sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A INFÂNCIA - estória para reflexão


Certo dia, o filho de um marajá manifestou desejo de montar num elefante, no que foi prontamente atendido pelos servos de seu poderoso pai.

Sucedeu que, uma vez montado, não quis descer do lombo do animal. Os servos lhe serviram ali mesmo o café e as demais refeições e, à noite, como se negasse a descer da montaria, providenciaram cobertas para que dormisse como melhor lhe apetecesse.

No dia seguinte, preocupado com a permanência do filho naquela situação, o marajá mandou chamar um médico, um psicólogo e um professor, mas estes não conseguiram que a criatura arredasse pé dali.

Finalmente, já aflito, mandou buscar um velho tibetano que vivia na montanha e tinha fama de muito sábio. Ali chegando, o ancião pediu uma escada, no que foi atendido. Tendo subido, cochichou meia dúzia de palavras ao ouvido da criança. O menino então, desceu rapidamente do elefante.

Encantado com o notável feito, perguntou-lhe o marajá:

- Mas, afinal, o que o senhor disse ao meu filho que fez com que ele descesse tão depressa?

- Disse-lhe, que se não descesse dali imediatamente, iria lhe aplicar uma boa surra de vara.

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OBSERVAÇÃO: No ambiente familiar, numa hierarquia natural das leis da vida, compete aos pais o dever de exercer o poder, a autoridade, sem confundir com autoritarismo. A receita está sempre no equilíbrio, conforme lembra Emmanuel: “Nem freio que os mantenha na servidão, nem licença que os arremesse ao charco da libertinagem.” No Antigo Testamento, no livro de Provérbios, 13:24 diz: “Quem poupa a vara, odeia seu filho; quem o ama, castiga-o na hora.” Obviamente, não devemos entender a vara como símbolo de violência, mas sim como: disciplina, energia, vigilância, a análise das más tendências, seguida de agentes reparadores, a orientação evangelizada, a palavra amorosa e firme nas decisões, o “sim” e o “não” no momento certo, a ordem paterna ou materna que leve ao cumprimento dos deveres.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A MÁ INCLINAÇÃO - história para reflexão


O médium espírita Divaldo P. Franco, conta a história de um garoto, que foi abandonado aos 6 meses de idade, na instituição Mansão do Caminho, onde ele dirige (www.mansaodocaminho.com.br). Este garoto, aos 4 anos de idade, fazia faquinhas e ameaçava as voluntárias que ajudavam Divaldo a tomar conta das crianças. Ele dizia que queria enfiar a faca em alguém para sentir o sangue quente escorrer em suas mãos. Divaldo perguntava como ele sabia que o sangue era quente, e ele respondia que não sabia como, mas ele tinha certeza que era quente.

Quando este garoto completou 12 anos, as voluntárias que auxiliavam Divaldo tinham medo dele. Divaldo então, fez uma terapia de choque. Chamou o garoto e disse que ele teria que ir embora da instituição. O garoto assustou, pediu desculpas e prometeu não ameaçar mais. Estudou e foi evangelizado pela instituição espírita Mansão do Caminho.

Aos 18 anos, o menino pediu a emancipação. Divaldo disse:

- Dou sua emancipação com uma condição: quando você desejar matar alguém, você vem aqui e me mata.

- Mas, tio? . . . - disse o garoto assustado.

- Sim porque eu falhei. A sociedade me entregou você com 6 meses, a sociedade nos dá tudo, você não tem nada contra a sociedade, espero, porque a sociedade é a humanidade. Se você matar alguém, é porque eu falhei. Antes me mate, por causa do meu fracasso em relação a você.

O garoto concordou, e foi embora. Após 10 anos, eles se reencontraram. Divaldo então, aproveitou e perguntou se ele sentiu vontade de matar. O garoto disse que sim, mas que toda vez que sentiu essa vontade, ele via o rosto de Divaldo na sua frente dizendo: "Venha e me mate primeiro", então, ele se desarmava. Ele agradeceu dizendo que, se não fosse Divaldo e o Espiritismo, ele estaria num cárcere. Divaldo, então, esclareceu:

- Agradeça a sua consciência, que assimilou toda a educação moral evangélica que recebeu na Mansão do Caminho. Você fez bom uso do livre arbítrio. Hoje, você pode entender, por isso vou lhe contar que, os bons espíritos me disseram que você foi um criminoso na encarnação anterior, meu filho. Você trazia no inconsciente a lembrança do sangue jorrando em sua mão quando esfaqueava alguém. Estava tão dentro de você, que explodia na sua memória atual, eram flashes do passado.

Resumo de uma história verídica vivenciada pelo médium espírita Divaldo P. Franco.

Do Livro: Conversa Fraterna

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OBSERVAÇÃO: Como vemos, o espírito necessita passar pelo estado de infância, com o objetivo de se aperfeiçoar, porque durante esse período, é mais fácil assimilar a educação que recebe, e que poderão lhe auxiliar o adiantamento.

As crianças são seres que Deus manda para novas existências, são espíritos velhos em corpos novos.

E a frase "pau que nasce torto morre torto" não existe para os espíritas. O espírito que nasce com más inclinações, más tendências, pode se modificar. Desde que se predisponha a vivenciar o Bem, sufocando o Mal. Nascemos para evoluir.


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A ATEIA



Dona Inácia era ateia e blasfemava contra Deus, porque não se conformava em ver tantas crianças desamparadas dormindo ao relento passando fome, frio, dores e sofrimentos. Inconformada. Então, ela resolveu abrigar crianças em sua casa, dando a elas um teto, roupas, alimento, remédio, brinquedos, educação, instrução, e acima de tudo AMOR. Mas, um dia, dona Inácia adoeceu, e desencarnou. Ao despertar no mundo espiritual, vê ao seu lado um espírito que lhe dava boas vindas. Ela não entendeu o pôr que das boas vindas. E o espírito explicou que ela estava desencarnada, e se recuperando do sofrimento físico devido à doença que ocasionou sua desencarnação. Ela, espantada disse:
- Então estou morta? Então a gente não morre e acaba tudo? Então Deus existe?
O espírito foi respondendo tudo pouco a pouco. E dona Inácia, ouvia tudo atenta e assustada, e logo perguntou:
- Eu serei castigada? Pois, passei minha vida toda blasfemando contra Deus.
O espírito, sorrindo respondeu:
- Dona Inácia, Deus está sempre sendo exaltado, são muitos os que dizem “Senhor, Senhor . . .”, mas são poucos os que fazem Sua vontade. A senhora, não O exaltou, mas fez o que Ele pede diariamente para seus filhos através dos ensinamentos que o Cristo deixou, que é expressar o amor ao próximo através da caridade. Quando alguém ama seu próximo, está amando indiretamente à Deus, porque está fazendo a Sua vontade. E foi o que a senhora fez.
OBSERVAÇÃO: Deus não observa o rótulo religioso das pessoas, mas as virtudes que carregam na alma. Como disse Cairbar Schutel: "Há muitas pessoas que, na aparência, mostram seguir Jesus, mas, de fato, não o seguem; ao passo que, muitos que parecem não o seguir, estão a caminho com Ele." E como disse Simeão em O Evangelho segundo o Espiritismo: "Será suficiente usar a roupa do Senhor, para ser um fiel servidor? Será bastante dizer: "Sou cristão", para seguir o Cristo? Procurai os verdadeiros cristãos e os reconhecereis pelas suas obras." Pensemos nisso!

Estória e observação de Rudymara