segunda-feira, 11 de abril de 2011

"SANTIFICAÇÃO É ALGO DISTANTE DE MIM" - diz padre Vitor em psicografia



- Meu Deus ! Quando volto do trabalho socorrista, às vezes me pego pensando : Por que isto? Por que tantos desatinos em nome do egoísmo? Pode o homem encarnado esquecer-se tanto do Criador ou, banalizando-o, vendê-lo, satirizá-lo assim? Alguns dias sempre são mais difíceis que outros, mesmo aqui na espiritualidade. Sou de natureza crítica e não consigo, ainda, reter meus impulsos de severidade. Trago resquícios da batina, me pego pregando em vez de aconselhar, ditando regras em vez de conduzir e acolher. Envergonho-me pelas minhas falhas e, quando ultrapasso os limites do bom senso, refugio-me na colônia em lugar aprazível para pensar. Num destes dias estava mergulhado em profunda reflexão quando alguém chegou calmamente, sentou-se ao meu lado, tocou-me o ombro e disse:

- Não seria mais fácil dividir a reflexão do que pensar só?

Era Anita, companheira querida de trabalho, alma generosa que a cada dia se ilumina mais pela abnegação. Chorei feito criança necessitada de aconchego em ombro amigo, fiquei por alguns instantes reconfortado e, após longo silêncio, considerei:

- Anita, minha irmã, me sinto incapaz de servir a Jesus, pois sou ainda pequeno e presunçoso, trago, ainda, as insígnias do clero e acho que erro mais que acerto. Como posso querer mudanças radicais do semelhante, se não aprendi a ser humilde? Como posso dizer que amo se ainda condeno os erros humanos? Ah ! Jesus deve me condenar por isso.

- Vítor, não diga bobagens. Você é Espírito em busca da luz, suas imperfeições e as minhas são comuns. O que esperava? Que se libertando do corpo se libertaria das suas mazelas? Que vivendo numa colônia espiritual estaríamos no paraíso? Somos ainda falíveis, mas precisamos lutar para crescer. Você precisa questionar menos e servir mais. Estudar com afinco, orientar-se com Abel e os nossos mentores em vez de refugiar-se em suas reflexões. Meu amigo é difícil para mim também. Quando vejo meus familiares sofrendo ou cometendo desatinos, chego a dizer a eles: O que é isso? Esqueceu-se do compromisso? Onde está os princípios espíritas, o exemplo de seu pai? E eles não me ouvem as súplicas e sofro e me culpo. Custou-me descobrir que não é a doutrina que nos modifica, mas a educação de nossos instintos inferiores, a revisão dos nossos valores. Do mesmo modo como você se apega a alguns ranços da Igreja, eu o fazia com o Espiritismo. É falta de informação, Vítor, pois ninguém muda por fora se não o fizer por dentro, compreende?

Como bálsamo de luz, aquelas palavras me acalmaram e me conduziram a nova visão. Abracei a irmã como um filho a uma mãe e acho até que naquele momento era o que precisava.

(Trecho do livro : Memórias de Padre Vítor)


“E ainda me chamam santo? Que hipocrisia! Que engano! Sou mais devedor que muitos que estão na carne. Como posso ser santificado se ainda se refletem em mim os erros do desengano e me ressinto de alguns problemas ainda não resolvidos. Não! A santificação é algo muito distante de mim.” (Padre Vítor)



O QUE É SANTO NA VISÃO ESPÍRITA? "É um atributo dirigido a determinadas pessoas que aparentemente atenderam, na Terra, à execução do próprio dever" - André Luiz




domingo, 10 de abril de 2011

ALGUÉM NASCE PREDESTINADO A MATAR?



Não, ninguém nasce para matar. Nascemos para evoluir. Se alguém nascesse predestinado a matar não estaria evoluindo. Portanto, ninguém nasce predestinado ao crime e todo crime ou qualquer ato, seja bom ou ruim, resulta sempre da vontade e do livre-arbítrio da pessoa. Aceitar a idéia que alguém nasce predestinado a cometer um crime seria acreditar que o assassino não é um criminoso, e sim um instrumento que Deus utiliza para punir alguém, o que seria um absurdo.
COMO RESSARCIR NOSSO DÉBITO COM A LEI DIVINA? A LEI É “OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE”? Não. Se fosse estaríamos num circulo vicioso, por exemplo: se eu matei alguém no passado, nesta encarnação alguém tem que nascer para me matar para eu quitar meu débito, e depois outro alguém terá que nascer para atirar no meu assassino, e assim sucessivamente. E na verdade o resgate acontece assim, por exemplo: quem matou uma pessoa a facadas na região do estômago, não necessita que alguém lhe dê facadas na mesma região para que ela resgate seu débito. Esta poderá reencarnar predisposto a desencadear uma úlcera ou um câncer no órgão que ele lesou no próximo. Os códigos divinos dispõem de mecanismos hábeis para regularizar os conflitos e os atentados às Leis, sem gerar novos devedores, e conforme muito bem acentuou Jesus: "O ESCÂNDALO É NECESSÁRIO, MAS AI DO ESCÂNDALOSO”, ou seja, A REGULARIZAÇÃO DE DÉBITO É NECESSÁRIA, MAS AI DO REGULARIZADOR. Portanto, ninguém tem o direito de tornar-se um desumano regularizador das Leis de harmonia, utilizando-se dos próprios e ineficazes meios.
ENTÃO, ESTAMOS SUJEITOS A QUALQUER TIPO DE MORTE PARA REGULARIZAR NOSSO DÉBITO? A Terra é um planeta de provas e expiações. O simples fato de aqui vivermos significa que somos Espíritos comprometidos com débitos que justificam qualquer tipo de sofrimento ou morte que venhamos a enfrentar, como contingência evolutiva, sem que tenha ocorrido um planejamento dos superiores celestes nesse particular.
QUE DÉBITO TEM UMA CRIANÇA? Não podemos esquecer que, uma criança, é um Espírito que traz, ao reencarnar, uma bagagem de ações boas e/ou más que fizeram em encarnação anterior. É um Espírito velho num corpo novo. Ninguém sofre por acaso. Elas também estão no mundo para resgatar algum débito do passado. Ficamos sensibilizados com a morte de uma criança, mas talvez, se soubéssemos o que fizeram, ficássemos assustados.
QUE REAÇÃO DEVE TER O ESPÍRITO QUE DESENCARNOU ASSASSINADO, NO PLANO ESPIRITUAL? As “pseudovítimas”, se conseguirem superar as reações de ódio e vingança, ganham muito. Regressam à Espiritualidade como alunos bem sucedidos em inesperado teste, habilitando-se a uma situação melhor no futuro. E aqueles que se tornarem verdugos (obsessores), um trágico futuro os aguarda, em virtude de seu comprometimento com o mal. Este conselho serve também aos encarnados. Toda vingança é contrário ao perdão. O assassino é um enfermo da alma. Fazer justiça com as próprias mãos seria igualar-se ao irmão desequilibrado. O pedido de Jesus, não deve ficar na lembrança ou papel. É no momento de dor que somos testados. Como nos pediu Jesus: "Se alguém te bater numa face, apresenta-lhe a outra". Explica Joanna de Ângelis: "A vida possui duas faces: a boa e a má. Uma é a face da violência, do orgulho ferido, da vaidade mesquinha, do medo. A outra é a da paz, da confiança no bem, da vitória do amor, da dignidade." Então, se alguém nos ofender ou ferir, apresentemos a ele a outra face que ele desconhece, que é a da paz, do perdão . . .

sábado, 9 de abril de 2011

"O ASSASSINO É UM ENFERMO DA ALMA" - disse Divaldo Franco


Divaldo Pereira Franco, narra em uma de suas palestras, uma emocionante história de amor :

Uma mãe o procurou pedindo socorro, pois o filho havia sido assassinado pelo próprio amigo. Divaldo, sensibilizado disse :
- Minha irmã, eu não tenho nada para lhe dizer, porque há dores que são tão pessoais, que o silêncio é a única palavra.
Na hora que ele a abraçou, viu o espírito de Joanna de Ângelis se aproximar e dizer :
- Parabenize-a.
Divaldo achou estranho, pois como parabenizar uma mãe cujo filho foi assassinado? Mas ela explicou:
- Eu daria pêsames, se ela fosse a mãe do assassino. Seu filho não morreu, mas o criminoso perdeu a reencarnação, seu filho vive.
E Joanna trouxe-o e disse :
- Pense na mãe do assassino, coloque-se no lugar dela.
E a mulher respondeu :
- Eu a odeio.
E Joanna perguntou :
- Que culpa tem ela de ter gerado um filho doente? Que culpa tem a senhora de ter gerado a vítima da loucura? Pense na dor que ela deve estar experimentando.
E o filho despertou, viu a mãe e começou a falar (através da mediunidade de Divaldo), por uns 15 minutos. No final da mensagem, os espíritos amigos disseram para que a mulher procurasse a mãe do algoz (assassino). A mulher emocionada, atendeu ao pedido, abraçou Divaldo agradecida, e lá se foi em busca da amiga sofredora. E no sábado seguinte, ambas visitaram Divaldo, onde este, sugeriu que elas visitassem o rapaz, e completou dizendo:
- Mãe, seu filho está enfermo (da alma), ame-o, e lhe fale do amor. A necessidade que ele tem de ter a mãe nesse momento, é grande. Ele deve estar despertando da loucura e deve ser amado.

Recomendou Jesus: “Aprendestes com as leis de Moisés a: “Amar o vosso próximo e odiar os vossos inimigos.” Eu, porém, vos digo: “Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam (...) Porque, se só amardes os que vos amam, qual será a vossa recompensa?(...)” (Mateus, V – 43 – 47)





sexta-feira, 8 de abril de 2011

"NINGUÉM MATA NINGUÉM" - disse Chico Xavier



O médium baiano Divaldo Pereira Franco, conta uma emocionante história em uma de suas palestras. Certo dia, um casal o procurou para contar um triste episódio de suas vidas. Contou-lhe a esposa:
"Éramos felizes com nossos seis filhos. Entre eles nossa garotinha de cinco anos que chamava-se Margarette. Até que um dia, uma terceira personagem apareceu em nossas vidas. Meu marido, homem sempre bom, atencioso, excelente pai, não reagiu às circunstâncias e, lentamente, trocou o nosso lar por outro. Começou a visitar essa criatura, a diminuir a constância para conosco, enquanto aumentava a sua presença junto a ela. Deixou de vir à casa. Passou a estar conosco apenas periodicamente. Nossa Margarete, a quem ele tanto amava, passou a murchar como uma flor de estufa que perdesse a vitalidade. Um ano se passou terrível. Iniciamos o processo de desquite para o futuro divórcio. Eu tentava contornar o assunto. Mas Margarette chorava e não dizia nada. Quando ele chegava, tomava-lhe as mãos pequeninas e dizia-lhe:
"Meu bem, quando você crescer, quando compreender o mundo e souber de todas as coisas duras da vida, se não puder perdoar alguma coisa má, ao menos desculpe, sim? Você me promete?"
Margarette respondia dizendo:
"Prometo, papai."
Ela não cansava de implorar que ele voltasse a dormir em casa. No tormento em que se debatia nos conflitos de consciência, meu esposo iniciou o retorno. Vinha aos sábados e ia-se aos domingos à tarde. Depois já aparecia no meio da semana. Passou a dormir e a fazer as refeições em casa. Fez a viagem de volta, o retorno ao lar. Até que me pediu perdão e permissão para voltar. Eu aceitei. Quando tudo parecia voltar ao normal, nossa Margarette, sumiu na saída da escola. Nenhuma notícia. Percorremos a cidade enlouquecidos. Pronto-socorro, hospitais, necrotérios, rodoviária, nada . . . Dias após, crianças encontraram o corpo de nossa filhinha Margarete em matagal. Despedaçado, em putrefação. A polícia instaurou inquérito. Quem poderia ser? De suspeita em suspeita chegou-se à antiga companheira de meu marido. Levada a interrogatório severo, confessou:
"Matei! Mataria outra vez, mil vezes, porque ela me desgraçou. Tomou de mim o homem a quem eu amava. Para vingar-me, raptei-a e matei-a, para ela nunca mais fazer isso com ninguém."
Enlouquecido e desesperado, meu marido queria ir ao cárcere decepar as mãos da criminosa e matar-se depois . . . Foi neste estado de ódio, que ouvimos falar de um homem bom como a água refrescante da fonte: Francisco Cândido Xavier. Fomos procurá-lo, e quando ele passou perto de nós gritei:
"Chico, mataram minha filha!"
Ele passou a mão na minha cabeça e disse:
"Meu bem, ninguém mata ninguém. Sua filhinha vive. Nossa Margarete está aqui. Foi trazida pela avozinha. Acalme-se. Você não confia em Deus?"
Sentei-me. Na madrugada de sábado, chamaram pelo meu nome e pelo do meu marido. Era uma mensagem de nossa filha Margarete. Não sei até hoje o que senti. A mensagem dizia:
"Mãezinha, meu querido papai! Vim, para dizer-lhes que estou viva! Se alguém pensou em me magoar, não conseguiu, papai. Não sei explicar a vocês como tudo aconteceu. Eu me recordo que saía do Jardim de Infância, quando uma pessoa me chamou. Segurou-me, fez-me entrar no carro. Eu não sei o que me aconteceu, mas ninguém me magoou. Não fique triste, papai. Não senti nada. Só saudade. Eu dormi. Se cortaram o meu corpo, não vi. Soube depois. Se ficou todo quebradinho, também não vi. Dormi e quando acordei vovó Felicidade me acarinhava, pedindo que eu acordasse. Eu perguntei o que fazia ali, e perguntei por vocês. Ela me explicou que não poderia vê-los por enquanto, porque eu estava num hospital recebendo tratamento. Chorei muito com saudade de vocês (e citou o nome dos irmãos). Naquele momento, entrou uma moça bonita, bem vestida, parecendo professora que se apresentou dizendo ser a tia Lídia, sua irmã mamãe, dizendo estar ali para substitui-la. Foi então que ela me contou que estava morta e eu também. Depois pediu que eu dormisse. Voltei a dormir. Quando acordei, titia e vovó me disseram que vocês estavam sofrendo muito. Eu pedi para vê-los, para abraçá-los e vi você com ódio, papai. Paizinho, você se lembra do que me dizia? - 'Se não puder perdoar, pelo menos desculpe'. Paizinho, desculpe! Ninguém nos fez nenhum mal. Eu tinha que voltar para cá e voltei. Mas nunca, nunca mais nos separaremos. Vovó está dizendo que devemos perdoar, e se não pudermos, temos o dever de desculpar. Voltarei outro dia, papai. Eu vim pedir-lhes que desculpem. Paizinho, até já! Mamãe querida, você que é mãe, me compreende melhor, portanto, perdoe! Beija-os a sempre sua, Margarete." O senhor pode imaginar o que sentimos . . . Demo-nos as mãos. Voltamos para casa. É ainda difícil perdoar, mas pelo menos, a gente está tentando desculpar . . ."

Disse Jesus: " Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados." (Mateus, VI - 14-15)


CHICO XAVIER E O VERME - história verídica


Um confrade entusiasta elogiava o Chico à queima-roupa, ao fim de movimentada sessão pública, e o Médium desapontado, exclamou:

— Não me elogie desta maneira. Isso é desconcertante. Não passo de um verme neste mundo.

Emmanuel, junto dele, ouvindo a afirmação, falou-lhe paternal:

— O verme é um excelente funcionário da Lei, preparando o êxito da sementeira pelo trabalho constante no solo e funciona, ativo, na transmutação dos detritos da terra, com extrema fidelidade ao papel de humilde e valioso servidor da natureza... Não insulte o verme, pois, comparando-se a ele, porqüanto muito nos cabe ainda aprender para sermos fiéis a Deus, na posição evolutiva que já conseguimos alcançar...

O Médium transmitiu aos circunstantes o ensinamento que recebeu, ensinamento esse que tem sido igualmente assunto de interesse em nossas meditações.


Do livro: Lindos casos de Chico Xavier

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A MAIS BELA VISÃO DE DIVALDO FRANCO

A MAIS BELA VISÃO DE DIVALDO

Contou Divaldo que estava psicografando a obra "Primícias do Reino", livro em que Amélia Rodrigues narra muitas experiências do Evangelho. Ela já tinha lhe contado que, para escrever tal obra, havia consultado registros do mundo espiritual, projeções que eles chamam "cenas vivas", como se fossem ideoplastias que reconstituem cenas (modelagem da matéria pelo pensamento). Na madrugada em que ela ia prefaciar a obra, ela o fez sair em desdobramento do corpo físico.

Disse Divaldo: "Vi-me lá na Mansão do Caminho, onde numa área muito arborizada me deparei com uma espécie de anfiteatro grego, a céu aberto, onde se encontravam muitos espíritos para assistirem a cenas que eram narradas no livro. Naquele momento, então, chegaram entidades que eu penso serem técnicos do mundo espiritual e, movimentando as mãos dentro de verdadeiras ânforas de vidro, foram surgindo as personagens da narrativa. Era um fenômeno, portanto, de ideoplastia. Maria de Magdala, Nicodemos, várias entidades. Menos, naturalmente, Jesus e sua mãe. Mas, de alguma forma, havia uma grande luz e, também, uma forma feminina sem detalhes que seria da Grande Senhora."

A cena era tão enriquecedora, tão transcendente, que Divaldo perdeu os sentidos, não suportando a emoção.

Ele disse que essa foi a mais bela visão psíquica da sua vida.


Do livro: Divaldo Franco - A história de um humanista
De: Jason de Camargo



Observação: Recebi um e-mail com suposta carta psicografada pela esposa (desencarnada) de um cantor famoso onde esta afirmava ter visto Jesus. Por isso, resolvi chamar a atenção das pessoas para este assunto colocando esta história. A Doutrina Espírita alerta: "É melhor rejeitar 10 mensagens verdadeiras do que aceitar uma falsa", disse Erasto.



JESUS FALOU COM DIVALDO FRANCO? - história

FENÔMENO IDEOPLÁSTICO SOBRE JESUS

Narra Divaldo que no ano de 1956 ele se encontrava na cidade do Rio de Janeiro, hospedado na residência de Da. Celeste Motta, realizando uma série de conferência naquela cidade e seus arredores. Estava em férias do Instituto onde trabalhava.

"Uma noite, contou-nos ele, vivenciei algo de grande significado para mim. Vi-me em uma área verdejante que se perdia no horizonte visual sob um céu de esplendente azul-turqueza. Como tenho tendência religiosa muito acentuada e cultivo o hábito da oração, comecei a sintonizar com o Pensamento Cósmico, e, subitamente, vi que as nuvens movimentavam-se formando um perfil humano. Não saíra do espanto, quando me apareceu a face de Cristo - a que se tornou conhecida através dos séculos - que não quer dizer a verdadeira, mas que de certo deverá ter similitude. Emocionei-me e informei ao Nilson, que surgira, não sei de onde, pedindo-lhe que olhasse naquela direção. Ato contínuo, quando voltei à observação, dei-me conta de que desaparecera no alto e, apenas distante alguns metros, estava a forma do Mestre. Automaticamente, exclamei: - Jesus! Ele voltou a cabeça, desenhando um ângulo reto sobre o ombro esquerdo, sorriu, melancólico, e perguntou-me:
- Tu me amas?
- Sim, Senhor, eu Te amo.
- Então, perdoa a todos aqueles que te ofenderam.
Eu retruquei, muito emocionado:
- Ninguém nunca me ofendeu, razão nenhuma tenho para perdoar.
Novamente, Ele interrogou-me:
- Tu me amas?
- Sim, Senhor. Eu Te amo.
- Então perdoa a todos aqueles que te ofendem.
Repassei pela mente as minhas emoções e redargüi:
- Ninguém me ofendeu e, por isso, não tenho como perdoar.
Por terceira vez, Ele inquiriu-me:
- Tu me amas?
- Sim - respondi-Lhe trêmulo - Tu sabes que eu Te amo.
- Então, perdoa a todos que te ofenderem a eu constatarei que me amas.

É claro que a visão espiritual não foi com Jesus, foi apenas um fenômeno de ideoplastia ou com algum Espírito nobre que me desejasse advertir em relação ao futuro, quando eu seria visitado por muitas calúnias, perseguições de amigos e de confrades, agressões morais e físicas, chacotas e ironias, a que nunca dei o valor que pareciam merecer.
Por amá-Lo, tenho pautado a minha vida em grande silêncio, toda vez quando sou agredido, ou malsinado, incompreendido, ou caluniado, nunca me justificando, nem permitindo que a maledicência encontre respaldo em minhas palavras, porque elegi com todo rigor a aceitação das provas que me são propostas pelas leis da Vida em favor do meu progresso espiritual."


Do livro: Divaldo Franco - a história de um humanista
De: Jason de Camargo

domingo, 3 de abril de 2011

ONDE FICA NOSSA INTELIGÊNCIA?

Para responder esta pergunta primeiro precisamos saber QUEM SOMOS.

Segundo explicação dos Espíritos a Kardec em O Livro dos Espíritos, SOMOS ESPÍRITOS, e os Espíritos são o princípio inteligente do universo e sua forma, para que possamos entender, é como se fosse “uma chama, um clarão ou uma centelha etérea.” Então, podemos concluir que não temos uma forma definida. Nós adquirimos uma forma a cada encarnação. E esta forma só é possível graças ao PERISPÍRITO. Quanto mais evoluído for o Espírito, mais sutil (fino) será o perispírito. Os elementos que formam o perispírito é retirado do fluido existente no planeta que o Espírito irá encarnar. Quando o Espírito se tornar um Espírito puro, através das muitas encarnações, ele não precisará mais do perispírito, este então não existirá mais. Mas, um Espírito puro pode escolher encarnar (mesmo sem precisar) para ajudar na evolução de um povo ou de um planeta, como foi o caso de Jesus. Neste caso, ele utilizará um perispírito novamente, no tempo que estiver encarnado e poderão também utilizar o perispírito para serem reconhecidos onde fizerem aparições. Portanto, chegará um dia que não utilizaremos um corpo físico porque não precisaremos encarnar mais e nem corpo espiritual ou corpo astral (perispírito) porque seremos um Espírito puro, seremos apenas uma chama, um clarão ou uma centelha etérea.

Estas informações nos faz pensar que: Jesus e Deus não tem um corpo definido ao nosso limitado conhecimento. Portanto, não ficam sentados em tronos; se o Espírito não tem forma também não tem sexo, ou seja, ser do sexo masculino e feminino só quando estamos encarnados; que os Espíritos não retrocedem na evolução, portanto, quando alcançam a perfeição não se rebelam, porque não abrigam mais sentimentos de orgulho ou revolta.


Onde fica nossa inteligência?

No ESPÍRITO. Se fosse no corpo físico tudo que adquiríssemos de conhecimento e aprendizado se perderia com a morte do corpo físico. Se ficasse no perispírito, todo conhecimento e aprendizado se perderiam quando não precisarmos mais do perispírito. Então, a inteligência, conhecimento e aprendizado ficam armazenados no ESPÍRITO. Só ele é eterno.

Onde fica a inteligencia dos deficientes mentais?

Geralmente são Espíritos que usaram a inteligência para prejudicar o próximo ou foram suicidas. A Providência Divina permite que determinados espíritos reencarnem nesta condição, para aprenderem uma grande lição através do constrangimento a que ficam sujeitos, totalmente impossibilitados de se manifestarem normalmente. Neste caso, o corpo físico é planejado (antes de encarnar) para aquele Espírito. Ele (corpo físico) terá limitações para dificultar a manifestação do Espírito preso a ele. Mas, o conhecimento, o aprendizado que adquiriram anteriormente continua guardado no ESPÍRITO, mas naquela encarnação não poderá se manifestar. Não pensemos que a existência como excepcional seja perdida em termos de aprendizado. O espírito sofre não poder manifestar-se, contudo mantém todas as suas faculdades e gradativamente aprenderá a não utilizá-las mal. O deficiente mental é como um motorista de fórmula 1 que tem um carro inferior com motor ruim. Ele sabe dirigir, mas o carro (corpo físico) não corresponde a altura de seu conhecimento e vontade.


TEXTO DE RUDYMARA



sábado, 2 de abril de 2011

POR QUE CHICO XAVIER MUDOU DE NOME? - história verídica

Uma influente autoridade religiosa de Belo Horizonte implicou com os Xavier, principalmente com o Chico Xavier, cujo nome começava a se projetar junto com as suas obras mediúnicas.
Escrevendo para o Sr. Rômulo Joviano, o chefe da Fazenda Modelo, onde Chico trabalhava, aquela autoridade exigia que o Chico fosse despedido do trabalho.
O assunto era sério e precisava ser solucionado. àquela época, por decreto do presidente Getúlio Vargas, todo brasileiro que ainda não se houvesse registrado, poderia fazê-lo, gratuitamente, por um período de 5 anos.
Pensando no problema, o Sr. Rômulo propôs a Chico registrar-se novamente, porque assim ele forneceria à dita autoridade religiosa de Belo Horizonte uma nova relação dos funcionários da Fazenda Modelo, em Pedro Leopoldo, esclarecendo que não havia mais nenhum Xavier na repartição e que suas “ordens” tinham sido cumprida à risca.
Chico concordou e assim foi feito.
Olhando no calendário, o Sr. Rômulo observou que o dia 2 de abril, data de aniversário do Chico, era consagrado à São Francisco de Paula e sugeriu que, para Chico não deixar de ser Chico, ao invés de Francisco Cândido Xavier ele passasse a assinar Francisco de Paula Cândido. Assim ele continuaria a ser Chico e “Cândido”, como sempre o fora.
A providência inteligente do Sr. Rômulo, que era um homem enérgico, mas muito humano, evitou que Chico perdesse o emprego numa época em que ele tratava de 14 pessoas em sua casa, entre as quais um sobrinho paralítico de nome Emmanuel Luiz, filho de José.
A autoridade religiosa se acalmou, recebendo a merecida lição, e o Chico continuou a trabalhar recolhendo-se à paz de temporário anonimato.


Em 2 de abril de 1910 nascia Chico Xavier.
Um homem que passou muitas humilhações, mas nunca revidou uma agressão ou sentiu ódio e rancor.
Em seu coração só cabia perdão, humildade, caridade, tolerância, enfim, todo sentimento que deriva do AMOR.
Jesus profetizou dizendo aos seus apóstolos: "se me perseguiram, também perseguirão vocês. Se obedecerem a minha palavra, também obedecerão a de vocês."
Jesus sabia que depois de sua partida, seus discípulos seriam perseguidos. Mas, alertou dizendo que, se eles fizessem o que pregassem as pessoas os respeitariam. Foi o que aconteceu com o apóstolo Chico Xavier. O que ele pregava ele vivia. Ele não foi cristão só no rótulo, mas principalmente nas atitudes. Por isso, muitos o respeitavam e respeitam, até mesmo pessoas de outras religiões.
Esta é nossa singela homenagem nesta data onde lembramos seu nascimento.


sexta-feira, 1 de abril de 2011

A MENTIRA - Richard Simonetti

1 - Como situar a mentira?
Um dos piores flagelos da Humanidade, presente em todas as culturas, O profeta Isaías afirma taxativamente que “todo homem é mentiroso”. Refere-se, obviamente, ao gênero humano. As mulheres adoram fofocas e boatos, que raramente guardam fidelidade plena à realidade dos fatos.
2 - É tão grave assim?
Observe que todo mal que se produz na Terra está sempre vinculado à mentira. Mente o marido que trai a esposa, o político que faz promessas vãs, o estelionatário que ilude incautos, o corrupto que aceita propinas, o comerciante que explora o freguês, o publicitário que vende uma imagem falsa. A lista iria longe. Todos mentem para alcançar seus objetivos.
3 - Essa postura não é um tanto radical? Há pequenas mentiras que não prejudicam ninguém e facilitam nossa vida. Haverá maneira mais fácil de nos livrarmos de alguém que vem nos importunar do que mandar alguém dizer que não estamos em casa?
É uma questão de principio. Quem se habitua às pequenas mentiras não terá constrangimento com relação às maiores. fugindo às suas responsabilidades.
4 - Você não admite que a mentira está tão entranhada na vida social que seria impossível eliminá-la?
Da vida social, sim. De nossa vida, não. Depende de nos conscientizarmos a respeito.
5 - Se eu só falar a verdade, num mundo onde impera a mentira, não estarei em desvantagem?
Imaginemos que os primitivos discípulos de Jesus tivessem a mesma idéia.
Uma simples mentirinha — «Não sou cristão! Prenderam-me por engano — e estariam livres do Circo Romano, das feras famintas, da fogueira... Foi a fidelidade à verdade, sustentada pelos mártires indômitos, que permitiu ao Cristianismo sobrepor-se as perseguições cruéis, consolidando-se como marco de luzes na Terra.
6 - Havia uma orientação específica para eles?
A mentira é condenada em todos os textos religiosos, desde as mais remotas culturas. Jesus recomendava que cultivemos o “sim, sim, não, não”. Significa que nossas afirmativas devem ser sempre verdadeiras. O fato de alguém colocar em dúvida o que dizemos significa que nem sempre dizemos a verdade. No oitavo mandamento da Lei, recebido por Moisés no Monte Sinai, está enfatizado: “Não presteis testemunho falso contra o vosso próximo.”
7 - Não é lícito mentir em nenhuma circunstância?
Só quando usamos a mentira piedosa, que visa beneficiar alguém, sem nenhum interesse pessoal. Quando, por exemplo, mentimos a alguém muito
frágil quanto ao seu estado de saúde, omitindo que está com câncer. No livro “Os Miseráveis”, de Victor Hugo, há uma situação também ilustrativa: Um homem injustamente perseguido por um comissário de polícia refugia-se num convento. Ali vivia uma freira que tinha a fama de jamais mentir. O comissário sabia disso. Solicitou sua presença e lhe perguntou se seu perseguido estava ali. Ela respondeu negativamente. Mentiu, pela primeira vez em sua vida, para salvar um inocente.
8 - Pinocchio, o célebre boneco animado feito gente, tinha por castigo o crescimento de seu nariz quando mentia. Algo semelhante ocorre, espiritualmente, quando mentimos?
Evidente que nosso nariz perispiritual não se altera. Mas desajusta-se o nosso psiquismo, situando-nos, diante dos benfeitores espirituais, como Espíritos imaturos. Para os malfeitores do além aparecemos como presas fáceis, explorando o baixo padrão vibratório de quem não assume compromisso com a verdade.