sábado, 12 de maio de 2018

QUANDO DEUS CRIOU AS MÃES



Diz uma lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou Dele e Lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação.
Em quê, afinal de contas, ela era tão especial?
O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado.
Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado.
Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse.
Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma.
Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.
Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido, quase insignificante, numa roupa especial para a festinha da escola.
Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado.
Outro para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: Eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo, mesmo sem dizer nenhuma palavra.
O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora.
Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos.
De superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.
Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade.
Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas, ainda assim, insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.
Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.
Uma mulher de lábios ternos, que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas.
Lábios que soubessem falar de Deus, do Universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.
Uma mulher. Uma mãe.
********* 
Ser mãe é missão de graves responsabilidades e de subida honra. É gozar do privilégio de receber nos braços Espíritos do Senhor e conduzi-los ao bem.Enquanto haja mães na Terra, Deus estará abençoando o homem com a oportunidade de alcançar a meta da perfeição que lhe cabe, porque a mãe é a mão que conduz, o anjo que vela, a mulher que ora, na esperança de que os seus filhos alcancem felicidade e paz.


Redação do Momento Espírita.



UM ANJO CHAMADO MÃE




Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:
- Disseram-me que estarei sendo enviada à Terra amanhã . . . Como vou viver lá, sendo que sou pequena e indefesa ?
E Deus disse:
- Entre muitos anjos, escolhi um especial para você. Estará esperando-a e tomará conta de você.
- Mas me diga, aqui no céu eu não faço nada além de sorrir e cantar, o que é suficiente para que eu seja feliz . . . Serei feliz lá?
- Lá, seu anjo cantará e sorrirá para você . . . a cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz.
- Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?
- Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar.
- E o que farei quando sentir saudade e quiser falar com o Senhor?
- Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a orar.
- Eu ouvi que na Terra tem homens maus. Quem me protegerá?
- Seu anjo a defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida.
- Mas eu serei sempre triste, porque eu não O verei mais!
- Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e Eu estarei sempre dentro de você.
Nesse instante havia muita paz no céu, mas as vozes da Terra já podiam ser ouvidas.
A criança, apressada, pediu suavemente:
- Oh, Deus, se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me por favor, o nome do meu anjo.
E Deus respondeu:
- Você chamará seu anjo de . . . MÃE!

HISTÓRIA DE UMA MÃE





Havia uma sofredora mulher que velava aflita, à cabeceira do filhinho doente, quando a Morte chegou para buscá-lo.
Sem que ela pudesse ensaiar qualquer defesa, a Morte arrebatou o menino da cabana.
Desesperada, a mãezinha saiu a gritar para reaver o pequenino, mas a Morte veloz desapareceu.
Chorando, correu a infeliz, estrada afora, quando, em plena noite, encontrou uma mulher que poderia encaminhá-la; esta, todavia, em troca da informação, pediu-lhe cantar todas as canções com que a pobre embalava o filhinho.
Embora em lágrimas, ela repetiu todas as cantigas com que afagava o pequenino, ao pé do berço.
A mulher ensinou-lhe, então, que a Morte se dirigiu para certo espinheiro.
A pobre mãe alcançou o espinheiro, mas este, para ajudá-la, exigiu que ela o abraçasse.
Sem vacilar, a desditosa mãezinha enlaçou-o.
Quando o seu corpo já se mostrava coberto de chagas, o espinheiro explicou que a Morte seguiu no rumo de grande lago.
A peregrina, ensanguentada, chegou ao lago, mas o lago fazia coleção de pérolas e, para prestar-lhe o serviço, pediu-lhe os belos olhos.
A infortunada viajante arrancou os próprios olhos e lhos deu.
O lago, desse modo, transportou-a, ferida e cega, para o outro lado da terra, onde a Morte costumava guardar as criancinhas.
Era um grande cemitério, guardado por monstruosa mulher que, para ensinar-lhe o lugar exato onde a morte aportaria naquela noite, lhe pediu a linda cabeleira.
Sem qualquer hesitação, ela deixou-se tosar e, logo após, quase irreconhecível, foi colocada em posição de perceber a chegada do pequeno que procurava. Esperou . . . Esperou . . .
Em dado instante, ouviu que a Morte regressava com os meninos que recolhera.
Atenta, escutava as vozes diversas, quando, dentre todas, distinguiu o choro de seu filho e, apesar de cega, avançou para ele, gritando:
- Meu filhinho! . . . Meu filhinho! . . . – E agarrou-o nos braços, a beijá-lo, enternecidamente.
A própria Morte, emocionada, perguntou-lhe então:
- Como fizeste para chegar aqui, antes de mim?
Ela, chorando e rindo, pôde apenas dizer:
- SOU MÃE.


(Conto de Hans Christian Andersen, poeta e contista dinamarquês, está no livro: Evangelho no Lar, Meimei)




sexta-feira, 27 de abril de 2018

FENÔMENOS ESPÍRITAS



Houve um tempo em que a doutrina espírita precisou chamar a atenção das pessoas através dos fenômenos espirituais. Hoje, com o conhecimento e respeito que o Espiritismo alcançou, precisamos focar na real finalidade da doutrina, que é: AUXILIAR NO PROGRESSO MORAL DA HUMANIDADE. Então, embora ele precise de adeptos para ajudar nesta luta, ele não tem a intenção de converter ninguém. Muitos espíritas vivem pelo Espiritismo, mas nenhum vive dele. Nossa finalidade é colocar os ensinamentos cristãos na vida de quem frequenta as casas espíritas para que elas entendam quem são, porque sofrem, o que estão fazendo aqui neste planeta, saber de onde vieram e para onde irão após a desencarnação. Para que busquem ser hoje melhores que foram ontem e que sejam amanhã melhor que estão sendo hoje. O mais importante para o espírita não é curar corpos, mas as chagas da alma, ou seja, é a REFORMA ÍNTIMA, principalmente dele mesmo. Pois, com a melhora de cada um de nós, consequentemente, acontece a melhora do mundo. Assim estaremos, também, plantando frutos que nos libertarão de resgates dolorosos. Como disse Kardec: "reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar suas más tendencias." Então, nos esforcemos para viver o que pregamos e acreditamos.
Como disse o Espírito Nora, no livro "Aconteceu na Casa Espírita": “A doutrina espírita não está interessada em lotar a casa espírita com pessoas que procuram simplesmente "fenômenos". A pretensão é simples, que é fazer vibrar entre as paredes da casa os ensinos de Jesus e Kardec. O mais importante é receber fraternalmente os que nos procuram, socorrê-los quanto possível, oferecer conhecimento doutrinário, despertando as criaturas para a transformação moral; o resto é consequência deste processo do bem realizado". 
Pensemos nisso!


Texto de Rudymara




CONSULTA ESPIRITUAL NA VISÃO ESPÍRITA



Dirigentes que ainda insistem em manter consultas espirituais esqueceram ou, pior, talvez nunca tenham observado a recomendação de Kardec, contida em Obras Póstumas, segunda parte, quando fala de seus contatos iniciais com o Além: "Um dos primeiros resultados que colhi das minhas observações foi que os Espíritos, nada mais sendo do que almas dos homens, não possuíam nem a plena sabedoria, nem a ciência integral; que o saber de que dispunham se circunscrevia ao grau de adiantamento que haviam alcançado, e que a opinião deles só tinha o valor de uma opinião pessoal. Reconhecida desde o princípio, esta verdade me preservou do grave escolho de crer na infalibilidade dos Espíritos e me impediu de formular teorias prematuras, tendo por base o que fora dito um ou alguns deles." Como vemos, há "mentores espirituais" cuja sabedoria não vai além da ignorância dos que consultam. Se tivermos de receber alguma comunicação dos desencarnados, esta virá de maneira espontânea, sem que as forcemos. Porque a evocação é um dos mais sérios perigos da mediunidade. São portas abertas para que entidades desocupadas, zombeteiras e mistificadoras espalhem notícias espetaculares, mentirosas, mirabolantes, que agradam aos curiosos. Espíritos irresponsáveis adoram os evocadores, que lhes estimulam as investidas. Espíritos sérios, não nos darão informações materialistas como: responder se o comércio, a compra de um automóvel ou imóvel dará certo; sobre a vida financeira ou amorosa, etc. Eles também não dirão: “Fulano fez um trabalho para você"; "beltrano tem muita inveja de você"; etc. Este tipo de afirmação não é cristão. Pois poderá causar briga, desentendimento, inimizade, violência, etc. Aprendemos com o estudo da escala espírita, que existem Espíritos levianos, ignorantes, maliciosos, irrefletidos e zombeteiros, que se metem em tudo e a tudo respondem sem se importarem com a verdade. "Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de fazer intriga, de induzir maldosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas" (O Livro dos Espíritos, questão 103). Por isso, o Espírito de Verdade esclareceu dizendo: "Os Espíritos vêm instruí-los e guiá-los no caminho do bem e não no caminho das honras e da fortuna, ou para servirem suas mesquinhas paixões. Se vocês não lhes pedissem nada de fútil ou fora de suas atribulações, não dariam oportunidade alguma aos Espíritos enganadores; onde vocês devem concluir que quem é enganado tem apenas o que merece." (O Livro dos Médiuns, cap. XXVII, item 303, 1a pergunta.). No mesmo livro referido (cap. XX, item 226, 9ª pergunta) os Espíritos nos alertam dizendo que, médium bom é coisa rara. E completa: “O médium perfeito seria aquele que os maus Espíritos jamais ousassem fazer uma tentativa de enganar. O melhor é o que, simpatizando somente com os bons Espíritos, tem sido enganado menos vezes." Como vemos, não há médiuns perfeitos na Terra e, hora ou outra todos são enganados. Isto deve servir de alerta, principalmente aos ESPÍRITAS que abandonam uma Casa Espírita SÉRIA em busca de outra onde possam idolatrar médiuns desavisados que brincam com a mediunidade como fazem alguns jovens (que desconhecem o perigo da obsessão) com a brincadeira do copo. A Doutrina é totalmente favorável ao livre arbítrio. Cada um deve usar a mediunidade como achar melhor. Mas, quem decidir usá-la na Casa Espírita, deve seguir as recomendações que estão nas obras básicas, trazidas pelos Espíritos e organizadas por Allan Kardec. O Espiritismo não deve ser “a moda da casa”.
Então, podemos dizer que 4 (quatro) são as consultas aceitas pela Doutrina Espírita: 1ª - só quando há uma intenção útil como fez Kardec; 2ª - a consulta fraterna nas Casas Espíritas, cujo atendimento é feito por um Espírito encarnado com conhecimento da Doutrina, que aconselhará segundo a visão espírita cristã. Mas para isso, não precisará estar mediunizado, deve ser apenas uma conversa esclarecedora e consoladora; 3ª – a consulta da nossa consciência, usando nosso livre arbítrio; 4ª - as consultas aos Espíritos de André Luiz, Emmanuel, Joanna de Angelis e outros., através dos livros espíritas. Mas, principalmente Jesus, nosso guia e modelo, através do Evangelho. Porque o Espiritismo não tem por finalidade principal a realização de fenômenos, mas, sim, o progresso moral da humanidade.
Portanto, quem procurar o Espiritismo somente para obter cura imediata de seus males físicos e espirituais, ou para resolver de pronto seus problemas materiais, poderá ficar decepcionado.


Compilação de Rudymara




O QUE TEM E NÃO TEM NO ESPIRITISMO


O Espiritismo é uma doutrina sem sacerdotes, sem dogmas, sem rituais, não adota em suas reuniões e em suas práticas qualquer tipo de paramentos ou vestes especiais (as vestes brancas devem ser as que nos cobrem o espírito e o nosso perispírito); não utilizamos sal grosso, plantas, amuletos, etc. (tentamos eliminar as chagas da alma porque são elas que atraem espíritos inferiores); não adotamos cálice com vinho ou bebidas alcoólica (os espíritas não devem alimentar o vício do álcool, do fumo ou de qualquer outro alucinógeno, porque precisamos respeitar o corpo físico que nos foi emprestado, ao encarnarmos, como oportunidade de crescimento espiritual); não utilizamos incenso, mirra, velas (porque são coisas materiais e nós usamos a prece para nos sustentar o espírito); não temos altares com imagens, andores, procissões, pagamento pelos trabalhos espirituais, talismãs, sacrifício animal, santinhos, administração de indulgências, confecção de horóscopos, exercício da cartomancia, quiromancia, astrologia, numerologia, cromoterapia, pagamento de promessas, despachos, riscos de cruzes e pontos, não temos curas espirituais com cortes, orações milagrosas para resolver problemas sentimentais, financeiros, e outros.Mas, embora não adotemos estas coisas, respeitamos quem adota.

Texto de Rudymara




O ESPIRITISMO TRANSGRIDE A LEI DE DEUS?



Em deuteronômio 18 diz que: “é proibido a pratica de ADIVINHAÇÃO, ou se dedique à MAGIA, ou faça PRESSÁGIOS, ou pratique FEITIÇARIA ou faça ENCANTAMENTOS; que seja MÉDIUM ou CONSULTE OS MORTOS. O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisa...”
Resposta: Nós espíritas não fazemos adivinhações ou presságios, nem magia, feitiçaria ou encantamentos. Se fizéssemos adivinhações, estaríamos ricos, porque conseguiríamos os números da mega sena. Se fizéssemos magia, feitiçaria e encantamentos a vida de todos os espíritas não teria problema amoroso, financeiro ou outro problema qualquer e, seríamos hipócritas por pregar ensinamentos de Jesus e usar certas práticas para fazer maldade a alguém. Lembre-se também que nem toda adivinhação ou presságio é “pecaminoso”. No antigo testamento vemos muitas adivinhações, exemplo: José teve um pressagio quando foi avisado por um anjo (espírito) que estava sendo perseguido. Em Genesis 41 José, filho de Jacó, interpretava os sonhos de Faraó que nada eram que adivinhações de algo que iria acontecer no futuro. 
E se ser médium é errado, por que Deus distribuiu a mediunidade no dia de pentecostes? Basta ler em Atos, 2: 17 e 18: " ...o Senhor, nos últimos tempos, derramaria do Seu Espírito sobre toda a carne; que seus filhos e suas filhas profetizariam, os jovens teriam visões (foi o caso de Maria), e os velhos sonhos (foi o caso de José). E naqueles dias, ele derramaria de Seu Espírito sobre Seus servos e sobre Suas servas, e eles profetizariam.” 
CONSULTAR os mortos é errado? Elias evocou Samuel para consulta-lo. 
EVOCAR mortos é errado? Jesus evocou dois mortos no monte Tabor: Elias e Moisés. 
Os espíritas que estudam as obras básicas não consultam os espíritos porque no O Livro dos Médiuns, cap. XXVII, item 303, 1a pergunta, o Espírito de Verdade esclareceu dizendo: "Os Espíritos vêm instruí-los e guiá-los no caminho do bem e não no caminho das honras e da fortuna, ou para servirem suas mesquinhas paixões..."
E se nós não os consultamos, obviamente, não os evocamos. Na verdade são eles que nos evocam, nós ou qualquer pessoa que tem mediunidade, quando querem trazer uma mensagem. Para nós, a mediunidade deve ser usada para coisas úteis, como fez Kardec que utilizou a mediunidade de vários médiuns para trazer ensinamentos importantes que complementam os ensinos cristãos. 
Mas, se assim mesmo você acredita que o Espiritismo transgride a lei de Moisés que está em deuteronômio 18, me responda: A sua religião respeita a lei de Moisés que diz: Deficientes físico estão proibidos de aproximar-se do altar do culto, para não profaná-lo com seu defeito (Levíticos 21: 17-23) ; Os filhos desobedientes e rebeldes, que não ouçam pais e se comprometam no vício, serão apedrejados até a morte (Deuteronômio, 21: 18-21); O homem que se deitar com outro homem será punido até a morte (Levítico, 20: 13) ou Os adúlteros serão apedrejados até a morte (Deuteronômio, 22: 22) ? Espero que não, porque estas leis não são de Deus. 
Entenda, no antigo testamento há leis ESCRITAS por Moisés e leis RECEBIDAS por Moisés. Ele escreveu leis para conter os abusos daquele povo ignorante da época. Ele dizia que eram leis de Deus para que o povo as seguissem. E as que ele recebeu são os 10 mandamentos, estas sim são de Deus. Tanto é verdade que muitas leis de Moisés diz: “deve ser apedrejado até a morte”, e em um dos dez mandamentos diz: ‘não matarás”. Moisés era contraditório? Não. Como eu disse, a maioria das leis foram escritas por ele e, somente dez, foram recebidas por ele, ou seja, são de Deus. 
O Espiritismo é uma doutrina sem sacerdotes, sem dogmas, sem rituais, não adota em suas reuniões e em suas práticas qualquer tipo de paramentos ou vestes especiais (as vestes brancas devem ser as que nos cobrem o espírito e o nosso perispírito); não utilizamos sal grosso, plantas, amuletos, etc. (porque o nosso coração é nosso escudo, quando nele mora o amor); não adotamos cálice com vinho ou bebidas alcoólica (os espíritas não devem alimentar o vício do álcool, do fumo ou de qualquer outro alucinógeno, porque precisamos estar lúcidos para apreciar a beleza da vida); não utilizamos incenso, mirra, velas (porque são coisas materiais e nós usamos a prece para nos sustentar o espírito); não temos altares com imagens, andores, procissões, pagamento pelos trabalhos espirituais, talismãs, sacrifício animal, santinhos, administração de indulgências, confecção de horóscopos, exercício da cartomancia, quiromancia, astrologia, numerologia, cromoterapia, pagamento de promessas, despachos, riscos de cruzes e pontos, não temos curas espirituais com cortes, orações milagrosas para resolver problemas sentimentais, financeiros, e outros.
Então, procure conhecer para não pré julgar, Espiritismo é uma doutrina filosófica, científica e religiosa.


Texto de Rudymara




quarta-feira, 25 de abril de 2018

A REENCARNAÇÃO ESTÁ NA BÍBLIA



A reencarnação está na Bíblia?
Está, veja este exemplo que está em Mateus, 16:13 a 14, onde Jesus perguntou aos discípulos:
"QUE ANDAM DIZENDO DE MIM?"
E eles responderam:
"UNS DIZEM QUE O SENHOR É JOÃO BATISTA, OUTROS DIZEM QUE É JEREMIAS OU UM DOS PROFETAS."
Neste trecho, podemos observar que os judeus acreditavam na reencarnação, mas com o nome de ressurreição. Eles acreditavam que Jesus poderia ser a reencarnação de João Batista, Elias, Jeremias ou um dos profetas.
Um outro exemplo está em Mateus 17:10: "OS DISCÍPULOS DE JESUS LHE PERGUNTARAM: O QUE QUEREM DIZER OS DOUTORES DA LEI, QUANDO FALAM QUE ELIAS DEVE VIR?
Jesus lhes explicou: "CERTAMENTE ELIAS VIRÁ PRIMEIRO, E RESTAURARÁ TODAS AS COISAS. MAS DIGO-VOS QUE ELIAS JÁ VEIO, E NÃO O CONHECERAM, MAS FIZERAM-LHE TUDO O QUE QUISERAM."
Comenta Mateus em 17:13 "ENTÃO OS DISCÍPULOS COMPREENDERAM QUE JESUS LHES FALARA A RESPEITO DE JOÃO BATISTA."
Nesta passagem, Jesus deixa claro que Elias, que muitos esperavam a volta, já veio, ou seja, já REENCARNOU, e já haviam feito com ele o que quiseram. Então, os discípulos entenderam que João Batista era a reencarnação de Elias.
Então perguntemos: “POR QUE NÃO ACREDITAR NA REENCARNAÇÃO? Alguém dirá, sem maiores argumentos: “PORQUE ELA NÃO ESTÁ NA BÍBLIA.” Então diremos: “ALÉM DE ESTAR, DEVEMOS LEMBRAR QUE O RÁDIO, A TV, O COMPUTADOR, E OUTROS, TAMBÉM NÃO ESTÃO NA BÍBLIA, NEM POR ISSO DEIXAM DE EXISTIR. NÃO É PELO FATO DE ALGUMAS PESSOAS NÃO CREREM EM DEUS QUE ELE DEIXARÁ DE EXISTIR. ASSIM É A REENCARNAÇÃO.” "Ouça quem tem ouvidos de ouvir, veja quem tem olhos de ver.” – esclareceu Jesus.
E lembremos que em João 21:25 diz: “Jesus fez ainda muitas coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que não caberiam no mundo os livros que seriam escritos”. Portanto, nem tudo está na Bíblia. Usemos nosso raciocínio. Não formemos nossa opinião pelos pregadores religiosos. "Leia tudo e retenha o que for bom." aconselhou o apóstolo Paulo. 
Ninguém é obrigado a aceitar a reencarnação, mas tem o dever de respeitar quem acredita.


Texto de Rudymara




DEUS ABOMINA A COMUNICAÇÃO COM OS MORTOS



Esta foi a afirmação de uma pessoa que nos escreveu.
Nós respondemos a ela perguntando: "Se Deus abomina a comunicação com os mortos, por que Ele distribuiu mediunidade no dia de pentecostes?" Basta ler em Atos, 2: 17 e 18: " ...o Senhor, nos últimos tempos, derramaria do Seu Espírito sobre toda a carne; que seus filhos e suas filhas profetizariam, os jovens teriam visões (foi o caso de Maria), e os velhos sonhos (foi o caso de José). E naqueles dias, ele derramaria de Seu Espírito sobre Seus servos e sobre Suas servas, e eles profetizariam.” 
O que muitos chamam de profeta nós chamamos de médium. Muda o nome, mas o sentido é o mesmo. A lei que proibe a comunicação com os mortos foi escrita por Moisés e ele a atribuiu a Deus para que as pessoas a obedecessem já que muitos usavam a mediunidade de maneira abusiva. Lembremos que Jesus era médium. Ele evocou dois "mortos" e conversou com eles no Monte Tabor: MOISÉS E ELIAS. Chico Xavier começou a vê e ouvir "mortos" aos cinco anos de idade. Os ensinamentos que os "mortos" trouxeram através dele, em mais de quatrocentos livros, não tem nada de abominável. Aliás, não acreditamos que Deus abomine nada. Afinal, ele é amor, compreende que seus filhos aqui da Terra são espíritos falíveis, estão em crescimento espiritual. Ninguém é infalível em suas atitudes a ponto de ter autoridade de apontar falha no outro. Nem Jesus, que é um espírito puro, o fez quando esteve aqui. Aliás, mandou atirar a primeira pedra quem nunca tivesse cometido um erro qualquer. Então, o que queremos dizer é que, não queremos convencer ninguém a pensar como nós, mas pedimos que RESPEITEM como pensamos.


Texto de Rudymara



A BÍBLIA CONDENA O ESPIRITISMO?


Não. Porque, quando a Bíblia foi elaborada, não havia o Espiritismo, havia fenômenos espirituais. A palavra Espiritismo é um vocábulo criado em 1857 por Allan Kardec, e que define uma nova ordem de ideias, afim de diferenciá-lo do que era conhecido por espiritualismo. O que "Moisés" condenou e proibiu foi a evocação dos mortos. Porque era possível evocá-los e por ser possível abusavam. Se hoje há abuso, imaginemos na época de Moisés. A Bíblia está cheia de comunicações com os "mortos" e de fenômenos mediúnicos para mostrar que ambos não foram inventados pelos espíritas. Em Números, Moisés recebeu queixas de Josué que dizia haver dois homens profetizando (usando a mediunidade) nos arredores de Israel. Era Eldade e Medade. Moisés quis saber o que ambos faziam e ele foi informado que estavam curando, orientando, ajudando, etc.. Então, Moisés disse:

- Quem dera todo o povo do Senhor fosse profeta (médium) e que o Senhor pusesse o Seu Espírito sobre ele.
Então, o problema com Moisés não era com o profetismo (mediunidade) e sim com o mau profetismo. A exploração do profetismo. 
OS ESPÍRITAS EVOCAM MORTOS?
Nós espíritas, evocamos os "mortos" quando há uma intenção útil, como fez Allan Kardec. Ele os evocou quando observou que os "mortos" queriam se comunicar ao fazer mesas girarem sem que ninguém colocasse as mãos nelas. Nesta evocação chegaram ensinamentos do Alto que complementaram os ensinos do Cristo. E quando os mortos querem (e podem) se comunicar, são eles que nos evocam. Aliás, não só nós espíritas, mas todos aqueles com sensibilidade mediúnica. Já que a mediunidade não foi inventada pelos espíritas, e nem é de nossa propriedade. Ela sempre existiu, mas ficou muito conhecida quando Pedro viu os apóstolos recebendo o "Espírito Santo" no dia de Pentecostes e lembrou que ali se realizava a profecia de Joel que dizia:  "...o Senhor, nos últimos tempos, derramaria do Seu Espírito sobre toda a carne; que seus filhos e suas filhas profetizariam, os jovens teriam visões (foi o caso de Maria), e os velhos sonhos (foi o caso de José). E naqueles dias, ele derramaria de Seu Espírito sobre Seus servos e sobre Suas servas, e eles profetizariam.” Lembremos que o rei Saul evocou o morto Samuel e Jesus evocou os mortos Elias e Moisés. Portanto, não é uma prática errada, errado é como muitos fazem o uso dela.


Texto de Rudymara