sexta-feira, 4 de maio de 2012

DOR DE CABEÇA - Chico Xavier


Era uma sexta-feira. Muita gente aglomerava-se em volta de Chico. Ele, de pé, abraçava um, dirigia a palavra a outro. Quando aproximou-se dele uma jovem senhora, reclamando de forte dor de cabeça. Chico a ouviu atentamente e convidou-a a sentar-se na assistência para participar do encontro.
A palestra transcorreu normalmente.
Depois da meia-noite, termina a reunião, a senhora que reclamara da dor de cabeça achegou-se ao médium, com a fisionomia radiante e feliz. A dor de cabeça cessara nos primeiros minutos das tarefas. Chico sorriu docemente, despedindo-se dela com carinho.
Instantes depois, explicou:

- Emmanuel me disse que aquela senhora teve uma discussão muito forte com o marido, chegando quase a ser agredida fisicamente. O marido desejou dar-lhe uma bofetada e não o fez por recato natural. Contudo, agrediu-a vibracionalmente, provocando uma concentração de fluidos deletérios que lhe invadiram o aparelho auditivo, causando a dor de cabeça. Tão logo começou a reunião, Dr. Bezerra colocou a mão sobre sua cabeça e vi sair de dentro de seu ouvido um cordão fluídico escuro, negro, que produzia a dor. Eu estava psicografando mas, orientado por Emmanuel, pude acompanhar todo o fenômeno.


 “O grito de cólera é um raio mortífero, que penetra o círculo de pessoas em que foi pronunciado e aí se demora, indefinidamente, provocan­do moléstias, dificuldades e desgostos.” – Néio Lúcio, psicografia de Chico Xavier

“Quando haja de reclamar isso ou aquilo, espere que as emoções se mostrem pacificadas, um grito de cólera, muitas vezes, tem a força de um punhal.”  - André Luiz, psicografia de Chico Xavier






domingo, 29 de abril de 2012

COMO SURGIU O TRABALHO?



A Bíblia revela que o “trabalho” é um castigo divino que surgiu para punir Adão e Eva. Eles perderam o paraíso por terem cometido o “pecado” de comer o fruto da árvore da ciência (conhecimento) do bem e do mal (a Bíblia não cita a maçã).
Será que Deus retiraria proteção, alimento, moradia e atenção com a condição que ambos permanecessem na ignorância?

Será que Deus os expulsaria mesmo sabendo que ambos não sabiam discernir entre o bem e o mal, não tinham noção do que é certo ou errado, justo ou injusto, obedecer ou desobedecer?
Sabemos que não.
Então, para nós espíritas, o castigo divino, de “ganhar o pão de cada dia com o suor do rosto”, registrado alegoricamente na Bíblia, mostra apenas as necessidades evolutivas do Homem. Onde ele deixava de ser um simples animal irracional, controlado pelo instinto, para ser inteligente e exercitar o livre-arbítrio.
O trabalho tornou-se uma lei indispensável, não apenas em favor da sobrevivência do Homem, mas também para que desenvolva a inteligência e supere em definitivo os resíduos da irracionalidade.
No irracional (na fase animal), ele é guiado pelo instinto e o esforço pela subsistência é mínimo. Nesta fase a mãe natureza o atende. Já na fase hominal, orientado pela razão, que deixou o berço e começa a andar, há uma solicitação bem maior de trabalho que tanto mais complexo se torna quanto maior o seu desenvolvimento intelectual, sofisticando suas necessidades de conforto e bem estar.

Se Deus tivesse liberado o homem do trabalho físico, seus membros seriam atrofiados; se o livrasse do trabalho intectual, seu espírito permaneceria na infância, nas condições instintivas do animal.
 


“Por que provê a Natureza, por si mesma, a todas as necessidades dos animais”?
“Tudo em a Natureza trabalha. Como tu, trabalham os animais, mas o trabalho deles, de acordo com a inteligência de que dispõem, se limita a cuidarem da própria conservação. Daí vem que do trabalho não lhes resulta progresso, ao passo que o do homem visa duplo fim: a conservação do corpo e o desenvolvimento da faculdade de pensar, o que também é uma necessidade e o eleva acima de si mesmo...”
O Livro dos Espíritos – Questão nº 677 (Da Lei do Trabalho)


(Resposta de Rudymara baseada no texto Pão da Vida de Richard Simonetti no livro A Constituição Divina e no O Evangelho segundo o Espiritismo)


A NECESSIDADE DO TRABALHO


Nos mundos mais aperfeiçoados o homem é submetido à mesma necessidade de trabalho?
— A natureza do trabalho é relativa à natureza das necessidades; quanto menos necessidades materiais, menos material é o trabalho. Mas não julgueis, por isso, que o homem permanece inativo e inútil; a ociosidade seria um suplício, em vez de ser um benefício.
(questão 678 de O Livros dos Espíritos)

Á medida em que o Espírito evolui, seu trabalho, que em princípio atendia exclusivamente às próprias necessidades, orienta-se no sentido de contribuir para a harmonia universal, transformando-o, progressivamente, em instrumento legítimo da vontade de Senhor, co-participe na obra da Criação, como o filho adulto que, consciente e esclarecido, conhece suas responsabilidades, dispondo-se colaborar com o pai.
Nesse caminho estão comunidades como a de “Nosso Lar”, cidade do Além, descrita pelo Espírito André Luiz, psicografia de Chico Xavier. Livres das necessidades inerentes ao corpo físico, disciplinados e ativos, seus habitantes dedicam-se ao serviço do Bem, em favor de companheiros comprometidos com o desajuste que permanecem compulsoriamente em zonas purgatoriais, no Umbral.
Em estágios mais altos de espiritualidade e desenvolvimento das potencialidades e desenvolvimento das potencialidades criadoras, encontramos os Engenheiros Siderais que presidem as manifestações da Natureza, executando a Vontade Divina.
O exemplo maior está em Jesus, governador da Terra, segundo Emmanuel, que orienta, desde os primórdios de nosso planeta, as coletividades que aqui evoluem. Essa condição está expressa na mesma citação evangélica (João 5:17), quando o Mestre, após proclamar que Deus trabalha incessantemente, completa “...e eu também.”Mesmo na Terra, se buscarmos exercitar a mente em raciocínios relativos à Vida Eterna, tenderemos a orientar nosso trabalho muito mais em favor do bem-estar coletivo do que em nosso próprio benefício, integrando-nos no ritmo da harmonia universal, sob a “batuta” de Deus, Supremo Regente.
Natural, portanto, que os grandes benfeitores, em todos os setores da atividade humana, sejam, essencialmente, grandes servidores, dedicando suas existências ao ideal sublime da fraternidade humana. Compreensivamente, são sempre fortes e empreendedores, perseverantes e capazes, ainda que enfrentando problemas e dificuldades variadas. É que, plenamente identificados aos propósitos da Vida, instrumentos fiéis do Bem, fluem incessantes por eles, a se expandirem ao seu redor, as bênçãos de Deus.



 (Richard Simonetti)





ABUSO DA AUTORIDADE

Que pensar daqueles que abusam de sua autoridade para impor aos seus inferiores um excesso de trabalho?
- É uma das piores ações. Todo o homem que tem o poder de comandar é responsável pelo excesso de trabalho que impõe a seus subalternos, porque ele transgride a lei de Deus.
(questão 684 de O Livro dos Espíritos)

O depositário da autoridade de qualquer extensão que esta seja, desde a do senhor sobre o escravo até a do soberano sobre o povo, não deve esquivar-se à responsabilidade de um encarregado de almas, pois responderá pela boa ou má orientação que der aos seus subordinados, e as faltas que estes puderem cometer os vícios a que forem arrastados em conseqüência dessa orientação ou dos maus exemplos recebidos, recairão sobre ele. Da mesma maneira, colherá os frutos de sua solicitude, por conduzi-los ao bem. Todo homem tem, sobre a Terra, uma pequena ou uma grande missão. Qualquer que ela seja sempre lhe é dada para o bem. Desviá-la, pois, do seu sentido, é fracassar no seu cumprimento.
O superior que guardou as palavras do Cristo, não despreza a nenhum dos seus subordinados, porque sabe que as distinções sociais não subsistem diante de Deus. O Espiritismo lhe ensina que, se eles hoje o obedecem, na verdade já podem tê-lo dirigido, ou poderão dirigi-lo mais tarde, e que então será tratado como por sua vez os tratou.
Se o superior tem deveres a cumprir, o inferior também os tem de sua parte, e não são menos sagrados. Se também este é espírita, sua consciência lhe dirá, ainda mais fortemente, que não está dispensado de cumpri-los, mesmo que o seu chefe não cumpra os dele, porque sabe que não deve pagar o mal com o mal, e que as faltas de uns não autorizam as de outros. Se sofre na sua posição, dirá que sem dúvida o mereceu, porque ele mesmo talvez tenha abusado outrora de sua autoridade, devendo agora sentir os inconvenientes do que fez os outros sofrerem. Se for obrigado a suportar essas posições, na falta de outra melhor, o Espiritismo lhe ensina a resignar-se a isso, como a uma prova a sua humildade, necessária ao seu adiantamento. Sua crença o guia na sua conduta: ele age como desejaria que os seus subordinados agissem com ele, caso fosse o chefe. Por isso mesmo é mais escrupuloso no cumprimento das obrigações, pois compreende que toda negligência no trabalho que lhe foi confiado será um prejuízo para aquele que o remunera, e a quem deve o seu tempo e os seus cuidados. Numa palavra, ele é guiado pelo sentimento do dever que a sua fé lhe infunde, e a certeza de que todo desvio do caminho reto será uma dívida, que terá de pagar mais cedo ou mais tarde.


(O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 9)





terça-feira, 24 de abril de 2012

AUTISMO NA VISÃO ESPÍRITA


Conta Carlos Baccelli:
Um casal aproximou-se ao Chico, o pai sustentando uma criança de ano e meio nos braços, acompanhando por distinto medico espírita de Uberaba.
A mãe permaneceu a meia distância, em mutismo total, embora com alguma aflição no semblante.
O médico, adiantando-se, explicou o caso ao Chico: a criança, desde que nasceu, sofre sucessivas convulsões, tendo que ficar sob o controle de medicamento, permanecendo dormindo a maior parte do tempo, em consequência, mal consegue engatinhar e não fala.
Após dialogarem durante alguns minutos. O Chico perguntou ao nosso confrade a que diagnostico havia chegado.
- Para mim, trata-se de um caso de autismo – respondeu ele.
O Chico disse que o diagnostico lhe parecia bastante acertado, mas que convinha diminuir o anticonvulsivos mesmo que tal medida, a principio, intensificasse os ataques. Explicou, detalhadamente, as contra indicações do medicamento no organismo infantil. Recomendou passes.
- Vamos orar- concluiu.
O casal saiu visivelmente mais confortado, mas, segurando o braço do médico nosso confrade. Chico Explicou a todos que estavamos ali mais próximos:
- “o autismo”, é um caso muito sério, podendo ser considerado uma verdadeira calamidade. Tanto envolve crianças quanto adultos... Os médiuns também , por vezes, principalmente os solteiros sofrem desse mal, pois que vivem sintonizados com o mundo espiritual, desinteressando-se da Terra. É preciso que alguma coisa nos prenda no mundo, porque, senão, perdemos a vontade de permanecer no corpo...”.
E Chico exemplificou com ele mesmo:
-Vejam bem: o que é que me interessa na Terra? A não ser a tarefa mediúnica, nada mais. Dinheiro, eu só quero o necessário para sobreviver casa, eu não tenho o que fazer com mais de uma... Então, eu procuro me interessar pelos meus gatos e meus cachorros. Quando um adoece ou morre, eu choro muito, porque se eu não me ligar em alguma coisa eu deixo vocês...
Ele ainda considerou que, muitos casos de suicídios têm as suas raízes no “autismo”, porque a pessoa vai perdendo o interesse pela vida. Inconscientemente deseja retornar à Pátria Espiritual, e para se libertar do corpo, que considera uma verdadeira prisão, força as portas de saída...
E o Chico falou ao médico:
- È preciso que os pais dessa criança conversem muito com ela, principalmente a mãe. È necessário chamar o espírito para o corpo. Se não agirmos assim, muitos espíritos não permanecerão na carne, porque a reencarnação para eles é muito dolorosa.
Evidentemente que não conseguimos registrar tudo, mas a essência do assunto é o que está exposto aqui.
E ficamos a meditar na complexidade dos problemas humanos e na sabedoria de Chico Xavier.
Quando ele falava de si, ilustrando a questão do “autismo”, sentimo-lo como um pássaro de luz encarcerado numa gaiola de ferro, renunciando à paz da grande floresta para entoar canções de imortalidade aos que caíram, invigilantes, no visgo do orgulho ou no alçapão da perturbação.
Nesta noite, sem dúvida, compreendemos melhor Chico Xavier e o admiramos ainda mais.
De fato, pensando bem, o que é que pode interessar na Terra, a não ser o trabalho missionário em nome do Senhor, ao Espírito que já não pertence mais à sua faixa evolutiva?
O espírito daquela criança sacudia o corpo que convulsionava, na ânsia de libertar-se...
Sem dúvida, era preciso convencer o Espírito a ficar. Tentar dizer-lhe que a Terra não é cruel assim... Que precisamos trabalhar pela melhoria do homem.
 
OBSERVAÇÃO DE DIVALDO FRANCO: Precisamos considerar que “somos herdeiros dos próprios atos”. Em cada encarnação adicionamos conquistas ou prejuízos a nossa contabilidade evolutiva e, em determinados momentos, ao contrairmos débitos mais sérios, reencarnamos para ressarci-los sob a injunção dolorosa de fenômenos expiatórios, tais os estados esquizóides e suas manifestações várias. Dentre eles, um dos mais cruéis é o AUTISMO. No fenômeno do autismo estamos diante de um ex-suicida a qual, desejando fugir à responsabilidade dos delitos cometidos, envereda pela porta falsa da autodestruição. Posteriormente, reencarna com o drama na consciência por não ter conseguido libertar-se deles. São, também, os criminosos não justiçados pelas leis humanas ou Espíritos que dissimularam muito bem suas tragédias. Assim, retornam à Terra escondendo-se da consciência nas várias patologias dos fenômenos esquizofrênicos. Os pais devem esperar a criança dormir e conversar com ela. Pois a conversa é captada pelo inconsciente (Espírito). Fale devagar, pausadamente: Estamos contentes por você estar entre nós; Você tem muito que fazer na Terra; você vai ser feliz nesta vida; Nós te amamos muito; etc.


Compilação  de Rudymara



sábado, 21 de abril de 2012

TIRADENTES FOI UM INQUISIDOR? - visão espírita





Humberto de Campos (Irmão X) conta no livro "BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO PÁTRIA DO EVANGELHO", através da psicografia de Chico Xavier que Tiradentes foi um inquisidor em sua encarnação anterior:


Instantes antes do enforcamento, a falange de Ismael (Espírito escolhido por Jesus para auxiliar no progresso e desenvolvimento do Brasil) cercaram a alma leal e forte de Tiradentes, inundando-a de santas consolações (...) no momento que seu corpo balança, pendente das traves do cadafalso, no Campo da Lampadosa, Ismael recebia em seus braços carinhosos e fraternais a alma edificada do mártir. Ismael exclamou: “ Irmão querido, resgatas hoje os delitos cruéis que cometestes quando te ocupavas do nefando mister de inquisidor, nos tempos passados. Redimiste o pretérito obscuro e criminoso, com as lágrimas do teu sacrifício em favor da Pátria do Evangelho de Jesus. Passarás a ser um símbolo para a posteridade, com o teu heroísmo resignado nos sofrimentos purificadores. Qual novo gênio surges, para espargir bênçãos sobre a terra do Cruzeiro, em todos os séculos do seu futuro. Regozija-te no Senhor pelo desfecho dos teus sonhos de liberdade, porque cada um será justiçado de acordo com as suas obras. Se o Brasil se aproxima da sua maioridade como nação, ao influxo do amor divino, será o próprio Portugal quem virá trazer, até ele, todos os elementos da sua emancipação política(...)”

Daí a alguns anos era o próprio Portugal que vinha trazer, com D. João VI, a independência do Brasil (...)."


Resumo de Rudymara



OBSERVAÇÃO: A Inquisição foi criada na Idade Média (século XIII) e era dirigida pela Igreja Católica Romana. Ela era composta por tribunais que julgavam todos aqueles considerados uma ameaça às doutrinas (conjunto de leis) desta instituição. Todos os suspeitos eram perseguidos e julgados, e aqueles que eram condenados, cumpriam as penas que podiam variar desde prisão temporária ou perpétua até a morte na fogueira, onde os condenados eram queimados vivos em plena praça pública. Os inquisidores questionavam os condenados e obtinham as confissões geralmente à custa da força, tortura e crueldade. Clique nesse link e veja alguns instrumentos de tortura usados pelos inquisidores http://www.acemprol.com/viewtopic.php?f=16&t=3026





quarta-feira, 18 de abril de 2012

ANIVERSÁRIO DO "O LIVRO DOS ESPÍRITOS"


O Livro dos Espíritos (Le Livre des Esprits) é o primeiro livro sobre a doutrina espírita publicado pelo educador francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, cujo pseudônimo é Allan Kardec.
O livro chama-se “O livro dos Espíritos” porque o conteúdo pertence aos “Espíritos”. Allan Kardec apenas formulou as perguntas, mas as respostas foram dadas pelos Espíritos através da mediunidade de várias jovens médiuns. As médiuns que serviram a esse trabalho foram inicialmente Caroline e Julie Boudin (respectivamente, 16 e 14 anos à época), às quais mais tarde se juntou Celine Japhet (18 anos à época) no processo de revisão do livro. O primeiro esboço continha 501 perguntas e respostas e foi submetido a comparação com as comunicações obtidas por outros médiuns franceses, totalizando em "mais de dez", nas palavras de Kardec, o número de médiuns cujos textos psicografados contribuíram para a estruturação de O Livro dos Espíritos, publicado em 18 de Abril de 1857, no Palais Royal, na capital francesa. Só a partir da segunda edição, lançada em 16 de março de 1860, com ampla revisão de Kardec mediante o contato com grupos espíritas de cerca de 15 países da Europa e das Américas, aparecem as atuais 1018 perguntas e respostas.
A curiosidade sobre o assunto foi aumentando. Por isso, nasceram as outras obras da codificação a partir de O Livro dos Espíritos que está dividido em quatro partes: 1ª –DAS CAUSAS PRIMÁRIAS, 2ª – DO MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITAS, 3ª – DAS CAUSAS MORAIS e 4ª – DAS ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES. Cada parte virou um novo livro. Vejamos:


1ª PARTE : DAS CAUSAS PRIMÁRIAS: deu origem ao 5º livro "A GÊNESE" (1868).


2ª PARTE: DO MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS: deu origem ao 2º livro "O LIVRO DOS MÉDIUNS" (1861).

3ª PARTE: DAS CAUSAS MORAIS: deu origem ao 3º livro "O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO” (1864).

4ª PARTE: DAS ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES: deu origem ao 4º livro "O CÉU E O INFERNO” (1865).



 
 
 
 
 

terça-feira, 17 de abril de 2012

PODEMOS CONSULTAR OS ESPÍRITOS?

 
 
 
Muitos imaginam os Espíritos como adivinhos infalíveis, detentores de todo saber, protetores perfeitos, capazes de todos os prodígios. Se assim fosse, não haveria espírita com dúvidas e problemas. Houve um tempo em que, dirigentes desavisados ou com pouco conhecimento das obras básicas estimulavam essa tendência, transformando os Centros Espíritas em gabinetes de consulta, envolvendo médiuns sem disciplina e orientadores sem orientação. Muitos deles acreditavam que com este tipo de fenômeno a Casa Espírita ficava cheia. Mas, infelizmente, ficava cheia de curiosos. Quando os fenômenos acabavam, eles também iam embora. Como disse o espírito Nora, no livro “Aconteceu na Casa Espírita”: “A doutrina espírita não está interessada em lotar a casa espírita com pessoas que procuram simplesmente "fenômenos". A pretensão é simples, que é fazer vibrar entre as paredes da casa os ensinos de Jesus e Kardec. O mais importante é receber fraternalmente os que nos procuram, socorrê-los quanto possível, oferecer conhecimento doutrinário, despertando as criaturas para a transformação moral; o resto é consequência deste processo do bem realizado". Então, dirigentes que ainda insistem em manter consultas espirituais esqueceram ou, pior, talvez nunca tenham observado a recomendação de Kardec, contida em Obras Póstumas, segunda parte, quando fala de seus contatos iniciais com o Além: "Um dos primeiros resultados que colhi das minhas observações foi que os Espíritos, nada mais sendo do que almas dos homens, não possuíam nem a plena sabedoria, nem a ciência integral; que o saber de que dispunham se circunscrevia ao grau de adiantamento que haviam alcançado, e que a opinião deles só tinha o valor de uma opinião pessoal. Reconhecida desde o princípio, esta verdade me preservou do grave escolho de crer na infalibilidade dos Espíritos e me impediu de formular teorias prematuras, tendo por base o que fora dito um ou alguns deles."  Como vemos, há "mentores espirituais" cuja sabedoria não vai além da ignorância dos que consultam. Se tivermos de receber alguma comunicação dos desencarnados, esta virá de maneira espontânea, sem que as forcemos. Porque a evocação é um dos mais sérios perigos da mediunidade. São portas abertas para que entidades desocupadas, zombeteiras e mistificadoras espalhem notícias espetaculares, mentirosas, mirabolantes, que agradam aos curiosos. Espíritos irresponsáveis adoram os evocadores, que lhes estimulam as investidas. Espíritos sérios, não nos darão informações materialistas como: responder se o comércio, a compra de um automóvel ou imóvel dará certo; sobre a vida financeira ou amorosa, etc. Eles também não dirão: “Fulano fez um trabalho para você"; "beltrano tem muita inveja de você"; etc. Este tipo de afirmação não é cristão. Pois poderá causar briga, desentendimento, inimizade, violência, etc. Aprendemos com o estudo da escala espírita, que existem Espíritos levianos, ignorantes, maliciosos, irrefletidos e zombeteiros, que se metem em tudo e a tudo respondem sem se importarem com a verdade. "Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de fazer intriga, de induzir maldosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas" (O Livro dos Espíritos, questão 103). Por isso, o Espírito de Verdade esclareceu dizendo: "Os Espíritos vêm instruí-los e guiá-los no caminho do bem e não no caminho das honras e da fortuna, ou para servirem suas mesquinhas paixões. Se vocês não lhes pedissem nada de fútil ou fora de suas atribulações, não dariam oportunidade alguma aos Espíritos enganadores; onde vocês devem concluir que quem é enganado tem apenas o que merece."  (O Livro dos Médiuns, cap. XXVII, item 303, 1a pergunta.). No mesmo livro referido (cap. XX, item 226, 9ª pergunta) os Espíritos nos alertam dizendo que, médium bom é coisa rara. E completa: “O médium perfeito seria aquele que os maus Espíritos jamais ousassem fazer uma tentativa de enganar. O melhor é o que, simpatizando somente com os bons Espíritos, tem sido enganado menos vezes." Como vemos, não há médiuns perfeitos na Terra e, hora ou outra todos são enganados. Isto deve servir de alerta, principalmente aos ESPÍRITAS que abandonam uma Casa Espírita SÉRIA em busca de outra onde possam idolatrar médiuns desavisados que brincam com a mediunidade como fazem alguns jovens (que desconhecem o perigo da obsessão) com a brincadeira do copo. A Doutrina é totalmente favorável ao livre arbítrio. Cada um deve usar a mediunidade como achar melhor. Mas, quem decidir usá-la na Casa Espírita, deve seguir as recomendações que estão nas obras básicas, trazidas pelos Espíritos e organizadas por Allan Kardec. O Espiritismo não deve ser “a moda da casa”.
Então, podemos dizer que 4 (quatro) são as consultas aceitas pela Doutrina Espírita: 1ª - só quando há uma intenção útil como fez Kardec; 2ª - a consulta fraterna nas Casas Espíritas, cujo atendimento é feito por um Espírito encarnado com conhecimento da Doutrina, que aconselhará segundo a visão espírita cristã. Mas para isso, não precisará estar mediunizado, deve ser apenas uma conversa esclarecedora e consoladora; 3ª – a consulta da nossa consciência, usando nosso livre arbítrio; 4ª - as consultas aos Espíritos de André Luiz, Emmanuel, Joanna de Angelis etc., através dos livros espíritas. Mas, principalmente Jesus, nosso guia e modelo, através do Evangelho. Porque o Espiritismo não tem por finalidade principal a realização de fenômenos, mas, sim, o progresso moral da humanidade.
Então, quem procurar o Espiritismo somente para obter cura imediata de seus males físicos e espirituais, ou para resolver de pronto seus problemas materiais, poderá ficar decepcionado.




 Compilação de Rudymara
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 14 de abril de 2012

O PERDÃO DOS PECADOS NA VISÃO ESPÍRITA


 
BASTA O ARREPENDIMENTO PARA RECEBERMOS O PERDÃO?


Não, o arrependimento é apenas o primeiro passo na árdua jornada da reabilitação.
Para receber o perdão de Deus não bastam penitências, ritos, ou rezas. É de fundamental importância que o mal seja reparado.
Podemos definir o arrependimento como a consciência de que fizemos algo errado, de que prejudicamos alguém ou a nós mesmos.
Implica em dor moral. Quanto mais evoluídos, mais sofre o Espírito, ao avaliar a extensão dos prejuízos que causou a si mesmo ou ao semelhante.
Aquele que ofendeu alguém e recebe absolvições (perdão) por ter orado, repetidamente, um certo número de vezes, determinado pelo sacerdote, fica com a estrada livre para novos desatinos.
Esse tipo de perdão é um estímulo a novos erros, novos enganos, novas ilusões, novas quedas, prejuízos ao processo evolutivo, que se retarda, no tempo.
O perdão que o Espiritismo e os amigos espirituais pregam em verdade não é de fácil execução, porém, inegavelmente, mais sensata, mais lógica.
Requer muito boa-vontade; esforço; perseverança.
O perdão, segundo a Doutrina Espírita, não alarga as portas do erro; pelo contrário, restringe-as, por apontar responsabilidades para quem estima a leviandade e a injúria, a crueldade e o desapreço à integridade, moral ou física, dos companheiros de luta, na paisagem terrestre.
De acordo com os preceitos espíritas,
não há perdão sem reparação conseqüente. Os próprios Instrutores do Mais Alto lembrem a palavra evangélica, que nos incentiva à integração com o Bem, no apostolado da Fraternidade: "o amor cobre a multidão dos pecados", que representa a única força "que anula as exigências da Lei de Talião (olho por olho, dente por dente), dentro do Universo Infinito".


Disse Emmanuel: A concessão paternal de Deus, no que se refere à reencarnação para a sagrada oportunidade de uma nova experiência, já significa, em si, o perdão ou a magnanimidade da Lei.



Allan Kardec perguntou: Poderemos utilmente pedir a Deus que perdoe as nossas faltas?
Os Espíritos responderam:
Deus sabe discernir o bem do mal; a prece não esconde as faltas. Aquele que a Deus pede perdão de suas faltas só o obtém mudando de proceder. As boas ações são a melhor prece, por isso que os atos valem mais que as palavras. (questão 661)


Observação de Rudymara: Fomos ensinados por séculos que após transgredirmos a lei de Deus poderíamos ser perdoados com uma simples confissão que gerava uma simples penitência que correspondia, por exemplo, a preces repetidas. Por isso, ainda hoje vemos pessoas cometendo abusos contra o próximo e contra si mesmo acreditando que depois será perdoado com penitencias, ritos e rezas. E o que é pior, volta a errar por acreditar na facilidade do perdão. Mas, o Espiritismo chegou para explicar que o perdão precisa de reparação, seja através do amor (caridade) ou da dor (resgate). Quando Jesus disse na oração do "Pai Nosso": "perdoa nossas dívidas, assim como perdoamos os nossos devedores", Ele quis ensinar que quando pedirmos perdão pelos nossas dívidas (perante a lei de Deus), devemos aprender a perdoar as falhas alheias. Ele deixou bem claro que não é tão fácil ser perdoado. Então, qual perdão escolheremos para nossas faltas? Pelo amor ou pela dor?






quarta-feira, 11 de abril de 2012

QUEM HERDARÁ A TERRA?


“Bem-aventurados os mansos e pacíficos, porque eles herdarão a Terra ...” -  Jesus

A Terra está deixando de ser um planeta de provas e expiações para se tornar um planeta de regeneração.
Nosso planeta está evoluindo, embora não pareça.
Os futuros moradores do Planeta Terra terão que ser mansos e pacíficos, porque a Terra não terá lugar para os coléricos, os odiosos, os violentos, os vingativos, etc. Esses terão que reencarnar em planetas que condizem com seu grau de evolução.
Estamos naquela "peneira" simbólica que Jesus mencionou, onde está havendo a separação do joio e do trigo. E esta separação ocorre no plano espiritual ao desencarnarmos. Quando estivermos nos preparando para reencarnar, será levado em conta nosso comportamento na última encarnação.
Por enquanto, nosso planeta recebe espíritos com vários graus evolutivos. Os bons continuarão reencarnando na Terra para dar exemplo e continuidade a um planeta regenerado. E os maus estão tendo a oportunidade de regenerar-se, para que possam continuar reencarnando na Terra. Se não regenerar terão que mudar-se para outro planeta. Um planeta que condiz com sua conduta.
Mas, como está no livro “Transição Planetária”: “Antes, porém, de chegar esse momento (de transição), a violência, a sensualidade, a abjeção, os escândalos, a corrupção atingirão níveis dantes jamais pensados, alcançando o fundo do poço, enquanto as enfermidades degenerativas, os transtornos  bipolares de conduta, as cardiopatias, os cânceres, os vícios e os desvarios sexuais clamarão por paz, pelo retorno à ética, à moral, ao equilíbrio(...)
“Como em toda batalha, momentos difíceis surgirão exigindo equilíbrio e oração fortalecedores, os lutadores estarão expostos no mundo, incompreendidos, desafiados por serem originais na conduta, por incomodarem os insensatos que, ante a impossibilidade de os igualarem, irão combatê-los, e padecendo diversas ocasiões de profunda e aparente solidão... Nunca, porém, estarão solitários, porque a solidariedade espiritual do Amor estará com eles, vitalizando-os e encorajando-os ao prosseguimento (...)”
Então, façamos nossa parte colaborando com essa transição para que sejamos dignos de sermos herdeiros de um mundo melhor.


Rudymara