quarta-feira, 29 de maio de 2013

JUSTIÇA


 
"PEDIMOS JUSTIÇA OU VINGANÇA?"
"QUEM PEDE JUSTIÇA PARA SI É JUSTO COM O PRÓXIMO?"

JOSÉ RAUL TEIXEIRA: "(...)Muitas coisas que o juiz encarnado, que o juiz humano não consegue captar, não consegue ver, só o olhar da Divindade pode ver.
Jamais um juiz humano entenderá, de fato, as reais motivações que levaram ou que levam uma criatura cometer um crime, um desatino.
Todas as respostas que temos, nesse sentido, são as respostas exteriores, aquilo que a gente pode ver.
Foi a pobreza, foi a fome, foi o desemprego, foi o desespero. Mas as razões profundas, a bagagem que esse Espírito traz, as marcas que essa alma carrega em si, nenhum juiz humano consegue ver. Só o Pai da vida, somente o Senhor Supremo pode saber.
Então, muitas vezes, quando as criaturas clamam por justiça, estão clamando por vingança, porque toda justiça que age fora das bases do amor se torna crueldade. A justiça sem amor é vingança social.
Daí, a nossa necessidade de entendermos bem o que vem a ser justiça.
Todas essas pessoas que clamam por justiça contra os outros exercem a injustiça.
Fazem greves por melhores salários para si, por exemplo, mas não melhoram o salário dos seus empregados. São pessoas injustas.
Reclamam que a cidade está desorganizada, mas atiram papéis, lixo da janela do carro, dos ônibus, na via pública, para onerar a cidade e impor que alguém vá limpar a sua sujidade.
Estacionam seu carro sobre calçadas por onde as pessoas deveriam passar e essas pessoas têm que disputar a rua com os outros carros que passam.
Elas querem justiça contra os outros, mas não vivenciam o princípio básico da justiça: Fazer ao outro o que o outro merece. Dar às pessoas aquilo que as pessoas merecem.
Desejamos considerações da justiça para conosco; queremos os direitos, mas não exercitamos a prática da justiça, quando se trata de beneficiar os outros.
Quantas vezes colocamos, nas nossas festas, no apartamento, nas casas, a nossa música no maior volume, com todos os decibéis, não nos importando se há crianças recém-nascidas, se há idosos cansados, doentes ou, simplesmente, se as pessoas não querem ouvir o nosso barulho.
Nosso critério de direito está muito equivocado.
Nosso critério de democracia é equivocadíssimo porque temos um conceito de democracia que só serve para nós, que é contra os outros, quando a democracia propõe o direito de todos, a justiça para todos.
Se não respeito a minha vizinhança quando desejo dar a minha festa, estou tratando com a injustiça social. Como é que eu cobro das autoridades justiça para mim?
É com isto que nós começamos a pensar como têm sido equivocadas as nossas posturas diante da vida, no capítulo que se refere à justiça.
Vale a pena pensar que, quando o Cristo propôs que nós não julgássemos porque, com a mesma medida com que julgássemos seríamos julgados, ficamos pensando na responsabilidade do magistrado, daquele que tem o dever profissional de julgar, de sentenciar.
Se ele não tiver luz por dentro, se ele não tiver lucidez na alma, amor no coração, ele será um verdugo da sociedade porque estará punindo as pessoas em nome do seu sentimento de mágoa, de revolta ou de sua displicência.
Não é por outra razão que o Evangelho do Reino nos diz que quem com ferro fere, com ferro será ferido, representando a lei de Talião, o dente por dente, olho por olho.
Só em Cristo encontramos a proposta do amor. E, quando amamos, até a nossa avaliação e o nosso juízo, são macios
."
 
 
 
 
 

 

terça-feira, 28 de maio de 2013

MODERNIDADE X MODISMO

No tempo de Kardec havia uma divergência para o estudo da doutrina. Uns cuidavam das manifestações inteligentes, e outros se detinham no estudo das manifestações físicas.
 
Kardec advertiu dizendo: Os grupos que se ocupam exclusivamente com as manifestações inteligentes e os que se entregam ao estudo das manifestações físicas têm cada um a sua missão. Nem uns, nem outros se achariam possuídos do verdadeiro espírito do Espiritismo, desde que não se olhassem com bons olhos; e aquele que atirasse pedras em outro provaria, por esse simples fato, a má influência que o domina. (OLM, p. 519).
 
Vejamos que, a divergência era para o bem da doutrina. Eram estudos sérios que correspondiam ao Espiritismo. Kardec apenas pediu que cada qual estudasse o que mais os agradava e que, cada grupo não interferisse no estudo do outro. Mas, hoje, a divergência é por não querer estudar. As imposições são em torno da falta de estudo e entendimento da doutrina. Encontramos pessoas que ainda não entenderam que “o dono da casa espírita” é o “Espiritismo”. Portanto, o que deve prevalecer na condução dos trabalhos da casa não é a vontade dos dirigentes, mas dos ensinamentos dos espíritos. O objetivo do Espiritismo não é lotar casa espírita com pessoas que só buscam curas e outros fenômenos. Isto outras religiões já fazem. Encontramos seguidores viciados em pedir favores e milagres do Alto, esquecendo do ensinamento essencial que é a busca da reforma íntima. Por isso, vemos pessoas com crucifixo no peito ou Bíblia na mão enganando pessoas, maltratando pessoas, animais, etc. O objetivo do Espiritismo é maior que atrair pessoas para a casa espírita. É o de ajudar as pessoas a entender seu sofrimento, como preveni-lo, enfim, explicar o objetivo da nossa encarnação. Então, podemos “modernizar” os trabalhos da casa espírita sem implantar “modismos” que fujam desses ensinamentos dos espíritos. 
 

Texto de Rudymara
 
 
 
 

domingo, 26 de maio de 2013

COMO É E ONDE FICA O MUNDO ESPIRITUAL DE POVOS E CONTINENTES DIFERENTES?


Muitos acham que o mundo espiritual é uma nuvem, uma fumaça ou coisa parecida. Outros acreditam, que só tem o Nosso Lar. Mas, André Luiz retrata um mundo espiritual palpável e lógico. Todos os dias desencarnam milhões de espíritos. Cada caravana tem seu costume, cultura, linguagem, etc. Uns são japoneses, outros chineses, africanos, etc. O mundo espiritual fica próximo da Crosta da Terra e é semelhante ao ambiente da qual os desencarnados estavam acostumados. Exemplo: A cidade espiritual que está pertinho de Belo Horizonte é quase uma Belo Horizonte. A cidade espiritual que fica próximo de Hong Kong é quase uma Hong Kong, não podia ser diferente. Imaginemos se um índio do Xingu desencarnar e for levado para uma biblioteca que só tem livros em francês. Ele se sentirá inadaptado, constrangido e até humilhado. Então, o mundo espiritual que André Luiz relata é condizente a sabedoria e amor de Deus. Se uma professora da Terra distribui os alunos de forma que possa ajudá-los, imaginemos Deus.
Haroldo Dutra

sábado, 25 de maio de 2013

QUE TIPO DE ESPÍRITO ENCARNA EM NOSSO PLANETA?


 
 
Muitos tipos. Mas, a maioria são espíritos que estão buscando se desvencilhar da animalidade. Nós somos espíritos em busca da humanidade. Não somos humanos completos. Basta examinar o índice de criminalidade nas grandes metrópoles; o comportamento das pessoas no trânsito; na intimidade do lar; o comportamento dos políticos; etc.
Não fossem as leis criminais, nós estaríamos nos atacando como legítimos animais na via pública. Basta um momento de invigilância para que qualquer um de nós assuma um comportamento animalesco. Um comportamento que leva uma mulher a matar o marido e cortar aos pedaços; um homem público a roubar o dinheiro da merenda escolar, etc.
 
 

Haroldo Dutra
 
 
 
 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

DESIGUALDADE DAS RIQUEZAS


 
 
Muitos querem buscar uma solução ao problema da desigualdade das riquezas. Mas é inútil tal procura, quando só se acredita na vida atual.
Os homens não são igualmente ricos, porque “não são igualmente inteligentes, ativos e laboriosos (trabalhadores) para adquirir, nem sóbrios (moderados) e previdentes (cuidadoso) para conservar.”
 
• Não são igualmente inteligente: primeiramente porque estamos cada qual em grau evolutivo diferente do outro. Uns adquiriram mais experiência e inteligência que outros, devido ao número maior de reencarnação. E porque muitos acham-se incapazes, não estudam, não buscam o conhecimento. Enquanto outros, estudam, buscam estar bem informado, etc. Ex: Há Centro Espírita que tem computadores para ensinar os filhos dos assistidos, o professor voluntário, muitas vezes fica sozinho na sala, porque os alunos não comparecem. Professores, dizem que os alunos não estudam porque sabem que no final do ano passará de ano. Tem aluno saindo do ginásio sem saber ler e escrever. Mas, um dia, quando for arrumar um emprego, dirá que não teve sorte ou oportunidade na vida. O que não é verdade. A escola está lá, o professor também, mas ninguém aproveita a oportunidade, depois coloca a culpa na sorte, na sociedade, no Governo, em Deus, etc.;
 
• não são ativos e laboriosos (trabalhadores): muitas pessoas que tem condição financeira pequena, já se sentem derrotadas, incapaz, antes mesmo de tentar. Muitos não buscam cursos gratuitos que reforce seu curriculum; quando estão trabalhando não se esforçam para aprender mais, acomodam-se no que faz; não trabalha com vontade, ajudando o companheiro, a empresa crescer; falta demais; reclama o tempo todo do serviço, do patrão dos companheiros, etc. Muitos que recebem ajuda de órgãos governamentais, religiosos ou familiar, se acomodam, e assim, não buscam pescar. Enfim, são os que esperam que tudo caia do céu; que alguém bata à sua porta para oferecer um bom emprego; conforme o emprego nem vai porque acha que é muito pouco ou não está a sua altura. “Ajuda-te, que o céu te ajudará.”
 
• não são sóbrios (moderados) e previdentes (cuidadosos): muitos, quando estão empregados ganhando pouco, vivem uma vida com o orçamento apertado. Quando arrumam um emprego melhor, para ganhar mais, passam a gastar mais, sem pensar em guardar para o amanhã. Se tem um carro, compra outro; ou se tem um carro bom, quer um importado; compra roupas e sapatos que muitas vezes não chega a usar; etc. Muitos não se conformam em ganhar pouco, querem ter o que não podem comprar. Daí gastam além do que podem pagar. Entram em dívidas. E quando fica desempregado, desespera-se, vai vendendo tudo, até chegar ao ponto de pedir ajuda e achar que alguém fez alguma coisa para ele(a). Porque, é mais fácil colocar a culpa nos outros, do que ver que o erro está em nós mesmos.
 
 
 
(O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVI, item 9)
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

DESENCARNAÇÃO DE DIMAS.....PERSONAGEM DO LIVRO "OBREIROS DA VIDA ETERNA" DE ANDRÉ LUIZ





A desencarnação não é igual para todos. Mas, este video mostra o cuidado, o amparo, o amor de Deus por nós.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

QUAL A PROVA MAIS DIFÍCIL: A RIQUEZA OU A POBREZA?

 
Ambas são difíceis.
Ante a miséria, podemos ficar: desanimados com as dificuldades; revoltados contra tudo e contra todos; invejosos de quem tem o que não temos; até tentando conseguir pelo roubo, pelo crime, o que precisamos ou queremos; reclamando contra Deus por não compreendermos seu divino programa para a nossa evolução.
 
Quanto à riqueza, constitui uma prova muito arriscada, bastante perigosa para o espírito, porque é supremo excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual.
Geralmente, quem é rico neste mundo se torna orgulhoso, avarento, indiferente à necessidade ou sofrimento do próximo e se desvia moralmente nos abusos.
Sim, a riqueza é a origem de muitos males na Terra. Por causa dela, muitos prejudicaram sua felicidade na vida futura.
 
 
 
 


terça-feira, 21 de maio de 2013

DIVISÃO DAS RIQUEZAS


 
 
Que aconteceria se, acaso, se pudesse repartir toda a riqueza da Terra com igualdade entre todos os seus habitantes?

- A cada um caberia apenas uma parcela mínima e insuficiente.

- Não haveria recursos para nenhum dos grandes trabalhos que concorrem para o progresso e o bem-estar da humanidade. Ex.: A Ciência não teria recurso para pesquisas.

- Tendo o necessário para sobreviver, o homem não sentiria o aguilhão da necessidade para o impelir às descobertas e aos empreendimentos úteis, ele se acomodaria. Ex.: Alguém iria querer ser empregado de alguém? Alguém iria se esforçar para estudar, já que ganharia o mesmo que quem não estuda? Quem seria patrão e que seria o empregado?

Pensemos nisso!
 
 
  


segunda-feira, 20 de maio de 2013

A RIQUEZA IMPEDE A EVOLUÇÃO DO ESPÍRITO?



 
Se assim fosse, Deus não a teria posto nas mãos de alguns de seus filhos, pois seria prejudicá-los.
Querer abolir a riqueza, para não errarmos com ela, seria condenar também ao trabalho que a granjeia, o que estaria em contradição com a lei de progresso.

Disse Jesus aos seus discipulos: "..é difícil um rico entrar no reino dos céus."
Ele disse que é difícil, mas não disse ser impossível; porque a riqueza também pode ensejar que o seu possuidor produza muita coisa útil e boa, para si e para o seu próximo, tornando-se um meio de salvação espiritual.
Tudo vai depender, portanto, do uso que fizermos da riqueza, e de como nos comportarmos diante da pobreza.
 
 
 
 

sábado, 18 de maio de 2013

“SE ALGUÉM QUER ME SEGUIR, RENUNCIE A SI MESMO, TOME SUA CRUZ A CADA DIA E ME SIGA” – disse Jesus


Ninguém poderá seguir os passos de Jesus se não renunciar a si mesmo. Aqui está um ponto em que muitas vezes nos afastamos do Cristo. Percebo que desejamos ardentemente receber os milagres de Jesus, sem que isso implique para nós a obrigação de segui-Lo.
Não nos damos conta, porém, de que o maior milagre da nossa vida será o de abdicar dos nossos próprios interesses quando estes colidem com os interesses do Cristo. Quando isso ocorrer, isto é, quando renunciarmos a tudo aquilo que não se ajuste aos planos de Jesus, estaremos num padrão de atitudes tão elevado e positivo que a felicidade, inevitavelmente, baterá à nossa porta, sem precisarmos dos milagres do Cristo. Nós mesmos seremos o grande milagre da nossa vida!
Do livro: Alguém me Tocou
De: José Carlos de Lucca