quinta-feira, 15 de julho de 2010

GNOMOS OU DUENDES EXISTEM?


Divaldo, existem os chamados espíritos elementais ou espíritos da Natureza?
Resp.: Sim, existem os espíritos que contribuem em favor do desenvolvimento dos recursos da Natureza. Em todas as épocas eles foram conhecidos, identificando-se através de nomenclatura variada (gnomos, duendes, etc.), fazendo parte da Mitologia dos povos e tornando-se alguns deles, “deuses” que se faziam temer ou amar.
Qual o estágio evolutivo desses Espíritos?
Resp.: Alguns são de elevada categoria e comandam os menos evoluídos, que se lhes submetem docilmente, laborando em favor do progresso pessoal e geral, na condição de auxiliares daqueles que presidem aos fenômenos da Natureza.
Então eles são submetidos, hierarquicamente, à outra ordem mais elevada de Espíritos?
Resp.: De acordo com o papel que desempenham, de maior ou menor inteligência, tornam-se responsáveis por inúmeros fenômenos ou contribuem para que os mesmos aconteçam. Os que se fixam nas ocorrências inferiores, mais materiais, são, portanto, pela própria atividade que desempenham, mais atrasados e submetidos aos de grande elevação, que os comandam e orientam.
Esses Espíritos apresentam-se com formas definidas, como por exemplo fadas, duendes, gnomos, silfos, elfos, sátiros, etc.?
Resp.: Alguns deles, senão a grande maioria dos menos evoluídos, que ainda não tiveram reencarnações na Terra, apresentam-se não raro, com formas especiais, de pequena dimensão, o que deu origem aos diversos nomes nas sociedades mitológicas do passado. Acreditamos, pessoalmente, por experiências mediúnicas, que alguns vivem o período intermediário entre as formas primitivas e hominais, preparando-se para futuras reencarnações humanas.
Quer dizer que já passaram ou passam, como nós, espíritos humanos por ciclos evolutivos, reencarnações?
Resp.: A reencarnação é lei da Vida através de cujo processo o psiquismo adquire sabedoria e “desvela o seu Deus interno”. Na questão nº 538, de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec interroga: “Formam categoria especial no mundo espírita os Espíritos que presidem aos fenômenos da Natureza? Serão seres à parte, ou Espíritos que foram encarnados como nós?” E os Benfeitores da Humanidade responderam: “que foram ou que o serão.”
Algum dia serão ou já foram homens terrestres?
Resp.: Sim. Os mais elevados já viveram na Terra, onde desenvolveram grandes aptidões. Os outros, menos evoluídos, reencarnar-se-ão na Terra ou em outros mundos, após se desincumbirem de deveres que os credenciem ao crescimento moral e intelectual, avançando, sempre, porque a perfeição é meta que a todos os seres está destinada.
Os elementais são autóctones (seres primitivos) ou vieram de outro planeta?
Resp.: Pessoalmente, acreditamos que um número imenso teve sua origem na Terra e outros vieram de diferentes mundos, a fim de contribuírem com o progresso do nosso planeta.
Que tarefas executam?
Resp.: Inumeráveis. Protegem os vegetais, os animais, os homens. Contribuem para acontecimentos diversos: tempestades, chuvas, maremotos, terremotos . . . interferindo nos fenômenos “normais” da Natureza sob o comando dos Engenheiros Espirituais que operam em nome de Deus que “não exerce ação direta sobre a matéria, ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos” como responderam os Venerandos Guias a Kardec, na questão 536b de O Livro dos Espíritos.
Todos eles sabem manipular, conscientemente, os fluidos da Natureza?
Resp.: Nem todos. Somente os condutores sabem o que fazem e para o que fazem, quando atuam nos elementos da Natureza. Os mais atrasados “oferecem utilidade ao conjunto” não suspeitando, sequer, que são “instrumentos de Deus.”
Nós não os vemos normalmente. Isto significa que não se revestem de matéria densa?
Resp.: O conceito de matéria , na atualidade, é muito amplo. A sua “invisibilidade” aos olhos humanos, a alguns indivíduos, de forma alguma demonstra que não sejam constituídos de matéria equivalente aos demais espíritos da Criação. Encontram-se em determinada fase de desenvolvimento, que são perceptíveis somente aos médiuns, a pessoas dotadas de percepção especial, qual ocorre, também, com os Espíritos Nobres, que não são detectáveis por qualquer pessoa destituída de faculdade mediúnica apropriada.
Qual é o habitat natural desses Espíritos?
Resp.: A erraticidade, o mundo dos Espíritos, pertencendo a uma classe própria e, portanto, vivendo em regiões compatíveis com o seu grau de desenvolvimento, de evolução. “Misturam-se aos homens e vivem, na grande maioria, na própria Natureza, que lhes serve de espaço especial.”

terça-feira, 13 de julho de 2010

A PERIGOSA BRINCADEIRA DO COPO


COMO FUNCIONA O COPO PARA ENTRAR EM CONTATO COM OS ESPÍRITOS?
Lembra um pouco o fenômeno das mesas girantes, no início do Espiritismo. Faz-se um círculo em torno dele, com a posição das letras alfabéticas ao longo dos trezentos e sessenta graus. Os participantes fazem imposição das mãos sobre o copo. Ele se movimenta indicando letras que, anotadas, formam palavras e frases.
SÃO OS ESPÍRITOS QUE MOVIMENTAM O COPO?
O fenômeno pode acontecer pelos próprios participantes que, inconscientemente, fazem o movimento. Ou espiritual, onde entidades desencarnadas que aproveitam a base fluídica sustentada pelos encarnados.
FUNCIONA, ENTÃO, COMO UMA REUNIÃO MEDIÚNICA?
No segundo caso, sim. Há Espíritos e médiuns.
HÁ ALGUNS PROBLEMAS COM ESSAS BRINCADEIRAS?
São desaconselháveis. Inspiradas em mera curiosidade e sem nenhum preparo do grupo, podem converter-se em porta aberta às obsessões. Acontece com freqüência.
OS BENFEITORES ESPIRITUAIS NÃO NOS PROTEGEM?
A natureza dos Espíritos que participam de uma reunião de intercâmbio depende das intenções e disposições do grupo. Sem conhecimento, sem um propósito nobre, sem seriedade, realizadas por mera diversão, atendendo à curiosidade, sessões com o copo atraem Espíritos zombeteiros e mistificadores que ali tem campo fértil para a semeadura de perturbações.
E SE HOUVER BOAS INTENÇÕES?
Segundo velho ditado, o inferno está cheio delas. Há muita gente bem intencionada que se perturba com o fenômeno mediúnico, por falta de conhecimento, experiência e orientação.
UMA REUNIÃO COM O COPO PODERIA SER REALIZADA NO CENTRO ESPÍRITA?
Sim, mas seria regredir ao tempo das mesas girantes, quando iniciou o Espiritismo. Sem contar que as manifestações seriam demoradas, cansativas e pouco produtivas. Nos Centros Espíritas exercitam-se a psicografia e a psicofonia dos Espíritos pela palavra falada e escrita, bem mais eficiente. Seria trocar o telefone pelo telégrafo.
SE NÃO É PRUDENTE BRINCAR COM O COPO, O QUE DEVEM FAZER MEUS AMIGOS QUE SE INTERESSAM PELO ASSUNTO?
Que procurem o Centro Espírita e participem das reuniões doutrinárias e dos cursos de Espiritismo. Então estarão habilitados a participar aproveitamento bem melhor sem os riscos que envolvem essas “diversões” juvenis. (Richard Simonetti – Não pise na bola)

OBSERVAÇÃO:
A doutrina espírita alerta sobre o risco e perigo em que incorrem todos aqueles que, por meio de objetos, tais como copos, pêndulos, etc., acabam atraindo para si mesmos a atenção de espíritos inferiores, ignorantes e maus, a tal ponto de acabarem sendo perseguidos e obsediados pelos mesmos, uma vez serem estes, portadores de fluidos pesados e negativos. Bons espíritos jamais se prestam a tais brincadeiras ou invocações.



sexta-feira, 9 de julho de 2010

SEXO e OBSESSÃO - livro espírita


DICA DE LEITURA: Este livro apresenta a triste realidade causada pelos desatinos humanos no que se refere ao sagrado instituto do sexo.
Mas, também, apresenta os imbatíveis recursos do verdadeiro amor para o resgate e iluminação de Espíritos temporariamente voltados ao mal.
O autor espiritual, Manoel Philomeno de Miranda, através da mediunidade de Divaldo P. Franco, analisa temas como o desequilíbrio moral e sexual da pedofilia, a sensualidade perversa e a luxúria, a parasitose obsessiva, a influência negativa dos programas de televisão no comportamento de crianças e adolescentes e a pornografia, o poder da oração e do trabalho na transformação moral do ser humano, entre outros assuntos de interesse.

"Todos teremos a nossa ocasião de ascender aos páramos da luz, por mais nos demoremos nas trevas da ignorância e da perversidade." - Manoel P. de Miranda

A PRECE NOS APROXIMA DE DEUS


Um homem esteve perdido por uma semana num deserto, sem água, sem alimentos .
Salvo por uma patrulha que o procurava, foi imediatamente levado ao hospital.
Embora enfraquecido, estava bem.
Os médicos ficaram admirados.
Um milagre ter resistido tanto tempo.
E lhe perguntaram:
- Qual o seu segredo?
Ele sorriu e respondeu:
- Não sabem? . . . É simples. Eu orava muito. Deus deu-me forças e guiou os que me salvaram.

Realmente, é muito simples e, fácil de entender.
Deus, que tudo criou, que antes de tudo é nosso pai, como ensinava Jesus, um pai muito amoroso que olha por seus filhos, é a nossa inspiração, o nosso sustento, a nossa força, desde que estejamos dispostos a procurá-lo.
Dizem os espíritos na questão 659 no Livro dos Espíritos que, “orar a Deus é pensar nEle; é aproximar-se dEle; é pôr-se em comunhão com Ele. E que as três coisas que podemos nos propor por meio da prece é: louvar, pedir e agradecer.”

Louvar, é reconhecer a grandeza do Criador, Sua presença em nossas vidas e sentindo nEle o nosso apoio maior, nossa inspiração mais sublime, nossa esperança mais autêntica.
Pedir é o segundo propósito na oração, algo perfeitamente admissível, um direito de todo filho que se dirige a seu pai.
Há quem pergunte: “Por que pedir? Afinal, Deus conhece perfeitamente nossas necessidades . . .”
Quem raciocina assim desconhece que a oração não objetiva trazer Deus até nós, mas de elevar-nos até Ele; nem se trata de expor nossos desejos e, sim, de criar condições para receber Sua bênçãos, que se espalham por todo Universo. Estamos mergulhados nelas, diz André Luiz, como peixes no oceano. Todavia, para que as assimilemos é preciso que preparemos o coração, a fim de não nos situarmos como um homem que morre de sede, embora dentro de uma piscina, por recusar-se a abrir a boca.
Há quem reclame que suas preces não são ouvidas. É que pedimos o que queremos; Deus nos dá o que precisamos, e raramente compatibilizamos desejos e necessidades legítimas.
O ideal, portanto, não é pedir que Deus nos favoreça nas situações da Terra, mas que nos fortaleça para as realizações do Céu, inspirando-nos o comportamento mais adequado, a atitude mais digna, o esforço mais nobre.
Em “Recados do Além”, psicografia de Francisco Cândido Xavier, Emmanuel oferece um modelo perfeito para esse tipo de oração, com palavras singelas que dizem tudo:
“Jesus! Reconheço que a Tua vontade é sempre o melhor para cada um de nós; mas se me permites algo pedir-Te, rogo me auxilies a ser uma bênção para os outros.”
Agradecer é o terceiro propósito. Deus coloca à nossa disposição, diariamente, riquezas inestimáveis: As manifestações da Natureza, o conforto do lar, as possibilidades da inteligência, a disciplina do trabalho, a oportunidade de servir . . . Mil bençãos! . . . Se, ante as lutas da existência, desanimamos ou nos comprometemos no desajuste, não é por ausência da Providência Divina, mas, simplesmente porque o nosso cérebro está povoado por fantasias e ilusões, o coração possuído por sentimentos menos edificantes, daí não prestamos atenção aos sinais que Deus estende no caminho em favor de nossa segurança.
Quem cultiva a oração é mais forte, é mais resistente ao mal e aos sofrimentos, tem melhor orientação, enfrenta melhor seus problemas.
Porque Deus está ao nosso lado sempre, mas, infelizmente, raramente estamos ao lado de Deus. (Richard Simonetti – Presença Divina)

terça-feira, 6 de julho de 2010

EVOLUÇÃO OU INVOLUÇÃO? - Richard Simonetti


Segundo disseram os Espíritos a Allan Kardec na questão 118 do O Livro dos Espíritos, “nós podemos permanecer estacionados em nossa evolução, mas nós não regredimos.”

Mas, o que dizer quando vemos, estes três exemplos a seguir?
1º) um chefe de família, pai de três filhos, marido carinhoso, vida conjugal tranqüila abandonar o lar para envolver-se com uma jovem volúvel;
2º) uma pessoa boa, prestativa para todos, mas que um dia discute com um vizinho por causa do som e irrita-se, toma um revólver e atira no vizinho matando-o;
3º) uma adolescente disciplinada e obediente que lamentavelmente se transforma ao entrar para a faculdade. Envolve-se com más companhias, torna a convivência um inferno. Desrespeita os pais, agride os irmãos, não aceita qualquer orientação, compromete-se em perniciosos desregramentos.

Quem convive com pessoas assim pode dizer que elas “INVOLUIRAM”?
Não. Elas apenas revelaram o que estava dentro delas.
Para o Espírito (encarnado) é fácil conservar a calma, a serenidade, o equilíbrio, quando tudo corre bem, dentro da rotina, quando não enfrenta desafios ou contestações.
É em circunstâncias especiais, de tensão e grande emoção, em crises existenciais, quando nos desnudamos, mostramos quem somos, qual o nosso estágio evolutivo.
No relacionamento diário há o verniz social, um conjunto de normas de civilidade que regem nossas relações. Mas é uma camada muito fina, que se rompe facilmente.
Isso ocorre também no plano coletivo.
A pessoa deixa-se envolver por impulsos instintivos da multidão e tornam-se capazes de cometer atrocidades. É difícil encontrar algo mais selvagem do que um linchamento. A turba desvairada massacra alguém que despertou sua ira. Querem fazer “justiça” com as próprias mãos. Não é difícil encontrar naquele meio, cidadãos pacatos que, aparentemente, jamais se prestariam a semelhante iniciativa.
Há alguns anos foi preso no Brasil o alemão Gustav Franz Wagner, apelidado de “besta humana”, em face das atrocidades que cometeu contra os judeus, na condição de carrasco nazista. Vizinhos que conviviam com ele tiveram dificuldade de aceitar sua verdadeira identidade, porque se tratava de um homem afável, simples, que as crianças chamavam de vovô.
Então, tais casos não se tratam de “INVOLUÇÃO”, são apenas “REVELAÇÃO”. O Espírito (encarnado) apenas revela o que é, mostrando que não conseguiu conter sua fraqueza moral. Transita pela Terra inteiramente distraído das finalidades da existência, marcando passo nos caminhos evolutivos.






sábado, 3 de julho de 2010

JESUS RECOMENDOU: "HONRA A TEU PAI E A TUA MÃE"


Era uma vez um velho quase cego e surdo, com os joelhos tremendo.
Quando se sentava à mesa para comer, mal conseguia segurar a colher.
Derramava a sopa na toalha e, quando afinal, acertava a boca, deixava sempre cair um bocado pelos cantos.
O filho e a nora dele, ficavam com nojo e irritados. Então, resolveram sentar o velho num canto perto do fogão e o serviam pouca comida numa gamela de madeira.
O velho olhava para a mesa, com os olhos cheios de lágrimas.
Um dia, quando estavam todos reunidos, o neto do velho, brincava com alguns pedaços de madeira. E o pai perguntou:
- O que é que você está fazendo?
O menino respondeu:
- Estou fazendo um cocho, para papai e mamãe poderem comer quando eu crescer.
Marido e mulher se olharam assustados por algum tempo . . . E caíram no choro.
Depois disso, trouxeram o avô de volta para a mesa e desde então passaram a comer todos juntos, sem xingar o velho quando este derramava alguma coisa.
Tomemos cuidado com os exemplos que damos aos nossos filhos.

Nós renascemos não onde merecemos, mas onde temos necessidade para evoluir.
E com efeito, nós somos as conseqüências inevitáveis daquelas atitudes que mantivemos anteriormente. Muitas vezes, retornamos na condição de filho de alguém que foi nosso desafeto; voltamos à Terra entre pessoas que nós magoamos. Muitas vezes, mãe e filho, por exemplo, foram inimigos no passado e hoje, em nova encarnação, encontram dificuldades de relacionamento. Mas Deus os colocam juntos para que façam as pazes. Por isso, vemos mães com maior afinidade com um filho do que com outro e/ou filhos com maior afinidade com a mãe do amigo do que a própria mãe.
(Trecho de uma palestra de Divaldo Franco)


O mandamento: “Honra a teu pai e a tua mãe”, é uma conseqüência da lei geral da caridade e do amor ao próximo, porque não se pode amar ao próximo sem amar aos pais; mas o imperativo honra implica um dever a mais para com eles: o da piedade filial. Deus quis demonstrar, assim, que o amor é necessário juntar o respeito, a estima, a obediência e a condescendência, o que implica a obrigação de cumprir para com eles, de maneira mais rigorosa, tudo o que a caridade determina em relação ao próximo. Esse dever se estende naturalmente às pessoas que se encontram no lugar dos pais (os pais adotivos), e cujo mérito é tanto maior, quanto o devotamento é para elas menos obrigatório. Deus pune sempre de maneira rigorosa toda violação desse mandamento.
Honrar a seu pai e a sua mãe, não é somente respeitá-los: é assistí-los na necessidade, proporcionando-lhes o repouso na velhice, cercá-los de solicitude como fizeram por nós em nossa infância.
Certos pais, é verdade, menosprezam seus deveres e não são para os filhos o que deveriam ser; mas cabe a Deus puni-los e não aos seus filhos; não cabe a estes censurá-los, porque talvez eles próprios merecessem que fosse assim. Se a caridade estabelece como lei que devemos pagar o mal com o bem, ser indulgentes para as imperfeições alheias, não maldizer do próximo, esquecer e perdoar as ofensas, e amar até mesmo os inimigos, quanto essa obrigação se faz ainda maior em relação aos pais! Os filhos, devem, por isso mesmo, tomar como regra de conduta para com os pais todos os preceitos de Jesus referentes ao próximo, e lembrar que todo procedimento condenável em relação aos estranhos, mais condenável se torna para com os pais. Devem lembrar que aquilo que no primeiro caso seria apenas uma falta, pode tornar-se um crime no segundo, porque, neste, à falta de caridade se junta à ingratidão. (O Evangelho segundo o Espiritismo)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A MELHOR DESOBSESSÃO É A DA UMBANDA?


No afastamento dos espíritos perturbadores, a Umbanda consegue melhor resultado do que uma sessão mediúnica espírita?

Divaldo - Só se for pelo pavor. Mas não remove a causa, porque o espírito que foge apavorado não liberta a sua vítima da dívida, que a ambos vincula.


Do livro: Diretrizes de Segurança





terça-feira, 29 de junho de 2010

ADOLESCÊNCIA - Por que a mudança de comportamento?


Que é o que motiva a mudança que se opera no caráter do indivíduo em certa idade, especialmente ao sair da adolescência?
É que o Espírito retoma a natureza que lhe é própria e se mostra qual era. (...)
(questão 385)

A adolescência é aquele período situado desde o início da puberdade (aproximadamente 12/13 anos) até atingir o estado adulto.
Quando está na infância, o espírito se acha em gradativo despertar de seu acervo espiritual, arquivado na mente, em um "departamento" (setor) chamado subconsciente (onde todas as experiências das encarnações passadas estão guardadas), período este em que vai adaptando-se à nova encarnação.
Quando a adolescência chega, este processo está completado, e paulatinamente abrem-se as comportas dessa imensa "represa" que é o subconsciente, liberando toda a carga de tendências, instintos, gostos, desejos, ideais, sentimentos, vícios e virtudes que o espírito está trazendo de seu rico passado de experiências multimilenares, criando um torvelinho na razão e no sentimento do jovem, que passará a demonstrar transformações crescentes da personalidade, com mudanças bruscas de comportamentos, atitudes, no seu caráter em si. Os pais então se assustam, muitas vezes não sabendo conviver produtivamente com seus filhos, pois a personalidade do adolescente revela uma expansão das emoções, instabilidade emocional (ora alegre, ora triste, ora entusiasmado, ora desalentado), períodos de revolta, instropecção, meditação, exaltação, um imenso vigor e vitalidade das forças físicas e psíquicas, muito idealismo, e nesta fase inicia-se o despertar da sexualidade, provocando uma alteração brusca na maneira de ver e conduzir a própria vida.
Nossos filhos adolescentes reclamam dos pais mais do que receberam na infância: mais orientação, mais incentivo, mais apoio.
Emmanuel ressalta que "essa fase de existência terrestre é a que apresenta maior número de necessidades no capítulo da direção".
Não são somente aqueles cuidados como na infância, mas também a preocupação de que nossos filhos estejam preparados para os primeiros vôos e para enfrentarem o desafio do mundo que está fora do refúgio doméstico.
Os pais que não aproveitarem ainda os primeiros dias da infância para educar os filhos, aperfeiçoando-lhes o sentimento e o caráter, não terão base para lidarem com os adolescentes em seu lar, pois trabalho educativo deve iniciar-se junto com a chegada dos filhos ao ninho doméstico.
Faz-se necessário a vigilância sobre as tendências de nossos filhos e também sobre nossas atitudes para com eles, a fim de evitar que, em vez de fertilizar as boas sementes, estejamos adubando a erva daninha em seu coração.


DOE PALAVRAS - Hospital Mario Penna


O Hospital Mário Penna em Belo Horizonte que cuida de doentes de câncer, lançou um projeto sensacional que se chama "DOE PALAVRAS".
Fácil, rápido e todos podem doar um pouquinho.
Você acessa o site
www.doepalavras.com.br , escreve uma mensagem de otimismo, curta (como twitter) e sua mensagem aparece no telão para os pacientes que estão fazendo o tratamento.
Pessoal, é muito linda a reação de esperança dos pacientes.
Participem, não apenas hoje, mas, todos os dias, dêem um pouquinho das suas palavras e de seus pensamentos.

domingo, 27 de junho de 2010

BEBIDA DIABÓLICA - IRMÃO X


Consta do folclore israelita, numa história popular, fartamente anotada em vários países por diversos autores, que Noé, o patriarca, depois do grande dilúvio, rematava aprestos para lançar à terra ainda molhada a primeira vinha, quando lhe apareceu o Espírito das Trevas, perguntando, insolente:
- Que desejas levantar, agora?
- Uma vinha – respondeu o ancião, sereno.
O sinistro visitante indagou quanto aos frutos esperados da plantação.

Esclareceu o bondoso velho:
-  Serão frutos doces e capitosos. As criaturas poderão deliciar-se com eles, em qualquer tempo, depois de colhidos. Além disso, fornecerão milagroso caldo que se transformará facilmente em vinho, saboroso elixir capaz de adormecê-las em suaves delírios de felicidade e repouso. . .
- Exijo sociedade nessa lavoura!
– gritou Satanás, arrogante.
Noé, submisso, concordou sem restrições e o Gênio do Mal encarregou-se de regar a terra e adubá-la, para o justo cultivo. Logo após, com a intenção de exaltar a crueldade, o parceiro maligno retirou quatro animais da arca e passou a fazer a adubagem e a rega com a saliva do bode, com o sangue do leão, com a gordura do porco e com o excremento do macaco.
À vista disso, quantos que se entregam ao vício da embriaguez apresentam os trejeitos e os berros sádicos do bode ou a agressividade do leão, quando não caem na estupidez do porco ou na momice dos macacos.


(VENENO LIVRE - Cartas e Crônicas)



A primeira vítima da bebida teria sido o próprio Noé, pois, ao que relata a Bíblia, “Bebendo do vinho embriagou-se e se pôs nu dentro de sua tenda.” (Gênesis, 9:12)

Outro personagem bíblico, Ló, sobrinho de Abraão, “Iludido por suas filhas, embebedou-se e coabitou com elas, engravidando-as. Passou, Ló, a ser avô de seus próprios filhos” (Gênesis, 19:30-38)


“Não se embriaguem com vinho, que leva para a libertinagem, mas busquem a plenitude do Espírito.” (Efésios, 5:18)


Perante o corpo : precaver-se contra tóxicos, narcóticos, alcoólicos, e contra o uso demasiado de drogas que viciem a composição fisiológica natural do organismo.
Existem venenos que agem gota a gota.
(André Luiz – Conduta Espírita)





Resumo do conto e compilação de Rudymara