terça-feira, 8 de março de 2011

ESTIGMA NA VISÃO ESPÍRITA


A grande maioria dos casos de estigma da paixão da cruz, onde o encarnado apresenta no corpo as cicatrizes ou as feridas provocadas pelos cravos e espinhos, usados na crucificação, são espíritos que, de alguma forma, exploraram ou cometeram crimes em nome do Cristo. Reencarnados, com o subconsciente carregado de um profundo sentimento de culpa, passam a se auto-punir, impondo a si, o sofrimento daquele de quem se consideram traidores. Muitas das pessoas que sofrem ou sofreram, o estigma, foram ou são, consideradas, indevidamente, como paranormais ou místicas, talvez, por não existir uma explicação científica para o fenômeno. Muitas vezes, envolvidos pela ignorância, pelo fanatismo do povo e pelos espíritos que se comprazem com o seu sofrimento, acreditam-se missionários da redenção humana.


Fonte: Livro "Perdão, o caminho da felicidade" , de Nelson Moraes.


"O remorso é um dos mais avassaladores sentimentos", disse Bezerra de Menezes no Livro "Recordações da mediunidade", psicografado por Yvonne Pereira.



domingo, 6 de março de 2011

NOEL ROSA FALA SOBRE O CARNAVAL DO PLANO ESPIRITUAL



No livro "Nas Fronteiras da Loucura", Manoel Philomeno de Miranda, que quando encarnado desempenhou atividades médicas e espiritistas em Salvador, relata episódios protagonizados pelo venerando Espírito Bezerra de Menezes, na condução de equipes socorristas junto a encarnados em desequilíbrios.
Philomeno registra, dentre outros pontos de relevante interesse, o encontro com um certo sambista desencarnado, o qual não é difícil identificar como Noel Rosa, o poeta do bairro boêmio de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, muito a propósito, integrava uma dessas equipes socorristas encarregadas de prestar atendimento espiritual durante os dias de Carnaval. Interessado em colher informações para a aprendizagem própria (e nossa também!), Philomeno inquiriu Noel sobre como este conciliava sua anterior condição de “sambista vinculado às ações do Carnaval com a atual, longe do bulício festivo, em trabalhos de socorro ao próximo”. Com tranqüilidade, o autor de “Camisa listrada” respondeu que em suas canções traduzia as dores e aspirações do povo, relatando os dramas, angústias e tragédias amorosas do submundo carioca, mas compreendeu seu fracasso ao desencarnar, despertando “sob maior soma de amarguras, com fortes vinculações aos ambientes sórdidos, pelos quais transitara em largas aflições”.
No entanto, a obra musical de Noel Rosa cativara tantos corações que os bons sentimentos despertados nas pessoas atuaram em seu favor no plano espiritual; “Embora eu não fosse um herói, nem mesmo um homem que se desincumbira corretamente do dever, minha memória gerou simpatias e a mensagem das músicas provocou amizades, graças a cujo recurso fui alcançado pela Misericórdia Divina, que me recambiou para outros sítios de tratamento e renovação, onde despertei para realidades novas”. Como acontece com todo espírito calceta que por fim se rende aos imperativos das sábias leis, Noel conseguiu, pois, descobrir “que é sempre tempo de recomeçar e de agir” e assim ele iniciou a composição de novos sambas, “ao compasso do bem, com as melodias da esperança e os ritmos da paz, numa Vila de amor infinito...”.
Entre os anos 60 e 70, Noel Rosa integrava a plêiade de espíritos que ditaram ao médium, jornalista e escritor espírita Jorge Rizzini a série de composições que resultou em dois discos e apresentações em festivais de músicas mediúnicas em São Paulo. O entendimento do Poeta da Vila quanto às ebulições momescas, é claro, também mudou: “O Carnaval para mim, é passado de dor e a caridade, hoje, é-me festa de todo, dia, qual primavera que surge após inverno demorado, sombrio”.


sábado, 5 de março de 2011

CHUVA ELIMINA ENERGIAS NEGATIVAS?

Além de suavizar o clima, fertilizar o solo e propiciar condições de vida para os vegetais e animais, incluindo o homem, a chuva tem outro caráter. Caindo do céu como benção divina, a chuva, tanto quanto as descargas elétricas, ajuda limpar a psicosfera do planeta, levando na enxurrada os miasmas acumulados por energias deletérias, provindas de pensamentos e atos nefasto. Tais pensamentos deixados no ar adquirem forma e eis porque vírus e bactérias nos assaltam vez por outras. Deus não erra nunca!


quinta-feira, 3 de março de 2011

"PAI MATA FILHO" - história contada por Divaldo Franco


Divaldo conta uma história real, que leu na revista Seleções, escrito pelo próprio autor da tragédia: O PAI.
Este contou que dava tudo ao filho. Mudou-se de casa para dar-lhe mais conforto, piscina, brinquedos, etc. Mas para proporcionar tudo isso teve que trabalhar mais e, consequentemente, ausentar-se mais.
O filho foi crescendo, e cada vez que o pai chegava de viagem, a esposa tinha uma novidade do filho. Mas o pai sempre achava que era “coisa” da esposa. Ela chegou a pegar droga no quarto do filho, e o pai dizia que era normal, que todos experimentam droga um dia. E quando conversava com o rapaz, este sempre tinha uma desculpa. Ele dizia que experimentou, mas não gostou, ou dizia que a droga não era dele, enfim, “enganavam-se.”
Um dia, o pai ao voltar de viagem, soube que o filho estava na UTI de um hospital, porque havia tomado um over dose, ele era um toxicômano.
Então, após alguns dias, o rapaz recebeu alta hospitalar, mas a família foi alertada que, se o rapaz continuasse a usar drogas, morreria em poucos meses.
Os pais redobraram a vigilância e cuidado com o filho. Mas, um dia, o filho pediu a chave do carro. Os pais disseram que não dariam, pois ele não estava bem, e poderia matar alguém no trânsito. O filho começou a gritar, exigir e ameaçar. O pai correu até o quarto, pegou uma arma e voltou até onde estava a discussão. O filho correu até a cozinha, pegou uma faca e avançou sobre os pais. O pai gritou e disse para que o filho não avançasse, porque ele seria obrigado a atirar. O rapaz alterado disse para o pai matá-lo, mas antes mataria os dois e pegaria a chave do carro. Quando o rapaz avançou, o pai atirou. O filho caiu, e morreu.
O pai foi ao tribunal, e lá disse que matou porque se não matasse outros inocentes morreriam. Disse também que ele e a esposa mereciam morrer, pois não souberam educar, e que criaram um monstro. E por fim, afirmou perante o júri que estava triste, transtornado, mas não estava arrependido do que havia feito. Este pai foi absolvido unanimemente. Mas, até hoje ele se pergunta: “Onde eu errei?”


Divaldo, então, disse: O pai da história não era um pai, era um fornecedor, era uma empresa que dava coisas. Porque o pai e a mãe não são empregados dos filhos ou empresas fornecedores de coisas, são “educadores”. Deus confia a alma para a pessoa poder dignificá-la, para educá-la, para protegê-la de si mesmo (não deixando aflorar os erros, as falhas e vícios do passado, para que ela não erre novamente), e não para sobrecarregá-la de coisas vãs, que irão conduzi-la para um estado patético (como no caso do toxicômano).
Nessa narrativa, não se ouviu uma vez sequer o pai dizer o nome de Deus, ou que ele colocou o filho no colo e o ensinou a oração dominical, para que ele conhecesse o Pai dos pais. Não podemos nos atrever a dizer que o pai errou, mas podemos dizer que faltou no seu programa de educação a auto doação e a educação religiosa. Porque a família é um grupo social, onde aprendemos os nossos direitos e nossos deveres. Na família, os pais tem deveres para com os filhos e os filhos além de respeito para com os pais, tem deveres com eles, mesmo quando são injustos. Porque os filhos têm a tarefa de construir o seu porvir, e mais tarde ser o que o pai não foi para ele.
Com a visão reencarnacionista, podemos entender as diferenças de comportamento, e o nosso compromisso fica mais claro. Nós não nos juntamos dentro de um lar por acaso. Por isso, a proposta do Espiritismo é que: “O MELHOR É VIVER EM FAMÍLIA, APERTE ESTE LAÇO.”




quarta-feira, 2 de março de 2011

LEI DE CAUSA E EFEITO


No livro “Ação e Reação”, psicografia de Francisco Cândido Xavier, o Espírito André Luiz realiza um estudo notável do funcionamento da Lei de Causa a Efeito, em que somos chamados a responder por todos os males causados aos semelhantes, desfazendo complicados “nós” que comprometem o fio de nosso destino.

O autor refere-se à experiência de um homem que assassinou friamente seus dois irmãos para ficar só para ele a herança que o pai deixou. Ele simulando um acidente de barco onde ambos morreram afogados.
Crime perfeito, sob o ponto de vista humano.
Ninguém desconfiou de nada.
A justiça humana foi enganada, mas, a Justiça Divina não.Após inúmeras peripécias, vários anos depois, já desencarnado, sofrendo tormentos inenarráveis, o criminoso foi acolhido numa organização socorrista, onde mentores amigos planejaram para ele uma nova reencarnação, com o propósito de resgate de suas culpas.
Ele reencarnaria como filho de seu filho, ou seja, ele seria neto de si mesmo, e quando adulto, se casaria para receber os dois irmãos assassinados como filhos. Desta forma, devolveria aos dois os bens que lhes roubara: a vida e a herança.

Aqui, temos duas observações:

1ª - Situações assim ocorrem com freqüência, estabelecendo o confronto entre algozes (carrascos) e vítimas, no recesso do lar, ligados pelo sangue.
Aqueles que prejudicamos no passado retornam a nós na condição de familiares, a fim de que nos harmonizemos, resgatando nossos débitos.
Daí os problemas que surgem envolvendo pais e filhos, irmãos e irmãs, marido e mulher, porquanto, embora as bênçãos do esquecimento e os laços da consangüinidade, persistem, inconscientemente, as mágoas do passado.
Daí a ausência de afinidade, as discussões, os desentendimentos, que somente à custa de humildade e sacrifício conseguiremos superar.
Experiência dessa natureza, por mais penosa pareça, são indispensáveis em favor de nossa paz.
O passado pesa sobre nossos ombros, acutilando-nos a consciência e comprimindo nosso coração.
Na Terra ou no Além, jamais seremos felizes em plenitude, enquanto não estivermos plenamente quitados com a Justiça Divina, resgatando nossos débitos com o semelhante.

2ª - A diferença da lei dos homens e da lei divina.
Aqui na Terra, muita gente escapa das leis humanas. Crimes que permanecem ocultos, traições nunca descobertas, enfim, impunidade. Mas, tudo é diferente quando se trata da lei de Deus. Sendo ela perfeita e justa, da lei divina ninguém escapa. O céu e o inferno são estados de consciência. Portanto, ao desencarnarmos, as lembranças aflorarão em nossa mente, e nos atrairão para regiões que condizem com nossa consciência. Não adianta usar desculpas, porque ninguém engana a própria consciência. É nela que está escrita a lei de Deus. E após passarmos um tempo no plano espiritual, retornaremos à carne, ou seja, reencarnaremos para prestarmos contas perante a lei divina.




quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

BODE EXPIATÓRIO - Richard Simonetti


Como surgiu a expressão "bode expiatório"?

Infelizmente, tendemos a corromper a atividade religiosa com o formalismo, os ritos e as rezas.
É mais fácil aparentar virtude; e mais difícil exercitá-la.
Isso era comum ao tempo de Jesus, principalmente entre os fariseus.
Julgavam que comparecer à sinagoga, efetuar sacrifícios de animais e aves, oferecer dízimo, cumprir as disciplinas do culto, respeitar o sábado, jejuar e observar outras práticas formais, era suficiente para ter a consciência tranqüila e merecer as graças de Jeová (Deus).
Se problemas surgiam no seio da comunidade, em virtude de comportamento pecaminoso ou por transgressão dos textos sagrados, realizava-se um culto especial, onde, por força de sortilégios, os pecados dos fiéis eram transferidos para um bode que seria sacrificado.
Daí a expressão "bode expiatório", quando se pretende arranjar um inocente para pagar por culpas alheias.



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A MELHORA DA MORTE - Richard Simonetti


(...) Quando os familiares não aceitam a perspectiva da separação (desencarnação) formando a indesejável teia vibratória, os técnicos da Espiritualidade promovem, com recursos magnéticos, uma recuperação artificial do paciente que, "mais prá lá do que prá cá", surpreendentemente começa a melhorar, recobrando a lucidez e ensaiando algumas palavras...

Geralmente tal providência é desenvolvida na madrugada. Exaustos, mas aliviados,
os "retentores" vão repousar, proclamando:

"Graças a Deus! O Senhor ouviu nossas preces!"

Aproveitando a trégua na vigília de retenção os benfeitores espirituais aceleram o processo desencarnatório e iniciam o desligamento.

A morte vem colher mais um passageiro para o Além.

Raros os que consideram a necessidade de ajudar o desencarnante na traumatizante
transição. Por isso é freqüente a utilização desse recurso da Espiritualidade, afastando aqueles que, além de não ajudar, atrapalham. Existe até um ditado popular a respeito do assunto:

"Foi a melhora da morte! Melhorou para morrer!”



sábado, 19 de fevereiro de 2011

QUEREMOS JUSTIÇA OU VINGANÇA? - J. Raul Teixeira

"(...)Muitas coisas que o juiz humano não consegue captar, não consegue ver, só o olhar da Divindade pode ver.
Jamais um juiz humano entenderá, de fato, as reais motivações que levaram ou que levam uma criatura cometer um crime, um desatino.
Todas as respostas que temos, nesse sentido, são as respostas exteriores, aquilo que a gente pode ver.
Foi a pobreza, foi a fome, foi o desemprego, foi o desespero. Mas as razões profundas, a bagagem que esse Espírito traz, as marcas que essa alma carrega em si, nenhum juiz humano consegue ver. Só o Pai da vida, somente o Senhor Supremo pode saber.
Então, muitas vezes, quando as criaturas clamam por justiça, estão clamando por vingança, porque toda justiça que age fora das bases do amor se torna crueldade. A justiça sem amor é vingança social.
Daí, a nossa necessidade de entendermos bem o que vem a ser justiça.
Todas essas pessoas que clamam por justiça contra os outros exercem a injustiça.
Fazem greves por melhores salários para si, por exemplo, mas não melhoram o salário dos seus empregados. São pessoas injustas.
Reclamam que a cidade está desorganizada, mas atiram papéis, lixo da janela do carro, dos ônibus, na via pública, para onerar a cidade e impor que alguém vá limpar a sua sujidade.
Estacionam seu carro sobre calçadas por onde as pessoas deveriam passar e essas pessoas têm que disputar a rua com os outros carros que passam.
Elas querem justiça contra os outros, mas não vivenciam o princípio básico da justiça: Fazer ao outro o que o outro merece. Dar às pessoas aquilo que as pessoas merecem.
Desejamos considerações da justiça para conosco; queremos os direitos, mas não exercitamos a prática da justiça, quando se trata de beneficiar os outros.
Quantas vezes colocamos, nas nossas festas, no apartamento, nas casas, a nossa música no maior volume, com todos os decibéis, não nos importando se há crianças recém-nascidas, se há idosos cansados, doentes ou, simplesmente, se as pessoas não querem ouvir o nosso barulho.
Nosso critério de direito está muito equivocado.
Nosso critério de democracia é equivocadíssimo porque temos um conceito de democracia que só serve para nós, que é contra os outros, quando a democracia propõe o direito de todos, a justiça para todos.
Se não respeito a minha vizinhança quando desejo dar a minha festa, estou tratando com a injustiça social. Como é que eu cobro das autoridades justiça para mim?
É com isto que nós começamos a pensar como têm sido equivocadas as nossas posturas diante da vida, no capítulo que se refere à justiça.
Vale a pena pensar que, quando o Cristo propôs que nós não julgássemos porque, com a mesma medida com que julgássemos seríamos julgados, ficamos pensando na responsabilidade do magistrado, daquele que tem o dever profissional de julgar, de sentenciar.
Se ele não tiver luz por dentro, se ele não tiver lucidez na alma, amor no coração, ele será um verdugo da sociedade porque estará punindo as pessoas em nome do seu sentimento de mágoa, de revolta ou de sua displicência.
Não é por outra razão que o Evangelho do Reino nos diz que quem com ferro fere, com ferro será ferido, representando a lei de Talião, o dente por dente, olho por olho.
Só em Cristo encontramos a proposta do amor. E, quando amamos, até a nossa avaliação e o nosso juízo, são macios."



QUEM DEVEMOS CONVIDAR PARA NOSSA FESTA?


 
Jesus disse aos que o tinha convidado: Quando deres algum jantar ou alguma ceia, não chames nem teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos que forem ricos, para que não aconteça que também eles te convidem à sua vez, e te paguem com isso; mas quando deres algum banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás bem-aventurado, porque esses não tem com que te retribuir, mas ser-te-á isso retribuído na ressurreição dos justos. Tendo ouvido estas coisas, um dos que estavam à mesa disse para Jesus: Bem-aventurado o que comer o pão no Reino de Deus. (Lucas, XIV: 12-15).

“Quando fizeres um banquete, disse Jesus, não convides os teus amigos, mas os pobres e os estropiados”. Essas palavras, absurdas, se as tomarmos ao pé da letra, são sublimes, quando procuramos entender-lhes o espírito. Jesus não poderia ter querido dizer que, em lugar dos amigos, fosse necessário reunir à mesa os mendigos da rua. Sua linguagem era quase sempre figurada, e para os homens incapazes de compreender os tons mais delicados do pensamento, precisava usar de imagem fortes, que produzissem o efeito de cores berrantes. O fundo de seu pensamento se revela por estas palavras: “E serás bem-aventurado, porque esses não têm com o que te retribuir”. O que vale dizer que não se deve fazer o bem com vistas à retribuição, mas pelo simples prazer de fazê-lo. Para tornar clara a comparação, disse: convida os pobres para o teu banquete, pois sabes que eles não podem te retribuir. E por banquete é necessário entender, não propriamente a refeição, mas a participação na abundância de que desfrutas.

Essas palavras podem também ser aplicadas em sentido mais literal. Quantos só convidam para a sua mesa os que podem, como dizem, honrá-los ou retribuir-lhes o convite. Outros, pelo contrário ficam satisfeitos de receber parentes ou amigos menos afortunados, que todos possuem. Essa é por vezes a maneira de ajudá-los disfarçadamente. Esses, sem ir buscar os cegos e os estropiados, praticam a máxima de Jesus, se o fazem por benevolência, sem ostentação, e se sabem disfarçar o benefício com sincera cordialidade.

A - Conclusão:
O convite à participação nos bens de que desfrutamos deve ser inspirado na mais pura fraternidade. Se for motivado pelo desejo de retribuição é mero comércio e demonstração de orgulho e vaidade.

B - Questões para estudo:

1 - Quem são os pobres e estropiados referidos no texto?
São os nossos irmãos mais necessitamos, que não têm condições de retribuir o nosso convite, a nossa doação, a nossa visita, enfim, as nossas atenções.
"E sereis ditosos por não terem eles meios de vô-lo retribuir..."

2 - Como deve ser a atitude do cristão, quando auxilia o irmão necessitado?
Fraterna e discreta, movida pelo sentimento da verdadeira caridade, que nos manda fazer o bem tão somente pelo prazer de o praticar, sem esperar retribuição alguma.

"... praticam a máxima de Jesus se o fazem por benevolência, sem ostentação, e sabem dissimular o benefício, por meio de uma sincera cordialidade."

3 - Como exercitar esta lição em nossa vivência diária?
Convidando para nossa mesa os irmãos, amigos e parentes menos felizes, e atendendo-os fraternalmente em suas necessidades, ao invés de buscarmos apenas o convívio daqueles que nos podem beneficiar com a retribuição de nossos favores.
Encontramos os pobres e os estropiados no seio de nossa própria família.




quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

EVANGELHO NO LAR - André Luiz


Após o Evangelho no lar de Isabel, que está no livro "Os Mensageiros", André Luiz comenta:

"Notei que os céus prometiam aguaceiros . . . Notei que formas sombrias, algumas monstruosas, se arrastavam na rua, à procura de abrigo conveniente. Reparei, com espanto, que muitas tomavam a nossa direção, para, depois de alguns passos, recuarem amedrontadas. Provocavam assombro. Muitas, pareciam verdadeiros animais perambulando na via pública. Confesso que insopitável receio me invadira o coração. Calmo, como sempre, Aniceto nos tranqüilizou:

- Não temam - disse. Sempre que ameaça tempestade, os seres vagabundos da sombra se movimentam procurando asilo. São os ignorantes que vagueiam nas ruas, escravizados às sensações mais fortes dos sentidos físicos. Encontram-se ainda colados às expressões mais baixas da experiência terrestre e os aguaceiros os incomodam tanto quanto ao homem comum, distante do lar. Buscam, de preferência, as casas de diversões noturnas, onde a ociosidade encontra válvula nas dissipações. Quando isto não se lhes torna acessível, penetram as residências abertas, considerando que, para eles, a matéria do plano ainda apresenta a mesma densidade característica.

E, demonstrando interesse em valorizar a lição do minuto, acrescentou:

- Observem como se inclinam para cá, fugindo, em seguida, espantados e inquietos. Estamos colhendo mais um ensinamento sobre os efeitos da prece. Nunca poderemos enumerar todos os benefícios da oração. Toda vez que se ora num lar, prepara-se a melhoria do ambiente doméstico. Cada prece do coração constitui emissão eletromagnética de relativo poder. Por isso mesmo, o culto familiar do Evangelho não é tão só um curso de iluminação interior, mas também processo avançado de defesa exterior, pelas claridades espirituais que acende em torno. Ao homem que ora traz consigo inalienável couraça. O lar que cultiva a prece transforma-se em fortaleza, compreenderam? As entidades da sombra experimentam choques de vulto, em contato com as vibrações luminosas deste santuário doméstico, e é por isso que se mantêm a distância, procurando outros rumos . . .

"Institua o Evangelho no Lar. Quando nos reunimos para estudar os ensinamentos de Jesus é como se abríssemos as portas de nossa casa aos benfeitores espirituais, da mesma forma que desentendimentos e brigas, gritos e xingamentos, favorecem o assalto das sombras." - Richard Simonetti