sexta-feira, 13 de agosto de 2010

PEDIR AJUDA AO ENTE QUERIDO DESENCARNADO



Nos momentos de extremas dificuldades, é válido pedir ajuda ao ente querido que tenha partido, mesmo que ele não se tenha manifestado ainda?


Resposta de Divaldo Franco: É válido, mas não conveniente. Desde que o Senhor Jesus é o guia e modelo de homem, peçamos-lhe diretamente, e Ele destacará os Espíritos Benfeitores que virão em nosso socorro. Os Espíritos equilibrados tem tarefas, são ocupados e muitas vezes aqueles a quem recorremos encontram-se comprometidos em ocupações que nos escapam. Certamente, quando lhes é possível, nos atendem. Mas, se pedirmos a Jesus ou aos Espíritos Sublimes, ser-nos-á muito mais fácil sintonizar com eles e, naturalmente, será enviado quem possa responder a nossa solicitação.




quarta-feira, 11 de agosto de 2010

COMO DEUS RENOVA OS MUNDOS?

 
Na pergunta 41 de O Livro dos Espíritos Kardec perguntou:
- Pode um mundo completamente formado desaparecer e disseminar-se de novo no Espaço a matéria que o compõe?
Resposta dos espíritos:
- Sim, Deus renova os mundos, como renova os seres vivos.
No livro “A Gênese”, cap. IX item 15 diz que: Os planetas são formados de fluido cósmico universal. Com o tempo, estes planetas se esgotam pelo envelhecimento, por isso, dissolvem-se pouco a pouco devolvendo ao espaço o fluido cósmico que utilizaram para formar-se. Este fluido que é devolvido ao espaço será utilizado na formação de outros mundos.
Como aprendemos nas obras básicas, um planeta novo chama-se mundo primitivo (onde habita seres maldosos e ignorantes ou maldosos por serem ignorantes); quando evolui um pouco mais passa a chamar-se mundo de provas e expiação (onde habita seres que terão de passar por provas e/ou expiar (pagar) pelos seu erros); depois de evoluir um pouco mais passa a ser um mundo de regeneração (onde habita espíritos regenerados, mas que terão que provar se estão realmente regenerados); depois passa a chamar-se ditosos ou felizes (onde o bem predomina, mas ainda não domina, por isso os habitantes são quase perfeitos)e por fim o mundo divino ou celeste (onde habita espíritos puros).
Cada vez que os habitantes evoluem ESPIRITUALMENTE, o planeta sofre um decréscimo junto, ele se modifica, sofre perdas, não só em conseqüência do atrito, mas também pela desagregação das moléculas, como uma pedra dura que, corroída pelo tempo, acaba reduzida a poeira. Em seu duplo movimento de rotação e translação, ele entrega ao espaço parcelas fluidificadas da sua substância, até ao momento em que se completa a sua dissolução. 
E seus habitantes?
Então vejamos, cada vez que evoluímos, nosso perispírito fica mais etéreo, mais sutil, até o dia que não precisaremos mais dele, ou seja, o perispírito modifica-se também, fica mais transparente, sua espessura ficará mais fina até desaparecer. Seremos então, apenas espíritos, uma centelha divina, ou seja, não precisaremos do corpo carnal, nem do perispírito, habitaremos determinados mundos, mas não estaremos presos a eles como acontece aos que estão na Terra; poderemos estar em todos os lugares. E, quando visitarmos mundos inferiores, nos revestiremos com um perispírito cuja matéria será retirada do mundo que visitarmos, com a rapidez de um relâmpago.


Texto de Rudymara

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

domingo, 8 de agosto de 2010

DIA DE DEUS - Emmanuel

Pensando em Deus, pensa igualmente nos homens, nossos irmãos.
Detém-te, de modo especial, na simpatia e no amparo possível, em favor daqueles que se fizerem pais ou tutores.
As mães são sempre revelações angélicas de ternura, junto aos sonhos de cada filho, mas é preciso não esquecer que os pais também amam...
Esse perdeu a juventude, carregando as responsabilidades do lar; aquele se entregou a pesados sacrifícios, apagando a si mesmo, para que os filhos se titulassem com brilho na cultura terrestre; outros se escravizaram a filhinhos doentes; muitos foram banidos do refúgio doméstico, às vezes, pelos próprios descendentes, exilados que se acham em recantos de imaginário repouso, por trazerem a cabeça branca por fora, e, em muitas ocasiões alquebrada por dentro, sob a carga de lembranças difíceis que conservam em relação aos infortúnios que atravessaram para que a família sobrevivesse, e, ainda outros renunciaram à felicidade própria, a fim de se converterem nos guardais da alegria e da segurança de filhos alheios!...
Compadece-te de nossos irmãos, os homens, que não vacilaram em abraçar amargos compromissos, a benefício daqueles que lhes receberam os dons da vida.
Ainda mesmo aqueles que se transviaram ou enlouqueceram, sob a delinqüência, na maioria dos casos, nos merecem respeitoso apreço pelas nobres intenções que os fizeram cair.
A vida comunitária, na Terra de hoje, instituiu datas de homenagens às profissões e pessoas.
Lembrando isso, reconhecemos, por nós, que o Dia das Mães é o Dia do Amor, mas reconhecemos também que o Dia dos Pais é o Dia de Deus.

(Do livro "Seara de Fé", Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

MEIMEI SENTIU CIÚME? - história contada por Chico Xavier


Era uma agradável tarde de sábado e estávamos na ecumênica área da casa do Chico, quando alguém lhe disse:

- Chico, fale-nos sobre Meimei.

Sua fala mansa e agradável começou a penetrar-nos ouvidos.

- É um espírito que tem trabalhado muito. Lembro-me quando ela precisou encaminhar seu ex-esposo, que andava muito triste, para o segundo matrimônio. Quando a data do casamento estava próxima, ela começou a sentir um pouco de ciúmes e desejou voltar para junto dele. “Como esposa, não dá mais tempo. Mas, como filha, ainda posso”, pensou ela.

Fez a solicitação, mas seu requerimento foi parar nas mãos de nosso caro Emmanuel. Ele a chamou e disse:

- A senhora tem méritos suficientes para nascer como filha de seu ex-esposo, mas por que, então a senhora sensibilizou tantos corações com suas mensagens, levantando creches e lares para crianças? Deseja deixar o trabalho sobre os ombros dos companheiros e voltar à Terra por uma simples questão de ciúmes? Posso encaminhar seu requerimento às Autoridades Superiores, mas quero que a senhora fique bem certa que ele vai sair daqui com o primeiro “não”, que é o meu.

Desde então, Meimei desistiu da idéia e continua no mundo Espiritual graças a Deus.

Os dois tipos de sofrimentos, físico e moral, são de exclusiva culpa do próprio homem, que ao se desviar das leis divinas e humanas, atraem para si as dores e sofrimentos que experimentam, aqui e do outro lado da vida. O sofrimento material algumas vezes independe da vontade do homem, mas o sofrimento moral como: o orgulho ferido, a ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões, numa palavra, são torturas da alma, ou seja, são fraquezas da alma. (O Livro dos Espíritos, questão 933)


183 Como se interpreta o ciúme no plano espiritual?

-O ciúme, propriamente considerado nas suas expressões de escândalo e de violência, é um indício de atraso moral ou de estacionamento no egoísmo, dolorosa situação que o homem somente vencerá a golpes de muito esforço, na oração e na vigilância, de modo a enriquecer o seu íntimo com a luz do amor universal, começando pela piedade para com todos os que sofrem e erram, guardando também a disposição sadia para cooperar na elevação de cada um.

Só a compreensão da vida, colocando-nos na situação de quem errou ou de quem sofre, a fim de iluminarmos o raciocínio para a análise serena dos acontecimentos, poderá aniquilar o ciúme no coração, de modo a cerrar-se a porta ao perigo, pela qual toda alma pode atirar-se a terríveis tentações, com largos reflexos nos dias do futuro. (O Consolador - Emmanuel)




segunda-feira, 2 de agosto de 2010

VIOLÊNCIA - J. Raul Teixeira

PERANTE A DESENCARNAÇÃO - conduta espírita

COMO DEVE SER A CONDUTA ESPÍRITA PERANTE A DESENCARNAÇÃO?

* Resignar-se ante a desencarnação inesperada do parente ou do amigo, vendo nisso a manifestação da Sábia Vontade que nos comanda os destinos.
Maior resignação, maior prova de confiança e entendimento.

* Dispensar aparatos, pompas e encenações nos funerais de pessoas pelas quais se responsabilize, abolir o uso de velas e coroas, crepes e imagens, e conferir ao cadáver o tempo preciso de preparação para o enterramento ou a cremação.
Nem todo Espírito se desliga prontamente do corpo.

* Emitir para os companheiros desencarnados, sem exceção, pensamentos de respeito, paz e carinho, seja qual for a sua condição.
A caridade é dever para todo clima.

* Proceder corretamente nos velórios, calando anedotário e galhofa em torno da pessoa desencarnada, tanto quanto cochichos impróprios ao pé do corpo inerte.
O companheiro recém-desencarnado pede, sem palavras, a caridade da prece ou do silêncio que o ajudem a refazer-se.

* Desterrar de si quaisquer conversações ociosas, tratos comerciais ou comentários impróprios nos enterros a que comparecer.
A solenidade mortuária é ato de respeito e dignidade humana.

* Transformar o culto da saudade, comumente expresso no oferecimento de coroas e flores, em donativos às instituições assistenciais, sem espírito sectário, fazendo o mesmo nas comemorações e homenagens a desencarnados, sejam elas pessoais ou gerais.
A saudade somente constrói quando associada ao labor do bem.

* Ajuizar detidamente as questões referentes a testamentos, resoluções e votos, antes da desencarnação, para não experimentar choques prováveis, ante inesperadas incompreensões de parentes e companheiros.
O corpo que morre não se refaz.

* Aproveitar a oportunidade do sepultamento para orar, ou discorrer sem afetação, quando chamado a isso, sobre a imortalidade da alma e sobre o valor da existência humana.
A morte exprime realidade quase totalmente incompreendida na Terra.


“Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte.” — Jesus. (João, capítulo 8, versículo 51.)



Do livro: Conduta Espírita






POR QUE POUCA LUZ NA SALA DE PASSE? - Divaldo Franco


Por que nas salas apropriadas ao passe magnético a claridade não se faz presente, senão através de lâmpadas coloridas?

Divaldo - Em face da irradiação dos raios caloríferos que consomem os fluidos, é conveniente manter-se um ambiente de penumbra, quando da aplicação dos passes, evitando-se, quanto possível, a exposição também de lâmpadas coloridas, no pressuposto de realizar-se ação cromoterapêutica.





domingo, 1 de agosto de 2010

JESUS PEDIU QUE "PERDOÁSSEMOS" SEMPRE


Para falar sobre o perdão, vamos lembrar a estória alegórica do antigo testamento, quando Caim matou seu irmão Abel por inveja, porque Jeová elogiou a oferta de Abel e menosprezou a oferta de Caim. E Jeová, para castiga-lo o condenou a vagar sem destino.
Caim choramingou, porque ficou com medo de ser morto por algum desconhecido. Que desconhecido seria esse, se só havia ele, o pai Adão e a mãe Eva, já que o irmão estava morto?
Até Jeová se esqueceu disso, e proclamou que: se alguém o matasse seria castigado até 7 vezes.
Mais confiante, Caim partiu, e logo depois, encontra uma mulher e com ela se casou. Que mulher era essa ninguém sabe. Talvez uma das muitas Evas que Jeová criou. Mas, Caim fundou uma cidade e
deixou uma descendência, dentre eles seu tataraneto chamado Lameque, que era casado com duas mulheres. Já que naquele tempo, Jeová liberava os homens a ter quantas mulheres pudessem sustentar.
E Lameque era um indivíduo mau, daqueles que não levam desaforo para casa. Um dia, ele disse às duas esposas:
“ . . . matei um homem por me ferir, e um rapaz por me pisar. Se Caim seria vingado 7 vezes (por Jeová), com certeza Lameque o será setenta e sete vezes.” (Gênesis, 4: 23-24)
Lameque mostrava o espírito de sua época. Espírito de revide, de não levar desaforo para casa. Ele seguia a lei de Moisés, do “Olho por olho, dente por dente.” (Êxodo, 21:24)
Mas, enquanto Lameque vingava-se 77 vezes, e Jeová 7 vezes, Jesus chegou para inverter tal proposta e inaugurar um novo tempo, com o perdoar 70x7 vezes. Para quem multiplicou o resultado é 490, segundo Emmanuel o perdão deve ser exercido 490 vezes ao dia e não ao longo da vida. Então, seja lá qual for a interpretação, podemos dizer que foi uma maneira simbólica que Jesus usou para pedir que perdoássemos sempre.
Mas, infelizmente, ainda hoje, conhecemos muitos Lameques, que falam de Jesus, mas seguem a lei do olho por olho, dente por dente. São aqueles que pedem pena de morte; os que querem fazer justiça com as próprias mãos; os que não levam desaforo para casa; os que revidam qualquer tipo de agressão. Estas pessoas, perdem famílias, amigos, emprego, liberdade . . .
Muitos presídios e manicômios não existiriam se perdoássemos mais; se não revidássemos injúrias e violências, se dominássemos nossa cólera, nosso ódio, nossa vingança; se não duelassemos corporalmente e verbalmente; se retribuíssemos o mal que nos fazem com o bem; se fizéssemos aos outros o que gostaríamos que eles nos fizessem.
Ao invés de REVIDAR, deveríamos RELEVAR.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

QUAL A DIFERENÇA DE RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO?


Reencarnação é uma palavra criada por Allan Kardec que significa a volta do espírito “NA” carne, “NUMA NOVA CARNE”. E ressurreição significa “RESSURGIR”. Muitos entendem a ressurreição como o ressurgimento do espírito na carne, mas “NA MESMA CARNE”, ou seja, no mesmo corpo que morreu. Mas, como pode um espírito ressuscitar (ressurgir), por exemplo, num corpo carbonizado, ou que foi comido pelos peixes, etc.? Então, reencarnação significa o retorno do espírito em um novo corpo carnal; e ressurreição significa o retorno do espírito no mesmo corpo carnal, o que cientificamente é impossível. As aparições de desencarnados (mortos) acontecem graças ao corpo espiritual, também conhecido como perispírito ou corpo astral, já que o corpo material está morto. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Jesus quando este se materializou ante os discípulos (Mc 16:4/18; Lc 24:36/49 e Jo 20:19/23). As portas da casa onde os apóstolos encontravam-se estavam trancadas, porque eles tinham medo da perseguição dos judeus. E estavam eles ainda falando dessas coisas, quando Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz seja convosco!” Como teria Jesus entrado, se as portas estavam trancadas? Sendo fluídico o corpo com o qual ressurgira, não encontrou nenhum obstáculo nas paredes ou portas trancadas.

Se Kardec não houvesse criado a palavra REENCARNAÇÃO, nós espíritas poderíamos usar a palavra RESSURREIÇÃO para dizer que RESSUSCITAREMOS, ou seja, RESSURGIREMOS em UM NOVO CORPO CARNAL, o sentido seria o mesmo que damos ao significado da palavra REENCARNAÇÃO. Algumas religiões cristãs anunciam a ressurreição dos mortos e o retorno de Jesus para separar o "joio" do "trigo", os "bodes" das "ovelhas", os bons dos maus, transformando a Terra em paraíso pelos "eleitos". Parece filme de horror imaginar corpos decompostos reorganizando-se, reestruturando células e órgãos, com o aproveitamento de átomos que se dispersaram e que, no desdobrar do tempo, formaram incontáveis organismos nos reinos vegetais e animais. Ainda que isso ocorresse, por mágica divina, haveria uma multidão tão grande de ressuscitados que, literalmente, ocuparia todos os espaços, tornando impossível a vida na Terra, já que o homem surgiu há pelo menos um milhão de anos. Essas fantasias, extremamente ingênuas à luz do conhecimento atual, nasceram de interpretações equivocadas, por má fé ou descuido, de textos evangélicos. O "juízo final" é incompatível com a Justiça, pois nenhum crime, por mais tenebroso, nenhum comportamento, por mais vicioso, nenhuma existência, por mais comprometida com o mal, justifica uma destinação definitiva, um sofrimento sem fim. Não há crime que justifique um castigo eterno. Toda sentença deve ser compatível com as necessidades evolutivas de cada um.

Reencarnação não é punição é oportunidade de repararmos os erros que cometemos. Deus é misericordioso, bondoso e justo, ele não castiga ninguém. Ele nos mandou as leis que devemos seguir, através de Jesus. Se nós não seguirmos direitinho estas leis, teremos que nascer de novo, quantas vezes forem necessárias, para que aprendamos a segui-las. "Se nossa esperança em Cristo se limita a essa vida somos os mais infelizes de todos os homens." - Coríntios 15:19