quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A MEDICINA HUMANA - visão espírita


“A medicina humana, compreendida e aplicada dentro de suas finalidades superiores, constitui nobre missão espiritual.” (Emmanuel)


“O médico honesto e sincero, amigo da verdade e dedicado ao bem, é um Apóstolo da Providência Divina, da qual recebe a devida assistência e inspiração, sejam quais forem os princípios religiosos por ele esposados na vida.” (Emmanuel)


“Clinicar é sinônimo de sofrer. Onde estiver o homem padecendo, está ao lado a medicina aliviando, consolando, mitigando . . . e padecendo, como mãe carinhosa.” (Miguel Couto)


“O maior erro da medicina oficial terrena é julgar que o túmulo é a última etapa dos seus esforços.” (Dr. Inácio Ferreira)



Bezerra de Menezes, o médico que tinha sua profissão como verdadeiro sacerdócio, dizia:


Um médico não tem o direito de terminar uma refeição; nem de escolher hora; nem de perguntar se é longe ou perto, quando um aflito qualquer lhe bate a porta; nem de deixar de acodir por estar com visitas; nem por ter trabalhado muito e achar-se fatigado; ou por ser noite, e o caminho ou tempo está ruim; nem por ficar longe ou no morro o que, sobretudo, pede um carro a quem não tem com que pagar a receita; ou diz a quem chora a porta que procure outro, esse não é médico, é negociante de medicina. Esse é um infeliz, que manda para outro o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única gratificação que podia saciar a sede de riqueza do seu espírito, a única que jamais se perderá nos vais-e-vens da vida."



domingo, 22 de agosto de 2010

MARCHA CONTRA VENDA DE BEBIDA ALCOÓLICA


Algumas centenas de pessoas se reuniram em uma marcha contra a venda de cerveja e vinho na cidade de Booneville, Mississippi, no domingo (15).

A manifestação tinha como objetivo chamar atenção para o referendo que acontecerá na terça-feira sobre a venda das bebidas alcoólicas na cidade. A maior parte dos manifestantes são filiados à Citizens Against Alcohol Sales (Cidadãos Contra a Venda de Bebida Alcoólica).

A venda de cerveja e vinho light (?) passaria a ser legalizada caso a campanha de Gary Walker, da organização Citizens for New Business and Growth (Cidadãos por Novos Negócios e Crescimento), dê resultados. "Na terça-feira todos vão poder escolher o que seus corações acharem melhor sem ninguém olhando sobre seus olhos", disse Walker, que alega que a liberação das bebidas vai gerar empregos e renda para a pequena cidade.

Do lado dos manifestantes, Irmão Lee Dillard, pastor da Igreja Batista de Booneville e porta-voz do Citizens Against Alcohol Sales, diz que "os benefícios são menores que as vantagens" da proibição. Ele chega a citar estatísticas de crimes cometidos sob o efeito de álcool como argumento. "40% dos perpetradores estão sob a influência de bebidas alcoólicas imediatamente antes ou depois que cometem crimes violentos", disse Dillard.


OBSERVAÇÃO: O mundo está mudando mesmo. Quando é que víamos pessoas fazendo passeata contra bebida alcoólica? Começamos a combater o cigarro através da conscientização. Os fumantes achavam "charmoso" ter um cigarro entre os dedos, hoje muitos acham constrangedor.

Assim está acontecendo com a bebida alcoólica. Cada garrafa de bebida que adquirimos ajuda a sustentar a indústria que mata mais gente e destrói mais lares do que uma guerra. Um seareiro de Jesus não deveria compactuar com isso.

Nós espíritas não podemos esquecer que "somos espíritos", e como espíritos não sabemos nossa idade espiritual, que vicios tivemos, que erros cometemos em encarnações passadas. Muitas vezes, um gole de bebida alcoólica desperta lembranças do passado que poderá nos induzir a errar novamente no mesmo ponto do erro do passado. Lembremos que "a carne não é fraca, fraco é o espírito." Sem contar que, somos exemplo para outros espíritos que convivem conosco neste planeta. Se uma pessoa consegue ficar num golinho o outro talvez não fique. Portanto, seremos responsabilizados pelo mau exemplo, o insentivo, o despertamento dos vícios do passado naqueles que convivem conosco.

E as doenças de nosso corpo físico são reflexos dos abusos do passado e do presente. No caso da bebida alcoólica, o resgate não é apenas em relação ao fígado. O álcool causa males em vários órgãos do nosso corpo.


Alerta André Luiz: “Precatar-se contra tóxicos, narcóticos, alcoólicos, e contra o uso demasiado de drogas que viciem a composição fisiológica natural do organismo. Existem venenos que agem gota a gota.”


Leia neste blog o texto:
"BEBIDA ALCOÓLICA É DROGA?"


DROGAS - A Turma da Mônica


A Turma da Mônica aborda o assunto "DROGAS", um bom material para usar nas salas de aula.
Clique no link abaixo e leia a história.


http://www.sunnet.com.br/biblioteca/livros-e-textos/revista-da-turma-da-monica-sobre-drogas.pdf

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

CREMAÇÃO NA VISÃO ESPÍRITA



O medo de ser enterrado vivo induz muita gente a desejar ser cremado. Queima-se o cadáver evitando o problema. Mas há uma dúvida que inspira a pergunta mais freqüente:
- Se no ato crematório o Espírito ainda estiver preso ao corpo, o que acontecerá?
Tudo aquilo que doamos temos, é da lei. Tudo que temos, devemos.
O corpo é uma veste e um instrumento muito valioso e útil para o espírito, enquanto encarnado. Depois de morto, nenhuma utilidade mais tem para o espírito que o animou. Poderá vir a ser cremado sem que nada disso traga qualquer prejuízo real para o espírito desencarnado.
Pensam alguns que se o seu corpo for queimado ou lesado haverá prejuízo para o seu ressurgimento no mundo espiritual. Entretanto, não é o corpo material que continua a viver além-túmulo nem é ele que irá ressurgir, reaparecer, mas sim o espírito com o seu corpo fluídico (perispírito), que nada tem a ver com o corpo que ficou na Terra.
É necessário observar que, se o Espírito estiver ligado ao corpo não sofrerá dores, porque o cadáver não transmite sensações ao Espírito, mas obviamente experimentará impressões extremamente desagradáveis, além do trauma decorrente de um desligamento violento e extemporâneo. Mas pense bem, enterrar o corpo é também algo horrível se o espírito permanecer preso a ele; a autópsia; a putrefação do corpo, os vermes devorando a carne putrefata, é também angustiante para o espírito. Entretanto devemos lembrar que o perispírito está em outra faixa vibratória, e que em circunstâncias normais não deve ser afetado, quer pela decomposição, quer pela cremação.
Entretanto, acreditamos que um espírito cujo corpo vai ser cremado, é desligado, talvez de forma violenta, mas não será queimado, mesmo que fique preso.
Sofrem mais os espíritos muito apegados à matéria, os sensuais, os que se agarram aos prazeres da vida. Mas respondendo objetivamente, acreditamos que não são sensações físicas, e sim emocionais, morais.
Para que o Espírito não se encontre ligado ao corpo físico, é recomendável um intervalo razoável após a morte (Emmanuel diz 72 horas), a fim de se ter maior segurança de que o desligamento perispiritual já tenha completado.
Nos fornos crematórios de São Paulo espera-se o prazo legal de vinte e quatro horas. Não obstante, o regulamento permite que o cadáver permaneça em câmara frigorífica pelo tempo que a família desejar. Espíritas costumam pedir três dias. Há quem peça sete dias.
Importante reconhecer, todavia, que muito mais importante que semelhantes cuidados seria cultivarmos uma existência equilibrada, marcada pelo esforço da auto-renovação e da prática do Bem, a fim de que, em qualquer circunstância de nossa morte, libertemo-nos prontamente, sem traumas, sem preocupação com o destino de nosso corpo.
 
 
Compilação de Rudymara
 
 

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

BENÇÃO E MALDIÇÃO ATINGEM QUEM RECEBE? - Richard Simonetti


Podem a Benção e a Maldição atrair o bem e o mal para aquele sobre quem são lançadas?
R: Deus não escuta a maldição injusta e culpado perante Ele se torna o que o profere. Como temos os dois gênios opostos, o bem e o mal, pode a maldição exercer momentaneamente influência, mesmo sobre a matéria. Tal influência, porém, só se verifica por vontade de Deus como aumento da prova para aquele que é dela objeto. Demais, o que é comum é serem amaldiçoados os maus e abençoados os bons. Jamais a benção e a maldição podem desviar da senda da justiça a Providência, que nunca fere o maldito, senão quando mau, e cuja proteção não acoberta senão aquele que a merece. (questão 557)
O ato de abençoar implica em desejar o bem de alguém. Assim como a oração, o alcance da benção depende de nosso envolvimento com ela, dos sentimentos que mobilizamos. O pai que, displicentemente, abençoa o filho, sem desviar a atenção do programa de televisão, não vai além das palavras. Já a mãe, que leva a criança ao leito, conversa com ela, conta-se uma história e a beija carinhosamente, põe a própria alma ao abençoá-la, envolvendo-a em poderosas vibrações de amor, com salutar repercussão em seu psiquismo.
Ao contrário da benção, amaldiçoar é desejar o mal de alguém. O fato de desejarmos que uma pessoa seja atropelada, não implicará, evidentemente, nesse funesto acontecimento. Não possuímos poderes para tanto, nem Deus o permitiria. Mas podemos perturbar nosso desafeto. À semelhança da benção, a maldição é um pensamento contundente, revestido de carga magnética deletéria, passível de provocar-lhe reações adversas, como nervosismo, tensão, irritabilidade, mal-estar. Se, porém, o amaldiçoado é uma pessoa bem ajustada, moral ilibada, idéias positivas, sentimentos nobres, nada lhe acontecerá. Simplesmente não haverá receptividade para nossa vibração maldosa. O "olho gordo", o "mal olhado", o "mal fluido", ou como queiramos chamar, é repelido ou aceito dependendo de nós. Nós somos o nosso próprio amuleto. Bênçãos e maldições são como bumerangues, que retornam às nossas mãos quando os atiramos. Se amaldiçoamos alguém, odientos, o mal que lhe desejamos volta invariavelmente para nós, precipitando-nos em perturbações e desequilíbrios. Somos vitimados por nosso próprio veneno. Em contrapartida, aquele que abençoa alimenta-se de bênçãos, neutralizando até mesmo vibrações negativas de eventuais desafetos da Terra ou do além. Certamente, em inúmeras circunstâncias, inspiramos antipatia em pessoas que cruzam nosso caminho. Impossível agradar a todos. Tudo que podemos desejar é que isso jamais ocorra em função de uma omissão ou iniciativa infeliz de nossa parte.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

"HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI" - disse Jesus


Jesus disse: “Não se turbe o vosso coração. Crede em Deus, crede também em mim. – Há muitas moradas na casa de meu Pai.”

Durante muito tempo esta afirmativa pareceu vaga, absurda e sem nexo. Porque os antigos acreditavam que o céu era o teto da Terra. E nesse teto, estavam fixados o Sol (farol que sustentava o dia); a lua e as estrelas (luzes que enfeitavam a noite).
Acreditavam que a abóbada celeste movimentava-se em torno da Terra.
Quando surgia, o Sol espantava a noite.
Quando o Sol declinava, morria o dia.
A ciência engatinhava e suas idéias se confundiam com a teologia dogmática; que dizia:
· A Terra, o centro do Universo.
· O homem, o rei da criação.
Com o tempo descobriu-se que o teto da Terra é infinito, e as luzes do Céu, são astros distantes.
Durante séculos, a religião, usou o seu poder temporal para impor suas idéias, utilizando-se de precários cálculos e observações de Ptolomeu, astrônomo grego que viveu no século I da era cristã.
Ele foi o autor da teoria geocêntrica, que dizia que os astros giravam em torno da Terra. Sua teoria sustentava a teoria da igreja. A igreja proibia avançar além dessa idéia, o castigo para quem se atrevesse era a morte.
No século XVII, no ano de 1543, o astrônomo italiano Galileu Galilei, defendia a teoria de Nicolau Copérnico, um eclesiástico, que viveu um século antes, que temia e respeitava as autoridades religiosas. Tal teoria, é a heliocêntrica, que afirmava que os astros giravam em torno do Sol. Por essa afirmativa, Galileu foi levado ao tribunal inquisitorial, e “convidado” a negar a teoria que defendia. A pena, caso ele se recusasse a negar, era arder na fogueira.
Com essa teoria, a Terra não seria mais o centro do Universo, mas apenas um humilde planeta que gira em torno do Sol, uma estrela de 5ª grandeza.
Para as autoridades religiosas, era difícil admitir que o “homem”, o rei da Criação, habitasse um grão de poeira, em areal infinito.
Então, Galileu, negou a teoria heliocêntrica, mas afirmou, ao mesmo tempo, aos companheiros:
- A Terra se move.
Galileu, inventou então, o telescópio, que o ajudou a confirmar com cálculos matemáticos as conclusões de Copérnico.
Hoje, qualquer criança de primeiro grau tem consciência de que a Terra é apenas um satélite do Sol. E além da Terra, há mais 8 planetas que fazem parte desse sistema solar. Em pesquisas atuais, já foram constatados que há mais sóis e mais planetas somente na nossa galáxia. Segundo os Espíritos, de todos os mundos que compõem o nosso sistema planetário, a Terra é dos de habitantes menos adiantados, física e moralmente. Júpiter é um dos mundos mais próximos da perfeição. O volume de cada um e a distância a que esteja do Sol nenhuma relação necessária guardam com o grau do seu adiantamento.
Na questão 55 de O Livro dos Espíritos, os Espíritos disseram à Kardec que "são habitados todos os mundos que se movem no espaço; que só o orgulho e a vaidade podem sustentar a idéia de que o Homem está solitário no Universo."
Portanto, a afirmativa de Jesus, que parecia um absurdo, hoje já não é mais.
Quando pensamos nessa vastidão infinita, somos levados a admitir que não estamos sós.




domingo, 15 de agosto de 2010

VIDA EM MARTE - Chico Xavier


A mãe de Chico Xavier, Maria João de Deus, no livro "Cartas de uma morta", descreve Marte. Eis aqui o relato:

". . . a humanidade de Marte evoluiu mais rapidamente que a da Terra e que desde os pródromos da formação dos seus núcleos sociais, nunca precisou destruir para viver, longe das concepções dos homens terrenos cuja vida não prossegue sem a morte e cujos estômagos estão sempre cheios de vísceras e de vitualhas de outros seres da criação. O dia ali é igual ao da Terra, pois conta 24 horas e quase 40 minutos, mas os anos constam de 668 dias, tornando as estações mais demoradas, sem transformações bruscas de ordem climática que tanto prejudicam a saúde humana. Os marcianos já descobriram grande parte dos segredos das forças ocultas da natureza. Conhecem os profundos enigmas da eletricidade, sabendo utilizá-la com maestria. Nas questões astronômicas são eminentemente mais adiantados do que seus companheiros da Terra, compreendendo todos os fenômenos e a maior parte dos mistérios da natureza do vosso planeta. Vi lá formidáveis aparelhos fotoelétricos que registram, com precisão matemática, a quase totalidade das expressões fenomênicas dos mundos que estão mais próximos desse orbe maravilhoso. Em vez do satélite, que ilumina as vossas noites, observei que Marte é servido por dois. Duas luas que parecem gravitar uma em torno da outra, porém menores, muito menores que a vossa. A atmosfera é parecida com a da Terra, mas o ar, na sua composição, afigurava-se muitíssimo mais leve. A densidade de Marte é sobremaneira mais leve, tornando-se a atmosfera muito rarefeita. Vi homens mais ou menos semelhantes aos nossos irmãos terrícolas, mas os seus organismos possuíam diferenças apreciáveis. Além dos braços tinham ao longo das espáduas(ombros) ligeiras protuberâncias à guisa(maneira) de asas que lhes prodigalizavam(esbanjavam) interessantes faculdades volitivas (esvoaçar). Percebi que a vida da humanidade marciana é mais aérea. Poderosas máquinas, muitíssimo curiosas na sua estrutura, cruzavam os ares, em todas as direções. Vi oceanos, apesar da água se me afigurar menos densa e esses mares muito pouco profundos. Há ali um sistema de canalizações, mas não por obras de engenharia dos seus habitantes, e sim por uma determinação natural da topografia do planeta que põe em comunicação contínua todos os mares. . ."


OBSERVAÇÃO: Houve um tempo em que Pedro Álvares Cabral quis se aventurar em viagem na busca de novas terras e Portugal foi contra, pois não acreditavam que existia vida além do oceano. Pois bem, podemos lembrar aqui as palavras de Emmanuel que está no livro "NOSSO LAR" : "O inabitual, entretanto, causa surpresa em todos os tempos. Quem não sorriria, na Terra, anos atrás, quando se lhe falasse da aviação, da eletricidade e da radiofonia?" Assim é o assunto "Vida em Marte", "Vida após a morte", "Cidade espiritual", etc.



VIDA EM MARTE - Richard Simonetti


1 – Há seres vivos no planeta Marte?

Segundo informações respeitáveis da Ciência, não há vida em nosso sistema solar. Mercúrio e Vênus, mais próximos do Sol, são muito quentes; Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão, distantes dele, são muito frios.

2 – São planetas desertos?

Podem ser estéreis, sob o ponto de vista biológico, mas não desertos. Segundo a questão 55 de “O Livro dos Espíritos”, todos os mundos que se movem no espaço infinito são moradas de Espíritos – encarnados ou desencarnados.

3 – Marte teria, então, vida espiritual?

Exatamente. A dimensão espiritual desdobra-se, envolvendo imensas coletividades de Espíritos desencarnados que lá vivem. Não apenas Marte, mas todos os demais planetas de nosso sistema solar e de outros sistemas. Deus não coloca mundos a girar no espaço por mero diletantismo. Quando não tenham vida biológica, ancoram comunidades de Espíritos desencarnados, que neles desenvolvem suas experiências evolutivas.

4 – Não há possibilidade de equívoco da Ciência, quanto à habitabilidade biológica de Marte?

Talvez. Consideremos, entretanto, que hoje sofisticados aparelhos oferecem informações muito precisas sobre as condições físicas dos planetas de nosso sistema. Por outro lado, as sondas espaciais norte-americanas fotografaram e vasculharam o planeta, que oferece visão desolada, semelhante à superfície lunar.

5 – Não viveriam os marcianos no subsolo, inacessíveis às observações de nossa ciência?

Admitindo-se essa hipótese, seria estranho não se detectar nenhum traço de sua presença na superfície, em postos de observação que necessariamente deveriam existir, até mesmo por questões de segurança.

6 - E se os marcianos estivessem interessados em se ocultar à observação da terra?

Parece-me uma preocupação pueril e extremamente complicada, praticamente impossível. Imaginemos uma providência dessa natureza de nossa parte. Como disfarçar as evidências de vida na Terra, evitando sejam detectadas por civilizações extraterrestres? Uma cultura mais evoluída teria interesse em fazer-se observada, com o louvável desejo de uma permuta de experiências.

7 - Nos livros “Cartas de uma Morta” e “Novas Mensagens”, psicografia de Francisco Cândido Xavier, os Espíritos Maria João de Deus, mãe do médium, e Humberto de Campos, reportam-se a uma população marciana encarnada. Isso não conflita com as informações da Ciência sobre o planeta?

Não podemos descartar a possibilidade de que nossos cientistas estejam equivocados. Por outro lado, aqueles Espíritos podem simplesmente ter falado de paisagens espirituais em Marte. Isso poderia ocorrer com um visitante de outro planeta que se reportasse a Nosso Lar, a cidade espiritual descrita por André Luiz, passível de ser confundida com uma de nossas cidades.

8 - Há também uma controvérsia em relação à condição espiritual da população marciana. Maria João de Deus e Humberto de Campos falam de coletividades mais adiantadas do que os habitantes da Terra. No comentário à questão 188 de “O Livro dos Espíritos”, Kardec diz que, segundo informações da espiritualidade, a população marciana é mais atrasada do que a terrestre.

Essa observação de Kardec foi incluída na primeira reimpressão de O Livro dos Espíritos, datada de 03 de 1860, provavelmente baseada em mensagens do Espírito Georges, que seriam publicadas pela Revista Espírita, em outubro do mesmo ano. Há muitas incorreções nelas em relação a Marte e Júpiter. Foram aceitas por Kardec porque eram extremamente precários, na época, os conhecimentos sobre o assunto. Fico com as informações veiculadas através de Chico Xavier, considerando a confiabilidade do médium e o fato de que há hoje uma universalidade em torno delas, já que têm sido confirmadas por outros médiuns.


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

PEDIR AJUDA AO ENTE QUERIDO DESENCARNADO



Nos momentos de extremas dificuldades, é válido pedir ajuda ao ente querido que tenha partido, mesmo que ele não se tenha manifestado ainda?


Resposta de Divaldo Franco: É válido, mas não conveniente. Desde que o Senhor Jesus é o guia e modelo de homem, peçamos-lhe diretamente, e Ele destacará os Espíritos Benfeitores que virão em nosso socorro. Os Espíritos equilibrados tem tarefas, são ocupados e muitas vezes aqueles a quem recorremos encontram-se comprometidos em ocupações que nos escapam. Certamente, quando lhes é possível, nos atendem. Mas, se pedirmos a Jesus ou aos Espíritos Sublimes, ser-nos-á muito mais fácil sintonizar com eles e, naturalmente, será enviado quem possa responder a nossa solicitação.




quarta-feira, 11 de agosto de 2010

COMO DEUS RENOVA OS MUNDOS?

 
Na pergunta 41 de O Livro dos Espíritos Kardec perguntou:
- Pode um mundo completamente formado desaparecer e disseminar-se de novo no Espaço a matéria que o compõe?
Resposta dos espíritos:
- Sim, Deus renova os mundos, como renova os seres vivos.
No livro “A Gênese”, cap. IX item 15 diz que: Os planetas são formados de fluido cósmico universal. Com o tempo, estes planetas se esgotam pelo envelhecimento, por isso, dissolvem-se pouco a pouco devolvendo ao espaço o fluido cósmico que utilizaram para formar-se. Este fluido que é devolvido ao espaço será utilizado na formação de outros mundos.
Como aprendemos nas obras básicas, um planeta novo chama-se mundo primitivo (onde habita seres maldosos e ignorantes ou maldosos por serem ignorantes); quando evolui um pouco mais passa a chamar-se mundo de provas e expiação (onde habita seres que terão de passar por provas e/ou expiar (pagar) pelos seu erros); depois de evoluir um pouco mais passa a ser um mundo de regeneração (onde habita espíritos regenerados, mas que terão que provar se estão realmente regenerados); depois passa a chamar-se ditosos ou felizes (onde o bem predomina, mas ainda não domina, por isso os habitantes são quase perfeitos)e por fim o mundo divino ou celeste (onde habita espíritos puros).
Cada vez que os habitantes evoluem ESPIRITUALMENTE, o planeta sofre um decréscimo junto, ele se modifica, sofre perdas, não só em conseqüência do atrito, mas também pela desagregação das moléculas, como uma pedra dura que, corroída pelo tempo, acaba reduzida a poeira. Em seu duplo movimento de rotação e translação, ele entrega ao espaço parcelas fluidificadas da sua substância, até ao momento em que se completa a sua dissolução. 
E seus habitantes?
Então vejamos, cada vez que evoluímos, nosso perispírito fica mais etéreo, mais sutil, até o dia que não precisaremos mais dele, ou seja, o perispírito modifica-se também, fica mais transparente, sua espessura ficará mais fina até desaparecer. Seremos então, apenas espíritos, uma centelha divina, ou seja, não precisaremos do corpo carnal, nem do perispírito, habitaremos determinados mundos, mas não estaremos presos a eles como acontece aos que estão na Terra; poderemos estar em todos os lugares. E, quando visitarmos mundos inferiores, nos revestiremos com um perispírito cuja matéria será retirada do mundo que visitarmos, com a rapidez de um relâmpago.


Texto de Rudymara