sexta-feira, 11 de novembro de 2011

MORADAS ESPIRITUAIS - Divaldo Franco


O que são moradas espirituais?

Divaldo responde: são as construções, as habitações, as cidades de onde procedemos. André Luiz nos desvelou uma das milhares de cidades espirituais, que é Nosso Lar. Da mesma forma que iam sendo construídas as cidades físicas, aqueles mesmos desbravadores espirituais quando se desligavam da Terra pela desencarnação, começaram também a construir, no Mundo Cósmico, conglomerados correspondentes. Nosso Lar, por exemplo, é uma cidade com aproximadamente dois milhões de habitantes. Situa-se numa faixa que corresponde à área de Campos dos Goitacazes, passando por Cabo Frio e alcançando a cidade do Rio de Janeiro, mais ou menos a sessenta quilômetros de altitude da periferia da Terra. É uma cidade como outra qualquer, sendo que a energia mental modela-a, qual um raio laser pode atuar em transplantar uma imagem de um lugar para outro, em desbloquear um rim que esteja obstruído, uma artéria que esteja com coágulos . . . Ele os atravessa e logra a desobstrução desejada.

Desse modo, as moradas são as construções, são as nossas casas onde vivemos antes da reencarnação e para onde retornaremos.




segunda-feira, 7 de novembro de 2011

OBJETIVO E MISSÃO DO ESPIRITISMO - Divaldo Franco


Qual o principal objetivo do Espiritismo em relação a nós, encarnados, já que é uma Doutrina dos Espíritos ?
Divaldo responde: Ensinar que o estado de carne é transitório e que retornaremos à erraticidade, ou seja, o mundo espiritual. A nossa conduta de hoje é fruto do comportamento no passado; a nova vida de amanhã será conforme o procedimento no presente. Somos herdeiros dos próprios atos.

Qual a missão fundamental do Espiritismo?
Divaldo responde: O Espiritismo tem por missão fundamental, entre os homens, a reforma interior de cada um, fornecendo explicações ao porquê dos destinos, razão pela qual muitos conceitos usuais são por ele restaurados ou corrigidos, para que se faça luz nas consciências e consolo nos corações. Assim como o Cristo não veio destruir a Lei, porém cumpri-la, a Doutrina Espírita não veio desdizer os ensinos do Senhor, mas desenvolvê-los, completá-los e explicá-los “em termos claros e para toda a gente, quando foram ditos sob formas alegóricas.” Como recomendou Bezerra de Menezes: “Estude Kardec para viver Jesus.”


sábado, 5 de novembro de 2011

PURGATÓRIO NA VISÃO ESPÍRITA - Richard Simonetti


Que se deve entender por purgatório?
Resposta: Dores físicas e morais: o tempo da expiação. Quase sempre, na Terra é que fazeis o vosso purgatório e que Deus vos obriga a expiar as vossas faltas. (Questão 1013)
O purgatório não está na Bíblia, foi criado pelo catolicismo para resolver um problema teológico: a salvação.
O purgatório para eles seria uma região no Além onde estagiam as almas que, embora arrependidas e “na graça de Deus”, ou seja, por se submeterem a sacramentos religiosos (batismo, crisma, etc.), não são suficientemente puras para elevarem-se ao Céu, nem tão ruins para merecerem o inferno. Morrem abençoadas, mas não perdoadas.
Em torno dessa idéia central criou-se toda uma mitologia, com crendices que circulou durante a Idade Média, servindo de instrumento para exploração da ingenuidade popular.
Como o catolicismo pregava que aquele que fosse para o inferno de lá não sairia mais (penas eternas), o purgatório seria a região onde os, nem tão bons e nem tão ruins, teriam a chance de serem julgados para ver se iriam para o céu ou para o inferno. E o critério para este julgamento estava nas mãos dos parentes aqui na Terra. Assim foi criado a Doutrina das Indulgências que permitia às famílias abastadas (ricas) promover a transferência de seus mortos do purgatório para o céu, mediante a doação de largas somas de dinheiro às organizações religiosas. Quem adquirisse “relíquias” (supostamente parte do corpo de um santo – osso, dente, cabelos, unhas – ou qualquer objeto que tenha usado ou que tocou seu cadáver), compradas a peso de ouro, o efeito seria mais seguro.
As “relíquias” prestavam-se a vergonhosas fraudes. Como poderiam os fiéis saber se eram autênticos pedaços da cruz onde foi sacrificado Jesus, os cabelos de Pedro, as sandálias de Paulo ou as pedras que imolaram Estevão?
No folclore religioso existe até mesmo a idéia de que é interessante pedir ajuda às almas do purgatório para resolver nossas dificuldades, pois estas estariam sempre dispostas a nos ajudar, a fim de acumularem méritos suficientes para se livrarem de suas penas.
As “penas eternas” é uma aberração teológica incompatível com a justiça e a misericórdia de Deus. Se o arrependimento no momento da morte livra o indivíduo do inferno, levando-o ao purgatório, por que Deus não perdoaria os impenitentes que encontram-se no inferno? Afinal, a experiência demonstra que, ante sofrimentos prolongados, mesmo os indivíduos mais rebeldes acabam modificando suas disposições.

ENTÃO, O QUE É PURGATÓRIO PARA OS ESPÍRITAS?
Então, nós espíritas, entendemos por purgatório, as dores físicas e morais: o tempo da expiação. Tempo onde carregamos as cruzes confeccionadas por nós ao transgredirmos as leis divinas. Quase sempre, é na Terra que fazemos o nosso purgatório, ou seja, que expiamos (resgatamos) as nossas faltas. Purgatório significa purgação, purificação. O purgante é o remédio que limpa o organismo. E as dores e aflições é o purgante que limpa a alma das transgressões à Lei Divina. Podemos dizer que, o caminho mais rápido e seguro entre o purgatório e o Céu, é “O PRÓXIMO”. Na medida em que estivermos dispostos a respeitar, ajudar, compreender e amparar aqueles que nos rodeiam, seja o familiar, o colega de serviço, o amigo, o indigente, o doente, estaremos habilitando-nos à felicidade, contribuindo para que ela se estenda sobre o Mundo. Portanto, não nos elevaremos se não tivermos dispostos a auxiliar os companheiros que conosco estagiam no purgatório terrestre.





terça-feira, 1 de novembro de 2011

REENCONTRO COM OS ENTES QUERIDOS APÓS A DESENCARNAÇÃO


Pergunta 286: “A alma, ao deixar o corpo logo após a morte, vê imediatamente parentes e amigos que precederam no mundo dos Espíritos?”
Resposta: Imediatamente não é bem a palavra. Como já dissemos, ela precisa de algum tempo para reconhecer seu estado e se desprender da matéria.
Observação: Cada desencarnação é diferente da outra. Lembremos o caso de André Luiz que, ao desencarnar foi para o Umbral e lá ficou por 8 anos. E ao ser resgatado e levado para Nosso Lar levou algum tempo para receber a visita da mãe que estava em um plano superior ao dele.
Pergunta 289: “Nossos parentes e amigos vêm “algumas vezes” ao nosso encontro quando deixamos a Terra?
Resposta: Sim, eles vêm ao encontro da alma que estimam. Felicitam-na como no retorno de uma viagem, se ela escapou dos perigos do caminho, e a ajudam a se despojar dos laços corporais. É a concessão de uma graça para os bons Espíritos quando aqueles que amam vêm ao seu encontro, enquanto o infame, o mau, sente-se isolado ou é apenas rodeado por Espíritos semelhantes a ele: é uma punição.
Observação: A pergunta é clara, diz “algumas vezes” e os Espíritos explicam que nem todos são recebidos pelos parentes e amigos, porque não fizeram por merecer.
Exemplo: No livro O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, 2ª parte, capítulo V, há um relato de uma mãe que se suicidou logo após a desencarnação de seu filho. Sua intenção era acompanhá-lo. Mas não aconteceu o esperado:
Em março de 1865, um jovem de 21 anos de idade, que estava gravemente enfermo, prevendo o desenlace, chamou sua mãe e teve forças ainda para abraçá-la. Esta, vertendo lágrimas, disse-lhe: "Vai, meu filho, precede-me, que não tardarei a seguir-te". Dito isto, retirou-se, escondendo o rosto entre as mãos.
Morto o doente, procuraram-na por toda a casa e foram encontrá-la enforcada num celeiro. O enterro da suicida foi juntamente feito com o do filho.
Quando evocaram o rapaz, este disse que sabia do suicídio da mãe, e que esta, retardou indefinidamente uma reunião que tão pronta teria sido se sua alma se conformasse submissa às vontades do Senhor. Disse ele: "Pobre, excelente mãe! Não pôde suportar a prova dessa separação momentânea . . ." e aconselhou: "Mães, que me ouvis, quando a agonia empanar o olhar dos vossos filhos, lembrai-vos de que, como o Cristo, eles sobem ao cimo do Calvário, donde deverão alçar-se à glória eterna."
Quando evocaram a mãe, esta gritava: "Quero ver meu filho . . ." Quero-o, porque me pertence! . . ." ". . . Nada vale o amor materno? Tê-lo carregado no ventre por nove meses; tê-lo amamentado; nutrido a carne da sua carne; sangue do meu sangue; guiado os seus passos; ensinado a balbuciar o sagrado nome Deus e o doce nome mãe; ter feito dele um homem cheio de atividade, de inteligência, de probidade, de amor filial, para perde-lo quando realizava as esperanças concebidas a seu respeito, quando brilhante futuro se lhe antolhava! Não, Deus não é justo; não é o Deus das mães, não lhes compreende as dores e desesperos . . ." ". . . Meu filho! Meu filho, onde estás?"
Esta mãe, buscou um triste recurso para se reunir ao filho. O suicídio é um crime aos olhos de Deus, e devemos saber que as Leis de Deus punem toda infração. A ausência do filho é a punição desta mãe.
Pergunta 290: “Os parentes e amigos sempre se reúnem depois da morte?”
Resposta: Isso depende de sua elevação e do caminho que seguem para seu adiantamento. Se um deles é mais avançado e marcha mais rápido do que o outro, não poderão permanecer juntos. Poderão se ver algumas vezes, mas somente estarão para sempre reunidos quando marcharem lado a lado, ou quando atingirem a igualdade na perfeição. Além disso, a impossibilidade de ver seus parentes e seus amigos é, algumas vezes, uma punição.
Observação: Quando estamos no mesmo grau de elevação e os que desencarnaram antes de nós não reencarnaram poderemos nos reunir "temporariamente". Se reencarnamos várias vezes, como reunir as famílias de todas as encarnações? Por isso, quando a reunião é possível, esta é temporária. A evolução necessita da reencarnação, desse vai e vem no corpo físico.


"SE A NOSSA ESPERANÇA EM CRISTO SE LIMITA APENAS A ESTA VIDA, SOMOS OS MAIS INFELIZES DE TODOS OS HOMENS." - ( Coríntios: 1519)


(Questões do O Livro dos Espíritos - observações de Rudymara)


SUICÍDIO - Desgosto da Vida


Na questão 943, de O Livro dos Espíritos, Kardec indagava qual seria a causa do desgosto pela vida que se apoderava de certas pessoas sem causa aparente. Ao que os Espíritos responderam: “Efeito da ociosidade, da falta de fé, e, às vezes, da saciedade (...).” Analisemos individualmente cada item:

OCIOSIDADE: começa pela atitude mental invigilante, uma vez que, ao mantermos a mente vazia de pensamentos nobres, estaremos oferecendo vasto campo a expressões mentais intrusas de baixo teor, mormente aquelas que sinalizam para o desprezo pelo maravilhoso dom da vida. Ociosidade no campo mental que se transforma facilmente em inércia física, tornando a vida um campo infértil tomado por ervas daninhas como os obsessores. Eis a razão pela qual as estatísticas demonstram que a incidência do suicídio é maior entre pessoas desempregadas ou voluntariamente entregues a inação (falta de ação, de trabalho, é a inércia). Joanna de Ângelis nos recomenda que: “Tomemos cuidado com a hora vazia, sem objetivo, sem atividade. Cabeça ociosa é perigo a vista. Mãos desocupadas facultam o desequilíbrio que se instala. Preenche-a com uma leitura salutar, ou uma conversação positiva, ou trabalho que aguarda oportunidade para execução, ou uma ação que te proporcione prazer . . . O homem, quanto mais preenche os espaços mentais com as idéias do bem, mediante o estudo, a ação ou a reflexão, mais aumenta a sua capacidade e conquista mais amplos recursos para o progresso. Estabelece um programa de realizações e visitas para os teus intervalos mentais, nas tuas horas vazias, e te enriquecerás de desconhecidos tesouros de alegria e paz. Hora Vazia, nunca!”

FALTA DE FÉ: A fé é perseverante, remove montanhas de dificuldades, estimula esperança, calma, paciência, sabe esperar porque apóia na inteligência e na compreensão das coisas; e a falta dela produz incerteza, hesitação, revolta, enfraquece diante dos adversários e obstáculos; sem ela a pessoa nem procura os meios de vencer os obstáculos, porque não crê na possibilidade de vitória, na continuidade da vida após a desencarnação e nem na infalibilidade das leis divinas.
Na Suíça, o suicídio assistido foi legalizado, que consiste no seguinte: alguém que sofre de um mal irreversível qualquer solicita o auxílio de um médico, que, então, lhe prescreve determinado medicamento, em expressiva dosagem, que lhe permita desencarnar “suavemente” em alguns poucos minutos. A única condição que a lei impõe para esse tipo de suicídio é que o próprio paciente ministre em si mesmo o medicamento letal. Ou seja, o médico deve se limitar a assistir passivamente a morte lenta e gradual daquele cuja vida ele deveria preservar. Dados estatísticos demonstram que, em dez anos dessa prática vergonhosa, o número de suicídios simplesmente triplicou naquele país, já que pessoas de nações vizinhas têm se deslocado até a Suiça para se matarem em “grande estilo”.

SACIEDADE: A ONU publicou recentemente um documento em que situou a Suécia (seguida da Noruega e da Finlândia) como o país que oferece a melhor qualidade de vida da Terra, já que, por lá, questões como desemprego, fome e miséria são praticamente inexistentes. Contudo, aqueles três países registram, na ordem referida, os maiores índices de suicídio do planeta. MAS, POR QUE RAZÃO? Vejamos: A revista Isto É, edição de 28/01/2004, publicou uma reportagem bastante interessante sobre uma norueguesa de nome Clara Karoliussem que, após viver por mais de cinco anos em Santos (SP), preparava-se para retornar ao seu país de origem, curiosamente, contra sua vontade, pois afirmava que, no Brasil, ela comemorava cada vitória, fruto de muito trabalho, o que não ocorria em seu país de origem, onde, em suas palavras, tudo vêm de mãos beijadas, razão pela qual não existe a satisfação íntima da conquista.
Pode-se dizer, então, que as altas taxas de suicídio verificadas naquele país decorrem da saciedade mal vivenciada de alguém que, tendo conquistado tudo que a vida pode lhe oferecer, no sentido material, passa a sentir um desconcertante vazio, decorrente da falta de perspectivas para o futuro. De fato, a saciedade material, destituída de um certo respaldo espiritual, é uma das grandes causas do desgosto pela vida.
Ressalte-se que o Brasil, com tantas mazelas sociais, surge no cenário mundial das estatísticas do suicídio apenas na 71ª (septuagésima primeira) posição, certamente em decorrência do profundo sentimento de religiosidade dos brasileiros. Então, podemos dizer que, o vínculo com uma religião é importante para desenvolvermos o respeito pela vida do próximo e pela nossa também.
E a Doutrina Espírita, na condição de Consolador Prometido por Jesus, nos alerta sobre as gravíssimas conseqüências do suicídio, no plano espiritual e nas vidas sucessivas, auxiliando-nos a repelir sugestões infelizes, tão logo se apresentem em nossa tela mental. Oferece-nos, ainda, depoimentos mediúnicos dos próprios suicidas, que nos atestam a grande frustração pela qual passaram ao se defrontarem, no além, com uma realidade muito mais terrível do que aquela que vivenciavam na Terra, justamente por terem cometido o grande engano de julgar que, ao darem fim às suas vidas carnais, estariam, também, eliminando a inextinguível essência divina que somos todos nós. Portanto, não se mate, você não morre.

COMPILAÇÃO DE RUDYMARA


Leia também os textos:

SUICÍDIO - Para onde vai o suicida?
http://grupoallankardec.blogspot.com/2010/01/para-onde-vai-o-suicida.html

RESUMO DO LIVRO "MEMÓRIAS DE UM SUICIDA"

http://grupoallankardec.blogspot.com/2010/03/resumo-do-livro-memorias-de-um-suicida.html





OBSERVAÇÃO: CLIQUE AQUI E BAIXE A APOSTILA SOBRE SUICÍDIO  http://bvespirita.com/Apostila%2011%20-%20Suic%C3%ADdio%20(Grupo%20de%20Estudo%20Allan%20Kardec).pdf



 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

EMMANUEL E LÍVIA - Há dois mil anos



Como ser feliz se os problemas familiares nos impedem de amar os filhos, o cônjuge e outros membros da família?
Divaldo responde: Não há problema que nos impeça de amar. Exceto se nosso amor é muito frágil. Onde qualquer perturbação esfacela. Se nós vivemos numa família desestruturada, estamos numa prova. Aí é que nosso amor deve manter a sua legitimidade. Aí é que devemos experimentar o amor, exatamente onde ele é necessário. Quando eu li o livro “HÁ 2000 MIL ANOS” meditei no calvário de Lívia Lentulus, a mulher de Emmanuel, que na época chamava-se Públius Lentulus. Ela foi vítima de uma calúnia (traição) onde ele se afastou do leito conjugal por 25 anos. E ela, cristã, manteve a dignidade. Isso que é o cristianismo: ela nunca reclamou; nunca lhe perguntou “por que” e nunca o hostilizou. Mas ele, (apesar de não estar no livro), permitiu-se licenças com outras companhias (saía com outras mulheres). Mas ela manteve-se fiel até o dia que ela trocou de roupa com Ana, a escrava que estava presa no circo romano, e mandou que se fosse para morrer na arena no lugar da escrava para testemunhar Jesus. Públius estava sentado ao lado do imperador e quando as feras (leões) avançaram pela a arena ela olha para ele e ele a reconhece. Era tarde. Então, ele gastou alguns séculos para reconquistá-la renascendo após algumas provações. No livro “50 ANOS DEPOIS” ele narra uma; em “AVE-CRISTO” ele narra outra; depois em “RENÚNCIA”; até quando ele reencarna no Brasil como Manuel da Nóbrega. E na Bahia, ao lado de Anchieta ele dá a vida pelos povos silvícolas (os índios) e morre de beribéri para mais tarde assumir esta tarefa grandiosa do missionário do Evangelho. Ninguém desbravou o Evangelho com tanta beleza como Emmanuel pela psicografia do apóstolo Chico Xavier.
Um dia, Emmanuel contou a Chico Xavier que aos domingos ele reservava-se para visitar Lívia que estava num plano muito elevado e também para desintoxicar-se dos fluidos da Terra. Por que Lívia nunca mais reencarnou. Então, valeram os 25 anos. As nossas resistências são muito frágeis. Qualquer coisa nos desequilibra, mas a nossa fé deve ser robusta para nos tornar resistentes à todos os desafios e problemas.

Observação de Rudymara: Vemos muitos cristãos, mas poucas atitudes cristãs. No primeiro deslize do cônjuge ou de alguém de sua convivência “revida” ou “paga com a mesma moeda”. Isto não é uma atitude cristã. O Cristo pediu que perdoássemos sempre e o revide é sinal que ainda não aprendemos a perdoar. O Cristo também ensinou a dar a outra face quando alguém ferir uma delas, ou seja, quando alguém mostrar a face da violência, do orgulho ferido, da vaidade mesquinha, da promiscuidade, do vício, oferece-lhe a face da paz, da confiança no bem, da vitória do amor, do equilíbrio, da dignidade. O Cristo pediu que retribuíssemos o mal que nos fazem com o bem. Porque, um deslize perante as leis divinas pode acarretar séculos de reparação como aconteceu com Emmanuel.



domingo, 30 de outubro de 2011

PEDRO NÃO FOI O PRIMEIRO PAPA DA IGREJA CATÓLICA


 
Para a igreja católica o primeiro Papa foi o apóstolo Pedro, um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo. Nascido em 10 a.C, e que exerceu seu pontificado entre os anos 30 e 67 d.C. Ele tem uma grande importância para os católicos, pois é considerado o fundador, junto com o apóstolo Paulo, da Igreja. Eles se baseiam no trecho evangélico onde o Cristo disse: “És Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”. Mas a história diz que o catolicismo romano nasceu somente em 325 d.C. com o concílio de Nicéia, promovido por Constantino, imperador de Roma. Ela recebeu esse nome em 381 com o imperador Teodósio. A história revela que o papado foi instituído com fins políticos e o teve início, segundo Emmanuel revela no livro "A Caminho da Luz", em 607. Antes disso não havia o chefe supremo de todas as igrejas, pois as igrejas eram independentes. Foi somente em 607 que o Imperador Focas deu ao Papa Bonifácio III o título de BISPO UNIVERSAL DE TODAS AS IGREJAS CRISTÃS, caracterizando, portanto o início da instituição do papado.
Segundo Emmanuel, a instituição do papado foi uma vitória das trevas, ou seja, da entidades espirituais que querem impedir a evolução da Terra.

Observação: "Igreja" no contexto bíblico pode designar reunião de pessoas, sem estar necessariamente associado a uma edificação ou a uma doutrina específica.
ONDE SURGIU O TERMO "PEDRA"?

Therezinha Oliveira: Quando Simão Pedro foi apresentado a Jesus este disse: “Tu és Simão, o filho de Jonas: tu serás chamado Cefas.” E a palavra “CEFAS”, em aramaico, significa “PEDRA” e é um substantivo masculino. Ao traduzirem para o grego, como não tinham o masculino de pedra, criaram um neologismo “PETROS”. Daí veio para o latim: Petrus; e para o português: Pedro.

MAS, POR QUE JESUS DIZ QUE SIMÃO PASSARIA A SER CHAMADO "PEDRA"?

Therezinha Oliveira: Os israelitas costumavam assinalar com pedras os locais onde se haviam dado manifestações espirituais. Elas eram marco de presença espiritual. Pedro iria se revelar excelente médium, servindo muitas vezes como marco de grandes manifestações espirituais. A partir de então, no agrupamento cristão, Simão bar Jonas (filho de Jonas) passou a ser chamado Simão Pedro (a pedra) ou, simplesmente, Cefas (a Pedra), Pedro.

O QUE SIGNIFICAM, NA REALIDADE, AS CHAVES DO REINO DOS CÉUS?
Paulo A Godoy: (...) As chaves do Reino dos Céus, prometidas por Jesus Cristo, são simbolizadas na sabedoria, nas obras meritórias, na evolução espiritual, na reforma íntima, pois, sem esses atributos ninguém terá possibilidades de ascender aos páramos de luz que os homens denominam Céus. Quem tiver obedecido às ordenações de Jesus Cristo no sentido de acumular um tesouro nos Céus, onde os ladrões não roubam nem a ferrugem consome, certamente terá garantida a posse dessas chaves. Todo aquele que pautar seus atos nos moldes dos ensinamentos legados por Jesus, todo aquele que viver os ensinamentos evangélicos, estará apto a conquistar esse decantado reino. A vivência dos preceitos ensinados pelo Cristo propiciará a todos aqueles que os assimilarem a oportunidade de viverem as qualidades intrínsecas que lhes possibilitarão o acesso a essas regiões elevadas. Eles entrarão realmente na posse das chaves para a conquista desse tão almejado Reino (...)

Compilação de Rudymara

 
 
 
Observação: Pedro era um pescador, simples, sem trono, cálice de ouro e roupas finas.  E Jesus pregava nas ruas e praças, não tinha templo de pedra. Não tinha religião. Pregava os ensinamentos divinos sem dar denominação. Apenas designou aos seus seguidores que propagassem seus ensinamentos. Mais tarde, os homens, por interesses vários, criaram denominações religiosas. Deram suas interpretações, criando separações, vaidade, orgulho, posse, ostentação, guerras, enfim, deturparam o cerne dos ensinamentos.   
 




 



sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ARREBATAMENTO DE ELIAS

ELIAS FOI ARREBATADO DE CORPO E ALMA PARA O CÉU?

“Ora, enquanto seguiam pela estrada conversando, de repente apareceu um carro de fogo com cavalos também de fogo, separando-os um do outro, e Elias subiu para o céu no turbilhão”
(2 Reis 2,11). Depois disso procuraram Elias por todos os lugares e não o encontraram.
Acreditar no arrebatamento de Elias de corpo e alma para o céu só para negar que João Batista foi Elias reencarnado é desconsiderar o que Jesus disse: “...digo-vos que Elias já veio (reencarnou), e não o reconheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram...” e o que Paulo afirmou: “...a carne e o sangue não podem possuir o Reino de Deus...”. Afinal, como disse João (6:63): "O Espírito que vivifica; a carne para nada aproveita."
Numa outra passagem diz que: “O espírito de Elias repousou sobre Eliseu” (2 Reis, v.15). Aqui fica comprovado que Elias morreu (desencarnou) e que se comunicou mediunicamente através de Eliseu. Assim como muitos Espíritos "repousaram" sobre Chico Xavier.

Quanto ao carro de fogo com cavalos também de fogo, fica difícil interpretar a imaginação de uma pessoa daquela época que viu, talvez, um transporte do mundo espiritual. O povo da época só conhecia carroças e carruagens como meio de transporte. Como descreveriam um aeróbus, por exemplo? Certamente com muita euforia e exagero. No livro "Transição Planetária", o Espírito Manoel Philomeno de Miranda conta no cap. 8 "Socorros Inesperados" que interrompeu um diálogo porque "naquele instante, havia parado a regular distância um veículo do qual saltaram alguns lidadores do Bem que se aproximaram(...) Diversos desses operários da caridade adentraram-se em nosso campo de socorro e passaram a assistir os sofredores, conduzindo-os, um a um, ao transporte que pairava no ar, a um metro, mais ou menos, acima do solo(...) O responsável pela condução agradeceu ao nosso mentor e, de imediato, a nave decolou com velocidade, seguindo o roteiro estabelecido." Chico Xavier durante o sono foi levado no Nosso Lar e lá andou no aeróbus e disse que “tal veículo era necessário por causa das várias camadas psíquicas e magnéticas da Terra, nas quais o Espírito, que não tem habilidade para volitar (flutuar), não conseguiria atravessá-las, semelhante a uma barreira atmosférica para nós outros, os encarnados.” Talvez tenha sido um desses veículos que transportou Elias em Espirito e corpo perispiritual para o plano espiritual.

Muitos dizem também que Moisés não morreu, mas foi levado por Deus como aconteceu com Enoque e Elias e que Deus escondeu seu corpo para que ninguém o achasse. Afinal, o que aconteceu de verdade?
Basta ler o relato da morte de Moisés: “Assim, morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe, segundo a palavra do Senhor. Este o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor; e ninguém sabe, até hoje, o lugar da sua sepultura. Tinha Moisés a idade de cento e vinte anos quando morreu; não se lhe escureceram os olhos, nem se lhe abateu o vigor.” (Dt. 34:5-7). Por que a dúvida? Está mais do que claro que ele morreu (desencarnou). Se Moisés e Elias foram de corpo e alma para o céu, como aparecem em Espírito no Monte Tabor (transfiguração) para conversar com Jesus? Da mesma forma que Jesus apareceu após sua morte (desencarnação), materializados.

"Pela fé Enoque foi trasladado (transportado) para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus" (Heb. 11:5). Aqui não diz que ele foi transportado de corpo e alma. O ser humano sempre precisou de imagens e figuras que impressionam sua imaginação.

O que observo nos quatro relatos é que a Espiritualidade se preocupou em ocultar o corpo físico deles. Por que isso foi feito? Talvez para evitar que os homens dessem demasiada importância aos restos mortais de todos eles e os arrastamentos de cá para lá, gerando disputas, vãs exibições e comercialização, como fizeram com as relíquias de alguns dos chamados santos. Não é a carne deles que precisamos reverenciar e amar. São seus ensinamentos preciosos que devemos observar e seguir. A eles fica nossa admiração e agradecimento.
Maria T Compri no livro Evangelho no Lar, no capítulo IV, diz: “A uma pergunta feita a Chico Xavier, sobre o que os Espíritos dizem a respeito da natureza do corpo de Jesus, ele respondeu:
- Jesus é como o Sol num dia de céu azul, e nós somos apenas palitos de fósforo acesos, à hora do meio-dia. O que é importante saber, e discutir, é sobre os seus ensinamentos e sua Vivência Gloriosa.
De fato, a Humanidade tem deixado de lado os Ensinamentos Morais do Cristo, para discutir coisas que em nada nos modifica as disposições interiores, como seja a natureza do corpo de Jesus, como Ele conseguiu ficar quarenta dias com os apóstolos, o que foi feito de seu corpo, após a ressurreição etc. Somos ainda pequeninos “palitos de fósforo acesos, à hora do meio-dia”, e distantes nos encontramos de absorvermos todas as verdades contidas no Universo, para nos determos nestas questões que a muitos ainda confundem.
Certamente, vivenciando seus ensinamentos e crescendo em Espírito e Verdade, futuramente teremos condições de apreender todo este conhecimento por processos naturais(...)”

Esta resposta serve aos outros profetas.



Compilação de Rudymara







segunda-feira, 24 de outubro de 2011

ÓDIO DOS PAIS - Divaldo franco


COMO PROCEDER NO CASO DE CRIANÇA DE 12 ANOS QUE MANIFESTA ÓDIO EXTREMADO PELOS PAIS?

Divaldo: Quando estiver dormindo, que os pais tentem conversar com ela, que falem com ternura, procurem dizer-lhe que a amam. Porque embora o corpo esteja repousando, o Espírito está vigilante. Pode tal situação ter origem no passado espiritual ou na atualidade carnal. Muitas vezes, quando nasce o nosso filho, utilizamos de palavras impróprias, temos uma reação negativa dizendo que o menino é feio ou que aguardávamos um ser mais bonito; queríamos uma filha, ou vice-versa. O Espírito ouve, magoa-se e pode criar ressentimento. Então, a melhor terapêutica, no caso, é envolver essa criança em vibrações de ternura, de amor, e quando esteja dormindo falar-lhe de que a ama e amá-la realmente.



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

CADA QUAL COM SUA CRUZ - reflexão


Jesus carregava sua cruz pesada, e por ser pesada não conseguia olhar para o semblante daquelas pessoas que estavam ao seu lado, gritando, dizendo desaforos, cuspindo. Então, mais adiante, cansado, tropeçou e caiu. Foi quando Simão correu para ajudá-lo. A partir dali, Jesus passou a olhar os rostos que gritavam ao seu redor. Ele, então percebeu que todos ali, tinham cruzes para carregar. Um carregaria a cruz do roubo, outro a cruz do assassinato, a outra carregava a cruz do casamento infeliz, do filho doente, etc. Então, uma das mulheres que choravam seu martírio gritou:
- Senhor, que faremos depois que for embora?
Jesus olhou para elas e disse:
- Filhas de Jerusalém, não chores por mim! Chorai antes por vós mesmas e por vossos filhos. Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará com o lenho seco . . .

Jesus quis dizer que Ele era madeiro farto, que espalhava perfumes de consolação, frutos substanciosos que alimentavam o espírito. Se Ele, um Espírito sem débitos, estava passando por aquilo. Imaginemos nós, criaturas endividadas que somos, galhos ainda secos na árvore da vida.
Cada um de nós temos cruzes para carregar. Uns tem cruzes mais pesadas, outros mais leves, mas todos temos nossas cruzes, confeccionadas por nós mesmos ao transgredirmos as leis divinas, nesta ou em outras encarnações. Aqueles que tem uma cruz mais leve, deve ajudar aquele que tem uma cruz mais pesada. Sejamos um Simão na vida do próximo. Mas, lembremos que Simão ajudou Jesus carregar a cruz, mas quem carregou até o fim foi o próprio Jesus, mesmo sem dever nada à lei divina.
Por isso, não queiramos retirar a cruz daquele que caminha conosco na vida, apenas o ajudemos, aliviando e amenizando um pouco a dor e o peso.

Compilação de Rudymara