segunda-feira, 3 de outubro de 2011

ANIVERSÁRIO DE ALLAN KARDEC


Kardec nasceu dia 03 de outubro de 1804 em Lion na França.
Seu nome verdadeiro era Hyppolite Lèon Denizard Rivail. Ele era professor e escreveu vários livros didáticos.
Seu interesse pelos fenômenos começou quando aceitou o convite de um amigo para participar de uma reunião onde as mesas giravam. A princípio Kardec disse ao amigo que aquele fenômeno podia ter explicação natural. Mas depois que descobriu que as mesas respondiam perguntas disse: “Isto, agora, é outra questão. Só acreditarei quando o vir e quando me provarem que uma mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir e que possa tornar-se sonâmbula.”
Em maio de 1855, em casa da Srª Plainemaison, Rivail presenciou, pela primeira vez, o fenômeno da mesas girantes “que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar a qualquer dúvida.”
Assistiu, também, a ensaios imperfeitos de escrita mediúnica numa ardósia (lousa), com auxílio de uma cestinha. Disse ele: “Entrevi, naquelas aparentes futilidades, no passatempo que faziam daqueles fenômenos, alguma coisa de sério, como a revelação de uma nova lei que tomei a mim estudar a fundo.”
Conheceu a família Baudin, em cuja casa, através da mediunidade das jovens Caroline e Julie, e pelos fenômenos com auxílio da cesta escrevente, pode observar: “Comunicações contínuas e respostas a perguntas formuladas, algumas vezes até a perguntas mentais, que causavam, de modo evidente, a intervenção de uma inteligência estranha.”
Verificou que as comunicações vinham de espíritos dos que já viveram na Terra e que não eram todos iguais em conhecimento nem moralidade. Mesmo assim, suas informações eram valiosas.
À medida que o prof. Rivail coletava os ensinamentos e os organizava de forma didática, foi se evidenciando que constituíam toda uma doutrina. Um conjunto de princípios, harmoniosamente entrosados, revelando as leis divinas (naturais e imutáveis) que regem o Universo e a vida dos seres.
Era a doutrina dos espíritos; eles é que a haviam ditado, o prof. Rivail não a criou nem a fundou, foi, apenas, o seu Codificador (quem coletou e organizou os ensinos, as leis e os princípios revelados).
Para distingui-la das demais doutrinas espiritualistas, Rivail a denominou Espiritismo e, aos adeptos, chamou de espíritas ou espiritistas.
Para apresentar e divulgar essa doutrina publicou livros espíritas. A fim de não confundirem com suas obras (livros) como pedagogo, publicou-as sob o pseudônimo de Allan Kardec, nome que tivera em uma encarnação anterior, entre os celtas (conforme lhe havia sido revelado).
O Espiritismo é na origem, uma revelação divina, por ser de iniciativa dos espíritos do Senhor, ou Espírito Santo; e humana na sua elaboração pelo trabalho de Kardec e de todos os estudiosos e pesquisadores com base nas informações prestadas pelos espíritos.
O Espiritismo é uma doutrina filosófica, de bases científicas e conseqüências morais (ou religiosas).




domingo, 2 de outubro de 2011

PARA SER ESPÍRITA PRECISA SER PERFEITO? - Divaldo Franco


Ouvimos pessoas dizerem: “- Bem, eu estou no Espiritismo faz dez anos, mas ainda não sou espírita. Eu sou neófito (aprendiz).”
É uma atitude desculpista porque, para ser espírita, basta adotar os postulados da Doutrina Espírita: a crença em Deus, na imortalidade da alma, na comunicabilidade do Espírito, na reencarnação, na pluralidade dos mundos habitados, aceitar o Evangelho de Jesus – eis aí o código que define a criatura espírita.
Outros se utilizam de ardis para escamotear o desinteresse pela transformação moral e pela realização de um mundo mais justo, dizendo sempre que são espiritualistas. Mas é óbvio que sendo espírita ele é espiritualista, mas sendo espiritualista não é, necessariamente, espírita. Naturalmente pode ser católico, protestante, budista, islamita; pode estar vinculado a qualquer corrente religiosa que aceite a imortalidade da alma, mas se moureja numa Casa Espírita e adota-lhe o conteúdo, torna-se-lhe exigível a definição, porquanto, uma atitude de comodidade das mais reprocháveis é a indefinição, que permite ao indivíduo enganar-se, na suposição de que está enganando aos outros.
Muitos dizem também: “Eu ainda não sou espírita, mas gostaria de ser, eu ainda não sou perfeito.” Mas, se Kardec disse que: “Reconhece-se o espírita pelo esforço que ele faz para melhorar-se”, significa que, se temos algo a melhorar, é porque não somos perfeito, portanto nosso discurso deveria ser assim: “Eu sou espírita imperfeito, mas estou tentando tornar-me melhor."
E, se esperarmos a perfeição para dizermos ser espíritas, não seremos nunca. Pois, quando alcançarmos a perfeição, não seguiremos mais uma religião, ou melhor, um rótulo religioso, porque nossa religião, no plano espiritual, será a prática do AMOR.
Então: “Assuma-se espírita!”


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

COMO NASCERAM AS OBRAS BÁSICAS?


Nasceram a partir de um livro chamado O LIVRO DOS ESPÍRITOS. Um livro escrito pelos Espíritos através de vários médiuns e organizado por Allan Kardec. Este livro nasceu em 18 de abril de 1857 com 501 perguntas e respostas. Perguntas feitas por Kardec e respostas dadas por Espíritos. Já na segunda edição aumentaram para 1018 o número de perguntas e respostas. E a curiosidade sobre o assunto também foi aumentando por isso nasceram as outras obras da codificação, ou seja, como O Livro dos Espíritos está dividido em quatro partes: 1ª –DAS CAUSAS PRIMÁRIAS, 2ª – DO MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITAS, 3ª – DAS CAUSAS MORAIS e 4ª – DAS ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES, cada parte virou um novo livro. Vejamos:

1ª PARTE : DAS CAUSAS PRIMÁRIAS: deu origem ao 5º livro "A GÊNESE" (1868). Este livro, além de representar a maturidade do pensamento kardequiano em torno da Doutrina Espírita, traz de forma lógica e reveladora, considerações acerca da origem do planeta Terra; explica a questão dos milagres, a natureza dos fluidos, os fatos extraordinários e as predições contidas no Evangelho;

2ª PARTE: DO MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS: deu origem ao 2º livro "O LIVRO DOS MÉDIUNS" (1861). Também conhecido como guia dos médiuns e dos evocadores ele trata do tema central da Doutrina: a atuação dos médiuns e o relacionamento deles com os Espíritos desencarnados. Trata também da Ciência espírita e apresenta uma série de definições para as atuações e tipos de médiuns, bem como para os Espíritos que podem apresentar imperfeições, uma vez que nada mais são do que humanos sem corpo físico;

3ª PARTE: DAS CAUSAS MORAIS: deu origem ao 3º livro "O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO” (1864). Kardec entendia que as seitas, cultos e religiões se preocupam mais com a parte mística do que com a parte moral. Explica ele que, apesar da moral evangélica ter sido sempre admirada, trata-se mais de um ato de fé do que compreensão verdadeira, uma vez que o novo testamento é de difícil entendimento para a maioria dos leitores. Os preceitos morais contidos no Evangelho foram escritos repletos de parábolas e metáforas, dificultando o entendimento. Assim, para tornar as “passagens obscuras” do texto, mais claras, o Evangelho Segundo o Espiritismo traz explicações sobre como aplicar os ensinamentos de Cristo na vida. Desta maneira, com a ajuda dos Espíritos, Kardec introduz o que ele chama de “chave” para decifrar o conteúdo do Evangelho;

4ª PARTE: DAS ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES: deu origem ao 4º livro "O CÉU E O INFERNO” (1865). Este livro trata das causas do temor da morte; fala obviamente sobre Céu e Inferno, e traça paralelos entre as crenças cristãs existentes e a espírita (uma nova crença cristã) a respeito do limbo, das penas eternas, dos anjos e origem dos demônios. Na parte em que apresenta depoimentos, surgem narrações de desencarnados em condições razoáveis de evolução, bem como Espíritos infelizes, sofredores e suicidas. Traz um exame comparando sobre a passagem da vida material para a espiritual, falando sobre as penalidades e recompensas, anjos e demônios.
As perguntas do O Livro dos Espíritos foram formuladas por Allan Kardec, mas as respostas foram dadas pelos Espíritos através da mediunidade de várias jovens médiuns. E as informações dos outros livros foram organizadas por Kardec, mas também vieram dos Espíritos. Por isso o livro chama-se “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, já que pertence a eles (Espíritos).




segunda-feira, 26 de setembro de 2011

QUERER MORRER PODE MATAR - André Luiz


No livro "Obreiros da Vida Eterna", cap. XIV, Fabriciano contou para André Luiz a história de uma jovem e respeitável senhora, atuante no campo da benemerência social, que deparou-se com pequenas brigas com o esposo, e tendo conhecimento da imortalidade da vida além do sepulcro, desejou ardentemente morrer. Todas as leviandades do marido bastaram para que maldissesse o mundo e a Humanidade. Não soube quebrar a concha do personalismo inferior e colocar-se a caminho da vida maior. Pela cólera, pela intemperança mental, criou a idéia fixa de libertar-se do corpo de qualquer maneira, sem utilizar o suicídio direto. Não dava ouvidos aos conselhos e advertências fraternas dos amigos espirituais a que se uniu pelo trabalho de caridade. E tanto pediu a morte, insistindo por ela, entre a mágoa e a irritação persistentes, que veio a desencarnar em manifestação de icterícia complicada com simples surto gripal. Tratava-se de verdadeiro suicídio inconsciente, mas a senhora, no fundo, era extraordinariamente caridosa e ingênua. Apesar disso, não foi concedido qualquer autorização para que ela recebesse descanso e muito menos auxílio especial em sua desencarnação. Mas, o diretor da comissão de serviço, a que ela se afiliou, recolheu-a, por compaixão, já que não achou aconselhável entregá-la a própria sorte, em face das virtudes potenciais de que era portadora. Apesar de eficiente intercessão em benefício da infeliz, somente puderam afastá-la das vísceras cadavéricas, em condições impressionantes e tristes.
Para finalizar, Fabriciano explicou:
- Não fritufica a paz legítima sem a semeadura necessária. Alguém para gozar o descanso, precisa, antes de tudo, merecê-lo. As almas inquietas entregam-se facilmente ao desespero, gerando causas de sofrimento cruel.

OBSERVAÇÃO: Nesta história podemos tirar quatro advertências: 1ª) Há um suicídio lento e silencioso, que chamamos de SUICÍDIO INDIRETO OU INCONSCIENTE. Este é o que mais mata. Este tipo de suicídio acontece quando aniquilamos lentamente nosso corpo físico com vários tipos de abusos; 2º) O sofrimento da suicida após a desencarnação só foi amenizado graças a caridade que estendeu quando estava encarnada; 3º) Tomemos cuidado com nossos pensamentos. Diz o espírito Scheilla: "A saúde do corpo, muitas vezes, começa no pensamento sadio. Não dê guarida a mágoas e rancores. Entregue ao tempo toda ofensa. Se você já é capaz de escolher o alimento de que seu corpo necessita, também pode selecionar os pensamentos que nutrem seu espírito." ; 4º) Allan Kardec no livro "O Evangelho segundo o Espiritismo" , capítulo V, diz que: "A calma e a resignação adquiridas na maneira de encarar a vida terrena, e a fé no futuro, dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo da loucura e do suicídio (...)" E Joanna de Ângelis completa dizendo: "Espera pelo amanhã, quando o teu dia se te apresente sombrio e apavorante. Se te parecerem insuportáveis as dores, lembra-te de Jesus, ora, aguarda e confia."



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O SOL É UM MUNDO HABITADO POR SERES CORPÓREOS?


Nosso Sol, segundo os Espíritos, não é um mundo habitado por seres corpóreos, é simplesmente um lugar de reunião dos Espíritos superiores, os quais de lá irradiam seus pensamentos para os outros mundos, que eles dirigem por intermédio de Espíritos menos elevados, transmitindo-os a estes por meio do fluido universal.

(observação da questão 118, de O Livro dos Espíritos)





quinta-feira, 22 de setembro de 2011

POR QUE A ENFERMIDADE PIORA A NOITE?



André Luiz conta no livro "Missionários da Luz" que conheceu o Irmão Francisco, chefe de uma das inumeráveis turmas de socorro que colaboram na Crosta terrestre.
Para cada grupo há tarefas especializadas e a de Francisco destina-se ao reconforto de doentes graves e agonizantes. Explicou ele para André Luiz:
“De modo geral, as condições de luta para os enfermos são mais difíceis à noite. Os raios solares, nas horas diurnas, destroem grande parte das criações mentais inferiores dos doentes em estado melindroso, não acontecendo o mesmo à noite, quando o magnetismo lunar favorece as criações de qualquer espécie, boas e más (...)”

sábado, 17 de setembro de 2011

POR QUE ANDRÉ LUIZ FOI CONSIDERADO UM SUICIDA?




André Luiz conta seu sofrimento, após sua desencarnação, através da mediunidade de Chico Xavier, no livro "NOSSO LAR", ao ser chamado de suicida por companheiros da zona umbralina. Até que Clarêncio, o mensageiro da luz, o resgatou após 8 anos e explicou que ele era mesmo um suicida. Que todo seu aparelho gástrico foi destruído à custa de excessos de alimentação e bebidas alcoólicas. E a sífilis (conseqüência de algumas leviandades) devorou energias essenciais para sua recuperação corporal pós-operatória.
Hoje, as propagandas levam multidões a buscar a maneira mais agradável de diminuir as defesas orgânicas com bebidas alcoólicas, cigarros ou excessos à mesa. Há aqueles que buscam a tranquilidade artificial tomando calmantes, ou em busca da euforia ilusória tomam alucinógenos (maconha, cocaína, etc). Há também os vícios mentais, como os hipocondríacos (que de tanto imaginar doença, ficam doentes); os melancólicos ( adoecem porque a parte psicológica está em baixa); os maledicentes (se envenenem com o mal que julgam identificar nos outros); os rebeldes ( os eternos inconformados com a vida); os apegados à família a bens terrenos (passam a vida sobrecarregando o corpo carnal com preocupações injustificáveis, sofrem antes da hora); os irritados ( por falta de compreensão, favorecem o distúrbio circulatório, entupindo veias coronárias), sexo desregrado que contrae doenças sexualmente transmissíveis. Como vemos, muitos são os meios de nos auto-aniquilar lentamente.
Portanto, a roupagem carnal é um presente divino (uma criação de Deus) que nos permite abençoado aprendizado neste Mundo, por isso devemos preservá-la. Qualquer vício diminui o tempo de vida carnal e a pessoa é vista como um suicída indireto perante a lei divina. Numa próxima encarnação terá que ressarcir seu débito retornando, muitas vezes, com lesões no órgão afetado. Por isso, fuja dos vícios e incentive os jovens a ficarem longe deste veneno do corpo e da alma.
Rudymara

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

DESENCARNAÇÃO -Therezinha Oliveira


DEFINIÇÃO: Desencarnação é o processo pelo qual o espírito se desprende do corpo, em virtude da cessação da vida orgânica e, conservando o seu perispírito, volta à vida espírita.

SEPARAÇÃO DA ALMA DO CORPO: O desprendimento do perispírito em relação ao corpo:

a) Opera-se gradativamente, pois os laços fluídicos que o ligam ao corpo não se quebram, mas se desatam.

b) O cérebro é o último ponto a se desligar.

No instante da agonia, quando esse desligamento está se processando, o desencarnante costuma ter uma visão panorâmica, rápida e resumida, mas viva e fiel, dos pontos principais da existência terrena que está findando (chegando ao fim).

Logo após a desencarnação, o espírito entra em um estado de perturbação espiritual. Como estava acostumado às impressões dos órgãos dos sentidos físicos, fica confuso, como quem desperta de um longo sono e ainda não se habituou, de novo, ao ambiente onde se encontra. A lucidez das idéias e a lembrança do passado irão voltando, à medida que se desfaz a influência da matéria.

O QUE INFLUI NO PROCESSO DE DESENCARNAÇÃO: O processo todo da desencarnação e reintegração à vida espírita dependerá:

a) Das circunstâncias da morte do corpo. Nas mortes por velhice, a carga vital foi se esgotando pouco a pouco e, por isso, o desligamento tende a ser natural e fácil e o espírito poderá superar logo a fase de perturbação. Nas mortes por doença prolongada, o processo de desligamento também é feito pouco a pouco, com o esgotamento paulatino da vitalidade orgânica, e o espírito vai se preparando psicologicamente para a desencarnação e se ambientando com o mundo espiritual que, às vezes, até começa a entrever, porque percepções estão transcendendo ao corpo. Nas mortes repentinas ou violentas (acidentes, desastres, assassinatos, suicídios, etc.) o desatar dos laços que ligam o espírito ao corpo é brusco e o espírito pode sofrer com isso, e a perturbação tende a ser maior. Em casos excepcionais (como o de alguns suicidas), o espírito poderá (não é regra geral) sentir-se por algum tempo, "preso" ao corpo que se decompõe, o que lhe causará dolorosas impressões.

b) Do grau de evolução do espírito desencarnante. De modo geral, quanto mais espiritualizado o desencarnante, mais facilmente consegue desvencilhar-se do corpo físico já sem vida. Quanto mais material e sensual, apegada aos sentidos físicos, tiver sido sua existência, mais difícil e demorado é o desprendimento. Para o espírito evoluído, a perturbação natural por se sentir desencarnado é menos demorada e causa menos sofrimento. Quase que imediatamente ele reconhece sua situação, porque, de certa forma, já vinha se libertando da matéria antes mesmo de cessar a vida orgânica (vivia mais pelo e para o espírito). Logo retoma a consciência de si mesmo, percebe o ambiente em que se encontra e vê os espíritos ao seu redor. Para o espírito pouco evoluído, apegado à matéria, sem cultivo das suas faculdades espirituais, a perturbação é difícil, demorada, sendo acompanhada de ansiedade, angústia, e podendo durar dias, meses e até anos. O conhecimento do Espiritismo ajuda muito o espírito na desencarnação, porque não desconhecerá o que se está passando e poderá favorecer o processo, sem se angustiar desnecessariamente e procurando recuperar-se mais rápido da natural perturbação. Entretanto, a prática do bem e a consciência pura é que pode assegurar um despertar pacífico no plano espiritual.

A AJUDA ESPIRITUAL: A bondade divina, que sempre prevê e provê o que precisamos, também não nos falta na desencarnação. Por toda a parte, há Bons Espíritos que, cumprindo os desígnios divinos, se dedicam à tarefa de auxiliar na desencarnação os que estão retornando à vida espírita. Alguns amigos e familiares( desencarnados antes) costumam vir receber e ajudar o desencarnante na sua passagem para o outro lado da vida, o que lhe dá muita confiança, calma e, também, alegria pelo reencontro. Todos receberão essa ajuda, normalmente, se não apresentarem problemas pessoais e comprometimento com espíritos inferiores. Em caso contrário, o desencarnante às vezes não percebe nem assimila a ajuda ou é privado dessa assistência, ficando à mercê de espíritos adversários e inferiores, até que os limites da lei divina imponham um basta à ação destes e o espírito rogue e possa receber e perceber a ajuda espiritual.

DEPOIS DA MORTE: Após desligar-se do corpo material, o espírito conserva sua individualidade, continua sendo ele mesmo com seus defeitos e virtudes. Sua situação, feliz ou não, na vida espírita, será conseqüência da sua existência terrena e de suas obras. Os bons sentem-se felizes e no convívio de amigos; os maus sofrem a conseqüência de seus atos; os medianos experimentam as situações de seu pouco preparo espiritual. Através do perispírito, conserva a aparência da última encarnação, já que assim se mentaliza. Mais tarde, se o puder e desejar, a modificará. Depois da fase de transição, poderá estudar, trabalhar e preparar-se para nova existência, a fim de continuar evoluído.