sexta-feira, 15 de março de 2019

O ESPÍRITO DA MALDADE



O Espírito da Maldade, que promove aflições para muita gente, vendo, em determinada manhã, um ninho de pássaros felizes, projetou destruir as pobres aves.
A mãezinha alada, muito contente, acariciava os filhotinhos, enquanto o papai voava, à procura de alimento.
O Espírito da Maldade notou aquela imensa alegria e exasperou-se. Mataria todos os passarinhos, pensou consigo. Para isto, no entanto, necessitava de alguém que o auxiliasse. Aquela ação exigia mãos humanas. Começou, então, a buscar a companhia das crianças. Quem sabe algum menino poderia obedecê-lo?
Foi a casa de Joãozinho, filho de Dona Laura, mas Joãozinho estava muito ocupado na assistência ao irmão menor, e, como o Espírito da Maldade somente pode arruinar as pessoas insinuando-se pelo pensamento, não encontrou meios de dominar a cabeça de João. Correu à residência de Zelinha, filha de Dona Carlota. Encontrou a menina trabalhando, muito atenciosa, numa blusa de tricô, sob a orientação materna, e, em vista de achar-lhe o cérebro tão cheio das idéias de agulha, fios de lã e peça por acabar, não conseguiu transmitir-lhe o propósito infeliz. Dirigiu-se, então, à chácara do senhor Vitalino, a observar se o Quincas, filho dele, estava em condições de servi-lo. Mas Quincas, justamente nessa hora, mantinha-se, obediente, sob as ordens do papai, plantando várias mudas de laranjeiras e tão alegre se encontrava, a meditar na bondade da chuva e nas laranjas do futuro, que nem de leve percebeu as idéias venenosas que o Espírito da Maldade lhe soprava na cabeça. Reconhecendo a impossibilidade de absorvê-lo, o gênio do mal lembrou-se de Marquinhos, o filho de Dona Conceição. Marquinhos era muito mimado pela mãe, que não o deixava trabalhar e lhe protegia a vadiagem. Tinha doze anos bem feitos e vivia de casa em casa a reinar na preguiça. O Espírito da Maldade procurou-o e encontrou-o, à porta de um botequim, com enorme cigarro à boca. As mãos dele estavam desocupadas e a cabeça vaga.
- "Vamos matar passarinhos?" - disse o espírito horrível aos ouvidos do preguiçoso.
Marquinhos não escutou em forma de voz, mas ouviu em forma de ideia. Saiu, de repente, com um desejo incontrolável de encontrar avezinhas para a matança.
O Espírito da Maldade, sem que ele o percebesse, conduziu-o, facilmente, até à árvore em que o ninho feliz recebia as carícias do vento. O menino, a pedradas criminosas, aniquilou pai, mãe e filhotinhos. O gênio sombrio tomara-lhe as mãos e, após o assassínio das aves, levou-o a cometer muitas faltas que lhe prejudicaram a vida, por muitos e muitos anos.
Somente mais tarde é que Marquinhos compreendeu que o Espírito da Maldade somente pode agir, no mundo, por intermédio de meninos vadios ou de homens e mulheres votados à preguiça e ao mal.

XAVIER, Francisco Cândido. Alvorada Cristã. Pelo Espírito Neio Lúcio. FEB. Capítulo 48.


HORA VAZIA 

Cuidado com a hora vazia, sem objetivo, sem atividade.
Nesse espaço, a mente engendra mecanismos de evasão e delira.
Cabeça ociosa é perigo a vista.
Mãos desocupadas facultam o desequilíbrio que se instala.
Grandes males são maquinados quando se dispõe de espaço mental em aberto.
Se, por alguma circunstância, surge-te uma hora vazia, preenche-a com uma leitura salutar, ou uma conversação positiva, ou um trabalho que aguarda oportunidade para execução, ou uma ação que te proporcione prazer . . .
O homem, quanto mais preenche os espaços mentais com as idéias do bem, mediante o estudo, a ação ou a reflexão, mais aumenta a sua capacidade e conquista mais amplos recursos para o progresso.
Estabelece um programa de realizações e visitas para os teus intervalos mentais, as tuas horas vazias, e te enriquecerás de desconhecidos tesouros de alegria e paz.
Hora vazia, nunca!


(Joanna de Ângelis – do livro: Episódios Diários – psicografado por Divaldo P. Franco)




COMO ESTAMOS EDUCANDO NOSSO FILHO PARA CONVIVER COM O DIFERENTE?

Nosso filho encontrará colegas, amigos, pessoas com a cor de pele, de cabelo, de olhos diferentes, usando óculos, gordos, magros, alto, baixo, com deficiências físicas e mentais, enfim, quando ele olha para alguém diferente dele esse alguém está olhando para ele e também vendo uma pessoa diferente. Diferente não significa pior ou melhor que ele, apenas diferente. Isto está dentro da lei divina, faz parte da necessidade evolutiva de cada um, não é para nos sentirmos superiores ou inferiores a ninguém. Como disse Lacordaire no O Evangelho segundo o Espiritismo: "Todos os homens são iguais na balança Divina e só AS VIRTUDES nos distinguem aos olhos de Deus." Na balança divina Deus não levará em conta a cor da nossa pele, nossa posição social, nossa religião, o time de futebol que torcemos, se fomos hetero ou homo, homem ou mulher, mas sim as virtudes que abrigamos dentro de nós. Então, embora sejamos diferentes, devemos tratar todos iguais, sem risos, piadas, humilhações e violência. Fazer uma pessoa se sentir triste, humilhado, infeliz, chorar, é MALDADE. Existe a violência física e a violência verbal que machuca também. Como está no O Evangelho segundo o Espiritismo, a violência verbal é a “palavra descortês, mal educada que usamos com o semelhante". Quantas pessoas cometem suicídio, adoecem, entram em depressão, querem se vingar através da violência, por serem humilhadas com piadas, chacotas e comentários que denigrem sua imagem. Cristãos, a pergunta é: "Será que estamos seguindo o ensinamento do Cristo que pede para que não façamos ao próximo o que não queremos que ele faça conosco?" "Estamos investindo na evangelização dos nossos filhos?" Como disse Kardec: É pela educação, muito mais do que pela instrução, que vamos atingir o progresso moral." Afinal, falamos em paz, mas será que estamos ensinando nossos filhos serem pacíficos? Queremos respeito, mas estamos ensinando nossos filhos a respeitar? Queremos direito, mas estamos ensinando nossos filhos que o direito dele acaba quando começa o direito do seu próximo? Então, finalizemos com a pergunta do início do texto: "COMO ESTAMOS EDUCANDO NOSSO FILHO PARA CONVIVER COM O DIFERENTE?" Pensemos nisso!

Texto de Rudymara


POR QUE OS JOGOS VIOLENTOS SÃO PERIGOSOS?



Divaldo Franco conta a história de uma criança que foi abandonada na instituição que ele preside (Mansão do Caminho). Era um menino que tinha 6 meses de vida. Conforme ele crescia eles observavam que ele gostava de confeccionar faquinhas. E dizia que queria esfaquear as mulheres que ajudavam Divaldo, só para sentir o sangue quente escorrer pelas suas mãos. Divaldo perguntava como ele sabia que o sangue era quente Ele dizia que não sabia por que, mas sabia que era quente. Divaldo conversava muito com ele, e retiravam as arminhas confeccionadas por ele. Ele cresceu, e pediu que Divaldo o emancipasse. Divaldo concordou, mas com uma condição: “que quando ele sentisse vontade de matar alguém, voltasse e matasse o Divaldo.” O menino assustou com o pedido, mas concordou. Anos depois eles se encontraram e conversa vai, conversa vem, Divaldo perguntou se o rapaz sentiu vontade de matar. Ele disse que sim, várias vezes. Mas que, cada vez que dava vontade ele via a imagem de Divaldo dizendo: “Venha e me mate primeiro.” Daí ele desistia. Então, Divaldo contou que, os espíritos lhe contaram que aquele rapaz, em outra encarnação foi um assassino.
Portanto, não sabemos o que uma criança (que é um espírito velho usando um corpo novo) foi ou fez em vida anterior. Se aquele espírito encarnado foi, por exemplo, um assassino na vida anterior, um jogo, um brinquedo, um programa violento poderá trazer lembranças do passado e incentivar ou reavivar a vontade de agir de forma violenta. O Espírito (que somos nós) passa pela infância porque durante esse período, é mais fácil assimilar a educação que recebe, de seus pais ou daquele que está com a responsabilidade de educá-la, de auxiliá-la no adiantamento. Nós não conhecemos o que a inocência das crianças esconde. Para que os Espíritos não possam mostrar excessiva severidade, eles recebem todo o aspecto da inocência. Essa inocência, muitas vezes, não constitui o que realmente eram antes. É a imagem do que deveriam ser, e não o que são. As más inclinações são cobertas com o esquecimento do passado. O amor dos pais se enfraqueceria diante do caráter áspero e intratável do Espírito encarnado. Pois não sabemos se o Espírito que recebemos com todo amor, possa ter sido um assassino, um amigo, um inimigo, um viciado ou outra coisa qualquer. Na adolescência surge o caráter real e individual, por isso mudam tanto de comportamento. Sem contar que, atraímos para perto de nós espíritos desencarnados (obsessores) com o mesmo gosto. Se foram violentos quando encarnados, buscarão espíritos encarnados violentos por afinidade. E que poderão intuir a cometer crimes e violências. Então, pais, eduquem seus filhos, exerçam sua autoridade para fiscalizar o que estão fazendo, com quem andam, colocar hora para estudar, para se divertir, para chegar em casa, ensinem a dar satisfação de onde vão, com quem vão, dar afazeres no lar como arrumar o quarto, lavar uma louça, procurar saber qual é seu comportamento na escola com os colegas, professores e funcionários, enfim, acompanhem o dia a dia deles, elogie o que fizerem de certo e corrijam o que fizerem de errado. Muitos pais estão se esforçando para dar tudo para agradar os filhos, mas estão se esquecendo de dar o mais importante: VALORES MORAIS. Celular, roupas, sapatos e outras coisas passageiras quebram, estragam e podem ser substituído, mas os valores morais são para sempre, até após a desencarnação. Pensemos nisso!


Compilação de Rudymara

terça-feira, 5 de março de 2019

O BEM CONTRA O MAL

A Gaviões da Fiel desfilou na avenida do samba este ano (2019) mostrando a luta do bem contra o mal e isto repercutiu muito mal entre muitas pessoas. Mas, vamos analisar o fato com calma? Chocou por que? Porque a encenação foi forte, mas o tema é verdadeiro, atual e faz muitos de nós questionarmos nossa fé. Para nós espíritas “O Bem é proceder de acordo com a Lei de Deus; e o Mal é desrespeitá-la” como se encontra na questão 629 em O Livro dos Espíritos. Daí perguntamos: "Dentro de nós, quem está vencendo?" Afinal, muitos de nós nos dizemos cristãos, mas nossas atitudes no lar, na escola, na via pública, no trabalho, nas redes sociais, enfim, no dia a dia, demonstram o contrário. Será que faríamos certas coisas se Jesus estivesse diariamente nos acompanhando fisicamente? Estão dizendo que é desrespeito o que a escola fez com a imagem de Jesus, mas e nós, será que não o desrespeitamos todos os dias quando transgredimos as leis de Deus trazidas por ele? Será que nossos vícios, ódios, mentiras, revides, abusos, enganações, trapaças, desrespeito com o próximo e o distante, com o diferente de nós, com os pais, professores, bens públicos, com o cônjuge, com a religião alheia, com o corpo físico que nos foi emprestado por Deus, com os animais, a Natureza, com os idosos, crianças, violência, sexo desregrado, aborto e outros, também não são atos desrespeitosos? Ser cristão vai muito além de frequentar uma religião e seguir seus dogmas e rituais. Ser cristão é viver o cristianismo, ou seja, fé tem que ser com obras senão é morta. Kardec perguntou aos Espíritos na questão 932: POR QUE O MAL GERALMENTE VENCE O BEM? E eles responderam: “Por fraqueza dos bons é que vemos com frequência no mundo, a influência dos maus vencerem a influência dos bons. Porque os maus são intrigantes e audaciosos, e os bons são tímidos. E que, quando os bons quiserem, predominarão.” Então, podemos concluir que o mal só vence quando o bem se omite. E o bem, como já dissemos, é proceder de acordo com a lei de Deus. Será que estamos ajudando Jesus nesta luta de implantar o bem na Terra? Pensemos nisso!
Texto de Rudymara

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

A MORTE NA VISÃO ESPÍRITA



Para os seguidores do Espiritismo, a morte não existe. O espírito usa o corpo físico como instrumento para se aprimorar através da expiação ou da provação. O corpo é uma veste e a reencarnação (retorno ao corpo carnal) serve para o espírito evoluir. Uns desencarnam no tempo previsto, outros antecipam a desencarnação com abusos e outros ainda prolongam o tempo (moratória) quando, por exemplo, estão num trabalho importante em prol da sociedade. Quando o corpo morre, o espírito se desliga e, cada um irá para onde sua consciência o levar, porque é nela que estão escritos as leis de Deus e é ela que irá fazer o julgamento que será de acordo com o que fizemos ou deixamos de fazer quando encarnados: “A cada um segundo suas obras”. Uns passam pelo Umbral, como disse André Luiz, uma "região destinada a esgotamento de resíduos mentais”, para depois irem para uma das colonias espirituais e, outros irão direto para uma das muitas colonias espirituais onde entenderão sua condição de desencarnado e lá ficarão se reequilibrando, estudando e se preparando para uma nova encarnação. Com a reencarnação, o espírito adquire experiências e evolui. A cada encarnação o Espírito ganha um novo corpo físico que poderá ser um corpo feminino ou masculino, em raça diferente da última encarnação, saudável ou com determinada limitação física ou mental, seguindo sempre a lei de causa e feito, enfim, conforme a necessidade de aprendizado e, encarnaremos quantas vezes forem necessários, até “pagarmos o último ceitil” e assim atingir a perfeição. Portanto, ninguém morre, apenas retorna ao plano espiritual, local de onde veio. O importante é entendermos que encarnamos para evoluir, tentando ser hoje melhor do que fomos ontem e sendo amanhã melhor do que estamos sendo hoje conosco e com o próximo. Assim, diminuiremos nossos débitos e teremos, consequentemente, cada vez menos dores e aflições a resgatar. Então, façamos isto o mais breve possível, afinal, não sabemos quando seremos chamados para prestarmos contas.

Texto de Rudymara


sábado, 2 de fevereiro de 2019

MORTE COLETIVA NA VISÃO ESPÍRITA


Divaldo diz que: "As mortes coletivas acontecem por fenômenos cármicos, decorrência natural da lei de causalidade. Aqueles que coletivamente feriram, magoaram, agrediram, desrespeitaram, as leis de uma ou de outra forma, encontram-se nas sucessivas jornadas da reencarnação para coletivamente resgatarem os crimes perpetuados." Estas pessoas são atraídas para um local onde possivelmente haverá um desastre natural (tsunami, terremoto, furacão e outros) ou desastres anunciados pela imprevidência do homem (Mariana, Brumadinho, Boate de Santa Maria, etc.), ocasionados por erros técnicos, erro de engenharia, erro na direção da empresa, erros políticos e por vários interesses mesquinhos consequência da inferioridade humana. Enfim, o mundo está cheio de injustiça, causada pelo homem que ainda é imperfeito, mas não tem nenhum injustiçado pela lei divina. Como disseram os espíritos na questão 741, “muitos flagelos resultam da imprevidência do homem”. Ninguém nasce para matar, assaltar ou delinquir, apenas fazem mau uso do livre arbítrio, daí sofrem as consequências, nesta ou em outra encarnação. Mas, "o amor cobre multidão de débitos", ou seja, os que se dedicam ao Bem, à caridade, ao amor ao próximo, podem mudar seu carma. Como explica Divaldo: "Aqueles que individualmente se acham renovados pelo processo da renovação moral, aqueles que conseguiram romper as amarras do grupo, pelo Bem que fizeram, naturalmente minimizaram as consequências do Mal que realizaram, e muitas vezes são poupados, estão excluídos do débito coletivo pelo Bem que individualmente fizeram. Muitas vezes, num acidente aéreo, uma pessoa escapa; outro chega ao balcão do aeroporto e acaba de perder o voo. Mas aquele “perder” de um voo foi o “ganhar” da existência planetária; num acidente alguém consegue sobreviver." Mas, não nos esqueçamos que, ninguém morre, apenas voltam de onde vieram antes de nós. Oremos aos desencarnados e aos seus familiares que ficaram. Deus não desampara ninguém. Estes momentos devem servir de reflexão, de buscarmos o verdadeiro sentido da vida que, para nós espíritas é EVOLUIR. Precisamos viver sem achar que viveremos eternamente na Terra ou que nascemos para apenas "curtir" a vida. Precisamos questionar: "O que Deus espera de nós?" O importante é modificarmos "para melhor" nossas atitudes em relação a nós mesmos a ao próximo, para amenizarmos nossos débitos do passado ou para não contrairmos débitos para o futuro. Afinal, não sabemos quais são nossos débitos do passado e quando seremos chamados a resgatar ou prestar contas.

Texto de Rudymara


ONDE ESTAVA DEUS?



Nas tragédias de Mariana, de Brumadinho e outras mais, muitos questionam:
“Onde estava Deus?”
Eu respondo que:
- Deus estava ausente na “atitude das pessoas”.
Deus nos mandou as regras do bem viver através de Jesus, mas nós vivemos como se tudo isso fosse besteira e ultrapassado.
Buscamos Deus nos cultos nos dias e horas certas dentro das casas religiosas, mas fora dela, não fazemos a Sua vontade.
Deus nunca está ausente, nós que nos afastamos Dele quando não colocamos em prática Seus ensinamentos.
Quando alguém paga propina para legalizar algo ilegal, foi Deus que o ensinou a fazer isso? Quem recebe propina para legalizar algo que pode colocar vidas em risco no futuro, foi Deus que ensinou isso? Político que é pago para fazer leis que regem o bem viver de uma sociedade e não faz, foi Deus que o instruiu? Ser fiscal relapso é de instrução divina? Ser ganancioso, ambicioso e egoísta é ensinamento divino? 
Os espíritos disseram na questão 741 que, “muitos flagelos resultam da imprevidência do homem”. Ninguém nasce para matar, assaltar ou delinquir, apenas fazem mau uso do livre arbítrio, daí sofrem as consequências.
Muitos de nós somos imprevidentes porque acreditamos que as tragédias só acontecessem com os outros. Muitos de nós só agimos com prudência por medo de levar multa, de ser preso ou ser punido de alguma forma. Muitos de nós só temos precauções após uma tragédia, um sofrimento ou dor. Muitos são imprevidentes porque só se preocupam com o dinheiro que irão ganhar, mesmo sabendo que aquilo poderá prejudicar pessoas. 
Infelizmente, ainda somos muito egoístas, imediatistas e materialistas, por isso, num momento desses, queremos colocar a culpa em Deus. Há quem afirme ser vingança divina. Lembremos que vingança é um sentimento de espíritos inferiores, e não de um ser perfeito, bom e justo como Deus é. E se Ele fosse se vingar dos seus filhos rebeldes, que transgridem as suas leis, poucos restariam no mundo. Deus apenas faz leis que regem a lei de causa e efeito. Não podemos esquecer que, a maioria de nós tem algo a resgatar, porque somos devedores perante a lei de Deus. Salvo os casos onde o Espírito pede, antes de encarnar, uma prova difícil ou dolorosa. Exemplo: para adiantar sua evolução, para despertar familiares a observar sua fé e por tantos outros motivos. Fora estes casos, a maioria são devedores, uns resgatam individualmente, outros coletivamente. Precisamos observar também que, nem todas as mortes, por exemplo, por asfixia significa que os desencarnados mataram alguém asfixiado. Quem mata alguém, por exemplo, com um tiro no coração, pode resgatar nascendo ou contraindo, durante a vida, um problema no coração. Mas, como explica Divaldo Franco, "as mortes coletivas acontecem por fenômenos cármicos, decorrência natural da lei de causalidade. Aqueles que coletivamente feriram, magoaram, agrediram, desrespeitaram, as leis de uma ou de outra forma, encontram-se nas sucessivas jornadas da reencarnação para coletivamente resgatarem os crimes perpetuados." A justiça divina, apenas se aproveita das catástrofes decorrentes da imprevidência dos homens ou das leis da Natureza (maremoto, terremoto, tsunami, etc) para fazer resgates. 
Enfim , o momento é de reflexão, de buscarmos o verdadeiro sentido da vida (que é evoluir), de entendermos que precisamos viver sem achar que "morreu acabou" ou que nascemos apenas para "curtir" a vida. Precisamos questionar: "O que Deus espera de nós?" O importante é modificarmos "para melhor" nossas atitudes em relação a nós mesmos a ao próximo, para amenizarmos nossos débitos do passado ou para não adquirirmos débitos no futuro. Afinal, não sabemos quando seremos chamados a prestar contas. No momento só nos resta orar pelos desencarnados, pelos encarnados que sobreviveram e aos familiares que sofrem com a desencarnação de seus entes queridos. Pensemos nisso!


Texto de Rudymara

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

JOÃO DE DEUS NÃO É MÉDIUM ESPÍRITA



Mediunidade não é propriedade dos espíritas. Dentro de todas as religiões e fora delas há médiuns, porque todos somos médiuns de alguma forma. Só que alguns são médiuns ostensivos, ou seja, são aqueles que ouvem, vêem desencarnados, psicografam, curam, enfim, são vários os tipos de mediunidade. Portanto, há médiuns espíritas e médiuns que não são espíritas. Uns chamam de profetas, outros de cavalo, etc. Uns falam em línguas, outros dizem receber o espírito santo e outros. Na Bíblia há muitos relatos de pessoas que tiveram mediunidade de ver espíritos, de falar com eles e de até curar. Na transfiguração, por exemplo, Jesus evocou dois mortos: Elias e Moisés. Os apóstolos Pedro, Tiago e João viram e ouviram estes espíritos. No antigo testamento (época que nem existia o Espiritismo), o rei Saul buscou uma necromante (médium) para conversar com Samuel que já estava “morto”. Essa passagem está em I Samuel, cap. 28: vv 8 á 15. Mas, por que Moisés proibiu "evocar mortos"? Porque tal prática era possível, e além de ser possível dela se abusava. No livro Números, antigo testamento, Moisés recebeu queixas de Josué que dizia haver dois homens profetizando (usando a mediunidade) nos arredores de Israel. Era Eldade e Medade. Moisés quis saber o que ambos faziam e ele foi informado que estavam curando, orientando, ajudando, etc.. Então, Moisés disse:
- Quem dera todo o povo do Senhor fosse profeta (médium) e que o Senhor pusesse o Seu Espírito sobre ele.
Então, o problema com Moisés não era com o profetismo (mediunidade) e sim com o mau profetismo. A exploração do profetismo. Por isso, quem é espírita trabalha com a mediunidade de forma séria, sem cobrar nada de ninguém. O único método de cura que utilizamos é através do passe (imposição de mãos), sem cortes e macas e, não a utilizamos para consultar espíritos. Enfim, podemos concluir que todo espírita é espiritualista (porque crê em algo além da matéria), mas nem todo espiritualista é espírita (porque não segue os ensinamentos trazidos pelos espíritos através de Allan Kardec). Portanto, João de Deus não é médium espírita. Então, antes de julgarmos (embora "julgar" não seja um ato cristão) uma religião, busquemos conhecer a verdade. As pessoas não devem se esquecer da história impar do Espiritismo por causa da falha moral de uma pessoa que nem é espírita. Esquecem o exemplo de Chico Xavier, Bezerra de Menezes, Divaldo Franco e outros para denegrir a doutrina espírita. O mesmo respeito que queremos que tenham com a nossa religião, tenhamos com a religião dos outros. Pensemos nisso!


Rudymara



sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

SÍNDROME DE PILATOS


Jesus vos deu o exemplo da caridade e Pôncio Pilatos o do egoísmo, pois, quando o Justo vai percorrer as santas estações do seu martírio, Pilatos lava as mãos dizendo: 
- Que me importa! 
Ainda hoje encontramos muitos Pilatos da era moderna. São aqueles que buscam seus interesses pessoais sem medir as consequências de tais atitudes. Querem enriquecer, se manter no poder ou obter alguma vantagem, mesmo que tenha que prejudicar outras pessoas. Vivem como se nunca fossem prestar contas de seus atos. Sem observar que Jesus trouxe uma regra de ouro que, caso seguíssemos, muitos males seriam evitados que é: "devemos fazer ao próximo o que queremos que ele nos faça." E, por não seguir tal regra, infelizmente, muitos ainda pensam e agem como Pilatos:
- Que me importa a morte de pessoas numa fila de hospital, sem remédio, sem tratamento, soterrado pela lama, acidentado nas estradas esburacadas e outros, desde que eu esteja rico(a), desde que eu tenha levado vantagem.
Mas Jesus alerta: "Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?"
Pensemos nisso!




Rudymara


CRIANÇAS MIMADAS


"Pais que mimam filhos estão criando geração de incapazes de lidar com frustração." 
Muitos pais querem poupar os filhos de ouvir "não pode", de ter que seguir regras, de ter disciplina, respeito. Daí, qd se deparam com o mundo fora do lar, se assustam, porque nem todos terão o mesmo comportamento dos pais, aí eles se revoltarão, se sentirão frustrados e buscarão uma fuga para isso. Muitos entram em depressão, começam a usar drogas lícitas e ilícitas, se tornarão violentos com quem não faz sua vontade, se matam. Quem ama ensina, corrige, diz sim e não no momento certo, prepara os filhos para o mundo, que não passará a mão na cabeça. Filhos são espíritos velhos em corpos novos, eles chegam até nós pela vontade de Deus que conta com os pais ou responsáveis com a sua educação para que sejam cidadãos de bem, fortes emocionalmente e úteis para a sociedade, ou seja, para que façamos com que eles retornem à pátria espiritual melhores do que chegaram. Pensemos nisso!

Rudymara