sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ZIBIA GASPARETO NÃO É ESPÍRITA É ESPIRITUALISTA



Por Alex Monteiro

Alguns dos nossos leitores assíduos me perguntaram, um dia desses, por que eu não escrevia sobre os livros lançados pela médium Zibia Gasparetto. Eu não hesitei em responder, num fôlego só: “Por que não são livros espíritas”.
Não podia imaginar, até aquele instante, que uma resposta tão óbvia seria capaz de provocar tanta indignação entre aqueles que eu julgava – até então – conhecedores da Doutrina Espírita.
“Mas ela é médium”, “Ela psicografa há mais de quarenta anos”, “Seus livros estão sempre na lista dos mais vendidos”, “O filho dela é médium”, “Ela e o marido estudaram e trabalharam na Federação Espírita do Estado de São Paulo”, “Ela fundou o Centro Espírita Os Caminheiros, lá no Ipiranga”, “Já vendeu mais de 5 milhões de livros” – as argumentações contra a minha afirmação choveram de todos os lados. Meu estranhamento foi grande porque aqueles que rodeavam eram alunos de cursos espíritas, onde, supostamente, eu acreditava que se davam explicações sobre livros espíritas psicografados, cuja qualidade doutrinária depende, intrinsecamente, do médium que os recebe.
O médium psicógrafo que se mantém fiel aos postulados do Espiritismo naturalmente vai atrair espíritos com bons propósitos, que o utilizarão como instrumento de suas comunicações. Um compromisso inadiável me impediu, naquele dia, de prolongar minhas explicações sobre a mediunidade, que convergiriam fatalmente para uma conclusão: o médium é um ser humano dotado do livre-arbítrio. Suas idéias podem mudar de acordo com seus humores, influências, necessidades etc. Assumi o compromisso de escrever alguma coisa o mais breve possível, explicando a ruptura da médium com a Doutrina Espírita. Essa é a origem, portanto, dessas linhas que servirão, quem sabe, de referência para outros leitores que desconhecem a não tão nova assim postura da médium diante da edição de livros “psicografados”.
A Zibia Gasparetto, que estudou e desenvolveu sua mediunidade no Espiritismo, o deixou de lado em 1989 ao perder o marido e dar uma guinada em sua vida, fundando a Editora Vida & Consciência, cujo símbolo é um unicórnio, um animal mitológico. De médium e dirigente de centro espírita, a viúva de Aldo Gasparetto se transformou em empresária. A esse respeito, declarou tempos depois: “Os espíritos me aconselharam a dedicar-me à divulgação das idéias. Eles me mandaram abrir uma gráfica e deixar outras pessoas assumirem as obras sociais”.
Com essas palavras, Zibia justificou o abandono do centro espírita que dirigia para dedicar-se aos negócios que envolveram à partir dessa data, a editoração, a produção gráfica, a distribuição e a comercialização de seus livros e de outros autores. Além desse empreendimento, contando com seus filhos, que também são médiuns – entre eles Luiz Gasparetto, o mais famoso – Zibia criou em centro de estudos e um “spa” urbano espiritualistas que oferecem terapias alternativas e auto ajuda espiritual. Esse complexo compreende um teatro que encena peças com temática espiritual. Luiz Gasparetto e sua irmã são sócios da Editora Vida & Consciência. Irineu Gasparetto ocupa-se da gravação de CDs e dirige, em parceria com Pedro Gasparetto o curtume herdado do pai e também a Fundação Aldo Luiz Gasparetto. Entre os livros psicografados pela médium na fase em que trabalhava de acordo com os postulados espíritas, encontramos excelentes romances: “O amor venceu”, “O matuto”, “Entre o amor e a guerra”, “Laços eternos”, “Esmeralda”, “Espinhos do tempo” – entre outros. Meus favoritos, “Bate-papo com o além” e “O mundo em que eu vivo”, são crônicas de Silveira Sampaio que, encarnado, foi teatrólogo, cronista e talentoso apresentador do “SS Show” (um precursor dos atuais talk-shows, porém com muito mais talento, criatividade e refinamento).
A qualidade dos livros que recebeu nessa fase da vida em que se dedicava com grande empenho ao Espiritismo, se deve – sem dúvida – aos espíritos com os quais associou-se nessa tarefa pela sintonia. O mais atuante foi o Espírito Lucius, “um espírito amigo que tem muita facilidade de me transmitir o seu pensamento por telepatia. Talvez nem todas as histórias sejam suas, pois às vezes noto mudança de estilo. Mas é por meio dele que elas chegam”. Uma leitora que prefere não se identificar, afirma que “comparados com os livros antigos, os atuais são repetitivos, caem sempre no mesmo lugar comum e não tem o brilho do estilo do Lucius”. Esse espírito contou sua própria saga no livro – também psicografado por Zibia – “O fio do destino”. “Fez parte do parlamento inglês e foi juiz de direito na França”, afirma a médium. Não existem referências confirmando se Lucius viveu, em alguma época, no Brasil. Seu talento para a literatura é outro mistério.
Se – nos livros pós-Espiritismo – o Lucius não é mais o mesmo talentoso escritor (e a Zibia confirma, “noto mudança de estilo”), não é concebível acreditar que ele tenha regredido. O mais provável é que não seja ele, realmente, o espírito que hoje se manifesta por seu intermédio.
Nos livros que mencionei, nota-se a correção de estilos, a qualidade da narrativa, a coerência da mensagem espiritual. É como se o texto transpirasse autenticidade. Nos livros atuais, essa vibração se esvaziou. Mas o que se poderia esperar de espíritos que – segundo a própria médium – “me mandaram abrir uma gráfica e deixar a assistência social para outras pessoas”? Os espíritos de ordem elevada, anjos guardiões ou mentores, como queiram chamar, não dão ordens, apenas inspiram seus protegidos.
Na questão 104 de “O Livro dos Espíritos” descobrimos que existem pseudo-sábios e que “seus conhecimentos são bastante amplos, mas acreditam saber mais do que sabem na realidade. Tendo realizado alguns progressos sob diversos pontos de vista, sua linguagem tem uma característica séria que pode induzir ao erro e ocasionar enganos sobre suas capacidades e seus conhecimentos. Mas isso é apenas um reflexo dos preconceitos e das idéias sistemáticas que conservam da vida terrena. É uma mistura de algumas verdades ao lado dos erros mais absurdos, no meio dos quais sobressai a presunção, o orgulho, a inveja e a obstinação das quais não puderam se libertar”. Como se um não bastasse, vários Lucius estão surgindo – recebidos por vários médiuns – ao que a médium Zibia Gasparetto não se manifestou, talvez para não dar visibilidade a eles na mídia espírita.
Voltarei ao assunto na próxima semana, repetindo que não pretendo condenar quem quer que seja, mas simplesmente ajudar os amigos leitores a diferenciar o que é do que não é espírita. Acredito que nada deve ser lido por acaso…



"De Graça Recebestes, de Graça Dai" - Jesus

Observação: A mediunidade é uma faculdade concedida por Deus às criaturas, que nada pagam por ela. Por isso, quando desenvolveu a mediunidade no seus discípulos e os mandou trabalharem com ela em favor da humanidade, Jesus lhes disse: "De graça recebestes, de graça dai". (Mt.10). O Mestre não somente recomendou o exercício gratuito da mediunidade, Ele o exemplificou, nada cobrando dos discípulos pelo desenvolvimento mediúnico que neles promoveu e jamais cobrando nada de ninguém por qualquer das obras espirituais que realizou, inclusive as curas. E, ao expulsar os vendilhões do Templo de Jerusalém, deu enérgica demonstração de que não se deve comerciar com as coisas espirituais, nem torná-las objeto de especulação ou meio de vida.





quarta-feira, 13 de outubro de 2010

ABORTO NA VISÃO ESPÍRITA



Nós espíritas, acreditamos que a partir do momento em que o óvulo é fecundado pelo espermatozóide, surgindo o embrião, inicia-se uma reencarnação, ou seja, um Espírito é ligado ao organismo em desenvolvimento, com a supervisão de técnicos da Espiritualidade. Então, a sexualidade deveria ser exercida com responsabilidade. Porque, para nós, o aborto provocado é sempre um crime contra a vida, e dos mais lamentáveis, mesmo no caso de fetos defeituosos (ex.: os anencéfalos).
QUE FAZER QUANDO A VIDA DA MÃE ESTÁ EM JOGO? Há exceção quando se trata de aborto terapêutico, cujo objetivo é salvar a vida da mulher-mãe, porque sendo ela poupada, outra oportunidade terá.
E O ABORTO CLANDESTINO? Querem justificar dizendo que, quando o aborto for legalizado, a onda de crimes se fará muito menor. Quem pensa assim, está equivocado. Em países onde o aborto foi legalizado, as estatísticas demonstram a continuidade do aborto clandestino, pondo-se em risco a vida da mulher.
QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS ESPIRITUAIS? O espírito abortado poderá voltar-se contra a responsável por sua infelicidade (a mãe), tornando-se seu obsessor. Ainda que o filho assassinado seja de índole pacífica, disposto a afastar-se sem rancor, ela se situará em estado latente de desajuste, que se refletirá em seu psiquismo na forma de angústias e depressões, favorecendo o assédio de Espíritos obsessores que exploram as fraquezas humanas. Além disso, o aborto criminoso gerará desajustes perispirituais na mulher. Estes desajustes, mais cedo ou mais tarde, na existência atual ou futura, darão origem a enfermidades e limitações que se fixarão nos órgãos correspondentes à natureza de seu crime. Exemplo: esterilidade, tumores, infecções renitentes, etc.
E QUANDO A MULHER ENGRAVIDA CONTRA SUA VONTADE, COMO NO CASO DO ESTUPRO? O Espiritismo, em qualquer caso, entende a maternidade como digna e nobre. Além do mais, não sabemos se essa criatura, recebida em circunstâncias tão sofridas, não será o amparo e o amigo de que a mulher terá mais tarde em outras condições, quem sabe não menos dolorosas. Receber nos braços um filho que a vida nos enseja é sempre uma bênção. O estuprador apenas produziu um corpo carnal, o espírito que irá se vincular àquele corpo e dará vida a ele é um filho de Deus. Caso a mulher não queira conviver com o "filho de Deus", dê esta criança para adoção, mas não mate.
E O LIVRE ARBÍTRIO DA MULHER? Há quem defenda o livre arbítrio da mulher. Mas, quem defende o livre arbítrio do feto? O aborto, como o suicídio, é um dos maiores crimes que se podem perpetrar, porquanto a vítima do aborto não tem oportunidade de defesa. Já a gravidez pode ser prevenida. Abortar para fugir da responsabilidade, geralmente livremente aceita, nunca! O sexo deve ser exercido com responsabilidade, é natural se arque com as conseqüências. No caso, o filho. A mulher deveria considerar que o filho que está a caminho, sejam quais forem as circunstâncias em que venha ao mundo, ainda que represente para ela sacrifícios e lutas, é alguém enviado por Deus para oferecer-lhe a mais elevada de todas as funções, a mais nobre de todas as missões. As mulheres são COLABORADORAS DO CRIADOR NA OBRA DA CRIAÇÃO.
E O CONTROLE DA NATALIDADE? É uma medida muito válida. Entre programarmos a prole, mantendo a harmonia familiar e deixarmos que venhamos a derrapar pelo aborto, o planejamento familiar, do ponto de vista espiritista, é profundamente ética.
E OS QUE INDUZEM OU AUXILIAM A MULHER NO ABORTO? Todos aqueles que induzem ou auxiliam a mulher na eliminação do nascituro possuem também a sua culpabilidade no ato criminoso: maridos ou namorados que obrigam as esposas; médicos que estimulam e o realizam; enfermeiras e parteiras inconscientes. Para a justiça humana, não há crime, nem processo, nem punição, na maioria dos casos, mas para a JUSTIÇA DIVINA todos os envolvidos no ato criminoso sofrerão as conseqüências sombrias, imediatas ou em longo prazo, de acordo com o seu grau de culpabilidade.
QUE DEVE FAZER A MULHER QUE FEZ ABORTO E ARREPENDEU-SE? Demonstra a Doutrina Espírita que a mulher comprometida no crime do aborto pode superar o remorso ajudando filhos que perderam suas mães, em obras assistenciais. Há muito serviço em creches, berçários, hospitais, casas de sopas, lares de infância, que esperam por corações generosos e mãos dispostas a servir. Se a dor é a moeda com a qual a justiça divina cobra nossos débitos, o Bem é inestimável valor alternativo, com o qual a divina misericórdia nos permite abreviar nossos padecimentos exercitando tarefas redentoras. Portanto, qualquer pessoa de mediana capacidade de discernimento, sabe que O ABORTO É CRIME. Podem legalizá-lo um milhão de vezes, mas nunca o moralizarão. O fato de ser legal não implica em ser moral.

COMPILAÇÃO DE RUDYMARA

 
 
 QUEM QUISER RECEBER UMA APOSTILA SOBRE ABORTO, ESCREVA PARA grupoallankardec@gmail.com É GRATUITA




 
 
 

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O AMOR AO DINHEIRO - história de Chico Xavier


"Certa vez, visitando o cemitério de Uberaba, notei a presença de um espírito que, rente ao seu próprio túmulo, chorava arrempendido. Fora um rico comerciante na cidade e cometera suicídio. Eu o conhecera de nome. Percebendo que podia conversar comigo, após lamentar o gesto infeliz, que praticara por causa dos negócios que não iam bem, ele me disse:

- Chico, vocês, os espíritas, são os verdadeiros milionários da Terra!

Fiquei com muita pena dele, porque, de fato, o dinheiro, para quem apenas aprendeu a valoriza-lo, é um transtorno muito grande. Fazia muito tempo que ele estava ali, preso aos despojos, se lamentando . . . Conversamos por alguns minutos, e apesar da consciência que revelava de sua situação, ele não se mostrava com a menor disposição íntima de abandonar o local; aquilo era uma auto punição . . ."

(Do livro: O Evangelho de Chico Xavier)


O apóstolo Paulo, disse: “se temos o que comer e com que nos vestir, fiquemos contentes com isso. Aqueles, porém, que querem tornar-se ricos, caem na armadilha da tentação e em muitos desejos insensatos e perniciosos, que fazem os homens afundarem na ruína e perdição. Porque a raíz de todos os males é o amor ao dinheiro. Por causa dessa ânsia de dinheiro, alguns se afastam da fé e afligem a si mesmos com muitos tormentos.”


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

"BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS" - disse Jesus


Quando nascemos de novo (reencarnamos) , nós não nos lembramos da nossa encarnação anterior. Deus quer que esqueçamos dos erros que cometemos para pensarmos nas coisas boas que podemos e devemos fazer.

Por exemplo: Se fizemos um inimigo em outra vida, e este inimigo nasce dentro da nossa família como um irmão ou uma irmã, é porque Deus quer que façamos as pazes. Mas se olharmos para ele(a) e lembrarmos que na outra vida ele(a) foi nosso inimigo, não conseguiremos fazer as pazes. Porque ficaremos lembrando daquilo que ele ou nós fizemos para nos tornarmos inimigos.

Por que vemos muitas pessoas sofrendo?

• Primeiramente, porque moramos num planeta de Provas e Expiações, ou seja, num planeta onde só encarnam espíritos ainda atrasados, que cometem ou cometeram maldade. Porque estão corrigindo falta(s) que cometeram em uma vida anterior. Se a reencarnação não existisse, Deus seria injusto. Ele estaria dando privilégios para uns, como a saúde, e prejudicando outros, quando não dá saúde.

• Muitas vezes, sofremos por falta de cuidado nesta vida em que estamos agora. Por exemplo: quando não tomamos cuidado ao atravessar a rua, quando não tomamos vacina, quando não escovamos os dentes, quando não tomamos banho, quando fazemos uso de bebidas alcoólicas, tóxicos, etc.

• Mas, há Espírito que pede para reencarnar com problemas, dores ou dificuldades para que lhe sirva como prova, para que ele evolua mais rapidamente. Por isso, não devemos julgar, mas ajudar sempre para aliviar um pouco a dor e sofrimento do próximo.

Por isso, não devemos reclamar das dificuldades da vida, porque elas só existem porque: nós as pedimos ou porque cometemos erros nesta ou em outra vida.

Expliquemos melhor: A mãe diz para o filho: “não ponha a mão no fogão porque está quente.” Quando o filho é teimoso, ele põe a mão e queima. Daí sente dor e chora. Assim é a lei de Deus. Ela nos mostra as coisas que “devemos e não devemos” fazer. Quando somos teimosos, e não a obedecemos, sofremos a dor da reparação. Então, se usarmos mal nossas mãos roubando ou matando, noutra vida poderemos nascer de novo (reencarnarmos) sem as mãos; se usarmos nossa inteligência para fazer maldade para o próximo ou para nós mesmos, poderemos nascer de novo (reencarnarmos) com problemas mentais, etc. Por isso, vemos pessoas: aleijadas, cegas, com várias doenças, etc. Estas, geralmente, estão assim, porque foram teimosas, ou seja, desobedeceram a lei divina.

Por isso, devemos tratar bem o negro, o índio, etc., porque na próxima encarnação não sabemos qual será a raça que renasceremos; não devemos humilhar o próximo porque este não pode comprar algo que temos, porque na próxima encarnação, talvez venhamos pobres, e seremos nós o humilhado. No Espiritismo, chamamos Lei de Causa e Efeito. Sofremos o efeito daquilo que causamos à nós ou ao próximo nesta ou na próxima vida.

Por isso, Jesus disse que serão “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”, ou seja, aqueles que sofrem dores e aflições (os que choram) sem revolta ou queixa contra a vida ou contra Deus receberão consolação na vida futura. Reencarnarão com menos débito, consequentemente, terão menos o que sofrer.