domingo, 16 de janeiro de 2011

O DEVER ESQUECIDO - estória de Meimei


Certo rei muito poderoso, sendo obrigado a longa ausência, tomou de grande fortuna e entregou-a ao filho, confiando-lhe a incumbência de levantar grande casa, tão bela quanto possível.
Para isso, o tesouro que lhe deixava nas mãos era suficiente.

Acontece, porém, que o jovem, muito egoísta, arquitetou o plano de enganar o próprio pai, de modo a gozar todos os prazeres imediatos da vida.

E passou a comprar materiais inferiores.

Onde lhe cabia empregar metais raros, utilizava latão; nos lugares em que devia colocar o mármore precioso, punha madeira barata, e nos setores de serviço, em que a obra reclamava pedra sólida, aplicava terra batida ...

Com isso, obteve largas somas que consumiu, desorientado, junto de amigos loucos.

Quando o monarca voltou, surpreendeu o príncipe abatido e cansado, a apresentar-lhe uma cabana esburacada, ao invés de uma casa nobre.

O rei, no entanto, deu-lhe a chave do pequeno casebre e disse-lhe, bondoso:

- A casa que mandei edificar é para você mesmo, meu filho ... Não me parece a residência sonhada por seu pai, mas devo estar satisfeito com a que você próprio escolheu ...


CONCLUSÃO: O conto impele-nos a judiciosas apreciações, quanto ao cumprimento exato de nossos deveres. Comparemos o soberano a Deus, nosso Pai. O príncipe da história poderia ter sido qualquer um de nós.A fortuna para construirmos a moradia de nossa alma é a vida que Deus nos empresta. Quase sempre, contudo, gastamos o tesouro da existência em caprichosa ilusão, para acabarmos relegados, por nossa própria culpa, aos pardieiros apodrecidos do sofrimento. Mas, aqueles que se consagram à bênção do dever, por mais áspero que seja, adquirem a tranqüilidade e a alegria que o Supremo Senhor lhes reserva, por executarem, fiéis, a sua divina vontade, que planeja sempre o melhor a nosso favor.

Do livro: Evangelho em Casa

Psicografia de: Chico Xavier


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

POR QUE AS ENCHENTES, TERREMOTOS, ETC.?



Os fenômenos naturais como: tufão, furacão, terremoto, enchentes, etc., estão sob o controle divino.
As destruições naturais ocorrem para renovar a atmosfera do planeta; para conter os desajustes da criatura humana (com a Natureza, com o corpo físico, com a negligência política, etc.); para que as vítimas, desencarnadas e encarnadas, tornem-se mais solidárias e menos envolvidas com as ilusões do mundo ou para que resgatem débitos do passado.
Não é preciso grande esforço de raciocínio para perceber que a AIDS, por exemplo, representa uma resposta da Natureza aos abusos cometidos pelo Homem nos domínios do sexo, a partir da decantada liberdade sexual, na década de sessenta. Talvez a AIDS faça parte de um elenco de medidas renovadoras que preparam a civilização do terceiro milênio.
Mas é oportuno recordar que determinados surtos de progresso para a humanidade são marcados por flagelos terríveis que dizimaram populações imensas. Exemplo típico foi a Peste Negra, no século XIV, enfermidade mortal provocada por um bacilo que se instalava nos aparelhos digestivo e circulatório, eliminando suas vítimas em poucos dias. Disseminada pelo Oriente e pela Europa, exterminou perto de vinte e cinco milhões de pessoas, em plena Idade Média, um período de obscurantismo, em que a civilização ocidental parecia imersa em trevas. No entanto, após a Peste Negra floresceu o Renascimento, um abençoado sopro de renovação cultural e artística, como o alvorecer de radioso dia precedido de devastadora tempestade noturna.
 
 
(Richard Simonetti)
 
 
 

OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: Na tragédia do Haiti, que ocorreu há um ano, não há quem culpar diretamente. Os terremotos são fenômenos naturais. As chuvas abundantes no Brasil também são naturais, entretanto, o impedimento da água ir embora quando chega ao solo ocorre pelo erro humano de juntar lixo nos bueiros, além da gestão pública não planejar o escoamento de grandes cidades como São Paulo.
No caso de Angra dos Reis, o ano passado, e no Rio de Janeiro recentemente, a situação era evitável. O homem, por não ter onde morar, arrisca construir nas encostas e morros. Outros constroem pousadas e restaurantes explorando a bela visão dos morros ou da beira do mar. Qualquer geólogo sabe que esses locais são inapropriados para a habitação humana. Com o excesso de chuvas e o desmatamento o morro não agüenta a água acumulada então os desmoronamentos ocorrem sem piedade.
A cidade histórica de São Luiz do Paraitinga também foi castigada o ano passado. Além de mortes, vários documentos históricos foram perdidos e a igreja central veio abaixo. Os especialistas do Vale do Paraíba disseram que não era possível evitar a tragédia e a região faz planos para o futuro próximo como a instalação de um sistema de telemetria, para monitorar os níveis do Rio Paraitinga e também a implantação de bacias de detenção nos afluentes dos rios.
A palavra certa para isso é Planejamento.
Então, estas tragédias devem servir para despertar a obrigação de cada um com este mundo. Exemplo: não jogar lixo nos rios, córregos e bueiros; não construir em áreas de risco; não devastar a Natureza; ter vontade política para prevenir a morte de muitas pessoas, etc.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

TEREMOS O QUE DOAMOS



“Um dia, que será noite em teus olhos, deixarás pratos cheios e móveis abarrotados, cofres e enfeites, para a travessia de grande sombra; entretanto, não viajarás de todo nas trevas, porque as migalhas do amor que tiveres distribuído estarão multiplicadas em tuas mãos como bênção de luz.”

(Meimei)

Conclusão: O pouco que fizermos hoje, será de grande valor amanhã.


Atualmente tem sido a humanidade atingida por uma preocupação materialista que chega a assustar.
Em todas as ocasiões só se ouve falar de como e onde aplicar os bens.
Poucos, embora existam, apresentam preocupação mais sublime.
Poucos se interessam em acudir àqueles mais necessitados.
Poucos se voltam para solucionar as dores dos aflitos.
As grandes desgraças que a imprensa vem relatando diariamente provocam reflexões mais profundas mas, de concreto, para aqueles infelizes que transitam ao nosso lado, nenhuma solução oferecemos.
E esse fenômeno é comum a todos os caminhos religiosos.
Nunca se falou tanto em Jesus como atualmente.
Nunca se esteve tão distante dEle como hoje.
As Nações consomem valores incalculáveis em objetos e meios de destruição.
A humanidade vive perplexa diante de tanta violência.
No entanto, populações inteiras passam fome.
Lutam contra o flagelo das epidemias e do abandono.
As instituições de caráter assistencial, de todas as filosofias religiosas que se dedicam a minorar um pouco a carência do semelhante, vivem constantemente lutando para alcançar seus abençoados fins.
Zelosas almas, poucas, oferecem seu tempo, geralmente com parcos recursos, para essa meta.
Quantas criaturas sem ter o que vestir, e quantos armários lotados!
Quantas mesas vazias e quantos se banqueteando em lares, em um desperdício louco!
Resta-nos meditar nas palavras de advertência desse esplendoroso espírito Meimei.
Que essa clarinada sirva de chamamento a todos.
Que se forme a grande cruzada em torno das recomendações de Jesus.
Se nada é possível ser feito sozinho, vamos entregar nossos esforços e nossas contribuições àqueles poucos que estão engajados no atendimento aos semelhantes.
De uma coisa não mais podemos ficar ignorantes: teremos, amanhã, aquilo que hoje doamos. É a Lei.


(Sérgio Lourenço - do livro: Em busca do homem novo)


domingo, 9 de janeiro de 2011

ANO NOVO, IDEIAS NOVAS - Divaldo Franco

TERAPIA DE VIDAS PASSADAS E CROMOTERAPIA



Gostaríamos que você nos esclarecesse a respeito das terapias de vidas passadas, que vêm sendo usadas por alguns espíritas como método auxiliar para assistir a alguns pacientes. Da mesma forma pedimos sua opinião sobre a cromoterapia.


Divaldo: A Dra. Maria Júlia Prieto Peres, que considero uma autoridade no assunto, é muito cautelosa. Ela recomenda que somente médicos especialistas na área psiquiátrica devem intentar esta terapêutica. Tentar uma experiência numa área na qual não estamos bem fundamentados não deixa de ser um atrevimento presunçoso de nossa parte. Então a terapia de vivências passadas deve ser intentada por aqueles conhecedores da psiquê humana, para poderem avaliar quando o problema tem uma origem:
• cármica de uma vivência infeliz em encarnação anterior
• emocional perturbadora da atual existência ou
• quando se trata de uma indução obsessiva.
Então, aqueles que não tiverem formação médica e nem um curso de especialização nesta área, tenham muito cuidado, para não se envolverem em área que não diz respeito à Doutrina Espírita.
Deveremos diminuir muito a nossa preocupação com a cura de corpos. A Doutrina Espírita não veio lutar contra a medicina, como pretendem alguns. O Espiritismo veio para que a transformação de dentro para fora modifique a estrutura da nossa realidade pessoal. A cromoterapia também, de repente, passou a ser uma terapêutica de verdadeiras aventuras, dando margem para outros derivativos. A cromoterapia tem os seus efeitos óbvios; é uma doutrina oriental muito antiga, principalmente na área de meditação, mas nós trazermos todo esse contributo valioso, para transformarmos a casa espírita em clínica de terapias alternativas é um grande risco, porque estaremos apenas cuidando do efeito sem remover as causas que são de natureza moral. Então a natureza precípua da Doutrina Espírita é o homem integral, é preparar o homem para enfrentar-se a si mesmo e superar as vicissitudes. Na grande expressão da caridade, ajudá-lo, conforme a sua necessidade.

Do livro: Entrevistas e Lições





quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

CARNAVAL - Emmanuel


Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.

É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização. Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.

Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.

Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.

Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.

Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.

É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral.



Emmanuel
Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier em Julho de 1939 / Revista Internacional de Espiritismo, Janeiro de 2001.






CIDADE DA LUXÚRIA - história de Chico Xavier

Chico Xavier em uma das conversas que teve com o amigo Newton Boechat lhe revelou um caso que presenciou durante um de seus desdobramentos. Ei-lo: “Em um dos constantes desdobramentos astrais ocorridos com nosso querido médium, durante o sono, Emmanuel conduziu o duplo-astral de Chico Xavier a uma imensa cidade espiritual, situada na região do Umbral. Esta lhe pareceu extremamente inferior e bastante próxima da crosta planetária. Era uma cidade estranha não só pelo aspecto desarmônico e antiestético, como pelas manifestações de luxúria, degradação de costumes e sensualidade de seus habitantes, exibidas em todos os logradouros públicos, ruas, praças, etc. Emmanuel informou ao Chico que aquela vasta comunidade espiritual era governada por entidades mentalmente vigorosas porém negativas em termos de ética e sentimentos humanos. Eram estes maiores que davam as ordens e faziam-se obedecer, exercendo sobre aquelas entidades um poder do tipo da sugestões hipnótica, ao qual tais Espíritos estariam submetidos, ainda mesmo depois de reencarnados. Pelas ruas da referida cidade estranha, desfilavam, de maneira semelhante a cordões carnavalescos, multidões compostas de entidades que se esmeravam em exibições de natureza pornográfica, erótica e debochada. Os maiorais eram conduzidos em andores ou tronos colocados sobre carros alegóricos, cujos formatos imitavam os órgãos sexuais masculinos e femininos. Uma euforia generalizada parecia dominar aquelas criaturas, ou mais aproximadamente, assistia-se a uma “festa de despedida” de uma multidão revelando a certeza da aproximação de um fim inexorável, que extinguiria a situação cômoda até então usufruída por todos. De fato, aqueles Espíritos, sem exceção, haviam recebido um aviso de que estava determinado, de maneira irrevogável pelos “Planos da Espiritualidade Superior”, o seu próximo reingresso à vida carnal na Terra. A esse decreto inapelável não iriam escapar nem os próprios maiorais.”



OBSERVAÇÃO: Com eles viriam mudanças profundas nos costumes da humanidade: a libertinagem, as “músicas” ruidosas e desequilibrantes, a rebeldia dos nossos filhos, a instabilidade das instituições familiares e sociais e, finalmente, o que presenciamos, hoje em dia, com o recrudescimento da criminalidade e da insegurança, além do cortejo de outros inúmeros problemas com os quais se defrontam as criaturas humanas, neste atribulado fim de tempos. Por isso, vigilância sempre.





Compilação de Rudymara retirado do livro SEXO E OBSESSÃO escrito pelo espírito Philomeno de Miranda e psicografado por Divaldo Franco











terça-feira, 4 de janeiro de 2011

COMO ACABAR COM O BULLYING? - evangelização infantil




Mas, o que é BULLYING?
Bullying é um termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.
O preconceito, a intolerância, a agressão física e psicológica sobre alguém é prova que ainda não aprendemos a amar o próximo. É preciso fazer um trabalho educativo "urgente" para que, aos poucos, eliminemos essa agressividade, esse sentimento de alegria ao humilhar o outro. Amar significa respeitar, aceitar, cuidar, ajudar, amparar aqueles que convivem conosco no mundo. Os pais devem ter cuidado com os comentários preconceituosos que fazem perto dos filhos. A educação moral religiosa deles deve começar no lar principalmente através do exemplo dos pais e daqueles que convivem com eles.
Quando nossos filhos vão pela primeira vez na escola devemos conversar com eles explicando que encontrarão coleguinhas de cor de pele, de cabelo, de olhos diferentes, que podem ter defeitos físicos e mentais, enfim, e explicar que são todos filhos de Deus assim como eles são. E que Deus nos faz todos diferentes, mas que devemos tratar todos iguais, sem risos, piadas, humilhações e violência. Que Deus fica muito triste quando deixamos qualquer filho Dele triste. Mais tarde explicar a lei de causa e efeito e, consequentemente, a reencarnação. Só assim entenderão que na próxima encarnação estarão habitando um corpo diferente e este corpo pode ser de cor de pele diferente, pode trazer algum defeito físico, etc.
Devemos, por exemplo, perguntar ao nosso filho: “Você gostaria que seus coleguinhas rissem de você? Que batessem em você?” E aproveitar a resposta dele, que geralmente é "NÃO", para dizer: “Então não devemos fazer ao nosso coleguinha o que não queremos que façam com a gente.”
Mais tarde, quando estiverem maiores, poderemos abordar o precenceito com os homossexuais. Que cada pai e/ou mãe explique "em casa", segundo a visão religiosa de cada um, pedindo o mesmo respeito que pedimos aos negros, índios, obesos, enfim, aos "diferentes" deles.
Aos filhos homossexuais explicar que, o mesmo respeito que eles querem receber da sociedade eles devem ter para com ela. Que eles não façam nada que choque, que seja promíscuo, enfim, que respeitem sua imagem e não desrespeitem a maneira de pensar e agir da sociedade. A orientação também serve aos filhos heterossexuais. Este é o início para eliminarmos o preconceito e a violência. Trabalhemos juntos para prevenir que nosso filho(a) plantem um resgate (carma) difícil, perante a lei divina, no futuro e que nós, pais, respondamos por nossa negligência. 
"AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI" - pediu Jesus. Mas, se nós pais, irmãos, avós, tios, professores ou quem tiver uma ou várias crianças em sua responsabilidade não ensinarmos a elas como devem amar o próximo, estas crescerão sem saber como se comportar de maneira cristã e, consequentemente, continuarão preconceituosas, violentas, insensíveis.
"EDUQUEM AS CRIANÇAS E, ENTÃO NÃO SERÁ NECESSÁRIO PUNIR OS HOMENS." - Pitágoras


(Texto de Rudymara)






domingo, 2 de janeiro de 2011

CUIDADO COM A AUTOPIEDADE


Diz Emmanuel no livro O Consolador: "dentre os mundos inferiores, a Terra pertence à categoria dos de expiações e provas, porque ainda existe predominância do mal sobre o bem. Aqui, o homem leva uma vida cheia de vicissitudes por ser ainda imperfeito, havendo, para seus habitantes, mais momentos de infelicidades do que de alegrias. A provação é a luta que ensina ao discípulo rebelde e preguiçoso a estrada do trabalho e da edificação espiritual. A expiação é a pena imposta ao malfeitor que comete um crime.”
 
Diante de tal explicação, concluímos que não nascemos para ser completamente felizes. Aqui, neste planeta, alegria e tristeza se revezam. Moramos num vale de lágrimas, ou seja, ora choramos de alegria, ora de tristeza. Estes são ensinamentos básicos na Doutrina Espírita, mas muitos de nós espíritas, mesmo sabendo de tudo isso, quando passamos por um momento difícil, sentimos pena de nós mesmos. Basta encontrarmos com um conhecido para desabafarmos nossas amarguras nos colocando na condição de “coitadinho” ou “vítima” de uma situação. Temos também o hábito de responsabilizar os outros pela nossa dor: um amigo(a), um espírito, a macumba, os pais, a inveja, o olho gordo, a herança genética, etc. Quando na verdade somos vítimas de nós mesmos.
A auto-piedade é um alimento venenoso, uma espécie de erva daninha que intoxica o espírito, dificulta as relações e promove medo, desconfiança, solidão e melancolia. É filha do egoísmo e da lamentação, afilhada do orgulho e irmã da necessidade de aprovação e de atenção especial.
Lembramos aqui a história do médium Jerônimo Mendonça. Um exemplo de superação de limites. Ele foi totalmente paralítico há mais de trinta anos, sem mover nem o pescoço, foi cego há mais de vinte anos, com artrite reumatóide que lhe dava dores terríveis no peito e em todo o corpo, era levado por mãos amigas por todo o Brasil a fora para proferir palestras. Foi tão grande o seu exemplo que foi apelidado “O Gigante Deitado” pelos amigos e pela imprensa. Houve uma época, em meados de 1960, quando ainda enxergava, que Jerônimo quase desencarnou com hemorragia acentuada, das vias urinárias. Estava internado num hospital de Ituiutaba quando o médico, amigo, chamou seus companheiros espíritas que ali estavam e lhes disse que o caso não tinha solução. A hemorragia não cedia e ele ia desencarnar. Os amigos, resolveram levá-lo até Uberaba, para despedir-se de Chico Xavier. Pois eles eram muitos amigos. O lençol que o cobria era branco. Quando chegaram a Uberaba, estava vermelho, tinto de sangue. Ao chegar, vendo o amigo vermelho de sangue Chico disse: “OLHA SÓ QUEM ESTÁ NOS VISITANDO! O JERÔNIMO! ESTÁ PARECENDO UMA ROSA VERMELHA! VAMOS TODOS DAR UM BEIJO NESSA ROSA, MAS COM MUITO CUIDADO PARA ELA NÃO DESPETALAR.” Um a um os companheiros passavam e lhe davam um suave beijo no rosto. Ele sentia a vibração da energia fluídica que recebia em cada beijo. Finalmente, Chico deu-lhe um beijo, colocando a mão no seu abdome, permanecendo assim por alguns minutos. Era a sensação de um choque de alta voltagem saindo da mão de Chico, o que Jerônimo percebeu. A hemorragia parou. Ele que, fraco, havia ido ali se despedir, para desencarnar, acabou fazendo a explanação evangélica, a pedido de Chico, e em seguida vem a explicação: “VOCÊ SABE PORQUÊ DESTA HEMORRAGIA, JERÔNIMO?” Jerônimo respondeu: “NÃO, CHICO.” Chico, então, explicou: “FOI PORQUE VOCÊ ACEITOU O “COITADINHO”. COITADINHO DO JERÔNIMO, COITADINHO... VOCÊ DESENVOLVEU A AUTOPIEDADE. COMEÇOU A TER DÓ DE VOCÊ MESMO. ISSO GEROU UM PROCESSO DESTRUTIVO. O SEU PENSAMENTO NEGATIVO FLUIDICAMENTE INTERFERIU NO SEU CORPO FÍSICO, GERANDO A LESÃO. DORAVANTE, JERÔNIMO, VENÇA O COITADINHO. TENHA BOM ÂNIMO, ALEGRE-SE, CANTE, BRINQUE, PARA QUE OS OUTROS NÃO SINTAM PIEDADE DE VOCÊ.” Ele seguiu o conselho. A partir de então, após as palestras, ele cantava e contava histórias hilariantes sobre as suas dificuldades. A maioria das pessoas esquecia, nestes momentos, que ele era cego e paralítico. Tornava-se igual aos sadios.Sobreviveu quase trinta anos após a hemorragia “fatal”. Venceu o “coitadinho”.Que essa história nos seja um exemplo, para que nos momentos difíceis tenhamos bom ânimo, vencendo a nossa tendência natural de autopiedade e esmorecimento.


Compilação de Rudymara






 

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

QUANDO SEGUIREMOS JESUS?


Muitos esquecem ou não buscam o sentido do Natal e cometem abusos dizendo estar comemorando a data do nascimento do Cristo e a “comemoração” piora no Novo Ano. Depois vem o carnaval, onde aumentam as transgressões das leis morais cristãs de todas as formas: sexo desregrado, gravidez indesejada, aborto, doenças sexualmente transmissíveis, mortes no trânsito causado por alcoolismo e outras drogas, etc. Dia seguinte ao término do carnaval, é a quarta-feira intitulada de cinzas, onde muitos mostram em seu semblante o arrependimento, por isso buscam templos religiosos para tomar cinzas, cujo simbolismo é para que as pessoas façam reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira fragilidade da vida humana. A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma (para os católicos), que é o período de quarenta dias que antecedem a festa da Páscoa, tempo de jejuar e o jejum a que se refere Jesus é de ordem moral. Se quisermos nos renovar, é necessário combater nossas fraquezas, cultivando a Virtude e o Bem. E na Páscoa relembramos os últimos dias de Jesus na Terra, onde encontramos encenações: da última ceia; do lava pés; da condenação e crucificação do Cristo; onde muitos deixam de comer carne vermelha na sexta-feira; malham o Judas, esquecendo que entre as muitas lições do “crucificado” é a do perdão, da não violência, o de retribuirmos o mal com o bem, o de amarmos o inimigo. No domingo, Cristo ressurge para mostrar que Ele vive e deve estar vivo em nós. Não só na lembrança da sua pessoa, mas na lembrança de seus ensinamentos. É um domingo de almoço familiar, onde muitos esquecem de fazer uma prece de agradecimento ao Cristo ressucitado. Agora perguntemos: “Só com a vinda Dele já estamos salvos?” Não nos enganemos. Jesus não morreu para nos salvar. Ele viveu para nos mostrar o caminho da salvação. A busca é individual e só acontecerá se cristianizarmos nossas atitudes. Então, como vemos o sacrifício do Cristo e de seus discípulos não aconteceu para admirarmos Suas bravuras ou para decorarmos seus ensinamentos e ficar por isso mesmo. A passagem do Cristo na Terra é mais que presentes, presépios, ceia, bacalhau, ovos de chocolate, paçoca e coelhinho. Quando entenderemos o sentido da vinda do Cristo a Terra? Será que estamos agradando Jesus com esta fé sem obras? Alguém então perguntará: Então devemos acabar com a Páscoa e o Natal? Não. Devemos relembrar a vinda do Cristo todos os dias; santificar todos os dias, não somente a sexta-feira ou o 25 de dezembro. Utilizarmos as datas para intensificarmos a caridade ensinada pelo “crucificado” ou pelo “menino da manjedoura”. Nós espíritas não somos contra a festa ou a alegria de reunir a família. Mas achamos que a festa de Natal deveria despertar em nós o desejo de fazermos o Cristo renascer em nossas atitudes (não só nas mensagens dos cartões) e a da Páscoa deveria despertar em nós a vontade de nos libertarmos dos erros, das transgressões, para ressuscitarmos numa nova pessoa. Uma pessoa de atitudes nobres, cristãs. Mas, infelizmente, há quem acredite ser perdoado com simples ritual ou com penitências corporais. Por isso, na próxima festa, veremos as mesmas pessoas cometendo as mesmas transgressões. Como pedir que o mundo mude se nós não mudamos? A mudança do mundo começa em nós e só acontecerá quando seguirmos os ensinos de Jesus, TODOS OS DIAS.Este texto serve para todos nós que nos apegamos mais aos dogmas e rituais do que aos ensinamentos do Cristo. Muitos costumes religiosos foram criados pelo homem e não se encontra nos pedidos do Cristo. Isto faz com que atrasemos nossa evolução. Por exemplo: muitos acham que se não se casar na igreja está em pecado. Mas, se esquece, por exemplo, de viver o "não adulterarás". Não há em lugar nenhum do evangelho o pedido de Jesus para a cerimônia religiosa, mas sim para o respeito mútuo do casal. O catolicismo já corrigiu muita coisa no decorrer do tempo, basta lembrarmos da "santa inquisição". E, muitos de nós espíritas, já passamos por ele, nesta e em outras encarnações. Devemos nosso respeito, mas precisamos questionar o que devemos observar de verdade para nossa acensão espiritual. Portanto, não se sintam ofendidos. Afinal, fé sem obras é morta.

(Texto de Rudymara)