segunda-feira, 14 de abril de 2014

O QUE ACONTECEU NA ÚLTIMA SEGUNDA-FEIRA QUE JESUS ESTEVE NA TERRA?


Na última segunda-feira que Jesus esteve encarnado na Terra, Ele expulsou os vendilhões do templo. Este relato está em Lucas XIX, 45-46; Marcos XI, 15-18; Mateus, XXI, 12-17 e João II, 14-19. O de Lucas diz: "TENDO ENTRADO NO TEMPLO, COMEÇOU A EXPULSAR OS QUE ALI VENDIAM, DIZENDO-LHES: ESTÁ ESCRITO: A MINHA CASA SERÁ DE ORAÇÃO, MAS VÓS A FIZESTES UM COVIL DE LADRÕES."
 MAS, JESUS USOU DE VIOLÊNCIA PARA EXPULSÁ-LOS?
E Cairbar Schutel comenta:"(...)A ação do mestre foi natural; embora não tivesse espancado a quem quer que fosse, nem mesmo as ovelhas e os bois, exerceu uma ação física semelhante à nossa, quando expulsamos do nosso quintal um boi, um carneiro ou um cabrito. Para tal munimo-nos de uma vara ou de um relho e, mesmo sem espancar os pobres animais, fazemo-los sair donde não devem estar. O Evangelho não acusa, absolutamente, a Jesus, por haver Ele afugentado os animais. A ação resoluta de Jesus com os cambistas e traficantes, derribando-lhes as mesas com o dinheiro que sobre as mesmas se achava, é que pode ser classificada como um ato de violência, mas violência sancionada pela Lei que Moisés citou: “A minha casa será casa de oração; mas vós a fizestes um covil de salteadores”, palavras estas proferidas por Isaías(...).
Esse ato de coragem do Senhor, que causou admiração a todos foi, a seu turno, o cumprimento de uma predição do Salmista (...)
O fato é que ninguém se achou com autoridade para expulsar do templo, e Jesus, fê-lo em alguns minutos, dando logo começo à sua tarefa pela cura dos enfermos, coxos e cegos que lá se achavam, atos esses que lhe valeram aplausos dos meninos, que exclamaram: “Hosanas ao Filho de Davi(...)”Após esta atitude de Jesus, sacerdotes e fariseus, contrariados com sua posição e reação, começaram a fazer planos contra Ele."
 Infelizmente, até hoje encontramos os vendilhões dos templos. Se Judas vendeu Jesus por 30 moedas, hoje encontramos outros que o vende por muito mais. Este dinheiro sustenta o luxo dos templos e dos intermediários assalariados que Jesus condenava. Afinal, Ele próprio pregava nas ruas, não pedia nada pelas curas e andava a pé. O barco e o burro que usava eram todos emprestados. Ao expulsar os vendilhões do templo, Jesus condenou a venda das coisas santas, sob qualquer forma que seja. Deus não vende a sua bênção, nem o seu perdão, nem a entrada no Reino dos Céus. O homem não tem, portanto, o direito de cobrar nada disso. Mas, "tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém."

Rudymara

domingo, 13 de abril de 2014

DOMINGO DE RAMOS


 
Jesus e seus discípulos seguiram para Jerusalém. No caminho, Jesus pede para que seus discípulos Lhe arranjassem um animal de carga. E assim o fizeram. Jesus montou nele e prosseguiu a viagem. A estrada estava cheia de pessoas que também iam para Jerusalém para comemorar a páscoa judaica. Eles abriram alas para Jesus passar. Acenaram com ramos de árvores e forraram o chão com suas roupas. E ao segui-Lo iam gritando parte de um salmo, 118: 25-26:
-Hosana! Bendito o rei que vem em nome do Senhor!
 
 
O simbolismo do jumento pode ser uma referência à tradição oriental de que este é um animal da paz, ao contrário do cavalo, que seria um animal de guerra. Segundo esta tradição, um rei chegava montado num cavalo quando queria a guerra e num jumento quando procurava a paz. Portanto, a entrada de Jesus em Jerusalém simbolizaria sua entrada como um "príncipe da paz" e não um rei guerreiro.
Em muitos lugares no Oriente Próximo antigo, era costumeiro cobrir de alguma forma o caminho à frente de alguém que merecesse grandes honras. A Bíblia hebraica (II Reis 9:13) relatam que Jeú, filho de Josafá, recebeu este tratamento. Este era símbolo de triunfo e vitória na tradição judaica e aparecem em outros lugares da Bíblia (Levítico 23:40 e Apocalipse 7:9, por ex.). Por causa disto, a cena do povo recebendo Jesus com as palmas e cobrindo seu caminho com elas e com suas vestes se torna simbólica e importante.
 
 
OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: O último domingo de Jesus na Terra ficou conhecida como "domingo de ramos." Neste dia ele entrou exaltado e saudado com repeito e alegria. Mas, quatro dias depois, os mesmos que o saudaram o condenaram a morte.
Ainda hoje fazemos isso a Ele. Nós o saudamos, dizemos que o amamos, compartilhamos seus ensinamentos pelas redes sociais, mas em seguida, muitos de nós, o traímos quando nossas atitudes e palavras contrariam seus pedidos. Com isso, condenamos à morte seus ensinamentos. Mas, ele acredita em nós, porque nos compreende, sabe que ainda damos mais valor ás coisas materiais do que as espirituais, e assim, continua aguardando há mais de dois mil anos que o sigamos. Pensemos nisso!
 
 
 
COMPILAÇÃO DE RUDYMARA
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

NÃO CONTRIBUA COM O CRIME

 
 Muitos, que se sentem indignados com os assaltos e roubos, são grandes colaboradores para que eles aconteçam. Pois, na primeira oportunidade, compram produtos roubados. Exemplo: um celular, um aparelho eletrônico, peças de carro e moto, etc. Quem compra, na maioria das vezes, são os que se intitulam “espertos” porque acham que estão levando vantagem, mas estão apenas incentivando estes mesmos assaltantes, hora ou outra, a assaltar ele próprio ou um de seus familiares.
Pense que, não haveria ladrões e assaltantes se não houvesse quem os incentive a cometer tal crime. Então, não contribua com a violência. Não compre produtos suspeitos de roubo, principalmente se você é cristão. Coloque-se no lugar de quem foi lesado. A recomendação de Jesus foi: “Não façam aos outros o que não quer que os outros façam a você.” Está mais do que na hora de seguirmos seus conselhos.


 
 Rudymara
 
 
 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

QUEM É ESPERTO NÃO USA DROGAS


 
 Muitos defendem a droga dizendo: "Não estou prejudicando ninguém. A vida é minha e eu faço o que quero com ela." Tem razão, temos o livre arbítrio e podemos fazer o que quisermos com nossa vida mas, este discurso egoísta, mostra total ignorância no assunto, pois ela não prejudica só sua vida. O dependente de drogas, geralmente, envolve a família, a sociedade e torna-se envolvido com a criminalidade, pois quando este fica sem condições financeiras para adquiri-la, a consegue com o traficante, através do sistema de comissão nas vendas; sem contar pequenos e grandes furtos, assaltos, muitas vezes, seguidos de mortes, etc. E quando não tem dinheiro para pagar o traficante, é perseguido e morto. Chegam a matar familiares para obter algo que possam vender e sustentar seu vício. E com isso, traficantes se fortalecem, matando vidas de maneira direta ou indireta, desagregando famílias e desequilibrando a sociedade. Muitos acreditam também, que o usuário não deve ser punido. Mas é o usuário que fortalece o traficante e, consequentemente, ambos fortalecem a criminalidade. Se não houvesse usuário, não haveria traficante. O usuário deveria ser encaminhado, obrigatoriamente, a um centro de recuperação, antes de tornar-se violento, perigoso a sociedade. E os que já estão cometendo delitos também.
Os usuários de drogas viram zumbis vivos onde marcam hora para usar (4:20), só pensam naquilo o tempo todo e muitos só conseguem executar alguma atividade após o uso dela. Isso não é esperteza. Usar algo que nos escraviza não pode ser algo inteligente. Muitos chamam a maconha de "a planta da paz". Qual a durabilidade dessa sensação de paz? Se trouxesse paz, muitos não ficariam nervosos sem seu uso. Pensemos nisso! Não deixemos nos enganar. Esperto é quem NÃO usa drogas. Este não precisa correr de polícia, de traficante, enfim, não se compromete com a lei dos homens e nem com a de Deus.



Rudymara
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 31 de março de 2014

VIVA A DEMOCRACIA!!!!!!


Democracia: regime onde temos liberdade de falar, esbravejar, gritar, xingar, mas a obrigação de engolir a indignação de não poder fazer nada contra a falta de educação, segurança, moradia e saúde. Pagamos para ter tudo isso, através dos impostos, mas não temos de boa qualidade. Temos que pagar escola particular, planos de saúde, alarmes, seguros de carro, casa, etc., para podermos ter um pouco de segurança e se quisermos melhor qualidade de saúde e educação.
Na Democracia a tortura e morte não são mais às escondidas (como na Ditadura), mas nas filas dos hospitais, nas vias públicas com os assaltos, nas moradias debaixo dos viadutos e periferias invadidas, etc. Onde os cadáveres são as vítimas que morrem todos os dias pela falta de segurança e saúde. E há os cadáveres ambulantes, verdadeiros zumbis que, nada mais são que dependentes das drogas e que moram em nossas ruas e lares de todas as cidades deste país. Onde a cada dia pagamos “democraticamente” mais impostos. Onde o cidadão é livre para abrir seu “próprio negócio”, desde que pague “democraticamente" impostos abusivos. Onde o cidadão é livre para ir e vir desde que pague “democraticamente” o pedágio. Onde o cidadão pode ter sua casa “própria” desde que pague "democraticamente" o resto da vida o imposto IPTU. Onde o cidadão pode comprar seu carro desde que pague “democraticamente” o imposto do IPVA e o seguro “obrigatório” todos os anos. Onde o cidadão pode ser um profissional liberal desde que pague o resto da vida, “democraticamente”, para exercer a profissão (CREA, CRM, etc). Onde elegemos políticos para nos representar, mas que legislam em causa própria, eles nunca perguntam o que queremos que votem. Onde o tráfico de drogas comanda paralelamente com os Governos.
Se o Regime militar deixou a desejar, o Regime democrático também está deixando. Por que? Porque o problema não são os Regimes, mas quem toma conta deles.
ENFIM, VIVA A DEMOCRACIA, COMO ELA DEVE SER VIVIDA, COM LIBERDADE SEM LIBERTINAGEM, COM AUTORIDADE SEM AUTORITARISMO.


Rudymara


O LIVRO DOS ESPÍRITOS, QUESTÃO 916: O egoísmo, longe de diminuir, aumenta com a civilização , que parece excitá-lo e entretê-lo; como a causa poderia destruir o efeito?
 
"Quanto maior o mal, mais ele se torna hediondo. Era preciso que o egoísmo fizesse muito mal para fazer compreender a necessidade de extirpá-lo.
Quando os homens tiverem se despojado do egoísmo que os domina, eles viverão como irmãos, não se fazendo mal, entreajudando-se reciprocamente, pelo sentimento mútuo da solidariedade. Então, o forte será o apoio e não o opressor do fraco, e não se verá mais homens a quem falta o necessário, porque todos praticarão a lei da justiça. É o reino do bem que os Espíritos estão encarregados de preparar.“





JEJUM NA VISÃO ESPÍRITA

 
 "Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando. Eu digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará." (Mateus 6:16-18)

Moisés, instituiu a prática de jejuar, e disse que era pedido divino, proclamando que Jeová castigaria aqueles que não a observassem.
Como acontece com todo culto exterior, em breve o jejum deixou de servir à religião para servir ao religioso. Os judeus submetiam-se ao jejum, não por empenho de purificação, mas apenas para mostrar que observavam com rigor os pedidos divinos.
Os fariseus, por exemplo, jejuavam duas vezes por semana. Nesses dias, para evidenciarem que isto representava sacrifício para eles, apresentavam as vestes mal arrumadas, barba e cabelos em desalinho, expressão torturada . . . É provável que nem mesmo estivessem jejuando, já que o importante era a aparência.
Jesus combate o comportamento hipócrita, recomendando que o jejuante se mantenha sereno, dentro da normalidade, em sua apresentação pessoal, buscando não a apreciação dos homens, mas a aprovação de Deus.
Jejum não se trata da mera abstenção de alimentos. Algumas horas ou todo um dia ingerindo apenas líquidos é prática saudável que desintoxica o organismo, se bem orientada, mas não tem nada a ver com nossa edificação espiritual. Se fosse assim, multidões que estão abaixo da linha da pobreza, submetidas a um jejum permanente, não por opção, mas por carência, seriam criaturas santas. Pelo contrário, fome e agressividade, geralmente, dão-se as mãos. O jejum a que se refere Jesus é de ordem MORAL. Se quisermos nos renovar, é necessário combater nossas mazelas, cultivando a Virtude e o Bem.
Então, nos períodos de jejum é preciso seguir a recomendação de Jesus: erguer a cabeça, mantendo expressão serena, calando a própria dor, confiantes em Deus. E Ele, que tudo vê, encontrará em nós a posição ideal para que nos possa ajudar.



RICHARD SIMONETTI




 
 
 
 

quarta-feira, 26 de março de 2014

NÃO SE MATE, VOCÊ NÃO MORRE!


 
"EMBORA NINGUÉM POSSA VOLTAR ATRÁS E FAZER UM NOVO COMEÇO, QUALQUER UM PODE COMEÇAR AGORA E FAZER UM NOVO FIM." - Chico Xavier
 
 
OBSERVAÇÃO: Todos que moram neste mundo, hora ou outra passam por dificuldades, dores, tristezas, desânimos. Se cada uma dessas pessoas se matassem, o mundo estaria desabitado. Precisamos enfrentar as dificuldades, saltar os obstáculos e recomeçar todos os dias. Você errou? E daí? Somos falíveis. Espíritos em aprendizado. Até os 12 apóstolos que Jesus escolheu tinham algo a corrigir. Tente não errar mais e siga em frente. Suicídio não é a porta de saída dos problemas, mas a porta de entrada para mais problemas. Porque prestaremos contas do ato impensado. Como? Recomeçando, numa próxima encarnação, enfrentando, talvez, complicações físicas no local lesado pelo suicídio e dando continuação às lições que interrompemos ao nos retirarmos do corpo físico antes da hora. Portanto, precisamos lembrar, NÃO SE MATE, VOCÊ NÃO MORRE. Quem morre é o corpo físico. O espírito é imortal.

 
 
Rudymara



 

terça-feira, 25 de março de 2014

O ESPÍRITA FAZ CARIDADE ESPERANDO RECOMPENSA NA VIDA FUTURA?


 
Os espíritas são cristãos e como cristãos devemos seguir os ensinamentos do Cristo. O Cristo para nós é o modelo e guia espiritual. Não vemos Jesus com interesse de pedir favores, mas como exemplo a ser seguido.
Nós espíritas miramos num objetivo: EVOLUÇÃO. E não conseguiremos evoluir se vivermos egoisticamente pensando somente em nós e em nossa família consanguínea.
Nós aprendemos com Jesus que nós somos uma só família, porque Deus é nosso Pai, portanto, somos irmãos. Então, nós não ficamos esperando que nos peçam ajuda. Nós vamos até as pessoas para oferecê-la. Seja de qualquer religião, raça ou situação financeira.
Nós acreditamos que já vivemos muitas vidas, e que a cada encarnação trazemos uma bagagem de erros e acertos. Portanto, nossas dores e aflições são consequências de nossas ações, nesta e em outras vidas. A lei de Deus nos dá a oportunidade de quitar alguns débitos através do bem que estendemos ao próximo. Foi Jesus que disse: “O AMOR COBRE MULTIDÃO DE PECADOS”. E nesta busca de quitar nossos débitos nós vamos criando hábitos de sermos melhores, mais caridosos, misericordiosos, enfim, mais cristão.

Este interesse acontece também em outras religiões. Umas só ajudam com o intuito de receber algo em troca. São as famosas barganhas com Deus através de promessas. E muitos fazem algo aguardando ir para o céu. Outras pagam o dízimo com o intuito de receber a oferta em dobro. Enfim, interesse tem em todas as religiões, mas a nossa visa quitar débitos e a melhora espiritual.
Nosso lema é: “DEVEMOS SER HOJE MELHOR DO QUE FOMOS ONTEM E AMANHÃ MELHOR DO QUE FOMOS HOJE.”Além do mais, é melhor fazer com interesse do que não fazer nada. Como disse Claudio Viana Silveira “CADA UM RESPONDERÁ POR TODO O MAL QUE RESULTE DO BEM QUE NÃO HAJA FEITO”. E Jesus deixou claro que: “A CADA UM SEGUNDO SUAS OBRAS." - (Mateus 16:2)
 
 
Rudymara
 
 
 
 
 

sexta-feira, 21 de março de 2014

DIREITOS E FUNÇÕES DAS MULHERES E DOS HOMENS SÃO IGUAIS?


 
Por isso, Allan Kardec perguntou na questão 822-a: “... uma legislação, para ser perfeitamente justa, deve consagrar a igualdade dos direitos do homem e da mulher?” E os mentores responderam: “Dos direitos sim; das funções, não. Preciso é que cada um esteja no lugar que lhe compete . . .”
Pretender absoluta igualdade envolvendo as funções é contrariar a própria biologia. O homem foi estruturado para o trabalho mais pesado; a mulher é convocada às responsabilidades do lar, particularmente no cuidado dos filhos. Não pretendemos reinstituir as Amélias, o retorno da mulher à condição de escrava do lar. Ela tem o direito e, mais que isso, a necessidade de desenvolver atividades na comunidade. Mas é preciso reconhecer que acima dos sucessos no campo social e profissional, está a suprema realização feminina como esposa e mãe, sustentando o lar, que é reconhecidamente a célula básica da civilização. A família pode transformar a casa de tijolos em lar, quando os membros desenvolvem os valores éticos, as responsabilidades morais. É dentro dos lares que saem as pessoas que irão compor a sociedade. Os futuros médicos, professores, engenheiros, políticos, pais, mães, funcionários públicos, profissionais em geral. Portanto, lares equilibrados, sociedade equilibrada; lares desequilibrados, sociedade desequilibrada. A sociedade é o reflexo de nossos lares.
A renovação das criaturas se fará através da “educação”. Não da educação instrução, que recebemos nos bancos escolares, mas da educação moral, que recebemos dentro do lar. Através, principalmente, do exemplo. Mas, como espíritos imperfeitos podem ser bons educadores? Reconhecemos as verdadeiras educadoras não pela santidade, mas pelo “esforço” e pela “disciplina” que trouxerem como bagagem, os quais serão os alicerces firmes e sólidos da “educação”. São valores reconhecidos pelos que buscam acertar na tarefa. Então, devemos ter sempre conosco a legenda “educar-se para educar”, a fim de não esquecermos nossa necessidade de progresso. E, a cada avanço na jornada evolutiva, melhoramos nossa condição de educadores. O espírito eminentemente feminino, na sua maioria, já adquiriu na esteira das encarnações sucessivas enormes cabedais de afetividade e sensibilidade, amor e ternura, carinho e delicadeza, devido muito especialmente à doação incessante à maternidade e aos membros da família.
O aperfeiçoamento moral de todo espírito reencarnado passa inevitavelmente pelo trabalho amoroso e educativo de toda mãe terrestre, como afirma e espírito Agostinho no O Evangelho Segundo o Espiritismo cap. XIV, item 9: “Merecei as divinas alegrias que Deus concede à maternidade, ensinando a essa criança que ela está na Terra para se aperfeiçoar, amar e abençoar.”


Richard Simonetti.


 

quarta-feira, 19 de março de 2014

JOSÉ, PAI DE JESUS

 
(...) Das cinco vezes que a palavra sonho aparece no Novo Testamento, quatro estão relacionadas com José, o pai de Jesus, sempre sendo convencido por um anjo a fazer exatamente o contrário do que estava planejando ou que mandava o senso comum, demonstrando uma confiança ilimitada em Deus.
José foi o protótipo do coadjuvante, entretanto protegeu a família sagrada. Dele não sabemos nada, só o nome de seu pai, graças à genealogia de Jesus. Segundo Mateus, foi um homem justo, que na época significava uma referência de caráter e piedade para a comunidade.
Foi um artesão construtor na pequena Nazaré e deu o exemplo das mãos calosas, do suor no rosto e das lutas cotidianas para Jesus, que certamente o ajudava.
José não nos deixou uma só palavra. Entregou-nos, entretanto o seu silêncio. Esse silêncio não é mutismo de quem não tem nada a dizer, ou absenteísmo de quem, alienado, não se dá conta do que ocorre consigo. Ele falava com as mãos e ferramentas, refletindo sua intensa vida interior. Jesus, durante o seu ministério público, utilizou o silêncio como técnica de ensino.
É certo que se Jesus denominou Deus como Abbá (paizinho, em aramaico) foi porque teve essa experiência com José. Na família patriarcal judaica o pai cuidava, preferencialmente, da educação dos filhos a partir dos cinco anos. Registramos ainda que o espírito Humberto de Campos no notável livro “Boa Nova”, psicografado por Francisco Cândido Xavier, afirma no capítulo três que Jesus viveu e se desenvolveu junto a José.
Eclipsado pelo Sol que é Jesus, seu filho, e por Maria, a Lua que reflete a luz solar, sua esposa, José, geralmente, só é lembrado quando armamos o presépio de Natal.
José só começou a chamar a atenção dos teólogos e devotos graças à admiração que Teresa d’Ávila, a grande reformadora do Carmelo na Espanha no século XVI, sempre lhe dedicou. Em sua vida testemunha: “Não me recordo de dirigir uma súplica a São José que não tenha sido atendida.”
 
 
Frederico Guilherme Kremer