quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A MÁ INCLINAÇÃO - história para reflexão


O médium espírita Divaldo P. Franco, conta a história de um garoto, que foi abandonado aos 6 meses de idade, na instituição Mansão do Caminho, onde ele dirige (www.mansaodocaminho.com.br). Este garoto, aos 4 anos de idade, fazia faquinhas e ameaçava as voluntárias que ajudavam Divaldo a tomar conta das crianças. Ele dizia que queria enfiar a faca em alguém para sentir o sangue quente escorrer em suas mãos. Divaldo perguntava como ele sabia que o sangue era quente, e ele respondia que não sabia como, mas ele tinha certeza que era quente.

Quando este garoto completou 12 anos, as voluntárias que auxiliavam Divaldo tinham medo dele. Divaldo então, fez uma terapia de choque. Chamou o garoto e disse que ele teria que ir embora da instituição. O garoto assustou, pediu desculpas e prometeu não ameaçar mais. Estudou e foi evangelizado pela instituição espírita Mansão do Caminho.

Aos 18 anos, o menino pediu a emancipação. Divaldo disse:

- Dou sua emancipação com uma condição: quando você desejar matar alguém, você vem aqui e me mata.

- Mas, tio? . . . - disse o garoto assustado.

- Sim porque eu falhei. A sociedade me entregou você com 6 meses, a sociedade nos dá tudo, você não tem nada contra a sociedade, espero, porque a sociedade é a humanidade. Se você matar alguém, é porque eu falhei. Antes me mate, por causa do meu fracasso em relação a você.

O garoto concordou, e foi embora. Após 10 anos, eles se reencontraram. Divaldo então, aproveitou e perguntou se ele sentiu vontade de matar. O garoto disse que sim, mas que toda vez que sentiu essa vontade, ele via o rosto de Divaldo na sua frente dizendo: "Venha e me mate primeiro", então, ele se desarmava. Ele agradeceu dizendo que, se não fosse Divaldo e o Espiritismo, ele estaria num cárcere. Divaldo, então, esclareceu:

- Agradeça a sua consciência, que assimilou toda a educação moral evangélica que recebeu na Mansão do Caminho. Você fez bom uso do livre arbítrio. Hoje, você pode entender, por isso vou lhe contar que, os bons espíritos me disseram que você foi um criminoso na encarnação anterior, meu filho. Você trazia no inconsciente a lembrança do sangue jorrando em sua mão quando esfaqueava alguém. Estava tão dentro de você, que explodia na sua memória atual, eram flashes do passado.

Resumo de uma história verídica vivenciada pelo médium espírita Divaldo P. Franco.

Do Livro: Conversa Fraterna

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OBSERVAÇÃO: Como vemos, o espírito necessita passar pelo estado de infância, com o objetivo de se aperfeiçoar, porque durante esse período, é mais fácil assimilar a educação que recebe, e que poderão lhe auxiliar o adiantamento.

As crianças são seres que Deus manda para novas existências, são espíritos velhos em corpos novos.

E a frase "pau que nasce torto morre torto" não existe para os espíritas. O espírito que nasce com más inclinações, más tendências, pode se modificar. Desde que se predisponha a vivenciar o Bem, sufocando o Mal. Nascemos para evoluir.


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A ATEIA



Dona Inácia era ateia e blasfemava contra Deus, porque não se conformava em ver tantas crianças desamparadas dormindo ao relento passando fome, frio, dores e sofrimentos. Inconformada. Então, ela resolveu abrigar crianças em sua casa, dando a elas um teto, roupas, alimento, remédio, brinquedos, educação, instrução, e acima de tudo AMOR. Mas, um dia, dona Inácia adoeceu, e desencarnou. Ao despertar no mundo espiritual, vê ao seu lado um espírito que lhe dava boas vindas. Ela não entendeu o pôr que das boas vindas. E o espírito explicou que ela estava desencarnada, e se recuperando do sofrimento físico devido à doença que ocasionou sua desencarnação. Ela, espantada disse:
- Então estou morta? Então a gente não morre e acaba tudo? Então Deus existe?
O espírito foi respondendo tudo pouco a pouco. E dona Inácia, ouvia tudo atenta e assustada, e logo perguntou:
- Eu serei castigada? Pois, passei minha vida toda blasfemando contra Deus.
O espírito, sorrindo respondeu:
- Dona Inácia, Deus está sempre sendo exaltado, são muitos os que dizem “Senhor, Senhor . . .”, mas são poucos os que fazem Sua vontade. A senhora, não O exaltou, mas fez o que Ele pede diariamente para seus filhos através dos ensinamentos que o Cristo deixou, que é expressar o amor ao próximo através da caridade. Quando alguém ama seu próximo, está amando indiretamente à Deus, porque está fazendo a Sua vontade. E foi o que a senhora fez.
OBSERVAÇÃO: Deus não observa o rótulo religioso das pessoas, mas as virtudes que carregam na alma. Como disse Cairbar Schutel: "Há muitas pessoas que, na aparência, mostram seguir Jesus, mas, de fato, não o seguem; ao passo que, muitos que parecem não o seguir, estão a caminho com Ele." E como disse Simeão em O Evangelho segundo o Espiritismo: "Será suficiente usar a roupa do Senhor, para ser um fiel servidor? Será bastante dizer: "Sou cristão", para seguir o Cristo? Procurai os verdadeiros cristãos e os reconhecereis pelas suas obras." Pensemos nisso!

Estória e observação de Rudymara



terça-feira, 14 de dezembro de 2010

GANDHI E O VIAJANTE - estória para reflexão


Canta-se que Gandhi, sempre que viajava de trem pela Índia, comprava passagem de terceira classe. Ali os passageiros, não cultivavam hábitos de higiene, nem de boas maneiras.

Certa ocasião, quando empreendia uma das suas viagens, ele chamou a atenção de um rapaz que viajava junto a ele no mesmo vagão, porque de quando em quando cuspia no chão. Diante da advertência recebida, o moço respondeu indelicadamente e repetiu várias outras vezes o gesto. Gandhi calou-se.

Depois de um bom tempo de viagem, o rapaz pegou no seu violão, e começou a tocar e cantar músicas que exaltavam o grande líder e herói GANDHI.

Quando, finalmente, o trem parou na estação desejada, Gandhi levantou-se preparando-se para descer. O jovem, que também ficaria ali, juntou suas coisas para sair. Na estação, ele percebeu que alguém de certa importância e grande respeito estaria chegando, porque havia uma enorme recepção organizada com músicas instrumentais, fogos de artifício e discurso. Parou para ver . . . Era Gandhi quem chegava . . .

Ele então, juntou-se a multidão para recepcionar o ídolo. Só quando avistou o homenageado, é que se deu conta que o passageiro a quem havia respondido de maneira tão descortês e insolente, era exatamente aquele que havia enaltecido com tanta veemência através das suas canções. Ele não conhecia Gandhi, mas certamente entendeu que para ele, de nada significaram suas músicas e cântico.

Essa experiência pode muito bem ser aplicada em relação a Deus.

Pois, muitos procuram apresentar-Lhe honra e louvor superficiais, “honram-Lhe com os lábios; e o coração, porém, está longe Dele.”


“Os templos, as igrejas e centros espíritas estão lotados, mas poucos, muito poucos, compreendem e praticam o que se estuda e se ouve, enquanto fora dos círculos religiosos encontramos muitas almas que praticam a reforma íntima trabalhando anonimamente pelo bem e pela caridade.”

(Padre Vítor)


Observação: Podemos seguir qualquer religião e seus cultos exteriores, mas não nos esqueçamos da reforma íntima, educando nossos instintos inferiores, e revendo nossos valores.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

"EVANGELIZAÇÃO", OBRIGAR OU NÃO? - Divaldo Franco


Resposta: Temos ouvido alguns confrades afirmarem: “Eu não forço os meus filhos, para a evangelização espírita, porque eu sou liberal.” Ao que poderia ajuntar: “Porque não tenho força moral.” Se o filho está doente, ele o força a tomar remédios; se o filho não quer ir à escola, ele o força. Isto porque acredita no remédio e na educação. Mas não crê na religião. Quando afirma: “Vou deixá-lo crescer, depois ele escolherá.” Para mim representa o mesmo que o deixar contaminar-se pelo tétano ou outra enfermidade, para depois aplicar o remédio, elucidando: “Você viu que não deve pisar em prego enferrujado? Agora, irei medicá-lo.” Ou tuberculoso, falar-lhe dos preceitos da higiene e da saúde.
Se nós damos a melhor alimentação, o melhor vestuário, o melhor colégio, dentro das nossas possibilidades, aos filhos, porque não lhes damos a melhor religião, que é aquela que já elegemos? Que os filhos, quando crescerem, larguem-na, que optem depois. Cumpre aos pais o dever de dar o que há de melhor. Se eles encontraram, no Espiritismo, a diretriz de libertação, eis o melhor para dar e não deixar a criança escolher, porque esta ainda não sabe discernir. Vamos orientá-los. Vamos “forçá-los”, entre aspas, motivando-os, levando-os, provando em casa, pelo nosso exemplo, que o Espiritismo é o que há de melhor. Não, como fazem muitos: obrigam os filhos irem à evangelização e, em casa, não mantém uma atitude espírita. É natural que os filhos recalcitrem, porque vêem que tal não adianta, pois que os pais são espíritas, mas em casa, decepcionam.
Se, todavia, os pais são espíritas em casa, eles irão, felizes, às aulas de evangelização e de juventude, porque estão impregnados do exemplo.

Retirado do blog http://mocidadeallankardec.blogspot.com

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O LADO OCULTO - estória para reflexão


Silas realiza uma “tournée” de palestras espíritas. Estivera ausente 10 dias. Expositor brilhante, encantava platéias que lotavam os Centros Espíritas por onde passava.

Mais do que a palavra, as pessoas que privavam de sua companhia impressionavam-se com seu comportamento. Somente muito calmo e afável, a todos atendia, imperturbável, mesmo quando abordado por companheiros inoportunos que abusavam de sua boa vontade.

As pessoas que o acolhiam encantavam-se com sua tranqüilidade. Se o almoço atrasava, se as crianças perturbavam, se ocorriam pequenos incidentes, tudo era relevado por ele com palavras de compreensão.

“SEJA TUDO PELA EDIFICAÇÃO” – proclamava, sereno, lembrando o apóstolo Paulo, na Primeira Epístola aos Coríntios.

Cumprido o roteiro, regressou, finalmente, viajando 10 horas, estrada ruim, ônibus desconfortável, percalços que suportou com resignação, “TUDO PELA EDIFICAÇÃO.”

Descendo na estação rodoviária, estranhou a ausência de sua esposa, a quem avisara quanto ao horário de chegada. Os minutos escoavam-se com lentidão da impaciência. Parecia horas! Silas nervoso, pensava:

- Que falta de consideração! Não poderia antecipar-se ao ônibus?

Finalmente ela chega. Beijaram-se. Ele, sisudo; ela, expansiva, a explicar que houvera um problema no trânsito. Não a deixou concluir. “Soltou os cachorros”, diante da mulher atônita, verberando o atraso. Entrou no automóvel e regressou, amuado, ao lar.

Após enfrentar, valoroso e disciplinado, 10 dias de excursão e 10 horas em desconfortável viagem de regresso, Silas não se conformou em esperar 10 minutos por sua esposa . . .

(Richard Simonetti)

Com um pouco de disciplina é possível exercitar comportamento moderado na vida em sociedade, com valores de tolerância e paciência, em favor da EDIFICAÇÃO.

O teste difícil está no lar, onde, sem o verniz social, se desnuda o lado oculto de nossa personalidade, mostrando facetas nada edificantes.