sábado, 12 de maio de 2012

QUAL A MISSÃO DAS MÃES NA TERRA?



No livro "Missionários da Luz", o Espírito André Luiz, conta através da psicografia de Chico Xavier, a história de um Espírito que se preparava para reencarnar, com a intenção de reparar o erro que cometeu como mãe na Terra. Quando encarnada, foi devotadíssima mãe e esposa, mas contrariava a influência do marido no lar e estragava os filhos com excessos de meiguice sem razão. Eram três rapazes e uma jovem, que caíram muito cedo em desregramentos, e cedo desencarnaram. Após desencarnar entraram em regiões baixas. Quando esta mãe desencarnou, percebeu que falhou na educação dos filhos, então, implorou para reencarnar junto deles novamente. Seu pedido levou mais de trinta anos para ser concedido. Então, na nova encarnação, ela os receberia como filhos novamente, sendo dois rapazes na condição de paralíticos, um na qualidade de débil mental e, para auxiliá-la na viuvez precoce, teria tão somente a filha, que seria também portadora de urgente necessidade de correção.

Então, é preciso reconhecer que à mulher está destinado a mais sublime missão, o mais elevado ideal, a tarefa redentora por excelência que é a PREPARAÇÃO DO SER HUMANO PARA A VIDA. Edificaremos um mundo melhor na medida em que a criança for convenientemente orientada. E esse serviço, por mais o neguem as feministas intransigentes, compete muito mais à mulher. Ela é a preceptora por excelência, a educadora mais eficiente. A maternidade é, talvez, a mais sacrificial e árdua de todas as missões, mas, se exercitada em plenitude é, também, a mais gloriosa de todas as realizações humanas. Tudo tem uma finalidade certa, superior, que resultam a harmonia e o equilíbrio das leis eternas. A mãe, quando evangelizada, não fixa sua preocupação somente em dar aos filhos alimento, vestuário, brinquedos, lazer, escola, faculdade, conforto, mas principalmente, dedicação em colocar-lhes no coração os sentimentos e virtudes que os orientarão e lhes iluminarão os caminhos. Geralmente dizemos a eles que queremos que sejam “alguém” na vida. Mas, esquecemos de dizer para que busquem ser “alguém” honestamente, ou então, que busquem ser “alguém” diante dos olhos de Deus. Isso não significa, em hipótese alguma, que as mães devam realizar uma incrível “mágica” de transformar seus filhos em “anjos” em alguns anos de convivência. O que Deus pede para as mães é que, sejam sempre esforçadas e dedicadas a tão importante encargo, que não desanimem ante as dificuldades ou desprezem o lar pela busca obsessiva das ilusões passageiras. O espírito não se modificará profundamente de um momento para outro. Porém, todo bom exemplo, toda boa palavra, toda corrigenda sincera, todo diálogo, toda energia, todo carinho, toda disciplina e todo amor jamais se perderão, mesmo que tenham sido encaminhados a um coração endurecido pelo mal, mesmo que ainda carregue muita preguiça, orgulho e egoísmo. As mães não são responsáveis pelas imperfeições dos filhos, mas sim se adubarem essas tendências infelizes ou se não as combaterem quanto podiam. Como nos aconselha Santo Agostinho no O Evangelho Segundo o Espiritismo: “ESPÍRITAS, COMPREENDA AGORA O GRANDE PAPEL DA HUMANIDADE. COMPREENDA QUE, QUANDO PRODUZEM UM CORPO, A ALMA QUE NELE ENCARNA VEM DO ESPAÇO PARA PROGREDIR. INTEREM-SE DOS SEUS DEVERES E PONHA TODO O SEU AMOR PARA APROXIMAR DE DEUS ESSA ALMA, ESTA É A MISSÃO QUE LHES ESTÁ CONFIADA E CUJA RECOMPENSA RECEBERÃO SE FIELMENTE A CUMPRIREM. OS SEUS CUIDADOS E A EDUCAÇÃO QUE LHE DEREM AUXILIARÃO O SEU APERFEIÇOAMENTO E O SEU BEM-ESTAR FUTURO. LEMBREM-SE DE QUE, A CADA PAI E A CADA MÃE, DEUS PERGUNTARÁ: QUE FIZESTES DO FILHO CONFIADO À VOSSA GUARDA?”

Qual será nossa resposta? Este alerta não serve só para as mães, mas para todos os que têm uma criança sob sua responsabilidade.



Rudymara
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

PERGUNTAS INÚTEIS SOBRE JESUS - Chico Xavier



Certa vez, alguém perguntou a Chico Xavier, sobre o que os Espíritos dizem a respeito da natureza do corpo de Jesus, ele respondeu:



- Jesus é como o Sol num dia de céu azul, e nós somos apenas palitos de fósforo acesos, à hora do meio-dia. O que é importante saber, e discutir, é sobre os seus ensinamentos e sua Vivência Gloriosa.

De fato, a Humanidade tem deixado de lado os Ensinamentos Morais do Cristo, para discutir coisas que em nada nos modifica as disposições interiores. Exemplo: como é a natureza do corpo de Jesus, como Ele conseguiu ficar quarenta dias com os apóstolos, o que foi feito de seu corpo após a ressurreição, qual sua aparência física, etc. Somos ainda pequeninos “palitos de fósforo acesos, à hora do meio-dia”, e distantes nos encontramos de absorvermos todas as verdades contidas no Universo, para nos determos nestas questões que a muitos ainda confundem.
Certamente, vivenciando seus ensinamentos e crescendo em Espírito e Verdade, futuramente teremos condições de apreender todo este conhecimento por processos naturais(...)



(Maria T Compri no livro Evangelho no Lar, capítulo IV)






segunda-feira, 7 de maio de 2012

A CASA DE DEUS É O UNIVERSO


"HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI"  -  disse Jesus

A Casa do Pai é o Universo.
As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito, oferecendo aos Espíritos moradas apropriadas ao seu grau evolutivo.
Os diversos mundos possuem condições muito diferentes uns dos outros, dependerá do grau de evolução dos seus habitantes.
Nos mundos superiores a forma dos corpos é sempre como por toda parte, a humana, mas embelezada, aperfeiçoada e, sobretudo purificada. O corpo nada tem da materialidade terrena e não está sujeito às necessidades, às doenças e às deteriorizações decorrentes do predomínio da matéria. Os sentidos (visão, audição, etc) têm mais percepções. A leveza dos corpos torna a locomoção rápida e fácil. Eles deslizam ao invés de se arrastarem penosamente pelo solo como fazem nos mundos inferiores. 
Há os que são ainda inferiores à Terra, física e moralmente. Outros estão no mesmo grau que o nosso. E outros são mais ou menos superiores, em todos os sentidos.
Embora não possamos classificar os mundos de maneira absoluta, para melhor entendimento, Allan Kardec os dividiu de um modo geral:

MUNDOS PRIMITIVOS: onde se verifica as primeiras encarnações da alma humana; a forma humana não tem beleza; o sentimento é sem delicadeza ou benevolência, sem noção do justo ou injusto; a força bruta é a sua única lei; sem indústrias, sem invenções, dedicam sua vida à conquista de alimentos. Alguns trazem mais aguçado a intuição da existencia de um Ser Supremo. Esse instinto é suficiente para que uns se tornem superiores aos outros, preparando-se para sua evolução.
MUNDOS DE EXPIAÇÃO E PROVAS: em que o mal predomina; mas o mal é uma necessidade para seus habitantes darem valor ao bem, da noite para admirar a luz, da doença para apreciar a saúde. Esses mundos (é o caso da Terra) servem de exílio para os Espíritos rebeldes à lei de Deus. Neles os Espíritos lutam penosamente, ao mesmo tempo, contra a perversidade dos homens que convivem com eles e a crueldade da natureza (tsunami, terremoto, maremoto, etc), para que desenvolvam de uma só vez as qualidades do coração e as da inteligência. Mas, não são todos os Espíritos encarnados nestes mundos que se encontram em expiação. As raças que chamamos de selvagens são Espíritos recém saidos da infância evolutiva, portanto, estão ainda educando-se e desenvolvendo-se ao conviver com Espíritos mais avançados. Quando evoluem um pouco, tornam-se raças semicivilizadas, são os que chamamos de raças indígenas, que se desenvolveram pouco a pouco através de longos períodos seculares, conseguindo algumas a atingir a perfeição intelectual dos povos mais esclarecidos. 
MUNDOS DE REGENERAÇÃO:   servem de transição entre os mundos de expiação e os felizes. A alma que se arrepende, neles encontra a paz e o descanso, para continuar expiando (pagando as faltas). Neles não há mais paixões desordenadas que escravizam; não há mais o orgulho que emudece o coração; a inveja que tortura e o ódio que asfixia. Todos se esforçam para seguir as leis divinas. Mas, nesses mundos o homem ainda é falível e o Espírito do mal ainda não perdeu completamente o seu domínio sobre ela. Se ele não estiver firme no caminho do bem, pode cair novamente em mundos de expiação.
MUNDOS FELIZES: onde o bem supera o mal. As relações de povo para povo sempre são amigáveis, jamais são perturbadas pelas ambições de dominação e pelas guerras. Não existem senhores nem escravos nem privilegiados de nascimento; só a superioridade moral e intelectual determina as diferentes condições e confere a supremacia; a autoridade é sempre respeitada porque decorre unicamente do mérito e se exerce sempre com justiça.
MUNDOS CELESTES OU DIVINOS: morada dos Espíritos purificados, onde o Bem reina sem mistura.

O progresso é uma das leis da natureza. Todos os seres da criação, animados e inanimados, estão submetidos a ela, pela bondade de Deus, que deseja que tudo se engrandeça e prospere. Até a destruição, que pode parecer o fim das coisas, é apenas um meio de transformação, a um estado mais perfeito. 
Ao mesmo tempo que os seres vivos progridem moralmente, os mundos que eles habitam progridem materialmente. Assim evoluem paralelamente os animais (nossos auxiliares), os vegetais, porque nada fica estacionário na natureza.
A Terra esteve material e moralmente num estado inferior ao de hoje, e atingirá, sob esses dois aspectos, um grau mais avançado. Ela chegou a um de seus períodos de transformação, e vai passar de mundo expiatório a mundo regenerador. Então, os homens encontrarão nela a felicidade, porque a lei de Deus a governará.


(Resumo de Rudymara retirado do O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. III)



Observação: Moramos numa Galáxia (conjunto de estrelas)chamada Via Láctea. No Universo há bilhões de Galáxias, se não for trilhões, ou outros “ões” . . . Mas, nesta galáxia (Via Láctea) está situado o Sistema Solar que é constituido pelo Sol e corpos que orbitam ao seu redor, como os 8 planetas (Mercúrio, Venus, Terra, Marte, Jupiter, Saturno, Urano e Netuno).  Em pesquisas atuais, já foram constatados que há mais sóis e mais planetas somente na nossa galáxia.








sexta-feira, 4 de maio de 2012

DOR DE CABEÇA - Chico Xavier


Era uma sexta-feira. Muita gente aglomerava-se em volta de Chico. Ele, de pé, abraçava um, dirigia a palavra a outro. Quando aproximou-se dele uma jovem senhora, reclamando de forte dor de cabeça. Chico a ouviu atentamente e convidou-a a sentar-se na assistência para participar do encontro.
A palestra transcorreu normalmente.
Depois da meia-noite, termina a reunião, a senhora que reclamara da dor de cabeça achegou-se ao médium, com a fisionomia radiante e feliz. A dor de cabeça cessara nos primeiros minutos das tarefas. Chico sorriu docemente, despedindo-se dela com carinho.
Instantes depois, explicou:

- Emmanuel me disse que aquela senhora teve uma discussão muito forte com o marido, chegando quase a ser agredida fisicamente. O marido desejou dar-lhe uma bofetada e não o fez por recato natural. Contudo, agrediu-a vibracionalmente, provocando uma concentração de fluidos deletérios que lhe invadiram o aparelho auditivo, causando a dor de cabeça. Tão logo começou a reunião, Dr. Bezerra colocou a mão sobre sua cabeça e vi sair de dentro de seu ouvido um cordão fluídico escuro, negro, que produzia a dor. Eu estava psicografando mas, orientado por Emmanuel, pude acompanhar todo o fenômeno.


 “O grito de cólera é um raio mortífero, que penetra o círculo de pessoas em que foi pronunciado e aí se demora, indefinidamente, provocan­do moléstias, dificuldades e desgostos.” – Néio Lúcio, psicografia de Chico Xavier

“Quando haja de reclamar isso ou aquilo, espere que as emoções se mostrem pacificadas, um grito de cólera, muitas vezes, tem a força de um punhal.”  - André Luiz, psicografia de Chico Xavier






domingo, 29 de abril de 2012

COMO SURGIU O TRABALHO?



A Bíblia revela que o “trabalho” é um castigo divino que surgiu para punir Adão e Eva. Eles perderam o paraíso por terem cometido o “pecado” de comer o fruto da árvore da ciência (conhecimento) do bem e do mal (a Bíblia não cita a maçã).
Será que Deus retiraria proteção, alimento, moradia e atenção com a condição que ambos permanecessem na ignorância?

Será que Deus os expulsaria mesmo sabendo que ambos não sabiam discernir entre o bem e o mal, não tinham noção do que é certo ou errado, justo ou injusto, obedecer ou desobedecer?
Sabemos que não.
Então, para nós espíritas, o castigo divino, de “ganhar o pão de cada dia com o suor do rosto”, registrado alegoricamente na Bíblia, mostra apenas as necessidades evolutivas do Homem. Onde ele deixava de ser um simples animal irracional, controlado pelo instinto, para ser inteligente e exercitar o livre-arbítrio.
O trabalho tornou-se uma lei indispensável, não apenas em favor da sobrevivência do Homem, mas também para que desenvolva a inteligência e supere em definitivo os resíduos da irracionalidade.
No irracional (na fase animal), ele é guiado pelo instinto e o esforço pela subsistência é mínimo. Nesta fase a mãe natureza o atende. Já na fase hominal, orientado pela razão, que deixou o berço e começa a andar, há uma solicitação bem maior de trabalho que tanto mais complexo se torna quanto maior o seu desenvolvimento intelectual, sofisticando suas necessidades de conforto e bem estar.

Se Deus tivesse liberado o homem do trabalho físico, seus membros seriam atrofiados; se o livrasse do trabalho intectual, seu espírito permaneceria na infância, nas condições instintivas do animal.
 


“Por que provê a Natureza, por si mesma, a todas as necessidades dos animais”?
“Tudo em a Natureza trabalha. Como tu, trabalham os animais, mas o trabalho deles, de acordo com a inteligência de que dispõem, se limita a cuidarem da própria conservação. Daí vem que do trabalho não lhes resulta progresso, ao passo que o do homem visa duplo fim: a conservação do corpo e o desenvolvimento da faculdade de pensar, o que também é uma necessidade e o eleva acima de si mesmo...”
O Livro dos Espíritos – Questão nº 677 (Da Lei do Trabalho)


(Resposta de Rudymara baseada no texto Pão da Vida de Richard Simonetti no livro A Constituição Divina e no O Evangelho segundo o Espiritismo)


A NECESSIDADE DO TRABALHO


Nos mundos mais aperfeiçoados o homem é submetido à mesma necessidade de trabalho?
— A natureza do trabalho é relativa à natureza das necessidades; quanto menos necessidades materiais, menos material é o trabalho. Mas não julgueis, por isso, que o homem permanece inativo e inútil; a ociosidade seria um suplício, em vez de ser um benefício.
(questão 678 de O Livros dos Espíritos)

Á medida em que o Espírito evolui, seu trabalho, que em princípio atendia exclusivamente às próprias necessidades, orienta-se no sentido de contribuir para a harmonia universal, transformando-o, progressivamente, em instrumento legítimo da vontade de Senhor, co-participe na obra da Criação, como o filho adulto que, consciente e esclarecido, conhece suas responsabilidades, dispondo-se colaborar com o pai.
Nesse caminho estão comunidades como a de “Nosso Lar”, cidade do Além, descrita pelo Espírito André Luiz, psicografia de Chico Xavier. Livres das necessidades inerentes ao corpo físico, disciplinados e ativos, seus habitantes dedicam-se ao serviço do Bem, em favor de companheiros comprometidos com o desajuste que permanecem compulsoriamente em zonas purgatoriais, no Umbral.
Em estágios mais altos de espiritualidade e desenvolvimento das potencialidades e desenvolvimento das potencialidades criadoras, encontramos os Engenheiros Siderais que presidem as manifestações da Natureza, executando a Vontade Divina.
O exemplo maior está em Jesus, governador da Terra, segundo Emmanuel, que orienta, desde os primórdios de nosso planeta, as coletividades que aqui evoluem. Essa condição está expressa na mesma citação evangélica (João 5:17), quando o Mestre, após proclamar que Deus trabalha incessantemente, completa “...e eu também.”Mesmo na Terra, se buscarmos exercitar a mente em raciocínios relativos à Vida Eterna, tenderemos a orientar nosso trabalho muito mais em favor do bem-estar coletivo do que em nosso próprio benefício, integrando-nos no ritmo da harmonia universal, sob a “batuta” de Deus, Supremo Regente.
Natural, portanto, que os grandes benfeitores, em todos os setores da atividade humana, sejam, essencialmente, grandes servidores, dedicando suas existências ao ideal sublime da fraternidade humana. Compreensivamente, são sempre fortes e empreendedores, perseverantes e capazes, ainda que enfrentando problemas e dificuldades variadas. É que, plenamente identificados aos propósitos da Vida, instrumentos fiéis do Bem, fluem incessantes por eles, a se expandirem ao seu redor, as bênçãos de Deus.



 (Richard Simonetti)





ABUSO DA AUTORIDADE

Que pensar daqueles que abusam de sua autoridade para impor aos seus inferiores um excesso de trabalho?
- É uma das piores ações. Todo o homem que tem o poder de comandar é responsável pelo excesso de trabalho que impõe a seus subalternos, porque ele transgride a lei de Deus.
(questão 684 de O Livro dos Espíritos)

O depositário da autoridade de qualquer extensão que esta seja, desde a do senhor sobre o escravo até a do soberano sobre o povo, não deve esquivar-se à responsabilidade de um encarregado de almas, pois responderá pela boa ou má orientação que der aos seus subordinados, e as faltas que estes puderem cometer os vícios a que forem arrastados em conseqüência dessa orientação ou dos maus exemplos recebidos, recairão sobre ele. Da mesma maneira, colherá os frutos de sua solicitude, por conduzi-los ao bem. Todo homem tem, sobre a Terra, uma pequena ou uma grande missão. Qualquer que ela seja sempre lhe é dada para o bem. Desviá-la, pois, do seu sentido, é fracassar no seu cumprimento.
O superior que guardou as palavras do Cristo, não despreza a nenhum dos seus subordinados, porque sabe que as distinções sociais não subsistem diante de Deus. O Espiritismo lhe ensina que, se eles hoje o obedecem, na verdade já podem tê-lo dirigido, ou poderão dirigi-lo mais tarde, e que então será tratado como por sua vez os tratou.
Se o superior tem deveres a cumprir, o inferior também os tem de sua parte, e não são menos sagrados. Se também este é espírita, sua consciência lhe dirá, ainda mais fortemente, que não está dispensado de cumpri-los, mesmo que o seu chefe não cumpra os dele, porque sabe que não deve pagar o mal com o mal, e que as faltas de uns não autorizam as de outros. Se sofre na sua posição, dirá que sem dúvida o mereceu, porque ele mesmo talvez tenha abusado outrora de sua autoridade, devendo agora sentir os inconvenientes do que fez os outros sofrerem. Se for obrigado a suportar essas posições, na falta de outra melhor, o Espiritismo lhe ensina a resignar-se a isso, como a uma prova a sua humildade, necessária ao seu adiantamento. Sua crença o guia na sua conduta: ele age como desejaria que os seus subordinados agissem com ele, caso fosse o chefe. Por isso mesmo é mais escrupuloso no cumprimento das obrigações, pois compreende que toda negligência no trabalho que lhe foi confiado será um prejuízo para aquele que o remunera, e a quem deve o seu tempo e os seus cuidados. Numa palavra, ele é guiado pelo sentimento do dever que a sua fé lhe infunde, e a certeza de que todo desvio do caminho reto será uma dívida, que terá de pagar mais cedo ou mais tarde.


(O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 9)





terça-feira, 24 de abril de 2012

AUTISMO NA VISÃO ESPÍRITA


Conta Carlos Baccelli:
Um casal aproximou-se ao Chico, o pai sustentando uma criança de ano e meio nos braços, acompanhando por distinto medico espírita de Uberaba.
A mãe permaneceu a meia distância, em mutismo total, embora com alguma aflição no semblante.
O médico, adiantando-se, explicou o caso ao Chico: a criança, desde que nasceu, sofre sucessivas convulsões, tendo que ficar sob o controle de medicamento, permanecendo dormindo a maior parte do tempo, em consequência, mal consegue engatinhar e não fala.
Após dialogarem durante alguns minutos. O Chico perguntou ao nosso confrade a que diagnostico havia chegado.
- Para mim, trata-se de um caso de autismo – respondeu ele.
O Chico disse que o diagnostico lhe parecia bastante acertado, mas que convinha diminuir o anticonvulsivos mesmo que tal medida, a principio, intensificasse os ataques. Explicou, detalhadamente, as contra indicações do medicamento no organismo infantil. Recomendou passes.
- Vamos orar- concluiu.
O casal saiu visivelmente mais confortado, mas, segurando o braço do médico nosso confrade. Chico Explicou a todos que estavamos ali mais próximos:
- “o autismo”, é um caso muito sério, podendo ser considerado uma verdadeira calamidade. Tanto envolve crianças quanto adultos... Os médiuns também , por vezes, principalmente os solteiros sofrem desse mal, pois que vivem sintonizados com o mundo espiritual, desinteressando-se da Terra. É preciso que alguma coisa nos prenda no mundo, porque, senão, perdemos a vontade de permanecer no corpo...”.
E Chico exemplificou com ele mesmo:
-Vejam bem: o que é que me interessa na Terra? A não ser a tarefa mediúnica, nada mais. Dinheiro, eu só quero o necessário para sobreviver casa, eu não tenho o que fazer com mais de uma... Então, eu procuro me interessar pelos meus gatos e meus cachorros. Quando um adoece ou morre, eu choro muito, porque se eu não me ligar em alguma coisa eu deixo vocês...
Ele ainda considerou que, muitos casos de suicídios têm as suas raízes no “autismo”, porque a pessoa vai perdendo o interesse pela vida. Inconscientemente deseja retornar à Pátria Espiritual, e para se libertar do corpo, que considera uma verdadeira prisão, força as portas de saída...
E o Chico falou ao médico:
- È preciso que os pais dessa criança conversem muito com ela, principalmente a mãe. È necessário chamar o espírito para o corpo. Se não agirmos assim, muitos espíritos não permanecerão na carne, porque a reencarnação para eles é muito dolorosa.
Evidentemente que não conseguimos registrar tudo, mas a essência do assunto é o que está exposto aqui.
E ficamos a meditar na complexidade dos problemas humanos e na sabedoria de Chico Xavier.
Quando ele falava de si, ilustrando a questão do “autismo”, sentimo-lo como um pássaro de luz encarcerado numa gaiola de ferro, renunciando à paz da grande floresta para entoar canções de imortalidade aos que caíram, invigilantes, no visgo do orgulho ou no alçapão da perturbação.
Nesta noite, sem dúvida, compreendemos melhor Chico Xavier e o admiramos ainda mais.
De fato, pensando bem, o que é que pode interessar na Terra, a não ser o trabalho missionário em nome do Senhor, ao Espírito que já não pertence mais à sua faixa evolutiva?
O espírito daquela criança sacudia o corpo que convulsionava, na ânsia de libertar-se...
Sem dúvida, era preciso convencer o Espírito a ficar. Tentar dizer-lhe que a Terra não é cruel assim... Que precisamos trabalhar pela melhoria do homem.
 
OBSERVAÇÃO DE DIVALDO FRANCO: Precisamos considerar que “somos herdeiros dos próprios atos”. Em cada encarnação adicionamos conquistas ou prejuízos a nossa contabilidade evolutiva e, em determinados momentos, ao contrairmos débitos mais sérios, reencarnamos para ressarci-los sob a injunção dolorosa de fenômenos expiatórios, tais os estados esquizóides e suas manifestações várias. Dentre eles, um dos mais cruéis é o AUTISMO. No fenômeno do autismo estamos diante de um ex-suicida a qual, desejando fugir à responsabilidade dos delitos cometidos, envereda pela porta falsa da autodestruição. Posteriormente, reencarna com o drama na consciência por não ter conseguido libertar-se deles. São, também, os criminosos não justiçados pelas leis humanas ou Espíritos que dissimularam muito bem suas tragédias. Assim, retornam à Terra escondendo-se da consciência nas várias patologias dos fenômenos esquizofrênicos. Os pais devem esperar a criança dormir e conversar com ela. Pois a conversa é captada pelo inconsciente (Espírito). Fale devagar, pausadamente: Estamos contentes por você estar entre nós; Você tem muito que fazer na Terra; você vai ser feliz nesta vida; Nós te amamos muito; etc.


Compilação  de Rudymara



sábado, 21 de abril de 2012

TIRADENTES FOI UM INQUISIDOR? - visão espírita





Humberto de Campos (Irmão X) conta no livro "BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO PÁTRIA DO EVANGELHO", através da psicografia de Chico Xavier que Tiradentes foi um inquisidor em sua encarnação anterior:


Instantes antes do enforcamento, a falange de Ismael (Espírito escolhido por Jesus para auxiliar no progresso e desenvolvimento do Brasil) cercaram a alma leal e forte de Tiradentes, inundando-a de santas consolações (...) no momento que seu corpo balança, pendente das traves do cadafalso, no Campo da Lampadosa, Ismael recebia em seus braços carinhosos e fraternais a alma edificada do mártir. Ismael exclamou: “ Irmão querido, resgatas hoje os delitos cruéis que cometestes quando te ocupavas do nefando mister de inquisidor, nos tempos passados. Redimiste o pretérito obscuro e criminoso, com as lágrimas do teu sacrifício em favor da Pátria do Evangelho de Jesus. Passarás a ser um símbolo para a posteridade, com o teu heroísmo resignado nos sofrimentos purificadores. Qual novo gênio surges, para espargir bênçãos sobre a terra do Cruzeiro, em todos os séculos do seu futuro. Regozija-te no Senhor pelo desfecho dos teus sonhos de liberdade, porque cada um será justiçado de acordo com as suas obras. Se o Brasil se aproxima da sua maioridade como nação, ao influxo do amor divino, será o próprio Portugal quem virá trazer, até ele, todos os elementos da sua emancipação política(...)”

Daí a alguns anos era o próprio Portugal que vinha trazer, com D. João VI, a independência do Brasil (...)."


Resumo de Rudymara



OBSERVAÇÃO: A Inquisição foi criada na Idade Média (século XIII) e era dirigida pela Igreja Católica Romana. Ela era composta por tribunais que julgavam todos aqueles considerados uma ameaça às doutrinas (conjunto de leis) desta instituição. Todos os suspeitos eram perseguidos e julgados, e aqueles que eram condenados, cumpriam as penas que podiam variar desde prisão temporária ou perpétua até a morte na fogueira, onde os condenados eram queimados vivos em plena praça pública. Os inquisidores questionavam os condenados e obtinham as confissões geralmente à custa da força, tortura e crueldade. Clique nesse link e veja alguns instrumentos de tortura usados pelos inquisidores http://www.acemprol.com/viewtopic.php?f=16&t=3026





quarta-feira, 18 de abril de 2012

ANIVERSÁRIO DO "O LIVRO DOS ESPÍRITOS"


O Livro dos Espíritos (Le Livre des Esprits) é o primeiro livro sobre a doutrina espírita publicado pelo educador francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, cujo pseudônimo é Allan Kardec.
O livro chama-se “O livro dos Espíritos” porque o conteúdo pertence aos “Espíritos”. Allan Kardec apenas formulou as perguntas, mas as respostas foram dadas pelos Espíritos através da mediunidade de várias jovens médiuns. As médiuns que serviram a esse trabalho foram inicialmente Caroline e Julie Boudin (respectivamente, 16 e 14 anos à época), às quais mais tarde se juntou Celine Japhet (18 anos à época) no processo de revisão do livro. O primeiro esboço continha 501 perguntas e respostas e foi submetido a comparação com as comunicações obtidas por outros médiuns franceses, totalizando em "mais de dez", nas palavras de Kardec, o número de médiuns cujos textos psicografados contribuíram para a estruturação de O Livro dos Espíritos, publicado em 18 de Abril de 1857, no Palais Royal, na capital francesa. Só a partir da segunda edição, lançada em 16 de março de 1860, com ampla revisão de Kardec mediante o contato com grupos espíritas de cerca de 15 países da Europa e das Américas, aparecem as atuais 1018 perguntas e respostas.
A curiosidade sobre o assunto foi aumentando. Por isso, nasceram as outras obras da codificação a partir de O Livro dos Espíritos que está dividido em quatro partes: 1ª –DAS CAUSAS PRIMÁRIAS, 2ª – DO MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITAS, 3ª – DAS CAUSAS MORAIS e 4ª – DAS ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES. Cada parte virou um novo livro. Vejamos:


1ª PARTE : DAS CAUSAS PRIMÁRIAS: deu origem ao 5º livro "A GÊNESE" (1868).


2ª PARTE: DO MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS: deu origem ao 2º livro "O LIVRO DOS MÉDIUNS" (1861).

3ª PARTE: DAS CAUSAS MORAIS: deu origem ao 3º livro "O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO” (1864).

4ª PARTE: DAS ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES: deu origem ao 4º livro "O CÉU E O INFERNO” (1865).