sexta-feira, 7 de outubro de 2011

FESTA ESPÍRITA - Raul Teixeira

O QUE PODE E O QUE NÃO PODE NUMA FESTA ESPÍRITA?

Raul: Muitas instituições espíritas, sob a justificativa que precisam manter suas obras sociais, resolvem que os meios justificam os fins. E para isso lançam mão de atividades que nada tem a ver com a seriedade do pensamento espírita.

Às vezes, promovem almoço, jantares regados a bebidas alcoólicas. Mas, se da tribuna espírita nós fazemos a divulgação dos malefícios das bebidas alcoólicas, por que para ganharmos dinheiro para a obra agora a bebida alcoólica já passa a valer? Alguns argumentam que, se não tiver bebida alcoólica pouca gente comprará os convites. Não há nenhum problema. Nós vamos fazer o almoço para as pessoas que aceitem almoçar como um verdadeiro espírita, sem bebida alcoólica.

Se fizermos uma tarde de alegria dançante temos que buscar saber que tarde ou noite dançante será este, senão estaremos ali prestigiando o desequilíbrio, a desarmonia, a excitação, a libidinagem. Porque tudo aquilo que seja feito em nome do Espiritismo deve ter um sentido de nobreza.

Existem os bailes dos anos 60 com outra característica, onde as pessoas se alegram e se vestem a caráter e se faz uma festa de alegria, mas sempre fora do Centro Espírita. Porque todas as vezes que fizermos festas mundanas dentro da obra espírita ou fizermos estas refeições regadas a alcoólicos, tenhamos a certeza de que isto poderá ser tudo, menos Espiritismo.

QUAL É A SUA BEBIDA ALCOÓLICA PREFERIDA, SE É QUE BEBE ÁLCOOL?

Raul: A minha bebida alcoólica preferida é H2O sem gás.




quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A EVOLUÇÃO MORAL ESTÁ EM SEGUNDO PLANO?



NÓS EVOLUIMOS MUITO CIENTIFICAMENTE. POR QUE A EVOLUÇÃO MORAL ESTÁ EM SEGUNDO PLANO?

Raul Teixeira: Não é verdade que a questão moral esteja tão em segundo plano. A grande questão é que a mídia de maneira geral dá destaque ao mal, ao escandaloso, ao erro. Dão destaque àquilo que vende e aquilo que vende é porque gera interesse nas pessoas. É o escândalo. Fala-se a respeito das crianças que são estupradas, violentadas todos os dias, em todos os aparatos da mídia. No entanto, ninguém cogita das famílias inumeráveis que adotam crianças; dos médicos que atendem de graça nos seus consultórios; do doutor Pitangui que abre sua clínica no Rio de Janeiro para atender periodicamente as pessoas de graça. O bem não tem valor. Ninguém dá notícia de um jovem favelado que estudou, que se formou. Mas, dá notícia do jovem favelado que usa e vende drogas, que assalta. Então, não é que o bem não existe, é que o mal está muito destacado. O mal avança na Terra por culpa dos bons porque os maus são ousados e intrigantes enquanto os bons são tímidos. E é isso que a gente vê. Quando vamos fazer alguma coisa boa morremos de vergonha, muitas pensam: “O que vão dizer de mim?” E o mal assalta em plena luz do dia, põe todo mundo deitado no chão sem se importar com a câmera que está filmando. Por quê? Porque ele é ousado e intrigante e o bom e o bem são tímidos. Mas, independente desse fenômeno, o bem está crescendo e daqui a pouco o mal desaparecerá. Porque o mal não tem vida própria, ele é mantido por nós durante esta fase de ansiedade por notícias grosseiras, instigantes, que geram adrenalina. Quantos artistas participam de obras sociais e ninguém fala disso. Mas, os artistas do escândalo, aqueles que casam dez vezes, etc., estão sempre na mídia. Então, alguma coisa está errada em nossa degustação dos valores morais da sociedade. No dia que nós nos desinteressarmos pela notícia escandalosa eles deixarão de vender e vão ter que tentar colocar notícias melhores. Diz Emmanuel que notícia ruim não deve ser divulgado em tempo algum, e se nós estamos nos deliciando com isso, é porque estamos num momento difícil do gosto que estamos apresentando. Então, os homens e mulheres tem grande responsabilidade nessa expansão do mal. Porque eles tem os veículos em suas mãos e eles poderiam dar espaço ao bem. Ninguém está dizendo para não noticiar o mal, mas que o mal noticiado seja para construção do bem e não noticiar o mal por noticiar o mal. Que se use a notícia má para tirarmos exemplo de como não errarmos naquele ponto, de como devemos corrigir ou coibir, etc. Uma manchete negativa fica semanas, meses sendo falada a mesma coisa. Uma notícia boa, quando ele é falado, é só aquela vez e não há mais outra oportunidade. Verificamos quantas coisas boas você não fica sabendo e que há no mundo. O lar de crianças de Divaldo Franco, por exemplo, ninguém conhece. Ele atende mais de 3.500 pessoas por dia e que é bancado por ele com a comunidade. Quem tem nas mãos esta responsabilidade saibam usar esta responsabilidade, porque senão a gente acaba dando um tiro contra o próprio pé.






segunda-feira, 3 de outubro de 2011

ANIVERSÁRIO DE ALLAN KARDEC


Kardec nasceu dia 03 de outubro de 1804 em Lion na França.
Seu nome verdadeiro era Hyppolite Lèon Denizard Rivail. Ele era professor e escreveu vários livros didáticos.
Seu interesse pelos fenômenos começou quando aceitou o convite de um amigo para participar de uma reunião onde as mesas giravam. A princípio Kardec disse ao amigo que aquele fenômeno podia ter explicação natural. Mas depois que descobriu que as mesas respondiam perguntas disse: “Isto, agora, é outra questão. Só acreditarei quando o vir e quando me provarem que uma mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir e que possa tornar-se sonâmbula.”
Em maio de 1855, em casa da Srª Plainemaison, Rivail presenciou, pela primeira vez, o fenômeno da mesas girantes “que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar a qualquer dúvida.”
Assistiu, também, a ensaios imperfeitos de escrita mediúnica numa ardósia (lousa), com auxílio de uma cestinha. Disse ele: “Entrevi, naquelas aparentes futilidades, no passatempo que faziam daqueles fenômenos, alguma coisa de sério, como a revelação de uma nova lei que tomei a mim estudar a fundo.”
Conheceu a família Baudin, em cuja casa, através da mediunidade das jovens Caroline e Julie, e pelos fenômenos com auxílio da cesta escrevente, pode observar: “Comunicações contínuas e respostas a perguntas formuladas, algumas vezes até a perguntas mentais, que causavam, de modo evidente, a intervenção de uma inteligência estranha.”
Verificou que as comunicações vinham de espíritos dos que já viveram na Terra e que não eram todos iguais em conhecimento nem moralidade. Mesmo assim, suas informações eram valiosas.
À medida que o prof. Rivail coletava os ensinamentos e os organizava de forma didática, foi se evidenciando que constituíam toda uma doutrina. Um conjunto de princípios, harmoniosamente entrosados, revelando as leis divinas (naturais e imutáveis) que regem o Universo e a vida dos seres.
Era a doutrina dos espíritos; eles é que a haviam ditado, o prof. Rivail não a criou nem a fundou, foi, apenas, o seu Codificador (quem coletou e organizou os ensinos, as leis e os princípios revelados).
Para distingui-la das demais doutrinas espiritualistas, Rivail a denominou Espiritismo e, aos adeptos, chamou de espíritas ou espiritistas.
Para apresentar e divulgar essa doutrina publicou livros espíritas. A fim de não confundirem com suas obras (livros) como pedagogo, publicou-as sob o pseudônimo de Allan Kardec, nome que tivera em uma encarnação anterior, entre os celtas (conforme lhe havia sido revelado).
O Espiritismo é na origem, uma revelação divina, por ser de iniciativa dos espíritos do Senhor, ou Espírito Santo; e humana na sua elaboração pelo trabalho de Kardec e de todos os estudiosos e pesquisadores com base nas informações prestadas pelos espíritos.
O Espiritismo é uma doutrina filosófica, de bases científicas e conseqüências morais (ou religiosas).




domingo, 2 de outubro de 2011

PARA SER ESPÍRITA PRECISA SER PERFEITO? - Divaldo Franco


Ouvimos pessoas dizerem: “- Bem, eu estou no Espiritismo faz dez anos, mas ainda não sou espírita. Eu sou neófito (aprendiz).”
É uma atitude desculpista porque, para ser espírita, basta adotar os postulados da Doutrina Espírita: a crença em Deus, na imortalidade da alma, na comunicabilidade do Espírito, na reencarnação, na pluralidade dos mundos habitados, aceitar o Evangelho de Jesus – eis aí o código que define a criatura espírita.
Outros se utilizam de ardis para escamotear o desinteresse pela transformação moral e pela realização de um mundo mais justo, dizendo sempre que são espiritualistas. Mas é óbvio que sendo espírita ele é espiritualista, mas sendo espiritualista não é, necessariamente, espírita. Naturalmente pode ser católico, protestante, budista, islamita; pode estar vinculado a qualquer corrente religiosa que aceite a imortalidade da alma, mas se moureja numa Casa Espírita e adota-lhe o conteúdo, torna-se-lhe exigível a definição, porquanto, uma atitude de comodidade das mais reprocháveis é a indefinição, que permite ao indivíduo enganar-se, na suposição de que está enganando aos outros.
Muitos dizem também: “Eu ainda não sou espírita, mas gostaria de ser, eu ainda não sou perfeito.” Mas, se Kardec disse que: “Reconhece-se o espírita pelo esforço que ele faz para melhorar-se”, significa que, se temos algo a melhorar, é porque não somos perfeito, portanto nosso discurso deveria ser assim: “Eu sou espírita imperfeito, mas estou tentando tornar-me melhor."
E, se esperarmos a perfeição para dizermos ser espíritas, não seremos nunca. Pois, quando alcançarmos a perfeição, não seguiremos mais uma religião, ou melhor, um rótulo religioso, porque nossa religião, no plano espiritual, será a prática do AMOR.
Então: “Assuma-se espírita!”


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

COMO NASCERAM AS OBRAS BÁSICAS?


Nasceram a partir de um livro chamado O LIVRO DOS ESPÍRITOS. Um livro escrito pelos Espíritos através de vários médiuns e organizado por Allan Kardec. Este livro nasceu em 18 de abril de 1857 com 501 perguntas e respostas. Perguntas feitas por Kardec e respostas dadas por Espíritos. Já na segunda edição aumentaram para 1018 o número de perguntas e respostas. E a curiosidade sobre o assunto também foi aumentando por isso nasceram as outras obras da codificação, ou seja, como O Livro dos Espíritos está dividido em quatro partes: 1ª –DAS CAUSAS PRIMÁRIAS, 2ª – DO MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITAS, 3ª – DAS CAUSAS MORAIS e 4ª – DAS ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES, cada parte virou um novo livro. Vejamos:

1ª PARTE : DAS CAUSAS PRIMÁRIAS: deu origem ao 5º livro "A GÊNESE" (1868). Este livro, além de representar a maturidade do pensamento kardequiano em torno da Doutrina Espírita, traz de forma lógica e reveladora, considerações acerca da origem do planeta Terra; explica a questão dos milagres, a natureza dos fluidos, os fatos extraordinários e as predições contidas no Evangelho;

2ª PARTE: DO MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS: deu origem ao 2º livro "O LIVRO DOS MÉDIUNS" (1861). Também conhecido como guia dos médiuns e dos evocadores ele trata do tema central da Doutrina: a atuação dos médiuns e o relacionamento deles com os Espíritos desencarnados. Trata também da Ciência espírita e apresenta uma série de definições para as atuações e tipos de médiuns, bem como para os Espíritos que podem apresentar imperfeições, uma vez que nada mais são do que humanos sem corpo físico;

3ª PARTE: DAS CAUSAS MORAIS: deu origem ao 3º livro "O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO” (1864). Kardec entendia que as seitas, cultos e religiões se preocupam mais com a parte mística do que com a parte moral. Explica ele que, apesar da moral evangélica ter sido sempre admirada, trata-se mais de um ato de fé do que compreensão verdadeira, uma vez que o novo testamento é de difícil entendimento para a maioria dos leitores. Os preceitos morais contidos no Evangelho foram escritos repletos de parábolas e metáforas, dificultando o entendimento. Assim, para tornar as “passagens obscuras” do texto, mais claras, o Evangelho Segundo o Espiritismo traz explicações sobre como aplicar os ensinamentos de Cristo na vida. Desta maneira, com a ajuda dos Espíritos, Kardec introduz o que ele chama de “chave” para decifrar o conteúdo do Evangelho;

4ª PARTE: DAS ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES: deu origem ao 4º livro "O CÉU E O INFERNO” (1865). Este livro trata das causas do temor da morte; fala obviamente sobre Céu e Inferno, e traça paralelos entre as crenças cristãs existentes e a espírita (uma nova crença cristã) a respeito do limbo, das penas eternas, dos anjos e origem dos demônios. Na parte em que apresenta depoimentos, surgem narrações de desencarnados em condições razoáveis de evolução, bem como Espíritos infelizes, sofredores e suicidas. Traz um exame comparando sobre a passagem da vida material para a espiritual, falando sobre as penalidades e recompensas, anjos e demônios.
As perguntas do O Livro dos Espíritos foram formuladas por Allan Kardec, mas as respostas foram dadas pelos Espíritos através da mediunidade de várias jovens médiuns. E as informações dos outros livros foram organizadas por Kardec, mas também vieram dos Espíritos. Por isso o livro chama-se “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, já que pertence a eles (Espíritos).




segunda-feira, 26 de setembro de 2011

QUERER MORRER PODE MATAR - André Luiz


No livro "Obreiros da Vida Eterna", cap. XIV, Fabriciano contou para André Luiz a história de uma jovem e respeitável senhora, atuante no campo da benemerência social, que deparou-se com pequenas brigas com o esposo, e tendo conhecimento da imortalidade da vida além do sepulcro, desejou ardentemente morrer. Todas as leviandades do marido bastaram para que maldissesse o mundo e a Humanidade. Não soube quebrar a concha do personalismo inferior e colocar-se a caminho da vida maior. Pela cólera, pela intemperança mental, criou a idéia fixa de libertar-se do corpo de qualquer maneira, sem utilizar o suicídio direto. Não dava ouvidos aos conselhos e advertências fraternas dos amigos espirituais a que se uniu pelo trabalho de caridade. E tanto pediu a morte, insistindo por ela, entre a mágoa e a irritação persistentes, que veio a desencarnar em manifestação de icterícia complicada com simples surto gripal. Tratava-se de verdadeiro suicídio inconsciente, mas a senhora, no fundo, era extraordinariamente caridosa e ingênua. Apesar disso, não foi concedido qualquer autorização para que ela recebesse descanso e muito menos auxílio especial em sua desencarnação. Mas, o diretor da comissão de serviço, a que ela se afiliou, recolheu-a, por compaixão, já que não achou aconselhável entregá-la a própria sorte, em face das virtudes potenciais de que era portadora. Apesar de eficiente intercessão em benefício da infeliz, somente puderam afastá-la das vísceras cadavéricas, em condições impressionantes e tristes.
Para finalizar, Fabriciano explicou:
- Não fritufica a paz legítima sem a semeadura necessária. Alguém para gozar o descanso, precisa, antes de tudo, merecê-lo. As almas inquietas entregam-se facilmente ao desespero, gerando causas de sofrimento cruel.

OBSERVAÇÃO: Nesta história podemos tirar quatro advertências: 1ª) Há um suicídio lento e silencioso, que chamamos de SUICÍDIO INDIRETO OU INCONSCIENTE. Este é o que mais mata. Este tipo de suicídio acontece quando aniquilamos lentamente nosso corpo físico com vários tipos de abusos; 2º) O sofrimento da suicida após a desencarnação só foi amenizado graças a caridade que estendeu quando estava encarnada; 3º) Tomemos cuidado com nossos pensamentos. Diz o espírito Scheilla: "A saúde do corpo, muitas vezes, começa no pensamento sadio. Não dê guarida a mágoas e rancores. Entregue ao tempo toda ofensa. Se você já é capaz de escolher o alimento de que seu corpo necessita, também pode selecionar os pensamentos que nutrem seu espírito." ; 4º) Allan Kardec no livro "O Evangelho segundo o Espiritismo" , capítulo V, diz que: "A calma e a resignação adquiridas na maneira de encarar a vida terrena, e a fé no futuro, dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo da loucura e do suicídio (...)" E Joanna de Ângelis completa dizendo: "Espera pelo amanhã, quando o teu dia se te apresente sombrio e apavorante. Se te parecerem insuportáveis as dores, lembra-te de Jesus, ora, aguarda e confia."



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O SOL É UM MUNDO HABITADO POR SERES CORPÓREOS?


Nosso Sol, segundo os Espíritos, não é um mundo habitado por seres corpóreos, é simplesmente um lugar de reunião dos Espíritos superiores, os quais de lá irradiam seus pensamentos para os outros mundos, que eles dirigem por intermédio de Espíritos menos elevados, transmitindo-os a estes por meio do fluido universal.

(observação da questão 118, de O Livro dos Espíritos)