sábado, 2 de abril de 2011

POR QUE CHICO XAVIER MUDOU DE NOME? - história verídica

Uma influente autoridade religiosa de Belo Horizonte implicou com os Xavier, principalmente com o Chico Xavier, cujo nome começava a se projetar junto com as suas obras mediúnicas.
Escrevendo para o Sr. Rômulo Joviano, o chefe da Fazenda Modelo, onde Chico trabalhava, aquela autoridade exigia que o Chico fosse despedido do trabalho.
O assunto era sério e precisava ser solucionado. àquela época, por decreto do presidente Getúlio Vargas, todo brasileiro que ainda não se houvesse registrado, poderia fazê-lo, gratuitamente, por um período de 5 anos.
Pensando no problema, o Sr. Rômulo propôs a Chico registrar-se novamente, porque assim ele forneceria à dita autoridade religiosa de Belo Horizonte uma nova relação dos funcionários da Fazenda Modelo, em Pedro Leopoldo, esclarecendo que não havia mais nenhum Xavier na repartição e que suas “ordens” tinham sido cumprida à risca.
Chico concordou e assim foi feito.
Olhando no calendário, o Sr. Rômulo observou que o dia 2 de abril, data de aniversário do Chico, era consagrado à São Francisco de Paula e sugeriu que, para Chico não deixar de ser Chico, ao invés de Francisco Cândido Xavier ele passasse a assinar Francisco de Paula Cândido. Assim ele continuaria a ser Chico e “Cândido”, como sempre o fora.
A providência inteligente do Sr. Rômulo, que era um homem enérgico, mas muito humano, evitou que Chico perdesse o emprego numa época em que ele tratava de 14 pessoas em sua casa, entre as quais um sobrinho paralítico de nome Emmanuel Luiz, filho de José.
A autoridade religiosa se acalmou, recebendo a merecida lição, e o Chico continuou a trabalhar recolhendo-se à paz de temporário anonimato.


Em 2 de abril de 1910 nascia Chico Xavier.
Um homem que passou muitas humilhações, mas nunca revidou uma agressão ou sentiu ódio e rancor.
Em seu coração só cabia perdão, humildade, caridade, tolerância, enfim, todo sentimento que deriva do AMOR.
Jesus profetizou dizendo aos seus apóstolos: "se me perseguiram, também perseguirão vocês. Se obedecerem a minha palavra, também obedecerão a de vocês."
Jesus sabia que depois de sua partida, seus discípulos seriam perseguidos. Mas, alertou dizendo que, se eles fizessem o que pregassem as pessoas os respeitariam. Foi o que aconteceu com o apóstolo Chico Xavier. O que ele pregava ele vivia. Ele não foi cristão só no rótulo, mas principalmente nas atitudes. Por isso, muitos o respeitavam e respeitam, até mesmo pessoas de outras religiões.
Esta é nossa singela homenagem nesta data onde lembramos seu nascimento.


sexta-feira, 1 de abril de 2011

A MENTIRA - Richard Simonetti

1 - Como situar a mentira?
Um dos piores flagelos da Humanidade, presente em todas as culturas, O profeta Isaías afirma taxativamente que “todo homem é mentiroso”. Refere-se, obviamente, ao gênero humano. As mulheres adoram fofocas e boatos, que raramente guardam fidelidade plena à realidade dos fatos.
2 - É tão grave assim?
Observe que todo mal que se produz na Terra está sempre vinculado à mentira. Mente o marido que trai a esposa, o político que faz promessas vãs, o estelionatário que ilude incautos, o corrupto que aceita propinas, o comerciante que explora o freguês, o publicitário que vende uma imagem falsa. A lista iria longe. Todos mentem para alcançar seus objetivos.
3 - Essa postura não é um tanto radical? Há pequenas mentiras que não prejudicam ninguém e facilitam nossa vida. Haverá maneira mais fácil de nos livrarmos de alguém que vem nos importunar do que mandar alguém dizer que não estamos em casa?
É uma questão de principio. Quem se habitua às pequenas mentiras não terá constrangimento com relação às maiores. fugindo às suas responsabilidades.
4 - Você não admite que a mentira está tão entranhada na vida social que seria impossível eliminá-la?
Da vida social, sim. De nossa vida, não. Depende de nos conscientizarmos a respeito.
5 - Se eu só falar a verdade, num mundo onde impera a mentira, não estarei em desvantagem?
Imaginemos que os primitivos discípulos de Jesus tivessem a mesma idéia.
Uma simples mentirinha — «Não sou cristão! Prenderam-me por engano — e estariam livres do Circo Romano, das feras famintas, da fogueira... Foi a fidelidade à verdade, sustentada pelos mártires indômitos, que permitiu ao Cristianismo sobrepor-se as perseguições cruéis, consolidando-se como marco de luzes na Terra.
6 - Havia uma orientação específica para eles?
A mentira é condenada em todos os textos religiosos, desde as mais remotas culturas. Jesus recomendava que cultivemos o “sim, sim, não, não”. Significa que nossas afirmativas devem ser sempre verdadeiras. O fato de alguém colocar em dúvida o que dizemos significa que nem sempre dizemos a verdade. No oitavo mandamento da Lei, recebido por Moisés no Monte Sinai, está enfatizado: “Não presteis testemunho falso contra o vosso próximo.”
7 - Não é lícito mentir em nenhuma circunstância?
Só quando usamos a mentira piedosa, que visa beneficiar alguém, sem nenhum interesse pessoal. Quando, por exemplo, mentimos a alguém muito
frágil quanto ao seu estado de saúde, omitindo que está com câncer. No livro “Os Miseráveis”, de Victor Hugo, há uma situação também ilustrativa: Um homem injustamente perseguido por um comissário de polícia refugia-se num convento. Ali vivia uma freira que tinha a fama de jamais mentir. O comissário sabia disso. Solicitou sua presença e lhe perguntou se seu perseguido estava ali. Ela respondeu negativamente. Mentiu, pela primeira vez em sua vida, para salvar um inocente.
8 - Pinocchio, o célebre boneco animado feito gente, tinha por castigo o crescimento de seu nariz quando mentia. Algo semelhante ocorre, espiritualmente, quando mentimos?
Evidente que nosso nariz perispiritual não se altera. Mas desajusta-se o nosso psiquismo, situando-nos, diante dos benfeitores espirituais, como Espíritos imaturos. Para os malfeitores do além aparecemos como presas fáceis, explorando o baixo padrão vibratório de quem não assume compromisso com a verdade.




quinta-feira, 31 de março de 2011

DESENCARNAÇÃO DE ALLAN KARDEC


Foi em 31/3/1869, em Paris, com 64 anos, entre 11 e 12 horas, pelo rompimento de um aneurisma, em pleno labor de estudo e organização de novas tarefas espíritas e assistenciais que Kardec desencarna, cumprindo, e muito bem, a missão.

Agradecemos a Kardec o trabalho e dedicação de sua vida à codificação dos ensinos dos espíritos, a fim de que também pudéssemos entender melhor as leis divinas, recebendo com isso conforto, bom ânimo e esperança para nossas vidas.

O lema de Kardec era: Trabalho, Solidariedade e Tolerância.

Para honrar-lhe a memória, procuremos nos aperfeiçoar e servir, para que todos reconheçam no Espiritismo a doutrina capaz de modificar o homem para melhor e influir benéfica e poderosamente na sociedade.

O corpo de Kardec foi sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, com a frase esculpida no frontispício do dólmen de Allan Kardec:

“Nascer, viver, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a Lei.”




segunda-feira, 28 de março de 2011

FIM DO MUNDO E ARREBATAMENTO NA VISÃO ESPÍRITA

PREVISÕES DO FIM DO MUNDO QUE NÃO ACONTECERAM:
- William Miller noticiou o apocalipse em 1840 que não aconteceu. Os seguidores de Miller fundaram a Igreja Adventista do sétimo dia.
- Joseph Smith, fundador da religião mórmon, nos Estados Unidos, afirmou a líderes da igreja em 1835 que Deus havia dito a ele que Jesus retornaria em 56 anos, o que não ocorreu.
- O fundador da Coalizão Cristã, Pat Robertson, se levantou em 1980 para anunciar o fim. Suas palavras asseguravam que o dia do julgamento seria em 1982. Mais uma previsão falsa.
- Em 1910 o cometa Halley também deixou o mundo em pânico, mas dessa vez a ideia do fim não veio de um religioso e sim de cientistas, que não aconteceu.
- Dez anos depois surge Harold Camping com a sua primeira previsão, seus estudos iniciais apontavam que o arrebatamento aconteceria em 6 de setembro de 1994 de acordo com os mesmos cálculos que o fez sugerir uma nova data, 21 de maio de 2011, sendo assim o único “profeta do apocalipse” que falhou duas vezes.
- Outra importante profecia que datava o fim da humanidade foi a de Nostradamos, seus escritos de mais de 400 anos, afirmavam que “no ano 1999, sétimo mês / Do céu virá o grande rei do terror”.
- Muitos ficaram preocupados com a virada do milênio, e mais uma vez nada aconteceu.
- No século XXI já surgiram muitas outras previsões que fracassaram, mas a mais falada é a que prevê o fim da humanidade para dezembro de 2012, baseada no calendário Maia.
O QUE SIGNIFICA O FIM DO MUNDO PARA OS ESPÍRITAS?
O fim do mundo para os espíritas significa o fim do mundo de provas e expiações (um mundo de maldade e ignorância) e o começo do mundo de regeneração (um mundo de pessoas regeneradas), ou seja, nosso planeta está evoluindo. A separação do joio e do trigo já está acontecendo após a nossa desencarnação, ou seja, após o arrebatamento de nosso espírito do corpo físico para o plano espiritual. Lá serão avaliados nossos atos. Todos aqueles que não vacilam em praticar o mal, com o propósito de atender suas ambições, seus vícios, conscientes dos prejuízos que causam, sem nenhum constrangimento, sem nenhum respeito pela vida humana, “NÃO HERDARÃO A TERRA” como advertiu Jesus, ou seja, não reencarnarão mais na Terra. Os Espíritos que persistirem no mal (OS JOIOS) encarnarão em planetas inferiores, ONDE HAVERÁ CHORO E RANGER DE DENTES, porque lá enfrentarão limitações e dores que funcionarão como lições que ajudarão na eliminação das falhas morais que ainda fazem parte da sua personalidade, até que aprendam a serem mansos e pacíficos, para que suas atitudes sejam dignas de filhos de Deus. Não seremos “escolhidos” por “igrejas”, “templos” ou “casas religiosas”, mas sim pela conduta moral cristã. No contexto bíblico, o termo “igreja” pode designar reunião de pessoas, sem estar necessariamente associado a uma edificação ou a uma doutrina específica. Se os "escolhidos" fossem somente de uma determinada religião, Deus seria injusto com aqueles que fazem e fizeram Sua vontade e que são de outras religiões como: Madre Tereza, Chico Xavier, Gandhi, Buda, Martin Luther King e outros. Afinal, muito dizem "Senhor, Senhor...", mas não fazem Sua vontade.
Quando a samaritana perguntou para Jesus em que templo ela deveria adorar Deus, Ele respondeu: "Mulher, crede-me. Virá a hora em que não será nem neste monte, nem em Jerusalém que adorareis o Pai. Deus é espírito e em espírito e verdade é que o devem adorar os que o adoram." Jesus deixa claro que chegaria o dia que nós entenderíamos que Deus está em todos os templos e fora deles também. Que Deus não é propriedade de nenhuma religião. Ele está onde precisam Dele. E para adorá-lo, não precisamos de templos de pedras, basta o nosso templo, que é o nosso espírito, buscando o que é precioso para ele, sem mentiras. Eis alguns exemplos dos que são “joios”: O seqüestrador que comercializa a vida de suas vítimas; O traficante de drogas que prospera arruinando vidas; O assaltante que não vacila em "apagar" os que se atrevem a esboçar a mais leve reação às suas exigências; O explorador de jovens, que lhes impõe o lamentável comércio do sexo; O profissional que assassina friamente seres indefesos no ventre materno, no tenebroso delito do aborto; O terrorista que mata indiscriminadamente, com o propósito de conseguir seus objetivos em bases de intimidação da sociedade; Os comportamentos delituosos do denominado “colarinho branco”, etc. Por outro lado, o progresso do nosso planeta está acontecendo com a ajuda dos Bons (OS TRIGOS). Estes continuarão a reencarnar na Terra, e consequentemente, herdarão um mundo melhor.

Manoel Philomeno de Miranda, conta no livro Transição Planetária, através da mediunidade de Divaldo Franco que: “Antes, porém, de chegar esse momento, a violência, a sensualidade, a abjeção, os escândalos, a corrupção atingirão níveis dantes jamais pensados, alcançando o fundo do poço, enquanto as enfermidades degenerativas, os transtornos bipolares de conduta, as cardiopatias, os cânceres, os vícios e os desvarios sexuais clamarão por paz, pelo retorno à ética, à moral, ao equilíbrio(...)

“Como em toda batalha, momentos difíceis surgirão exigindo equilíbrio e oração fortalecedora, os lutadores (OS TRIGOS) estarão expostos no mundo, incompreendidos, desafiados por serem originais na conduta, por incomodarem os insensatos que, ante a impossibilidade de os igualarem, irão combatê-los, e padecendo diversas ocasiões de profunda e aparente solidão...Nunca, porém, estarão solitários, porque a solidariedade espiritual do Amor estará com eles, vitalizando-os e encorajando-os ao prosseguimento.”

Então, cabe a nós escolhermos ser TRIGO ou JOIO.



 
Compilação de Rudymara

 






sábado, 26 de março de 2011

MÉDICO ALERTA SOBRE CIRURGIAS ESPIRITUAIS


Ao abordar o tema Mediunidade, o médico e terapeuta transpessoal paraense, Alberto Almeida, alertou em seminário no Encontro Espírita Paraibano (Enesp), que cirurgias espirituais não são atribuições do Espiritismo. “A finalidade da Doutrina Espírita é iluminar almas, estimulando a renovação interior, e não curar corpos”, destacou, reafirmando que “a maior cirurgia que o centro espírita pode promover é a da alma”.

Alberto ressaltou que a cura deverá vir de dentro para fora. Explicou que o roteiro a ser buscado, neste sentido, é a “mediunidade com Jesus”, que consiste, segundo ele, “em usar a aptidão da mediunidade valendo-se de possibilidades éticas, morais e cristãs em favor do bem, do belo e do bom”. O médico enfatizou que esta direção é o que preconiza o Livro dos Médiuns, que está completando 150 anos de edição.

“O Livro dos Médiuns é a aplicabilidade da mediunidade com Jesus. Não tem tratado da ciência, com tanta longevidade e absolutamente em dia, como esta obra, que é a base para toda a literatura sobre mediunidade, que alivia corações e consola almas”, elogia. Acrescentou que aquele livro é um patrimônio histórico à disposição dos médiuns, para criar o hábito de ser cada vez melhor.


http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20110307214807


quarta-feira, 23 de março de 2011

VOCÊ PERDOARIA O ASSASSINO DE SUA FILHA(O)?

Leia esta história verídica contada por J. Raul Teixeira e reflita:

"Uma jovem saída de uma família espírita, de uma cidade do sul de Minas Gerais, demandou para São Paulo, acabara de formar-se e era jornalista. Era a única filha dentre 3 filhos. Ela conseguiu logo que chegou a capital paulistana, uma colocação ligeira. Mas, na medida em que o tempo foi passando, as suas capacidades, as suas possibilidades, a sua criatividade, um espírito afável de uma jovem profissional espírita, foi granjeando a simpatia geral. Em pouco tempo, a jovem foi convidada para dirigir um programa de informações, música, na Jovem Pan, e passou a residir na cidade de Campinas. O seu programa galvanizava a mocidade, ela era entusiasta, deixava vazar na sua atividade a sua proposta espírita. Mensagem espírita, sem rótulo, sem título. Mas a sua forma de fazer o programa, passava a mensagem de esperança, de entusiasmo, de cordura, de dignidade, de coragem no Bem. E o tempo passou . . . Seus pais no sul de Minas, até hoje são trabalhadores da mediunidade, e os meninos hoje rapazes, homens feitos, atuantes no movimento juvenil da época. Ela então, paulista por adoção, conheceu um jovem por quem se enamorou. Ele também por ela se encantou, e logo nos primeiros contatos, ela se deu conta que ele era um dependente químico. Mas, e o amor que não vê estas coisas . . . Com a sua crença, com a sua fé, ela supôs poder ajudá-lo, e quem sabe, retirá-lo desse pântano aterrador que é a dependência química. Ele se enamorou por ela de tal forma, que já não concebia a vida sem a sua cooperação. E, apesar de todas as preocupações, os pais entenderam que havia um bem querer recíproco. E o casal chegou às núpcias. Mas tão logo se casaram ele começou a demonstrar um ciúme doentio por sua esposa. E pelo tipo de trabalho que realizava, não podia cercar-se de timidez, não podia esconder-se do público. Quando estava sóbrio conseguia suportar e superar. Quando embriagado pela droga, mostrava-se agressivo, estranho, violento. Um dia, a notícia explodiu no sul de Minas, depois de ter feito estrago em Campinas. Ela acabara de ser assassinada pelo jovem esposo. Num surto de loucura, após o uso de drogas. Todos ficaram a pensar o que faria a família assim que soubesse. A notícia, então, chegou ao sul mineiro. E os pais e irmãos foram para Campinas. Imediatamente a polícia prendeu o jovem, porque ele não fugiu. Caíra em si e em desespero. Os pais e os irmão foram tratar das providencias legais para enterrar o corpo. E a mãe, foi visitar o atormentado genro na cadeia. Foi chorar com ele as dores da perda. Foi perdoá-lo. Foi amá-lo. E fazer com ele o Evangelho. Ninguém esperava. As lágrimas de dor não continham mágoa, não continham ódio. Depois do enterro, a família, todos os finais de semana demandavam à Campinas para fazer com ele o Evangelho, para visitá-lo, para amá-lo. Admitiram que ele cometera um desatino no momento de loucura porque ele a amava, porque era doente. Entenderam que se sua filha pudesse falar, pediria que lhe perdoasse. Entenderam que foi assim que Jesus Cristo ensinara, "Se alguém te bater numa face, apresenta-lhe a outra." E a vida tem duas faces: a boa e a má. Uma é a face da violência, do orgulho ferido, da vaidade mesquinha, do medo. A outra é a da paz, da confiança no bem, da vitória do amor, da dignidade.

A família chorava a saudade sem ódio, sem mágoa.

Quando ele pôde sair da prisão periodicamente por bom comportamento, não tendo família no Brasil, visitava a família da esposa, no sul de Minas, para recordar a amada, para orar por ela e por si junto aos novos entes queridos.

Acompanhando toda essa trajetória, pude sentir a presença de Cristo verdadeira sobre as vidas humanas.

Quando Cristo nasce em nossos corações, tudo se transforma, tudo se altera.

Estabelece o Espírito Joanna de Ângelis que "quando conhecemos a Jesus, nunca mais tornaremos a ser as mesmas criaturas", uma revolução enorme passa a ter lugar em nossa intimidade. Uma luz gigantesca começa a ganhar expressão dentro de nós, e a partir disso, passamos a ser cartas vivas do Evangelho. Não são raras as notícias da ação de Jesus de Nazaré na alma humana.


Advertiu Jesus: " Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra nós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados." (Mateus, VI - 14-15)





terça-feira, 22 de março de 2011

O BEM E O MAL NA VISÃO ESPÍRITA


MAS AFINAL, O QUE É O BEM E O MAL?
“O Bem é proceder de acordo com a Lei de Deus; e o Mal é desrespeitá-la.” (Questão 629 em O Livro dos Espíritos).

POR QUE O MAL GERALMENTE VENCE O BEM?
“Por fraqueza dos bons é que vemos com freqüência no mundo, a influência dos maus vencerem a influência dos bons. Porque os maus são intrigantes e audaciosos, e os bons são tímidos. E que, quando os bons quiserem, predominarão.” (Questão 932 em O Livro dos Espíritos)

Em conflito com o Bem e o Mal, o Apóstolo Paulo disse: “o querer o Bem está em mim, mas não sou capaz de fazê-lo. Não faço o Bem que quero, e sim o Mal que não quero.”
Semelhante desvio é típico de um planeta de expiação e provas como a Terra, habitado por Espíritos de variados graus de evolução. Mas, todos temos meios de distinguir o Bem do Mal se acreditarmos em Deus. Pois, Ele nos deu inteligência para discernirmos um do outro. O grau de culpabilidade de um ato depende do quanto sabemos. Exemplo: Se uma criança pegar uma arma e ferir alguém não será julgado com o mesmo rigor que uma pessoa que saiu com uma arma com intenção de ferir.
Por isso, Jesus disse que a porta da perdição é larga, porque as más paixões são numerosas, e o caminho do mal é freqüentado pela maioria. E da salvação é estreita, porque o homem que quer ultrapassá-la deve fazer grandes esforços sobre si mesmo para vencer as más tendências.
Não podemos ignorar que temos uma bagagem (boa e má) adormecida de outra vida. E que ao freqüentarmos certos lugares, ao fazermos certas leituras, ao cometermos certos atos e pensamento podemos despertar vícios, falhas e erros do passado, que irão somar com os erros do presente. Porque não sabemos se fomos envolvidos com assassinato, drogas, jogos, sexo desregrado, etc. Sem contar que tais atitudes são pratos cheios para atrairmos espíritos (encarnados e desencarnados) afins que estão esperando uma oportunidade para nos intuir (incentivar) ao erro.
Por isso, muitas vezes, ouvimos os obsessores encarnados e desencarnados sugerirem o Mal.
Por exemplo:
- Você não vai beber ? Você é bobo!
- Você não vai usar drogas ? Você é babaca!
Agora, perguntemos:
- Por que temos que ceder para o que é errado ?
- Por que o errado não cede para o que é certo ?
Porque, como disseram os espíritos, o bem é tímido e o mal audacioso.
Sabemos que o meio que certas pessoas vivem é para ele o principal motivo para enveredar para o vício e o crime. Mas, exposição á tentação é uma prova escolhida por nós antes de encarnar, para testarmos nossa resistência. É uma prova difícil, mas somos capazes de dizer "não" ao Mal usando nosso livre arbítrio. Disse Raul Teixeira: "Muitos de nós usamos a desculpa que: "todo mundo erra; todo mundo bebe; todo mundo fuma; etc., para errarmos também." Mas, na porta estreita da vida não passaremos senão a "sós". Mesmo que desencarnemos num acidente coletivo, cada qual se encontrará num estado vibratório diferente. Portanto, cada qual adentrará os umbrais da vida a "sós". Não conseguiremos justificar nossos erros dizendo que fomos arrastados por fulano ou beltrano."
Infelizmente, os meios de comunicação incentivam nossas crianças, nossos jovens e muitos adultos ao desequilíbrio. Músicas e danças vulgares; propagandas que mostram a bebida como um amuleto da felicidade e da alegria; a violência e o sexo banalizados. Só o Evangelho nos fortalecerá contra nossas próprias fraquezas.
Portanto, respeitemos o livre arbítrio dos que querem seguir o Mal, mas vamos exigir respeito quanto ao nosso livre arbítrio em querer seguir o Bem. Não nos envergonhemos de ser diferente. Todos podemos fazer o Bem, somente o egoísta não encontra ocasião de praticá-lo. O espírita é um cidadão dinâmico e não um alienado. Nós devemos cooperar nas atividades que engrandeçam o mundo. Demonstrar nas atividades públicas a conduta espírita, assumindo os deveres do mundo sem nos tornarmos mundano, ser cristão na liça (luta, combate, briga) movimentada das realizações sociais. Porque, como disse Divaldo P. Franco: “o mal é o bem ausente. A treva é a luz apagada. Ao invés de amaldiçoarmos na escuridão, acendamos uma luz.”
“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.” (Martin Luther King)


Rudymara












sexta-feira, 18 de março de 2011

O EVANGELHO DOS ESPÍRITAS

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO nada mais é que o Novo Testamento com explicações segundo a visão espírita e organizado por Allan Kardec.

Ele trata com atenção especial a aplicação dos princípios da moral cristã e de questões de ordem religiosa como a da prece e da caridade.

Entre as cinco obras do espiritismo compiladas por Allan Kardec, é a que dá maior enfoque a questões éticas e comportamentais do ser humano.

Na introdução da obra, Allan Kardec divide didaticamente os relatos contidos nos Evangelhos canônicos em cinco partes: os atos ordinários da vida de Jesus; os milagres; as predições; as palavras que serviram de base aos dogmas; e os ensinamentos morais.

Segundo Kardec, se as quatro primeiras foram, ao longo da história, objeto de grandes controvérsias, a última tem sido ponto pacífico para a maior parte dos estudiosos.

Assim, é especificamente sobre essa parte (os ensinamentos morais) que Kardec lança o olhar espírita. Longe de pretender criar um "Evangelho espírita" ou mesmo de objetivar uma reinterpretação espírita desse livro sagrado, Kardec se empenha em extrair dos Evangelhos princípios de ordem ético-moral universais e em demonstrar sua consonância com aqueles defendidos pelo Espiritismo. Utiliza-se, na maior parte da obra, da célebre tradução francesa de Sacy. Eventualmente, para solucionar divergências, ele recorre ao grego e ao hebraico.

Traz, ainda, um estudo sobre o papel de precursores do cristianismo e do espiritismo que teria sido desempenhado por Sócrates e Platão, analisando diversas passagens legadas por estes filósofos que demonstrariam claramente essa condição.

Esperamos ter tirado a dúvida de muitos que afirmam que os espíritas seguem um evangelho criado por Allan Kardec.

“...o Espiritismo não traz moral diferente da de Jesus.” (O Livro dos Médiuns, “Conclusão” VIII)

“A moral que os Espíritos ensinam é a do Cristo, pela razão de que não há outra melhor.” (A Gênese, cap. I, 56)



segunda-feira, 14 de março de 2011

O POTE RACHADO


 
Um homem contratou um servo para diariamente completar os seus depósitos com água.
O servo comprou dois potes, como é comum na Índia, amarrou-lhes cordas à boca e prendeu em uma haste resistente para carregar, sobre os ombros, os dois potes de água.
Diariamente, ele ia à fonte, enchia os potes, trazia-os, completando os depósitos e era feliz com seu amo e com seu trabalho.
Um dia, um pote rachou e, a partir daí, sempre a água que o pote rachado levava derramava pelo caminho, perdendo a metade pela rachadura.
Perdendo-se água, o carregador dava mais uma viagem, retornando à fonte outra vez.
Um dia, o pote rachado disse:
- Meu rapaz, eu quero lhe pedir um favor: jogue-me fora, substitua-me. Eu sou motivo de cansaço para você. Pela minha rachadura perde-se muita água, e você tem que dar outra viagem!
O carregador lhe respondeu:
- Mas eu não estou me queixando.
- Sim, mas eu estou. Você é tão gentil comigo, preservando-me. Quebre-me, eu já estou na hora de ser abandonado, estou imprestável.
O homem que o carregava propôs:
- Olhe aqui, venha ver, por favor.
Carregou-o com cuidado, subiu o aclive e explicou-lhe
- Veja a distância daqui até a casa do amo. Note este lado como está verde, como está cheio de flores e note o outro, como está árido.
O pote olhou e confirmou:
- De fato, que se passa?
Ele esclareceu:
- Pois é, quando eu percebi que você ia derramar água, comecei a pensar que, você poderia ser-me útil. Então, eu semeei flores, atirei sementes, pólen e, diariamente, você se encarregava de molhá-los, poupando-me esse trabalho. As sementes germinaram, e aí está, deste lado eu tenho um jardim e sem nenhum trabalho; você o molha para mim todo dia.
- Mas que maravilha! Mas eu sou um transtorno na sua vida, porque o seu amo percebe o seu cansaço que resulta das duas viagens.
Ele concluiu:
- Mas meu amo gosta de mim, porque diariamente, quando eu lhe preparo o café, venho a este lado do jardim, tiro algumas flores que você umedece e coloco-as no jarro, embelezando a mesa onde meu amo alimenta-se. E ele, diante da mesa florida, fica muito feliz. Daí você me é de uma utilidade incomparável.
O pote rachado calou-se e o servo continuou conduzindo-o.

Estória contada por Divaldo Franco numa palestra


Conclusão: O que podemos tirar dessa estória é que, um grande número de nós é constituído por potes rachados.
Enquanto não se encontram potes mais perfeitos, Deus nos utiliza de acordo com as nossas próprias deficiências para a prática do bem.
Temos como exemplo o Mestre Jesus que, escolheu 12 homens para a propagação da Boa Nova, não 12 anjos.
Por isso, não podemos deixar de fazer o bem porque temos imperfeições, porque temos dificuldades, porque temos limites.
Não podemos esperar a perfeição para sermos úteis, temos sim que, sermos úteis para alcançarmos a perfeição.
Deus não nos daria a oportunidade da reencarnação se não acreditasse em nós, quem não acredita em nós somos nós mesmo, quando dizemos: “quebre-me”, “substitua-me”, “estou imprestável”.
Porque muitos espíritas dizem: “Eu ainda não sou espírita, mas gostaria de ser, eu ainda não sou perfeito.” Mas, se Kardec disse que: “Reconhece-se o espírita pelo esforço que ele faz para melhorar-se”, significa que, se temos algo a melhorar, é porque não somos perfeito, portanto nosso discurso deveria ser assim: “Eu sou espírita imperfeito, um vasilhame rachado, mas estou tentando tornar-me melhor."
E, se esperarmos a perfeição para dizermos ser espíritas, não seremos nunca. Pois, quando alcançarmos a perfeição, não seguiremos mais uma religião, ou melhor, um rótulo religioso, porque nossa religião será a prática do AMOR.
Então, se estamos aqui colhendo flores neste jardim maravilhoso que é o Espiritismo, é porque outros potes rachados regaram este jardim para nós.
Por isso, sejamos os trabalhadores da última hora, que trabalham por amor, com dedicação, sem querer saber o que ou o quanto receberá; sem preocupar-se se fez pouco ou muito, porque o importante é fazer bem, com qualidade.
Não sejamos figueiras estéreis, revestidos só de palavras bonitas, sejamos uma árvore que dá frutos, ou seja, que trabalhe, (porque a fé sem obras é morta), e que estes frutos atraiam outros para saboreá-lo, para tomar gosto e quem sabe, dar continuidade ao nosso trabalho.
E é nesta luta, que devemos fazer o melhor hoje, para que talvez, na próxima encarnação, venhamos um pote com uma rachadura menor, ou seja, com menos defeitos, e quem sabe, com mais utilidade.
Portanto, continuemos levando a nossa água, talvez não cumpramos exatamente com nosso dever, diante da meta que traçamos em nossa vida.
Mas, pelo menos, que em nosso caminho, haja flores para aqueles que vierem depois colhendo e bendizendo o pote rachado que por ali passou.



domingo, 13 de março de 2011

JEJUM NA VISÃO ESPÍRITA - Richard Simonetti

  
 
"Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando. Eu digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará." (Mateus 6:16-18)
 
 
Moisés, instituiu a prática de jejuar, e disse que era pedido divino, proclamando que Jeová castigaria aqueles que não a observassem.
Como acontece com todo culto exterior, em breve o jejum deixou de servir à religião para servir ao religioso. Os judeus submetiam-se ao jejum, não por empenho de purificação, mas apenas para mostrar que observavam com rigor os pedidos divinos.
Os fariseus, por exemplo, jejuavam duas vezes por semana. Nesses dias, para evidenciarem que isto representava sacrifício para eles, apresentavam as vestes mal arrumadas, barba e cabelos em desalinho, expressão torturada . . . É provável que nem mesmo estivessem jejuando, já que o importante era a aparência.
Jesus combate o comportamento hipócrita, recomendando que o jejuante se mantenha sereno, dentro da normalidade, em sua apresentação pessoal, buscando não a apreciação dos homens, mas a aprovação de Deus.
Jejum não se trata da mera abstenção de alimentos. Algumas horas ou todo um dia ingerindo apenas líquidos é prática saudável que desintoxica o organismo, se bem orientada, mas não tem nada a ver com nossa edificação espiritual. Se fosse assim, multidões que estão abaixo da linha da pobreza, submetidas a um jejum permanente, não por opção, mas por carência, seriam criaturas santas. Pelo contrário, fome e agressividade, geralmente, dão-se as mãos. O jejum a que se refere Jesus é de ordem MORAL. Se quisermos nos renovar, é necessário combater nossas mazelas, cultivando a Virtude e o Bem.
Então, nos períodos de jejum é preciso seguir a recomendação de Jesus: erguer a cabeça, mantendo expressão serena, calando a própria dor, confiantes em Deus. E Ele, que tudo vê, encontrará em nós a posição ideal para que nos possa ajudar.
 
 
RICHARD SIMONETTI