quinta-feira, 3 de outubro de 2013

ALLAN KARDEC É A TERCEIRA REVELAÇÃO DIVINA?


 
Não. A 3ª revelação divina são os ensinamentos trazidos pelos "Espíritos Superiores", chamados de "Espírito Santo" por várias religiões. Através de várias "médiuns", chamadas de "profetas" por várias religiões. Portanto, Kardec apenas coletou e organizou tais ensinamentos para que pudesse nascer um código de normas morais que se encontram nas obras básicas da doutrina espírita. Mas, lembremos que, o Espiritismo, não foi trazido como uma doutrina já completa, sem nada mais a acrescentar, os ensinamentos continuam e continuarão sendo trazidos do mais Alto, conforme a nossa necessidade de progresso espiritual e, também, a serem adquiridos pelo progresso científico.
 
Rudymara
 
 
 
 
 
 

O ESPIRITISMO DEVE SER MELHOR COMPREENDIDO


 
POR QUE VOCÊ PROCURA O ESPIRITISMO? Quem procurar o Espiritismo somente para obter cura imediata de seus males físicos e espirituais, ou para resolver de pronto seus problemas materiais, poderá ficar decepcionado. Porque somente se realiza o que estiver dentro das leis divinas.
QUAL A FINALIDADE DO ESPIRITISMO?  O Espiritismo não tem por finalidade principal a realização de fenômenos, mas, sim, o progresso moral da humanidade.
O ESPIRITISMO RETIRA PROBLEMAS E DORES DAS PESSOAS?O Espiritismo esclarece que não retira problemas e dores do nosso caminho. Explica-nos o porquê das coisas e ensina-nos: como podemos melhorar a nós mesmo para gerarmos efeitos felizes; como prevenir e resolver problemas espirituais, desde que empreguemos vontade e esforço no sentido do Bem; ou ainda, como superar aquilo que, por ora, não pode ser mudado porque nos serve de expiação ou de prova.
 
 
 
 
 

ALLAN KARDEC



O nome verdadeiro de Allan Kardec é Hippolyte Léon Denizard Rivail. Ele foi um professor que escreveu livros didádicos. Mas, para publicar as obras espíritas, e não ser confundida com os livros que escreveu, como pedagogo, adotou o pseudônimo de Allan Kardec, nome que, conforme revelação feita (pelo espírito Zéfiro), usara em encarnação anterior, ainda em solo francês (Gálias, hoje, França), ao tempo dos druidas.
ALLAN KARDEC CRIOU O ESPIRITISMO?
Não. Allan Kardec apenas formulou e organizou as perguntas, mas as respostas foram dadas pelos Espíritos através da mediunidade de várias jovens médiuns. O primeiro livro da doutrina espírita é “O livro dos Espíritos”, e ele tem este nome porque o conteúdo pertence aos “Espíritos” e não à Kardec.
POR QUE ALLAN KARDEC É CHAMADO DE "O CODIFICADOR"?
Porque ele coletou e organizou os ensinos "dos Espíritos", as leis e os princípios revelados. E para distingui-la das demais doutrinas espiritualistas, Rivail a denominou Espiritismo e, aos adeptos, chamou de espíritas ou espiritistas.
POR QUE ALGUNS DIZEM SER "KARDECISTA"?
Para dizer que ela segue o Espiritismo, pois muitos confundem o Espiritismo com outras religiões espiritualistas.
ENTÃO, É ERRADO DIZER "SOU KARDECISTA"?
Não, mas o certo é dizer "sou espírita". Quando dizemos "sou kardecista", estamos dizendo que seguimos os ensinamentos de Kardec, quando na verdade seguimos os ensinamentos dos espíritos. Kardec apenas organizou os ensinamentos dos espíritos.
O ESPIRITISMO TEM DIVISÃO?
Não. Espiritismo é um só. Centro Espírita só os que seguem a Doutrina dos Espíritos. Algumas religiões que usam o nome de "Centro Espírita" e divergem dos ensinamentos dos Espíritos que estão nas obras básicas codificadas por Kardec, não são Centros Espíritas, são Casas Espiritualistas.
QUAL A DIFERENÇA DE ESPIRITISMO E ESPIRITUALISMO?
Espiritismo é uma doutrina filosófica, científica e religiosa.
Espiritualismo é a crença em algo além da matéria. Muitas crenças crêem na comunicação com os espíritos (espírito santo, caboclos, etc. ), mas não são espíritas.
Podemos concluir que todo espírita é espiritualista (porque crê em algo além da matéria), mas nem todo espiritualista é espírita (porque não segue os ensinamentos trazidos pelos espíritos através de Allan Kardec) .
ALLAN KARDEC CRIOU UM EVANGELHO?
Não. O Evangelho segundo o Espiritismo é o Evangelho de Jesus com explicações sob a ótica espírita ou dos espíritos superiores.
A curiosidade de Kardec trouxe ensinos que consolam, fortalecem e explicam o que era inexplicável além de mostrar a bondade, justiça e amor de Deus.
Obrigada, Kardec!
Rudymara

ANIVERSÁRIO DE KARDEC



O nome verdadeiro de Allan Kardec é Hippolyte Léon Denizard Rivail. Ele foi um professor que escreveu livros didádicos. Mas, para publicar as obras espíritas, e não ser confundida com os livros que escreveu, como pedagogo, adotou o pseudônimo de Allan Kardec, nome que, conforme revelação feita (pelo espírito Zéfiro), usara em encarnação anterior, ainda em solo francês (Gálias, hoje, França), ao tempo dos druidas. 
ALLAN KARDEC CRIOU O ESPIRITISMO?
Não. Allan Kardec apenas formulou e organizou as perguntas, mas as respostas foram dadas pelos Espíritos através da mediunidade de várias jovens médiuns. O primeiro livro da doutrina espírita é “O livro dos Espíritos”, e ele tem este nome porque o conteúdo pertence aos “Espíritos” e não à Kardec.
POR QUE ALLAN KARDEC É CHAMADO DE "O CODIFICADOR"?
Porque ele coletou e organizou os ensinos "dos Espíritos", as leis e os princípios revelados. E para distingui-la das demais doutrinas espiritualistas, Rivail a denominou Espiritismo e, aos adeptos, chamou de espíritas ou espiritistas.
POR QUE ALGUNS DIZEM SER "KARDECISTA"?
Para dizer que ela segue o Espiritismo, pois muitos confundem o Espiritismo com outras religiões espiritualistas. 
ENTÃO, É ERRADO DIZER "SOU KARDECISTA"?
Não, mas o certo é dizer "sou espírita". Quando dizemos "sou kardecista", estamos dizendo que seguimos os ensinamentos de Kardec, quando na verdade seguimos os ensinamentos dos espíritos. Kardec apenas organizou os ensinamentos dos espíritos.
O ESPIRITISMO TEM DIVISÃO?
Não. Espiritismo é um só. Centro Espírita só os que seguem a Doutrina dos Espíritos. Algumas religiões que usam o nome de "Centro Espírita" e divergem dos ensinamentos dos Espíritos que estão nas obras básicas codificadas por Kardec, não são Centros Espíritas, são Casas Espiritualistas. 
QUAL A DIFERENÇA DE ESPIRITISMO E ESPIRITUALISMO?
Espiritismo é uma doutrina filosófica, científica e religiosa.
Espiritualismo é a crença em algo além da matéria. Muitas crenças crêem na comunicação com os espíritos (espírito santo, caboclos, etc. ), mas não são espíritas.
Podemos concluir que todo espírita é espiritualista (porque crê em algo além da matéria), mas nem todo espiritualista é espírita (porque não segue os ensinamentos trazidos pelos espíritos através de Allan Kardec) .
ALLAN KARDEC CRIOU UM EVANGELHO?
Não. O Evangelho segundo o Espiritismo é o Evangelho de Jesus com explicações sob a ótica espírita ou dos espíritos superiores. 
A curiosidade de Kardec trouxe ensinos que consolam, fortalecem e explicam o que era inexplicável além de mostrar a bondade, justiça e amor de Deus. 
Obrigada, Kardec!

Rudymara




HOJE É ANIVERSÁRIO DE ALLAN KARDEC


VAMOS CONHECER UM POUCO A HISTÓRIA DE ALLAN KARDEC?

Allan Kardec foi convidado por um amigo para participar de uma reunião onde as pessoas sentavam-se em torno de uma mesa e faziam perguntas e esta respondia por meio de pancadas. No início ele não acreditou que uma “mesa” pudesse pensar para responder. Apesar de duvidar, resolveu participar da reunião. Foi então que, viu uma mesa girar, saltar e responder perguntas. Com o tempo e, muita pesquisa, observou que não era a mesa que respondia, mas sim espíritos de homens que já viveram entre nós na Terra.

No livro “O que é o Espiritismo”, escreveu: “Essa crença apóia-se em raciocínios e fatos. Eu próprio não a adotei antes de tê-la examinado demoradamente. Tendo adquirido, no estudo das ciências exatas, hábitos positivistas, sondei, esquadrinhei essa nova ciência em seus mais íntimos refolhos; quis dar-me conta de tudo, porque nunca aceito uma idéia sem conhecer o porque e o como.”

No início ele recebeu ajuda de médiuns que utilizavam material precário. Depois ele foi aperfeiçoando e notando que não precisava de objetos, que os espíritos podiam se comunicar de maneira direta pela mão do médium.  

E, por organizar os ensinos revelados pelos espíritos formando uma coleção de leis (um código) é que Allan Kardec foi chamado “O Codificador”.

O nome verdadeiro de Allan Kardec é Hippolyte Léon Denizard Rivail. Ele foi um professor que escreveu livros didádicos. Mas, para publicar das obras espíritas, e não ser confundida com os livros que escreveu, como pedagogo, adotou o pseudônimo de Allan Kardec, nome que, conforme revelação feita (pelo espírito Zéfiro), usara em encarnação anterior, ainda em solo francês (Gálias, hoje, França), ao tempo dos druidas.


Rudymara


terça-feira, 1 de outubro de 2013

O IDOSO E O TRABALHO



O trabalho é lei da vida, fomentando o progresso dos seres e dos mundos.
Tudo trabalha em a natureza, desde o verme que se arrasta nas entranhas da terra até o Sol gigantesco e fecundo.
O homem, igualmente, encontra no trabalho o mecanismo de aperfeiçoamento e realização.
Alcançando o envelhecimento físico, chega também à aposentadoria; entretanto, se esta libera o homem do trabalho profissional, não o impossibilita, porém, de continuar em atividade, buscando ser útil às pessoas que o cercam.
Muitos idosos aposentados crêem-se inúteis à sociedade e entregam-se à inércia destruidora.
Essa, muitas vezes, são a causa do desgosto e tristeza que se abatem sobre o idoso, aniquilando-lhe a auto-estima.
Entretanto tal situação pode ser superada mantendo o idoso uma visão mais ampla sobre o fenômeno da vida.
O envelhecimento físico poderá obrigá-lo a modificar as suas atividades, porém jamais conduzi-lo à inanição.
Assim, o idoso deve aceitar a aposentadoria como um prêmio da vida pelos anos de serviços realizados, que lhe permitirá mudar as atividades, sendo útil às pessoas com as quais convive e aos semelhantes necessitados.
Sem o compromisso profissional, o idoso pode administrar as suas horas, não permitindo jamais a hora vazia.
Que ele esteja, pois, sempre em atividade.
Busque a literatura nobre e edificante.
Visite um amigo.
Ouça as queixas de alguém.
Preste algum serviço em uma casa de amparo à pessoas carentes.
Seja útil dentro de casa.
Colabore com todos.
É verdade que a senectude traz algumas limitações, porém não o impede de ser útil.
Compete ao idoso descobrir esta ou aquela tarefa e realizá-la com carinho e dedicação.
Em atividade, ele jamais encontrará tempo para tristezas desnecessárias.
 
 
Do livro: NO ENTARDECER DA EXISTÊNCIA
Pelo espírito: ANTONIO CARLOS TONINI
Psicografia de: LUIS ANTONIO FERRAZ
 

OBSERVAÇÃO: Chico Xavier, Irmã Dulce, e outros que dedicaram sua vida ao próximo, apesar das doenças, trabalharam até a morte do seu corpo físico.
 
 


SABER ENVELHECER



No contexto da arte de viver, é necessário saber envelhecer.
O receio e a angustia com que as pessoas observam o tempo passar conduzindo-as à senectude, demonstram completa falta de entendimento acerca do fenômeno da vida.
A causa do medo de envelhecer está no conceito equivocado que se faz da fase anterior da existência física.
Muitas vezes, a falta de aceitação do envelhecimento do corpo físico gera um estado psicológico enfermo, levando as pessoas à perda do bom senso. Passam a mentir a idade que possuem e, em verdadeiro processo de auto-afirmação e fuga da própria realidade, costumam fazer uso de roupas e acessórios inadequados, expondo-se ao ridículo.
Não nos referimos, aqui, aos recursos naturais de higiene, beleza e cuidados com o corpo físico que visam a saúde e a boa aparência, que devem e precisam fazer parte das ações diárias, no indispensável dever de “cuidar do corpo e do espírito”.
Reportamo-nos aos excessos e abusos sempre inoportunos em quaisquer situações, e às técnicas cirúrgicas que põem em risco a vida das criaturas e que existem na Terra para a sublime tarefa de corrigir os processos naturais da existência.
Saber envelhecer não significa entregar-se passivamente à inatividade, sempre prejudicial, mas sim continuar em ação, apenas compreendendo que se iniciará uma fase de novas atividades na vida.
Do livro: NO ENTARDECER DA EXISTÊNCIA
Pelo espírito: ANTONIO CARLOS TONINI
PsIcografia de: LUIS ANTONIO FERRAZ

domingo, 29 de setembro de 2013

REFORMA ÍNTIMA


O que é a Reforma Íntima?
A Reforma Íntima é um processo contínuo de auto conhecimento da nossa intimidade espiritual, modelando-nos progressivamente na vivência evangélica, em todos os sentidos da nossa existência. É a transformação do homem velho, carregado de tendências e erros seculares, no homem novo, atuante na implantação dos ensinamentos o Divino Mestre, dentro e fora de si.
Por que a Reforma Íntima?
Porque é o meio de nos libertarmos das imperfeições e de fazermos objetivamente o trabalho de burilamento dentro de nós, conduzindo-nos compativelmente com as aspirações que nos levam ao aprimoramento do nosso espírito.
Para que a Reforma Íntima?
Para transformar o homem e a partir dele, toda a humanidade, ainda tão distante das vivências evangélicas. Urge enfileirarmo-nos ao lado dos batalhadores das ultimas horas, pelos nossos testemunhos, respondendo aos apelos do Plano Espiritual e integrando-nos na preparação cíclica do Terceiro Milênio.
Onde fazer a Reforma Íntima?
Primeiramente dentro de nós mesmos, cujas transformações se refletirão depois em todos os campos de nossa existência, no nosso relacionamentos com familiares, colegas de trabalho, amigos e inimigos e, ainda, nos meios em que colaborarmos desinteressadamente com serviços ao próximo.
Quando fazer a Reforma Íntima?
O momento é agora e já; não há mais o que esperar. O tempo passa e todos os minutos são preciosos para as conquistas que precisamos fazer no nosso íntimo.
Como fazer a Reforma Íntima?
Ao decidirmos iniciar o trabalho de melhorar a nós mesmos, um dos meios mais efetivos é uma Escola de Aprendizes do Evangelho, cujo objetivo central é exatamente esse. Com a orientação dos dirigentes, num regime disciplinar, apoiados pelo próprio grupo e pela cobertura do Plano Espiritual, conseguimos vencer as naturais dificuldades de tão nobre empreendimento, e transpomos as nossas barreiras. Daí em diante o trabalho continua de modo progressivo, porem com mais entusiasmo e maior disposição. Mas, também, até sozinhos podemos fazer a nossa Reforma Íntima, desde que nos empenhemos com afinco e denodo, vivendo coerentemente com os ensinamentos de Jesus.
 
Ney Prieto Peres
Extraído do manual Prático do Espírita
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A LOJA DE DEUS



Entrei numa loja, vi um anjo no balcão e perguntei:
- Anjo do Senhor, o que vende aqui?
- Todos os dons de Deus, respondeu ele.
- E custa muito? - Voltei a perguntar.
- Não custa nada! Aqui tudo é de graça.
Contemplei a loja e vi que havia: "jarras de amor", "vidros de fé", "potes de esperança", "caixinhas de salvação" e "sabedoria".
Tomei coragem e pedi:
- Por favor, quero o “amor de Deus, todo o seu “perdão”, um “vidro de fé”, bastante “felicidade" e "muita paz" para mim e para minha família.
Então, o anjo preparou e entregou-me um pequenino embrulho que cabia na minha mão. Incrédulo, eu disse:
- Mas como é possível estar tudo o que eu pedi aqui? Sorrindo, o anjo respondeu:
- Meu querido irmão, na loja de Deus nós não vendemos frutos, apenas sementes.


OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: Esta estória nos mostra que os ensinamentos do Cristo são as sementes que devemos plantar, regar, arrancar as ervas daninhas, exterminar as pragas, para que possam crescer e dar frutos em nossas atitudes, palavras e pensamentos.
Mas, muitos de nós, queremos ganhar o fruto sem o trabalho do cultivo. Por isso, as preces são peditórios de: notas escolares para alunos que não se esforçam no estudo; trabalho com remuneração avantajada, sem escolaridade e esforço; trabalho que bata à sua porta; passar em concursos sem estudar; paz, quando seu lema é " não levar desaforo para casa"; perdão de erros, sem perdoar os que erram; fim dos roubos, quando são compradores de produtos roubados; fim dos traficantes, mas são usuários de drogas, etc.
A vida é o que dela fizermos.
A paz, a felicidade, a fé, assim como outros sentimentos, são conquistas individuais. Não são privilégios que Deus concede aos seus escolhidos.







terça-feira, 24 de setembro de 2013

CIÚMES É DESEQUILÍBRIO EMOCIONAL

  



"Os ciumentos não precisam de causa para o ciúme: têm ciúme, nada mais. O ciúme é monstro que se gera em si mesmo e de si nasce"
  - Willian Shakespeare, Otelo
O ciúme é a inquietação mental causada por suspeita ou receio de rivalidade nos relacionamentos humanos. É uma distorção, um exagero, um desequilíbrio do sentimento de zelo.
Adentrando na intimidade deste sentimento, vamos descobrir que ele é "medo", medo de algum dia ser dispensável à pessoa com a qual se relaciona; é o medo de ser abandonado, rejeitado ou menosprezado; medo de não mais ser importante; medo de não ser mais amado, enfim, é, de certa forma, medo da solidão.
O psiquiatra e psicoterapeuta Eduardo Ferreira Santos, revela que tal sentimento é totalmente voltado para si mesmo, egocentrado no indivíduo, e por esta afirmação podemos entender o porquê da frase do personagem "lago", de Shakespeare, dizendo que o ciúme não precisa de causas exteriores, que se gera em si mesmo.
Suas causas interiores, segundo Joanna de Ângelis, Espírito, são encontradas principalmente na insegurança psicológica, na baixa auto-estima, no orgulho avassalador que não suporta rivalidades, e no egoísmo, que ainda nos faz ver aqueles que estão à nossa volta como posses.
O ser inseguro transfere para o outro a causa desta insegurança, dizendo-se vítima, quando apenas é escravo de idéias absurdas, fantasias, ilusões, criadas em sua mente, que ateia "incêndios em ocorrências imaginárias".
Agravado este sentir leva a psicoses, a problemas neuropsiquiátricos, como diversos tipos de disritmias cerebrais, sendo causador de agressões físicas e crimes passionais.
Além disso, não podemos esquecer que sua existência é sempre uma porta aberta para a obsessão, uma oportunidade de sermos influenciados por aqueles que desejam nosso mal.
O ciúme é um sinal de alerta mostrando que algo não vai bem, que algo precisa ser reparado, repensado. Sua erradicação de nossos viveres somente será realizada com a análise íntima constante, com o vigiar dos pensamentos, dos atos, lembrando sempre que "ninguém é de ninguém", que não possuímos as pessoas, e que o verdadeiro amor LIBERTA e CONFIA.
O ciúme "insegurança" precisa ser substituído pela CONFIANÇA "certeza", que é sim uma real prova de amor.

 

Fonte: Jornal Mundo Espírita – Março/2001