
"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más."
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
POR QUE AS ENCHENTES, TERREMOTOS, ETC.?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011
TEREMOS O QUE DOAMOS

(Meimei)
Conclusão: O pouco que fizermos hoje, será de grande valor amanhã.
Atualmente tem sido a humanidade atingida por uma preocupação materialista que chega a assustar.
Em todas as ocasiões só se ouve falar de como e onde aplicar os bens.
Poucos, embora existam, apresentam preocupação mais sublime.
Poucos se interessam em acudir àqueles mais necessitados.
Poucos se voltam para solucionar as dores dos aflitos.
As grandes desgraças que a imprensa vem relatando diariamente provocam reflexões mais profundas mas, de concreto, para aqueles infelizes que transitam ao nosso lado, nenhuma solução oferecemos.
E esse fenômeno é comum a todos os caminhos religiosos.
Nunca se falou tanto em Jesus como atualmente.
Nunca se esteve tão distante dEle como hoje.
As Nações consomem valores incalculáveis em objetos e meios de destruição.
A humanidade vive perplexa diante de tanta violência.
No entanto, populações inteiras passam fome.
Lutam contra o flagelo das epidemias e do abandono.
As instituições de caráter assistencial, de todas as filosofias religiosas que se dedicam a minorar um pouco a carência do semelhante, vivem constantemente lutando para alcançar seus abençoados fins.
Zelosas almas, poucas, oferecem seu tempo, geralmente com parcos recursos, para essa meta.
Quantas criaturas sem ter o que vestir, e quantos armários lotados!
Quantas mesas vazias e quantos se banqueteando em lares, em um desperdício louco!
Resta-nos meditar nas palavras de advertência desse esplendoroso espírito Meimei.
Que essa clarinada sirva de chamamento a todos.
Que se forme a grande cruzada em torno das recomendações de Jesus.
Se nada é possível ser feito sozinho, vamos entregar nossos esforços e nossas contribuições àqueles poucos que estão engajados no atendimento aos semelhantes.
De uma coisa não mais podemos ficar ignorantes: teremos, amanhã, aquilo que hoje doamos. É a Lei.
(Sérgio Lourenço - do livro: Em busca do homem novo)
domingo, 9 de janeiro de 2011
TERAPIA DE VIDAS PASSADAS E CROMOTERAPIA

Gostaríamos que você nos esclarecesse a respeito das terapias de vidas passadas, que vêm sendo usadas por alguns espíritas como método auxiliar para assistir a alguns pacientes. Da mesma forma pedimos sua opinião sobre a cromoterapia.
Divaldo: A Dra. Maria Júlia Prieto Peres, que considero uma autoridade no assunto, é muito cautelosa. Ela recomenda que somente médicos especialistas na área psiquiátrica devem intentar esta terapêutica. Tentar uma experiência numa área na qual não estamos bem fundamentados não deixa de ser um atrevimento presunçoso de nossa parte. Então a terapia de vivências passadas deve ser intentada por aqueles conhecedores da psiquê humana, para poderem avaliar quando o problema tem uma origem:
• cármica de uma vivência infeliz em encarnação anterior
• emocional perturbadora da atual existência ou
• quando se trata de uma indução obsessiva.
Então, aqueles que não tiverem formação médica e nem um curso de especialização nesta área, tenham muito cuidado, para não se envolverem em área que não diz respeito à Doutrina Espírita.
Deveremos diminuir muito a nossa preocupação com a cura de corpos. A Doutrina Espírita não veio lutar contra a medicina, como pretendem alguns. O Espiritismo veio para que a transformação de dentro para fora modifique a estrutura da nossa realidade pessoal. A cromoterapia também, de repente, passou a ser uma terapêutica de verdadeiras aventuras, dando margem para outros derivativos. A cromoterapia tem os seus efeitos óbvios; é uma doutrina oriental muito antiga, principalmente na área de meditação, mas nós trazermos todo esse contributo valioso, para transformarmos a casa espírita em clínica de terapias alternativas é um grande risco, porque estaremos apenas cuidando do efeito sem remover as causas que são de natureza moral. Então a natureza precípua da Doutrina Espírita é o homem integral, é preparar o homem para enfrentar-se a si mesmo e superar as vicissitudes. Na grande expressão da caridade, ajudá-lo, conforme a sua necessidade.
Do livro: Entrevistas e Lições
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
CARNAVAL - Emmanuel

Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.
É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização. Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.
Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.
Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.
Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.
Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.
É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral.
Emmanuel
Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier em Julho de 1939 / Revista Internacional de Espiritismo, Janeiro de 2001.
CIDADE DA LUXÚRIA - história de Chico Xavier
Chico Xavier em uma das conversas que teve com o amigo Newton Boechat lhe revelou um caso que presenciou durante um de seus desdobramentos. Ei-lo: “Em um dos constantes desdobramentos astrais ocorridos com nosso querido médium, durante o sono, Emmanuel conduziu o duplo-astral de Chico Xavier a uma imensa cidade espiritual, situada na região do Umbral. Esta lhe pareceu extremamente inferior e bastante próxima da crosta planetária. Era uma cidade estranha não só pelo aspecto desarmônico e antiestético, como pelas manifestações de luxúria, degradação de costumes e sensualidade de seus habitantes, exibidas em todos os logradouros públicos, ruas, praças, etc. Emmanuel informou ao Chico que aquela vasta comunidade espiritual era governada por entidades mentalmente vigorosas porém negativas em termos de ética e sentimentos humanos. Eram estes maiores que davam as ordens e faziam-se obedecer, exercendo sobre aquelas entidades um poder do tipo da sugestões hipnótica, ao qual tais Espíritos estariam submetidos, ainda mesmo depois de reencarnados. Pelas ruas da referida cidade estranha, desfilavam, de maneira semelhante a cordões carnavalescos, multidões compostas de entidades que se esmeravam em exibições de natureza pornográfica, erótica e debochada. Os maiorais eram conduzidos em andores ou tronos colocados sobre carros alegóricos, cujos formatos imitavam os órgãos sexuais masculinos e femininos. Uma euforia generalizada parecia dominar aquelas criaturas, ou mais aproximadamente, assistia-se a uma “festa de despedida” de uma multidão revelando a certeza da aproximação de um fim inexorável, que extinguiria a situação cômoda até então usufruída por todos. De fato, aqueles Espíritos, sem exceção, haviam recebido um aviso de que estava determinado, de maneira irrevogável pelos “Planos da Espiritualidade Superior”, o seu próximo reingresso à vida carnal na Terra. A esse decreto inapelável não iriam escapar nem os próprios maiorais.”terça-feira, 4 de janeiro de 2011
COMO ACABAR COM O BULLYING? - evangelização infantil

domingo, 2 de janeiro de 2011
CUIDADO COM A AUTOPIEDADE

Lembramos aqui a história do médium Jerônimo Mendonça. Um exemplo de superação de limites. Ele foi totalmente paralítico há mais de trinta anos, sem mover nem o pescoço, foi cego há mais de vinte anos, com artrite reumatóide que lhe dava dores terríveis no peito e em todo o corpo, era levado por mãos amigas por todo o Brasil a fora para proferir palestras. Foi tão grande o seu exemplo que foi apelidado “O Gigante Deitado” pelos amigos e pela imprensa. Houve uma época, em meados de 1960, quando ainda enxergava, que Jerônimo quase desencarnou com hemorragia acentuada, das vias urinárias. Estava internado num hospital de Ituiutaba quando o médico, amigo, chamou seus companheiros espíritas que ali estavam e lhes disse que o caso não tinha solução. A hemorragia não cedia e ele ia desencarnar. Os amigos, resolveram levá-lo até Uberaba, para despedir-se de Chico Xavier. Pois eles eram muitos amigos. O lençol que o cobria era branco. Quando chegaram a Uberaba, estava vermelho, tinto de sangue. Ao chegar, vendo o amigo vermelho de sangue Chico disse: “OLHA SÓ QUEM ESTÁ NOS VISITANDO! O JERÔNIMO! ESTÁ PARECENDO UMA ROSA VERMELHA! VAMOS TODOS DAR UM BEIJO NESSA ROSA, MAS COM MUITO CUIDADO PARA ELA NÃO DESPETALAR.” Um a um os companheiros passavam e lhe davam um suave beijo no rosto. Ele sentia a vibração da energia fluídica que recebia em cada beijo. Finalmente, Chico deu-lhe um beijo, colocando a mão no seu abdome, permanecendo assim por alguns minutos. Era a sensação de um choque de alta voltagem saindo da mão de Chico, o que Jerônimo percebeu. A hemorragia parou. Ele que, fraco, havia ido ali se despedir, para desencarnar, acabou fazendo a explanação evangélica, a pedido de Chico, e em seguida vem a explicação: “VOCÊ SABE PORQUÊ DESTA HEMORRAGIA, JERÔNIMO?” Jerônimo respondeu: “NÃO, CHICO.” Chico, então, explicou: “FOI PORQUE VOCÊ ACEITOU O “COITADINHO”. COITADINHO DO JERÔNIMO, COITADINHO... VOCÊ DESENVOLVEU A AUTOPIEDADE. COMEÇOU A TER DÓ DE VOCÊ MESMO. ISSO GEROU UM PROCESSO DESTRUTIVO. O SEU PENSAMENTO NEGATIVO FLUIDICAMENTE INTERFERIU NO SEU CORPO FÍSICO, GERANDO A LESÃO. DORAVANTE, JERÔNIMO, VENÇA O COITADINHO. TENHA BOM ÂNIMO, ALEGRE-SE, CANTE, BRINQUE, PARA QUE OS OUTROS NÃO SINTAM PIEDADE DE VOCÊ.” Ele seguiu o conselho. A partir de então, após as palestras, ele cantava e contava histórias hilariantes sobre as suas dificuldades. A maioria das pessoas esquecia, nestes momentos, que ele era cego e paralítico. Tornava-se igual aos sadios.Sobreviveu quase trinta anos após a hemorragia “fatal”. Venceu o “coitadinho”.Que essa história nos seja um exemplo, para que nos momentos difíceis tenhamos bom ânimo, vencendo a nossa tendência natural de autopiedade e esmorecimento.
Compilação de Rudymara
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
QUANDO SEGUIREMOS JESUS?
domingo, 26 de dezembro de 2010
CENTRO ESPÍRITA ENTRA EM FÉRIAS?

Conversando com vários espíritas de várias casas espíritas vemos que há muita dúvida sobre o recesso de fim de ano e carnaval das casas espíritas. Uns são a favor e outros contra. Os argumentos são vários: "o movimento cai nessa época do ano", "precisamos descansar", "o ano foi difícil", "outras localidades também fecham", "os dirigentes e médiuns viajam, não compensa abrir", "cai a vibração da casa, não há substitutos à altura", “não podemos parar, os espíritos não tiram férias”, “hospital não fecha”, etc.
Aprendemos sobre as vibrações difíceis da época de carnaval e a facilidade dos ataques espirituais sobre os invigilantes. Assim como aprendemos que na época de Natal as vibrações são excelentes porque pessoas estão mais abertas ao amor, a caridade, a fraternidade, etc., e consequentemente, há facilidade em receber auxílio espiritual. Então, por que não nos unirmos para auxiliar os trabalhadores do Cristo com nossas preces e vibrações na época de carnaval? Por que não reforçar os ensinamentos de Jesus na época de Natal?
Vejamos o que disse Chico Xavier: “Para mim, centro espírita tinha que abrir todo dia, o dia inteiro...Se é hospital, como dizemos, como é que pode estar de portas fechadas?!...O centro precisava se organizar para melhor atender os necessitados. O que impede que o centro espírita seja mais produtivo é a centralização das tarefas; existe dirigente que não abre mão do comando da instituição...Ora, de fato, a instituição necessita de comando, mas de um comando que se preocupe em criar espaço para que os companheiros trabalhem, sem que ninguém esteja mais preocupados com cargos do que com encargos...”
Diante de tal assunto escrevi para Richard Simonetti e pedi sua opinião. Eis o que ele respondeu: “As reuniões públicas, de atendimento fraterno, passes e palestras, não devem sofrer interrupção. No CEAC em Bauru, funcionam ininterruptamente. Assim como hospitais, núcleos de saúde e serviços de utilidade pública, não param nunca. Colaboradores que viajam são substituídos por companheiros. Cursos em andamento são interrompidos na segunda quinzena de dezembro. Voltam em fevereiro. Cursos novos começam em março. Grupos mediúnicos interrompem atividades por duas semanas, no final do ano. Voltam logo no início. Biblioteca, Livraria, tesouraria, funcionam sem interrupção.”
Como vemos, uma grande parte dos trabalhos devem ser tratados como HOSPITAL, porque pedem um socorro imediato. Já o estudo pode ser tratado como ESCOLA, podendo ter uma pausa maior.
Elias B. Ibraim escreveu para o Jornal “Verdade e Luz” de Ribeirão Preto (Edição abril/98): “Todos temos consciência de que dirigentes e médiuns podem viajar, evidentemente. Eles fazem jus ao direito de visitar parente, amigos, confraternizar. O que eles não tem direito é de fechar o Centro Espírita. Nas suas ausências, companheiros e companheiras, preparados, devem substituí-los. Pode, inclusive, ser adotado o sistema de rodízio para efeito de faltas, desde que não sejam prejudicadas as atividades do Centro.”
Jesus disse: “Deus trabalha até hoje e eu também”. Portanto, não tiram férias. Os espíritos não disseram que Jesus é nosso guia e modelo? Então, sigamo-Lo.
Quando dizemos que Divaldo e Chico nunca tiraram férias do Espiritismo costumamos ouvir: “Não estou preparado. Estou longe da evolução deles.” Perguntemos: “Quando estaremos preparados?” “Por que, muitos de nós, só agimos diante da dor e quando nos é conveniente?” “No trabalho remunerado não faltamos e não tiramos além de 30 dias de férias no ano. Por que com a parte espiritual somos negligentes?” Precisamos lembrar que a cobrança será maior pelo que deixamos de fazer, do que pelo que fizemos. E que serão mais cobrados aqueles que mais entendimento tiver.
Encerro aqui deixando esta reflexão para o ano que se inicia. Feliz 2011!
(Texto escrito por Rudymara)
