sexta-feira, 23 de março de 2012

TER OU SER?


O apóstolo Paulo, disse: “se temos o que comer e com que nos vestir, fiquemos contentes com isso. Aqueles, porém, que querem tornar-se ricos, caem na armadilha da tentação e em muitos desejos insensatos e perniciosos, que fazem os homens afundarem na ruína e perdição. Porque a raíz de todos os males é o amor ao dinheiro. Por causa dessa ânsia de dinheiro, alguns se afastam da fé e afligem a si mesmos com muitos tormentos.”
Nós herdamos pela nossa tradição instintiva: A posse.
Nós acreditamos que quem tem pode, e quem pode é feliz.
O “ter” nós conquistamos de maneira legal ou ilegal, mas o “ser” é preciso todo um trabalho de transformação moral, e que os valores éticos tenham predominância. E são com estes valores éticos que nós passamos a “ser”. Nós esculpimos em nosso mundo interior estes valores indestrutíveis no espírito, e ao serem esculpidos, o “ter”, a posse, o material, tornam-se de secundária importância. O que temos nós deixamos, o que somos nós levamos. Por isso o apóstolo Paulo nos alertou dizendo: “Dá conta da tua administração.” Porque na verdade não temos nada, nós administramos valores amoedados (dinheiro, ouro), orgânicos (pés, mãos, saúde, etc.), sociais (família, emprego, amigos, etc.), que, transferem de mão, que passam de tempo, que desaparecem.
Como disse Pascal em O Evangelho segundo e Espiritismo: “O homem não possui como seu senão aquilo que pode levar deste mundo. O que ele encontra ao chegar e o que deixa ao partir goza durante sua permanência na Terra; mas, desde que é forçado a deixá-los, é claro que só tem o usufruto, e não a posse real. O que é, então, que ele possui? Nada do que se destina ao uso do corpo, e tudo o que se refere ao uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais (...)"
Pensemos nisso e tiremos nossa conclusão.

 
(Trecho da palestra de Divaldo Franco)






quinta-feira, 22 de março de 2012

APROVEITAR A VIDA


Você aproveita a vida?
É muito comum ouvir as pessoas e, principalmente os jovens, dizendo que querem aproveitar a vida. E isso geralmente é usado como desculpa para eximir-se de assumir responsabilidades.
Mas, afinal de contas, o que é aproveitar a vida?
Para uns é matar-se aos poucos com as comilanças, bebidas alcoólicas, fumo e outras drogas.
Para outros é arriscar a vida em esportes perigosos, noitadas de orgias, consumir-se nos prazeres carnais.
Talvez isso se dê porque muitos de nós não sabemos porque estamos na Terra. E, por essa razão, desperdiçamos a vida em vez de aproveitá-la.
Certo dia, um jovem que trabalhava em uma repartição pública, na companhia de outro colegas que costumavam se reunir todos os finais de expediente para beber e fumar à vontade, foi convidado a acompanhá-los.
Ele agradeceu e disse que não bebia e que também não lhe agradava a fumaça do cigarro. Os demais riram dele e lhe perguntaram, com ironia, se a religião não lhe permitia, ao que ele respondeu:
- A minha inteligência é que me impede de fazer isso.
- E que inteligência é essa que não lhe permite aproveitar a vida? Perguntaram os colegas.
O rapaz respondeu com serenidade:
-E vocês acham que eu gastaria o dinheiro que ganho para me envenenar? Vocês se consideram muito espertos, mas estão pagando para estragar a própria saúde e encurtar a vida que, para mim, é preciosa demais.

Observando as coisas sob esse ponto de vista, poderemos considerar que aproveitar a vida é dar-lhe o devido valor.
É investir os minutos!  preciosos que Deus nos concede em atividades úteis e nobres.
Quando dedicamos as nossas horas na convivência salutar com os familiares, estamos bem aproveitando a vida.
Quando fazemos exercícios, nos distraímos no lazer, na descontração saudável, estamos dando valor à vida.
Quando estudamos, trabalhamos, passeamos, sem nos intoxicar com drogas e excessos de toda ordem, estamos aproveitando de forma inteligente as nossas existências.
Quando realmente gostamos de alguma coisa, fazemos esforços para preservá-la. Assim também é com relação à vida. E não nos iludamos de que a estaremos aproveitando acabando com ela.
Se você é partidário dessa ideia, vale a pena repensar com seriedade em que consiste o aproveitamento da vida.
E se você acha que os vícios lhe pouparão a existência, visite alguém que está se despedindo dela graças a um câncer de pulmão, provocado pelo cigarro.
Converse com quem entrega as forças físicas a uma cirrose hepática causada pelos alcoólicos.
Ouça um guloso inveterado que se encontra no cárcere da dor por causa dos exageros na alimentação.
Visite um infeliz que perdeu a liberdade e a saúde para as drogas que o consomem lentamente.
Observando a vida através desse prisma, talvez você mude o seu conceito sobre aproveitar a vida.
 
A vida é um poema de beleza, cujos versos são constituídos de propostas de luz, escritas na partitura da natureza, que lhe exalta a presença em toda parte.
Em consequência, a oportunidade da existência física constitui um quadro à parte de encantamento e conquistas, mediante cuja aprendizagem o Espírito se embeleza e alcança os altos planos da realidade feliz.

Redação do Momento Espírita





quarta-feira, 21 de março de 2012

SÍNDROME DE DOWN NA VISÃO ESPÍRITA


 
Todo efeito tem uma causa. Logo, deduzimos haver uma causa para que esses espíritos vivam tal experiência, causa justa, levando-se em consideração a infinita bondade e justiça de Deus.
Todos os obstáculos que não resultem de ações na vida atual procedem de atitudes nas reencarnações passadas.
A Providência Divina permite que determinados espíritos reencarnem nesta condição, para aprenderem uma grande lição através do constrangimento a que ficam sujeitos, totalmente impossibilitados de se manifestarem normalmente.
Os amigos espirituais alertam: a imensa maioria dos casos de crianças portadoras de deficiência física e/ou mental são aqueles que se voltaram contra si mesmos, buscando o fim de dificuldades, na porta ilusória do suicídio. Ou então, são indivíduos que em encarnação passada abusaram da inteligência, de seu saber, para o mal, para enganar os outros, explorando-lhes a ignorância ou a boa-fé, inventores de engenhos de morte ou os que estragaram seus corpos carnais cultivando o vício.
O remorso, aliado aos prejuízos causados pelo ato infeliz, faz que o espírito não disponha de condições nem de méritos para reencarnar num corpo físico isento de quaisquer lesões. Sabemos que o perispírito é um arquivo minucioso e implacável de nossos menores atos bons e maus. Os excepcionais, quando reencarnam, trazem gravados em seus cérebros espirituais o mal que maquinaram contra seu próximo e, pela lei da causa e do efeito, contra si mesmos. Porque, todo mal que praticarmos contra o próximo, somos nós os primeiros lesados. Pois bem, para tirarem essa crosta maléfica que o perispírito deles guardam, só há um meio: "reencarnarem". E o corpo de carne funciona então como um filtro através do qual se escoará aquele lodo moral que ali se formou; esse lodo só deixará a inteligência do excepcional funcionar normalmente depois de se ter escoado por completo, ou seja, limpado o perispírito porque, enquanto houver um resquício desse lodo moral ali depositado, a inteligência não funcionará direito embaraçada por ele.
"QUAL A PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NA DÍVIDA?" Os pais, como em qualquer ambiente doméstico, trazem vínculos profundos com seus filhos, carregando uma parte dos motivos que ocasionaram a queda desses espíritos, e, como tal, devem lutar e sofrer com eles. Por outro lado, podem ser espíritos com grande capacidade de amar que voltaram a Terra, para amparar essas criaturas em tão difícil experiência reparatória.
"QUAL A PERCEPÇÃO DA CRIANÇA EXCEPCIONAL? Não pensemos que a existência como excepcional seja perdida em termos de aprendizado. O espírito sofre não poder manifestar-se, contudo mantém todas as suas faculdades e gradativamente aprenderá a não utilizá-las mal. Crianças excepcionais significam, muitas vezes, o retorno de grandes intelectuais, gênios que caíram no orgulho e no abuso. Os mentores da vida maior elucidaram a Kardec: "A superioridade moral nem sempre guarda proporção com a superioridade intelectual". Sobretudo, quando fora do corpo, tem - de acordo com o grau evolutivo de cada um - percepção da situação e da prova a que estão submetidos. Chico Xavier elucida como se sentem e como são tratadas: "Sentem e ouvem, registram e sabem de que modo são tratadas; elas são profundamente lúcidas na intimidade do próprio ser".
E QUANDO HÁ REJEIÇÃO DOS PAIS? Infelizmente, existem pessoas que se julgam despreparadas para superarem determinados testes, passando a agir de maneira irresponsável, fugindo às próprias obrigações para com os mecanismos da lei de causa e efeito. Semelhante fuga ocasiona o agravamento do problema, comprometendo toda a programação reencarnatória, adiando, não raro, para muito longe, a reparação e a retomada do crescimento espiritual. Quando Deus nos confiar semelhante tarefa, utilizemos o recurso incondicional do Evangelho, a nos preparar e auxiliar em quaisquer testes, superando, desde os menores obstáculos, até as montanhas das grandes provas. Não fujamos dos testes que nos apresentam. Pais espíritas, toda prova no lar é bafejo da confiança que desce dos "Céus", gravando em nossos corações - à custa de lutas e alegrias, sofrimentos e satisfação - a legenda divina do amor e da justiça, da bondade e da misericórdia, que, proferida pelo meigo Rabi da Galiléia, ainda ecoa na acústica de nossas almas: "Todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes".
 
 
 
Compilação de Rudymara
 


 
PROJETO LÍRIOS, DAS CASAS ANDRÉ LUIZ, É APRESENTADO POR PORTADORAS DA SÍNDROME DE DOWN






segunda-feira, 19 de março de 2012

CÓLERA PODE CAUSAR HEPATITE - história contada por André Luiz



No livro "Nos Domínios da Mediunidade", André Luiz nos mostra uma senhora que chega ao Centro Espírita com o ventre volumoso e semblante dolorido a procura do passe como ajuda. O Espírito Conrado explica para André Luiz e outros Espíritos que ali estavam analisando o caso que: A mulher estava com icterícia complicada, seu fígado estava comprometido, e que nasceu de terrível acesso de cólera, em que ela se envolveu no reduto doméstico. Ela sentiu extrema irritação, e adquiriu hepatite, da qual a icterícia é a conseqüência. E, segundo Aulus, a cura seria impossível, porque os órgãos e vasos estavam comprometidos, e a mente dela precisaria reanimar. Porque o passe, como explica Aulus, é importante contribuição para quem saiba recebê-lo, com o respeito e a confiança que o valorizam. Em outras palavras, sem fé as irradiações magnéticas não penetram o veículo orgânico. Quando Jesus curava ele dizia “a tua fé te curou”, assim, Ele queria dizer que aquela pessoa curou-se porque estava receptiva para a doação de magnetismo.

 
E “O grito de cólera é um raio mortífero, que penetra o círculo de pessoas em que foi pronunciado e aí se demora, indefinidamente, provocan­do moléstias, dificuldades e desgostos.” – Néio Lúcio, psicografia de Chico Xavier



Rudymara




domingo, 18 de março de 2012

VIANNEY, O VIGÁRIO QUE CURAVA

No capítulo VIII do O Evangelho Segundo o Espiritismo, item 20  temos a comunicação de um espírito que quando encarnado foi um cura de Ars, ou seja, foi um vigário da cidade chamada Ars (interior da França) cujo nome era Vianney (foto acima). Ele realizava curas quando estava encarnado.
Esse capítulo nos mostra uma pessoa cega que procurou um (a) médium para evocar Vianney para que este a curasse.
Vianney atendeu ao chamado e disse: “Por que me chamaste? Para que eu imponha as mãos sobre esta pobre sofredora que está aqui, e a cure? Ah, que sofrimento, bom Deus! Perdeu a vista e as trevas se fizeram para ela. Pobre criança! Que ore e espere. Todas as curas que obtive, e que conhecem, não atribua senão Àquele que é o Pai de todos nós. Nas vossas aflições, voltai sempre os olhos para o céu, e dizei, do fundo do coração: Meu Pai, curai-me, mas fazei que a minha alma doente seja curada antes das enfermidades do corpo; que minha carne seja castigada, se necessário, para que a minha alma se eleve para vós com a brancura que possuía quando a criastes . . .”
·         A primeira observação que fazemos  nessa  comunicação  é  que, Vianney  deixa  claro que  as  curas  que realizava só eram possíveis porque Deus permitia. Pois, muitos não conseguem obter a cura, e acabam achando que o curador é um charlatão, etc. Na verdade, é que Deus não permitiu. Porque Ele sabe o que é melhor para nós. O médium curador (santos e santas) é (são) apenas um instrumento de Deus.
·          A segunda observação é que Não há doença, há doente, como disse Joanna de  Ângelis. A Terra  é um planeta que ainda abriga Espíritos rebeldes à lei de Deus, ignorantes e maldosos. Portanto, são Espíritos doentes (da alma). Quando curarmos as doenças da alma, ou seja, quando tivermos o coração livre das impurezas, não haverá mais doenças no corpo físico.
·         A terceira observação é em relação a nossas aflições. Quando uma aflição não é consequência dos atos da vida presente, é necessário procurar a sua causa numa vida anterior. Lembrando que a maioria das aflições são causadas na vida presente. Vivemos abusando do nosso livre arbítrio, correndo na contra mão da vida a 200 km por hora, e dizendo que as conseqüências são do passado. Por exemplo: Um dia, um pai chegou a Chico Xavier e disse que o filho havia morrido num acidente de carro, e que ele queria saber se era um "carma" que o rapaz tinha que passar. Chico respondeu que era falta de "calma” nessa vida, o rapaz corria demais com o carro, foi imprudência. 
·         A quarta observação é sobre pessoas que procuram nos Centros Espíritas o dia de “consulta”. Essas pessoas, geralmente, querem dos Espíritos um milagre, como fez a cega que buscou a médium para evocar Vianney. Elas não buscam “consultar” os livros da Codificação que explicarão o porquê das dores e aflições, ou então, “consultar” os Espíritos de Emmanuel, Joanna de Ângelis, André Luiz, Bezerra de Menezes, etc.,  através dos livros espíritas, que são orientações baseados no receituário divino que é o Evangelho, trazido pelo médico de  nossa alma, que é JESUS.  Somente seguindo esse receituário divino curaremos as chagas de nossa alma, para não sofrermos dores e aflições no futuro. O remédio desse receituário, ás vezes, é amargo. Por isso muitos fogem, querendo um “milagre” que não precise fazer o sacrifício de engolir o remédio da abstinência dos vícios, dos erros, das falhas morais. As pessoas não querem entender as propostas de Jesus, não querem fazer a reforma íntima, enfim, só querem receber, mas não querem sacrificar, renunciar às coisas que lhe fazem mal.
Evidentemente, não é fácil. Cada encarnação é como um filme, mudam os cenários, mas o enredo é sempre o mesmo: começamos a vida como “mocinhos”, dispostos a mudar o mundo e, geralmente, terminamos como “bandidos”, comprometidos por vícios e mazelas (fraquezas). Como diz André Luiz: “contra a pálida réstia de luz do presente, simbolizada pelo desejo de melhorar, há montanhas de trevas do passado.”

Compilação feita por Rudymara




sábado, 17 de março de 2012

COMO É A NOSSA FÉ?




Certa vez, Chico Xavier chegou ao Centro Espírita e viu uma multidão na porta. Ele perguntou:
- O que estas pessoas querem?
- Eles vieram buscar passe. - respondeu um trabalhador da casa.
Chico respondeu:
- Eles não precisam de passe, precisam de "pá".

Os ensinamentos de Jesus pedem "pá", ou seja, trabalho no campo do espírito: sacrifício, renúncia, esforço, força de vontade, transformação moral, atitude, etc.
Precisamos aprender a não olhar para Deus e Jesus somente com interesse de pedir-lhes algo. Deveríamos nos desvincular da idéia de que frequentando uma casa religiosa e realizando liturgias, rituais, dogmas e pagando o dízimo já estamos agradando Deus. Por pensar assim, séculos de evolução foram perdidos. Pois, dentro da casa religiosa muitos seguem as exigências dos religiosos e fora dela transgridem as leis de Deus por acharem que já cumpriram sua obrigação dentro dela. Se cada vez que saíssemos de uma casa religiosa nos comprometêssemos, com nós mesmos, a praticar uma boa ação naquela semana, em nosso favor e/ou a favor do próximo, já estaríamos entendendo o propósito da vinda do Cristo à Terra. Em nosso favor é deixar de reclamar, cultivar bons pensamentos, boas palavras, boas atitudes, deixar de fazer comentários maldosos e humilhantes de alguém, é perdoar ou relevar uma ofensa, é diminuir ou eliminar o cigarro, a bebida alcoólica, é cuidar do corpo físico, etc. E em favor do próximo significa fazer o bem a alguém. Mas, infelizmente, muitas pessoas só buscam o centro espírita para solucionar problemas, para pedir algo, sendo que o Espiritismo explica a causa dos problemas, a necessidade da transformação moral, da prática da caridade com o próximo e com nós mesmos, etc. Querem atacar os efeitos de suas dores e aflições ao invés de atacarem as causas. É preciso agir na prevenção. Enfim, busquemos Jesus para aprender seus ensinamentos para colocá-los em prática onde estivermos. Porque Ele deixou bem claro que: “a fé sem obras é morta”, ou seja, acreditar Nele e não fazer o que Ele pediu é inútil. Fé é crer que Jesus pode e quer nos transformar em pessoas melhores. Mas para isso, precisamos estar dispostos a querer nos modificar. Ele nos estende a mão todos os dias, e nós estamos desviando de estender a nossa para Ele. Então perguntemos: "Como é a nossa fé?" "Com ou sem obras?" Pensemos nisso!



Rudymara



quinta-feira, 15 de março de 2012

QUEM SÃO OS ESPIRITEIROS? - Richard Simonetti


Espiriteiro é uma palavra nova que não se encontra no dicionário. Ela define as pessoas que se ligam ao Centro Espírita, mas são desligadas das finalidades do Espiritismo.Espiriteiro é o “papa passes”, que comparece às reuniões apenas para receber sua “hóstia”depuradora, representada pela transfusão magnética.
Frequentador assíduo de “consultórios do Além”,grupos mediúnicos que se formam apenas para receber favores espirituais, não consegue compreender que o Espiritismo não é mero salva-vidas para acidentes existenciais nascidos de sua própria invigilância.
Refratário a qualquer compromisso que imponha disciplinas de horário e assiduidade, alega absoluta falta de tempo, sem atentar a um princípio elementar tempo é uma questão de preferência.
Kardec fala dos espiriteiros, em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, no capítulo XVII:
“(...) Nalguns, ainda muito tenazes são os laços da matéria para permitirem que o Espírito se desprenda das coisas da Terra; a névoa que os envolve tira-lhes a visão do infinito, donde resulta não romperem facilmente com os seus pendores nem com seus hábitos, não percebendo haja qualquer coisa melhor do que aquilo de que são dotados. Têm a crença nos Espíritos como um simples fato, mas que nada ou bem pouco lhes modifica as tendências instintivas. Numa palavra: não divisam mais do que um raio de luz, insuficiente a guiá-los e a lhes facultar uma vigorosa aspiração, capaz de lhes sobrepujar as inclinações. Atêm-se mais aos fenômenos do que a moral, que se lhes afigura cediça e monótona. Pedem aos Espíritos que incessantemente os iniciem em novos mistérios, sem procurar saber se já se tornaram dignos de penetrar Os arcanos do Criador. Esses são os espíritas imperfeitos, alguns dos quais ficam a meio caminho ou se afastam de seus irmãos em crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou então guardam as suas simpatias para os que lhes compartilham das fraquezas ou das prevenções (...)”
A intenção de transferir para um futuro remoto nossas realizações espirituais é algo um tanto irracional, porque o contato com a verdade implica em compromisso com ela. Com o conhecimento espírita, não haverá justificativa para a omissão. Partindo da afirmativa evangélica de quemuito será pedido ao que muito recebe, concluímos que nós, espíritas, estaremos sempre em débito com a Doutrina, porquanto o empenho de uma vida será pouco, ante a gloriosa visão de realidade espiritual que ela desdobra aos nossos olhos.
Companheiros que se manifestam (após a desencarnação) nos Centros Espíritas a que estiveram vinculados, reportam-se a esse problema.
Não tiveram dificuldade em reconhecer sua nova condição, bafejados pelo conhecimento doutrinário.
Habilitam-se à proteção de benfeitores amorosos, ligados que estiveram a atividades no campo da fraternidade humana.
Reportam-se a indescritíveis emoções, no reencontro com familiares queridos.
Mas, com freqüência, revelam indefinível tristeza, por não terem aproveitado integralmente as oportunidades recebidas.
Guardam a nostalgia do ideal espírita não realizado.
Embora as conquistas alcançadas como espíritas, não conseguem furtar-se à penosa impressão de que estiveram mais para espiriteiros...


terça-feira, 13 de março de 2012

JESUS TRANSFORMA ÁGUA EM VINHO




Sou iniciante nos estudos da doutrina espírita e concordo que o álcool é um veneno. Só gostaria de entender a passagem bíblica onde Jesus transforma água em vinho. Não é um paradoxo?
Na verdade, queremos sempre buscar um “santo” álibi para justificarmos nossos vícios. Acredito que o vinho daquela época não tinha o teor alcoólico da nossa época. Tanto que as festas judaicas duravam dias. Se fosse regada com bebida de alto teor alcoólico, os convidados não aguentariam dias bebendo. E, talvez, Jesus tenha aproveitado o número de pessoas que ali estavam para iniciar seu apostolado, mostrando seus poderes, revelando o imenso potencial que ali se iniciava, chamando a atenção para Ele, ou melhor, para os ensinamentos que Ele trazia. Precisamos lembrar que Jesus não veio mudar as pessoas de uma hora para outra. Seu ensinamento foi e sempre será: “TUDO NOS É LÍCITO, MAS NEM TUDO NOS CONVÉM.” O livre arbítrio impera em Seu apostolado. E pode ser também uma passagem simbólica mostrando que o “vinho bom” (vinho da alegria, do respeito, da cordialidade) servido nos primeiros anos de casado não deve ser trocado depois de algum tempo de convívio pelo “vinho ruim” (vinho da indiferença, do desrespeito, da tristeza). Então, usemos sempre nosso bom senso. Afinal, sabemos os danos que a bebida alcoólica causa em nosso corpo físico e o que sua alteração traz em nossa vida e sociedade através de desavenças, brigas, mortes, separações, violência, etc. Como disse Joanna de Ângelis no livro “Dias Gloriosos”: “Todo corpo físico merece respeito e cuidados, carinho e zelo contínuos, por ser a sede do Espírito, o santuário da vida em desenvolvimento.” Quando desencarnamos por danificar o corpo físico com bebida somos vistos, pela lei divina, como suicidas. Sem contar o assédio de obsessores. Portanto, o cristão não deveria compactuar com a indústria que mata mais gente e destrói mais lares do que uma guerra. Sigamos o conselho do apóstolo Paulo: "NÃO SEJAM INSENSATOS; AO CONTRÁRIO, PROCUREM COMPREENDER A VONTADE DO SENHOR. NÃO SE EMBRIAGUEM, QUE LEVA PARA A LIBERTINAGEM, MAS BUSQUEM A PLENITUDE DO ESPÍRITO.” (Efésios 5:18)

(Pergunta de um anônimo que escreveu para o Grupo de Estudo Allan Kardec e a resposta é uma compilação de Rudymara)



quinta-feira, 8 de março de 2012

HOMEM E MULHER - Victor Hugo


Evocando as funções redentoras da alma feminina, Victor Hugo tece significativas comparações entre o homem e a mulher:

“O homem é a mais elevada das criaturas. A mulher o mais sublime dos ideais. Deus fez para o homem um trono; para a mulher um altar. O trono exalta; o altar santifica.
O homem é cérebro; a mulher o coração. O cérebro produz a luz; o coração o amor. A luz fecunda. O amor ressuscita.
O homem é um gênio; a mulher um anjo. O gênio é imensurável; o anjo indefinível.
A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher a virtude extrema. A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.
O homem  tem a supremacia; a mulher a preferência. A supremacia representa a força; a preferência o direito. O homem é forte pela razão; a mulher é invencível pela lágrima. A razão convence; a lágrima comove.
O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher de todos as martírios. O heroísmo enobrece; o martírio sublima.
O homem é o código; a mulher o evangelho. O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher um sacrário. Ante o templo, nós nos descobrimos; ante o sacrário, ajoelhamo-nos.
O homem pensa; a mulher sonha. Pensar é ter cérebro; sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher um lago. O oceano tem a pérola que o embeleza; o lago tem a poesia que o deslumbra.
O homem é uma águia que voa; a mulher um rouxinol que canta. Voar é dominar os espaços; cantar é conquistar a alma.
O homem tem um fanal: a consciência. A mulher tem uma estrela: a esperança. O fanal guia e a esperança salva.
Enfim, o homem está colocado onde termina a Terra. A mulher onde começa o Céu.”


Observação de Rudymara: Deus criou espíritos e estes não tem sexo. Tanto podemos encarnar em corpo masculino como feminino. Quando estamos encarnados, interpretamos papéis, como artistas num filme ou novela. Um homem, por exemplo, não é homem, ele está interpretando o papel de homem, porque veste um corpo masculino. Assim ocorre em relação à mulher. Na próxima encarnação não sabemos em que sexo reencarnaremos.
Então, ambos tem papéis importante no mundo e toda discriminação é preparação para nos transferirmos, através da reencarnação, para o lado discriminado.





domingo, 4 de março de 2012

FLUIDO CÓSMICO UNIVERSAL E PERISPÍRITO


QUAL A RELAÇÃO DO PERISPÍRITO E O FLUIDO CÓSMICO UNIVERSAL?

O FCU (Fluido Cósmico Universal) é um elemento no qual todo o Universo está mergulhado: os planetas, constelações, sóis, mundos e seres.
O FCU é composto por elementos químicos. Por ex.: quando respiramos, estamos retirando do FCU um desses elementos químicos, o OXIGÊNIO. Então, quando se mistura alguns elementos que há neste FCU, ocorre uma reação. Por ex.: para formar a água, são necessárias uma parte de oxigênio com duas de hidrogênio (H2O). Se duas partes de oxigênio forem combinados com duas partes de hidrogênio (H2O2 ), em vez de água teremos a água oxigenada, líquido corrosivo, formado, no entanto, dos mesmos elementos que entram na composição da água, porém noutra proporção.
Em poucas palavras, a  formação de todos os corpos da Natureza (vegetal, animal e mineral), resulta de princípios elementares combinados em proporções diferentes no grande laboratório de Deus. E com o perispírito não é diferente. Cada vez que reencarnamos, nós espíritos,  utilizamos um corpo espiritual que é o perispírito. E o material que é utilizado para formar este perispírito é retirado do FCU daquele planeta que  reencarnaremos. Se o planeta for inferior, o perispírito será mais grosseiro, se o planeta for mais evoluido, o perispírito será mais sutil, mais fino. É como se no início de nossa evolução usássemos muitas blusas, conforme vamos evoluindo vamos retirando uma peça de roupa. E assim vamos ficando mais leve, até o dia que não precisaremos mais utilizar um perispírito. Mas, enquanto o utilizarmos, este será formado com elementos do FCU.


Pergunta de um seguidor do blog e resposta de Rudymara