sábado, 15 de maio de 2021

DESENCARNAÇÃO


 

DEFINIÇÃO: Desencarnação é o processo pelo qual o espírito se desprende do corpo, em virtude da cessação da vida orgânica e, conservando o seu perispírito, volta à vida espírita.

SEPARAÇÃO DA ALMA DO CORPO: O desprendimento do perispírito em relação ao corpo:
a) Opera-se gradativamente, pois os laços fluídicos que o ligam ao corpo não se quebram, mas se desatam.
b) O cérebro é o último ponto a se desligar.
No instante da agonia, quando esse desligamento está se processando, o desencarnante costuma ter uma visão panorâmica, rápida e resumida, mas viva e fiel, dos pontos principais da existência terrena que está findando (chegando ao fim).
Logo após a desencarnação, o espírito entra em um estado de perturbação espiritual. Como estava acostumado às impressões dos órgãos dos sentidos físicos, fica confuso, como quem desperta de um longo sono e ainda não se habituou, de novo, ao ambiente onde se encontra. A lucidez das idéias e a lembrança do passado irão voltando, à medida que se desfaz a influência da matéria.
O QUE INFLUI NO PROCESSO DE DESENCARNAÇÃO: O processo todo da desencarnação e reintegração à vida espírita dependerá:
a) Das circunstâncias da morte do corpo. Nas mortes por velhice, a carga vital foi se esgotando pouco a pouco e, por isso, o desligamento tende a ser natural e fácil e o espírito poderá superar logo a fase de perturbação. Nas mortes por doença prolongada, o processo de desligamento também é feito pouco a pouco, com o esgotamento paulatino da vitalidade orgânica, e o espírito vai se preparando psicologicamente para a desencarnação e se ambientando com o mundo espiritual que, às vezes, até começa a entrever, porque percepções estão transcendendo ao corpo. Nas mortes repentinas ou violentas (acidentes, desastres, assassinatos, suicídios, etc.) o desatar dos laços que ligam o espírito ao corpo é brusco e o espírito pode sofrer com isso, e a perturbação tende a ser maior. Em casos excepcionais (como o de alguns suicidas), o espírito poderá (não é regra geral) sentir-se por algum tempo, "preso" ao corpo que se decompõe, o que lhe causará dolorosas impressões.
b) Do grau de evolução do espírito desencarnante. De modo geral, quanto mais espiritualizado o desencarnante, mais facilmente consegue desvencilhar-se do corpo físico já sem vida. Quanto mais material e sensual, apegada aos sentidos físicos, tiver sido sua existência, mais difícil e demorado é o desprendimento. Para o espírito evoluído, a perturbação natural por se sentir desencarnado é menos demorada e causa menos sofrimento. Quase que imediatamente ele reconhece sua situação, porque, de certa forma, já vinha se libertando da matéria antes mesmo de cessar a vida orgânica (vivia mais pelo e para o espírito). Logo retoma a consciência de si mesmo, percebe o ambiente em que se encontra e vê os espíritos ao seu redor. Para o espírito pouco evoluído, apegado à matéria, sem cultivo das suas faculdades espirituais, a perturbação é difícil, demorada, sendo acompanhada de ansiedade, angústia, e podendo durar dias, meses e até anos. O conhecimento do Espiritismo ajuda muito o espírito na desencarnação, porque não desconhecerá o que se está passando e poderá favorecer o processo, sem se angustiar desnecessariamente e procurando recuperar-se mais rápido da natural perturbação. Entretanto, a prática do bem e a consciência pura é que pode assegurar um despertar pacífico no plano espiritual.
A AJUDA ESPIRITUAL: A bondade divina, que sempre prevê e provê o que precisamos, também não nos falta na desencarnação. Por toda a parte, há Bons Espíritos que, cumprindo os desígnios divinos, se dedicam à tarefa de auxiliar na desencarnação os que estão retornando à vida espírita. Alguns amigos e familiares( desencarnados antes) costumam vir receber e ajudar o desencarnante na sua passagem para o outro lado da vida, o que lhe dá muita confiança, calma e, também, alegria pelo reencontro. Todos receberão essa ajuda, normalmente, se não apresentarem problemas pessoais e comprometimento com espíritos inferiores. Em caso contrário, o desencarnante às vezes não percebe nem assimila a ajuda ou é privado dessa assistência, ficando à mercê de espíritos adversários e inferiores, até que os limites da lei divina imponham um basta à ação destes e o espírito rogue e possa receber e perceber a ajuda espiritual.
DEPOIS DA MORTE: Após desligar-se do corpo material, o espírito conserva sua individualidade, continua sendo ele mesmo com seus defeitos e virtudes. Sua situação, feliz ou não, na vida espírita, será consequência da sua existência terrena e de suas obras. Os bons sentem-se felizes e no convívio de amigos; os maus sofrem a consequência de seus atos; os medianos experimentam as situações de seu pouco preparo espiritual. Através do perispírito, conserva a aparência da última encarnação, já que assim se mentaliza. Mais tarde, se o puder e desejar, a modificará. Depois da fase de transição, poderá estudar, trabalhar e preparar-se para nova existência, a fim de continuar evoluído.
THEREZINHA OLIVEIRA

GASTAR OU GUARDAR?


Jesus realizava uma de suas concorridas reuniões. A multidão estava extasiada. Até que, numa pausa mais longa, um dos presentes pediu:

- “Mestre, diga a meu irmão que reparta comigo a herança.”
Por que aquela pessoa interrompeu a pregação? Para tirar dúvidas sobre o assunto? Acrescentou algo às lições transmitidas? Nada disso! Desejava apenas cuidar de seu interesse pessoal e material. Enquanto Jesus revelava os segredos do Céu, ele pensava nos cofres da Terra.
Mas Jesus respondeu dizendo:
- “Homem, quem me nomeou juiz entre vocês?”
E dirigindo-se ao povo disse:
- “Tenham cautela e preservem-se de toda avareza, porque a vida de cada um não consiste na abundância dos bens que possui.”
E usando da habilidade de sempre, ensinou contando uma parábola:
- “O campo de um homem rico produziu em abundância. E ele questionava consigo mesmo: “Que farei, pois não tenho onde guardar os meus frutos. E disse: Farei o seguinte: demolirei os meus celeiros, construirei outros maiores e neles amontoarei toda a minha colheita e os meus bens. Então, direi à minha alma: você tem em depósito muitos bens para muitos anos. Descansa, come, bebe e regala-te!”
Mas Deus lhe disse:
- “Insensato, nesta noite pedirão a tua alma, e o que amontoaste de quem será?”
E Jesus conclui dizendo:
- “Assim acontece a quem entesoura para si e não é rico relativamente a Deus.”
PRIMEIRO: devemos observar que muitos se comportam como este homem que gritou para Jesus. Quantos que só frequentam um templo religioso apenas para pedir coisas materiais à Jesus, à Deus e à outros santos se esquecendo do mais importante que é ouvir os ensinamentos do Cristo. SEGUNDO: podemos ter coisas para viver, mas não devemos viver para ter coisas. Quantas coisas compramos para acumularmos ou para ostentarmos. Deixamos, muitas vezes, de desfrutar um prazer em nome de ajuntar dinheiro. Assim como compramos o que não usamos, que não são úteis, que esquecemos que compramos, que passam do prazo de validade e vão para o lixo, que compramos porque a novela ou a mídia disse que é moda. Quanto desperdício de tempo, dinheiro e da falta de uso da razão. Claro que podemos passear, viajar, comprar coisas, mas com sensatez e sem esquecer que ENCARNAMOS PARA EVOLUIR e, para evoluir precisamos seguir os ensinamentos de Jesus: amando a própria vida cuidando da saúde do corpo físico, melhorando a alimentação, abolindo vícios, praticando atividade física, desenvolvendo bons pensamentos e atitudes com sua vida e com a do próximo. Como disse Kardec: "seremos cobrados não só pelo que fizemos, mas também pelo que deixamos de fazer de bom." Como disse Emmanuel: "Não te digas incapaz, nem te digas inútil. Auxilie como puderes." Todos podem doar ou se doar para ajudar alguém ou uma instituição. Nossa negligência pode estar prejudicando alguém. Então, tenhamos bom senso, sem excesso nos gastos e nem avareza nas necessidades do dia a dia. O que devemos acumular são os valores morais, são eles que nos acompanharão quando "Deus vier buscar a nossa alma." Estes valores morais são os tais tesouros que os ladrões não roubam, a traça e a ferrugem com corroem. Pensemos nisso!
TEXTO DE RUDYMARA

VIDA APÓS A VIDA


Para nós espíritas "morte" representa apenas o "fim" de uma encarnação e a continuação da vida após a morte do corpo físico. Por isso, temos duas observações importantes a fazer:

1º - Façamos aos que convivem conosco nesta encarnação o melhor que pudermos, para que no futuro, com a partida de algum ente querido, nosso choro seja apenas de saudade e não de remorso.
2º - Se acreditamos numa vida após esta vida, comecemos a viver de tal maneira que, ao chegarmos ao plano espiritual, não tenhamos a sensação de tempo perdido, por ter desperdiçado uma encarnação, com remorso por não ter feito mais e de forma melhor e, consequentemente, com a consciência pesada que nos leve a regiões sombrias. Porque, como sabemos, "muito será cobrado a quem muito foi dado". Sabemos muito para dizermos "eu não sabia." Pensemos nisso!
TEXTO DE RUDYMARA

NINGUÉM NASCE PARA MATAR

 

Certas situações chegam a chocar, comover e até indignar a todos nós. Mas, é preciso lembrar que a Terra é um planeta de provas e expiações. O simples fato de encarnarmos aqui significa que somos Espíritos comprometidos com débitos que justificam qualquer tipo de sofrimento ou morte que venhamos a enfrentar, como contingência evolutiva, sem que tenha ocorrido um planejamento dos superiores celestes nesse particular. Ninguém nasce para matar, se matar, ser assassinado, fazer uso de drogas, lesar, enganar ou prejudicar alguém. Nascemos para evoluir. Deus não colocaria um filho no mundo para se comprometer com a lei divina só para que outro filho resgate um débito. Um quita seu débito e o outro contrai? Se fosse verdade o que mata não teria culpa, já que nasceu para fazer aquilo. Se, por acaso, esta pessoa estava, como dizem, “no lugar errado na hora errada”, ele apenas adiantou o pagamento de algum débito. O que acontece é que somos ainda espíritos rebeldes à lei divina, relutamos para seguir os ensinamentos do Cristo que pedem para moralizarmos nossas ações e, quando não fazemos isto, sofremos as consequências. Na lei divina não há injustiçado, nada é por acaso, tudo tem uma razão de ser e acontecer. As leis divinas são perfeitas. O que devemos fazer é evangelizar, urgentemente, as crianças, com palavras e, principalmente, com o nosso exemplo, para que cresçam cidadãos de bem para que façam aos que convivem com eles neste planeta o que querem que façam a eles. Como cristãos, oremos pelos desencarnados, mas também pelo assassino, pois, como disse Jesus: "retribua o mal com o bem, ame seu inimigo, faça o bem a quem te odeia e ore por quem te persegue." Ser cristão não é fácil, mas é preciso exercitar. Um dia, perguntaram para Chico Xavier o que achava de um assassino da época dele. Chico respondeu: "Ele é hoje o que fui no passado." Deus ampare todos eles no plano espiritual e aos familiares também. Pensemos nisso!

TEXTO DE RUDYMARA

COMO NASCEU O DIA DAS MÃES?

 


Anna Jarvis, nasceu em 1864 em Grafiton, Virginia Ocidental e, embora fosse uma mulher extremamente bela, jamais se casou. Conta um amigo que: “Anna teve um caso de amor mal sucedido e isso a deixou abalada e desiludida. Daí por diante deu as costas a todos os homens”.

Ao sair da faculdade Mary Baldwin, em 1883, começou a dar aulas. Não que precisasse do salário. Sua mãe, viúva, tinha boa situação financeira. Alguns anos mais tarde, Anna, sua mãe e sua irmã mais nova, Elsinore, que era cega, mudou-se para Filadélfia onde empregou-se como assistente no departamento de publicidade de uma companhia de seguros. Assim viveu dos 20 aos 40 anos. Então, em 1905, sua mãe, a sra. Jarvis faleceu. Foi um golpe terrível que, entretanto, marcou o início de nova e vital etapa na vida de Anna.

Contava ela, então, 41 anos, era dona de uma bela casa, tutora da irmã cega e principalmente beneficiária da herança materna.

Enquanto decorriam os dias longos, o coração de Anna sofria com a falta da presença da mãe, foi quando ela resolveu o seguinte: instituir  um dia consagrado às mães.

Sugeriu a ideia ao Prefeito Reyburn, de Filadélfia. Esse foi o início da cruzada de Anna Jarvis. O ponto básico era - ela insistia - a homenagem não só às mães vivas, mas, também, às mães que já haviam morrido. De sua casa - feita quartel-general - ela dirigiu uma das mais estranhas e eficientes campanhas epistolares de que se tem notícia. Escreveu a governadores, congressistas, clérigos, industriais, clubes femininos - a qualquer um que pudesse exercer influência. As respostas a essas cartas era tão grande que Anna deixou o emprego que tinha a fim de dedicar-se inteiramente à sua campanha.

Quando verificou que sua casa se tornara pequena para servir de escritório, comprou a casa vizinha. Em breve era convidada a visitar outras cidades para falar perante diversas organizações.

Escreveu e imprimiu folhetos sobre seu plano, distribuindo-os gratuitamente.

Toda essas atividades consumiu boa parte de sua fortuna, mas Anna jamais permitiu que isso a preocupasse.

Enquanto um grupo de mulheres lutava pelo direito de voto, Anna lutava por uma causa mais sentimental. E a Virgínia Ocidental foi o primeiro Estado norte americano a adotar oficialmente a data festiva.

Anna Jarvis, inspirada por esses primeiros sucessos, continuou a escrever, a viajar, a fazer conferência até que,  o verdadeiro grande momento de Anna chegou quando o Presidente Woodrow Wilson assinou uma proclamação na qual recomendava que o segundo domingo de maio (aniversário da morte da mãe de Anna) fosse observado no país inteiro como o Dia das Mães.

Todavia, para Anna, esse triunfo não era suficiente. Ainda era preciso conquistar o resto do mundo! E o seu esforço foi notavelmente bem sucedido. Só no decurso de sua vida, 43 países adotaram o Dia das Mães. O Brasil foi um deles. A 5 de maio de 1932, o então chefe do Governo Provisório, Getúlio Vargas, promulgou oficialmente, pelo decreto 21.366, o segundo domingo do mês de maio, o Dia das Mães.

Infelizmente o triunfo de Anna Jarvis em breve se tornava a sua grande frustração. Ela escrevia desesperada por centenas de jornais: “Estão comercializando o meu dia das Mães! Não era isso que eu pretendia! Esse é um dia de sentimentos e não de lucros!”

Anna não queria que a festa da mãe pobre fosse diferente da festa da mãe rica. Um simples cravo branco, a flor predileta de sua mãe, bastava para exprimir um mundo de afeto!

Ela estava atônita. Inesperadamente viu-se pobre e só. Todo o dinheiro de sua herança se fora.

Ela recolheu-se à sua casa na Rua 12 Norte. Levando pela mão a passiva irmã Elsinore, fechou com firmeza a porta às suas costas. Daí para frente recusava-se a receber quem quer que fosse.

Até que um jornalista a procurou dizendo que estava ali para entregar uma encomenda. E com isso conseguiu a ultima entrevista. Foi na véspera do dia das mães. Sua frase final foi:

- Antes não o tivesse feito! Lamento ter criado o Dia das Mães!

Não passou muito tempo e, exausta, agonizante, Anna Jarvis era levada para o Sanatório da Praça Marshal, na cidade de West Chester; Estado da Pensilvânia. Morreu ali.

O que podemos observar sobre essa história?

Que Anna Jarvis se decepcionou em lutar para criar O DIA DAS MÃES.

Por que Anna se decepcionou? Porque sua visão não era espírita.

1º - Ela queria um dia em que todas as mães, encarnadas e desencarnadas fossem lembradas e homenageadas pelos filhos. Isso é possível? Não. Por quê? Porque há muitas famílias em desequilíbrio, desarmonia, desunidas e cheias de conflitos do presente e do passado.    Divaldo diz que nós renascemos não onde merecemos, mas onde temos necessidade para evoluir. Muitas vezes, retornamos na condição de filho de alguém que foi nosso desafeto; entre pessoas que nós magoamos. Muitas vezes, mãe e filho, por exemplo, foram inimigos no passado e hoje, em nova encarnação, encontram dificuldades de relacionamento. Mas Deus os coloca juntos para que façam as pazes. Por isso, vemos mães com maior afinidade com um filho do que com outro e/ou filhos com maior afinidade com a mãe do amigo do que a própria mãe. Algumas mães  abandonam seus filhos, outras são relapsas. Sobre essas mães Divaldo diz o seguinte em uma de suas palestras: se aquela mãe não nos quis, não nos criou, foi relapsa no papel de mãe sejamos gratos por ela não ter nos abortado, por ela nos dar a oportunidade de viver, encarnar para ressarcir débitos, aprender e de evoluir. Não cabe a nós puni-la, ter ódio, desprezo, maltrato, mas a lei de Deus. Muitas vezes tínhamos a necessidade de passar por aquilo.

 2º - Anna queria um dia que as homenagens fossem simples, oferecer um simples cravo ou uma flor qualquer, sem gastos abusivos, sem comerciantes lucrando com a data sentimental. Isso é possível? Não. Porque moramos num planeta materialista, que ainda tem necessidade de movimentar o comércio para manter empregos. Vejam a crise do nosso país em relação ao desemprego. Sem emprego as pessoas não compram, daí fábricas, lojas, comércio em geral fecham. Dia das mães, Natal, dia das crianças etc., movimentam a economia do país. Lógico que não deveria ter exageros a ponto de ficar com nome sujo ou prejudicar quem vende, pq não paga, comprar sem necessidade. Tem filho que faz o presente da mãe na escola, coisa simples, mas que é feito com tanto carinho que vem impregnado de bons fluidos. Eles ficam ansiosos para dar o presente para ver a reação da mãe. Em compensação há quem compre um presente caro sem vontade, sem alegria de presentear, por obrigação da data, por desencargo de consciência porque não aparece o ano todo ou para ostentar aos pais e família. Então, o valor do presente está no sentimento que vem com ele e não o valor que ele custou.

3º Anna queria q a festa das mães pobres não fosse diferente das mães ricas. Isso é possível? Não. Porque qualquer festa da família rica é diferente da família pobre. Quem já leu o livro Nosso Lar sabe que no plano espiritual há hierarquia, que há remuneração que eles chamam de bônus horas, que eles podem comprar roupas, casa. O ocioso ganhará roupa, sem dúvida, mas quem trabalhar mais vestirá melhor. É diferente daqui da Terra? Não. É uma maneira de ensinar o espírito a ser esforçado, a não ser preguiçoso, a ser útil. Como está na questão 814 do O Livro dos Espíritos: “Deus concede a uns riqueza e poder e a outros miséria para provar a cada um de maneira diferente. Aliás, esses provas são escolhidas por nós antes de encarnar”   São testes. E quem disse q a festa da mãe rica é melhor do que a festa da mãe pobre? Muitas vezes vemos festas com fartura, chic, mas os familiares não ficam a vontade por ter muita formalidade ou porque não há harmonia entre os familiares. E muitas vezes, também, vemos na festa pobre comida simples, mas união, risadas espontâneas.

Então, precisamos observar o lado bom desta data. Muitas mães só são lembradas neste dia. Só recebem visita, presente, um abraço, um beijo, uma prece (caso esteja desencarnada). Então, aproveitem este dia, e todos os outros dias com suas mães. Se estiver difícil visitar, ligue, mande uma mensagem. Se estiver desencarnada, emita sempre um bom pensamento a ela. E se puder, alegre uma mãe que perdeu um filho, que não tem um, que foi abandonada por um. Não precisa dar presente caro, escreva uma mensagem, coloque num envelope e entregue a ela. Pelo menos deixe um uma caixa do correio.

Então, o espírita não é contra festa, troca de presente ou presentear quem amamos, mas deve ser feito por amor, com sinceridade, sem interesse, sem abusos de comilança, sem bebidas alcoólicas, sem gastos abusivos com presentes. Que as mães sejam lembradas todos os dias, com gratidão, com respeito... Hoje, com certeza, Anna Jarvis entendeu a importância dessa data e que os desvios que acontecem nela são porque os moradores desse planeta estão em expiação ou prova, recém-saídos da primitividade, sofrendo para fazer a transição para regeneração...

TEXTO DE RUDYMARA

sexta-feira, 30 de abril de 2021

PRECISAMOS REDESCOBRIR O BRASIL


 

Hoje, 22 de abril, é dia do descobrimento do Brasil. O que muitos não sabem é que o descobrimento de nosso país foi planejado no mundo espiritual, segundo Humberto de Campos no livro "Brasil, coração do mundo Pátria do Evangelho" pela psicografia de Chico Xavier. Mas, as ações dos homens, após este acontecimento, seguiu a lei do livre arbítrio. Muitos erros foram cometidos por vários motivos, por exemplo, pela ganância, poder, egoísmo, vaidade, etc. Já fomos explorados por causa do pau brasil, pela cana de açúcar, minérios ( ouro, diamantes, etc), café, dentre outros e, hoje ainda somos explorados por países que, por exemplo, compram madeira ilegal da nossa Amazônia e, lógico, com a ajuda de muitos exploradores internos que são os madereiros que juntos incentivam o desmatamento. Mas há outros tipos de explorações, em vários setores, que visam os interesses pessoais ao invés de visar o interesse comum que seria de todo o povo brasileiro. Então, a maior libertação será o de eliminarmos as nossas falhas e erros de conduta para que possamos "redescobrir" este grande tesouro onde moramos, para que cuidemos melhor dele, para que um dia ele seja o CORAÇÃO DO MUNDO E PÁTRIA DO EVANGELHO. Deus e Jesus aguardam e trabalham para nos ajudar neste objetivo. Como disse Emmanuel "a melhora de tudo para todos começa na melhora de cada um." Façamos a nossa parte.

Texto de Rudymara

DIA DA TERRA

 


22 de abril é o Dia da Terra. Um planeta que podemos chamar de lar ou de mãe. Dia de revermos os cuidados ou descuidos que estamos tendo com ela. Porque, amar a DEUS sobre todas as coisas quer dizer que, em primeiro lugar, devemos respeitar todas as coisas que por ELE foram criadas. Façamos a nossa parte, por exemplo, não jogando lixo na rua, nos terrenos baldios, nos rios e mares, não ouvindo som alto para não causar poluição sonora, usando menos possível o carro, selecionando o lixo, não desperdiçando água e energia...Enfim, todos podemos fazer algo pelo nosso planeta Terra como forma de gratidão á Deus.

Rudymara

JESUS NÃO FUNDOU NENHUM RELIGIÃO



 
Jesus não fundou uma religião, ele trouxe ensinamentos. Religiões foram criadas pelos homens. E dentro de todas elas há quem siga Seus ensinamentos e há quem não siga. Então, a melhor religião, ou seja, a que nos "religa" a Deus, é o AMOR ensinado pelo Cristo que deve ser praticado dentro e fora da casa religiosa. Não adianta frequentar uma casa religiosa e não ter religiosidade por onde passarmos. Por isso Ele disse que "a cada um será dado conforme sua obra", ou seja, colheremos conforme nosso plantio. Por isso, Ele disse também que "cada um prestará contas de si para Deus", ou seja, seremos julgados individualmente, não teremos privilégios por ter frequentado esta ou aquela religião. E por fim disse: “meus discípulos VERDADEIROS serão conhecidos por muito se amarem”, ou seja, não serão reconhecidos por seguir uma determinada religião, mas por se respeitarem, se amarem, por fazerem aos que convivem com eles neste planeta o que querem que estes lhes façam. Portanto, que cada um escolha a religião que mais lhe agrada e aprenda com ela a ser, pelo menos, um pouco melhor a cada dia. Pensemos nisso!

TEXTO DE RUDYMARA

FENÔMENOS ESPÍRITAS


Houve um tempo em que a doutrina espírita precisou chamar a atenção das pessoas através dos fenômenos espirituais. Hoje, com o conhecimento e respeito que o Espiritismo alcançou, precisamos focar na real finalidade da doutrina, que é: AUXILIAR NO PROGRESSO MORAL DA HUMANIDADE. Então, embora ele precise de adeptos para ajudar nesta luta, ele não tem a intenção de converter ninguém. Muitos espíritas vivem pelo Espiritismo, mas nenhum vive dele. Nossa finalidade é colocar os ensinamentos cristãos na vida de quem frequenta as casas espíritas para que elas entendam quem são, porque sofrem, o que estão fazendo aqui neste planeta, saber de onde vieram e para onde irão após a desencarnação. Para que busquem ser hoje melhores que foram ontem e que sejam amanhã melhor que estão sendo hoje. O mais importante para o espírita não é curar corpos, mas as chagas da alma, ou seja, é a REFORMA ÍNTIMA, principalmente dele mesmo. Pois, com a melhora de cada um de nós, consequentemente, acontece a melhora do mundo. Assim estaremos, também, plantando frutos que nos libertarão de resgates dolorosos. Como disse Kardec: "reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar suas más tendências." Então, nos esforcemos para viver o que pregamos e acreditamos. Como disse o Espírito Nora, no livro "Aconteceu na Casa Espírita": “A doutrina espírita não está interessada em lotar a casa espírita com pessoas que procuram simplesmente "fenômenos". A pretensão é simples, que é fazer vibrar entre as paredes da casa os ensinos de Jesus e Kardec. O mais importante é receber fraternalmente os que nos procuram, socorrê-los quanto possível, oferecer conhecimento doutrinário, despertando as criaturas para a transformação moral; o resto é consequência deste processo do bem realizado". Pensemos nisso!

TEXTO DE RUDYMARA

SER CRISTÃO E VIVER O CRISTIANISMO



Quem se lembra dos dois frequentadores do templo religioso da parábola "O Bom Samaritano"? Eles andavam pela estrada e viram um homem ferido e desmaiado mas passaram reto, nem sentiram compaixão ou piedade. Um deles era sacerdote e o outro fazia a parte artística do templo, ambos conheciam as leis de Moisés que se encontram na Torá judaica, mas eles não tiveram religiosidade. Jesus quis mostrar nesta parábola que, não adianta decorar a Bíblia, as obras básicas de Kardec se não buscarmos entender e viver o que elas pedem. Porque é assim que acontece com muitos de nós. Há muitos frequentadores de casas e templos religiosos sem religiosidade nas suas atitudes. Há quem vá no templo apenas com interesse de pedir coisas à Deus, Jesus e outros, sem se dar conta que estes também estão fazendo pedidos a eles a séculos e/ou milênios.

Chega de FÉ SEM OBRAS.
Estamos numa transição planetária onde precisamos nos unir para a causa planetária. Muitos, infelizmente, ainda não entenderam isso, ou não querem entender.
Vejamos o que disse Padre Vítor: “Os templos, as igrejas e centros espíritas estão lotados, mas poucos, muito poucos, compreendem e praticam o que se estuda e se ouve, enquanto fora dos círculos religiosos encontramos muitas almas que praticam a reforma íntima trabalhando anonimamente pelo bem e pela caridade.”
Pensemos no assunto!
TEXTO DE RUDYMARA