segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O SENTIDO DO NATAL - estória para reflexão



Um homem deixou para fazer suas compras de Natal no último instante. Nas ruas o vai-e-vem da multidão apressada. Ele, entre esbarrões, comprando aqui e ali. De súbito, pula um moleque à sua frente pedindo, quase implorando para que ele comprasse duas canetas para ajudá-lo. Nervoso, ele manda o garoto sair da frente. Apressou o passo e só parou, quando percebeu que havia ganho certa distância do garoto.
Foi à loja de brinquedos e é mal atendido. A balconista, exausta e irritada, vende descortesias e ele prontamente deu o troco.
Ao voltar para casa, guiou o carro como se estivesse à frente de um exército inimigo, queixando-se sistematicamente de todos os que atravancavam o seu caminho.
Quando chegou enfim, mal-humorado, seu filho caçula recebeu-lhe com a ansiedade dos que aguardam uma notícia. A sala estava iluminada, em clima de festa. Sentindo a paz doméstica, recordou a sua vergonhosa performance naquela maratona de véspera de Natal. E observando a alegria de seu filho diante dos embrulhos coloridos, reviu arrependido a expressão tristonha da criança que tentou vender-lhe duas canetas . . .
Contou este fato a um amigo. Este, porém, disse-lhe:
- Meu amigo, você não entendeu o sentido do Natal. Esta comercialização é necessária para movimentar o comércio, dar empregos, mas é lamentável que, sob indução da propaganda, transformaram o ato de presentear numa obrigação. Há quem se ofenda se não recebe algo dos familiares. E, há ainda, quem se endivide complicando suas finanças. Porém, é sempre bom lembrar que nos reunimos para celebrar o nascimento de Jesus. E que Este, não pediu que trocássemos presentes, mas que vivenciássemos seus ensinamentos. Portanto, amigo, vivencie o Natal amando ao próximo, fazendo aos outros o que gostaria que os outros lhe fizesse, porque tudo que fizermos ao menor de nossos irmãos, é ao "aniversariante" que estaremos fazendo. Este é o verdadeiro sentido do Natal. Mas lembre-se amigo, não espere o próximo Natal para consertar seu erro . . .
Envergonhado, o homem concordou com o amigo.

Compilação de Rudymara


OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: Muitos de nós nos comportamos como o homem da história. Por isso, na comemoração do nascimento de Jesus, que haja alegria, pois a lembrança do Cristo já é por si um estímulo espiritual a reflexões mais profundas; que se promovam festas na família, nas instituições ou nos ambientes de nossa convivência, mas que a alegria tenha um sentido mais elevado, não deixemos nos desvirtuar pelos desperdícios e pelos abusos que comprometem o corpo e o espírito. Procuremos “cristianizar” o Natal, ou seja, que as pessoas não se preocupem somente com a festa, com a comida, com os presentes, porque a festa não é do Papai Noel, é de Jesus. E quem deveria receber presentes é o aniversariante.
Então, perguntemos: “Que presente daremos à Jesus?” 
Se ficarmos em dúvida, procuremos no Evangelho um pedido Dele para nós.




domingo, 18 de dezembro de 2011

JESUS E VOCÊ - André Luiz

Nosso Mestre não se serviu de condições excepcionais no mundo para exaltar a Luz da Verdade e a Bênção do Amor.
Em razão disso, não aguarde renovação exterior na vida diária, para ajudar.
Comece imediatamente a própria sublimação.
Jesus não tinha uma pedra onde recostar a cabeça. Se você dispõe de mínimo recurso, já possui mais que Ele.
Jesus, em seu tempo, não desfrutou qualquer expressão social. Se você detém algum estudo ou título, está em situação privilegiada.
Jesus esperou até os trinta nos para servir mais decisivamente. Se você é jovem e pode ser útil, usufrui magnífica oportunidade.
Jesus partiu aos trinta e três anos. Se você vive na idade amadurecida e dispõe do ensejo de auxiliar, agradeça ao Alto, dando mais de si mesmo.
Jesus não contou com os familiares nas tarefas a que se propôs. Se você convive em paz no recinto doméstico, obtendo alguma cooperação em favor dos outros, bendiga sempre essa dádiva inestimável.
Jesus não encontrou ninguém que o amparasse na hora difícil. Se você recebe o apoio de alguém nos momentos críticos, saiba ser grato.
Jesus nada pôde escrever. Se você consegue grafar pensamentos na expansão do bem, colabore sem tardança para a felicidade de todos.
Vemos, assim, que a vida real nasce e evolui no Espírito eterno e não depende de aparências para projetar-se no rumo da perfeição.
Jesus segue à frente de nós. Se você deseja acertar, basta apenas segui-lo. Sigamo-lo, pois.

Do livro O Espírito da Verdade, cap. VI, obra psicografada pelos médiuns Waldo Vieira e Francisco Cândido Xavier.




quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A IMPORTÂNCIA DO NATAL


O Cristo, no instante derradeiro, movimentou os olhos em direção de sua mãe Maria e do apóstolo João e disse:
- Mãe, eis aí teu filho!
E num leve aceno, ao apóstolo, disse:
- Filho, eis aí tua mãe!

João e Maria entenderam que Jesus resumiu naquelas duas frases finais, sua sagrada missão, que era ensinar que o amor deveria ser universal, onde todos deveriam se amar, não só no círculo familiar, mas que o amor deveria se estender a todos de igual maneira. Que deveríamos nos amar como Ele nos amou; que deveríamos fazer aos outros o que gostaríamos que os outros nos fizessem; que amassemos nossos amigos, mas também nossos inimigos; que amassemos nosso distante como amamos nosso próximo . . .
João e Maria, entenderam também, que o corpo de Jesus morria para nascer o Reino de Deus dentro de cada um de nós.
E que da manjedoura à cruz, Ele nos ensinou “o que” deveríamos buscar para enriquecer este Reino: caridade, tolerância, perdão, etc . . .

Sem o natalício de Jesus, estaríamos ainda temendo à Deus, em vez de amá-lo; estaríamos fazendo justiça com a lei do olho por olho dente por dente; não saberíamos quem é nosso próximo; permaneceríamos sepulcros caiados; mesclaríamos com os de Deus os tributos a César; perguntaríamos: "como nascer de novo?"; juntaríamos tesouros perecíveis; ansiedades inúteis nos afligiriam; duvidaríamos de que cada qual recebe segundo suas obras; não veríamos o reino de Deus; nossa fé não removeria as montanhas das dificuldades; enfim, estaríamos guiados pela mentira.
Mas Jesus veio, para abater todas as cruzes que o mundo tinha levantado; e para arrasar todos os calvários, através da lei de amor.
E, apesar de vivermos um momento grave da cultura, da ética e da moral humana. Onde muito falamos de violência, de toxicomania, de sexolatria, de desequilíbrios. Notemos que nunca houve tanto amor como hoje na Terra. Nunca tantos se preocuparam com os outros como agora.
Portanto, quem não puder doar uma estrela, doe a luz de um vagalume; quem não puder dar um jardim, ofereça uma flor; quem não puder brindar a vida, enseje um aperto de mão; quem não dispuser de um rio para saciar a sede de uma aldeia, oferte um copo de água a alguém.
Porque ninguém é destituído de valor que não possa amar, nem é tão pobre que não possa alguma coisa doar.
Este é o sentido do nascimento do Cristo.
Este é o sentido do Natal.






quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

RELIGIÕES PROMETEM PROSPERIDADE MATERIAL

 O QUE DIZER DAS RELIGIÕES QUE PROMETEM PROSPERIDADE FINANCEIRA?

Não devemos dizer nada. Devemos respeitar o livre arbítrio de cada um. Mas, a Doutrina Espírita, acha mais coerente falar da prosperidade espiritual do que da prosperidade material. Nosso raciocínio quanto a prosperidade material é a seguinte: Imaginemos se nós todos mudássemos para uma religião que promete mudar nossa vida financeira . . . Será que haveria dinheiro suficiente para todos? Não. Por que? Porque, se dividíssemos o dinheiro de maneira igual, caberia uma parcela mínima e insuficiente para cada um; não haveria recurso para o progresso (científico, etc.); o ser humano se acomodaria e não sentiria necessidade de novas descobertas. Ele diria:
- Para que vou me matar de trabalhar ou estudar, se minha situação financeira ou minha vida não vai mudar?Ou então, se todos ficassem ricos realmente, quem seria o empregado de quem? Afinal, todos iriam querer mandar, ou seja, ser patrão . . . O que precisamos é usar a riqueza do raciocínio para enxergarmos que Deus nos testa na riqueza e na pobreza. A pobreza é um teste de paciência e resignação e a riqueza é teste de caridade e abnegação. Numa encarnação podemos nascer rico e em outra podemos vir pobre. Deus não privilegia ninguém, principalmente por ser desta ou daquela religião. O dinheiro é empréstimo de Deus, se fosse nosso levaríamos depois de nossa desencarnação. Há quem se comprometa pela falta dele: roubando, sendo invejosos, revoltados, etc. Há quem se comprometa pelo excesso dele: roubando para ter cada vez mais, não dividindo com quem nada tem, gastando com abusos que comprometem sua saúde física, sua moral etc. Basta ler a parábola do Rico e Lázaro.
Pobres, sejam resignados, mas não acomodados. Ricos, não sejam avarentos e orgulhosos, amenizem a penúria alheia. Quanto mais temos, mais devemos. Então, não nos sintamos desprivilegiados ou privilegiados por Deus, mas testados por Ele. E sigamos o pedido de Jesus: "DÁ CONTA DE TUA ADMINISTRAÇÃO", pois daremos satisfação de como nos comportamos como ricos ou pobres.

 

Rudymara
 
 
 


 
 
 
 
 
 


 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

SEXO DESENFREADO - Divaldo Franco

Dado o desenfreado comportamento sexual dos nossos dias, qual a conduta adequada?

Divaldo responde: Colocar o sexo no seu lugar e manter a cabeça onde está. Um dia perguntaram ao Sadu Sundar Singh, o eminente apóstolo da Índia, se a sua paz era um equívoco do coração e ele respondeu: “Quando Deus colocou o cérebro acima do sentimento (coração), foi para a razão dirigir a afetividade.” Ocorre que a problemática do sexo não reside no aparelho reprodutor, mas na mente viciada. Educando-se a mente, educa-se o uso do órgão genésico.

(...) Criou-se o mito que a vida foi feita para o sexo, e não o sexo para a vida. Depois da revolução sexual dos anos 60, o sexo saiu do aparelho genésico e foi para a cabeça. Só se pensa, fala respira sexo. E quando o sexo não funciona, por exaustão, parte-se para os estimulantes, como mecanismos de fuga, o que demonstra que o problema não é dele, e sim, da mente viciada. Se o problema fosse do sexo, as pessoas ‘saciadas’ seriam todas felizes, o que, realmente não se dá. Ou se disciplina o estômago, ou se morre de indigestão. Ou a criatura conduz o sexo, ou este a arruína.

leia o texto: "VIVE-SE NA TERRA, A HORA DO SEXO" http://grupoallankardec.blogspot.com/2011/01/vive-se-na-terra-hora-do-sexo-manuel.html





segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

MUDAR DE RELIGIÃO - Divaldo Franco


Passamos por todas as religiões e não conseguimos permanecer em nenhuma. Há motivo especial para isso?

Divaldo: É que as pessoas não se aprofundaram em nenhuma delas. A questão não é adotar em cada época uma religião como ocorre com as modificações da moda. É deter-se para examiná-la em profundidade, porquanto as religiões não resolvem os nossos problemas, mas nos orientam como resolvê-los. Todas elas são boas, porque ensinam o bem. Sintonizamos, às vezes, com determinada metodologia ou sentimos maior afinidade com outra . . . Devemos, então, fazer uma auto-análise ao invés de mudarmos simplesmente de rótulo religioso sem a reformulação do comportamento interior. São muitos os que se convertem a uma religião, mas poucos os que se transformam interiormente.



AUMENTO DA POPULAÇÃO


Como se explica o aumento da população e o número de Espíritos necessários para atendê-las?

Divaldo Franco: A divindade cria sempre e sem cessar. A criação é dinâmica. Partindo-se das premissas de que vivemos num universo habitável e de que na Terra existe migração dos povos, logicamos haver também migração de Espíritos entre planetas. E não poderia ser diferente, porque Jesus afirmou, conforme João, 14:2 – “Na casa de meu Pai há muitas moradas.” É justo os residentes dessas moradas periodicamente se transfiram para outra, vindo também habitar temporariamente na Terra.

OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: Emmanuel, em seu livro A Caminho da Luz, nos dá informações valiosas a respeito da chamada raça adâmica, assunto que foi tratado igualmente por Kardec em A Gênese. Nesta obra, o Codificador, depois de aludir à questão das emigrações e imigrações coletivas de Espíritos de um mundo para outro, faz clara referência à raça adâmica no cap. XI, item 38: “De acordo com o ensino dos Espíritos, foi uma dessas grandes imigrações, ou se quiserem, uma dessas Colônias de Espíritos, vinda de outra esfera, que deu origem à raça simbolizada na pessoa de Adão e, por essa razão mesma, chamada raça adâmica. Quando ela aqui chegou, a Terra já estava povoada desde tempos imemoriais, como a América, quando aí chegaram os europeus”.



domingo, 4 de dezembro de 2011

MARTINHO LUTERO FOI O PRIMEIRO PROTESTANTE



O Monge Martinho Lutero protestou contra a igreja católica porque não aceitava a venda de indulgências. Por isso, foi excomungado. As indulgências eram como um passaporte para o céu. Qualquer crime e criminoso era perdoado mediante pagamento. Então, após ser expulso da igreja católica, Lutero fundou o primeiro Templo Protestante, hoje também denominado de Templo Evangélico. Ele retirou um exemplar da Bíblia de dentro da igreja católica para que o povo tivesse acesso. A doutrina luterana (Lutero) se difundiu, surgiram novos reformadores, como João Calvino, que “modificou” os princípios da doutrina de Lutero sob a influência da mentalidade capitalista do país que adotara como seu, a Suíça. Por corresponder aos interesses da burguesia, o calvinismo expandiu-se para os países onde o comércio era mais desenvolvido. Na França, os calvinistas ficaram conhecidos como huguenotes; na Inglaterra, como puritanos; na Escócia, como presbiterianos. Na Holanda, fundaram a Igreja Reformada. Assim, se dividiu a doutrina Protestante. Hoje, são mais de duas mil denominações e seus adeptos denominam-se protestantes, evangélicos ou crentes. Mas, enquanto essas religiões se atrasavam, o povo foi amadurecendo, e não está mais aceitando mistérios, estão buscando a luz da razão, a fé raciocinada, pois sem a luz da razão, a fé se enfraquece. “Buscai a verdade e a verdade vos libertará”, conselho de Jesus.

Texto de Rudymara







CRIANÇAS ÍNDIGO E CRISTAL NA VISÃO ESPÍRITA


Lee Carol e Jan Tober (que não são espíritas) lançaram em 1999 o livro "Crianças Índigo", nos Estados Unidos da América do Norte, narrando a epopéia de crianças especiais, denominadas Índigo, pela coloração azulada de suas auras, identificadas por vários médiuns e ainda não classificadas pela psicologia.
Em Salvador, na Bahia, na década de 1950, Divaldo Franco, psicofonicamente, recebeu do Espírito Ivon Costa, ex-tribuno espírita, mensagem denominada "Espíritas, reverenciai os berços". Ivon Costa afirmava que cinqüenta mil espíritos missionários e quinhentos vultos bíblicos e líderes do progresso humano estavam reencarnando para sustentar a fé e o bem na virada do milênio. Seriam os precursores do mundo de regeneração. E recomendou: "oferecei-lhes desde cedo a evangelização infanto juvenil para que recordem os compromissos assumidos com Jesus na imortalidade". Divaldo escolheu chamá-los de "Os Programados", identificando-os com o passar do tempo no Brasil e no Mundo. Mas, orienta: (...) São crianças que devemos educar apelando para a lógica, o bom tom. A criança deve ser orientada, esclarecida, repetidas vezes. Voltarmos aos dias da educação doméstica, quando nossas mães nos colocavam no colo, falavam conosco, ensinavam-nos a orar, orientavam-nos nas boas maneiras, nas técnicas de uma vida saudável, nos falavam de ternura e nos tornavam o coração muito doce, são os métodos para tratar as modernas crianças, todas elas, índigo, cristal ou não.
O perigo de classificarmos essas crianças é considerá-las seres privilegiados - pois o pior é que apenas algumas crianças são tidas como índigo ou cristal -, criando castas, de que os pais se orgulham e sobre as quais projetam seus desejos de grandeza. A identificação de possíveis crianças especiais é altamente problemática e mesmo prejudicial, porque suscita discriminações, classificações desvantajosas para outras, que não sejam assim consideradas, e para elas próprias, proporcionando um estímulo à vaidade.

Lembremos que Espírito com muita cultura não significa Espírito de grande evolução moral. Temos como exemplo Hither.   
Então, tenhamos bom senso.

Compilação de Rudymara

Imperdível. Nena Galvez e Eloisa Pires conversam sobre as crianças índigo e cristal:










sábado, 3 de dezembro de 2011

O NATAL DE CHICO XAVIER - história emocionante




A distribuição natalina que Chico Xavier promovia, juntamente com diversos amigos, há vários anos, desde os tempos de Pedro Leopoldo, inspirou diversos grupos espíritas de todo o Brasil. As chamadas "repartições" de Natal constituem hoje o cartão de apresentação do trabalho assistencial desenvolvido pelos espíritas.
No mês de Dezembro, jamantas carregadas de viveres, bolas, bonecas, roupas, doces, enxovais para recém-natos, etc., chegavam a Uberaba, procedentes de São Paulo, para a grande festa da fraternidade.
Cerca de 4.000 pessoas, entre adultos e crianças, eram beneficiadas pela distribuição sem que houvesse qualquer tumulto ou acontecimento deprimente.
O próprio Chico fazia questão de entregar simbolicamente, algum dinheiro aos irmãos que têm, igualmente, as suas mãos beijadas por ele.
Mas quem imagina que o Natal de Chico Xavier se restringia a essa grande distribuição que muitos interpretam erroneamente, estão equivocados.
Na véspera de Natal, na noite do dia 24, sem que ninguém o veja, Chico saía com reduzido número de amigos para visitar aqueles que nem sequer podem se locomover de seus barracos ...
Acobertado pelo manto da noite, percorria vários bairros carentes de Uberaba, visitando pessoalmente, em nome de Jesus, os doentes, as viúvas, os filhos do infortúnio oculto ...
Além de levar algum presente para cada um, Chico contava casos, sorria com eles, lembrava a sua infância, tomava café e, depois de orar, seguia em frente ...
Poucas pessoas sabem que Chico passa o Natal peregrinando. Enquanto muitos se reúnem em torno da mesa faustosa, sem qualquer crítica a eles, ou a nós, esse verdadeiro apóstolo de Jesus na Terra caminha quase solitário, levando um pouco de alegria aos lares e aos corações dos que enfrentam rudes provas.
Para muitos, Chico era um verdadeiro pai. Ainda há pouco tempo, uma senhora já bastante velhinha nos disse:
- O sêo Chico tem sido nem sei o que pra mim ... Deus é que vai abençoá ele pro resto da vida... Quando o meu marido morreu, mandei avisá ele ... Nóis num tinha dinheiro nem pro enterro ... Ele feiz tudo e mandô me dize que vai me interrá tumém ...
Chico não era só o médium missionário que conhecemos, cuja produção mediúnica não encontra similar no mundo inteiro, seja em volume ou em variedade de temas de incontestável qualidade; ele reconhecia que não basta estar empunhando lápis ou falando aqui e acolá ou tendo o seu nome nas páginas dos jornais... Na simplicidade de suas atitudes estava a grandeza do seu Espírito.
Se a vida de Chico nas páginas abertas é bonita, nas páginas que ninguém conhece, naquelas que só o Senhor pode ler, ela é muito mais, porquanto o seu amor pelo Cristo é algo que transcende, se perdendo na noite insondável dos séculos ...
O Natal de Chico Xavier era assim ...

Do livro CHICO XAVIER mediunidade e coração, de CARLOS ANTÔNIO BACCELLI