segunda-feira, 2 de abril de 2012

ANIVERSÁRIO DE CHICO XAVIER


Francisco Cândido Xavier, conhecido como Chico Xavier, nasceu em Pedro Leopoldo, interior de Minas Gerais, no dia 2 de Abril de 1910 numa família humilde.
Foi um dos mais conhecidos espíritas do Brasil.
Foi educado na fé católica, mas teve seu primeiro contato com os Espíritos desencarnados aos 4 anos de idade.
Sua mãe desencarnou quando ele tinha 5 anos de idade.
O pai, sem ter condições de criar os 9 filhos, os distribuiu entre os familiares.
Chico ficou por 2 anos na casa da madrinha Rita de Cássia que logo se mostrou cruél ao aplicar-lhe torturas terríveis.
O espírito da mãe desencarnada aparecia para ele e recomendava "paciência, resignação e fé em Jesus".
O pai casou-se novamente e a madrasta Cidália exigiu reunir os 9 irmãos. O casal teve mais 6 filhos. Chico começou a vender legumes da horta da casa para ajudar na despesa.
Chico era motivo de chacota na escola por ver e falar com espíritos. O pai pensou em interná-lo, mas o padre Scarzelli disse que era apenas "fantasias de menino". Aconselhou que ele começasse a trabalhar. Então, ingressou como operário em uma fábrica de tecidos, onde foi submetido à rigorosa disciplina do trabalho fabril, que lhe deixou sequelas para o resto da vida; depois foi servente de cozinha no bar de Claudovino Rocha; caixeiro no armazém de Felizardo Sobrinho e aposentou como inspetor agrícola na Fazenda Modelo, onde trabalhou de 1930 até ao final dos anos 1950. Hoje, a Fazenda Modelo tornou-se o Espaço Cultural Chico Xavier.
Em 1924 terminou o curso primário e nunca mais voltou a estudar.
Quando ele estava com 17 anos sua madrasta desencarnou e ele começou a estudar o Espiritismo.
Sofria com doença complexa nas vistas: o deslocamento do cristalino e estrabismo. Sofreu crises de angina e dois enfartes.
Em 1931 teve o primeiro contato com Emmanuel e publicou o primeiro livro "Parnaso de Além Túmulo".
Psicografou mais de quatrocentos livros, e nunca admitiu ser o autor de nenhuma obra. Pois insistia dizer que reproduzia o que os espíritos ditavam.
Nunca aceitou o dinheiro lucrado com a venda de seus livros, doando os direitos autorais para instituições espíritas.
A venda dos livros ajudava e ainda ajuda pessoas necessitadas.
O seu nome foi muito conhecido no Brasil, por sua humanidade e assistência ao próximo.
Chico dizia que gostaria de desencarnar no dia em que o povo brasileiro estivesse feliz. Seu pedido foi atendido. Ele desencarnou em 2002 já com 92 anos de idade no dia em que o Brasil ganhou a Copa do Mundo. Merecimento por tantos anos de dedicação a causa espírita cristã. Pensou até o último instante na dor alheia e mostrou mais um ato de humildade. Não queria a atenção só para si.




JESUS EXPULSA VENDILHÕES DO TEMPLO


Na última segunda-feira que Jesus esteve encarnado na Terra, Ele expulsou os vendilhões do templo. Este relato está em Lucas XIX, 45-46; Marcos XI, 15-18; Mateus, XXI, 12-17 e João II, 14-19. O de Lucas diz: "Tendo entrado no templo, começou a expulsar os que ali vendiam, dizendo-lhes: Está escrito: a minha casa será de oração, mas vós a fizestes um covil de ladrões."

E Cairbar Schutel comenta:

"(...)A ação do mestre foi natural; embora não tivesse espancado a quem quer que fosse, nem mesmo as ovelhas e os bois, exerceu uma ação física semelhante à nossa, quando expulsamos do nosso quintal um boi, um carneiro ou um cabrito. Para tal munimo-nos de uma vara ou de um relho e, mesmo sem espancar os pobres animais, fazemo-los sair donde não devem estar. O Evangelho não acusa, absolutamente, a Jesus, por haver Ele afugentado os animais. A ação resoluta de Jesus com os cambistas e traficantes, derribando-lhes as mesas com o dinheiro que sobre as mesmas se achava, é que pode ser classificada como um ato de violência, mas violência sancionada pela Lei que Moisés citou: “A minha casa será casa de oração; mas vós a fizestes um covil de salteadores”, palavras estas proferidas por Isaías(...).
Esse ato de coragem do Senhor, que causou admiração a todos foi, a seu turno, o cumprimento de uma predição do Salmista (...)
O fato é que ninguém se achou com autoridade para expulsar do templo, e Jesus, fê-lo em alguns minutos, dando logo começo à sua tarefa pela cura dos enfermos, coxos e cegos que lá se achavam, atos esses que lhe valeram aplausos dos meninos, que exclamaram: “Hosanas ao Filho de Davi(...)”
Após esta atitude de Jesus, sacerdotes e fariseus, contrariados com sua posição e reação, começaram a fazer planos contra Ele.

Observação: Humberto de Campos, conta-nos através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier, no livro Cartas e Crônicas que, certa feita, na época em que se comemora a Páscoa aqui na Terra, encontrou-se no mundo espiritual com Judas Iscariotes nas cercanias de Jerusalém, e este disse muitas coisas, dentre elas esta frase final que marcou muito:
"(...) já fui absolvido pela minha consciência, no tribunal dos suplícios redentores. Quanto ao Divino Mestre, infinita é a sua misericórdia e não só para comigo, porque, se recebi trinta moedas vendendo-O aos algozes, há muitos séculos Ele está sendo criminosamente vendido no mundo, a grosso e a retalho, por todos os preços, em todos os padrões do ouro amoedado . . .”
Infelizmente, até hoje encontramos os vendilhões dos templos. Que vendem Jesus por muito mais que 30 moedas, como disse Judas. Este dinheiro sustenta o luxo dos templos e dos intermediários assalariados que Jesus condenava. Afinal, Ele próprio pregava nas ruas, não pedia nada pelas curas e andava a pé. O barco e o burro que usava eram todos emprestados. Ao expulsar os vendilhões do templo, Jesus condenou a venda das coisas santas, sob qualquer forma que seja. Deus não vende a sua bênção, nem o seu perdão, nem a entrada no Reino dos Céus. O homem não tem, portanto, o direito de cobrar nada disso.

Compilação e observação feita por Rudymara





 

domingo, 1 de abril de 2012

DOMINGO DE RAMOS


Jesus e seus discípulos seguiram para Jerusalém. No caminho, Jesus pede para que seus discípulos Lhe arranjassem um animal de carga. E assim o fizeram. Jesus montou nele e prosseguiu a viagem. A estrada estava cheia de pessoas que também iam para Jerusalém para comemorar a páscoa judaica. Eles abriram alas para Jesus passar. Acenaram com ramos de árvores e forraram o chão com suas roupas. E ao segui-Lo iam gritando parte de um salmo, 118: 25-26:
-Hosana! Bendito o rei que vem em nome do Senhor!


O simbolismo do jumento pode ser uma referência à tradição oriental de que este é um animal da paz, ao contrário do cavalo, que seria um animal de guerra. Segundo esta tradição, um rei chegava montado num cavalo quando queria a guerra e num jumento quando procurava a paz. Portanto, a entrada de Jesus em Jerusalém simbolizaria sua entrada como um "príncipe da paz" e não um rei guerreiro.
Em muitos lugares no Oriente Próximo antigo, era costumeiro cobrir de alguma forma o caminho à frente de alguém que merecesse grandes honras. A Bíblia hebraica (II Reis 9:13) relatam que Jeú, filho de Josafá, recebeu este tratamento. Este era símbolo de triunfo e vitória na tradição judaica e aparecem em outros lugares da Bíblia (Levítico 23:40 e Apocalipse 7:9, por ex.). Por causa disto, a cena do povo recebendo Jesus com as palmas e cobrindo seu caminho com elas e com suas vestes se torna simbólica e importante.
O último domingo de Jesus na Terra ficou conhecida como "domingo de ramos."

OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: O último domingo de Jesus na Terra ficou conhecida como "domingo de ramos." Neste dia ele entrou exaltado e saudado com repeito e alegria. Mas, quatro dias depois, os mesmos que o saudaram o condenaram a morte.
Ainda hoje fazemos isso a Ele. Nós o saudamos, dizemos que o amamos, compartilhamos seus ensinamentos pelas redes sociais, mas em seguida, muitos de nós, o traímos quando nossas atitudes e palavras contrariam seus pedidos. Com isso, condenamos à morte seus ensinamentos. Mas, ele acredita em nós, porque nos compreende, sabe que ainda damos mais valor ás coisas materiais do que as espirituais, e assim, continua aguardando há mais de dois mil anos que o sigamos. Pensemos nisso!





sexta-feira, 30 de março de 2012

QUEM GERA A VIOLÊNCIA?



Na aula de história, a professora falava sobre a noite de São Bartolomeu, que ocorreu na França em 1572. Dizia ela:
-    Por intolerância religiosa, católicos e protestantes guerrearam em "nome de Deus". Foi um massacre de mais de 20 mil protestantes pelos católicos.
Um aluno mais curioso perguntou:
-          Professora, onde estava Deus que permitiu a morte de tantas pessoas?
A professora respondeu:
-          Deus estava ausente na “atitude das pessoas”...

É muito difícil acreditar na perfeição de Deus, para quem não conhece, ou para quem não quer conhecer, a Lei de Causa e Efeito. Principalmente quando assistimos diariamente a violência: na política, nos filmes, no esporte, nos programas infantis, no campo rural, na fome, na imortalidade infantil, no trânsito, na prostituição infantil e adulta, no meio policial, no vício, etc. A história nos mostra outras violências "em nome de Deus". Por exemplo: a "santa inquisição", “as guerras santa”, etc.  Por isso muitos perguntam: Onde estava Deus nestes momentos?
A maior dificuldade está em entender como o Criador pode ser justo e bom se há tanta injustiça e maldade no Mundo. Como pode permitir que crianças morram de fome? Que ditadores oprimam populações imensas? Que ricos mercadores explorem seus subordinados? Que bandidos aterrorizem as pessoas? Que torturadores façam tantas vítimas?
Mas a pergunta que devemos fazer é: QUEM GERA A VIOLÊNCIA? 
Quem gera a violência somos nós quando nossas atitudes não são baseadas nos ensinamentos cristãos. Observemos que, quase todo dia cometemos um ato violento, nem que seja através do pensamento ou da maledicência contra um irmão. Queremos paz, mas os filmes mais alugados ou assistidos são de sexo e violência; pais presenteiam filhos com jogos de video game violentos; damos ibope para jornalismo que só fala de violência, esportes violentos, programas onde “familiares” entram em conflito; reality show com nada a acrescentar em relação a moral e a ética; há quem torça pela vilã ou vilão de uma novela ou filme; há quem busque a falsa alegria através de drogas que alteram seu comportamento, etc. Além de buscarmos formas cada vez mais agressivas para acabar com a violência, como pena de morte, extermínio, tortura, cerceamento da liberdade em condições subumanas, etc. Ou seja, criamos um ciclo vicioso de agressões.
Como podemos ver, a violência está enraizada no ser humano, que a tem vivido e até mesmo cultivado através dos milênios. O que muitos ainda não entenderam é que Deus nos dá livre arbítrio para agir mas,  Sua lei explica que "o plantio é livre, mas a colheita obrigatória." Toda ação gera uma reação, ou seja, toda atitude boa ou má de nossa parte gerará uma reação, um retorno no mesmo sentido. Se não for nesta encarnação será na próxima. 
A violência revela a condição evolutiva do violento ou de quem gosta de violência.
É uma minoria que, tumultua, conturba, espalha sofrimento e confusão, como lobos em meio de ovelhas. Mas que fazem muito barulho.
O mais importante, é reverter o quadro de violência, através do bem, da escolha de nossos pensamentos, palavras, atitudes, gosto literário, televisivo e de lazer. Juntamente por meio de grupos de orações, evangelho no lar, usando as armas do amor, a fim de alterarmos nosso padrão vibratório e, consequentemente, o do planeta Terra, que é o nosso lar.
A luta é de todos aqueles que acreditam em um mundo melhor, no qual o bem se sobreponha ao mal e que seja um local de regeneração.




POR QUE MOISÉS DEMOROU 40 ANOS NA TRAVESSIA? - Divaldo Franco


Segundo Divaldo, há na Bíblia, uma das mais belas lições sobre a paciência. Diz ele que sempre o inquietava a travessia do deserto por Moisés e seus seguidores no êxodo do Egito para Israel. Pensava ele:
-          Por que Moisés demorou quarenta anos na travessia, se poderia fazê-la em menos de quarenta meses? Por que vagou tanto tempo no deserto?
Após muito meditar, aprendeu com Joanna de Ângelis que Moisés, acima de tudo, entendeu ser necessário preparar a juventude para formar uma raça forte e vígil. O hebreu acostumou-se à escravidão, só aparentemente queria libertar-se. Viveu no Egito quase trezentos anos, tornou-se descendente de escravo, acomodou-se a trabalhar, comer, procriar e dormir. Era o homem fisiológico, cheio de vícios. Deixou de lutar pelos ideais que dignificam a criatura humana.
Certa vez, indo Moisés jejuar para sintonizar com os Espíritos, os hebreus, viciados nas bacanais, modelaram o bezerro de ouro e prepararam uma festa dedicada a Moloch, levando à ira o seu condutor. Qual a conclusão de Moisés? Demorar por mais tempo no deserto para que sucumbisse aquela geração pervertida, e se organizasse outra, depurada, nobre, idealista. Moisés teve paciência. E mal viu a terra prometida, pois ele, também, era a geração anterior.

Qualquer mudança pede paciência.
Sejamos pacientes, pois a paciência é também caridade, que devemos praticar a lei da caridade ensinada pelo Cristo, enviado por Deus.
A caridade que consiste em dar esmolas aos pobres é a mais fácil de todas. Mas há uma bem mais penosa, e consequentemente com mais mérito, que é a de perdoar os que Deus colocou em nosso caminho, para serem os instrumentos de nossos sofrimentos e nos submeter à prova a nossa paciência.
A vida é difícil, sabemos, mas é necessário olhar para os deveres que nos são impostos, e para as consolações e compensações que obtemos, pois só assim veremos que as bençãos são mais numerosas que as dores.


 

quarta-feira, 28 de março de 2012

DILÚVIO NA VISÃO ESPÍRITA


O dilúvio bíblico, também conhecido como "grande dilúvio asiático", é fato cuja realidade não se pode contestar. Deve tê-lo ocasionado o levantamento de uma parte das montanhas daquela região, como o do México. Valida esta opinião a existência de um mar interior, que ia outrora do Mar Negro ao oceano Boreal, comprovada pelas observações geológicas. O mar de Azov, o mar Cáspio, cujas águas são salgadas, embora nenhuma comunicação tenham com nenhum outro mar; o lago Aral e os inúmeros lagos espalhados pelas imensas planícies da Tartália e as estepes da Rússia parecem restos daquele antigo mar. Por ocasião do levantamento das montanhas do Cáucaso, posterior ao dilúvio universal, parte daquelas águas foi recalcada para o norte, na direção do oceano Boreal; outra parte, para o sul, em direção ao oceano Índico. Estas inundaram e devastaram precisamente a Mesopotânia e toda a região em que habitavam os antepassados do povo hebreu. Embora esse dilúvio se tenha estendido por uma superfície muito grande, é atualmente ponto averiguado que ele foi apenas local; que não pode ter sido causado pela chuva, pois, por muito copiosa que esta fosse e ainda que se prolongasse por 40 dias, o cálculo prova que a quantidade d'água caída das nuvens não podia bastar para cobrir toda a terra, até acima das mais altas montanhas.
Para os homens de então, que não conheciam mais de que uma extensão muito limitada da superfície do globo e que nenhuma idéia tinham da sua configuração, desde que a inundação invadiu os países conhecidos, invadida fora, para eles, a Terra inteira. Se a essa crença aditarmos a forma imaginosa e hiperbólica da descrição, forma peculiar ao estilo oriental, já não nos surpreenderá o exagero da narração bíblica.
O dilúvio asiático foi evidentemente posterior (depois) ao aparecimento do homem na Terra, visto que a lembrança dele se conservou pela tradição em todos os povos daquela parte do mundo, os quais o consagraram em suas teogonias (relação com divindades cujo culto forma o sistema religioso de um povo politeísta).
É igualmente posterior ao grande dilúvio universal que assinalou o início do atual período geológico. Quando se fala de homens e de animais antediluvianos, a referência é àquele primeiro cataclismo.
Curiosidade: A lenda indiana sobre o dilúvio refere, segundo o livro dos Vedas, que Brama, transformado em peixe, se dirigiu ao piedoso monarca Vaivaswata e lhe disse: "Chegou o momento da dissolução do Universo; em breve estará destruído tudo o que existe na Terra. Tens que construir um navio em que embarcarás, depois de teres embarcado sementes de todos os vegetais. Esperar-me-ás nesse navio e eu virei ter contigo, trazendo à cabeça um chifre pelo qual me reconhecerás." O santo obedeceu; construiu um navio, embarcou nele e o atou por um cabo muito forte ao chifre do peixe. O navio foi rebocado durante muitos anos com extrema rapidez, por entre as trevas de uma tremenda tempestade, abordando, afinal, ao cume do monte Himawat (Himalaia). Brama ordenou em seguida a Vaivaswata que criasse todos os seres e com eles povoasse a Terra.
É evidente a semelhança desta lenda com a narrativa bíblica de Noé. Da Índia ela passara ao Egito, como uma multidão de outras crenças. Ora, sendo o livro dos Vedas anteriores ao de Moisés, a narração que naquele (Vedas) se encontra, do dilúvio, não pode ser uma cópia da deste último (Moisés). O que é provável é que Moisés, que aprendeu as doutrinas dos sacerdotes egípcios, haja tomado a estes a sua descrição.


A Gênese, capítulo IX, item 4a



Observação em negrito do Grupo Allan Kardec: Deus decidiu destruir o mundo por causa da perversidade humana. (Deus errou na Sua criação? Então, Ele não é perfeito?). Mas Ele poupou Noé, o único homem justo da Terra em sua geração. Mandou-lhe construir uma arca para salvar sua família e representantes de todos os animais, 2 exemplares de cada espécie, macho e fêmea. Da sua família foi ele, a esposa, 3 filhos e respectivas esposas. (Imaginemos o tamanho da arca para caber a família de Noé, os animais e os alimentos para todos). Quando todos estavam acomodados iniciou a chuva que durou 40 dias e 40 noites que cobriu as mais altas montanhas. (40 dias de chuva é suficiente para cobrir a Terra?) Mas, quando a chuva parou, a arca parou no monte Ararat. Noé então, soltou uma pomba que voltou trazendo uma folha de oliva no bico. (Se as águas devastaram tudo, onde a pomba achou a folha de oliva?) Noé esperou 7 dias, saiu da arca com a família e os animais. (os animais asiaticos, os polares, os africanos, etc., foram cada qual para seu respectivo habitat? E o que comeram para sobreviver se tudo foi eliminado com o dilúvio? Os animais carnívoros se alimentaram de que?) Então, Deus disse: "Sejam fecundos multiplicando-se e encham a Terra." (Daí a Terra iniciou, pela segunda vez, o povoamento da Terra com os filhos de Noé, já que este tinha 600 anos e sua esposa deveria ser idosa também?) Segundo a Bíblia tudo teve início há aproximadamente 4 mil anos. Já os estudos científicos, nosso planeta teve início há 4,5 bilhões de anos. A vida animal e vegetal teve início há mais ou menos 3,5 bilhões de anos. Os primeiros seres humanos surgiram sobre a Terra há aproximadamente 3 milhões de anos. Através de longos anos, as espécies sofreram transformações sucessivas, dando origem à várias espécies. Esse processo chama-se EVOLUÇÃO. Segundo o Gêneses (1º livro bíblico), o mundo, os animais e o homem foram criados diretamente por Deus durante 1 semana. Essa descrição é de uns 3 mil anos atrás, época em que o homem não tinha os conhecimentos científicos de hoje. Atualmente, a narrativa da criação do mundo seria bem diferente. Mas, num ponto ela continua igual: DEUS É O CRIADOR DE TUDO QUE EXISTE.




segunda-feira, 26 de março de 2012

EUTANÁSIA - história contada por Chico Xavier



Chico visitou durante muitos anos um jovem que tinha o corpo totalmente deformado e que morava num barraco à beira de uma mata. O estado de alienado mental era completo. A mãe deste jovem era também muito doente e o Chico a ajudava a banhá-lo, alimentá-lo e a fazer a limpeza do pequeno cômodo em que morava.
O quadro era tão estarrecedor que, numa de suas visitas em que um grupo de pessoas o acompanhava, um médico perguntou ao Chico:
-          Nem mesmo neste caso a eutanásia seria perdoável?
Chico respondeu:
-          Não creio doutor. Esse nosso irmão, em sua última encarnação, tinha muito poder. Perseguiu, prejudicou e com torturas desumanas tirou a vida de muitas pessoas. Algumas o perdoaram, outras não e o perseguiram durante toda sua vida. Aguardaram o seu desencarne e, assim que ele deixou o corpo, eles o agarraram e o torturaram de todas as maneiras durante muitos anos. Este corpo disforme e mutilado representa uma bênção para ele. Foi o único jeito que a providência divina encontrou para escondê-lo de seus inimigos. Quanto mais tempo agüentar, melhor será. Com o passar dos anos, muitos de seus inimigos o terão perdoado. Outros terão reencarnado. Aplicar a eutanásia seria devolvê-lo às mãos de seus inimigos para que continuassem a torturá-lo.
-          E como resgatará ele seus crimes? – Perguntou o médico.
-          O irmão X costumava dizer que Deus usa o tempo e não a violência. - respondeu Chico Xavier
Diante da dor e do sofrimento, ouvimos pessoas dizendo: “Eu não acho justo tanto sofrimento!”  Quem afirma isto, está achando indiretamente, que Deus é injusto.
São Luiz, no Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V, item 28 diz: “Quem nos dá o direito de prejudicar os planos de Deus? (Se aquela pessoa sofre, é porque está ressarcindo no corpo, os débitos e liberta-se dos erros do passado).  Será que Deus não pode deixar uma pessoa chegar à beira da morte, para depois curá-la, com a finalidade de fazer com que aquela pessoa examine a si mesmo lhe dando a chance de modificar seu modo de pensar e agir?  Ninguém pode dizer que uma pessoa moribunda está perto do fim, porque a ciência, comete erros nas suas previsões. Sabemos que há casos que podemos considerar, desesperador. Mas se não há nenhuma esperança possível, lembremos que há doente que se reanima e recobra suas faculdades por alguns instantes. Essa hora é concedida por Deus, e pode ser de grande importância, porque o Espírito pode ter um súbito clarão de arrependimento que poupam muitos tormentos. Um minuto apenas pode poupar muitas lágrimas no futuro.”
Portanto: Matar nunca!
Nossa encarnação é planejada minuciosamente.
Nós formamos corpos físicos, quem dá vida ao corpo físico é Deus. Por isso, não temos o direito de destruí-la. Seja através do aborto, do suicídio, da pena de morte, eutanásia . . .
"Que os conhecimentos médicos vigentes possam ajudar os que se acham à beira da desencarnação, facilitando-lhe um tranqüilo retorno ao Invisível sem comprometimento negativo de médicos, enfermagem ou familiares." - Raul Teixeira

COMPILAÇÃO DE RUDYMARA







domingo, 25 de março de 2012

SOMOS ESPERTOS OU DESONESTOS?


Costumamos julgar ladrões, assassinos, enfim, os presos de uma penitenciária. Mas, será que fora dos presídios só tem pessoas honestas? Vejamos: quem compra produtos roubados são pessoas honestas? Elas não estão incentivando a violência através de roubos, assaltos, muitas vezes seguida de morte, etc.? Quem usa droga não está incentivando o tráfico de drogas e de armas? Não está fortalecendo as guerras entre traficantes? Não é a maioria deles que roubam, assaltam para sustentar o vício? Quem rouba objetos de colegas de trabalho e do local de trabalho é o que? Quem não devolve o troco que o comerciante deu a mais é o que? Quem compra ou empresta e não paga é o que? Quem constrói uma casa ou apartamento com material de segunda e vende pelo preço de material de primeira é o que?  Quem recebe para fazer um asfalto de primeira e faz um asfalto de segunda, causando morte na estrada é o que? Quem desvia verba pública que mata pessoas nas filas de hospitais, sem remédio, etc., é o que? Quem vende a palavra de Jesus dizendo ser para a obra de Deus, mas só faz uso para a obra do homem é o que? Quem coloca filhos na escola particular e não paga é o que? Quem conserta um eletrodoméstico ou eletrônico e mente para cobrar mais é o que? Político que promete e não cumpre é o que? Quem cobra preço abusivo de gasolina aproveitando-se de uma crise é o que? Quem aumenta o preço de gás, água, comida, etc., quando há uma enchente é o que? Quem desvia doações de pessoas carentes ou que sofreram perdas numa catástrofe é o que? Quem passa na frente de outras pessoas numa fila qualquer é o que? Quem estaciona na vaga de idoso ou deficiente sem ser idoso ou deficiente é o que? Quem encontra uma carteira com dinheiro e não devolve é o que? Quem usa de sua influência para retirar multas de trânsito é o que? Quem bebe e dirige é o que? Quem pode comprar remédio e pega remédio gratuito de pessoas carentes é o que? Vender ou comprar gabarito com respostas para passar em concurso, vestibular, etc. é o que? Etc., etc., etc. 
Veja que, julgamos os condenados pela justiça dos homens, mas aos olhos de Deus há muitos condenados que estão fora de presídios e achando-se “espertos”, quando na verdade são “desonestos”, transgressores das leis dos homens e de Deus, já que enganar o próximo não é cristão. A inversão de valores rotulam os honestos de "bobos". Mas os "bobos" são os verdadeiros "espertos" porque estão fazendo a vontade de Jesus que pediu que “fizéssemos ao outro o que gostaríamos que o outro nos fizesse”.  Enquanto que os "desonestos" que se intitulam "espertos" estão se comprometendo com as leis de Deus.

Então, perguntemos: “Somos espertos ou desonestos?”



Rudymara





sexta-feira, 23 de março de 2012

TER OU SER?


O apóstolo Paulo, disse: “se temos o que comer e com que nos vestir, fiquemos contentes com isso. Aqueles, porém, que querem tornar-se ricos, caem na armadilha da tentação e em muitos desejos insensatos e perniciosos, que fazem os homens afundarem na ruína e perdição. Porque a raíz de todos os males é o amor ao dinheiro. Por causa dessa ânsia de dinheiro, alguns se afastam da fé e afligem a si mesmos com muitos tormentos.”
Nós herdamos pela nossa tradição instintiva: A posse.
Nós acreditamos que quem tem pode, e quem pode é feliz.
O “ter” nós conquistamos de maneira legal ou ilegal, mas o “ser” é preciso todo um trabalho de transformação moral, e que os valores éticos tenham predominância. E são com estes valores éticos que nós passamos a “ser”. Nós esculpimos em nosso mundo interior estes valores indestrutíveis no espírito, e ao serem esculpidos, o “ter”, a posse, o material, tornam-se de secundária importância. O que temos nós deixamos, o que somos nós levamos. Por isso o apóstolo Paulo nos alertou dizendo: “Dá conta da tua administração.” Porque na verdade não temos nada, nós administramos valores amoedados (dinheiro, ouro), orgânicos (pés, mãos, saúde, etc.), sociais (família, emprego, amigos, etc.), que, transferem de mão, que passam de tempo, que desaparecem.
Como disse Pascal em O Evangelho segundo e Espiritismo: “O homem não possui como seu senão aquilo que pode levar deste mundo. O que ele encontra ao chegar e o que deixa ao partir goza durante sua permanência na Terra; mas, desde que é forçado a deixá-los, é claro que só tem o usufruto, e não a posse real. O que é, então, que ele possui? Nada do que se destina ao uso do corpo, e tudo o que se refere ao uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais (...)"
Pensemos nisso e tiremos nossa conclusão.

 
(Trecho da palestra de Divaldo Franco)






quinta-feira, 22 de março de 2012

APROVEITAR A VIDA


Você aproveita a vida?
É muito comum ouvir as pessoas e, principalmente os jovens, dizendo que querem aproveitar a vida. E isso geralmente é usado como desculpa para eximir-se de assumir responsabilidades.
Mas, afinal de contas, o que é aproveitar a vida?
Para uns é matar-se aos poucos com as comilanças, bebidas alcoólicas, fumo e outras drogas.
Para outros é arriscar a vida em esportes perigosos, noitadas de orgias, consumir-se nos prazeres carnais.
Talvez isso se dê porque muitos de nós não sabemos porque estamos na Terra. E, por essa razão, desperdiçamos a vida em vez de aproveitá-la.
Certo dia, um jovem que trabalhava em uma repartição pública, na companhia de outro colegas que costumavam se reunir todos os finais de expediente para beber e fumar à vontade, foi convidado a acompanhá-los.
Ele agradeceu e disse que não bebia e que também não lhe agradava a fumaça do cigarro. Os demais riram dele e lhe perguntaram, com ironia, se a religião não lhe permitia, ao que ele respondeu:
- A minha inteligência é que me impede de fazer isso.
- E que inteligência é essa que não lhe permite aproveitar a vida? Perguntaram os colegas.
O rapaz respondeu com serenidade:
-E vocês acham que eu gastaria o dinheiro que ganho para me envenenar? Vocês se consideram muito espertos, mas estão pagando para estragar a própria saúde e encurtar a vida que, para mim, é preciosa demais.

Observando as coisas sob esse ponto de vista, poderemos considerar que aproveitar a vida é dar-lhe o devido valor.
É investir os minutos!  preciosos que Deus nos concede em atividades úteis e nobres.
Quando dedicamos as nossas horas na convivência salutar com os familiares, estamos bem aproveitando a vida.
Quando fazemos exercícios, nos distraímos no lazer, na descontração saudável, estamos dando valor à vida.
Quando estudamos, trabalhamos, passeamos, sem nos intoxicar com drogas e excessos de toda ordem, estamos aproveitando de forma inteligente as nossas existências.
Quando realmente gostamos de alguma coisa, fazemos esforços para preservá-la. Assim também é com relação à vida. E não nos iludamos de que a estaremos aproveitando acabando com ela.
Se você é partidário dessa ideia, vale a pena repensar com seriedade em que consiste o aproveitamento da vida.
E se você acha que os vícios lhe pouparão a existência, visite alguém que está se despedindo dela graças a um câncer de pulmão, provocado pelo cigarro.
Converse com quem entrega as forças físicas a uma cirrose hepática causada pelos alcoólicos.
Ouça um guloso inveterado que se encontra no cárcere da dor por causa dos exageros na alimentação.
Visite um infeliz que perdeu a liberdade e a saúde para as drogas que o consomem lentamente.
Observando a vida através desse prisma, talvez você mude o seu conceito sobre aproveitar a vida.
 
A vida é um poema de beleza, cujos versos são constituídos de propostas de luz, escritas na partitura da natureza, que lhe exalta a presença em toda parte.
Em consequência, a oportunidade da existência física constitui um quadro à parte de encantamento e conquistas, mediante cuja aprendizagem o Espírito se embeleza e alcança os altos planos da realidade feliz.

Redação do Momento Espírita