segunda-feira, 9 de abril de 2012

O DESAPARECIMENTO DO CORPO DE JESUS


Os guardas que tomavam conta do túmulo de Jesus procuraram os sacerdotes para contar que a pedra do sepulcro fora removida e o corpo desaparecera.
Os chefes dos sacerdotes se reuniram com os anciãos, e deram uma grande soma de dinheiro aos soldados, dizendo-lhes: "Digam que os discípulos Dele foram durante a noite, e roubaram o corpo, enquanto vocês dormiam. Se o governador ficar sabendo disso, nós o convenceremos e vocês não precisam ficar preocupados.” Os soldados pegaram o dinheiro e fizeram como estavam instruídos. E assim, tal boato espalhou-se entre os judeus, até os dias de hoje. (Mt. 28:11/15)

OBSERVAÇÃO DE THEREZINHA OLIVEIRA:

1) O que mais interessava aos sacerdotes era que o corpo de Jesus não sumisse e pudesse ser apresentado, para comprovar que o líder estava morto e desanimar os seus seguidores. Se a versão do roubo foi divulgada, é que de fato o corpo desapareceu e eles não podiam mais apresentá-lo ao povo.

2) Teriam mesmo os discípulos roubado o corpo de Jesus? Muito dificilmente, pois não eram guerrilheiros, mas homens do povo e havia uma escolta guardando o sepulcro. Se realmente tivesse sido roubado, o dever dos guardas era comunicar não aos sacerdotes, mas aos seus superiores militares (os romanos) para a tomada de providências.

3) Como teria desaparecido o corpo carnal de Jesus? Por transporte espiritual para outro lugar; ou por desmaterialização. Se Jesus desmaterializava feridas quando curava leprosos, por que os espíritos superiores que o acompanharam em seus momentos finais na Terra, não poderiam fazer o mesmo com seu corpo? (no O Evangelho segundo o Espiritismo cap.III, item 9, diz que nos mundos superiores "(...) a morte de modo algum acarreta os horrores da decomposição(...)"). Sinal que eles tem um método de não deixar um corpo físico entrar em decomposição. Mas, por que isso foi feito? Talvez para evitar que os homens dessem demasiada importância aos restos mortais de Jesus e os arrastamentos de cá para lá, até hoje, em disputas e vãs exibições, como fez com as relíquias de alguns dos chamados santos. Não é a carne de Jesus que precisamos reverenciar e amar. É ao seu espírito, sábio e amoroso, que um dia aceitou nascer entre nós e, durante pouco mais de trinta anos, a todos nos ensinou a viver como Filhos de Deus.


Maria T Compri no livro Evangelho no Lar, no capítulo IV, diz: “A uma pergunta feita a Chico Xavier, sobre o que os Espíritos dizem a respeito da natureza do corpo de Jesus, ele respondeu:
- Jesus é como o Sol num dia de céu azul, e nós somos apenas palitos de fósforo acesos, à hora do meio-dia. O que é importante saber, e discutir, é sobre os seus ensinamentos e sua Vivência Gloriosa.
De fato, a Humanidade tem deixado de lado os Ensinamentos Morais do Cristo, para discutir coisas que em nada nos modifica as disposições interiores, como seja a natureza do corpo de Jesus, como Ele conseguiu ficar quarenta dias com os apóstolos, o que foi feito de seu corpo, após a ressurreição etc. Somos ainda pequeninos “palitos de fósforo acesos, à hora do meio-dia”, e distantes nos encontramos de absorvermos todas as verdades contidas no Universo, para nos determos nestas questões que a muitos ainda confundem.
Certamente, vivenciando seus ensinamentos e crescendo em Espírito e Verdade, futuramente teremos condições de apreender todo este conhecimento por processos naturais(...)”

Compilação de Rudymara retirada dos livros Evangelho (Novo Testamento); Estudos Espíritas do Evangelho de Therezinha Oliveira e Evangelho no Lar de Maria T. Compri.



 

domingo, 8 de abril de 2012

RESSURREIÇÃO DE JESUS NA VISÃO ESPÍRITA


No terceiro dia pela manhã (domingo), a terra treme e um anjo (espírito) desce do céu e afasta a pesada pedra. Os soldados ficam assustados e caem no chão. Quando conseguem se refazer correm à cidade. Naquela mesma hora, Maria Madalena e outras amigas de Jesus, correm ao túmulo com aromas para ungi-Lo. No caminho indagam como vão fazer para abrir o túmulo, mas quando chegaram ali o túmulo já estava aberto. Pensando que alguém houvesse roubado o corpo Dele, Maria corre a Jerusalém para contar a Pedro e João. Mas as outras entram e vêem um anjo sentado ali que dizia: “Não se assustem! Jesus ressuscitou, vão contar aos outros.” Pedro e João ficam estarrecidos com a notícia e correm para lá. Quando chegam ao local só encontram a roupa Dele. De repente Jesus aparece e vai ao encontro das mulheres e diz: “Alegrem-se!” Elas se aproximam e se ajoelham diante de Jesus.
Depois Jesus apareceu aos seus discípulos e para outros ao longo de quarenta dias (Atos 1:3). Com isso, provavelmente, os estava preparando para terem plena convicção na sobrevivência da alma e para irem se acostumando com sua ausência física sem duvidarem de que, mesmo invisível, ele continuava a assisti-los espiritualmente. Assim foi, até que se despediu materialmente deles (ascensão de Jesus). E, erguendo as mãos, abençoou os discípulos e, enquanto assim fazia, “ia-se retirando deles, sendo elevado para os céu”, até que “uma nuvem o encobriu de seus olhos” (as materializações sempre se dissolvem em uma nuvem de ectoplasma). Então, tomados de grande júbilo, voltaram para Jerusalém; e sempre iam ao templo, louvando a Deus. Depois de receberem a manifestação do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, pregaram por toda a parte, “cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam.”
COMO O ESPIRITISMO EXPLICA A RESSURREIÇÃO DE JESUS?
Os teólogos medievais resolveram dizer que o corpo de Jesus transportou-se do plano físico para o espiritual. À luz do Espiritismo, hoje é mais fácil entender que:
1) O espírito não morre com o corpo físico, ele pode ressurgir (surgir de novo, reaparecer) aos olhos dos encarnados, dos que ainda vivem neste mundo utilizando o perispírito. Há vários relatos na Bíblia de aparições de desencarnados (mortos) conversando com encarnados (vivos).
2) Não é o corpo de carne que ressurge, mas o espírito com seu perispírito (corpo fluídico) e este pode guardar ou não as aparências do físico anterior, conforme o espírito as mentalize ou não. Exemplo: André Luiz ressurgiu com a aparência da última encarnação; já Emmanuel não ressurgia com a aparência da última encarnação, mas da encarnação que mais marcou sua vida, que foi quando viveu na época de Jesus, relatado no livro “Há dois mil anos”.
3) O reaparecimento do espírito no plano terreno se dá em diferentes graus, desde a simples visão (chamado de vidência) até a aparição (visível, mas intangível, ou seja, vê mas não pode tocar) e a materialização (visível e tangível, ou seja, vê e pode tocar), como aconteceu com Tomé.
Poderíamos acrescentar que o espírito também ressurge quando se comunica através de um médium ou quando vem a reencarnar.
Então, Jesus apareceu com seu perispírito. Basta observar a passagem relatada por Mc 16:4/18; Lc 24:36/49; Jo 20:19/23; onde as portas da casa onde os discípulos se encontravam estavam trancadas, porque eles tinham medo da perseguição dos judeus. E ainda estavam eles falando dessas coisas, quando Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz seja convosco!”Como teria Jesus entrado, se as portas estavam trancadas? Sendo fluídico o corpo com o qual ressurgira, não encontrava qualquer obstáculo nas paredes ou portas trancadas.


Compilação de Rudymara retirado do Evangelho (Novo Testamento) e do livro Estudos Espíritas do Evangelho de Therezinha Oliveira







PÁSCOA NA VISÃO ESPÍRITA


Páscoa é uma palavra hebraica que significa "libertação". Esta festa surgiu para comemorar a libertação do povo hebreu da escravidão do Egito, através de Moisés.
Assumida pelos cristãos (católicos), a Páscoa Cristã é para eles, a lembrança de que Deus liberta seu povo dos “pecados” (erros), através de Jesus Cristo, novo cordeiro pascal. A comemoração acontece na época em que se lembra a crucificação de Jesus. Começa, infelizmente, após o término do carnaval, onde muitos já transgrediram Seus ensinamentos e termina no domingo onde Ele ressurgiu dos "mortos" para mostrar que Ele continua vivo e aguardando que O sigamos.
“Cristo é a nossa Páscoa (libertação), pois Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” - (João, 1:29). João usou o termo Cordeiro, porque usava-se na época de Moisés, sacrificar um cordeiro para agradar á Deus. Portanto, dá-se a idéia de que, Deus sacrificou Jesus para nos libertar dos pecados. Mas para nos libertarmos dos “pecados”, ou seja, dos nossos erros, das nossas falhas morais, devemos estar dispostos a contribuir, utilizando os ensinamentos do Cristo como nosso guia. Porque Jesus não morreu para nos salvar; Jesus viveu para nos mostrar o caminho da salvação. Esta palavra “salvação”, segundo Emmanuel, vale por “reparação”, “restauração”, “refazimento”. Portanto, “salvação” não é ganhar o reino dos céus; não é o encontro com o paraíso após a morte; salvação é "libertação" de compromisso; é regularização de débitos. Como diz a bandeira do Espiritismo: "Fora da Caridade não há Salvação". Então, fora da prática do amor (caridade) de uns pelos outros, não estaremos salvos, livres das complicações criados por nós mesmos, através de brigas, violência, exploração, desequilíbrios, frustrações e muitos outros problemas que fazem a nossa infelicidade. Portanto, aproveitemos mais esta data, para revermos os pedidos do Cristo, para "renovarmos" nossas atitudes.
Como disse Celso Martins, no livro "Em busca do homem novo", baseando-se nas palavras de Paulo de Tarso, em 4 ef. vs. 22/23 : "Que surja o homem novo a partir do homem velho. Que do homem velho, coberto de egoísmo, de orgulho, de vaidade, de preconceito, ou seja, coberto de ignorância e inobservância com relação às leis morais, possa surgir, para ventura de todos nós, o homem novo, gerado sob o influxo revitalizante das palavras e dos exemplos de Jesus Cristo, o grande esquecido por muitos de nós, que se agitam na sociedade tecnológica, na atual civilização dita e havida como cristã. Que este homem novo seja um soldado da paz neste mundo em guerras. Um lavrador do bem neste planeta de indiferença e insensibilidade. Um paladino da justiça neste orbe de injustiças sociais e de tiranias econômicas, políticas e/ou militares. Um defensor da verdade num plano onde imperam a mentira e o preconceito tantas vezes em conluios sinistros com as superstições, as crendices e o fanatismo irracional. Que este homem novo, anseio de todos nós, seja um operário da caridade, como entendia Jesus: benevolência para com todos, perdão das ofensas, indulgência para com as imperfeições alheias."
Por isso, nós Espíritas, podemos dizer que, comemoramos a páscoa todos os dias. A busca desta “libertação” e/ou "renovação" é diário, e não somente no dia e mês pré determinado. Queremos nos livrar deste homem velho. Mas respeitamos a cultura e os costumes dos povos em geral, que ainda necessita de rituais. Que ainda dá maior importância para o coelhinho, o chocolate, o bacalhau, etc., do que renovar-se. Que acha desrespeito comer carne vermelha no dia em que o Cristo é lembrado na cruz. Sem se dar conta que o desrespeito está em esquecer-se Dele, nos outros 364 dias do ano, quando odiamos, não perdoamos, lesamos o corpo físico com bebidas alcoólicas, cigarro, comidas em excesso, drogas, sexo desregrado, enganamos o próximo, maltratamos os animais, a natureza, quando abortamos, etc. Aliás, fazemos na páscoa o que fazemos no Natal. Duas datas para reflexão e início de renovação nas atitudes. Mas que confundimos, infelizmente, com presentes, festas, comidas, etc.
Portanto, quando uma instituição espírita se propõe a distribuir ovos de páscoa aos carentes não significa que esteja comemorando esse dia, apenas está cumprindo o preceito de caridade, distribuindo um pouco de alegria aos necessitados. Aproveitando a ocasião para esclarecer o pensamento da Doutrina sobre a data.
 

Texto de Rudymara











sábado, 7 de abril de 2012

DEVEMOS MALHAR O JUDAS OU A NOSSA ALMA?

Malhação ou Queima de Judas é uma tradição vigente em diversas comunidades católicas e ortodoxas que foi introduzida na América Latina pelos espanhóis e portugueses. É também realizada em diversos outros países, sempre no Sábado de Aleluia, simbolizando a morte de Judas Iscariotes. Consiste em surrar um boneco do tamanho de um homem, forrado de serragem, trapos, doces e jornal, pelas ruas de um bairro e atear fogo, normalmente ao meio dia. Mas que, graças a Deus e ao discernimento que foram adquirindo ao decorrer dos anos, está acabando. 
Mas, para nós espíritas, Judas errou como muitos outros apóstolos erraram. Sua fraqueza era a ganância, assim como cada um de nós tem a nossa ou as nossas. Como disse Bezerra de Menezes,“Jesus escolheu doze homens, não doze anjos”. Lembremos que Judas, ao ver o Cristo preso e condenado, arrependeu-se, tanto que foi desesperado procurar os sacerdotes e fariseus para devolver as 30 moedas e depois se enforcar. Mais tarde, se redimiu perante a lei de ação e reação reencarnando como Joanna D’arc que, segundo a semelhança de Jesus, foi traída, humilhada e morta. Só não foi crucificada. Morreu na fogueira. E o próprio Jesus perdoou a todos que O humilharam e pediram sua morte dizendo: “Pai, perdoa, eles não sabem o que fazem.” E, se Judas O entregou, a pena de morte foi decretada pelo povo que poderia absolvê-lo quando foi dado a eles escolher entre Jesus e Barrabás. Quem o matou realmente foi a sentença final dada pelo povo. Então, a história de violência deve acabar. Chega de enforcamento, guilhotina, cadeira elétrica, injeção letal, apedrejamento, duelo, campo de concentração, fogueira, paredão, bullying, linchamento que se assemelha a malhação, e outros. Afinal, o ensinamento do Cristo é baseado no perdão e paz. Jesus veio pedir para modificarmos nossas atitudes. Então, aprendamos a perdoar, a respeitar, a tolerar, a amar tudo o que é criação de Deus. Este é o maior respeito que podemos demonstrar a Ele. Deixar de comer carne na sexta-feira em respeito à Jesus e desrespeitar Seus ensinamentos de perdão e paz no sábado é incoerente. Malhar qualquer boneco que tenha a figura de Judas, de político ou qualquer outra figura é contrariar Seus ensinamentos. É incentivar a violência. É dar mau exemplo aos nossos jovens e crianças. Ato assim nos faz entender que Sua vinda, ainda hoje, foi pouco compreendida. Jesus deixou sua paz em ensinamento, somos nós que faremos esta paz acontecer através das nossas atitudes. A paz é conquista individual. Ao invés de malharmos o Judas, malhemos a alma, retirando dela os erros e falhas morais. Comecemos perdoando Judas. "Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados." (Mateus, VI - 14-15). Afinal, só deve atirar pedras no pecador aquele que não tem pecado algum (João 8:7)

Texto de Rudymara

sexta-feira, 6 de abril de 2012

JESUS E DIMAS, O LADRÃO


O que dizer quando JESUS estava na cruz e o ladrão á sua esquerda pede que ele se lembre dele no seu reino e ele fala: “ainda hoje estareis comigo no meu reino.” Isso não significa o perdão concedido por JESUS?
Segundo Divaldo Franco no livro "Entrevistas e Lições": "o reino como ensinou Jesus, está dentro de nós, portanto, não é um lugar no Além-túmulo. Então, ao arrepender-se pelos delitos cometidos, o ladrão começou uma mudança interior de comportamento que repercutirão no seu futuro renovado, será um verdadeiro céu para sua consciência." 
Como disse Emmanuel: “A concessão paternal de Deus, no que se refere à reencarnação para a sagrada oportunidade de uma nova experiência, já significa, em si, o perdão ou a magnanimidade da Lei.” Então, a encarnação é uma oportunidade que Deus nos dá para corrigirmos o erro que tenhamos cometido e essa correção se dará através da vivência do amor, como disse Jesus "o amor (que estendermos ao próximo) cobre multidão de pecados." 
Diz Therezinha Oliveira que talvez a frase correta seja: "Em verdade te digo hoje: estarás comigo no paraíso" e não "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso." Então, Dimas, através das encarnações, corrigirá seus erros e um dia chegará ao paraíso, porque a evolução é fadado a todos.  

Rudymara

"DEUS MEU, DEUS MEU, POR QUE ME ABANDONASTE?..."


Esta frase intriga muita gente até hoje:

- Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?...

Leva muita gente pensar que Jesus sentiu medo da dor e da morte. Mas, na verdade, Jesus citou em aramaico uma frase do salmo 22:1 escrito pelo rei (médium) Davi. Jesus estava apenas se identificando com aquele que o salmista Davi se referiu, no salmo 22 que é uma visão profética do evento da crucificação. No versículo 16, por exemplo, diz: “….traspassaram-me as mãos e os pés.”. E no versículo 18 “Repartem entre si os meus vestidos, e lançam sortes sobre a minha túnica”, confirmado nos quatro evangelhos, Mateus 27:35; Marcos 15:24; Lucas 23:34 e João 19:24 onde houve a disputa da túnica pelos soldados romanos, confirmando a visão profética do médium Davi. Então, Jesus não se sentiu abandonado, apenas mostrou que Ele era a figura citada por Davi neste salmo.

 







JESUS É CONDENADO A PENA DE MORTE

Na última sexta-feira que Jesus esteve na Terra: os membros da corte, que não podiam sentenciar ninguém a morte, levaram Jesus amarrado para Pilatos, o governador romano. Astutamente eles acusaram o Cristo de trair a lei romana. E não a judaica.
Pilatos interrogou Jesus perguntando:
- Você é o rei dos judeus?
E Jesus respondeu:
- Você é quem está dizendo isso.
Pilatos interrogou novamente:
- Nada tens a responder? Vê de quanta coisa te acusam!
Mas Jesus não respondeu mais nada, e Pilatos fica impressionado e diz aos sacerdotes e para o povo:
- Não acho nele crime algum . . .
Pilatos não sabia o que fazer. Ele não achava que Jesus era um traidor. Mas se o soltasse, sabia que os lideres judeus iriam se revoltar e o imperador poderia culpá-lo. Por fim, descobre um modo de resolver o problema e se sair bem. Vendo a multidão, ele resolveu deixar o povo resolver. Havia uma lei que dava poder ao povo, na época da páscoa, de escolher um prisioneiro para ser solto. Mas o que Pilatos não sabia é que os líderes haviam jogado o povo contra o Cristo. Então, Pilatos disse:
- É nosso costume soltar um prisioneiro na páscoa. Quem devo soltar? Jesus, o Cristo ou Barrabás, o assassino?
O povo logo gritou:
- Barrabás! Solte Barrabás!
Pilatos fica atônito e pergunta:
- Que mal fez ele?
Eles responderam gritando:
- Seja crucificado!
Pilatos viu que nada conseguia, e que poderia haver uma revolta. Mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse:
- Eu não sou responsável pelo sangue desse homem. É um problema de vocês.
Pilatos manda chicotear Jesus, achando que o povo, talvez ficasse satisfeito vendo Jesus castigado. Depois os soldados fazem uma coroa de espinhos e põem em sua cabeça. Pilatos apresenta Jesus ao povo, esperando que eles tivessem compaixão Dele ao vê-lo ferido. Mas o povo continuou pedindo sua morte. Enojado, Pilatos solta Barrabás, e entrega Jesus para ser crucificado. E escreve estas palavras numa placa para ser colocada no topo da cruz: “Jesus de Nazaré, rei dos judeus.” Esta seria sua vingança. Ele sabia que os lideres judeus iriam se irritar ao ver aquelas palavras na cruz de um homem condenado a morte.
Então Judas, o traidor, ao ver que Jesus fora condenado, sentiu remorso, e foi devolver as trinta moedas de prata aos chefes dos sacerdotes e anciãos, dizendo:
- Pequei, entregando a morte sangue inocente.
Responderam eles:
- E o que temos nós com isso? O problema é seu.
Judas jogou as moedas no santuário, saiu, e foi enforcar-se.
Jesus fica nas mãos dos soldados romanos. Eles põem a cruz sobre seus ombros e o forçam a carrega-la até um morro chamado Calvário. Lá, eles pregam mãos e pés de Jesus naquela cruz. Jesus, olha para o céu e diz:
- Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem!
E nos instantes finais disse:
- Pai, em tuas mãos entrego meu espírito.
Um homem chamado José de Arimatéia, que era membro da corte, foi falar com Pilatos:
- Quero o corpo de Jesus para enterra-lo antes que comece o sábado (dia sagrado para os judeus).
Com todo cuidado José tira o corpo de Jesus da cruz e com a ajuda de Nicodemos o envolve em panos de linho e colocam num túmulo de seu jardim. Como Jesus disse que depois de 3 dias ia ressuscitar, os sacerdotes pedem para Pilatos colocar soldados guardando o túmulo. Pois tinham medo que os discípulos roubassem o corpo e dissessem que Ele reviveu. Os soldados, então, ficam de guarda.

Observação: Jesus foi, injustamente, condenado a morte. Por contrariar sacerdotes e fariseus estes planejaram sua morte. Infelizmente, até hoje convivemos com esta intolerância. O que será que aconteceria se Jesus estivesse entre nós? Hoje não há crucificação, mas há linchamento, emboscada, sequestro, etc. Pensemos nisso. Sua vinda mudou totalmente o comportamento dos cristãos?

Jesus não viveu para nos salvar, mas para mostrar o caminho da salvação....se Ele tivesse levado o pecado do mundo, o mundo não estaria tão desequilibrado.....Ele está esperando que salvemos o mundo com nossa conduta em relação ao próximo, ao planeta e a nós mesmos usando os ensinamentos Dele.
Como estamos tratando o próximo da família consanguínea? Da escola? Do trabalho? Da via pública? E o planeta: os animais, as florestas, o ar?






quinta-feira, 5 de abril de 2012

ÚLTIMA CEIA DE JESUS



Na última quinta-feira de Jesus na Terra, Ele:

1º) Chama Pedro e João para que eles fossem a Jerusalém para prepararem tudo para celebrarem a páscoa. Pedro e João preparam tudo e naquela noite Jesus vai com os outros. Depois que se assentaram, Jesus se ajoelha, como um servo e lava os pés dos discípulos. Depois que Ele lavou os pés de todos, senta-se à mesa de novo e diz: - Vós me chamais de Mestre e Senhor e dizeis bem, pois eu o sou. E se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, assim deveis fazer uns aos outros (...). O ensino é magistral, reafirmando a mensagem mais importante: Para Deus o maior será sempre aquele que mais disposto estiver a servir, o que mais se dedique ao Bem. Porque ninguém é mais ou melhor que ninguém.
 
 
2º) Revela que um dos discípulos iria O trair, deixando Judas muito nervoso.

3º) Depois repartiu o pão deu graças e distribuiu entre eles, dizendo ser (simbolicamente) o "seu corpo", oferecido por eles. Da mesma maneira Jesus fez com o cálice de vinho, dizendo ser (simbolicamente) seu sangue, que também seria derramado para beneficiá-los. E pediu: "façam isto em memória de mim." Para nós espíritas, Jesus pediu para que os apóstolos (do cristianismo) compartilhassem uns com os outros o pão de cada dia, seja o pão de trigo, seja o pão do espírito, o pão da dor ou da alegria. Enfim, que doassem e se doassem, derramando sangue, se preciso fosse, assim como ele fez por nós. Ele fez este pedido porque sabia que sua doutrina não seria de fácil aceitação, por isso concluiu: "se me perseguiram, também perseguirão a vós outros." Foi o que aconteceu com seus discípulos. Exemplo: Pedro foi crucificado de cabeça para baixo. Ele pediu que fizessem isto em memória Dele para que seus ensinamentos não ficassem esquecidos.

4º) Adverte Pedro dizendo que este O negaria por 3 vezes antes do galo cantar.

5º) Recomenda: - Se me amais, observareis meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que permaneça convosco para sempre, o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece . . . Tenho ainda muito que vos dizer, mas não podeis suportar agora. Quando vier aquele Espírito de Verdade, ele vos conduzirá à verdade completa, pois falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que está por vir. Ele me glorificará porque receberá do que é meu e vos anunciará. A ortodoxia religiosa situa o Consolador, o Espírito de Verdade, na festa de Pentecostes, quarenta dias após as materializações de Jesus, quando os discípulos, sob influência do Espírito Santo, falaram e profetizaram em línguas estrangeiras. Esta é uma idéia equivocada. Não vemos o Consolador naquelas manifestações. A morte de Jesus era recente. Nada havia para recordar, porque nada havia esquecido. E, se Jesus tinha muito que dizer, mas não disse porque o povo não estava preparado naquele momento, como estaria preparado 40 dias depois? Então, a Doutrina Espírita é apresentada pelos mentores espirituais que orientavam Kardec como o Consolador. O Espiritismo ajuda-nos a compreender bem o significado de suas palavras, mesmo aquelas que nos parecem difíceis e enigmáticas.

6º) Depois foi ao horto orar. Na volta Jesus prevê a chegada do “traidor” e um grupo de homens. Este o identifica com um beijo. Enquanto Jesus sofre insultos no interrogatório, Pedro negou conhecer Jesus por 3 vezes, cumprindo assim a previsão de Jesus. Na terceira negação o galo cantou e Pedro ficou espantado e quando ergue a cabeça seus olhos se encontram com os de Jesus que está sendo levado para a corte. Envergonhado, ele corre para fora chorando e pedindo perdão a Deus por ter negado conhecer Jesus.



quarta-feira, 4 de abril de 2012

JUDAS REENCARNOU? - Richard Simonetti


Na última quarta-feira de Jesus na Terra, Judas passa o dia com Ele e os outros sem imaginar que Jesus já sabia o que ele fez.
Judas, que fracassou no apostolado, traindo Jesus e acabando por suicidar-se, já reencarnou ?
R: Segundo o espírito Humberto de Campos, que descreveu um encontro com Judas, no livro Crônicas de Além Túmulo, psicografado por Francisco Cândido Xavier, o apóstolo reencarnou várias vezes após a desastrada experiência, em resgates dolorosos. Culminou no século XV, quando quitou seus derradeiros débitos.
Disse Judas no livro citado: "(...) já fui absolvido pela minha consciência, no tribunal dos suplícios redentores. Quanto ao Divino Mestre, infinita é a sua misericórdia e não só para comigo, porque, se recebi trinta moedas vendendo-O aos algozes, há muitos séculos Ele está sendo criminosamente vendido no mundo, a grosso e a retalho, por todos os preços, em todos os padrões do ouro amoedado . . .”
E quem teria sido Judas, nessa existência?
R: Admite-se que foi Joana D’Arc (1412-1431) que, à semelhança de Jesus, foi traída, vendida, humilhada e morta. Só não foi crucificada. Morreu numa fogueira.

Observação: Chega de "malhar" ou de "linchar" o Judas. Ele se arrependeu antes de se enforcar jogando as moedas aos pés dos sacerdotes. Jesus sabia as fraquezas de cada um de seus discípulos e a de Judas era a ganância. Qual de nós não tem uma fraqueza? Afinal, Jesus pediu que perdoássemos sempre e que só deve atirar pedras no pecador aquele que não tem pecado algum.




terça-feira, 3 de abril de 2012

"DAI A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR ...." - disse Jesus


Após ter expulso os vendilhões do templo na segunda-feira e causar indignação e revolta dos sacerdotes e fariseus, o plano contra Jesus estava pronto.
Na terça-feira Jesus foi testado por um fariseu que Lhe perguntou se era correto pagar tributo a César. Jesus pediu uma moeda e perguntou quem estava cunhado naquela moeda. O fariseu respondeu que era a face de César. Então Jesus disse:
- Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
O que é de César? Os bens materiais. O que é de Deus? Os bens espirituais.
Se Jesus dissesse “sim” (que era correto pagar tributo a César) o povo que odiava pagar impostos ficaria contra Jesus. E se Jesus dissesse “não” seria preso por trair Roma.

Depois Jesus é testado novamente pelo fariseu que lhe perguntou qual dos 613 mandamentos era o mais importante? Jesus respondeu:
- Amarás teu Deus de todo coração, de toda tua alma, de todo teu ensinamento, e todas as tuas forças, e depois, amarás o próximo como a ti mesmo.
O fariseu surpreende-se com a resposta e concorda. Mais tarde Jesus adverte o povo a ter cuidado com pessoas que fazem o bem para serem visto. E observa um homem rico colocando sua oferta e uma viúva pobre pondo duas moedas. Disse Ele:
- A viúva deu mais que todos, pois deu tudo que possuía.
Depois disso Jesus vai para o Monte das Oliveiras. Na mesma noite Judas negociou com os principais sacerdotes para entregar Jesus.