terça-feira, 11 de setembro de 2018

PRECISAMOS APRENDER A CONVIVER



Estamos vivendo uma época onde muitos querem impor sua religião, seu time de futebol, sua escolha política e outros. E quando o outro não aceita, acontece violência verbal ou física. Ninguém é obrigado a pensar como nós, gostar do que gostamos, de aceitar nosso jeito de ser e de viver, basta respeitar, podemos conviver mesmo divergindo em alguns pontos. Assim como não queremos que nos imponham seu modo de agir e pensar, o outro também não quer que façamos o mesmo com ele. Se eu não gosto de cebola, por exemplo, não significa que eu odiarei ou deixarei de ser amiga de quem gosta. Se sairmos para fazer um lanche, eu pedirei algo sem cebola e a outra pessoa pedirá com cebola, a amizade não vai mudar. Nem tudo é assédio, homofobia, preconceito e outros. Quem não separa as coisas corre o risco de ficar intransigente, intolerante, chato, antipático e de difícil convivência. Como disse André Luiz: "Muito difícil viver bem se não aprendemos a conviver..."
Pensemos nisso!


Texto de Rudymara




RESPEITE AS DIFERENÇAS


Quem é igual a quem? Ninguém. Somos todos diferentes. Os que são iguais na aparência, os gêmeos idênticos, não são iguais no pensamento, nas atitudes e outros. Por que? Porque somos espíritos, criados em datas diferentes, estamos em grau de evolução diferente, com resgates diferentes e bagagem de aprendizado diferente. A cada encarnação podemos trocar de raça, posição social, sexo, nacionalidade e outros, conforme a necessidade de aprendizado. Então, por que achar-se mais ou melhor que os outros? Onde está escrito que branco é melhor que negro? Que quem não usa óculos é mais legal do que quem usa? Que heterossexual é menos pecador que homossexual? Quem fez esta diferenciação? Deus? Não. Este sentimento de superioridade não veio Dele. Nossa inferioridade evolutiva é que faz esta separação entre irmãos. Pense! Não façamos diferenciação, façamos a diferença neste mundo. Somos todos diferentes na aparência, na maneira de pensar e agir. Mas numa coisa somos todos iguais: SOMOS FILHOS DE UM MESMO PAI, QUE É DEUS! Pensemos nisso!

Texto de Rudymara


QUEM QUER MUDANÇA?


Muita gente quer que o mundo mude para melhor, mas poucos se melhoram. O mundo só irá melhorar quando melhorarmos o mundo que está dentro de nós. Jesus disse: "vós sois o sal da Terra", ou seja, nós é que temperamos a vida, com ações que nos dará alegria ou tristeza, dependendo do tempero que dermos a ela. O mundo precisa de pessoas mais educadas, caridosas, tolerantes, pacíficas, honestas, sem rancor, ódio, revide, falsidade, mentira, traição, que se coloque no lugar das pessoas antes de agir, enfim, que pense nas consequências de suas ações na sua vida, na das pessoas que convivem com ela e na do planeta. Mas não adianta exigir dos outros o que não conseguimos ser e viver. Como disse Gandhi: "precisamos ser a mudança que queremos ver no mundo." Pensemos nisso!

Rudymara

ALGUÉM NASCE PREDESTINADO A MATAR?



Não, ninguém nasce para matar, roubar, assaltar, usar drogas ou lesar alguém. Como está na questão 132 do O livro dos Espíritos: "Deus nos impõe a encarnação com o fim de nos levar à perfeição", ou seja, encarnamos para evoluir. Se alguém nascesse predestinado a matar não estaria evoluindo. Portanto, ninguém nasce predestinado ao crime e todo crime ou qualquer ato, seja bom ou ruim, resulta sempre da vontade e do livre-arbítrio da pessoa. O Espírito pode escolher, ao encarnar, esta ou aquela prova “FÍSICA” para sofrer, como deformidades físicas e mentais. Mas, quanto às provas “MORAIS” e às “TENTAÇÕES”, o Espírito, conservando o livre-arbítrio para escolher se quer praticar o Bem ou o Mal, é quem decidirá ceder ou resistir (questão 645 do O Livro dos Espíritos). Exemplo: se aceitarmos o convite de alguém para usar drogas, não poderemos alegar que a culpa é de quem fez o convite. Aceitamos por livre e espontânea vontade e afinidade. Então, aceitar a ideia que alguém nasce predestinado a cometer um crime seria acreditar que o assassino não é um criminoso, e sim um instrumento que Deus utiliza para punir alguém, o que seria um absurdo. A lei de Deus não é a lei do olho por olho dente por dente. Se fosse estaríamos num circulo vicioso, por exemplo: se eu matei alguém no passado, nesta encarnação alguém tem que nascer para me matar para eu quitar meu débito, e depois outro alguém terá que nascer para atirar no meu assassino, e assim sucessivamente. E na verdade o resgate acontece assim, por exemplo: quem matou uma pessoa a facadas na região do estômago, não necessita que alguém lhe dê facadas na mesma região para que ela resgate seu débito. Esta poderá reencarnar predisposto a desencadear uma úlcera ou um câncer no órgão que ele lesou no próximo. Os códigos divinos dispõem de mecanismos hábeis para regularizar os conflitos e os atentados às Leis, sem gerar novos devedores, e conforme muito bem acentuou Jesus: "O ESCÂNDALO É NECESSÁRIO, MAS AI DO ESCANDALOSO”, ou seja, A REGULARIZAÇÃO DE DÉBITO É NECESSÁRIA, MAS AI DO REGULARIZADOR. Portanto, ninguém tem o direito de tornar-se um desumano regularizador das Leis de harmonia, utilizando-se dos próprios e ineficazes meios.
Rudymara


SEGUE-ME TU



Se um irmão parece desviado aos teus olhos mortais, faze o possível por ouvir as palavras de Jesus ao pescador de Cafarnaum: “Que te importa a ti? Segue-me tu.” - Emmanuel
Em determinada passagem do Evangelho, Pedro indaga ao Mestre a respeito do destino e das tarefas de outro discípulo.
Jesus, de forma bem significativa, responde:
“Que te importa a ti? Segue-Me tu.”
Tem muita gente preocupada com o que os outros estão fazendo, sem se dar conta que há muita coisa a ser corrigida em si mesmo. 
Se o outro não faz, faça você.
Se o outro está em erro, faça você o certo.
Preocupe-se com você.
Quem para no caminho para observar o erro alheio perde tempo na sua própria caminhada.

Rudymara

sábado, 8 de setembro de 2018

A PALAVRA

                                                             

Conta-se que Xanto, um rico senhor grego pretendendo oferecer um banquete aos amigos, ordenou a Esopo, seu escravo,  que comprasse no mercado a melhor carne.
Esopo, que seria conhecido como um dos maiores sábios gregos, só comprou línguas, explicando que não há nada melhor do que a língua, que permite aos homens se comunicarem, favorecendo a  vida  social, as artes, o exercício da  inteligência . . .
Xanto resolveu testar Esopo e ordenou-lhe, no dia seguinte, que comprasse o que houvesse de pior.
Para sua surpresa, o escravo tornou a trazer línguas. E explicou que a língua é a mãe de todas as brigas, das divisões, das ofensas, das fofocas, das separações entre membros de uma família, de grupos sociais, de países, de povos . . .
Realmente, a língua, que representa a palavra falada, pode ser algo muito bom ou muito ruim.
Com ela podemos amaldiçoar ou abençoar, insultar ou elogiar, humilhar ou exaltar, dependendo do uso que dela façamos.

(Richard Simonetti – Fugindo da Prisão)

A palavra é veículo de idéias e as idéias alavancam a vida.
A palavra permitiu que a história sobrevivesse e homens notáveis, na sua saga não escreveram uma única palavra.
Sócrates, o pai da filosofia; e Jesus, o Rei solar; jamais escreveram qualquer vocábulo, mas marcaram a história.
Sócrates deixou um pensamento de ouro e Jesus dividiu o tempo em antes e depois Dele, revolucionou a filosofia religiosa e tornou-se amado por dois bilhões de seres humanos.
A palavra é um dos maiores mecanismos de comunicação da história da humanidade.
Hitler, uma expressão dantesca da Alemanha nazista, foi exemplo da palavra negativa. Seus discursos hipnotizavam multidões levando-as ao delírio e fazendo com que elas se tornassem cumprice no crime de preconceito racial e falsa pureza étnica.
No plano comum-social, a palavra mal utilizada tornou-se elemento perigoso no trato do dia-a-dia: crítica, geralmente destrutiva, maledicência e, até mesmo, calúnia.
A palavra deve submeter-se aos conselhos de Jesus: “Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecados”; “Não julgueis para não seres julgados”; “Porque vedes um argueiro no olho do vosso irmão quando tendes uma trave no vosso?”
Lembremos também, o alerta do Apóstolo Paulo quando disse: “. . .A língua é fogo. O homem é capaz de dominar todas as criaturas e tem dominado os animais selvagens, pássaros, bichos que se arrastam e peixes. Mas ninguém ainda foi capaz de dominar a língua. Ela é má, cheia de veneno mortal, ninguém a pode controlar. Usamos a língua tanto para agradecer ao Pai, como para amaldiçoar pessoas que foram criadas à semelhança de Deus.”
Portanto, façamos da palavra, uma manifestação do bem. Vamos construir, edificar, somar. O que sai do coração e da mente, pela boca, é força viva e palpitante, envolvendo a criatura para o bem ou para o mal, conforme a natureza da emissão.
“A palavra - segundo André Luiz - é um fio de sons carregados de nossos sentimentos, quando falamos, cada qual de nós apresenta o próprio retrato espiritual passado a limpo.”
E segundo o Mestre Jesus:  “. . .a boca só fala o que está cheio o coração.” 

(Geraldo Guimarães)

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL



DOM PEDRO I se pudesse diria:

"Brava gente brasileira, hoje, infelizmente, muitos fazem questão de relembrar o que fiz em minha vida privada, tentando denegrir minha imagem de homem comum, cheio de falhas, sem se dar conta do mais importante, que é o amor que senti e sinto por esta pátria que adotei como minha. Pouco importa se eu estava cavalgando sobre um cavalo ou um burro, se estava imponente sobre o animal ou fazendo minhas necessidades fisiológicas. O importante é que gritei: “Independência ou morte”, pensando em libertar esta terra das garras de meus conterrâneos. Eu dei o primeiro passo, mas o que esta brava gente brasileira precisa entender é que a verdadeira liberdade virá deles mesmos, que é a: liberdade moral." 
Enquanto prosseguem vigentes o jeitinho brasileiro e a lei de Gerson não seremos livres.
Quando assumirmos nosso papel de homens dignos, corretos, fiéis aos nobres ideais, seremos livres.
Quando o estandarte da solidariedade e da tolerância se implantar em nossos corações, a nossa bandeira verde e amarela tremulará mais bela.
Quando estendermos os braços para o bem da comunidade, as estrelas do Pano Pátrio brilharão com maior intensidade.
Quando a ordem e a disciplina se instalarem nas ações de todos nós, o branco do Pavilhão Nacional terá alcançado o verdadeiro sentido: a paz.
Para que o progresso real se instale, é necessário que as individualidades cresçam. A soma das conquistas pessoais resultará no crescimento coletivo.
Hoje é um excelente dia para se propor a trabalhar pelo nosso Gigante.
Dizem que está adormecido, mas só porque os seus filhos dormem.
A Mãe gentil que nos recebe nesta etapa da vida no planeta merece-nos o esforço, que ama, que não relega ao abandono os seus filhos. E tanto quanto pode, recebe e ampara os filhos de outros solos.
Pátria que irradia o bem, que serve de modelo, que luta pela Justiça, pela Verdade.
Foquemos na Independência moral para que aconteça o crescimento real.


O que se encontra entre aspas foi escrito por Rudymara e o restante é parte de um texto do Redação Espírita




sábado, 11 de agosto de 2018

CHICO XAVIER E O BATISMO



Cezar Carneiro de Souza, no seu livro “Encontros com Chico Xavier”, editado pela Editora e Livraria do Centro Espírita Aurélio Agostinho, de Uberaba, Minas Gerais conta que, muitas mães, agradecidas pela assistência recebida e pelo carinho que devotavam ao nosso estimado amigo Chico Xavier, pediam que este aceitasse ser padrinho de batismo de seus filhos. E numa dessas ocosiões, Cezar estava ao lado de Chico quando este explicou com muito respeito que no Espiritismo não existem tais cerimônias, e concluiu:
- Mas a senhora me dá o nome da criança e dos pais, que irei ao cartório para registrá-la. Ficarei, assim, sendo seu padrinho espiritual...
O QUE PRETENDIA JOÃO COM O BATISMO?
Além de anunciar a vindo do Cristo, João pretendia com o ato simbólico do batismo no rio Jordão, ressaltar ser indispensável o arrependimento, o reconhecimento dos deslizes do passado, para receber as bênçãos que o mensageiro divino traria. A imersão era precedida de uma confissão pública e da profissão de fé do iniciado, que se dispunha à renovação, combatendo as próprias fraquezas. É o que fica evidente, em passagens como estas: “Arrependei-vos, fazei penitência, porque é chegado o reino dos céus”; “Eu na verdade, vos batizo com água para vos trazer à penitência; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo”. Aqui, João deixa claro que, Jesus batizaria as pessoas não mais com água, mas com o Espírito Santo e com o Fogo.
MAS O QUE É O BATISMO COM FOGO E COM O ESPÍRITO SANTO? 
Batismo de fogo é o esforço de vencermos nossos instintos e hábitos inferiores, procurando praticarmos o bem. Este esforço é uma luta dentro de nós e em meio a tudo e a todos. E o batismo com o Espírito Santo é a sintonia com os benfeitores do plano invisível, através de manifestações mediúnicas ostensivas (ver, ouvir, etc., os desencarnados) ou sutis (pressentir, intuir, etc.). Os discípulos receberam um magnífico Batismo do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, quando os Espíritos do Senhor se manifestaram através deles, em diversos idiomas, aos habitantes e visitantes de Jerusalém (Atos, cap.2).
Então, para os espíritas, o batismo, foi tão somente um divisor de águas, o marco de uma vida nova. Disse Emmanuel que: "A renovação da alma pertence àqueles que ouviram os ensinamentos do Mestre Divino, e que exercitam através da prática. Pois, muitos recebem notícias do Evangelho, todos os dias, mas somente os que ouvem e praticam estarão transformados." E como disse Allan Kardec: “Reconhece-se o espírita, pelo esforço que ele faz para melhorar-se”; “O espírita deve ser hoje melhor do que foi ontem, e ser amanhã melhor do que foi hoje.” Este deve ser o batismo de fogo dos espíritas.

Compilação de Rudymara

BATISMO NÃO É PRÁTICA ESPÍRITA



Estamos ouvindo por muitos séculos, que estamos pagando por uma briga que não foi nossa. Os culpados, segundo a estória tradicional, teriam sido Adão e Eva, expulsos do paraíso por cometerem o pecado da desobediência. A culpa do mitológico casal foi transmitida a todos seus descendentes, que foram impedidos de manter uma comunhão plena com Deus até que se submetam ao ritual do batismo. Mas, que temos nós a ver com Adão e Eva? Como Deus poderia punir duas criaturas tão primitivas, evolutivamente falando, condenando-as eternamente sem perdão? Se Deus, que é Perfeito, Bondoso, Misericordioso, não sabe perdoar, como pode Ele pedir a nós, espíritos (ainda) tão atrasados, para perdoarmos as falhas alheias setenta vezes sete vezes, ou seja, infinitamente? Pessoas pouco esclarecidas chegam ao extremo de dizer que o indivíduo que não se dispõe a aceitar Jesus, submetendo-se ao batismo, não é filho de Deus, mas uma simples “criatura”, algo equivalente a situá-lo como um bastardo no contexto da Criação. Um absurdo! Não era isso que João pretendia com o ato simbólico do batismo no rio Jordão. Ele, além de anunciar a vinda do Cristo, ressaltava ser indispensável o arrependimento, o reconhecimento dos deslizes do passado, para receber as bênçãos que o mensageiro divino traria. A imersão era precedida de uma confissão pública e da profissão de fé do iniciado, que se dispunha à renovação, combatendo as próprias fraquezas. É o que fica evidente, em passagens como estas: “Arrependei-vos, fazei penitência, porque é chegado o reino dos céus”; “Eu na verdade, vos batizo com água para vos trazer à penitência; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo”. Aqui, João deixa claro que, Jesus batizaria as pessoas não mais com água, mas com o Espírito Santo e com o Fogo.
MAS O QUE É O BATISMO COM FOGO E COM O ESPÍRITO SANTO? Batismo de fogo é o esforço de vencermos nossos instintos e hábitos inferiores, procurando praticarmos o bem. Este esforço é uma luta dentro de nós e em meio a tudo e a todos. E o batismo com o Espírito Santo é a sintonia com os benfeitores do plano invisível, através de manifestações mediúnicas ostensivas (ver, ouvir, etc., os desencarnados) ou sutis (pressentir, intuir, etc.). Os discípulos, receberam um magnífico Batismo do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, quando os Espíritos do Senhor se manifestaram através deles, em diversos idiomas, aos habitantes e visitantes de Jerusalém (Atos, cap.2).
POR QUE JOÃO SÓ BATIZAVA ADULTOS? Porque eles tinham do que se arrepender e podiam analisar o certo e o errado para se renovarem moralmente. Outras religiões, pelo medo de não ir para o céu, adotaram a prática de batizar a criança tão cedo quanto possível, ante a possibilidade de morrer prematuramente com a mácula do original pecado, o que seria desastroso para ela. Essa lamentável deturpação do batismo de João constitui grande injustiça. Exemplo: Imaginemos Chico Xavier, um homem que viveu para a caridade, sendo impedido de entrar no céu porque não foi batizado. E, um outro homem que viveu a vida inteira no crime, podendo entrar no céu porque se converteu e foi batizado pouco antes de desencarnar. Onde estaria a Justiça de Deus? Segundo os ensinamentos: “A cada um segundo suas obras”, ou seja, cada um receberá por aquilo que fez, seja batizado ou não.
Os espíritas não usam rituais, porque acham mais importante seguir os ensinamentos. No caso do batismo, por exemplo, as pessoas acham mais fácil copiar o ritual de jogar água sobre a cabeça ou no corpo todo, do que seguir o pedido que João fez ao povo: "QUEM TIVER TÚNICAS, REPARTA COM QUEM NÃO TEM, E QUEM TIVER ALIMENTOS, FAÇA DA MESMA MANEIRA”; aos publicanos (coletores de impostos) orientava dizendo: "NÃO PEÇAIS MAIS DO QUE VOS ESTÁ ORDENADO”; aos soldados aconselhava: "A NINGUÉM TRATEIS MAL NEM DEFRAUDEIS, E CONTENTAI-VOS COM O VOSSO SOLDO”. Infelizmente, muitos espíritas, que não buscam o entendimento espírita, continuam batizando, casando, realizando missa de 7º dia e outros costumes de outras religiões. Mas, quem tem o entendimento sabe que, para os espíritas, o batismo, foi tão somente um divisor de águas, o marco de uma vida nova. Disse Emmanuel que: "A renovação da alma pertence àqueles que ouviram os ensinamentos do Mestre Divino, e que exercitam através da prática. Pois, muitos recebem notícias do Evangelho, todos os dias, mas somente os que ouvem e praticam estarão transformados." E como disse Allan Kardec: “Reconhece-se o espírita, pelo esforço que ele faz para melhorar-se”; “O espírita deve ser hoje melhor do que foi ontem, e ser amanhã melhor do que foi hoje.” Este deve ser o batismo de fogo dos espíritas.

Compilação de Rudymara

QUE MEDIUNIDADE QUEREMOS TER?



A mediunidade que todos esperamos é a espetacular, a fenomênica.
Pedimos a vidência, para ver Espíritos de grande luz ou para descobrir piedosamente os necessitados do Umbral, levando-lhes auxilio na medida de nossas possibilidades?
Suplicamos a clariaudiência, para ouvir coros celestes ou deliciar-nos com os conselhos dos Espíritos e atender aos apelos dos desencarnados que pedem orientação?
Queremos servir de intermediários na psicografia entre os instrumentos espirituais e os homens?
Ambicionamos a incorporação, para que em nós se manifestem os bons Espíritos em preleções luminosas, ou os sofredores em lamentações, para serem consolados e reequilibrados?
Esperamos a viagem astral como um prêmio ao nosso gosto em freqüentar sessões ou para atender aos espíritos que de longe nos chamam?
No entanto, vemos por acaso, com atenção, as glórias da natureza em redor de nós?
Olhamos, sem desviar os olhos, os pobres e aleijados, os doentes e estropiados, os aflitos e desesperados?
Utilizamo-nos bem do dom da vidência que já recebemos do Senhor aqui na Terra, para, vendo-lhes as misérias levar-lhes auxílio?
Aproveitamos o dom da psicografia, isto é, do conhecimento da escrita, para ensinar a uma criancinha pobre ou a uma empregada analfabeta?
Lembremo-nos de que cada um de nós, trás em si mesmo, um Espírito permanentemente incorporado, que precisa progredir. E que fazemos dele?
E as viagens aos morros, para socorrer os pobres . . . a orfanatos para acariciar crianças . . . a hospitais, para aliviar enfermos . . . a asilos, para consolar os velhinhos . . . e leprosários para ajudar os sofredores, nós os fazemos?
Se não pomos em prática os dons mediúnicos que já temos na matéria, por que queremos buscar outros de fora, que não depende de nós?
Desenvolvamos bem essas mediunidades que já nos foram concedidas pelo Senhor, e no tempo oportuno, receberemos todas as outras.
Atendamos primeiro, ao próximo, que está em redor de nós e depois, teremos lastro para ir atender a outros no outro Mundo.

Do livro: Sugestões Oportunas, cap. 10
De: C. Torres Pastorino