sábado, 18 de maio de 2019

AUTO PIEDADE




Como explica Emmanuel no livro O Consolador: "dentre os mundos inferiores, a Terra pertence à categoria dos de expiações e provas, porque ainda existe predominância do mal sobre o bem. Aqui, o homem leva uma vida cheia de vicissitudes por ser ainda imperfeito, havendo, para seus habitantes, mais momentos de infelicidades do que de alegrias. A provação é a luta que ensina ao discípulo rebelde e preguiçoso a estrada do trabalho e da edificação espiritual. A expiação é a pena imposta ao malfeitor que comete um crime.” Diante de tal explicação, concluímos que não nascemos para ser completamente felizes. Aqui, neste planeta, alegria e tristeza se revezam. Moramos num vale de lágrimas, ou seja, ora choramos de alegria, ora de tristeza. Estes são ensinamentos básicos na Doutrina Espírita, mas muitos de nós espíritas, mesmo sabendo de tudo isso, quando passamos por um momento difícil, sentimos pena de nós mesmos. Basta encontrarmos com um conhecido para desabafarmos nossas amarguras nos colocando na condição de “coitadinho” ou “vítima” de uma situação. Temos também o hábito de responsabilizar os outros pela nossa dor: um amigo(a), um espírito, a macumba, os pais, a inveja, o olho gordo, a herança genética, Governo, sociedade e outros. Quando na verdade somos vítimas de nós mesmos. Deus não erra de endereço. Nascemos na cidade, país, posição social, família certa e vestimos um corpo físico que necessitamos para evoluir. Nada é por acaso. Enfim, a auto-piedade é um alimento venenoso, uma espécie de erva daninha que intoxica o espírito, dificulta as relações e promove medo, desconfiança, solidão e melancolia. É filha do egoísmo e da lamentação, afilhada do orgulho e irmã da necessidade de aprovação e de atenção especial. A pessoa, muitas vezes, quer atenção especial do familiar, dos amigos e de quem convive com ela neste mundo. Torna-se egoísta porque esquece que as pessoas também tem seus problemas do dia a dia a resolver e conflitos internos. A pessoa que se vitimiza fica melancólica, tristonha, sem motivação para viver, fica depressiva, enfim, adoece e, muitas vezes, adoece quem convive com ela. Por isso, é necessário buscar ajuda psicológica e espiritual através do passe, do estudo, do trabalho social. Amar-se é cuidar da saúde do corpo físico e do espírito imortal que somos nós. Pensemos nisso!

Texto de Rudymara



domingo, 5 de maio de 2019

DESGOSTO DA VIDA E SUICÍDIO



Na questão 943, de O Livro dos Espíritos, Kardec indagava qual seria a causa do desgosto pela vida que se apoderava de certas pessoas sem causa aparente. Ao que os Espíritos responderam: “Efeito da ociosidade, da falta de fé, e, às vezes, da saciedade (...).” 

Analisemos individualmente cada item:


OCIOSIDADE: começa pela atitude mental invigilante, uma vez que, ao mantermos a mente vazia de pensamentos nobres, estaremos oferecendo vasto campo a expressões mentais intrusas de baixo teor, mormente aquelas que sinalizam para o desprezo pelo maravilhoso dom da vida. Ociosidade no campo mental que se transforma facilmente em inércia física, tornando a vida um campo infértil tomado por ervas daninhas como os obsessores. Eis a razão pela qual as estatísticas demonstram que a incidência do suicídio é maior entre pessoas desempregadas ou voluntariamente entregues a inação (falta de ação, de trabalho, é a inércia). Joanna de Ângelis nos recomenda que: “Tomemos cuidado com a hora vazia, sem objetivo, sem atividade. Cabeça ociosa é perigo a vista. Mãos desocupadas facultam o desequilíbrio que se instala. Preenche-a com uma leitura salutar, ou uma conversação positiva, ou trabalho que aguarda oportunidade para execução, ou uma ação que te proporcione prazer . . .O homem, quanto mais preenche os espaços mentais com as idéias do bem, mediante o estudo, a ação ou a reflexão, mais aumenta a sua capacidade e conquista mais amplos recursos para o progresso. Estabelece um programa de realizações e visitas para os teus intervalos mentais, nas tuas horas vazias, e te enriquecerás de desconhecidos tesouros de alegria e paz. Hora Vazia, nunca!”
FALTA DE FÉ: A fé não é acreditar em Deus, é aceitar seus planos para nós. Podemos dizer que, nossa jornada terrestre é uma longa viagem por mares desconhecidos. Onde, às vezes, o oceano está belo e calmo, porque seguimos saudáveis e bem dispostos; finanças em ordem; estabilidade no emprego; família em paz ; sentimo-nos ajustados e felizes . . .
Mas que, de repente, sopram os ventos, levantam-se ondas que nos ameaçam. É quando uma doença inspira cuidados; somos demitidos do emprego; explode a crise familiar; parte o ente querido . . .
Muitas vezes, experimentamos a dificuldade para lidar com essas situações.
Vai a coragem; chega o pessimismo; nasce o medo; falece a esperança . . .
Manifestando a perturbação, o desencanto, a revolta, a rebeldia . . .
Em casos extremos, há quem caia no álcool, nas drogas, no desatino, na depressão, e até o suicídio, essa falsa porta de fuga que apenas nos precipita em sofrimentos mil vezes maiores. 
Daí perguntamos: “Por quê nos comportamos assim?”
A resposta: “Falta de fé.”
A fé é a bússola, a segurança, o apoio para todas as situações. Quem conquistou esta fé, nunca se perde nos balanços da vida, mesmo quando sopra o vento da infelicidade. Porque a fé é uma conquista individual. Geralmente nos enganamos a respeito da fé. Porque julgamos possuí-la. Mas, nosso comportamento sugere o contrário, principalmente nas dificuldades da vida.
SACIEDADE: A ONU publicou recentemente um documento em que situou a Suécia (seguida da Noruega e da Finlândia) como o país que oferece a melhor qualidade de vida da Terra, já que, por lá, questões como desemprego, fome e miséria são praticamente inexistentes. Contudo, aqueles três países registram, na ordem referida, os maiores índices de suicídio do planeta. MAS, POR QUE RAZÃO? Vejamos: A revista Isto É, edição de 28/01/2004, publicou uma reportagem bastante interessante sobre uma norueguesa de nome Clara Karoliussem que, após viver por mais de cinco anos em Santos (SP), preparava-se para retornar ao seu país de origem, curiosamente, contra sua vontade, pois afirmava que, no Brasil, ela comemorava cada vitória, fruto de muito trabalho, o que não ocorria em seu país de origem, onde, em suas palavras, tudo vêm de mãos beijadas, razão pela qual não existe a satisfação íntima da conquista.
Pode-se dizer, então, que as altas taxas de suicídio verificadas naquele país decorrem da saciedade mal vivenciada de alguém que, tendo conquistado tudo que a vida pode lhe oferecer, no sentido material, passa a sentir um desconcertante vazio, decorrente da falta de perspectivas para o futuro. De fato, a saciedade material, destituída de um certo respaldo espiritual, é uma das grandes causas do desgosto pela vida. Por isso vemos pessoas ricas, milionárias, infelizes, buscando alegria artificial nas drogas, no consumo de coisas materiais, festas e outros. Quando estes usarem os bens materiais que Deus os empresta para fazer a felicidade de pessoas em situação difícil, encontrarão uma motivação para viver. Exemplo: Angelina Jolie, Lady Diana e outros... 
Ressalte-se que o Brasil, com tantas mazelas sociais, surge no cenário mundial das estatísticas do suicídio apenas na 71ª (septuagésima primeira) posição, certamente em decorrência do profundo sentimento de religiosidade dos brasileiros. Então, podemos dizer que, o vínculo com uma religião é importante para desenvolvermos o respeito pela vida do próximo e pela nossa também. E a Doutrina Espírita, na condição de Consolador Prometido por Jesus, nos alerta sobre as gravíssimas consequências do suicídio, no plano espiritual e nas vidas sucessivas, auxiliando-nos a repelir sugestões infelizes, tão logo se apresentem em nossa tela mental. Oferece-nos, ainda, depoimentos mediúnicos dos próprios suicidas, que nos atestam a grande frustração pela qual passaram ao se defrontarem, no além, com uma realidade muito mais terrível do que aquela que vivenciavam na Terra, justamente por terem cometido o grande engano de julgar que, ao darem fim às suas vidas carnais, estariam, livres dos problemas. O suicida retornará ao corpo físico, através da reencarnação, trazendo doenças, limitações físicas ou mentais, no órgão lesado pelo suicídio. Portanto, não se mate, você não morre. Os problemas que passamos hoje são colheitas de plantios nossos nesta ou de outra encarnação. Ninguém sofre por acaso. Então, qualquer problema que te aflija, procure ajuda psicológica, religiosa e trabalhe numa causa social. Não se entregue ao desânimo. Deus está contigo!


COMPILAÇÃO DE RUDYMARA



quarta-feira, 1 de maio de 2019

HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DO PAI



JESUS DISSE: Não se turbe o vosso coração. – Creia em Deus, creia também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai....
A Casa de Deus, nosso Pai, é o Universo.
Nesse Universo há incontáveis mundos. 
Mundos de vários graus de evolução. Muitos mundos primitivos, muitos mundos de provas e expiações, muitos de regeneração, muitos ditosos e felizes e muitos divinos ou celestes. Por que os mundos são de diferentes graus de evolução? Porque muitos mundos foram criados antes do nosso planeta Terra, outros depois e outros ainda serão criados, porque Deus cria incessantemente. Mas, os mundos são criados para que? Para enfeitar o Universo? Será que só nosso planeta tem vida? Não. Os espíritos disseram à Kardec na questão 55 OLE que: "são habitados todos os mundos que se movem no espaço; que só o orgulho e a vaidade podem sustentar a ideia de que nós estamos solitários no Universo." Jesus, por exemplo, evoluiu em outro planeta que foi criado muito antes do nosso. Quando Jesus estava num grau muito elevado de evolução, Deus o incumbiu de tomar conta de um planeta que estava nascendo, e esse planeta é o nosso planeta Terra. Ele viu o nascimento do nosso planeta, o dirige até hoje e ficará conosco até precisarmos dele. Porque um dia, chegaremos a espíritos puros, daí não precisaremos mais de um guia e modelo para seguir, nós seremos guias e modelos a outros espíritos que foram criados depois de nós. Portanto, Jesus não foi criado com certa evolução. Deus cria todos iguais, simples e ignorante para passar pela escala evolutiva até chegar a angelitude. Ele não privilegia ninguém. 
Nosso planeta, no início, foi uma bola de fogo, através de milênios essa bola de fogo foi esfriando e o ar foi ficando respirável. Daí, no decorrer de muitos séculos, surgiram as rochas, o solo, a água, as plantas, os animais e OS DINOSSAUROS que, segundo Emmanuel, no livro A Caminho da Luz, a Natureza tornou-se uma grande oficina de ensaios monstruosos. Como uma oficina científica dos trabalhadores do Cristo que, analisaram a combinação celular que eles haviam feito (e que não deu certo), e aperfeiçoaram a máquina celular. Foi então que eles desapareceram para sempre da fauna terrestre. Mais tarde surgiu o ser humano, e este passou por todos os reinos: mineral, vegetal, animal até chegarmos à seres humanos e, de seres humanos passaremos a arcanjos. Como aconteceu esta evolução? Nós ainda não temos condições para conhecer inteiramente o princípio das coisas, porque não estamos suficientemente desenvolvidos intelectualmente e moralmente para isso. À medida que progredirmos os estudos e pesquisas progrediram também, daí descobriremos e entenderemos melhor as leis e os princípios da Natureza, conseguiremos formular teorias mais próximas da verdade, a respeito da formação do Universo e do surgimento dos seres.Segundo Richard Simonetti, quando um cachorro, por exemplo, der sinal de inteligência, não continuará mais aqui na Terra, que não lhe oferecerá condições; ao desencarnar, o Espírito desse cachorro irá para mundos em começo de evolução. Após cachorro, reencarnará no corpo de um primata aprendendo a andar de pé, a usar as mãos. Depois reencarnará num planeta primitivo, cujos moradores são espíritos que moram em cavernas, como nós já moramos um dia. Allan Kardec classifica os mundos em: Mundo primitivo, mundo de provas e expiações, mundo de regeneração, mundo ditosos e felizes e mundo divino e celeste. O nosso planeta Terra já foi um mundo primitivo, hoje é um mundo de provas e expiações e está em transição para um mundo de regeneração. Esta transição depende do nosso esforço em nos regenerarmos, de deixarmos de sermos rebeldes a lei divina. Quem não se esforçar não encarnará mais aqui, encarnará em uma das muitas moradas da casa do Pai que esteja de acordo com seu comportamento. Estamos na peneira simbólica de Jesus onde ele está separando o joio do trigo, ou seja, está separando quem irá e quem não irá encanar aqui. Esta seleção está acontecendo no plano espiritual ao desencarnarmos. Afinal, estes espíritos rebeldes iriam atrapalhar a evolução do planeta. Foi o que aconteceu há 10 mil anos aos moradores de um outro planeta que, segundo Emmanuel, ficava no sistema de Capela, onde passavam por esta transição que estamos passando hoje aqui. Os rebeldes à lei de Deus foram mandados para cá, que na época era um mundo primitivo, e a presença dos capelinos explica o espantoso “salto evolutivo” que ocorreu naquele período, chamado neolítico, que ainda hoje inspira perplexidade aos antropólogos. Concentrando-se em grupos distintos eles formaram 4 grandes culturas: egípcias, hindu, israelense e européia, que se destacaram por extraordinárias realizações. Inteligentes, dotados de iniciativa e capacidade de organização, dispararam um notável surto de progresso. No curto espaço de alguns séculos a Humanidade aprendeu a cultivar a terra, concentrando-se em cidades, aprimorou a escrita, inventou os utensílios de metal, domesticou os animais. 


Texto de Rudymara



sábado, 16 de março de 2019

JESUS ERA SOCIALISTA?


Hoje em dia ouvimos muitos falarem em divisão de renda. Mas, será que nós sabemos dividir o que temos? Numa campanha de doação de roupas, sapatos, brinquedos e outros, por exemplo, muitos doam o resto de seu armário, o que não dá mais para usar: camisetas manchadas de tintas ou alvejantes, sapatos furados, calças rasgadas, brinquedos quebrados ou faltando peças, alimentos fora do prazo de validade e outros. E às vezes, apenas sentem pena, mas não doam nada.
Alguns afirmam que Jesus era socialista. Concordo, mas a divisão de bens que ele pregou não é de forma "obrigatória" por um Governo, ela deve vir de forma espontânea, até porque, como já dissemos antes, nós ainda não sabemos dividir, repartir, doar ou se doar. Ainda somos egoístas, gananciosos, materialistas e, por isso, muitos que chegam ao poder não são justos. E também não é na forma de igualdade. Até no Nosso Lar há trabalho, remuneração (em forma de fichas chamado de Bônus Hora) que poderão ser trocados, por exemplo, por roupas melhores e até casa. Compra mais e coisas melhores quem trabalha mais. Então, a divisão que Jesus pregou é o de dividir alegria, realizar sonho, ajudar quem tem menos que nós, isso é o que deveria acontecer até que um dia ninguém se sinta confortável em ter coisas e ver pessoas sem nada ou com tão pouco e não fazer algo para ajuda-las. E quando for dividir ou doar algo, que se coloque no lugar de quem irá receber tal doação. Pense assim: “Eu gostaria de ganhar esta roupa? Eu gostaria de ver meu filho(a) ganhando este brinquedo?” Se a resposta for negativa, não doe. E aquele que é rico deveria pensar que, se seu dinheiro não o acompanha após a desencarnação, é porque não é dele, é só um empréstimo de Deus que, um dia terá que prestar conta do uso que fez dele. O empresário de uma multinacional, por exemplo, deveria doar uma casa aos seus empregados, pelo menos, todo final de ano. Fazer um cadastro de seus empregados e presentear quem mais necessita. Isto motiva os funcionários. Outros empresários poderiam doar algo que esteja ao seu alcance também. Quem dera esta atitude virasse "moda" a ponto que todos se solidarizem com a dor do outro. Como disse Divaldo Franco: “Quem não puder doar uma estrela, doe a luz de um vagalume; quem não puder dar um jardim, ofereça uma flor; quem não puder brindar a vida, enseje um aperto de mão; quem não dispuser de um rio para saciar a sede de uma aldeia, oferte um copo de água a alguém. Porque ninguém é destituído de valor que não possa amar, nem é tão pobre que não possa alguma coisa doar.”
O mundo só vai melhorar quando melhorarmos nossas atitudes, quando aprendermos a utilizarmos os bens que Deus nos empresta sem egoísmo, enfim, quando pararmos de nos doer e começarmos a doar e nos doar. 
Pensemos nisso!

Texto de Rudymara




sexta-feira, 15 de março de 2019

O ESPÍRITO DA MALDADE



O Espírito da Maldade, que promove aflições para muita gente, vendo, em determinada manhã, um ninho de pássaros felizes, projetou destruir as pobres aves.
A mãezinha alada, muito contente, acariciava os filhotinhos, enquanto o papai voava, à procura de alimento.
O Espírito da Maldade notou aquela imensa alegria e exasperou-se. Mataria todos os passarinhos, pensou consigo. Para isto, no entanto, necessitava de alguém que o auxiliasse. Aquela ação exigia mãos humanas. Começou, então, a buscar a companhia das crianças. Quem sabe algum menino poderia obedecê-lo?
Foi a casa de Joãozinho, filho de Dona Laura, mas Joãozinho estava muito ocupado na assistência ao irmão menor, e, como o Espírito da Maldade somente pode arruinar as pessoas insinuando-se pelo pensamento, não encontrou meios de dominar a cabeça de João. Correu à residência de Zelinha, filha de Dona Carlota. Encontrou a menina trabalhando, muito atenciosa, numa blusa de tricô, sob a orientação materna, e, em vista de achar-lhe o cérebro tão cheio das idéias de agulha, fios de lã e peça por acabar, não conseguiu transmitir-lhe o propósito infeliz. Dirigiu-se, então, à chácara do senhor Vitalino, a observar se o Quincas, filho dele, estava em condições de servi-lo. Mas Quincas, justamente nessa hora, mantinha-se, obediente, sob as ordens do papai, plantando várias mudas de laranjeiras e tão alegre se encontrava, a meditar na bondade da chuva e nas laranjas do futuro, que nem de leve percebeu as idéias venenosas que o Espírito da Maldade lhe soprava na cabeça. Reconhecendo a impossibilidade de absorvê-lo, o gênio do mal lembrou-se de Marquinhos, o filho de Dona Conceição. Marquinhos era muito mimado pela mãe, que não o deixava trabalhar e lhe protegia a vadiagem. Tinha doze anos bem feitos e vivia de casa em casa a reinar na preguiça. O Espírito da Maldade procurou-o e encontrou-o, à porta de um botequim, com enorme cigarro à boca. As mãos dele estavam desocupadas e a cabeça vaga.
- "Vamos matar passarinhos?" - disse o espírito horrível aos ouvidos do preguiçoso.
Marquinhos não escutou em forma de voz, mas ouviu em forma de ideia. Saiu, de repente, com um desejo incontrolável de encontrar avezinhas para a matança.
O Espírito da Maldade, sem que ele o percebesse, conduziu-o, facilmente, até à árvore em que o ninho feliz recebia as carícias do vento. O menino, a pedradas criminosas, aniquilou pai, mãe e filhotinhos. O gênio sombrio tomara-lhe as mãos e, após o assassínio das aves, levou-o a cometer muitas faltas que lhe prejudicaram a vida, por muitos e muitos anos.
Somente mais tarde é que Marquinhos compreendeu que o Espírito da Maldade somente pode agir, no mundo, por intermédio de meninos vadios ou de homens e mulheres votados à preguiça e ao mal.

XAVIER, Francisco Cândido. Alvorada Cristã. Pelo Espírito Neio Lúcio. FEB. Capítulo 48.


HORA VAZIA 

Cuidado com a hora vazia, sem objetivo, sem atividade.
Nesse espaço, a mente engendra mecanismos de evasão e delira.
Cabeça ociosa é perigo a vista.
Mãos desocupadas facultam o desequilíbrio que se instala.
Grandes males são maquinados quando se dispõe de espaço mental em aberto.
Se, por alguma circunstância, surge-te uma hora vazia, preenche-a com uma leitura salutar, ou uma conversação positiva, ou um trabalho que aguarda oportunidade para execução, ou uma ação que te proporcione prazer . . .
O homem, quanto mais preenche os espaços mentais com as idéias do bem, mediante o estudo, a ação ou a reflexão, mais aumenta a sua capacidade e conquista mais amplos recursos para o progresso.
Estabelece um programa de realizações e visitas para os teus intervalos mentais, as tuas horas vazias, e te enriquecerás de desconhecidos tesouros de alegria e paz.
Hora vazia, nunca!


(Joanna de Ângelis – do livro: Episódios Diários – psicografado por Divaldo P. Franco)




COMO ESTAMOS EDUCANDO NOSSO FILHO PARA CONVIVER COM O DIFERENTE?

Nosso filho encontrará colegas, amigos, pessoas com a cor de pele, de cabelo, de olhos diferentes, usando óculos, gordos, magros, alto, baixo, com deficiências físicas e mentais, enfim, quando ele olha para alguém diferente dele esse alguém está olhando para ele e também vendo uma pessoa diferente. Diferente não significa pior ou melhor que ele, apenas diferente. Isto está dentro da lei divina, faz parte da necessidade evolutiva de cada um, não é para nos sentirmos superiores ou inferiores a ninguém. Como disse Lacordaire no O Evangelho segundo o Espiritismo: "Todos os homens são iguais na balança Divina e só AS VIRTUDES nos distinguem aos olhos de Deus." Na balança divina Deus não levará em conta a cor da nossa pele, nossa posição social, nossa religião, o time de futebol que torcemos, se fomos hetero ou homo, homem ou mulher, mas sim as virtudes que abrigamos dentro de nós. Então, embora sejamos diferentes, devemos tratar todos iguais, sem risos, piadas, humilhações e violência. Fazer uma pessoa se sentir triste, humilhado, infeliz, chorar, é MALDADE. Existe a violência física e a violência verbal que machuca também. Como está no O Evangelho segundo o Espiritismo, a violência verbal é a “palavra descortês, mal educada que usamos com o semelhante". Quantas pessoas cometem suicídio, adoecem, entram em depressão, querem se vingar através da violência, por serem humilhadas com piadas, chacotas e comentários que denigrem sua imagem. Cristãos, a pergunta é: "Será que estamos seguindo o ensinamento do Cristo que pede para que não façamos ao próximo o que não queremos que ele faça conosco?" "Estamos investindo na evangelização dos nossos filhos?" Como disse Kardec: É pela educação, muito mais do que pela instrução, que vamos atingir o progresso moral." Afinal, falamos em paz, mas será que estamos ensinando nossos filhos serem pacíficos? Queremos respeito, mas estamos ensinando nossos filhos a respeitar? Queremos direito, mas estamos ensinando nossos filhos que o direito dele acaba quando começa o direito do seu próximo? Então, finalizemos com a pergunta do início do texto: "COMO ESTAMOS EDUCANDO NOSSO FILHO PARA CONVIVER COM O DIFERENTE?" Pensemos nisso!

Texto de Rudymara


POR QUE OS JOGOS VIOLENTOS SÃO PERIGOSOS?



Divaldo Franco conta a história de uma criança que foi abandonada na instituição que ele preside (Mansão do Caminho). Era um menino que tinha 6 meses de vida. Conforme ele crescia eles observavam que ele gostava de confeccionar faquinhas. E dizia que queria esfaquear as mulheres que ajudavam Divaldo, só para sentir o sangue quente escorrer pelas suas mãos. Divaldo perguntava como ele sabia que o sangue era quente Ele dizia que não sabia por que, mas sabia que era quente. Divaldo conversava muito com ele, e retiravam as arminhas confeccionadas por ele. Ele cresceu, e pediu que Divaldo o emancipasse. Divaldo concordou, mas com uma condição: “que quando ele sentisse vontade de matar alguém, voltasse e matasse o Divaldo.” O menino assustou com o pedido, mas concordou. Anos depois eles se encontraram e conversa vai, conversa vem, Divaldo perguntou se o rapaz sentiu vontade de matar. Ele disse que sim, várias vezes. Mas que, cada vez que dava vontade ele via a imagem de Divaldo dizendo: “Venha e me mate primeiro.” Daí ele desistia. Então, Divaldo contou que, os espíritos lhe contaram que aquele rapaz, em outra encarnação foi um assassino.
Portanto, não sabemos o que uma criança (que é um espírito velho usando um corpo novo) foi ou fez em vida anterior. Se aquele espírito encarnado foi, por exemplo, um assassino na vida anterior, um jogo, um brinquedo, um programa violento poderá trazer lembranças do passado e incentivar ou reavivar a vontade de agir de forma violenta. O Espírito (que somos nós) passa pela infância porque durante esse período, é mais fácil assimilar a educação que recebe, de seus pais ou daquele que está com a responsabilidade de educá-la, de auxiliá-la no adiantamento. Nós não conhecemos o que a inocência das crianças esconde. Para que os Espíritos não possam mostrar excessiva severidade, eles recebem todo o aspecto da inocência. Essa inocência, muitas vezes, não constitui o que realmente eram antes. É a imagem do que deveriam ser, e não o que são. As más inclinações são cobertas com o esquecimento do passado. O amor dos pais se enfraqueceria diante do caráter áspero e intratável do Espírito encarnado. Pois não sabemos se o Espírito que recebemos com todo amor, possa ter sido um assassino, um amigo, um inimigo, um viciado ou outra coisa qualquer. Na adolescência surge o caráter real e individual, por isso mudam tanto de comportamento. Sem contar que, atraímos para perto de nós espíritos desencarnados (obsessores) com o mesmo gosto. Se foram violentos quando encarnados, buscarão espíritos encarnados violentos por afinidade. E que poderão intuir a cometer crimes e violências. Então, pais, eduquem seus filhos, exerçam sua autoridade para fiscalizar o que estão fazendo, com quem andam, colocar hora para estudar, para se divertir, para chegar em casa, ensinem a dar satisfação de onde vão, com quem vão, dar afazeres no lar como arrumar o quarto, lavar uma louça, procurar saber qual é seu comportamento na escola com os colegas, professores e funcionários, enfim, acompanhem o dia a dia deles, elogie o que fizerem de certo e corrijam o que fizerem de errado. Muitos pais estão se esforçando para dar tudo para agradar os filhos, mas estão se esquecendo de dar o mais importante: VALORES MORAIS. Celular, roupas, sapatos e outras coisas passageiras quebram, estragam e podem ser substituído, mas os valores morais são para sempre, até após a desencarnação. Pensemos nisso!


Compilação de Rudymara

terça-feira, 5 de março de 2019

O BEM CONTRA O MAL

A Gaviões da Fiel desfilou na avenida do samba este ano (2019) mostrando a luta do bem contra o mal e isto repercutiu muito mal entre muitas pessoas. Mas, vamos analisar o fato com calma? Chocou por que? Porque a encenação foi forte, mas o tema é verdadeiro, atual e faz muitos de nós questionarmos nossa fé. Para nós espíritas “O Bem é proceder de acordo com a Lei de Deus; e o Mal é desrespeitá-la” como se encontra na questão 629 em O Livro dos Espíritos. Daí perguntamos: "Dentro de nós, quem está vencendo?" Afinal, muitos de nós nos dizemos cristãos, mas nossas atitudes no lar, na escola, na via pública, no trabalho, nas redes sociais, enfim, no dia a dia, demonstram o contrário. Será que faríamos certas coisas se Jesus estivesse diariamente nos acompanhando fisicamente? Estão dizendo que é desrespeito o que a escola fez com a imagem de Jesus, mas e nós, será que não o desrespeitamos todos os dias quando transgredimos as leis de Deus trazidas por ele? Será que nossos vícios, ódios, mentiras, revides, abusos, enganações, trapaças, desrespeito com o próximo e o distante, com o diferente de nós, com os pais, professores, bens públicos, com o cônjuge, com a religião alheia, com o corpo físico que nos foi emprestado por Deus, com os animais, a Natureza, com os idosos, crianças, violência, sexo desregrado, aborto e outros, também não são atos desrespeitosos? Ser cristão vai muito além de frequentar uma religião e seguir seus dogmas e rituais. Ser cristão é viver o cristianismo, ou seja, fé tem que ser com obras senão é morta. Kardec perguntou aos Espíritos na questão 932: POR QUE O MAL GERALMENTE VENCE O BEM? E eles responderam: “Por fraqueza dos bons é que vemos com frequência no mundo, a influência dos maus vencerem a influência dos bons. Porque os maus são intrigantes e audaciosos, e os bons são tímidos. E que, quando os bons quiserem, predominarão.” Então, podemos concluir que o mal só vence quando o bem se omite. E o bem, como já dissemos, é proceder de acordo com a lei de Deus. Será que estamos ajudando Jesus nesta luta de implantar o bem na Terra? Pensemos nisso!
Texto de Rudymara

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

A MORTE NA VISÃO ESPÍRITA



Para os seguidores do Espiritismo, a morte não existe. O espírito usa o corpo físico como instrumento para se aprimorar através da expiação ou da provação. O corpo é uma veste e a reencarnação (retorno ao corpo carnal) serve para o espírito evoluir. Uns desencarnam no tempo previsto, outros antecipam a desencarnação com abusos e outros ainda prolongam o tempo (moratória) quando, por exemplo, estão num trabalho importante em prol da sociedade. Quando o corpo morre, o espírito se desliga e, cada um irá para onde sua consciência o levar, porque é nela que estão escritos as leis de Deus e é ela que irá fazer o julgamento que será de acordo com o que fizemos ou deixamos de fazer quando encarnados: “A cada um segundo suas obras”. Uns passam pelo Umbral, como disse André Luiz, uma "região destinada a esgotamento de resíduos mentais”, para depois irem para uma das colonias espirituais e, outros irão direto para uma das muitas colonias espirituais onde entenderão sua condição de desencarnado e lá ficarão se reequilibrando, estudando e se preparando para uma nova encarnação. Com a reencarnação, o espírito adquire experiências e evolui. A cada encarnação o Espírito ganha um novo corpo físico que poderá ser um corpo feminino ou masculino, em raça diferente da última encarnação, saudável ou com determinada limitação física ou mental, seguindo sempre a lei de causa e feito, enfim, conforme a necessidade de aprendizado e, encarnaremos quantas vezes forem necessários, até “pagarmos o último ceitil” e assim atingir a perfeição. Portanto, ninguém morre, apenas retorna ao plano espiritual, local de onde veio. O importante é entendermos que encarnamos para evoluir, tentando ser hoje melhor do que fomos ontem e sendo amanhã melhor do que estamos sendo hoje conosco e com o próximo. Assim, diminuiremos nossos débitos e teremos, consequentemente, cada vez menos dores e aflições a resgatar. Então, façamos isto o mais breve possível, afinal, não sabemos quando seremos chamados para prestarmos contas.

Texto de Rudymara


sábado, 2 de fevereiro de 2019

MORTE COLETIVA NA VISÃO ESPÍRITA


Divaldo diz que: "As mortes coletivas acontecem por fenômenos cármicos, decorrência natural da lei de causalidade. Aqueles que coletivamente feriram, magoaram, agrediram, desrespeitaram, as leis de uma ou de outra forma, encontram-se nas sucessivas jornadas da reencarnação para coletivamente resgatarem os crimes perpetuados." Estas pessoas são atraídas para um local onde possivelmente haverá um desastre natural (tsunami, terremoto, furacão e outros) ou desastres anunciados pela imprevidência do homem (Mariana, Brumadinho, Boate de Santa Maria, etc.), ocasionados por erros técnicos, erro de engenharia, erro na direção da empresa, erros políticos e por vários interesses mesquinhos consequência da inferioridade humana. Enfim, o mundo está cheio de injustiça, causada pelo homem que ainda é imperfeito, mas não tem nenhum injustiçado pela lei divina. Como disseram os espíritos na questão 741, “muitos flagelos resultam da imprevidência do homem”. Ninguém nasce para matar, assaltar ou delinquir, apenas fazem mau uso do livre arbítrio, daí sofrem as consequências, nesta ou em outra encarnação. Mas, "o amor cobre multidão de débitos", ou seja, os que se dedicam ao Bem, à caridade, ao amor ao próximo, podem mudar seu carma. Como explica Divaldo: "Aqueles que individualmente se acham renovados pelo processo da renovação moral, aqueles que conseguiram romper as amarras do grupo, pelo Bem que fizeram, naturalmente minimizaram as consequências do Mal que realizaram, e muitas vezes são poupados, estão excluídos do débito coletivo pelo Bem que individualmente fizeram. Muitas vezes, num acidente aéreo, uma pessoa escapa; outro chega ao balcão do aeroporto e acaba de perder o voo. Mas aquele “perder” de um voo foi o “ganhar” da existência planetária; num acidente alguém consegue sobreviver." Mas, não nos esqueçamos que, ninguém morre, apenas voltam de onde vieram antes de nós. Oremos aos desencarnados e aos seus familiares que ficaram. Deus não desampara ninguém. Estes momentos devem servir de reflexão, de buscarmos o verdadeiro sentido da vida que, para nós espíritas é EVOLUIR. Precisamos viver sem achar que viveremos eternamente na Terra ou que nascemos para apenas "curtir" a vida. Precisamos questionar: "O que Deus espera de nós?" O importante é modificarmos "para melhor" nossas atitudes em relação a nós mesmos a ao próximo, para amenizarmos nossos débitos do passado ou para não contrairmos débitos para o futuro. Afinal, não sabemos quais são nossos débitos do passado e quando seremos chamados a resgatar ou prestar contas.

Texto de Rudymara