sexta-feira, 5 de novembro de 2010

DEVEMOS SEGUIR O NOVO OU O VELHO TESTAMENTO?



COMPAREMOS OS DOIS E TIREMOS NOSSAS CONCLUSÕES:

Antigo Testamento -
Moisés recomendou: "NÃO RECORRAIS AOS PROFETAS, NEM CONSULTEIS OS ESPÍRITOS PARA NÃO VOS TORNARDES IMPUROS. " (Lv 19,31). Mas, o mesmo Moisés disse: "QUEM DERA TODA ISRAEL PROFETIZASSE ASSIM." Ele se referia a Eldade e Medade que usavam sua mediunidade para curar, orientar e ajudar. Então, Moisés não era contra o profetismo e sim contra o mal profetismo, ou seja, a exploração do profetismo (Num. 11. 16, 17:24-29) . Novo Testamento – (Atos 2:17 a 18) – “(...) DERRAMAREI DO
MEU ESPÍRITO SOBRE TODA CARNE VOSSOS FILHOS E VOSSAS FILHAS PROFETIZARÃO, VOSSOS JOVENS TERÃO VISÕES, E VOSSOS VELHOS, SONHOS. NAQUELES DIAS, DERRAMAREI MEU ESPÍRITO SOBRE MEUS SERVOS E SOBRE MINHAS SERVAS, E ELES PROFETIZARÃO. - Por que nos fazer profetas se no Antigo Testamento a lei proíbe que os procuremos?
Antigo Testamento - OS FILHOS DEVEM PAGAR PELOS PECADOS DOS PAIS (Exôdo, 20:5). Novo Testamento - Em Rom. 14:12 diz: "CADA UM DE NÓS DARÁ CONTAS DE SI MESMO PARA DEUS." Se prestaremos contas de nossos erros, como pagaremos pelos erros (pecados) dos outros?
Antigo Testamento - QUEM TRABALHAR NO SÁBADO SERÁ MORTO (Exôdo, 35:2) – Devemos matar os médicos, enfermeiros, bombeiros, e tantos outros profissionais que trabalham nesse dia? Novo Testamento - Jesus disse aos que o perguntaram se era lícito curar no sábado: "QUAL DE VOCÊS NÃO SOCORRERÁ UMA OVELHA QUE CAIR NUMA COVA NO SÁBADO?" (Mateus, 12: 9 a 14)
Antigo Testamento - OS FILHOS DESOBEDIENTES E REBELDES, QUE NÃO OUÇAM SEUS PAIS E SE COMPROMETAM NO VÍCIO, SERÃO APEDREJADOS ATÉ A MORTE (Deuteronômio, 21:18-21) – Quantas igrejas, templos, estariam vazios, pois a maior parte foram, ou são, filhos desobedientes e rebeldes. Devemos seguir o perdão que Jesus ensinou ou devemos sair matando e transgredindo a lei de Deus que diz: “NÃO MATARÁS” . Antigo Testamento - O HOMOSSEXUALISMO SERÁ PUNIDO ATÉ A MORTE (Levítico, 20:13) Hoje, até representante religiosos seriam mortos se levássemos esta lei ao pé da letra.
Antigo Testamento - DEFICIENTES FÍSICOS ESTÃO PROIBIDOS DE APROXIMAR-SE DO ALTAR DO CULTO, PARA NÃO PROFANÁ-LO COM SEU DEFEITO (Levítico, 21: 17-23) – E os deficientes “morais” podem profanar? Chega de inclusão social? Os deficientes físicos não são filhos de Deus? Novo Testamento - "TUDO QUE FIZERDES AO MENOR DE MEUS IRMÃOS, A MIM QUE FAZEIS" (Mat. 25:40)
Antigo Testamento - OS ADÚLTEROS SERÃO APEDREJADOS ATÉ A MORTE (Deuteronômio, 22:22) – E no mesmo Antigo Testamento diz: “NÃO MATARÁS” Novo Testamento: - PERDOAI A QUEM LHE TENHA OFENDIDO (Mateus 6:12)
Antigo Testamento: "DEUS CONDENA À MORTE À TODO AQUELE QUE INVOCAR OUTRO ESPÍRITO QUE NÃO ELE." - (Deut. 13:1-18). Novo Testamento: Jesus evocou os "mortos" Elias e Moisés (o dono da proibição) na passagem da transfiguração (Luc. 9:29-36). Jesus transgrediu a lei de Moisés? Este puxou a orelha de Jesus? Claro que não. Ali Jesus mostrou que é possível a comunicação com os mortos e liberou assim esta prática, desde que para fins sérios e úteis.
As leis do antigo testamento foram feitas por Moisés para conter aquele povo ignorante. Ele precisava dizer que eram leis de Deus para serem respeitadas. As únicas leis que vieram de Deus foram os 10 mandamentos, por isso era contraditório perante às leis de Moisés.
Lembremos que um doutor da lei testou Jesus perguntando qual era o maior mandamento da Lei (Mosaica), e Jesus respondeu: Amarás ao Senhor teu Deus de todo coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, este é o maior e o primeiro mandamento (Deuteronômio 6:5). E o segundo, semelhante a este é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo (Levítico 19:18). Estes dois mandamentos contém toda a lei e os profetas.
A Lei são as regras contidas nos 5 primeiros livros da Bíblia atribuídos a Moisés: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Uma parte são leis civis, disciplinares, e humanas; a outra parte são revelações feitas por Bons Espíritos em nome de Deus e através de Moisés (os 10 Mandamentos).
Os Profetas são os demais livros do Velho Testamento (Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, etc.).
Jesus demonstrou como sempre, perfeito conhecimento das escrituras e retirou delas dois mandamentos da legislação mosaica e usou para resumir o Velho Testamento.
Portanto, embora estudem também o Velho Testamento, é o Novo Testamento que os espíritas dão maior importância e valor, porque nele está o cerne doutrinário do Cristianismo, o ensinamento espiritual do Cristo, revelação mais avançada e aperfeiçoada que a de Moisés.

OBSERVEMOS: O Velho Testamento é seguido pelos judeus, seguidores da religião chamada Judaismo, onde há leis escritas por Moisés. Os judeus não aceitam Jesus como o Messias prometido porque acham que Ele não preencheu as profecias messiânicas; porque o Cristianismo contradiz a teologia judaica e porque os versículos bíblicos "referindo-se" a Jesus são traduções incorretas. Então, o Novo Testamento deveria ser as únicas escrituras seguidas pelas religiões cristãs: Espiritismo, Catolicismo, Protestantismo, etc., onde há os ensinamentos do Cristo.




Compilação de Rudymara















TIPOS DE SONHOS - Therezinha Oliveira e Richard Simonetti



Há 3 tipos de sonhos: fisiológicos, psicológicos e espirituais.
Fisiológico: é aquele que dramatiza algo que acontece com nosso corpo. Se está frio e nos descobrimos, sono pesado, sem despertar poderemos nos ver num campo de neve, tiritando. Pessoas com incontinência urinária sonham que estão satisfazendo essa necessidade fisiológica, enquanto molham a cama.
Psicológico: é aquele que exprime nossos estados íntimos. Nos velhos tempos, em que não havia os recursos da informática, eu (Richard Simonetti) passava dias e dias procurando diferenças nas fichas gráficas de contas correntes, no Banco do Brasil, onde trabalhava. Á noite, sempre me via, durante o sono, na agência, repetindo intermináveis verificações. Era a dramatização de meu envolvimento com aquele problema.

Espiritual: é a lembrança de uma atividade desenvolvida pelo Espírito no mundo espiritual durante o sono. Kardec denomina essa situação como “emancipação da alma”.
Como podemos distinguir o sonho? Os sonhos de caráter fisiológico ou psicológico são fugidos, mal delineados. Os sonhos espirituais são mais nítidos, mais claros. Guardamos melhor. E um detalhe: geralmente são coloridos, o que não costuma ocorrer com as demais formas, que se apresentam em preto e branco.

E os sonhos repetitivos? Sonhos repetitivos chamam-se “recorrentes”. Geralmente envolvem uma experiência dramática, em passado próximo, na vida atual ou remoto, em vidas anteriores. Esses registros, sepultados no inconscientes, podem aflorar na forma de sonhos, principalmente quando passamos por alguma tensão ou preocupação exacerbada.

Às vezes, nada lembramos dessa vivência espiritual, porque, durante ela, o cérebro físico não foi utilizado e depois, no retorno ao corpo, a matéria deste, pesada e grosseira, também não permitiu o registro das impressões trazidas pelo espírito.
Outras vezes lembramos apenas a impressão do que nosso espírito experimentou à saída ou no retorno ao corpo. Se essas lembranças se misturarem aos problemas fisiopsíquicos, tornam-se confusas, incoerentes.
Quando necessário, os bons espíritos atuam de modo especial sobre nós para que, ao acordar, lembremos algo de maior importância tratado ao mundo espiritual. Mesmo que não lembremos tudo perfeitamente, do que nos sugere idéias, ações.
Os espíritos maus também podem fazer o mesmo se, pelo nosso modo de viver, tivermos concedido a eles essa ascendência sobre nós.




Clique no link e leia o texto "Interpretação dos sonhos na visão espírita"   http://grupoallankardec.blogspot.com.br/2010/10/ha-interpretacao-para-os-sonhos.html







terça-feira, 2 de novembro de 2010

"RENÚNCIA" - livro de Emmanuel


Emmanuel, nos conta uma bela história através das mãos de Chico Xavier, no livro "Renúncia".

A história é de um espírito angelical que não tinha obrigação de voltar à Terra, mas voltou por vontade própria, para ajudar alguns tutelados (protegidos) seus.

Num pequeno episódio, Alcíone mostra seu caráter, sua luz. Ela trabalhava como governanta em rica mansão. O dono da casa (Cirilo), a filha (Beatriz) e o sogro (Jacques) gostavam muito dela, mas a patroa (Susana), a detestava, porque sentia ciúme do amor que a família sentia por Alcíone. A patroa a maltratava impondo tarefas rudes, que não era sua obrigação, para que ela fosse embora, já que não podia tomar a iniciativa de despedi-la, com o que seus familiares não concordariam. Certo dia, Susana chama a governanta e diz:

- Alcíone, a lavadeira está doente e deverás substituí-la.

- Sim, senhora. – respondeu a governanta.

E lá vai Alcíone cumprir a tarefa alheia às suas responsabilidades. A menina Beatriz, vendo-a no tanque, revolta-se. Chama o pai e acusa a mãe de explorar a serva. O marido irrita-se, recrimina a esposa com aspereza. Susana agita-se. Nervosa, debulha-se em lágrimas. O ambiente torna-se tenso. Então, Alcíone, que tudo observava, dirige-se ao patrão.

- Senhor Cirilo, desculpe-me entrar na conversa, mas pode crer que a senhorita Beatriz está enganada. Dona Susana não me impôs a substituição da lavadeira. Fui eu mesma que ofereci minha colaboração. Não se preocupe. Estou acostumada com esse serviço.

As palavras de Alcíone, pronunciadas com evidente inflexão de sinceridade e boa vontade, desanuviam o ambiente. Pai e filha tranqüilizam-se. O gesto da serva, somado a outros iguais em circunstâncias semelhantes, acaba por sensibilizar Susana, que se torna sua amiga.


COMENTÁRIO: Quantos, no lugar de Alcíone, pediria demissão; se vingaria fazendo intriga entre os familiares, alegando "injustiça"; discutiria com a patroa, etc. Mas, Alcíone fez brilhar a sua luz. Ela semeou a paz entre os familiares; foi a bombeira de Deus, como nos pede André Luiz. Porque não colocou lenha onde já havia fogo. E com isso, conquistou a amizade da patroa. Assim, é o cristão autentico. Onde ele está a vida sempre se faz plena de luz, de claridade, pois refletem a luz do Céu, marcada por uma dedicação sem limites à causa do Bem. Estejamos no lar, na escola, no trabalho, na rua, na casa religiosa, enfim, onde estivermos, deixemos a nossa luz brilhar, porque como afirmou Jesus: “Nós somos a luz do mundo.”


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

FINADOS NA VISÃO ESPÍRITA


O hábito de visitar os mortos, como se o cemitério fosse sala de visitas do Além, é cultivado desde as culturas mais remotas. Mostra a tendência em confundir o indivíduo com seu corpo. Há pessoas que, em desespero ante a morte de um ente querido, o "VISITAM" diariamente. Chegam a deitar-se no túmulo. Desejam estar perto do familiar. Católicos, budistas, protestantes, muçulmanos, espíritas - somos todos espiritualistas, acreditamos na existência e sobrevivência do Espírito. Obviamente, o ser etéreo não reside no cemitério. Muitos preferem dizer que perderam o familiar, algo que mostra falta de convicção na sobrevivência do Espírito. Quem admite que a vida continua jamais afirmará que perdeu alguém. Ele simplesmente partiu. Quando dizemos "perdi um ente querido", estamos registrando sérios prejuízos emocionais. Se afirmarmos que ele partiu, haverá apenas o imposto da saudade, abençoada saudade, a mostrar que há amor em nosso coração, o sentimento supremo que nos realiza como filhos de Deus. Em datas significativas, envolvendo aniversário de casamento, de morte, finados, Natal, Ano Novo, dia dos Pais, dia das Mães, sempre pensamos neles.
COMO PODEMOS AJUDAR OS QUE PARTIRAM ANTES DE NÓS? Envolvendo o ser querido em vibrações de carinho, evocando as lembranças felizes, nunca as infelizes; enviando clichês mentais otimistas; fazendo o bem em memória dele, porque nos vinculamos com os Espíritos através do pensamento. Além disso, orando por ele, realizando caridade em sua homenagem, tudo isso lhe chegará como sendo a nossa contribuição para a sua felicidade; a prece dá-lhe paz, diminui-lhe a dor e anima-o para o reencontro futuro que nos aguarda.
PODEMOS CHORAR? Podemos chorar, é claro. Mas saibamos chorar. Que seja um choro de saudade e não de inconformação e revolta. O choro, a lamentação exagerada dos que ficaram causam sofrimento para quem partiu, porque eles precisam da nossa prece, da nossa ajuda para terem fé no futuro e confiança em Deus. Tal comportamento pode atrapalhar o reencontro com os que foram antes de nós. Porque se eles nos visitar ou se nós os visitarmos (através do sono) nosso desequilíbrio os perturbará. Se soubermos sofrer, ao chegar a nossa vez, nos reuniremos a eles, não há dúvida nenhuma.
ENTÃO OS ESPÍRITAS NÃO VISITAM O CEMITÉRIO?  Se sentir vontade, sim. Mas nós espíritas, geralmente, não visitamos os cemitérios, porque homenageamos os “vivos desencarnados” todos os dias. Mas a posição da Doutrina Espírita, quanto as homenagens (dos não espíritas), prestadas aos "MORTOS" neste Dia de Finados, ao contrário do que geralmente se pensa, é favorávelDESDE QUE SINCERAS E NÃO APENAS CONVENCIONAIS.
Os Espíritos, respondendo a perguntas de Kardec a respeito (em O Livro dos Espíritos), mostraram que os laços de amor existentes entre os que partiram e os que ficaram na Terra justificam esses atos. E declaram que no Dia de Finados os cemitérios ficam repletos de Espíritos que se alegram com a lembrança dos parentes e amigos. Há espíritos que só são lembrados nesta data, por isso, gostam da homenagem; há espíritos que gostariam de serem lembrados no recinto do lar. Porque, se ele desencarnou recentemente e ainda não está perfeitamente adaptado às novas realidades, irá sentir-se pouco à vontade na contemplação de seus despojos carnais; Espíritos com maior entendimento, pedem que usemos o dinheiro das flores em alimento aos pobres. Portanto, usemos o bom senso em nossas homenagens. Com a certeza que ELES VIVEM. E se eles vivem, nós também viveremos. E é nessa certeza que devemos aproveitar integralmente o tempo que estivermos encarnados, nos esforçando para oferecer o melhor de nós em favor da edificação humana. Só assim, teremos um feliz retorno à pátria espiritual.


Compilação de Rudymara





segunda-feira, 25 de outubro de 2010

POR QUE TANTA VIOLÊNCIA?




Há um aumento significativo da violência nos centros urbanos. Será que a Humanidade está passando por um retrocesso nos caminhos da evolução? Ninguém retrograda. Apenas revela-se, ou seja, mostra-se quem realmente é. A incidência maior dessas ocorrências decorre da reencarnação de multidões de Espíritos em estágios primários de evolução. Mas não devemos desanimar, porque neste século veio, através da reencarnação, uma grande equipe de espíritos missionários.
Há crimes chocantes, cometidos com requintes de perversidade. A que atribuir esse comportamento? À ausência do senso moral. São Espíritos ainda dominados por instintos, sem noção razoável do bem e do mal. Obedecem aos seus impulsos, roubando, matando e lesando sem nenhum constrangimento. Desconhecem o que seja sentir culpa ou remorso.
Podemos dizer, então, que parte da população é composta de Espíritos moralmente subdesenvolvidos? Sem dúvida.
A que o Espiritismo atribui o mundo de hoje, as confusões, guerras e outras coisas mais? A civilização cresceu muito na ordem horizontal do progresso, que é o progresso tecnológico. Mas esqueceu de crescer verticalidade, que são os valores ético-morais. Nesse crescimento avassalador muitos danos aparecem, e volumosamente.
Por que tantas pessoas acham necessário a volta do Cristo? Porque ainda não entendemos a mensagem por Ele vivida. Se houvéssemos entendido, não entraríamos em conflito com os nossos irmãos que estagiam nas diversas partes do mundo, membros da mesma família Universal. E na verdade, o retorno do Cristo, a Sua segunda vinda já ocorreu, através do Espírito de Verdade, conforme está escrito em o Evangelho de João, quando se refere ao Consolador, que para nós espíritas é a Doutrina Espírita.
Qual a solução que a Doutrina Espírita apresenta para a violência tão crescente nas cidades? A educação. O Espiritismo, essencialmente educativo, conclama-nos ao amor e à instrução que poderão formar uma nova mentalidade entre os homens. A violência é o fruto espúrio da ignorância humana. Remanescente da agressividade animal explode em a natureza graças às bases do egoísmo, o câncer moral que carcome o organismo social. O antídoto do egoísmo é o altruísmo (amor ao próximo, abnegação). Por conseqüência, a melhor maneira de tornar uma sociedade justa e altruísta é a educação das gerações novas. Sabendo que, através da educação, formaremos caracteres saudáveis, deveremos investir tudo nesta obra libertadora, que é uma das mais elevadas expressões da caridade.
Nesse quadro mundial de fome e miséria, o que o Espiritismo espera do Terceiro Milênio? Nós acreditamos que no 3º Milênio haverá uma grande transformação. As pessoas mais apressadas do nosso movimento acreditaram que no dia 1º de janeiro de 2000, os homens e mulheres estariam, todos, se abraçando, fraternalmente. Foi uma utopia. O processo de evolução é muito lento e costumamos dizer que, até o dia 31 de dezembro de 2999, ainda estaremos no 3º Milênio. Então, nós vemos que haverá um contínuo desenvolvimento do sofrimento até que o homem se dará conta de que este caminho não é o melhor, mas ele ainda não sabe, porque seu egoísmo não deixa. Do ponto de vista da reencarnação nós acreditamos que chegará o momento em que esses espíritos indiferentes e perversos já não encarnarão na Terra, irão para mundos inferiores. Então, o progresso se dará, naturalmente, porque, desaparecendo essas lideranças frias, os homens novos, no bom sentido da palavra, idealista e afáveis construirão uma sociedade mais justa porque compreenderão que a sua felicidade é a felicidade do próximo.
Então, a humanidade não está pior? Fomos criados para evoluir, nunca para retroceder. A Humanidade não está pior do que aquela de épocas recuadas. Ocorre que, com o crescimento demográfico, com a facilidade da Informática, dos meios de comunicação, nós recebemos informações maciças e muito expressivas, que nos dão uma idéia desagregadora do comportamento humano. Isto, porque, lamentavelmente, os valores positivos ainda não tem merecido muito destaque nas programações da televisão, das rádios, etc. O bem não causa impacto; infelizmente, a tragédia, sim. O amor sensibiliza por um pouco, mas o infortúnio deprime por muito tempo. Nunca houve no mundo tanta bondade como hoje. O mal aparente está, somente, numa minoria militante do desequilíbrio. Uma minoria que faz muito barulho. Mas, neste século veio uma grande equipe de espíritos missionários para ajudar.
Divaldo, você poderia dar-nos uma mensagem de paz e esperança com extensão a todos os nossos leitores? Nunca houve tanto amor na Terra, como hoje, embora as aparências informem o contrário. Jamais, na Terra, tantos se preocuparam com outros tantos, como agora. Os laboratórios de pesquisa, na área da saúde, estão repletos de missionários do amor, procurando debelar males que afligem centenas de milhões de indivíduos. Missionários da caridade e do conhecimento proliferam em todo lugar, conhecidos uns, anônimos outros, proclamando a excelência do Bem. Jamais houve tantos Organismos Internacionais preocupados com o bem das criaturas e da Humanidade, multiplicando-se, cada vez mais. A juventude, ainda aturdida pelo desequilíbrio dos adultos, caminha buscando afirmações e espaços para realizar-se. A promiscuidade e o despautério que nos visitam, chocam-nos, parece-me que são efeitos dos nossos atos anteriores de hipocrisia. Saturados de prazeres, logo mais, seremos convidados a uma revisão de conteúdo dos nossos anseios e voltaremos, algo arrebentados, ao equilíbrio e a buscas mais preciosas. Assim, confiemos no amor, amando a todos, indistintamente, mesmo aqueles que, por prazer mórbido e vitimados por psicopatologias que fingem ignorar, nos perseguem, caluniam, impossibilitados de superar-nos. Consideremo-los nossos irmãos necessitados e, sem revidar, espalhemos a simpatia, o otimismo e a esperança que dominarão a Terra, logo mais. Vale a pena confiar no Bem e vivê-lo, conforme a Doutrina Espírita: “Fora da caridade não há salvação”.
O que dizer às pessoas que estão sofrendo muito, em certos casos curtindo amargas provas cármicas que as induziram à desesperança? Tudo na vida é transitório, só o Espírito é eterno. No amor, no sofrimento edificante, entrosamo-nos com a obra da criação. O amor, sendo “hálito de Deus”, é a alma da vida e a vida da alma. Através dele iremos minimizar nossos padecimentos pela prática das diversas formas de caridade, pulverizando nossas dívidas acumuladas em vidas passadas. Tenhamos paciência para com tudo o que, apesar de nossos esforços, não pôde ou não pode ser edificado, conscientizando-nos, sempre mais, de que nossa vida não começou no berço e não findará no túmulo. Peçamos a Deus discernimento em nossas horas de turvação para que não agravemos nossos males. Aprendamos a ver na fé e no ato de conviver, harmoniosamente, com o próximo, principalmente com nossos familiares e consangüíneos, uma graça do amparo de Deus. O ato de servir ao nosso semelhante é, para o que serve, um privilégio ofertado pela Divina Providência. A estrada é estreita, larga deve ser a nossa fé. Reacendamos luzes de esperança nos recantos sombreados da alma. Vençamos o desespero com a prece e a vigilância, reparando mais nas coisas eternas que nas imediatas, convictos, sempre, de que não há, não pode haver, injustiça nas Oniscientes Leis Divinas.
(Respostas de Divaldo Franco e Richard Simonetti).


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

FENÔMENOS ESPÍRITAS


Muitos dirigentes de Casas Espíritas acreditam que com os fenômenos a Casa Espírita fica cheia. Mas, infelizmente, fica cheia de curiosos. Quando os fenômenos acabam, elas também se vão.
Como disse Bezerra de Menezes: “O estudo da Doutrina faz adeptos conscientes para a Causa. Quem se aprofunda no conhecimento da Verdade solidifica a fé.”
Quem procurar o Espiritismo somente para obter cura imediata de seus males físicos e espirituais, ou para resolver de pronto seus problemas materiais, poderá ficar decepcionado.
Porque somente se realiza o que estiver dentro das leis divinas. E o Espiritismo não tem por finalidade principal a realização de fenômenos, mas, sim, o progresso moral da humanidade.
O Espiritismo esclarece que não retira problemas e dores do nosso caminho. Explica-nos o porquê das coisas e ensina-nos: como podemos melhorar a nós mesmo para gerarmos efeitos felizes; como prevenir e resolver problemas espirituais, desde que empreguemos vontade e esforço no sentido do Bem; ou ainda, como superar aquilo que, por ora, não pode ser mudado porque nos serve de expiação ou de prova.

Quantos, diante das doenças, dos problemas, das desilusões, da perda de um ente querido, buscam na casa espírita: cartas consoladoras, curas espirituais, consulta com os espíritos, passes espetaculares, o trabalho mediúnico para "expulsar o obsessor", etc., mas não buscam a essência desta Doutrina consoladora e esclarecedora que explica se é viável buscarmos cartas do além ou consultar os espíritos, esclarece como acontecem as curas espirituais, o que é o passe espírita, quem são os obsessores, etc. Porque, quando encontramos estas e tantas outras respostas nas obras da Codificação, sofremos menos, não nos desesperamos diante do sofrimento, não nos revoltamos contra Deus, e o que é mais importante, buscamos nos reformarmos intimamente a cada dia para não sofrermos tanto no futuro. E, sem este entendimento, continuaremos buscando o Espiritismo para resolver problemas de ordem material e imediatista, como acontece há séculos com outras religiões.
Como disse o espírito Nora, no livro “Aconteceu na Casa Espírita: “A Doutrina Espírita não está interessada em lotar a Casa Espírita com pessoas que procuram simplesmente “fenômenos”. A pretensão é simples, que é fazer vibrar entre as paredes da Casa os ensinos de Jesus e Kardec. O mais importante é receber fraternalmente os que nos procuram, socorrê-los quanto possível, oferecer conhecimento doutrinário, despertando as criaturas para a transformação moral; o resto é conseqüência deste processo bem realizado.”





quarta-feira, 20 de outubro de 2010

COMER OU NÃO COMER CARNE?



É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais? 
Emmanuel: A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enorme consequências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.

Temos de considerar, porém, a máquina econômica do interesse e da harmonia, na qual tantos operários fabricam o seu pão cotidiano. Suas peças não podem ser destruídas de um dia para outro, sem perigos graves. Consolemo-nos com a visão do porvir, sendo justos trabalharmos, dedicadamente, pelo advento dos tempos novos em que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores. (Do livro: O Consolador, questão 129).
No "O livros dos Espíritos", questão 723, encontramos a questão: - "A alimentação animal, para o homem, é contrária à lei natural?" Na resposta, lemos: "Na vossa constituição física, a carne nutre a carne, pois do contrário o homem perece. A lei de conservação impõe ao homem o dever de conservar as suas energias e a sua saúde, para poder cumprir a lei do trabalho. Ele deve alimentar-se, portanto segundo a sua organização".
Disse Chico Xavier no livro “Dos hippies aos problemas do mundo”: “(...) se nós estamos ainda subordinados à necessidade de valores proteicos que recebemos da carne, nós não devemos entrar em regimes vegetarianos de um dia para outro e sim educar o nosso organismo para realizarmos essa adaptação. (...) A pecuária ainda é um dos fatores da economia humana. Não podemos tratar estes casos com ingenuidade, conquanto os animais nos mereçam o máximo respeito e não devemos criar situações de extermínio desnecessário para eles. Nós precisamos ainda da carne, precisamos de leite, dos laticínios, precisamos de muitos modos da cooperação dos animais, na farmacologia, na nossa vida comum. Por enquanto não podemos dispensar, mas também não devemos estar como senhores absolutos da natureza. Queremos bife de filé, carne de cabrito e peixe e carneiro, tudo de uma vez. Um pedacinho de carne basta."
CONCLUSÃO: Seria melhor que nós deixássemos de comer carne para não impor aos nossos irmãos tanta dor e sofrimento. As proteínas, vitaminas e outros que retiramos da carne podem ser substituídas pelos vegetais. Mas, isso ainda não é possível porque a indústria de lacticínio emprega muita gente que precisa do dinheiro para ganhar o pão de cada dia. Porém, deveríamos diminuir esse consumo, dando tempo às indústrias para se adaptarem e as pessoas se acostumarem. Nenhuma mudança acontece da noite para o dia, mas precisamos começar.


Compilação e conclusão da Rudymara