domingo, 17 de outubro de 2010

HORÓSCOPO NA VISÃO ESPÍRITA



Os astros influenciam igualmente na vida do homem?
Emmanuel: “As antigas assertivas astrológicas tem a sua razão de ser. O campo magnético e as conjunções dos planetas influenciam no complexo celular do homem físico, em sua formação orgânica e em seu nascimento na Terra; porém, a existência planetária é sinônimo de luta. Se as influências astrais não favorecem a determinadas criaturas, urge que estas lutem contra os elementos perturbadores, porque, acima de todas as verdades astrológicas, temos o Evangelho, e o Evangelho nos ensina que cada qual receberá por suas obras, achando-se cada homem sob as influências que merece.”(Livro: O Consolador - psicografia de: Chico Xavier)
“O homem é senhor de seu próprio destino. As influências mais séria que venha a sofrer condicionam-se à sua própria vontade . . . Por isso, profecias relacionados com a vida diária, baseados em meras especulações astrológicas, somente se concretizarão na medida em que lhes dermos o aval da aceitação.” (Richard Simonetti)
 
 
OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: Nós espíritas não acreditamos em horóscopo porque sabemos que somos Espíritos onde cada qual de nós está num grau evolutivo e traz uma bagagem de vivência passada diferente uns dos outros. Nem todos que são do signo de aquário, por exemplo, tem o modo de agir, o temperamento, o gosto, etc., iguais. Podem ser parecidos, mas nunca iguais. Todos temos um pouco da característica que deram a cada signo. A lei divina não determina que tal espírito deve nascer em determinada data porque seu comportamento condiz com as características de tal signo. Há reencarnações emergenciais onde não daria tempo do espírito aguardar a data que condiz com seu modo de agir. Os astros, como disse Emmanuel, influenciam no corpo carnal, por seu magnetismo. Por isso, vemos mulheres tendo filho antes da data prevista por causa da mudança da lua. Mas, embora não acreditemos, respeitamos quem acredita.
Somos hoje o que fizemos ontem e seremos amanhã o que fizérmos hoje.
 

sábado, 16 de outubro de 2010

SONO E SONHOS NA VISÃO ESPÍRITA


OBSERVAÇÃO: NÓS NÃO INTERPRETAMOS SONHOS.

 
É no momento do sono que nosso espírito se desprende do corpo físico, permanecendo ligado por um cordão fluídico, e assume suas capacidades espirituais.
Como está descrito no Evangelho Segundo o Espiritismo, "o sono foi dado ao homem para a reposição das forças orgânicas e morais. Enquanto o corpo recupera as energias que perdeu pela atividade no dia anterior, o espírito vai se fortalecer entre outros espíritos".
Por isso a importância de termos uma conduta moral aplicada, com boas companhias, leituras e músicas. Nossas companhias do dia serão as da noite, ou seja, o nosso pensamento vai atrair espíritos encarnados ou desencarnados que tenham a mesma sintonia que a nossa.
É através dos sonhos que temos contato com amigos, parentes, instrutores e desafetos. Dessa forma, precisamos aproveitar o máximo para podermos ser esclarecidos sobre as dificuldades que estamos passando. É através dessa conversa que teremos com esses espíritos afins que poderemos, no dia seguinte, estarmos aptos a tomar decisões mais precisas. Mesmo não lembrando do sonho na maioria das vezes, através de uma visão, uma frase ou uma conversa, podemos lembrar de algo que nos foi elucidado durante o sonho e, assim, podermos tomar a decisão correta.
Existem sonhos proféticos, em que a pessoa tem visões de acontecimentos futuros? A experiência diz que sim. A Bíblia é um repositório de fatos dessa natureza. Destaque especial para os sonhos do faraó, interpretados por José, filho de Jacó, sobre anos de fartura e escassez que se aproximavam.
Os sonhos do faraó falavam particularmente em sete vacas gordas e sete vacas magras, algo nebuloso. É assim mesmo? Sonhos proféticos exprimem, geralmente, intervenção de mentores espirituais. Eles não falam de forma simbólica, mas a pessoa registra como simbolismo, em face da dificuldade em fazer a transposição de uma experiência extracorpórea para o cérebro físico.
Por que isso acontece? Nosso cérebro tem registro objetivo apenas para experiência que passam pelos cinco sentidos – tato, paladar, olfato, visão e audição. Essa é uma das razões pelas quais não lembramos das existências anteriores. Ao reencarnar, ficamos na dependência de cérebro “zero-quilômetro, sem registros do pretérito. Algo semelhante ao que ocorre em relação às nossas atividades no plano espiritual, durante o sono.
É sempre assim? Há exceções, envolvendo pessoas dotadas de uma mediunidade especial, chamada onirofania, que permite o registro objetivo das experiências vividas no mundo espiritual durante as horas de sono. Exemplos típicos são os sonhos de José, pai de Jesus, que, em inúmeras oportunidades, foi orientado durante o sono por Gabriel, mentor espiritual de elevada hierarquia que o acompanhava.
Pode não se cumprir um sonho profético? Sim, mesmo porque, não raro, sonhos premonitórios apenas exprimem uma fantasia relacionada com nossas preocupações. Um familiar viaja. Apreensivos, sonhamos com um acidente. A premonição pode apenas exprimir um aviso da Espiritualidade para que sejamos cuidadosos. É como se nossos mentores avisassem: “Há problemas na estrada. Seja prudente! Vá com cuidado.”
Há premonições que não são meros avisos, mas a antecipação de algo que fatalmente ocorrerá? Sim, envolvendo situações difíceis, doenças, peoblemas e até a morte. Ex.: O presidente Lincoln sonhou que acordava em plena noite e, dirigindo-se ao salão principal da Casa Branca, notou que havia um velório. Perguntou a um soldado, que lhe respondeu que era do presidente, que fora assassinado. Comparecendo a um teatro, naquele mesmo dia, Lincoln foi morto num atentado.
Há diversos estudos sobre os sonhos na parapsicologia, tentando desvendar esse enigma que nos afeta sempre que acordamos na intenção de decifrarmos algo que às vezes é um sinal, outras não passa de meras imagens sem significado. Antigamente, os sonhos eram considerados visões proféticas e reveladoras do futuro, onde homens entravam em contato com deuses e demônios. Muitas vezes, suas interpretações ligavam-se a superstições, numerologia, crendices, astrologia, entre outros.
Ainda hoje, pessoas aproveitam da ignorância dos homens sobre o assunto e ganham dinheiro fácil na interpretação dos sonhos de quem as procura com o intuito de decifrá-los. Assim, tornam-se vulneráveis nas mãos de gente insensata ou espíritos zombeteiros, levianos e obsessores.
 
Portanto, NÓS ESPÍRITAS NÃO INTERPRETAMOS OU BUSCAMOS A INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS. Mas, respeitamos aqueles que buscam e acreditam.



 
TIPOS DE SONHOS - Therezinha oliveira
 
Há 3 tipos de sonhos: fisiológicos, psicológicos e espirituais
 
Fisiológico: é aquele que dramatiza algo que acontece com nosso corpo. Se está frio e nos descobrimos, sono pesado, sem despertar poderemos nos ver num campo de neve, tiritando. Pessoas com incontinência urinária sonham que estão satisfazendo essa necessidade fisiológica, enquanto molham a cama. 

Psicológico: é aquele que exprime nossos estados íntimos. Nos velhos tempos, em que não havia os recursos da informática, eu (Richard Simonetti) passava dias e dias procurando diferenças nas fichas gráficas de contas correntes, no Banco do Brasil, onde trabalhava. Á noite, sempre me via, durante o sono, na agência, repetindo intermináveis verificações. Era a dramatização de meu envolvimento com aquele problema.
Espiritual: é a lembrança de uma atividade desenvolvida pelo Espírito no mundo espiritual durante o sono. Kardec denomina essa situação como “emancipação da alma”.
Como podemos distinguir o sonho? Os sonhos de caráter fisiológico ou psicológico são fugidos, mal delineados. Os sonhos espirituais são mais nítidos, mais claros. Guardamos melhor. E um detalhe: geralmente são coloridos, o que não costuma ocorrer com as demais formas, que se apresentam em preto e branco.

E os sonhos repetitivos? Sonhos repetitivos chamam-se “recorrentes”. Geralmente envolvem uma experiência dramática, em passado próximo, na vida atual ou remoto, em vidas anteriores. Esses registros, sepultados no inconscientes, podem aflorar na forma de sonhos, principalmente quando passamos por alguma tensão ou preocupação exacerbada.

Às vezes, nada lembramos dessa vivência espiritual, porque, durante ela, o cérebro físico não foi utilizado e depois, no retorno ao corpo, a matéria deste, pesada e grosseira, também não permitiu o registro das impressões trazidas pelo espírito.
Outras vezes lembramos apenas a impressão do que nosso espírito experimentou à saída ou no retorno ao corpo. Se essas lembranças se misturarem aos problemas fisiopsíquicos, tornam-se confusas, incoerentes.
Quando necessário, os bons espíritos atuam de modo especial sobre nós para que, ao acordar, lembremos algo de maior importância tratado ao mundo espiritual. Mesmo que não lembremos tudo perfeitamente, do que nos sugere idéias, ações.
Os espíritos maus também podem fazer o mesmo se, pelo nosso modo de viver, tivermos concedido a eles essa ascendência sobre nós.
 
 
 
COMPILAÇÃO DE RUDYMARA







sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ZIBIA GASPARETO NÃO É ESPÍRITA É ESPIRITUALISTA



Por Alex Monteiro

Alguns dos nossos leitores assíduos me perguntaram, um dia desses, por que eu não escrevia sobre os livros lançados pela médium Zibia Gasparetto. Eu não hesitei em responder, num fôlego só: “Por que não são livros espíritas”.
Não podia imaginar, até aquele instante, que uma resposta tão óbvia seria capaz de provocar tanta indignação entre aqueles que eu julgava – até então – conhecedores da Doutrina Espírita.
“Mas ela é médium”, “Ela psicografa há mais de quarenta anos”, “Seus livros estão sempre na lista dos mais vendidos”, “O filho dela é médium”, “Ela e o marido estudaram e trabalharam na Federação Espírita do Estado de São Paulo”, “Ela fundou o Centro Espírita Os Caminheiros, lá no Ipiranga”, “Já vendeu mais de 5 milhões de livros” – as argumentações contra a minha afirmação choveram de todos os lados. Meu estranhamento foi grande porque aqueles que rodeavam eram alunos de cursos espíritas, onde, supostamente, eu acreditava que se davam explicações sobre livros espíritas psicografados, cuja qualidade doutrinária depende, intrinsecamente, do médium que os recebe.
O médium psicógrafo que se mantém fiel aos postulados do Espiritismo naturalmente vai atrair espíritos com bons propósitos, que o utilizarão como instrumento de suas comunicações. Um compromisso inadiável me impediu, naquele dia, de prolongar minhas explicações sobre a mediunidade, que convergiriam fatalmente para uma conclusão: o médium é um ser humano dotado do livre-arbítrio. Suas idéias podem mudar de acordo com seus humores, influências, necessidades etc. Assumi o compromisso de escrever alguma coisa o mais breve possível, explicando a ruptura da médium com a Doutrina Espírita. Essa é a origem, portanto, dessas linhas que servirão, quem sabe, de referência para outros leitores que desconhecem a não tão nova assim postura da médium diante da edição de livros “psicografados”.
A Zibia Gasparetto, que estudou e desenvolveu sua mediunidade no Espiritismo, o deixou de lado em 1989 ao perder o marido e dar uma guinada em sua vida, fundando a Editora Vida & Consciência, cujo símbolo é um unicórnio, um animal mitológico. De médium e dirigente de centro espírita, a viúva de Aldo Gasparetto se transformou em empresária. A esse respeito, declarou tempos depois: “Os espíritos me aconselharam a dedicar-me à divulgação das idéias. Eles me mandaram abrir uma gráfica e deixar outras pessoas assumirem as obras sociais”.
Com essas palavras, Zibia justificou o abandono do centro espírita que dirigia para dedicar-se aos negócios que envolveram à partir dessa data, a editoração, a produção gráfica, a distribuição e a comercialização de seus livros e de outros autores. Além desse empreendimento, contando com seus filhos, que também são médiuns – entre eles Luiz Gasparetto, o mais famoso – Zibia criou em centro de estudos e um “spa” urbano espiritualistas que oferecem terapias alternativas e auto ajuda espiritual. Esse complexo compreende um teatro que encena peças com temática espiritual. Luiz Gasparetto e sua irmã são sócios da Editora Vida & Consciência. Irineu Gasparetto ocupa-se da gravação de CDs e dirige, em parceria com Pedro Gasparetto o curtume herdado do pai e também a Fundação Aldo Luiz Gasparetto. Entre os livros psicografados pela médium na fase em que trabalhava de acordo com os postulados espíritas, encontramos excelentes romances: “O amor venceu”, “O matuto”, “Entre o amor e a guerra”, “Laços eternos”, “Esmeralda”, “Espinhos do tempo” – entre outros. Meus favoritos, “Bate-papo com o além” e “O mundo em que eu vivo”, são crônicas de Silveira Sampaio que, encarnado, foi teatrólogo, cronista e talentoso apresentador do “SS Show” (um precursor dos atuais talk-shows, porém com muito mais talento, criatividade e refinamento).
A qualidade dos livros que recebeu nessa fase da vida em que se dedicava com grande empenho ao Espiritismo, se deve – sem dúvida – aos espíritos com os quais associou-se nessa tarefa pela sintonia. O mais atuante foi o Espírito Lucius, “um espírito amigo que tem muita facilidade de me transmitir o seu pensamento por telepatia. Talvez nem todas as histórias sejam suas, pois às vezes noto mudança de estilo. Mas é por meio dele que elas chegam”. Uma leitora que prefere não se identificar, afirma que “comparados com os livros antigos, os atuais são repetitivos, caem sempre no mesmo lugar comum e não tem o brilho do estilo do Lucius”. Esse espírito contou sua própria saga no livro – também psicografado por Zibia – “O fio do destino”. “Fez parte do parlamento inglês e foi juiz de direito na França”, afirma a médium. Não existem referências confirmando se Lucius viveu, em alguma época, no Brasil. Seu talento para a literatura é outro mistério.
Se – nos livros pós-Espiritismo – o Lucius não é mais o mesmo talentoso escritor (e a Zibia confirma, “noto mudança de estilo”), não é concebível acreditar que ele tenha regredido. O mais provável é que não seja ele, realmente, o espírito que hoje se manifesta por seu intermédio.
Nos livros que mencionei, nota-se a correção de estilos, a qualidade da narrativa, a coerência da mensagem espiritual. É como se o texto transpirasse autenticidade. Nos livros atuais, essa vibração se esvaziou. Mas o que se poderia esperar de espíritos que – segundo a própria médium – “me mandaram abrir uma gráfica e deixar a assistência social para outras pessoas”? Os espíritos de ordem elevada, anjos guardiões ou mentores, como queiram chamar, não dão ordens, apenas inspiram seus protegidos.
Na questão 104 de “O Livro dos Espíritos” descobrimos que existem pseudo-sábios e que “seus conhecimentos são bastante amplos, mas acreditam saber mais do que sabem na realidade. Tendo realizado alguns progressos sob diversos pontos de vista, sua linguagem tem uma característica séria que pode induzir ao erro e ocasionar enganos sobre suas capacidades e seus conhecimentos. Mas isso é apenas um reflexo dos preconceitos e das idéias sistemáticas que conservam da vida terrena. É uma mistura de algumas verdades ao lado dos erros mais absurdos, no meio dos quais sobressai a presunção, o orgulho, a inveja e a obstinação das quais não puderam se libertar”. Como se um não bastasse, vários Lucius estão surgindo – recebidos por vários médiuns – ao que a médium Zibia Gasparetto não se manifestou, talvez para não dar visibilidade a eles na mídia espírita.
Voltarei ao assunto na próxima semana, repetindo que não pretendo condenar quem quer que seja, mas simplesmente ajudar os amigos leitores a diferenciar o que é do que não é espírita. Acredito que nada deve ser lido por acaso…



"De Graça Recebestes, de Graça Dai" - Jesus

Observação: A mediunidade é uma faculdade concedida por Deus às criaturas, que nada pagam por ela. Por isso, quando desenvolveu a mediunidade no seus discípulos e os mandou trabalharem com ela em favor da humanidade, Jesus lhes disse: "De graça recebestes, de graça dai". (Mt.10). O Mestre não somente recomendou o exercício gratuito da mediunidade, Ele o exemplificou, nada cobrando dos discípulos pelo desenvolvimento mediúnico que neles promoveu e jamais cobrando nada de ninguém por qualquer das obras espirituais que realizou, inclusive as curas. E, ao expulsar os vendilhões do Templo de Jerusalém, deu enérgica demonstração de que não se deve comerciar com as coisas espirituais, nem torná-las objeto de especulação ou meio de vida.





quarta-feira, 13 de outubro de 2010

ABORTO NA VISÃO ESPÍRITA



Nós espíritas, acreditamos que a partir do momento em que o óvulo é fecundado pelo espermatozóide, surgindo o embrião, inicia-se uma reencarnação, ou seja, um Espírito é ligado ao organismo em desenvolvimento, com a supervisão de técnicos da Espiritualidade. Então, a sexualidade deveria ser exercida com responsabilidade. Porque, para nós, o aborto provocado é sempre um crime contra a vida, e dos mais lamentáveis, mesmo no caso de fetos defeituosos (ex.: os anencéfalos).
QUE FAZER QUANDO A VIDA DA MÃE ESTÁ EM JOGO? Há exceção quando se trata de aborto terapêutico, cujo objetivo é salvar a vida da mulher-mãe, porque sendo ela poupada, outra oportunidade terá.
E O ABORTO CLANDESTINO? Querem justificar dizendo que, quando o aborto for legalizado, a onda de crimes se fará muito menor. Quem pensa assim, está equivocado. Em países onde o aborto foi legalizado, as estatísticas demonstram a continuidade do aborto clandestino, pondo-se em risco a vida da mulher.
QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS ESPIRITUAIS? O espírito abortado poderá voltar-se contra a responsável por sua infelicidade (a mãe), tornando-se seu obsessor. Ainda que o filho assassinado seja de índole pacífica, disposto a afastar-se sem rancor, ela se situará em estado latente de desajuste, que se refletirá em seu psiquismo na forma de angústias e depressões, favorecendo o assédio de Espíritos obsessores que exploram as fraquezas humanas. Além disso, o aborto criminoso gerará desajustes perispirituais na mulher. Estes desajustes, mais cedo ou mais tarde, na existência atual ou futura, darão origem a enfermidades e limitações que se fixarão nos órgãos correspondentes à natureza de seu crime. Exemplo: esterilidade, tumores, infecções renitentes, etc.
E QUANDO A MULHER ENGRAVIDA CONTRA SUA VONTADE, COMO NO CASO DO ESTUPRO? O Espiritismo, em qualquer caso, entende a maternidade como digna e nobre. Além do mais, não sabemos se essa criatura, recebida em circunstâncias tão sofridas, não será o amparo e o amigo de que a mulher terá mais tarde em outras condições, quem sabe não menos dolorosas. Receber nos braços um filho que a vida nos enseja é sempre uma bênção. O estuprador apenas produziu um corpo carnal, o espírito que irá se vincular àquele corpo e dará vida a ele é um filho de Deus. Caso a mulher não queira conviver com o "filho de Deus", dê esta criança para adoção, mas não mate.
E O LIVRE ARBÍTRIO DA MULHER? Há quem defenda o livre arbítrio da mulher. Mas, quem defende o livre arbítrio do feto? O aborto, como o suicídio, é um dos maiores crimes que se podem perpetrar, porquanto a vítima do aborto não tem oportunidade de defesa. Já a gravidez pode ser prevenida. Abortar para fugir da responsabilidade, geralmente livremente aceita, nunca! O sexo deve ser exercido com responsabilidade, é natural se arque com as conseqüências. No caso, o filho. A mulher deveria considerar que o filho que está a caminho, sejam quais forem as circunstâncias em que venha ao mundo, ainda que represente para ela sacrifícios e lutas, é alguém enviado por Deus para oferecer-lhe a mais elevada de todas as funções, a mais nobre de todas as missões. As mulheres são COLABORADORAS DO CRIADOR NA OBRA DA CRIAÇÃO.
E O CONTROLE DA NATALIDADE? É uma medida muito válida. Entre programarmos a prole, mantendo a harmonia familiar e deixarmos que venhamos a derrapar pelo aborto, o planejamento familiar, do ponto de vista espiritista, é profundamente ética.
E OS QUE INDUZEM OU AUXILIAM A MULHER NO ABORTO? Todos aqueles que induzem ou auxiliam a mulher na eliminação do nascituro possuem também a sua culpabilidade no ato criminoso: maridos ou namorados que obrigam as esposas; médicos que estimulam e o realizam; enfermeiras e parteiras inconscientes. Para a justiça humana, não há crime, nem processo, nem punição, na maioria dos casos, mas para a JUSTIÇA DIVINA todos os envolvidos no ato criminoso sofrerão as conseqüências sombrias, imediatas ou em longo prazo, de acordo com o seu grau de culpabilidade.
QUE DEVE FAZER A MULHER QUE FEZ ABORTO E ARREPENDEU-SE? Demonstra a Doutrina Espírita que a mulher comprometida no crime do aborto pode superar o remorso ajudando filhos que perderam suas mães, em obras assistenciais. Há muito serviço em creches, berçários, hospitais, casas de sopas, lares de infância, que esperam por corações generosos e mãos dispostas a servir. Se a dor é a moeda com a qual a justiça divina cobra nossos débitos, o Bem é inestimável valor alternativo, com o qual a divina misericórdia nos permite abreviar nossos padecimentos exercitando tarefas redentoras. Portanto, qualquer pessoa de mediana capacidade de discernimento, sabe que O ABORTO É CRIME. Podem legalizá-lo um milhão de vezes, mas nunca o moralizarão. O fato de ser legal não implica em ser moral.

COMPILAÇÃO DE RUDYMARA

 
 
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