sexta-feira, 6 de maio de 2011

O PAPA É REPRESENTANTE DE DEUS NA TERRA? - Divaldo Franco


O Papa é intitulado e se auto-intitula o representante de Deus na Terra. Como o Espiritismo vê isso?

Divaldo: Como uma presunção, com todo o respeito que ele nos merece, principalmente um homem nobre, como o Papa João Paulo II, dentre outros igualmente nobres. Jesus disse que a única característica que nos podia tornar conhecidos é de que nos amássemos uns aos outros, e Ele próprio teve ocasião de dizer, ipsis verbis (com as mesmas palavras): "O filho do homem não tem uma pedra para reclinar a cabeça, embora as aves do céu tenham seus ninhos e os lobos tenham os seus covis". Ele nasceu em uma manjedoura, num lugar muito modesto, numa gruta. Morreu numa cruz e toda a sua trajetória foi muito simples. Sem nenhuma mística em torno do vulto do homem Jesus, vemos Nele um exemplo de auto-imolação. Então, alguém auto-eleger-se como representante de Deus, estando na sua condição de humanidade, sujeito às vicissitudes da arteriosclerose, das disfunções de natureza enzimática do cérebro - porque os neurônios cerebrais passam por várias transformações, por estados emocionais -, não deixa de ser um salto muito audacioso, porque ao representar Deus, de alguma forma, assume-Lhe a postura. Nós o consideramos o chefe da Igreja, o chefe político, o chefe ideológico, o chefe social, mas um cidadão, embora nobre, igual a qualquer um de nós.


ENTREVISTA DE DIVALDO FRANCO CONCEDIDA AO JORNAL "O PARANÁ"


OSAMA BIN LADEN - "violência gera violência"


O filme “A Corrente do Bem” conta a história de um garoto que desenvolve um trabalho escolar para mudar o mundo. Então, o garoto propõe a corrente da caridade, onde cada um faz um favor a três pessoas e cada uma dessas pessoas devem fazer caridade a mais três pessoas e assim por diante. Esta idéia contagiou as pessoas. Este tipo de corrente é possível e necessário para mudarmos o planeta. E, paralelamente, é necessário cortarmos a “corrente do mal”. Violência gera violência, então, porque divulgarmos, aplaudirmos e torcermos por uma vingança achando que estamos fazendo Justiça? Jesus disse que o escândalo, ou seja, as coisas que causam escândalo, são necessários (para resgatarmos nossos débitos), mas ai do escandaloso, ou seja, ai de quem for o causador do escândalo ou do resgate daquela pessoa.

Os últimos dias os noticiários só mostram que Obama, presidente dos Estados Unidos matou Osama Bin Laden. Seu ibope aumentou e o povo fez festa nas ruas de Nova York. Que festa é esta? Foi a vingança se concretizando. Ainda não sabemos ao certo o que aconteceu naquela casa. Se os soldados atiraram para se defender ou foi uma execução sumária. Mas devemos tirar nossas conclusões:

1º - Osama Bin Laden é um dos maiores terroristas dos últimos tempos; e não reencarnará mais na Terra, segundo o que temos aprendido com a doutrina espírita;

2º - Os Estados Unidos tem uma história de matança de inocentes em nome de seus interesses financeiros e políticos, se somássemos as vítimas que morreram por seus ataques, com certeza seria bem mais que os que morreram pelo terrorismo de Bin Laden, basta lembrar a bomba de Hiroshima que repercute até hoje;

3º - Precisamos de um dirigente de peito, que se preocupasse com o futuro do planeta e não com o Ibope e que dissesse: “Se encontrarmos Bin Laden, este será preso e julgado conforme a lei, porque, de hoje em diante, chega de violência. O mundo pede paz. Não devemos nos igualar a este terrorista. Se continuarmos a atacar aquele país eles continuarão a nos atacar, então, a guerra não acabará nunca. Por isso, como cristão que sou, declaro que a violência acaba aqui. Esta só fará parte desse país caso tenhamos que nos defender de um ataque ou invasão.”

Esta é a declaração que eu sonho um dia ouvir.

Utopia?

Talvez.

Sei que muitos terão opinião diferente da minha. Sei também que a maioria pede paz, mas, vibra com a violência.

Perguntemos: Quando e quem cortará “A Corrente do Mal” nos filmes, esportes, novelas, desenhos “animados”, jogos eletrônicos, política, jornalismo, etc.?

Agora, resta-nos, infelizmente, aguardar os ataques vingativos da Al- Qaeda.

Rudymara








terça-feira, 3 de maio de 2011

COMO ACONTECE NOSSA EVOLUÇÃO? - visão espírita




Deus criou o Universo. Dentro desse Universo há vários mundos. Estes mundos são criados gradativamente juntamente com seus habitantes. Muitos planetas foram criados antes do nosso planeta Terra. Assim como outros ainda serão criados. Portanto, outros Espíritos evoluíram antes de nós. Um desses Espíritos é Jesus. Ele evoluiu em outro planeta antes do nosso ser criado. Quando Ele estava muito evoluído, Deus o incumbiu de acompanhar o nascimento e desenvolvimento do planeta Terra.
Nosso planeta teve sua origem há mais ou menos 4,5 bilhões de anos e tudo era uma massa incandescente não possibilitando haver vida.
No decorrer de milhões de anos, a massa incandescente foi esfriando e foram se formando os elementos que existem hoje em nosso planeta: o ar, a água, as rochas, o solo, as plantas, os animais e o homem.
A vida apareceu há mais ou menos 3,5 bilhões de anos, portanto, um bilhão de anos após o início da formação da Terra. Afirma-se que a primeira forma de vida surgiu na água sob forma de seres minúsculos extremamente simples. Estes foram se tornando cada vez mais complexos e deram origem às células, depois às plantas e aos animais invertebrados que habitavam o mar. Mais tarde, a vida se fixou sobre a terra firme e depois no ar.
É fantástica a marcha de surgimento de diferentes formas de vida sobre a Terra: microrganismos, plantas, peixes, répteis, aves, mamíferos.
Ao longo de muito tempo, os seres sofreram transformações sucessivas, dando origem a várias espécies. Esse processo chama-se EVOLUÇÃO.
Mas, após os répteis, surgem os animais horrendos das eras primitivas, os dinossauros. Emmanuel, no livro A Caminho da Luz disse que a Natureza tornou-se uma grande oficina de ensaios monstruosos. Os trabalhadores do Cristo analisaram a combinação prodigiosa dos complexos celulares, cuja formação eles próprios haviam delineado, então, aperfeiçoaram a máquina celular no limite possível em face das leis físicas do globo. Foi então que eles desapareceram para sempre da fauna terrestre.
Os primeiros seres humanos surgiram sobre a Terra há aproximadamente 3 milhões de anos. Parece muito, mas não é, se considerarmos que a vida no planeta tem mais de 3 bilhões de anos.
Nós espíritas concordamos com a teoria de Charles Darwin, mas ele deteve-se na evolução da forma física e Kardec deu continuidade mostrando que o corpo evolui conforme a evolução espiritual através da reencarnação.
De acordo com o Gênesis (o primeiro livro bíblico), o mundo, os animais e o homem foram criados diretamente por Deus durante uma semana.
Essa descrição é de uns 3 mil anos atrás, época em que o homem não tinha os conhecimentos científicos de hoje.
Atualmente, a narrativa da criação do mundo seria bem diferente. Mas num ponto ela continuará igual: Deus é o criador de tudo o que existe.
Tudo começa pelo átomo; do átomo passamos a ser um mineral; do mineral passamos a ser um vegetal; do vegetal passamos a ser um animal; do animal passamos a seres humanos; e enfim, de seres humanos passaremos a arcanjos. Por milênios e milênios de evolução experimentamos graus inferiores até conquistarmos a inteligência. Entre o irracional e o homem, há longos caminhos a percorrer.
Não fomos criados todos ao mesmo tempo, porque Deus cria incessantemente, por isso é natural que encontremos Espíritos, encarnados e desencarnados em graus de evolução diferentes.
Quando um cachorro, por exemplo, der sinal de inteligência, não continuará mais aqui na Terra, que não lhe oferecerá condições; ao desencarnar o Espírito desse cachorro irá para mundos em começo de evolução. Após cachorro, reencarnará no corpo de um primata aprendendo a andar de pé, a usar as mãos. Depois reencarnará num planeta primitivo, cujos moradores são espíritos que moram em cavernas. E assim, evoluirá com o planeta, assim como ocorreu com nós. Fomos moradores das cavernas, desencarnamos e aprendemos no plano espiritual alguma coisa; reencarnamos e voltamos melhor, com mais conhecimento; desencarnamos e encarnamos várias vezes até sairmos da caverna e nos tornarmos seres mais evoluídos, buscando cada vez mais o crescimento espiritual. Nosso planeta já foi um mundo primitivo e está passando de provas e expiações para regeneração. Enquanto isso, outros mundos estão sendo criados e com ele passando por todo processo de evolução deles e dos seres que nele aparecerem.
Cada planeta é habitado por Espíritos com grau evolutivo correspondente ao planeta.
Allan Kardec classifica os planetas em:

1) Primitivos: onde os espíritos realizam suas primeiras encarnações.

2) De provas e de Expiações: onde predomina o mal, porque há muita ignorância; aí, as pessoas sofrem as conseqüências dos erros praticados (expiação) ou passa por experiências, testes, testemunhos (provas). A Terra é um mundo assim.

3) De Regeneração: neles não há mais a expiação, mas ainda há provas pelas quais o espírito tem de passar para consolidar as conquistas evolutivas que fez e desenvolver-se mais. São mundos de transição entre os mundos de expiação e os que vêm a seguir.

4) Ditosos ou Felizes: nestes mundos predomina o bem, porque seus moradores são espíritos mais evoluídos; há muito bem-estar e progresso geral.

5) Divinos ou Celestes: onde o bem sem qualquer mistura e a felicidade é absoluta, como obra sublime dos seus moradores: os puros espíritos.

Compilação de Rudymara retirados dos livros "A Gênese" de Kardec; "O Evangelho segundo o Espiritismo"; "A Caminho da luz" de Emmanuel; "Espiritismo, uma nova era" de Richard Simonetti.












 

sábado, 30 de abril de 2011

QUERO SER MÉDIUM - André Luiz


André Luiz acompanhou o missionário Alexandre para observar algumas demonstrações de desenvolvimento mediúnico em um Centro Espírita.
Instantes depois, os primeiros encarnados deram entrada no recinto. André observava a conversa, onde três deles mostravam desânimo, pois tentavam à algum tempo desenvolver a mediunidade sem resultado algum.
Foi iniciada a sessão de desenvolvimento, onde 18 pessoas mantinham-se em expectativa.
Alexandre explica a André Luiz que tal desenvolvimento requer: disciplina, educação, esforço e perseverança. Então, passaram a observar 3 pessoas:

O primeiro foi um rapaz que queria psicografar. Então, Alexandre pede para André Luiz observar o aparelho genital do rapaz, e explicou que ali havia bacilos psíquicos da tortura sexual, produzidos pela sede febril de prazeres inferiores. Sem contar o contato com entidades grosseiras, que se afinavam com as predileções dele.

Passaram, então, a observar o segundo, um senhor de bigode, que demonstrava dificuldade para sustentar o pensamento com relativa calma. Foi concluído que este deveria usar alcoólicos em quantidade regular. O aparelho gastrintestinal encontrava-se totalmente ensopado em aguardente, e invadia os escaninhos do estômago, e começava a afetar o esôfago e a influenciar o bolo fecal. O fígado estava enorme, o baço apresentava anomalias estranhas . . . Então, Alexandre esclareceu dizendo que, André Luiz estava examinando as anormalidades menores.

Depois, passaram a observar a terceira, uma senhora idosa, que era candidata ao desenvolvimento da mediunidade de incorporação. Viu-se então, uma fraquíssima luz que emanava de sua organização mental. O estômago estava dilatado horrivelmente e os intestinos pareciam sofrer estranhas alterações. O fígado estava aumentado. O aparelho digestivo estava cheio de pastas de carne e caldos gordurosos, cheirando a vinagre de condimentação ativa. Enfim, ali estava uma pobre senhora desviada nos excessos de alimentação.

Alexandre concluiu:

- O Espiritismo cristão é a revivescência do Evangelho de Nosso Senhor Jesus-Cristo, e a mediunidade constitui um de seus fundamentos vivos. A mediunidade, porém, não é exclusiva dos chamados "médiuns". Todas as criaturas a possuem, porquanto significa percepção espiritual, que deve ser incentivada em nós mesmos. Não bastará, entretanto, perceber. É imprescindível santificar essa faculdade, convertendo-a no ministério ativo do bem. A maioria dos candidatos ao desenvolvimento dessa natureza, contudo, não se dispõe aos serviços preliminares de limpeza do vaso receptivo. Dividem, inexoravelmente, a matéria e o espírito, localizando-os em campos opostos, quando nós, estudantes da Verdade, ainda não conseguimos identificar rigorosamente as fronteiras entre uma e outro, integrados na certeza de que toda a organização universal se baseia em vibrações puras. Inegavelmente, meu amigo André, não desejamos transformar o mundo em cemitério de tristeza e desolação. Atender a santificada missão do sexo, no seu plano respeitável, usar um aperitivo comum, fazer a boa refeição, de modo algum significa desvios espirituais; no entanto, os excessos representam desperdícios lamentáveis de força, os quais retêm a alma nos círculos inferiores. Ora, para os que se trancafiam nos cárceres de sombra, não é fácil desenvolver percepções avançadas. Não se pode cogitar de mediunidade construtiva, sem o equilíbrio construtivo dos aprendizes, na sublime ciência do bem-viver.


Do Livro: Missionários da Luz, capítulo 3
André Luiz (Espírito), psicografia de Francisco Cândido Xavier (médium)


OBSERVAÇÃO: “Há médiuns preocupados em ouvir o gemido dos espíritos desencarnados e não ouvem os gemidos dos encarnados. Temos outros ansiosos por ver espíritos, sem notarem os que sofrem a sua volta; vários desejosos de materializar entidades, sem a preocupação de espiritualizar-se. Então, para o médium será importante que ele se ajuste à dinâmica da Doutrina Espírita, no trabalho da caridade, no esforço da renovação dele e daqueles que o cercam."




sábado, 16 de abril de 2011

ORAÇÃO QUE SE ENTENDAM


Se não entendo o que significam as palavras, serei um bárbaro para aquele com quem falo, e aquele que me fala será para mim um bárbaro. Se oro em uma língua que não entendo, meu coração ora, mas minha inteligência não colhe fruto. Se louvais a Deus apenas com o coração, como é que um homem dentre aqueles que só entendem sua própria língua responderá amém, no fim de vossa ação de graças, uma vez que não entende o que dizeis? Não é que vossa ação não seja boa, mas os outros não são edificados com ela. (Paulo, 1a. Epístola aos Coríntios, 14:11, 14, 16 e 17)

O valor da prece falada está ligado à compreensão que as palavras tenham para quem as ouve, porque é impossível ligar um pensamento àquilo que não se compreende e não se pode sentir com o coração. Para a grande maioria, as preces numa língua que não se entenda são simplesmente uma série de palavras que não dizem nada ao Espírito. Para que a prece toque o coração, é preciso que cada palavra transmita uma idéia e, se não é compreendida, não pode transmitir idéia nenhuma. Pode ser repetida como uma simples fórmula que tem mais ou menos virtudes, conforme o número de vezes que é repetida. Muitos oram por dever; alguns, até mesmo por hábito, pelo que se julgam quites, quando disseram uma prece um certo número
de vezes predeterminado e nesta ou naquela ordem. Deus vê no íntimo dos corações, lê o pensamento e percebe a sinceridade, e é rebaixá-Lo acreditar que Ele seja mais sensível à maneira de orar do que à essência da prece. (O Evangelho segundo o Espiritismo)




quinta-feira, 14 de abril de 2011

A MOÇA QUE COMIA OS PRÓPRIOS CABELOS - história


Aproximadamente três centenas de pessoas, no Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo, em Deuslândia, a 50 quilômetros de Goiânia, assistiram a um caso singular de obsessão. Melhor dizendo, de desobsessão, porque os agressores foram separados da agredida, deixando, portanto, de influenciá-la.
Certa vez, uma jovem foi conduzida pela avó até ali, desesperada ante mania repentina demonstrada pela neta: arrancava tufos do couro cabeludo, mastigando-os e engolindo-os. Este distúrbio é conhecido como tricotilomania. Se pêlos humanos levam anos para se biodegradar, entopem pias e ralos, resistindo até mesmo à soda caustica, imaginem seu acúmulo no aparelho digestivo de uma pessoa!
Era uma moça de pouco mais de 20 anos, de olhar aflito e assustado. A pedido do médium, Geraldo Inácio da Silva, ela retirou o turbante que lhe cobria a cabeça e todos viram o que sobrara de seus cabelos negros muito curtos e ralos e disse:
- Ela está liberada para retornar às atividades normais. Graças a Jesus e à equipe de seu Eurípedes, ela não tem mais obsessor para comer cabelo.
Ela se arrastou por consultórios médicos, tratada por impotentes especialistas que não admitem sequer discutir o processo obsessivo, e que também não curam porque não sabem, quando a doença é de natureza espiritual.
Há quem negue a obsessão, alegando "motivos científicos".
A moça que comia os próprios cabelos, todavia, livre dos obsessores, não os come mais, sem precisar que lhe amarrem as mãos nas costas, aliás, esta providência foi o único remédio realmente eficaz receitado pelos médicos para conter seu apetite insólito.
A medicina acadêmica será muito mais eficiente quando romper a barreira do materialismo sectário em que ainda se deixa prender, em pleno Terceiro Milênio e passar a tratar a pessoa como corpo e espírito.
Podem os espíritos daqueles que já morreram influenciar negativamente um inimigo que continua vivo neste mundo, provocando-lhe inclusive doenças? Jesus respondeu que sim. Não apenas um, mas três dos seus biógrafos - Mateus, Marcos e Lucas - assinam a passagem evangélica denominada "Os endemoninhados gadarenos", onde o Nazareno expulsa uma legião de espíritos maus que atormentam dois homens vistos como alienados mentais.

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Muitas vezes, nos referimos à desobsessão como se fosse apenas a conversa fraterna e esclarecedora, dirigida aos companheiros desencarnados no recinto do templo espírita.
Entretanto, urge esclarecer que a tarefa desobsessiva é de todas as horas, a começar de nós mesmos, na luta diária do auto-aperfeiçoamento, manifestando-se em atitudes diversas, tais como:
Desabotoando o sorriso nos lábios em momentos de tensão e angústia;
Reprimindo as explosões de cóleras;
Evitando a resposta descaridosa;
Suprimindo a palavra contundente;
Controlando os gestos bruscos;
Fugindo às expressões do sarcasmo;
Compulsando o livro nobre;
Buscando o trabalho honesto;
Fortalecendo o serviço da caridade;
Cooperando na paz doméstica;
Sustentando a harmonia no grupo de assistência;
Cultivando paciência e entendimento;
Desvinculando-se dos problemas da ingratidão.
À luz do Espiritismo, desobsessão é sinônimo de libertação e não há libertação verdadeira sem conhecimento de nós mesmos, tanto quanto o auto-conhecimento reclama esforço e persistência, coragem e renúncia.
Por isso, somente com estudo sincero e perseverante da Doutrina Espírita, e exemplificação de seus ensinamentos, poderemos colimar o urgente objetivo da desobsessão em nós, pois foi o próprio Cristo quem um dia afirmou: "Conhecereis a Verdade e a Verdade vos fará livres".

André Luiz

segunda-feira, 11 de abril de 2011

CASA DO ATIRADOR É PINTADA DE BRANCO - notícia de hoje


Vizinhos pintam de branco casa da família do atirador do Realengo

Depois de ter sido arrombada e ter o muro pichado com os dizeres "assassino e covarde" no fim de semana, a casa da família de Wellington Oliveira, que matou 12 crianças na Escola Municipal Tasso da Silveira, teve o muro pintado de branco por vizinhos na manhã desta segunda-feira, 11. Os portões que haviam sido arrombados foram fechados com cartolina branca. Vizinhos também colocaram em frente à casa um cartaz pedindo paz.
"A culpa não é do Estado, a culpa não é dos parentes, a culpa não é das crianças, a culpa não é dos funcionários da escola. A dor é de todos. Nosso bairro é pacífico", diz o cartaz. Uma patrulha da Polícia Militar está estacionada em frente á casa para evitar que novos atos de vandalismo ocorram.


Observação: Que ótima notícia! Vejo que nem todos se esquecem dos ensinamentos do Cristo na hora da raiva. A dor não pode nos cegar. A violência não pode ser justificada com violência. Nossas atitudes devem ser pautadas no AMOR que o Cristo nos ensinou. Afinal, somos ou não somos cristãos? Certas atitudes parecem ser ainda da época de Moisés: “Olho por olho, dente por dente”, onde as pessoas eram apedrejadas ou crucificadas em praça pública. Jesus veio mudar esta lei para a lei do AMOR, que traz como consequencia a misericórdia e o perdão. Precisamos orar por aquelas crianças que desencarnaram estupidamente e por aquelas que estão sofrendo com as lembranças da estupidez. Precisamos orar pelos familiares. Mas, precisamos orar também pelo Wellington. Antes de enxergarmos este rapaz como um assassino, lembremos que ele também é filho de Deus, consequentemente, irmão de Jesus e nosso também. Este episódio deve nos levar a questionar: O que estamos ensinando aos nossos filhos de moral cristã? Como nossos filhos tratam os colegas, os professores, os funcionários e a escola em si? Que exemplo estamos dando aos nossos filhos? Estamos ensinando nossos filhos serem pacíficos? Quem sabe o que este rapaz sofreu de massacre psicológico? Como julgar uma pessoa que não conhecemos seus sentimentos mais íntimos? A polícia quer vasculhar a vida de Wellington, mas e a vida espiritual, quem pode vasculhar? Só Deus. Toda história tem dois lados. Por isso: “Não julgueis, afim de não serdes julgados; porque sereis julgados conforme houverdes julgado os outros; empregar-se-á convosco a mesma medida de que vos tenhais servido para com os outros. (Mateus, VII – 1 e 2). Somos juízes ferrenhos nas causas alheias dos desconhecidos, mas para com os nossos entes queridos o julgamento é mais brando. O julgamento tem dois pesos e duas medidas. Por quê? Porque ainda não vemos o próximo como irmão. Porque ainda somos egoístas. Porque ainda não somos misericordiosos. Porque ainda não somos indulgentes.

Que a atitude desses moradores sirva de exemplo para que a paz se espalhe para outros bairros, cidades e paises. Chega de linchamento! Chega de chacota com as diferenças alheias! Chega de bullying! Chega de revide! Chega de massacre psicológico!



"SANTIFICAÇÃO É ALGO DISTANTE DE MIM" - diz padre Vitor em psicografia



- Meu Deus ! Quando volto do trabalho socorrista, às vezes me pego pensando : Por que isto? Por que tantos desatinos em nome do egoísmo? Pode o homem encarnado esquecer-se tanto do Criador ou, banalizando-o, vendê-lo, satirizá-lo assim? Alguns dias sempre são mais difíceis que outros, mesmo aqui na espiritualidade. Sou de natureza crítica e não consigo, ainda, reter meus impulsos de severidade. Trago resquícios da batina, me pego pregando em vez de aconselhar, ditando regras em vez de conduzir e acolher. Envergonho-me pelas minhas falhas e, quando ultrapasso os limites do bom senso, refugio-me na colônia em lugar aprazível para pensar. Num destes dias estava mergulhado em profunda reflexão quando alguém chegou calmamente, sentou-se ao meu lado, tocou-me o ombro e disse:

- Não seria mais fácil dividir a reflexão do que pensar só?

Era Anita, companheira querida de trabalho, alma generosa que a cada dia se ilumina mais pela abnegação. Chorei feito criança necessitada de aconchego em ombro amigo, fiquei por alguns instantes reconfortado e, após longo silêncio, considerei:

- Anita, minha irmã, me sinto incapaz de servir a Jesus, pois sou ainda pequeno e presunçoso, trago, ainda, as insígnias do clero e acho que erro mais que acerto. Como posso querer mudanças radicais do semelhante, se não aprendi a ser humilde? Como posso dizer que amo se ainda condeno os erros humanos? Ah ! Jesus deve me condenar por isso.

- Vítor, não diga bobagens. Você é Espírito em busca da luz, suas imperfeições e as minhas são comuns. O que esperava? Que se libertando do corpo se libertaria das suas mazelas? Que vivendo numa colônia espiritual estaríamos no paraíso? Somos ainda falíveis, mas precisamos lutar para crescer. Você precisa questionar menos e servir mais. Estudar com afinco, orientar-se com Abel e os nossos mentores em vez de refugiar-se em suas reflexões. Meu amigo é difícil para mim também. Quando vejo meus familiares sofrendo ou cometendo desatinos, chego a dizer a eles: O que é isso? Esqueceu-se do compromisso? Onde está os princípios espíritas, o exemplo de seu pai? E eles não me ouvem as súplicas e sofro e me culpo. Custou-me descobrir que não é a doutrina que nos modifica, mas a educação de nossos instintos inferiores, a revisão dos nossos valores. Do mesmo modo como você se apega a alguns ranços da Igreja, eu o fazia com o Espiritismo. É falta de informação, Vítor, pois ninguém muda por fora se não o fizer por dentro, compreende?

Como bálsamo de luz, aquelas palavras me acalmaram e me conduziram a nova visão. Abracei a irmã como um filho a uma mãe e acho até que naquele momento era o que precisava.

(Trecho do livro : Memórias de Padre Vítor)


“E ainda me chamam santo? Que hipocrisia! Que engano! Sou mais devedor que muitos que estão na carne. Como posso ser santificado se ainda se refletem em mim os erros do desengano e me ressinto de alguns problemas ainda não resolvidos. Não! A santificação é algo muito distante de mim.” (Padre Vítor)



O QUE É SANTO NA VISÃO ESPÍRITA? "É um atributo dirigido a determinadas pessoas que aparentemente atenderam, na Terra, à execução do próprio dever" - André Luiz