele foi apenas local; que não pode ter sido causado pela chuva, pois, por muito copiosa que esta fosse e ainda que se prolongasse por 40 dias, o cálculo prova que a quantidade d'água caída das nuvens não podia bastar para cobrir toda a terra, até acima das mais altas montanhas.
Para os homens de então, que não conheciam mais de que uma extensão muito limitada da superfície do globo e que nenhuma idéia tinham da sua configuração, desde que a inundação invadiu os países conhecidos, invadida fora, para eles, a Terra inteira. Se a essa crença aditarmos a forma imaginosa e hiperbólica da descrição, forma peculiar ao estilo oriental, já não nos surpreenderá o exagero da narração bíblica.
O dilúvio asiático foi evidentemente posterior (depois) ao aparecimento do homem na Terra, visto que a lembrança dele se conservou pela tradição em todos os povos daquela parte do mundo, os quais o consagraram em suas teogonias (relação com divindades cujo culto forma o sistema religioso de um povo politeísta).
É igualmente posterior ao grande dilúvio universal que assinalou o início do atual período geológico. Quando se fala de homens e de animais antediluvianos, a referência é àquele primeiro cataclismo.
Curiosidade: A lenda indiana sobre o dilúvio refere, segundo o livro dos Vedas, que Brama, transformado em peixe, se dirigiu ao piedoso monarca Vaivaswata e lhe disse: "Chegou o momento da dissolução do Universo; em breve estará destruído tudo o que existe na Terra. Tens que construir um navio em que embarcarás, depois de teres embarcado sementes de todos os vegetais. Esperar-me-ás nesse navio e eu virei ter contigo, trazendo à cabeça um chifre pelo qual me reconhecerás." O santo obedeceu; construiu um navio, embarcou nele e o atou por um cabo muito forte ao chifre do peixe. O navio foi rebocado durante muitos anos com extrema rapidez, por entre as trevas de uma tremenda tempestade, abordando, afinal, ao cume do monte Himawat (Himalaia). Brama ordenou em seguida a Vaivaswata que criasse todos os seres e com eles povoasse a Terra.
É evidente a semelhança desta lenda com a narrativa bíblica de Noé. Da Índia ela passara ao Egito, como uma multidão de outras crenças. Ora, sendo o livro dos Vedas anteriores ao de Moisés, a narração que naquele (Vedas) se encontra, do dilúvio, não pode ser uma cópia da deste último (Moisés). O que é provável é que Moisés, que aprendeu as doutrinas dos sacerdotes egípcios, haja tomado a estes a sua descrição.


A Gênese, capítulo IX, item 4a



Observação em negrito do Grupo Allan Kardec: Deus decidiu destruir o mundo por causa da perversidade humana. (Deus errou na Sua criação? Então, Ele não é perfeito?). Mas Ele poupou Noé, o único homem justo da Terra em sua geração. Mandou-lhe construir uma arca para salvar sua família e representantes de todos os animais, 2 exemplares de cada espécie, macho e fêmea. Da sua família foi ele, a esposa, 3 filhos e respectivas esposas. (Imaginemos o tamanho da arca para caber a família de Noé, os animais e os alimentos para todos). Quando todos estavam acomodados iniciou a chuva que durou 40 dias e 40 noites que cobriu as mais altas montanhas. (40 dias de chuva é suficiente para cobrir a Terra?) Mas, quando a chuva parou, a arca parou no monte Ararat. Noé então, soltou uma pomba que voltou trazendo uma folha de oliva no bico. (Se as águas devastaram tudo, onde a pomba achou a folha de oliva?) Noé esperou 7 dias, saiu da arca com a família e os animais. (os animais asiaticos, os polares, os africanos, etc., foram cada qual para seu respectivo habitat? E o que comeram para sobreviver se tudo foi eliminado com o dilúvio? Os animais carnívoros se alimentaram de que?) Então, Deus disse: "Sejam fecundos multiplicando-se e encham a Terra." (Daí a Terra iniciou, pela segunda vez, o povoamento da Terra com os filhos de Noé, já que este tinha 600 anos e sua esposa deveria ser idosa também?) Segundo a Bíblia tudo teve início há aproximadamente 4 mil anos. Já os estudos científicos, nosso planeta teve início há 4,5 bilhões de anos. A vida animal e vegetal teve início há mais ou menos 3,5 bilhões de anos. Os primeiros seres humanos surgiram sobre a Terra há aproximadamente 3 milhões de anos. Através de longos anos, as espécies sofreram transformações sucessivas, dando origem à várias espécies. Esse processo chama-se EVOLUÇÃO. Segundo o Gêneses (1º livro bíblico), o mundo, os animais e o homem foram criados diretamente por Deus durante 1 semana. Essa descrição é de uns 3 mil anos atrás, época em que o homem não tinha os conhecimentos científicos de hoje. Atualmente, a narrativa da criação do mundo seria bem diferente. Mas, num ponto ela continua igual: DEUS É O CRIADOR DE TUDO QUE EXISTE.




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