quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

QUARTA-FEIRA DE CINZAS É O PRIMEIRO DIA DA QUARESMA CATÓLICA



No carnaval aumentam as transgressões das leis morais cristãs de todas as formas: sexo desregrado, gravidez indesejada, aborto, doenças sexualmente transmissíveis, mortes no trânsito causado por alcoolismo e outras drogas, etc. Dia seguinte ao término do carnaval, é a quarta-feira intitulada de cinzas, onde muitos estão com a saúde debilitada, o corpo físico cansado, etc. Outros ficam triste com o término e alguns cumprem o que pede sua religião (catolicismo), por isso buscam templos religiosos para tomar cinzas, cujo simbolismo é para que as pessoas façam reflexão sobre o dever da conversão, da MUDANÇA DE VIDA ou MUDANÇA COMPORTAMENTAL. A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma (para os católicos), que é o período de quarenta dias que antecedem a festa da Páscoa, onde é relembrado os últimos dias de Jesus na Terra. Mas, neste período, não nos enganemos tentando enganar Jesus com abstinências como a de carne vermelha, cigarro, bebida alcoólica, etc., por apenas quarenta dias. Ele espera mais que isso e por um período permanente. A abstinência que Ele espera de nós é a das coisas que faz mal para nosso corpo e para nosso Espírito.
Agora perguntemos: “Só com a vinda Dele já estamos salvos?” Não nos enganemos. Jesus não morreu para nos salvar, ou melhor, nos livrar dos erros. Ele viveu para nos mostrar o caminho da salvação. A busca é individual e só acontecerá se cristianizarmos nossas atitudes. Então, como vemos, o sacrifício do Cristo e de seus discípulos não aconteceram para admirarmos Suas bravuras ou para decorarmos seus ensinamentos e ficar por isso mesmo. A passagem do Cristo na Terra é mais que presentes, presépios, ceia, bacalhau, ovos de chocolate, paçoca e coelhinho. Quando entenderemos o sentido da vinda do Cristo a Terra? Será que estamos agradando Jesus com esta fé sem obras? 
Alguém perguntará: "Então devemos acabar com a Páscoa e o Natal?" Não. Devemos relembrar a vinda do Cristo todos os dias; santificar todos os dias, não somente a sexta-feira ou o 25 de dezembro. Utilizarmos as datas para intensificarmos a caridade ensinada pelo “crucificado” ou pelo “menino da manjedoura”. Nós espíritas não somos contra a festa ou a alegria de reunir a família. Mas achamos que a festa de Natal deveria despertar em nós o desejo de fazermos o Cristo renascer em nossas atitudes (não só nas mensagens dos cartões) e a da Páscoa deveria despertar em nós a vontade de nos libertarmos dos erros, das transgressões, para ressuscitarmos numa nova pessoa. Uma pessoa de atitudes nobres, cristãs. Mas, infelizmente, há quem acredite ser perdoado com simples ritual ou com penitências corporais. Por isso, na próxima festa, veremos as mesmas pessoas cometendo as mesmas transgressões. Como pedir que o mundo mude se nós não mudamos? A mudança do mundo começa em nós e só acontecerá quando seguirmos os ensinos de Jesus, TODOS OS DIAS. 
Este texto serve para todos nós que nos apegamos mais aos dogmas e rituais do que aos ensinamentos do Cristo. Muitos costumes religiosos foram criados pelo homem e não se encontra nos pedidos do Cristo. Isto faz com que atrasemos nossa evolução. Por exemplo: muitos acham que se não se casar na igreja está em pecado. Mas, se esquece, por exemplo, de viver o "não adulterarás". Não há em lugar nenhum do evangelho o pedido de Jesus para a cerimônia religiosa, mas sim para o respeito mútuo do casal. O catolicismo já corrigiu muita coisa no decorrer do tempo, basta lembrarmos da "santa inquisição". E, muitos de nós espíritas, já passamos por ele, nesta e em outras encarnações. Devemos nosso respeito, mas precisamos questionar o que devemos observar de verdade para nossa acensão espiritual. Portanto, não se sintam ofendidos. Afinal, fé sem obras é morta.


Rudymara

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

SABEMOS AMAR DEUS, O PRÓXIMO E A NÓS MESMO?

 
Amar a Deus e o próximo como nós nos amamos é chamado de "o maior mandamento", porque engloba e resumem todos os outros.
QUEM AMA A DEUS, respeita seu nome e o procura santificar em si mesmo (em tudo o que fizer e onde estiver) e em tudo que Deus criou: flora, fauna e inclusive o nosso próprio corpo físico. E quem ama ao próximo, honra pai e mãe, não rouba, não mata, não adultera, não levanta falso testemunho nem cobiça coisa alguma de quem quer que seja.
QUEM SE AMA preserva a saúde. Não bombardeia seu corpo e seu espírito com elementos nocivos como drogas lícitas e ilícitas, com excesso alimentar, sexo desregrado, com sentimentos como a ira, a inveja, o ciúme, a vingança, o ódio, etc.

QUEM AMA O PRÓXIMO faz para ele (próximo) o que quer que ele lhe faça. Porque “quem diz que ama a Deus e não ama a seu irmão (filhos de Deus, consanguíneo ou não) é um mentiroso; pois quem não ama ao seu irmão, ao qual vê, como pode amar a Deus, a quem não vê?” (I João, 4:20).

Para que façamos isso, temos que eliminar a chaga que nos impede de progredir moralmente: o egoísmo. Porque muitos ficam indignados com o roubo, com o ladrão, mas o incentivam quando compram produtos suspeitos: relógios, TV, DVD, peças de carro, celular, etc. Basta uma pessoa pensar, agir, vestir, ter sexualidade, raça, religião diferente para sofrer violência, preconceito, etc. Muitos pedem paz, mas são usuários de drogas lícitas e ilícitas, dois grandes fatores que causam a violência. Outros procuram passar no concurso público comprando apostilas com respostas prejudicando quem realmente estudou. Há quem procure  “aquele amigo” que passará seu documento na frente de outros que esperam na fila à muito mais tempo; tem quem estacione na vaga de deficiente ou idoso sem ser idoso ou deficiente. Muitos dirigem usando o celular. Ultrapassam o limite da velocidade. Não obedecem as placas de trânsito. Bebem, dirigem e ficam indignados com a Lei Seca, sendo que não precisaria ter lei para punir se respeitássemos nossa vida e a do próximo. Enfim, são pessoas que buscam a felicidade nas coisas materiais, através da infelicidade do próximo. Pensam em resolver seu problema sem pensar no problema dos outros. São pessoas que ficam indignadas com o político, com o dono da boate Kiss, etc., mas, que transgridem leis dos homens e de Deus como eles. Precisamos rever nosso conceito de AMAR.
   
 
 
Rudymara
 
 
 
 
 
 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

TRAGÉDIA NO CIRCO - Irmão X / Chico Xavier


INCÊNDIO NO CIRCO, LEI DE RETORNO.

No ano 177 da nossa era, na cidade de Lion, nas Gálias Francesas o "Concilium" estava abarrotado de gente. Não se tratava de nenhuma das assembléias tradicionais, junto ao altar do imperador, e sim de compacto ajuntamento. Marco Aurélio reinava, piedoso, e, embora não houvesse ordenado nenhuma perseguição aos cristãos, permitia que se aplicassem, com o máximo rigor, todas as leis existentes contra eles. A matança, por isso, perdurava terrível. Ninguém examinava necessidades ou condições. Mulheres e crianças, velhos e doentes, tanto quanto homens válidos e personalidades prestigiosas, que se declarassem fiéis ao Nazareno, eram detidos, torturados e eliminados sumariamente. Os cristãos de Lion eram sacrificados no lar ou barbaramente espancados no campo. Os desfavorecidos da fortuna, inclusive grande massa de escravos, eram entregues às feras em espetáculos públicos. Quando as feras pareciam entorpecidas, após massacrarem milhares de vítimas, nas mandíbulas sanguissedentas, inventavam-se tormentos novos. Mais de vinte mil pessoas já haviam sido mortas.
Naquele ano de 177 a que nos referimos, a noite caía célere e a multidão se acotovelava para decidir quanto ao espetáculo que ofereceriam a Lúcio Galo, famoso cabo de guerra que visitaria Lion no dia seguinte. Imaginaram-se, para logo, comemorações a caráter. Álcio Plancus dirigia a reunião programando os festejos. Tocado pelo vinho abundante, Álcio convocava a assembléia para que o ajudasse a pensar num espetáculo diferente, à altura do visitante.
Um gritava:
- A equipe de dançarinas nunca esteve melhor..
Outro lembrava:
- Providenciaremos uma briga de touros selvagens.
- Excelente lembrança! - Falou Álcio em voz mais alta mas, em consideração ao visitante, é preciso acrescentar alguma novidade que Roma não conheça... Cristãos às feras já não constitui novidade. É preciso algo novo.
E o próprio Álcio apresentou um plano distinto:
- Poderíamos reunir, nesta noite, aproximadamente 1000 mulheres e crianças cristãs, guardando-as no cárcere... E, amanhã, coroando as homenagens, ofereceremos um espetáculo inédito. Nós as colocaremos na arena, molhada com resina inflamável e devidamente cercada de farpas embebidas em óleo, deixando apenas passagem para os mais fortes. Depois de mostradas festivamente ao público, incendiaremos toda a área e soltaremos sobre elas os velhos cavalos que não sirvam mais para os nossos jogos. Realmente, as chamas e as patas dos animais formarão um espetáculo inédito.
- Muito bem! Muito bem! - Rugiu a multidão de ponta a ponta do átrio.

Durante a noite inteira, mais de mil pessoas, ávidas de crueldade, vasculharam residências humildes e, no dia subseqüente, ao sol vivo da tarde, largas filas de mulheres e criancinhas, em gritos e lágrimas, no fim de soberbo espetáculo, encontraram a morte, queimadas nas chamas, ou despedaçadas pelas patas dos cavalos em correria...
Quase 18 séculos passaram sobre o tenebroso acontecimento...
Entretanto, a justiça da lei, através da reencarnação, reuniu todos os responsáveis, que, em diversas posições de idade física, se aproximaram de novo para dolorosa expiação, no dia 17 de dezembro de 1961, na cidade brasileira de Niterói-RJ, em comovedora tragédia num circo.


Do livro CARTAS E CRÔNICAS – Feb Editora
Pelo Espírito: Irmão X
Psicografia de Chico Xavier


OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: No dia 17 de dezembro de 1961 acontecia, em Niterói, a maior tragédia circense da história e o pior incêndio com vítimas do Brasil. Mais de 3 mil espectadores, a maioria crianças, lotavam a matinê do Gran Circo Norte-Americano, anunciado como o mais famoso da América Latina, quando a trapezista Antonietta Stevanovich deu o alerta de “fogo!”.
Em menos de dez minutos, as chamas devoraram a lona, justamente no momento em que o principal hospital da região se encontrava fechado por falta de condições.
O prefeito da cidade estabeleceu em 503 o número oficial de mortos, mas a contabilidade real nunca será conhecida.
Não podemos deixar de explicar que, a maioria de nós tem algo a resgatar, porque somos devedores perante a lei de Deus. Salvo os casos onde o Espírito pede, antes de encarnar, uma prova difícil ou dolorosa. Exemplo: para adiantar sua evolução, para despertar familiares a observar sua fé e por tantos outros motivos. Mas a maioria são devedores, uns resgatam individualmente, outros coletivamente. 
Divaldo diz que: "As mortes coletivas acontecem por fenômenos cármicos, decorrência natural da lei de causalidade. Aqueles que coletivamente feriram, magoaram, agrediram, desrespeitaram, as leis de uma ou de outra forma, encontram-se nas sucessivas jornadas da reencarnação para coletivamente resgatarem os crimes perpetuados." Mas, "o amor cobre multidão de débitos", ou seja, os que se dedicam ao Bem, à caridade, ao amor ao próximo, podem mudar seu carma. Como explica Divaldo: "Aqueles que individualmente se acham renovados pelo processo da renovação moral, aqueles que conseguiram romper as amarras do grupo, pelo Bem que fizeram, naturalmente minimizaram as conseqüências do Mal que realizaram, e muitas vezes são poupados, estão excluídos do débito coletivo pelo Bem que individualmente fizeram. Muitas vezes, num acidente aéreo, uma pessoa escapa; outro chega ao balcão do aeroporto e acaba de perder o vôo. Mas aquele “perder” de um vôo foi o “ganhar” da existência planetária; num acidente alguém consegue sobreviver." Mas, não nos esqueçamos que, ninguém morre, apenas voltam de onde vieram antes de nós. Oremos aos desencarnados e aos seus familiares que ficaram. Deus não desampara ninguém. Estes momentos devem servir de reflexão, de buscarmos o verdadeiro sentido da vida que, para nós espíritas é EVOLUIR. Precisamos viver sem achar que viveremos eternamente na Terra ou que nascemos para apenas "curtir" a vida. Precisamos questionar: "O que Deus espera de nós?" O importante é modificarmos "para melhor" nossas atitudes em relação a nós mesmos a ao próximo, para amenizarmos nossos débitos do passado ou para não contrairmos um no futuro. Afinal, não sabemos quais são nossos débitos do passado e quando seremos chamados a resgatar ou prestar contas.

Rudymara



 



quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

JOELMA, 23º ANDAR - filme espírita

O acidente do Edifício Joelma marcou a cidade de São Paulo. Foram 183 mortos em um incêndio com imagens assustadoras de desespero, pessoas se jogando do alto do prédio, outras correndo no terraço e uma multidão de curiosos a observar. Ele foi baseado no livro Somos Seis, psicografado por Chico Xavier.



ONDE ESTAVA DEUS NA TRAGÉDIA DE SANTA MARIA?


Na tragédia de Santa Maria, muitos questionam: “Onde estava Deus?”
Eu respondo que:
-         Deus estava ausente na “atitude das pessoas”.

Deus nos mandou as regras do bem viver, mas nós vivemos como se tudo isso fosse besteira e ultrapassado.
Buscamos Deus nos cultos nos dias e horas certas dentro das casas religiosas, mas fora dela, não fazemos a Sua vontade.
Deus nunca está ausente, nós que nos afastamos Dele quando não colocamos em prática Seus ensinamentos.
Quando alguém paga propina para legalizar algo ilegal, foi Deus que o ensinou a fazer isso? Quem recebe propina para legalizar algo que pode colocar vidas em risco no futuro, foi Deus que ensinou isso? Quem recebe instruções que a boate comporta 300 pessoas e coloca 1000, foi Deus que permitiu isso? Colocar sinaleiro barato dentro da casa fechada, cheio de espuma no teto, foi sugestão de Deus? Político que é pago para fazer leis que rejam o bem viver de uma sociedade e não faz, foi Deus que o instruiu? Ser fiscal relapso é de instrução divina?
Os espíritos disseram na questão 741 que, “muitos flagelos resultam da imprevidência do homem”. Ninguém nasce para matar, assaltar ou delinquir. Apenas fazem mau uso do livre arbítrio, daí sofrem as consequencias.
Muitos de nós somos imprevidentes porque acreditamos que as tragédias só acontecessem com os outros. Muitos de nós só agimos com prudência por medo de levar multa, de ser preso ou ser punido de alguma forma. Muitos de nós só temos precauções após uma tragédia, um sofrimento ou dor.
Infelizmente, ainda somos muito egoístas, imediatistas e materialistas, por isso, num momento desses, queremos colocar a culpa em Deus.  
Também não podemos esquecer que, a maioria de nós tem algo a resgatar, porque somos devedores perante a lei de Deus. Salvo os casos onde o Espírito pede, antes de encarnar, uma prova difícil ou dolorosa. Exemplo: para adiantar sua evolução, para despertar familiares a observar sua fé e por tantos outros motivos. Mas a maioria são devedores, uns resgatam individualmente, outros coletivamente. 
Precisamos observar que, nem todos que desencarnam coletivamente significa que desrespeitaram a lei divina coletivamente. Assim como, nem todas as mortes, por exemplo, por asfixia significa que os desencarnados mataram alguém asfixiado. A justiça divina, apenas, se aproveita das catástrofes decorrentes da imprevidência dos homens ou das leis da Natureza (maremoto, terremoto, tsunami, etc) para fazer resgates. Nem sempre a morte segue a lei do "olho por olho, dente por dente" ou "quem com ferro fere com ferro será ferido." Podemos resgatar de forma diferente.
Portanto, é momento de reflexão, de buscarmos o verdadeiro sentido da vida, de entendermos  que precisamos viver sem achar que somos imortais, que existe somente este lado material ou que nascemos para apenas "curtir" a vida. Precisamos questionar: "O que Deus espera de nós?" O importante é modificarmos "para melhor" nossas atitudes em relação a nós mesmos a ao próximo, para amenizarmos nossos débitos do passado ou para não adquirirmos um no futuro. Afinal, não sabemos quando seremos chamados a prestar contas.

 

Rudymara





quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

OS DESENCARNADOS PRECISAM DE PRECE


 
PODEMOS CHORAR?
Podemos chorar, é claro. Mas saibamos chorar. Que seja um choro de saudade e não de inconformação e revolta. O choro, a lamentação exagerada dos que ficaram causam sofrimento para quem partiu, porque eles precisam da nossa prece, da nossa ajuda para terem fé no futuro e confiança em Deus. Tal comportamento pode atrapalhar o reencontro com os que foram antes de nós. Porque se eles nos visitar ou se nós os visitarmos (através do sono) nosso desequilíbrio os perturbará. Se soubermos sofrer, ao chegar a nossa vez, nos reuniremos a eles, não há dúvida nenhuma.

COMO PODEMOS AJUDAR OS QUE PARTIRAM ANTES DE NÓS?
Envolvendo o ser querido em vibrações de carinho, evocando as lembranças felizes, nunca as infelizes; enviando clichês mentais otimistas; fazendo o bem em memória dele, porque nos vinculamos com os Espíritos através do pensamento. Além disso, orando por ele, realizando caridade em sua homenagem, tudo isso lhe chegará como sendo a nossa contribuição para a sua felicidade; a prece dá-lhe paz, diminui-lhe a dor e anima-o para o reencontro futuro que nos aguarda. Porque o momento da morte do corpo físico é diferente para cada um. Morrer é diferente de desencarnar.
Clique no link para entender melhor.
http://grupoallankardec.blogspot.com.br/2012/09/morrer-e-diferente-de-desencarnar.html

Observação: Deus não desampara ninguém. Todos os desencarnados são amparados por trabalhadores Dele. Se nós, que estamos infinitamente aquém de Deus, não desamparamos os nossos antes queridos, imaginemos Ele. As obras espíritas mostram Espíritos resgatando, amparando, orientando os recém chegados no plano espiritual. Até mesmo em regiões umbralinas, como foi o caso de André Luiz narrado na obra Nosso Lar, psicografado por Chico Xavier. Deus é amor.
 
 
 
Rudymara
 


 
 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

FLAGELOS DESTRUIDORES - Richard Simonetti




"Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?"

"Para fazê-la progredir mais depressa (...) (Questão 737)


Há uma ordenação divina no Universo. Deus a tudo prevê e provê, atendendo às necessidades evolutivas de seus filhos. Nada ocorre por acaso.
Sabe-se que as manchas solares, detectadas por sofisticado instrumental científico, fruto de explosões atômicas que ocorrem no astro-rei, são responsáveis por múltiplos fenômenos climáticos terrestres e não raro promovem flagelos devastadores, como tufões, tempestades, nevascas, secas, enchentes . . .
Seriam casuais tais ocorrências? Para o materialista, certamente. Mas o religioso, que concebe a onisciência e onipotência de Deus, não, porque equivaleria ao reconhecimento de que a Natureza escapa ao comando divino.
Admitindo, portanto, que o Criador controla os fenômenos naturais, contando com a participação de seus prepostos, podemos conceber que as convulsões solares são programadas por engenheiros siderais em benefício dos planetas que se movem em sua órbita, como um todo, e, em particular, beneficiando as coletividades terrestres, mais diretamente afetadas.
Os flagelos decorrentes beneficiam fisicamente o planeta, principalmente na renovação de sua atmosfera mas, sobretudo, impõem um agitar das consciências humanas, tanto para aqueles que desencarnam em circunstâncias dolorosas e traumáticas, quanto para os que colhem as conseqüências da devastação ocasionada. Experiências assim representam a oportunidade de resgate de seus débitos do pretérito, ao mesmo tempo em que fazem sua iniciação nos domínios da solidariedade. As vítimas das grandes calamidades tornam-se menos envolvidas com as ilusões, mais dispostas a ajudar o semelhante, após sentirem na própria carne a dor que aflige seus irmãos.
A Lei de Destruição funciona, também, para conter os impulsos desajustados da criatura humana. Não é preciso grande esforço de raciocínio para perceber que a AIDS, a síndrome de insuficiência imunológica adquirida, representa uma resposta da Natureza aos abusos cometidos pelo Homem nos domínios do sexo, a partir da decantada liberdade sexual, na década de sessenta.
A AIDS vem impondo ao Homem disciplinas às quais não se submeteria em circunstâncias normais. O mal terrível e assustador ajudá-lo-á a compreender que é preciso respeitar o sexo, que podemos exercitá-lo com liberdade, desde que não resvalemos para a liberalidade e muito menos para a licenciosidade. Sexo sem compromisso, sem responsabilidade, é mera semeadura de frustrações e comprometimento com o vício, resultando em inevitável colheita de desajustes e sofrimentos.
Talvez a AIDS faça parte de um elenco de medidas renovadoras que preparam a civilização do terceiro milênio. Oportuno recordar que determinados surtos de progresso para a humanidade são marcados por flagelos terríveis que dizimam  populações  imensas. Exemplo  típico  foi  a  Peste  Negra, no século XIV, enfermidade mortal provocada por um bacilo que se instalava nos aparelhos digestivo e circulatório, eliminando suas vítimas em poucos dias. Disseminada pelo Oriente e pela Europa, exterminou perto de vinte e cinco milhões de pessoas, em plena Idade Média, um período de obscurantismo, em que a civilização ocidental parecia imersa em trevas.
No entanto, após a Peste Negra floresceu o Renascimento, um abençoado sopro de renovação cultural e artística, como o alvorecer de radioso dia precedido de devastadora tempestade noturna.











 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

ESPIRITISMO TAMBÉM É RELIGIÃO

O Espiritismo é uma ciência (estuda as manifestações dos espíritos através da mediunidade), é uma filosofia (questiona: quem somos; de onde viemos; porque estamos aqui; para onde iremos depois da morte física), com consequencias religiosas.

POR QUE O ESPIRITISMO NÃO FOI APRESENTADO LOGO COMO RELIGIÃO?
Kardec deu duas razões:
1) A fim de evitar rejeição e até perseguição prematura os bons espíritos aguardaram a maturidade da inteligência humana. Primeiro estabeleceram os fundamentos filosóficos e científicos.
2) Porque, na opinião geral, a palavra "religião" é inseparável do "culto", coisa que o Espiritismo não tem. Exemplo: dogmas, casta sacerdotal com seu cortejo de hierarquias, cerimônias, privilégios e a mistificação e os abusos. (Kardec, discurso em 1º/nov./1868 - RE dez/1868)

Portanto, precisamos intensificar, nas casas, instituições e departamentos espíritas, a explicação do porque precisamos mudar nossas atitudes e as consequências quando não mudamos. Há casas preocupadas com o grande número de frequentadores sem se preocupar com a qualidade dos ensinamentos. Muitos procuram a casa espírita para se beneficiar "materialmente", com curas, consultas vãs com espíritos, cartas consoladoras, afastar obsessores, cestas básicas, etc. Exemplo: há pessoas que pegam cestas básicas em vários lugares, mentem, ficam acomodadas. Isto é uma atitude cristã? Não. Nem da parte de quem busca e nem de quem doa. Outros buscam passe como buscam hóstia. Há quem frequente o passe como se fosse missa ou culto evangélico onde: entra, ouve, toma passe e vai embora como se já tivesse cumprido a obrigação com Deus. Mas lá fora, perante a família e a sociedade, agem como se a atitude moral religiosa não fosse importante.  Há dirigente ocupando grande tempo para sofisticados passes ou rituais de cura ao invés de aprimorar os ensinamentos moral religioso. Dentro da casa espírita há palestrante pregando mudança de comportamento, mas fora dela fuma, bebe e tem atitude diferente do que prega. Enfim, estamos agindo como "uma religião a mais", errando onde Kardec tentou evitar que errássemos e onde muitas religiões erraram no passado e erram até hoje. Mas nós, espíritas, fazemos pior que tais religiões. Por que? Porque temos mais conhecimento. Então perguntemos: O que estamos ensinando para estas pessoas? Estamos ensinando a busca do religiosismo (culto externo) ou da religiosidade (qualidade de ser religioso)? Que exemplo os espíritas estão dando para motivar esta mudança? Precisamos rever nossas atitudes. 
 



Rudymara



domingo, 20 de janeiro de 2013

SALMOS NA VISÃO ESPÍRITA


O "Livro dos Salmos", tem 150 capítulos. São poemas que louvam a Deus. A maioria (mais ou menos 73) é atribuída ao rei Davi; 12 são de Asafe; os filhos de Corá são autores de 9; Rei Salomão escreveu pelo menos 2; Etã e Moisés escreveram pelo menos 1; os outros 51 são de autoria anônima. Os salmos eram cantados nos ofícios litúrgicos do templo de Jerusalém; posteriormente eles também foram incorporados às liturgias das igrejas cristãs tradicionais, a católica e a protestante. Alguns desses poemas são realmente belos, sendo muito conhecido, por exemplo, o de numero 23 ("O Senhor é meu pastor").
O Rei Saul era médium e, como tal, tinha condições de receber espíritos. “Todas as vezes que o espírito maligno apoderava-se dele, Davi tomava a lira e tocava” (Samuel, 16:23). Porque a música seda os nervos quando melódica; os espíritos inferiores não gostam de prece, e uma bela melodia é prece de amor.
Vejamos este exemplo:
- Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
Esta frase de Jesus intriga muita gente até hoje. Leva muita gente pensar que Jesus sentiu medo da dor e da morte. Mas, na verdade, Jesus citou em aramaico trecho do salmo 22:1 escrito pelo rei (médium) Davi. A maioria dos salmos eram letras das músicas que ele compunha. Na época de Jesus o povo lembrava dessas músicas que tinham em torno de 900 anos e onde havia premonições na letra. E o salmo 22, por exemplo, é uma visão profética de Davi do evento da crucificação. No versículo 16, por exemplo, diz: “….traspassaram-me as mãos e os pés.”. E no versículo 18 “Repartem entre si os meus vestidos, e lançam sortes sobre a minha túnica”, confirmado nos quatro evangelhos, Mateus 27:35; Marcos 15:24; Lucas 23:34 e João 19:24 onde houve a disputa da túnica pelos soldados romanos, confirmando a visão profética do médium Davi.
Entretanto, a doutrina espírita não adota nas práticas doutrinárias, o uso de roupas, gestos, mantras, objetos e outros aparatos cerimoniais, que outras religiões assumiram.
Assim, o Espiritismo não recomenda nem evita os Salmos: a escolha do gênero de filmes, poemas ou de músicas - sacra ou moderna - é questão pessoal de cada um, fazendo parte, portanto do livre-arbítrio de cada individualidade, a qual o Espiritismo evidentemente respeita por ser, o livre-arbítrio, um dos seus princípios básicos.
Acreditamos que há estudo mais importante a ser observado e, principalmente, seguido.

Compilação de Rudymara

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

PAU QUE NASCE TORTO MORRE TORTO?




Não necessariamente.
Depende do uso que fazemos do livre arbítrio.
Todos nós somos "espíritos" que já encarnou várias vezes e, consequentemente, cada um de nós tem um grau de evolução e que carrega em sua memória espiritual o que fez de bom e de ruim.
Um casal poderá ter 10 filhos, mas eles apenas fazem corpos de carne, os "espíritos" que irão habitar os corpos de carne de cada filho ninguém sabe de onde veio e o que traz em sua bagagem espiritual. Só sabemos que nascemos para "evoluir", crescer espiritualmente, ou seja, tentar ser melhor do que fomos na vida anterior. Por isso, um irmão não é igual ao outro. Por isso, vemos filhos mais queridos pelos pais ou mais desprezados. Inconscientemente, lembram-se de algo que ocorreu entre eles em outra vida que foi e/ou que não foi muito agradável.
Muitas vezes, reencarnamos com determinadas pessoas (ou espíritos) que precisamos ajudar ou que seremos ajudados.  Encontramos amigos do passado para trabalhos edificantes ou inimigos para nos reconciliar (pai, mãe, irmãos), etc. Então, pai e mãe devem educar os filhos segundo suas necessidades. Uns precisam de mais rigorosidade na educação e outros não.
O espírito necessita passar pelo estado de infância, com o objetivo de se aperfeiçoar, porque durante esse período, é mais fácil assimilar a educação que recebe, e que poderão lhe auxiliar o adiantamento.
As crianças são seres que Deus manda para novas existências, são espíritos velhos em corpos novos.
Costumamos ouvir: “fulano é ruim porque puxou beltrano”, daí nos acomodamos como se não tivesse solução. Como se a ruindade fosse uma herança genética que devemos nos conformar. Só que a frase "pau que nasce torto morre torto" não existe para os espíritas. O espírito que nasce com más inclinações, más tendências, pode se modificar. Desde que se predisponha a vivenciar o Bem, sufocando o Mal. Nascemos para evoluir. Nós não “puxamos” ninguém. Só nos afinizamos com certo comportamento de alguém que convivemos. Se fosse verdade, um assassino que tem um pai (ou mãe) assassino não poderia ser responsabilizado, porque alguém iria dizer: “Ele é assim porque puxou o pai (ou a mãe).”
Os filhos não têm os pais que merecem, mas sim que necessitam para evoluir. Se os pais não são os que idealizamos, é porque devemos observar seus comportamentos e fazer diferente, sempre melhor. Muitos se revoltam e erram no mesmo ponto que os pais erraram. Aproveitemos a oportunidade que eles nos deram de nascer e façamos a nossa parte, bem melhor.
 
 
Rudymara