terça-feira, 15 de novembro de 2011

ANÁLIA FRANCO - biografia


Nascida na cidade de Resende, Estado do Rio de Janeiro, no dia 1o. de fevereiro de 1856, e desencarnada em S. Paulo, no dia 13 de janeiro de 1919.

Seu nome de solteira era Anália Emília Franco. Após consorciar- se em matrimônio com Francisco Antônio Bastos, seu nome passou a ser Anália Franco Bastos, entretanto, é mais conhecida por Anália Franco.

Com 16 anos de idade entrou num Concurso de Câmara dessa cidade e logrou aprovação para exercer o cargo de professora primária. Trabalhou como assistente de sua própria mãe durante algum tempo. Anteriormente a 1875 diplomou- se Normalista, em S. Paulo.

Foi após a Lei do Ventre Livre que sua verdadeira vocação se exteriorizou: a vocação literária. Já era por esse tempo notável como literata, jornalista e poetisa, entretanto, chegou ao seu conhecimento que os nascituros de escravas estavam previamente destinados à "Roda" da Santa Casa de Misericórdia. Já perambulavam, mendicantes, pelas estradas e pelas ruas, os negrinhos expulsos das fazendas por impróprios para o trabalho. Não eram, como até então "negociáveis", com seus pais e os adquirentes de cativos davam preferência às escravas que não tinham filhos no ventre. Anália escreveu, apelando para as mulheres fazendeiras. Trocou seu cargo na Capital de São Paulo por outro no Interior, a fim de socorrer as criancinhas necessitadas. Num bairro duma cidade do norte do Estado de S. Paulo conseguiu uma casa para instalar uma escola primária. Uma fazendeira rica lhe cedeu a casa escolar com uma condição, que foi frontalmente repelida por Anália: não deveria haver promiscuidade de crianças brancas e negras. Diante dessa condição humilhante foi recusada a gratuidade do uso da casa, passando a pagar um aluguel. A fazendeira guardou ressentimento à altivez da professora, porém, naquele local Anália inaugurou a sua primeira e original "Casa Maternal". Começou a receber todas as crianças que lhe batiam à porta, levadas por parentes ou apanhadas nas moitas e desvios dos caminhos. A fazendeira, abusando do prestígio político do marido, vendo que a sua casa, embora alugada, se transformara num albergue de negrinhos, resolveu acabar com aquele "escândalo" em sua fazenda. Promoveu diligências junto ao coronel e este conseguiu facilmente a remoção da professora. Anália foi para a cidade e alugou uma casa velha, pagando de seu bolso o aluguel correspondente à metade do seu ordenado. Como o restante era insuficiente para a alimentação das crianças, não trepidou em ir, pessoalmente, pedir esmolas para a meninada. Partiu de manhã, à pé, levando consigo o grupinho escuro que ela chamava, em seus escritos, de "meus alunos sem mães". Numa folha local anunciou que, ao lado da escola pública, havia um pequeno "abrigo" para as crianças desamparadas. A fama, nem sempre favorável da novel professora, encheu a cidade. A curiosidade popular tomou- se de espanto, num domingo de festa religiosa. Ela apareceu nas ruas com seus "alunos sem mães", em bando precatório. Moça e magra, modesta e altiva, aquela impressionante figura de mulher, que mendigava para filhos de escravas, tornou- se o escândalo do dia. Era uma mulher perigosa, na opinião de muitos. Seu afastamento da cidade principiou a ser objeto de consideração em rodas políticas, nas farmácias. Mas rugiu a seu favor um grupo de abolicionistas e republicanos, contra o grande grupo de católicos, escravocratas e monarquistas.

Com o decorrer do tempo, deixando algumas escolas maternais no Interior, veio para S. Paulo. Aqui entrou brilhantemente para o grupo abolicionista e republicano. Sua missão, porém, não era política. Sua preocupação maior era com as crianças desamparadas, o que a levou a fundar uma revista própria, intitulada "Álbum das Meninas", cujo primeiro número veio a lume a 30 de abril de 1898. O artigo de fundo tinha o título "Às mães e educadoras". Seu prestígio no seio do professorado já era grande quando surgiram a abolição da escravatura e a República. O advento dessa nova era encontrou Anália com dois grandes colégios gratuitos para meninas e meninos. E logo que as leis o permitiram, ela, secundada por vinte senhoras amigas, fundou o instituto educacional que se denominou "Associação Feminina Beneficente e Instrutiva", no dia 17 de novembro de 1901, com sede no Largo do Arouche, em S. Paulo.

Em seguida criou várias "Escolas Maternais" e "Escolas Elementares", instalando, com inauguração solene a 25 de janeiro de 1902, o "Liceu Feminino", que tinha por finalidade instruir e preparar professoras para a direção daquelas escolas, com o curso de dois anos para as professoras de "Escolas Maternais" e de três anos para as "Escolas Elementares".

Anália Franco publicou numerosos folhetos e opúsculos referentes aos cursos ministrados em suas escolas, tratados especiais sobre a infância, nos quais as professoras encontraram meios de desenvolver as faculdades afetivas e morais das crianças, instruindo- as ao mesmo tempo. O seu opúsculo "O Novo Manual Educativo", era dividido em três partes: Infância, Adolescência e Juventude.

Em 1o. de dezembro de 1903, passou a publicar "A Voz Maternal", revista mensal com a apreciável tiragem de 6.000 exemplares, impressos em oficinas próprias.

A Associação Feminina mantinha um Bazar na rua do Rosário n.o. 18, em S. Paulo, para a venda dos artefatos das suas oficinas, e uma sucursal desse estabelecimento na Ladeira do Piques n.o. 23.

Anália Franco mantinha Escolas Reunidas na Capital e Escolas Isoladas no Interior, Escolas Maternais, Creches na Capital e no Interior do Estado, Bibliotecas anexas às escolas, Escolas Profissionais, Arte Tipográfica, Curso de Escrituração Mercantil, Prática de Enfermagem e Arte Dentária, Línguas (francês, italiano, inglês e alemão); Música, Desenho, Pintura, Pedagogia, Costura, Bordados, Flores artificiais e Chapéus, num total de 37 instituições.

Era romancista, escritora, teatróloga e poetisa. Escreveu uma infinidade de livretos para a educação das crianças e para as Escolas, os quais são dignos de serem adotados nas Escolas públicas.

Era espírita fervorosa, revelando sempre inusitado interesse pelas coisas atinentes à Doutrina Espírita.

Produziu a sua vasta cultura três ótimos romances: "A Égide Materna", "A Filha do Artista", e "A Filha Adotiva". Foi autora de numerosas peças teatrais, de diálogos e de várias estrofes, destacando- se "Hino a Deus", "Hino a Ana Nery", "Minha Terra", "Hino a Jesus" e outros.

Em 1911 conseguiu, sem qualquer recurso financeiro, adquirir a "Chácara Paraíso". Eram 75 alqueires de terra, parte em matas e capoeiras e o restante ocupado com benfeitorias diversas, entre as quais um velho solar, ocupado durante longos anos por uma das mais notáveis figuras da História do Brasil: Diogo Antônio Feijó.

Nessa chácara fundou Anália Franco a "Colônia Regeneradora D. Romualdo", aproveitando o casarão, a estrebaria e a antiga senzala, internando ali sob direção feminina, os garotos mais aptos para a Lavoura, a horticultura e outras atividades agropastoris, recolhendo ainda moças desviadas, conseguindo assim regenerar centenas de mulheres.

A vasta sementeira de Anália Franco consistiu em 71 Escolas, 2 albergues, 1 colônia regeneradora para mulheres, 23 asilos para crianças órfãs, 1 Banda Musical Feminina, 1 orquestra, 1 Grupo Dramático, além de oficinas para manufatura de chapéus, flores artificiais, etc., em 24 cidades do Interior e da Capital.

Sua desencarnação ocorreu precisamente quando havia tomado a deliberação de ir ao Rio de Janeiro fundar mais uma instituição, idéia essa concretizada posteriormente pelo seu esposo, que ali fundou o "Asilo Anália Franco".

A obra de Anália Franco foi, incontestavelmente, uma das mais salientes e meritórias da História do Espiritismo.





AS 3 REVELAÇÕES DE DEUS

Jesus disse: "Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas vós não o podeis suportar agora." (Jo 16,12)
Nossa ignorância quanto à vida no mundo espiritual é como um véu que nos oculta a realidade, impedindo-nos de conhecer e entender o que ali se passa.
As informações que a respeito nos vêm do mundo espiritual são chamadas de revelações, porque levantam um pouco esse véu (revelar = tirar de sob o véu). E a Providência Divina as enseja, sempre que os seres humanos precisam saber algo indispensável ao seu progresso, mas não o conseguiriam sozinhos, pela sua própria inteligência ou percepção espiritual. Vejamos as 3 revelações:


 A 1ª REVELAÇÃO: OS 10 MANDAMENTOS QUE CHEGOU ATRAVÉS DE MOISÉS
Deus, Pai misericordioso e bom, sabia que estava no momento de mandar para os homens a 1ª Revelação Divina, através de um homem. Este homem chamou-se Moisés, que quer dizer: “SALVO DAS ÁGUAS.”
Ele recebeu este nome, porque naquele tempo, no Egito, havia um rei muito malvado que mandou matar todas as criancinhas israelitas.
Então, quando ele nasceu, sua mãe o colocou num cestinho no rio Nilo. Uma princesa encontrou-o e o “salvou das águas”, e resolveu criá-lo.
Moisés viveu no palácio do rei. Recebeu inspiração para subir ao Monte Sinai e pegar duas pedras. Lá no alto do Monte, através de sua mediunidade, apareceram os 10 mandamentos da Lei de Deus.
OBS: Mediunidade é a capacidade inata de comunicar-se com Espíritos desencarnados.
Os 10 mandamentos são:
1 – Amar a Deus sobre todas as coisas
2 – Não tomar o nome de Deus em vão
3 – Santificar o dia de Sábado
4 – Honrar Pai e Mãe
5 – Não matarás
6 – Não furtarás
7 – Não adulterarás
8 – Não dirás falso testemunho
9 – Não desejarás a mulher do próximo
10- Não cobiçarás

2ª REVELAÇÃO: A LEI DE AMOR QUE CHEGOU ATRAVÉS DE JESUS
Depois disso, muitos séculos se passaram e ainda faltava amor no coração das pessoas. Deus mandou então um Espírito já evoluído, de mais luz, para nos ensinar a amar os nossos pais, irmãos, primos, conhecidos e desconhecidos, até aqueles que nos prejudicam.
Esse Espírito encarnou como um homem chamado: JESUS.
Ele trouxe a 2ª Revelação Divina e resumiu as Leis que Moisés havia escrito por conta própria nos livros (Gênese, Êxodo, Levítico, Número e Deteuronomio), por apenas duas Leis: “AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO.”  Estes 5 livros escritos por Moisés era chamado de: A LEI
Jesus ensinava, consolava os aflitos, curava muitos doentes e dizia: “Não vim destruir A LEI.”
Como as pessoas respeitavam A LEI, Jesus quis explicar que Ele não veio para destruí-las, mas para continuar o que Moisés deixou. Principalmente os 10 mandamentos, que são as leis de Deus.

Explicando melhor: A LEI ( Gênese, Êxodo, Levítico, Número e Deteuronômio), são leis escritas por Moisés para controlar o povo da época, que era muito rebelde e teimoso. E os 10 MANDAMENTOS são leis escritas por Deus e recebidas por Moisés.

Devido às muitas curas realizadas por Jesus e seus ensinamentos de fraternidade, honestidade, as pessoas egoístas, desonestas e más quiseram crucificá-Lo. As palavras Dele incomodavam; não gostavam do que Ele falava, porque Ele chamava a atenção das pessoas más.
Mas não podiam crucificá-lo sem a permissão de Pilatos, que era representante do imperador romano.
Prenderam Jesus e O levaram a Pilatos. Este não via nada de mau em Jesus. Achava-O Bom e Justo. Então, Pilatos deixou o povo escolher um prisioneiro para ser solto. Colocou Jesus e Barrabás, um homem mal. Mas aquelas pessoas queriam crucificá-lo de qualquer maneira, então, escolheram Barrabás para ser solto. Pilatos não entendeu. Mas, com medo do povo se revoltar contra ele, lavou as mãos, para dizer: “não posso fazer mais nada.”
Pregaram Jesus numa cruz de madeira. Ali ele morreu. Mas suas últimas palavras foram: “Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem.”  Seu corpo morreu na cruz, mas Ele continua amparando as crianças e todas as pessoas. Com o tempo, muitos homens, por vaidade e orgulho, modificaram os ensinamentos de Jesus.

3ª REVELAÇÃO DIVINA: O ESPIRITISMO QUE CHEGOU ATRAVÉS DE MÉDIUNS, ORGANIZADO POR KARDEC E CUJA INFORMAÇÕES VIERAM DE ESPÍRITOS SUPERIORES
Como a humanidade precisava continuar seguindo o que Jesus ensinou para haver fraternidade, Deus então escolheu um homem bom, honesto e estudioso para publicar o que algumas pessoas do outro lado da vida (desencarnados) escreviam para as pessoas da vida em que nós estamos (encarnados), lerem. As pessoas precisavam despertar para a vida espiritual. Saber que a vida não começa no berço e não termina no túmulo. Enfim, saber que que ninguém morre. E que, se não seguirmos a lei divina teremos que renascer até quitarmos nossos débitos com ela. E esse homem encarnou com o nome de: HIPPOLYTE LÉON DENIZARD RIVAIL. Mais tarde ficou conhecido como Allan Kardec.
Ele e os Espíritos de Luz, através da mediunidade de psicografia trouxeram a 3ª Revelação Divina: O ESPIRITISMO.

O que é psicografia?
É a mediunidade que foi utilizada para os Espíritos responderem às perguntas que Kardec fazia. No começo, duas meninas seguravam uma cestinha com um lápis na ponta, e ela (a cestinha) escrevia textos científicos que nunca tinham aprendido. Depois, retiraram a cestinha e as médiuns passaram a segurar o lápis com as mãos, e as respostas eram dadas por escrito. O Espírito impulsiona as mãos da médium para escrever. Então, Kardec fez perguntas e muitos Espíritos responderam através das médiuns. Foi aí que nasceu o primeiro livro da codificação: O Livro dos Espíritos. Kardec não os escreveu, apenas organizou, questionou, mas as informações vieram de Espíritos mensageiros de Deus.  












domingo, 13 de novembro de 2011

OBJETIVO DA SESSÃO MEDIÚNICA - Divaldo Franco


Qual o objetivo de uma sessão mediúnica?

Divaldo: Uma sessão mediúnica é acima de tudo uma oportunidade de o indivíduo auto-reformar-se; de fazer silêncio para escutar as lições dos espíritos que nos vêm, depois da morte, chorando e sofrendo, sendo este um meio de evitar que caiamos em seus erros. Portanto, a reunião mediúnica é de relevante importância, porque aprendemos a conviver com a dor dos nossos companheiros que nos anteciparam na viagem de volta; aprendendo a tolerância. É também esquecer a ilusão de que nós estejamos ajudando os espíritos, uma vez que eles podem passar sem nós. No mundo dos espíritos, as Entidades Superiores promovem trabalhos de esclarecimento e de socorro em seu favor; nós, entretanto, necessitamos deles, mesmo dos sofredores, porque são a lição de advertência em nosso caminho, convidando-nos ao equilíbrio e à serenidade. Assim, vemos que a ajuda é recíproca.



sábado, 12 de novembro de 2011

A PORTA ESTREITA


“Entrai pela porta estreita, porque a porta da perdição é larga, e o caminho que a ela conduz é espaçoso, e há muitos que por ela entram. Como a porta da vida é pequena como o caminho que a ela conduz é estreito ! E como há poucos que a encontram !” (Mateus, VII, 13:14)

A porta da perdição é larga, porque as más paixões são numerosas, e o caminho do mal é freqüentado pela maioria. E da salvação, é estreita, porque o homem que quer transpô-la deve fazer grandes esforços sobre si mesmo para vencer as suas más tendências, e poucos a isso se resignam; é o complemento da máxima : Há muitos chamados e poucos escolhidos.

OBSERVAÇÃO: nos tempos atuais muitos buscam prosperar (materialmente) prejudicando companheiros de jornada: do trabalho, da família, o desconhecido, etc. Mentem, tramam, fofocam, prejudicam sem pensar nas conseqüências, igualam-se aos políticos que, são nas rodas das conversas, taxados de corruptos, larápios, etc. E assim, vemos os apaixonados pelo sexo, que traem suas esposas e vice-versa, adoecem com doenças sexualmente transmissíveis, fazem filhos indesejáveis, etc. Os que adoecem pelo vício nas drogas lícitas e ilícitas, pelo vício do ódio, do revide, do egoísmo, do orgulho e tantos sentimentos inferiores. Arrumamos tempo para "curtir a vida": festas, viagens, etc., mas não arrumamos tempo para fazer caridade ou frequentar a casa religiosa. Arrumamos dinheiro para comprar coisas que, muitas vezes, nem precisamos, mas negamos uma doação para ajudar alguém necessitado. Muitos só encontram tempo para a casa religiosa quando algum problema acontece em sua vida. Outros só começam um trabalho social quando perdem um ente querido, ficam doente ou uma tribulação acontece em sua vida. Por que não fizeram isso antes? Se buscaram o caminho que leva à porta estreita no momento da dor, é porque sabiam o caminho certo. Então, perguntemos amigos cristãos “Como vai nossa consciência?” “Como estamos nos comportando com o próximo e o distante?” “Basta dizer que somos cristãos para ultrapassar a porta estreita?”



sexta-feira, 11 de novembro de 2011

MORADAS ESPIRITUAIS - Divaldo Franco


O que são moradas espirituais?

Divaldo responde: são as construções, as habitações, as cidades de onde procedemos. André Luiz nos desvelou uma das milhares de cidades espirituais, que é Nosso Lar. Da mesma forma que iam sendo construídas as cidades físicas, aqueles mesmos desbravadores espirituais quando se desligavam da Terra pela desencarnação, começaram também a construir, no Mundo Cósmico, conglomerados correspondentes. Nosso Lar, por exemplo, é uma cidade com aproximadamente dois milhões de habitantes. Situa-se numa faixa que corresponde à área de Campos dos Goitacazes, passando por Cabo Frio e alcançando a cidade do Rio de Janeiro, mais ou menos a sessenta quilômetros de altitude da periferia da Terra. É uma cidade como outra qualquer, sendo que a energia mental modela-a, qual um raio laser pode atuar em transplantar uma imagem de um lugar para outro, em desbloquear um rim que esteja obstruído, uma artéria que esteja com coágulos . . . Ele os atravessa e logra a desobstrução desejada.

Desse modo, as moradas são as construções, são as nossas casas onde vivemos antes da reencarnação e para onde retornaremos.




segunda-feira, 7 de novembro de 2011

OBJETIVO E MISSÃO DO ESPIRITISMO - Divaldo Franco


Qual o principal objetivo do Espiritismo em relação a nós, encarnados, já que é uma Doutrina dos Espíritos ?
Divaldo responde: Ensinar que o estado de carne é transitório e que retornaremos à erraticidade, ou seja, o mundo espiritual. A nossa conduta de hoje é fruto do comportamento no passado; a nova vida de amanhã será conforme o procedimento no presente. Somos herdeiros dos próprios atos.

Qual a missão fundamental do Espiritismo?
Divaldo responde: O Espiritismo tem por missão fundamental, entre os homens, a reforma interior de cada um, fornecendo explicações ao porquê dos destinos, razão pela qual muitos conceitos usuais são por ele restaurados ou corrigidos, para que se faça luz nas consciências e consolo nos corações. Assim como o Cristo não veio destruir a Lei, porém cumpri-la, a Doutrina Espírita não veio desdizer os ensinos do Senhor, mas desenvolvê-los, completá-los e explicá-los “em termos claros e para toda a gente, quando foram ditos sob formas alegóricas.” Como recomendou Bezerra de Menezes: “Estude Kardec para viver Jesus.”


sábado, 5 de novembro de 2011

PURGATÓRIO NA VISÃO ESPÍRITA - Richard Simonetti


Que se deve entender por purgatório?
Resposta: Dores físicas e morais: o tempo da expiação. Quase sempre, na Terra é que fazeis o vosso purgatório e que Deus vos obriga a expiar as vossas faltas. (Questão 1013)
O purgatório não está na Bíblia, foi criado pelo catolicismo para resolver um problema teológico: a salvação.
O purgatório para eles seria uma região no Além onde estagiam as almas que, embora arrependidas e “na graça de Deus”, ou seja, por se submeterem a sacramentos religiosos (batismo, crisma, etc.), não são suficientemente puras para elevarem-se ao Céu, nem tão ruins para merecerem o inferno. Morrem abençoadas, mas não perdoadas.
Em torno dessa idéia central criou-se toda uma mitologia, com crendices que circulou durante a Idade Média, servindo de instrumento para exploração da ingenuidade popular.
Como o catolicismo pregava que aquele que fosse para o inferno de lá não sairia mais (penas eternas), o purgatório seria a região onde os, nem tão bons e nem tão ruins, teriam a chance de serem julgados para ver se iriam para o céu ou para o inferno. E o critério para este julgamento estava nas mãos dos parentes aqui na Terra. Assim foi criado a Doutrina das Indulgências que permitia às famílias abastadas (ricas) promover a transferência de seus mortos do purgatório para o céu, mediante a doação de largas somas de dinheiro às organizações religiosas. Quem adquirisse “relíquias” (supostamente parte do corpo de um santo – osso, dente, cabelos, unhas – ou qualquer objeto que tenha usado ou que tocou seu cadáver), compradas a peso de ouro, o efeito seria mais seguro.
As “relíquias” prestavam-se a vergonhosas fraudes. Como poderiam os fiéis saber se eram autênticos pedaços da cruz onde foi sacrificado Jesus, os cabelos de Pedro, as sandálias de Paulo ou as pedras que imolaram Estevão?
No folclore religioso existe até mesmo a idéia de que é interessante pedir ajuda às almas do purgatório para resolver nossas dificuldades, pois estas estariam sempre dispostas a nos ajudar, a fim de acumularem méritos suficientes para se livrarem de suas penas.
As “penas eternas” é uma aberração teológica incompatível com a justiça e a misericórdia de Deus. Se o arrependimento no momento da morte livra o indivíduo do inferno, levando-o ao purgatório, por que Deus não perdoaria os impenitentes que encontram-se no inferno? Afinal, a experiência demonstra que, ante sofrimentos prolongados, mesmo os indivíduos mais rebeldes acabam modificando suas disposições.

ENTÃO, O QUE É PURGATÓRIO PARA OS ESPÍRITAS?
Então, nós espíritas, entendemos por purgatório, as dores físicas e morais: o tempo da expiação. Tempo onde carregamos as cruzes confeccionadas por nós ao transgredirmos as leis divinas. Quase sempre, é na Terra que fazemos o nosso purgatório, ou seja, que expiamos (resgatamos) as nossas faltas. Purgatório significa purgação, purificação. O purgante é o remédio que limpa o organismo. E as dores e aflições é o purgante que limpa a alma das transgressões à Lei Divina. Podemos dizer que, o caminho mais rápido e seguro entre o purgatório e o Céu, é “O PRÓXIMO”. Na medida em que estivermos dispostos a respeitar, ajudar, compreender e amparar aqueles que nos rodeiam, seja o familiar, o colega de serviço, o amigo, o indigente, o doente, estaremos habilitando-nos à felicidade, contribuindo para que ela se estenda sobre o Mundo. Portanto, não nos elevaremos se não tivermos dispostos a auxiliar os companheiros que conosco estagiam no purgatório terrestre.