domingo, 13 de janeiro de 2019

DEUS E JESUS ESTÃO DENTRO E FORA DE TODAS AS RELIGIÕES


Jesus não veio trazer uma RELIGIÃO, mas ENSINAMENTOS. A religião foi criada pelos homens, cada um criou conforme sua interpretação das escrituras cristãs ou interesse pessoal. Muitos discutem alegando que esta ou aquela religião é a melhor. Mas a melhor é aquela que ajuda a pessoa a ser melhor. Uns conseguem se melhorar em uma religião e outros em outra. Basta observar que dentro de todas as religiões há quem siga os ensinamentos do Cristo e outros não, desde os sacerdotes aos fiéis. Há fatos históricos dentro das religiões, de abusos, mortes, torturas, explorações, enriquecimento, ou seja, tudo que foge dos ensinamentos de Deus trazidos pelo Cristo. É incoerente se dizer desta ou daquela religião cristã e enganar, abusar, maltratar um animal, um idoso, uma criança, um alcoólatra, um doente, um morador de rua, um indígena, enfim, fazer aos que convivem conosco nessa vida o que não queremos que eles nos façam. Ser religioso não é apenas frequentar o templo religioso, seguir seus rituais e dogmas como o batismo, por exemplo, e fora do templo ter uma conduta imoral, irresponsável, indisciplinada, desrespeitosa com sua vida e com a dos outros. Podemos enganar todos e a nós mesmos, mas nunca enganaremos as leis de Deus.Como disse Divaldo Franco: "O importante não é a religião adotada, mas o comportamento nela assumido." Disse ele também: "Eu respeito muito mais um ateu digno do que um religioso hipócrita." Portanto, Deus e Jesus não são propriedades desta ou daquela religião. Eles estão onde precisam deles, seja dentro ou fora dos templos religiosos. Seremos avaliados, pela lei divina, pelo bem e pelo mal que praticarmos ou pelo bem que deixarmos de realizar e não pela religião que frequentamos. Como disse Jesus: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus", isto significa que ganhará o reino dos céus quem se esforçar para viver os ensinamentos trazidos por Jesus e não por aquele que frequenta esta ou aquela religião.  Disse também: "A cada um segundo suas obras", e não segundo sua religião.  Pensemos nisso!

Rudymara



terça-feira, 8 de janeiro de 2019

INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO





Os fariseus chegaram tentando Jesus e dizendoPorventura é correto um homem repudiar (separar, divorciar) da sua mulher, por qualquer causa?
Jesus, respondeuVcs não tem lido (nas leis escritas por Moisés) que quem criou o homem (o ser humano), desde o princípio os fez macho e fêmea (dois seres de sexo diferentes)? Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne?        E qd os dois se tornarem uma só carne, o homem (a lei do homem ou a lei humana)não separará o que Deus ajuntou.”  Os fariseus voltaram a perguntar: Por que Moisés mandou o homem dar à sua mulher carta de desquite, e repudiá-la? Jesus respondeu: Porque Moisés, pela dureza de vossos corações, vos permitiu repudiar (separar) vossas mulheres, mas ao princípio não foi assim. Mas, Eu (Jesus), vos declaro, que todo aquele que repudiar sua mulher, se não for por causa da fornicação (traição), e casar com outra, comete adultério, e o que se casar com a que o outro repudiou, comete adultério. (Mateus, XIX: 3-9)

A passagem do evangelho começa assim: OS FARISEUS CHEGARAM TENTANDO JESUS. Por que tentando? Por que os judeus decoravam todas as leis de Moisés, achavam sagradas e, quem as transgredissem, eram punidos severamente. Então, eles faziam perguntas para Jesus para vê se ele se colocava contra a lei de Moisés, assim eles teriam a chance de puni-lo. Mas, Jesus, foi criado dentro do judaísmo, conhecia todas as leis e conhecia a intenção dos fariseus.  Então:

Os fariseus chegaram tentando Jesus e dizendoPorventura é correto um homem repudiar (separar, divorciar) da sua mulher, por qualquer causa?
Ao tempo de Jesus vigorava entre os judeus a poligamia. Era um costume machista, típico da época que beneficiava os homens. As mulheres, nem pensar! Os grandes líderes da época, como o rei David e o rei Salomão, tiveram várias esposas e incontáveis concubinas. Consta que Salomão montou um harém particular com perto de mil mulheres. Eram tempos difíceis para a mulher. Não passava de escrava do homem, objeto de seus desejos... Seu amo e senhor podia livrar-se dela quando bem entendesse. Bastava entregar-lhe uma carta de (repúdio) divórcio e pronto – a união estava desfeita.
Jesus, respondeuVcs não tem lido (nas leis escritas por Moisés) que quem criou o homem (o ser humano), desde o princípio os fez macho e fêmea (dois seres de sexo diferentes)? Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne? Se tornarão uma só carne no sentido material e espiritual. Material é a união dos sexos para que ambos deem a oportunidade à espíritos encarnarem para passarem por provas e expiações. E espiritual no sentido de ambos pensarem juntos em se respeitarem para criar uma harmonia familiar para ajudar tais espíritos q chegarão como filhos
E qd os dois se tornarem uma só carne, o homem (a lei do homem ou a lei humana) não separará o que Deus ajuntou.”  (Por que? Porque podemos separar quantas vezes quisermos, trocar de parceiro(a) qd quisermos, mas a cada relacionamento nos vinculamos àquela pessoa, ou àquele espírito. Geralmente, as separações acontecem de forma difícil, com mágoa, ódio, sentimento de vingança. Algumas vezes esquecem os filhos por raiva do cônjuge, enfim, e com isso vamos contraindo débitos.
Os fariseus voltaram a perguntar: Por que Moisés mandou o homem dar à sua mulher carta de desquite, e repudiá-la? Jesus respondeu: Porque Moisés, pela dureza de vossos corações, vos permitiu repudiar (separar) vossas mulheres, mas ao princípio não foi assim.
A carta de divórcio era um documento legal, fornecido pelo marido à mulher repudiada. Esta, então, ficaria livre para casar-se de novo.
Moisés sabia que os homens tinham o coração duro, maldoso, então ele preferiu que o homem desse a carta de divórcio para a mulher, para que ela tivesse a chance de tentar nova união, do que obriga-la a conviver com aquele homem que não gosta dela e que poderá maltratá-la, humilhá-la. A carta de divórcio era o mal menor. Representava um avanço no relacionamento conjugal. Entretanto, diz Jesus que no princípio não era assim, ou seja, nas tradições mais antigas envolvendo o Velho Testamento, não se observa a utilização frequente da carta de divórcio como no tempo de Jesus (Novo Testamento).
Mas, Eu (Jesus), vos declaro, que todo aquele que repudiar sua mulher, se não for por causa da fornicação (traição), e casar com outra, comete adultério, e o que se casar com a que o outro repudiou, comete adultério. (Mateus, XIX: 3-9)
Jesus quis dizer que o casamento não deve acabar por motivos banais. Quem se separa por motivos banais é como se não tivesse se separado, então, é como se não tivesse se separado segundo a lei divina. Aquele q se aventura a se casar novamente, seja quem se casa com quem é divorciado(a) é como cometesse adultério. Um dos motivos sérios para q aconteça uma separação, segundo Jesus, é a traição. Hoje, podemos citar a violência tb. 

PERGUNTEMOS: O que mudou do tempo de Jesus para cá? Quase nada. As leis do homem mudam conforme o tempo, a situação, a evolução, os costumes da época e do local, mas a de Deus não muda. As consequências de nossos atos continuam sendo levado em conta e nossas ações criarão uma reação. Antes os homens davam carta de repúdio para as mulheres. Hj tanto o homem qt a mulher por dar esta carta. E mts separações continuam acontecendo pelo mesmo motivo da época de Moisés ou de Jesus: PELA DUREZA DE NOSSOS CORAÇÕES, que não consegue perdoar, tolerar, pacificar, relevar, harmonizar, enfim, separam-se por não se esforçarem a aceitar que o outro pensa, age, diferente de nós e nós dele. 
Daí vem a Doutrina   mostra-nos que a união matrimonial não é obra do acaso e envolve compromissos assumidos na Espiritualidade, antes da reencarnação. As vezes não temos maturidade para escolher o parceiro(a), daí fica por conta dos mentores espirituais. Mas o planejamento começa lá, por nós ou pelos mentores.

MARTINS PERALVA classifica o casamento em 5 itens:


ACIDENTAIS : Se dá por efeito de atração momentânea, de almas ainda inferiorizadas. São as pessoas que se encontram, se vêem, se conhecem, se aproximam, surgindo, daí, o enlace acidental, sem qualquer ascendente espiritual. No nosso mundo, tais casamentos são comuns, ainda.

PROVACIONAIS: Reencontro de almas, para reajustamentos necessários à evolução delas. São os mais frequentes. É por essa razão que há tantos lares onde reina a desarmonia, onde impera a desconfiança, onde os conflitos morais se transformam, tantas vezes, em dolorosas tragédias. A compreensão evangélica, a boa vontade, a tolerância e a humildade são virtudes que funcionam à maneira de suaves amortecedores.
SACRIFICIAIS: Deus permite aí, o reencontro de alma iluminada com alma inferiorizada, com o objetivo de redimir a que se perdeu pelo caminho.
AFINS : Pela lei da afinidade, reencontram-se corações amigos, para consolidação de afetos. São os que reúnem almas esclarecidas e que muito se amam. São Espíritos que, pelo casamento, no doce aconchego do lar, consolidam velhos laços de afeição.
TRANSCENDENTES: São Almas engrandecidas no Bem que se buscam para realizações imortais. São constituídos por almas que se reencontram, no plano físico, para as grandes realizações de interesse geral. A vida desses casais encerra uma finalidade superior. O ideal do Bem e do Belo enche-lhes as horas e os minutos repletando-lhes as almas de doce ventura, acima de quaisquer vulgaridades terrenas, acima das emoções inferiores, o amor puro e santo.


ENTÃO, resumindo o assunto, o casamento não deveria se desfazer. O casal deveria se esforçar para mantê-lo. Embora o divórcio seja uma necessidade aos problemas existentes, ele não deveria acontecer por motivos banais. 


Rudymara








quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

TELHADO DE VIDRO


Em uma de suas viagens a Jerusalém (João, 8:1-11) Jesus compareceu ao Templo. Transmitia suas lições a expressivo grupo de ouvintes, quando surgiram alguns escribas e fariseus. Apresentaram uma mulher, explicando: 
– Mestre, esta mulher foi surpreendida em adultério. Moisés ordenou-nos na Lei que seja apedrejada. Tu, pois, o que dizes?
Grave acusação, com base em dois dispositivos da Lei Mosaica:
Em Levítico (20:10): Se um homem cometer adultério com a mulher de seu próximo, ambos, o adúltero e a adúltera, certamente serão mortos.
Em Deuteronômio (22:22): Se um homem for achado deitado com uma mulher casada, ambos serão mortos…
A legislação mosaica era draconiana. A execução, não raro, envolvia a lapidação. O condenado postava-se à frente do povo, que passava a atirar-lhe pedras, até sua morte. 
Povo machista, os rigores da Lei eram sempre para a mulher, em questões de fidelidade conjugal, tanto que nesta passagem somente ela estava sendo acusada, embora o flagrante, obviamente, envolvesse seu parceiro.
Havendo suspeita de adultério, por parte do marido, a esposa era submetida ao ordálio, o juízo de Deus. Era o seguinte:
Diante de um sacerdote, era obrigada a beber nauseante poção. Se lhe causasse intenso mal estar, com incontrolável regurgitação, era proclamada culpada e condenada ao apedrejamento. Se resistisse, seria absolvida.
A segunda hipótese dificilmente ocorria. A poção era forte, e ainda não existia o sonrisal…

***
Escribas e fariseus estavam mal intencionados. 
Submetendo a adúltera a Jesus, prepararam a armadilha perfeita, infalível. Qualquer que fosse sua resposta estaria comprometido, lembrando o adágio: Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega.
Se não a condenasse, estaria contestando Moisés. Falta grave. Seria apontado como traidor.
Se a condenasse, perderia a aura de bondade, o maior obstáculo à intenção de situá-lo como iconoclasta, destruidor do culto estabelecido.
O Mestre não se abalou. Sentado à maneira oriental, escrevia na areia, como se meditasse. Após momentos de eletrizante expectativa, pronunciou seu imorredouro ensinamento.
– Aquele dentre vós que está sem pecados, atire a primeira pedra.
Fosse outra pessoa e, imediatamente, escribas e fariseus, acompanhados pelo povo, desandariam a fazê-lo. Com Jesus era diferente. Dotado de incontestável autoridade espiritual, tinha pleno domínio da situação.
Pesado silêncio fez-se sentir. Ante a força moral daquele homem que devassava suas mazelas, ninguém se sentia autorizado a iniciar a execução.
Pouco a pouco, dispersou-se a multidão, começando pelos mais velhos, até chegar aos mais moços. Em breve, Jesus estava sozinho com a adúltera. Perguntou-lhe, então:
– Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?
– Ninguém, senhor.
– Nem eu tampouco te condeno. Vai e não peques mais.

***
Nesta passagem vemos uma vez mais a extraordinária lucidez de Jesus, ágil no raciocínio, a confundir seus opositores, e ainda aproveita o ensejo para ensinamento basilar:
Ninguém é suficientemente puro para habilitar-se a julgar as impurezas alheias.
Essa ideia é marcante no ensinamento cristão. Jesus situa como hipócritas os que não enxergam lascas de madeira em seus olhos e se preocupam com meros ciscos em olhos alheios.
Observam falhas mínimas no comportamento dos outros. Não encaram gritantes defeitos em si mesmos.
Há em relação ao assunto curiosa situação: Vemos nos outros algo do que somos.
O preconceituoso presume-se discriminado.
O maledicente imagina maldades.
O malicioso fantasia segundas intenções.
Projetamos no comportamento alheio algo de nossas próprias mazelas. Assim, o mal está em nós mesmos.

***
Quem estuda as obras de André Luiz percebe claramente que os Espíritos orientadores jamais usam adjetivos depreciativos.
Não dizem:
– Fulano é um cafajeste, um vagabundo, um pervertido, um mau caráter, um criminoso, um monstro…
Veem o irmão em desvio, o companheiro necessitado de ajuda, o enfermo que precisa de tratamento…
Consideram que todo julgamento é assunto para a Justiça Divina. Só Deus conhece todos os detalhes. 
Mesmo quando lidam com obsessores, tratam de socorrê-los sem críticas, situando-os como irmãos em desajuste.
Faz sentido! 
Somos todos filhos de Deus. Fomos criados para o Bem. O mal em nós é apenas um desvio de rota, um equívoco, uma doença que deve ser tratada.

***
A fórmula para essa visão tem dois componentes básicos:
A intransigência e a indulgência.
Pode parecer tolice. Afinal, são atitudes antagônicas.
Mas é simples:
Devemos ser intransigentes conosco.
Vigiar atentamente nossas ações; não perdoar nossos deslizes; criticar nossas faltas, dispondo-nos ao esforço permanente de renovação. É o despertar da consciência.
Devemos ser indulgentes com os outros.
Evitar o julgamento, a crítica e as más palavras; respeitar o próximo, suas opções de vida, sua maneira de ser.
É o despertar do coração.
Quando aplicamos essa orientação, ocorre algo muito interessante. Quanto mais intransigentes conosco, mais indulgentes somos com o próximo, exercitando o princípio fundamental: Não podemos atirar pedras em telhados alheios, porquanto o nosso é de vidro, muito frágil.


Richard Simonetti




A dureza dos corações


A dureza dos corações


Mateus, 19:1-9
Marcos, 10:1-12

    Ao tempo de Jesus, desde longa data, vigorava entre os judeus a poligamia. Detalhe machista, típico a época: beneficiava os homens. As mulheres, nem pensar!
    Os grandes líderes da raça, dentre eles David e Salomão, tiveram várias esposas e incontáveis concubinas.
    Consta que Salomão montou um harém particular com perto de mil mulheres para servi-lo. Um prodígio de virilidade! Em rodízio diário, levaria perto de três anos para, segundo o eufemismo bíblico, "conhecê-las".
    Eram tempos difíceis para a mulher. Não passava de escrava do homem, objeto de seus desejos... Seu amo e senhor podia livrar-se dela quando bem entendesse. Bastava entregar-lhe uma carta de divórcio e pronto – a união estava desfeita.
    Lembrando uma regra do futebol, mostrava-lhe o cartão vermelho. Era como um patrão demitindo a empregada. E nada de indenização por direitos adquiridos, fundo de garantia, férias, dedicação em tempo integral...
    Imaginamos a esposa, a indagar, aflita:
    – O que fiz de errado? Onde falhei?
    E o marido:
    – Cansei de sua comida. Além do mais, com cinquenta anos você está ficando passada. Resolvi trocá-la por duas de vinte e cinco...
***
    A questão do divórcio foi abordada por Jesus na Peréia, respondendo às indagações maliciosas dos fariseus.
    Como sempre, procurando comprometê-lo, abordando temas polêmicos, perguntaram-lhe, diante da multidão:

    – É lícito a um homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?

    A lei mosaica facultava o repudio.
    Iria Jesus, condescendente com as mulheres, contrariar as escrituras?
    Como sempre, o Mestre saiu-se com sabedoria, aproveitando o ensejo para oferecer uma nova visão sobre o casamento:

    – Não tendes lido que o Criador desde o princípio os fez homem e mulher e disse:
    "Por esta razão o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne?"
Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.
    Questionam os fariseus:
    – Por que, então, mandou Moisés dar carta de divórcio e repudiar a mulher?
    – Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres, mas não foi assim desde o princípio. Eu, porém, vos digo que aquele que repudiar sua mulher, a não ser por infidelidade, e casar com outra, comete adultério...

    Jesus eleva o casamento ao status de compromisso perante Deus. Não pode, portanto, subordinar-se aos caprichos masculinos.
    Os fariseus contestam, lembrando a autorização de Moisés, ao que Jesus enfatiza que foi por causa da dureza do coração humano.
    Essa insensibilidade sustentava um costume tão arraigado, que Moisés não pôde ou não achou conveniente mudar. A carta de divórcio era o mal menor. Representava um avanço no relacionamento conjugal. Legalizava a situação da mulher repudiada, dando-lhe a chance de nova união.
    Entretanto, diz Jesus que no princípio não era assim. Nas tradições mais antigas envolvendo o Velho Testamento, não se observa a utilização frequente da carta de divórcio.
***
    Jesus deixa bem claro que o casamento é compromisso para a vida toda.
    Admissível a separação apenas numa circunstância: o adultério, quando o respeito e a confiança, fatores indispensáveis à vida familiar, são gravemente comprometidos.
    Não obstante, não o situa como regra inamovível.
    É possível preservar o lar, se o cônjuge traído se dispõe a exercitar a tolerância e o perdão em favor dos filhos.
    Fundamental, nessa situação, avaliar a relação custo e benefício.
    Valerá a pena desfazer uma ligação, estabelecer uma modificação radical, por causa de uma defecção do cônjuge? E os filhos, como ficam? Quando Jesus diz que devemos perdoar sempre, não se refere, também, a essa situação?
    Jovem senhora, de elevados dotes morais, experimentou imensa decepção quando o marido engraçou-se com outra mulher.
    Não obstante, não pediu a separação. E explicava:
    – Há ocasiões em que o esposo deve ser encarado como um filho rebelde. Assim estou fazendo, a fim de preservar a família e não causar um dano maior aos nossos filhos.
    Para o homem comum, uma tola, sangue de barata.
    Para Deus, uma heroína.
***
    A Doutrina Espírita ratifica o pensamento de Jesus sobre o casamento e até nos oferece subsídios valiosos em favor da preservação do lar.
    Mostra-nos que a união matrimonial não é obra do acaso e envolve compromissos assumidos na Espiritualidade, antes da reencarnação. No lar reúnem-se afeiçoados e desafetos do passado, a fim de consolidar afeições e desfazer aversões, ensaiando fraternidade.
    Assim, reencontramos no reduto familiar:
    O verdugo que devemos perdoar...
    A vítima que deve nos perdoar...
    O inimigo que vem para a reconciliação...
    O ente querido que retorna ao nosso convívio...
    O companheiro em quem nos apoiamos...
    O irmão que devemos amparar...
    O mentor que nos orienta...
    Ressurgem na condição de filhos, cônjuge, pais, irmãos, personagens que participam de nossa história milenar, em reencontros marcados.
***
    A família representa, acima de tudo, a oportunidade de melhorarmos a própria vida, refazendo-a em termos de resgate do passado e semeadura de bênçãos para o futuro.
    Se fracassarmos, simplesmente repetiremos as experiências, alunos indisciplinados que retornam à escola para aprender lições não assimiladas, sujeitos aos corretivos drásticos da Dor, essa mestra inflexível dos aprendizes recalcitrantes.
    Como princípio, portanto, com base no Evangelho e na Doutrina Espírita, podemos afirmar que o casamento deve ser indissolúvel. É compromisso perante a própria consciência, uma tomada de posição diante da vida.
***

    Justamente porque a sustentação do casamento é um problema de consciência, será inútil instituir leis que o tornem indissolúvel, como acontecia no Brasil, antes do divórcio.
    A ideia de que o divórcio age contra a família é absolutamente infundada.
    Casar e descasar, unir e separar, nada tem a ver com as leis civis.
    O homem e a mulher unem-se porque se amam, se desejam, se entendem...
    Separam-se porque deixaram de se amar, de se desejar, de se entender...
    Imperioso que sustentemos a estabilidade do lar.
    A família é, talvez, o compromisso mais importante de nossa vida.
   Mas, negar àqueles que chegaram a extremos de incompatibilidade o direito de se separarem é um anacronismo.
   Ficaria bem no passado, mas não tem razão de ser no presente, quando o homem, ensaiando discernimento, não admite grilhões senão os impostos pela própria consciência.
    Esta, sim, e não a lei civil deve nos dizer que a porta casamento está aberta, mas não é conveniente sair.
    Para tanto nos compete envidar esforços por superar divergências e desentendimentos no lar.
    Jesus nos dá a fórmula perfeita de como podemos fazê-lo:
    Combater a dureza de nossos corações!


Richard Simonetti




terça-feira, 11 de dezembro de 2018

MÉDIUM É ACUSADO DE ABUSO SEXUAL



O médium João de Deus, que é famoso pelos atendimentos e cirurgias espirituais que faz desde 1976, está sendo acusado por assédio sexual por algumas mulheres. Algumas pessoas nos escreveram pedindo para dizermos algo. Então vamos lá. 
PRIMEIRO: Mediunidade não é propriedade dos espíritas. Dentro de todas as religiões e fora delas há médiuns, porque todos somos médiuns de alguma forma. Só que alguns são médiuns ostensivos, são aqueles que ouvem, vêem desencarnados, psicografam, curam, etc. Portanto, há médiuns espíritas e médiuns que não são espíritas. Uns chamam de profetas, outros de cavalo, etc. Uns falam em línguas, outros dizem receber o espírito santo e outros. Na Bíblia há muitos relatos de pessoas que tiveram mediunidade de ver espíritos, de falar com eles e de até curar. Na transfiguração, por exemplo, Jesus evocou dois mortos: Elias e Moisés. Os apóstolos viram e ouviram estes espíritos. Então, podemos concluir que todo espírita é espiritualista (porque crê em algo além da matéria), mas nem todo espiritualista é espírita (porque não segue os ensinamentos trazidos pelos espíritos através de Allan Kardec) . Portanto, João de Deus não é médium espírita. 

SEGUNDO: O trabalho de cura de um Centro Espírita é a FLUIDOTERAPIA, que são os passes e a água fluidificada e deveria ser o único. Onde o passista não toca o corpo da pessoa que está tomando passe, não há cirurgias espirituais, principalmente com cortes, não há passe particular ou deitado na maca, é somente mãos estendidas sobre a cabeça, sem tocar a pessoa, porque os fluidos são distribuídos pela espiritualidade para o local do corpo necessitado e, a finalidade do Espiritismo não é curar as chagas do corpo, mas da alma. 

TERCEIRO: Não julguemos o médium João de Deus. Não cabe a nós fazermos isto. Cabe à Justiça dos homens e a de Deus. Dentro de todas as religiões há quem siga os ensinamentos de Jesus e quem não siga. Os invigilantes sofrem com o ataque dos obsessores, que querem destruir um trabalho no bem. Mas precisamos lembrar que os obsessores não criam o mal, eles apenas se aproveitam do mal que há dentro de nós para alcançar seu objetivo. Muitos missionários se desviam do trabalho a que se propôs fazer porque sua vaidade aceita a idolatria das pessoas que o procuram e sua ganância se ilude com os presentes, dinheiros que lhe oferecem. Mas, nós da doutrina, ou melhor, nós cristãos, não devemos atirar pedra em ninguém porque todos temos telhado de vidro. Nesta ou em outra encarnação cometemos muitos erros. Ninguém se lembra o que foi ou fez, mas uma certeza temos, todos fomos ajudados de alguma forma para caminharmos em nossa evolução. Jesus sabia disso por isso mandou que atirassem pedra na adultera caso alguém não tivesse cometido qualquer tipo de erro. Como ensina André Luiz: "Levanta todos aqueles que estiverem caídos em seu redor. Você não sabe onde seus pés tropeçarão." Então, tomemos cuidado, há sim quem se aproveite da religião para abusar da inocência das crianças (pedofilia), da fragilidade de pessoas que passam por momentos difíceis, da fé das pessoas através do enriquecimento pessoal e da religião através do dízimo e outros, enfim, como pediu Jesus: "sejamos mansos como as pombas, mas prudentes como as serpentes". Por detrás da psicologia da credulidade pode ter alguém levando vantagem. Trabalhadores de uma casa religiosa não são pessoas santas, elas lutam com seus sentimentos inferiores que, muitas vezes, não correspondem com o que pregam. Basta lembrar do Apóstolo Paulo que disse: “o querer o Bem está em mim, mas não sou capaz de fazê-lo. Não faço o Bem que quero, e sim o Mal que não quero.” Pensemos nisso!

Rudymara

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

PRECISAMOS PEDIR MENOS E AGIR MAIS



Estamos em plena Transição Planetária.
As religiões precisam ajudar seus seguidores a melhorar suas atitudes em relação à sua vida e a dos outros. 
Chega de viciar seus fieis a buscarem religião com segunda intenção, somente com interesse de resolver problemas físicos e materiais.
Chega de buscar a voz de “espíritos” em consultas espirituais para saber coisas que a voz da nossa consciência pode responder.
Chega de querer afastar negatividade com amuletos, fórmulas mágicas, orações milagrosas. Quem atrai ou repele o mal são nossas atitudes.
Chega de pedir curas milagrosas do corpo físico aos céus sem se esforçar para cuidar da saúde física e espiritual. 
Chega de empurrar nossas culpas, falhas, erros, vícios aos desencarnados, aos pais ou a outra pessoa qualquer. 
Chega de pedir coisas para Deus e Jesus sem se esforçar em ouvir Seus pedidos para nós.
Somos hoje o que fizemos de nós ontem e seremos amanhã o que fizermos hoje. É a colheita...
Moramos num planeta que abriga espíritos rebeldes e ignorantes, dentre eles estamos nós. Como querer ter pai, mãe, irmãos, filhos, etc., perfeitos?
Precisamos tirar lições dessa convivência.
Muitas vezes nos encontramos na família para aparar arestas que deixamos para trás no passado reencarnatório.
Temos que nos perguntar: Será que não fui um filho ingrato e relapso? Será que não fui um pai ou uma mãe irresponsável? Por que estas pessoas com quem convivo são assim? Por que eu sou assim? Onde devo ajudá-los? Como posso melhorar?
A maior cobrança deve vir de nós para nós. 
É hora de assumirmos responsabilidades, as consequências dos nossos atos.
Mas, onde devemos nos apoiar para pedir ajuda? No Evangelho de Jesus. Nele há as normas de conduta que nos fará responsáveis, fortes e úteis na Sua seara.

Rudymara


EDUCAÇÃO MORAL X EDUCAÇÃO INSTRUÇÃO



A instrução que adquirimos na escola é muito importante, mas só ela não basta, para evoluirmos é necessário desenvolvermos também a educação moral. Por isso vemos pessoas com pouco estudo mas com grande discernimento, de conduta moral exemplar, assim como vemos pessoas com ensino superior se comportando de forma imoral, vergonhosa. 
Allan Kardec, nas Questões 111 a 113 de “O Livro dos Espíritos”, nos ensina que: “Os Espíritos superiores reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. E os Espíritos Puros, que já atingiram a superioridade intelectual e moral absoluta, desfrutam da vida eterna no seio de Deus, de quem são os mensageiros e ministros”.
O Espírito Emmanuel, no Capítulo 36 do livro “Pão Nosso”, de psicografia de Chico Xavier, nos ensina que: “As portas do Céu permanecem abertas. Nunca foram cerradas. Todavia, para que o homem se eleve até lá, precisa asas de amor e sabedoria”.
O Espírito Meimei, no Capítulo 30 do livro “Instruções Psicofônicas”, recebido por Chico Xavier, nos recomenda: “Cultivemos o cérebro sem olvidar o coração. Sentir, para saber com amor; e saber, para sentir com sabedoria, porque o amor e a sabedoria são as asas dos anjos que já comungam a glória de Deus”.

Rudymara

A VOLTA DE JESUS NA VISÃO ESPÍRITA



Muitas pessoas querem a volta de Jesus. Mas, para que? Para que ele venha e resolva todos os problemas do mundo? Isto não vai acontecer. Jesus veio e não resolveu. Por que? Porque Ele apenas deixou a fórmula que deveríamos seguir para que alcançássemos a paz, a harmonia, o respeito mútuo. Mas, nós queremos tudo pronto. Não queremos ter trabalho de lapidar nossos sentimentos como: perdoar, relevar uma agressão, não revidar uma ofensa, não nos vingarmos, ter honestidade, respeito, enfim, de fazermos aos outros o que queremos que eles nos façam. Mas, na verdade Ele nunca foi embora. Ele continua conosco, nós é que nos distanciamos dele quando não fazemos o que ele pede. Para nós espíritas, Jesus já voltou, ele é o Espírito de Verdade que coordenou os ensinamentos que chegaram através do Consolador prometido por ele antes de desencarnar: o Espiritismo.  
PENSEMOS JUNTOS: Se Jesus voltasse e arrumasse toda esta bagunça do mundo, o que aconteceria? Nós bagunçaríamos tudo de novo. Por que? Porque enquanto não arrumarmos o mundo que existe dentro de nós, o mundo em torno de nós não mudará.

Quando uma mãe arruma a bagunça do quarto de seu filho adolescente e o ensina a conservar, geralmente o ensino entra por um ouvido e sai pelo outro. Assim acontece conosco. Jesus veio e ensinou a organizarmos o mundo que existe dentro de nós, mas tais ensinamentos entraram por um ouvido e saiu pelo outro. Somos rebeldes a lei divina como o adolescente é rebelde à regras. Mas, se não seguirmos os ensinamentos do Cristo, o mundo será um retrato dos sentimentos que levamos dentro de nós.


Rudymara


PÁTRIA AMADA



Dentro do ideal político que almejamos, devemos nos incluir. Senão, nada vai mudar. Muitos pedem honestidade, mas não são honestos. Pedem mudanças, mas não mudam. Pedem direito, mas não dão o direito aos outros. Pedem que os políticos não sejam corruptos, mas não obedecem uma simples lei de trânsito. Pedem "ordem", mas são usuários de drogas, que contribuem com a desordem. Pedem mais segurança, mas estimulam a insegurança quando compram produto de roubo. Há quem vote de forma egoísta, pensando no que vai se beneficiar ou no que foi beneficiado, particularmente, por algum político que, ajuda pensando em receber o voto em troca. Enfim, estamos em fase de aprendizado, mas temos muito que rever, primeiro em nós e depois na nossa política. Senão, continuaremos votando nos mesmos políticos que envergonham nossa PÁTRIA AMADA, BRASIL. A grande crise do Brasil é a de ordem MORAL, tanto da parte dos políticos como do povo brasileiro. O Brasil será o que o brasileiro for. Reforma íntima, já!

Rudymara

AS TAREFAS DO CASAMENTO



O casamento, como disse Emmanuel através da psicografia de Chico Xavier, “É TAREFA PARA TODOS OS DIAS”. Portanto, deveríamos dar continuação no casamento o que fazíamos no namoro. Exemplo: mensagens carinhosas, se arrumar para esperar o outro, presentear sem ter data especial, bate papo, pedir sugestão de pequenos assuntos, contar trivialidades, rir muito, dizer palavras carinhosas como: “estou com saudades de você”, “te amo”, você é importante em minha vida”, “você está bonita(o)”, enfim, alimentar a vontade de ficar junto. Nada de usar palavras grosseiras que ofendem, magoam, como: “seu burro(a)”, “gorda(o)”, “lerda(o)”, e outras mais. Estas palavras podem se tornar comum, daí hora ou outra, a pessoa falará perto de outras pessoas causando humilhação, mágoa. É preciso tomar cuidado. Surpreenda seu parceiro(a) com um bolo simples, uma comida que ele(a) gosta, uma mesa caprichada ou com um simples café com pão numa toalha de mesa bonita, uma flor do jardim num copo, que seja. E crie o hábito de elogiar tudo que o outro fizer. São pequenas "iguarias" que temperam o casamento. Um não deve esperar só pela atitude do outro. Deve tomar a sua própria iniciativa.
Quando estiver com os amigos(as), elogiar o cônjuge sem contando intimidades do casal, principalmente as negativas. Se não tem elogios a tecer, é melhor calar-se. 
Ambos devem priorizar a família ao invés dos amigos. Tem hora para tudo, mas a família é prioridade. É ela que irá estar ao nosso lado em todos os momentos, bom e ruim. Os amigos são passageiros e geralmente só estão nos momentos bons. Mas, se a pessoa prioriza os amigos(as), a bebida, a festa, as piadas de extremo mau gosto sobre casamento e cônjuge, é melhor não casar-se, porque provavelmente irá fazer alguém infeliz e, consequentemente, será infeliz.
O homem não deve ficar elogiando ou admirando outra mulher para a companheira, amigos ou em redes sociais, é um ato desrespeitoso e humilhante. Isto serve também para a mulher em relação ao seu companheiro. Como disse Jesus: Ouvistes que foi dito aos antigos (na época de Moisés): Não adulterarás. Eu, porém, vos digo que todo o que olhar para uma mulher(homem), cobiçando-a(o), já no seu coração adulterou com ela(e)." Os espíritos explicam que: "A verdadeira pureza não está apenas nos atos, mas também no pensamento..."
Muitos escolhem ou trocam seu parceiro(a) pela beleza física, mas a beleza física é breve daí o que fica é a qualidade da alma. O verdadeiro amor vê a alma e não a aparência física. 
Pequenos detalhes podem resultar em uma união feliz e duradoura. 
Qualquer relacionamento não é fácil, seja de marido e mulher, irmãos, pais e filhos, amigos, etc., mas, precisamos aprender a conviver com as diferenças de pensamentos, manias, gostos... Um temperinho aqui e outro ali e a coisa vai. Muitos valorizam para não perder, mas outros precisam perder para dar valor. Pense nisso!


Rudymara