quarta-feira, 16 de junho de 2010

QUE TIPO DE OUVIDO TEMOS NÓS? - Emmanuel

"Quem tem ouvidos de ouvir, ouça." - Jesus. (Mateus, 11:15)

Ouvidos . . . Toda gente os possui. Achamos, no entanto, ouvidos superficiais em toda a parte.
Ouvidos que apenas registram sons.
Ouvidos que se prendem a noticiários escandalosos.
Ouvidos que se dedicam a boatos perturbadores.
Ouvidos de propostas inferiores.
Ouvidos simplesmente consagrados à convenção.
Ouvidos de festa.
Ouvidos de mexericos.
Ouvidos de pessimismo.
Ouvidos de colar às paredes.
Ouvidos de complicar.

Se desejas, porém, sublimar as possibilidades de acústica da própria alma, estuda e reflete, pondera e auxilia, fraternalmente, e terás contigo os "ouvidos de ouvir", a que se reportava Jesus, criando em ti mesmo o entendimento para a assimilação da Eterna Sabedoria.

Escrito pelo Espírito: Emmanuel
Do livro: Palavras de Vida Eterna
Psicografia de: Chico Xavier

APRENDER A DIZER "NÃO"



Contam as tradições populares da Índia que existia uma serpente venenosa em certo campo. Ninguém se aventurava a passar por lá, com medo de receber um bote. Mas um dia, um santo homem, a serviço de Deus, passou pela região, mais confiado no Senhor que em si mesmo. A serpente o atacou, desrespeitosa. Ele dominou-a, porém, com o olhar sereno, e falou:

- MINHA FILHA, É DA LEI DIVINA QUE NÃO FAÇAMOS MAL A NINGUÉM.

A víbora recolheu-se, envergonhada. O sábio continuou o seu caminho e a serpente modificou-se completamente. Procurou os lugares habitados pelo homem, como desejosa de reparar os antigos crimes. Mostrou-se integralmente pacífica, mas, desde então, começaram a abusar dela. Quando perceberam a submissão absoluta da serpente, homens, mulheres e crianças davam-lhe pedradas. A infeliz recolheu-se à toca, desalentada. Vivia aflita, medrosa, desanimada. Eis, porém, que o santo homem voltou pelo mesmo caminho e resolveu visitá-la. Ele espantou-se, observando tamanha ruína. A serpente contou-lhe, então, a história amargurada. Desejava ser boa, afável e carinhosa, mas as criaturas perseguiam-na e apedrejavam-na. O sábio pensou, pensou e respondeu após ouvi-la:

- MAS, MINHA IRMÃ, HOUVE ENGANO DE TUA PARTE. ACONSELHEI-TE A NÃO MORDERES NINGUÉM, A NÃO PRATICARES O ASSASSÍNIO E A PERSEGUIÇÃO, MAS NÃO TE DISSE QUE EVITASSES DE ASSUSTAR OS MAUS. NÃO ATAQUES AS CRIATURAS DE DEUS, NOSSAS IRMÃS NO MESMO CAMINHO DA VIDA, MAS DEFENDE A TUA COOPERAÇÃO NA OBRA DO SENHOR. NÃO MORDAS, NEM FIRAS, MAS É PRECISO MANTER O PERVERSO A DISTÂNCIA, MOSTRANDO-LHE OS TEUS DENTES E EMITINDO OS TEUS SILVOS.


Esta lenda está no livro Os Mensageiros, escrito por André Luiz, psicografado por Chico Xavier. Ela deixa claro que, devemos ser bom, tolerante, manso e pacífico, mas vivemos num mundo onde os habitantes ainda são maus e ignorantes. E, que nos atacam, maltratam, ofendem, que são grosseiros, hostis, não devemos justificar nossa submissão dizendo que devemos ter paciência, tolerância e relevar. Estamos perdendo a oportunidade de ajudar o agressor a enxergar sua agressividade, sua falta de amor ao próximo, seu orgulho e egoísmo acentuado. Como fazemos isso? Mostrando nossos dentes, sem ferir, sem ofender, mas aprendendo a falar “não” na hora e maneira certa.


Por que, neste mundo, a influência dos maus geralmente sobrepuja a dos bons?

Por fraqueza dos bons. Os maus são intrigantes e audaciosos; os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, haverão de preponderar.
(Questão 932 de 'O Livro dos Espíritos')





domingo, 13 de junho de 2010

DIVALDO FRANCO E SEU OBSESSOR

Divaldo Pereira Franco narrou em uma de suas palestras a história de um obsessor que o perseguiu anos a fio. Contou que tentou todas as formas de prece e de doutrinação para tentar ajudar aquele irmão sofredor, mas nada surtia o efeito desejado. Até que um dia, um dos membros da Mansão do Caminho (instituição modelo, criada e presidida por Divaldo Franco, que abriga crianças órfãs), foi chamá-lo porque uma criança recém-nascida fora encontrada na lata de lixo. Divaldo correu até o local e, no momento em que subia as escadas da instituição com a criança nos braços, o irmão obsessor se fez visível no alto da escada e perguntou a ele:
- Você ama essa criança feia e suja dessa jeito?
Divaldo respondeu:
- Ainda não amo, mas pretendo aprender a amá-la.
Prosseguiu o irmão desencarnado:
- Então, a partiu de agora, eu vou deixar você em paz, porque essa criança é minha mãe.


 
Os Espíritos amigos tiveram que atingir as fibras mais íntimas do obsessor para que ele se comovesse e deixasse Divaldo em paz.



Observação: Esta história mostra que a desobsessão, muitas vezes, não é tão simples. Por isso, deve ser entendida, estudada, compreendida. Não há método mágico para resolver a desobsessão. Cada caso é um caso. Por isso, pedimos cautela e estudo.   


 
 




sábado, 12 de junho de 2010

O AMOR ACABA?


No desgaste de um relacionamento, poderíamos dizer que o amor acabou?

José Raul Teixeira: Importante é saber que o amor não acaba, isso é, o amor verdadeiro. Por ser energia divina no imo do ser, tem vida perene. O amor, uma vez existente na alma, pode mudar de intensidade, tomar novos coloridos, ajustar-se a nova dinâmica, até mesmo pode adoecer. Porém, nunca se acaba. Como nos achamos num planeta com as características da Terra, muitas vezes se confunde o desejo, a paixão, a admiração, a empolgação com o amor verdadeiro. E, por isso, costuma ser tão comum dizer-se no mundo que “o amor acabou”.

JESUS FAZ DESOBSESSÃO


Uma multidão se aproximou de Jesus, e entre eles um homem destacou-se, implorando:
- Mestre, trouxe-te meu filho, possesso de um Espírito mudo. Este, onde quer que o apanhe, lança-o por terra e ele espuma, range os dentes, e vai-se secando. Roguei aos teus discípulos que o expulsassem, mas não puderam.(...)

Dirigindo-se ao obsessor invisível, Jesus ordenou:
- Espírito mudo e surdo, eu te ordeno, sai dele e nunca mais nele entres.

O menino agitou-se com mais violência, pondo-se a gritar. O obsessor afastou-se deixando-o inerte no chão. Parecia morto. A multidão gritava:
- Morreu...

Mas Jesus, tomando-lhe pela mão, o fez erguer-se sem problemas, totalmente recuperado.
Mais tarde, os discípulos lhe perguntaram, em particular:
- Por que não pudemos expulsá-lo?

Jesus explicou:
- Esta casta de Espíritos só pode sair por meio de jejum e oração.

 

A obsessão existe desde que o mundo é mundo.
Nem sempre é fácil ou possível resolver.
Cada religião tenta ajudar as pessoas de maneiras diferentes. Os católicos usam o exorcismo; os protestantes fazem a sessão de descarrego, nós espíritas fazemos a desobsessão.
Então, muitas pessoas chegam na Casa espírita e querem que nós espíritas retiremos o obsessor.
Geralmente, não buscam saber quem é ele; porque ele age sobre nossas vidas; como podemos afastá-los; como podemos nos prevenir.
As pessoas querem uma reza forte; um amuleto; uma desobsessão rápida e quando não conseguem buscam uma outra casa religiosa. Mas a fórmula, o amuleto para afastar ou prevenir contra o ataque dos obsessores foi Jesus quem deu quando recomendou: “jejum e oração”.
Não pensemos que o jejum que Ele pediu foi o de comida. Se fosse assim, a população que passam por um jejum permanente por falta de recursos seriam pessoas santas. E o que vemos em lugares onde faltam comida, pelo contrário, há violência. O jejum que Jesus se referiu é o jejum moral. Onde devemos nos abster do ódio, vingança, maldade cultivando o Bem e a Virtude.
E a oração é uma conversa com Deus, usando a linguagem do coração, sem necessidade de muitas palavras, de repetição. É a conduta moral cristã no dia-a-dia, em todos os lugares. Todo bom pensamento, atitude e palavra é uma oração.
Por isso as pessoas pulam de religião a religião, porque buscam uma casa forte, que resolva seus problemas sem que ela tenha que modificar seus hábitos, seu modo de pensar e agir. Mas lá no Evangelho Jesus pede esta modificação:
“- Reconcilia-te o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais a caminho com ele.” Aqui Jesus pede que façamos as pazes com nossos inimigos enquanto ele está vivo (encarnado), porque depois de morto (desencarnado) ele poderá se tornar um obsessor invivível aos nossos olhos.
“- Amai vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam.” Aqui Jesus pede que não desejemos ou nos alegremos com o mal que aconteça aos nossos inimigos. Se não conseguirmos conviver com eles que, pelo menos, oremos por eles.
“- Se vocês amarem somente os que amam vcs, que mérito vcs terão?” É muito fácil amar quem nos ama, o teste está em amar (compreendendo) os que nós odeiam.
“- Amai vossos inimigos, fazei o bem a todos e auxiliai sem esperar coisa alguma.” Aqui Jesus pede que ajudemos não atrapalhando, ou seja, não nos vingando daqueles que nos fez mal.
“- Deveis perdoar setenta vezes sete vezes.” Perdoar consiste em "relevar", "desculpar" já que o esquecimento não é possível muitas vezes.
Allan Kardec explica que as moscas farejam as chagas do corpo físico e os obsessores farejam as chagas da alma. Quando dizemos ou pensamos: “Vou me matar”. Atrairemos muitos espíritos que se aproximarão e sugerirão: “Isso mesmo, assim você se livra do problema.”
Mas na verdade, nós nos envolveremos com mais problemas: cadeia, afastamento dos entes queridos, sofrimento aos familiares, obsessão por parte do "morto" e aós a morte do corpo físico virá uma reencarnação para reparar o ato impensado.



POR QUE DEUS PERMITE ESTE ASSÉDIO?
PARA NOS FORÇAR A MORALIZAR NOSSOS PENSAMENTOS, ATOS E PALAVRAS.
QUEM NÃO SE ESFORÇA A VIVER O AMOR ENSINADO PELO CRISTO, SERÁ FORÇADO A APRENDER PELA DOR, PELO SOFRIMENTO.



Compilação de Rudymara












sexta-feira, 11 de junho de 2010

OBSESSÃO


O QUE É A OBSESSÃO: É a ação persistente que um espírito (encarnado ou desencarnado) exerce sobre outro espírito (encarnado ou desencarnado).
GRADAÇÃO DAS OBSESSÕES: Em geral, a obsessão se instala gradativamente. De início é sutil e, aos poucos, vai dominando a vítima, induzindo-a a cometer pequenos erros, até chegar a ponto de dominá-la por completo. Allan Kardec, através dos seus estudos classificou a obsessão por seus estágios, sendo que por isso mesmo, não tem um caráter definitivo, servindo apenas como parâmetro para estudo, uma vez que a obsessão é muito variada em seus aspectos, sendo difícil estabelecer onde uma fase começa e termina a outra. Os graus de obsessão são:
SIMPLES - É a influência sutil na atitude do espírito, encarnado ou desencarnado.
FASCINAÇÃO - É a ação direta de um espírito sobre o pensamento de outro.
SUBJUGAÇÃO - É a paralisação através da ação mental, que um espírito determina sobre a vontade de outro.
TIPOS DE OBSESSÕES:
- Encarnado p/ Encarnado;
- Desencarnado p/ Desencarnado;
- Encarnado p/ Desencarnado;
- Desencarnado p/ Encarnado;
- Auto- Obsessão.

O QUE PREDISPÕE À OBSESSÃO: Podemos dizer que a Obsessão é resultado de dívidas passada, porém é provocada pela invigilância do obsidiado que abre as portas para a instalação da obsessão.
INVIGILÂNCIA: A PORTA PARA A OBSESSÃO: As causas cármicas (débitos do passado) aproximam o cobrador, mas o que lhe dá condição de agir sobre o obsidiado é a invigilância do mesmo, que ao se conduzir e permanecer no erro vai aos poucos criando as condições para o ataque do obsessor implacável.
A ESCRAVIZAÇÃO DO PENSAMENTO: Pensamento é força. Quando se aceita um pensamento ruim, emitido pelo obsessor, criam-se as condições para cada vez mais ser dominado até a subjugação.
PROCESSO OBSESSIVO / CONSEQÜÊNCIAS DA OBSESSÃO: Quando a vítima se mostra desprotegida e vacilante, o cobrador inicia seu ataque de forma contínua e persistente e assim vai dominando pouco a pouco. Pode ser um processo lento ou rápido, dependendo do estado da vítima.Como conseqüência do ataque implacável a vítima passa a viver sob o domínio quase total do obsessor, podendo esta ação causar inclusive problemas orgânicos na vítima.
OBSIDIADO: Pessoa assediada pelo obsessor.
A CRIANÇA OBSIDIADA: Geralmente é um espírito que já sofria perseguição na erraticidade. Com o reencarne, o sofrimento é atenuado, porém, sofre desde cedo com estas influenciações.
QUEM É OBSESSOR: É alguém como nós, sujeito a erros e acertos, que por não ter perdoado seu agressor e por estar ainda preso ao sentimento de revolta ou raiva, ataca sua vítima e tenta de todas as formas subjugá-la.
MODO DE AÇÃO DO OBSESSOR: Age nas brechas morais que encontra na vítima e utiliza-se de todos os meios que dispuser para atingir seu objetivo.Algumas vezes se une a outros espíritos e trabalham em conjunto para cercar a vítima de todos os lados.
ACESSOS À OBSESSÃO:- Idéias profundamente negativas - Depressão / Desânimo - Revolta - Medo - Irritação / Cólera - Vícios / fumo / tóxicos / álcool - Desregramento sexual - Maledicência - Ciúme - Avareza/Egoísmo - Ociosidade - Remorso
PARASITOSE ESPIRITUAL: Quando o espírito desencarna, conserva suas qualidades e seus defeitos, assim, se era um viciado, vai procurar alguém que lhe dê as condições de suprir suas necessidades referentes àquele vício que possuía e passa a viver como hospedeiro.
OVÓIDE: O espírito desencarnado, por medo, desconhecimento e sentimento de culpa, de tanto se cobrar, numa tentativa de fuga, se fecha em si mesmo e se retrai até chegar ao ponto de ovóide. A reversão deste estágio é sempre complexa.Estando neste estágio (ovóide), podem ser usados por outros espíritos, que os instalam em suas vítimas para sugar suas energias vitais e enfraquecê-las.
A OBSESSÃO PROLONGADA PODE CAUSAR:- Desordens patológicas (doenças) - Loucura - Morte Física


Estudo baseado na obra: Obsessão / Desobsessão: Profilaxia e Terapêutica Espíritas Autora: SUELY CALDAS SCHUBERT

DIVALDO FRANCO E SUA IRMÃ SUICIDA


Divaldo, conta que viu sua irmã suicida em desespero, após vinte anos do suicídio, dizendo estar impregnada pelo veneno que havia ingerido.
Divaldo começou a pensar no que poderia fazer para atenuar o sofrimento da irmã, tão querida ao seu coração. Ele orava muito pela irmã, mas desejava fazer mais por ela.
Osvaldo, irmão de Divaldo, exercia na cidade de Feira de Santana, no Estado da Bahia, o cargo de Delegado de Polícia.
Divaldo, certa vez, perguntou ao irmão qual o fato que mais o impressionara em sua árdua carreira.
Osvaldo contou-lhe que o quadro mais triste que havia presenciado era a situação das mulheres nos lupanares ou zona de meretrício como eram chamados naquela época. Aquelas mulheres entregavam-se ao comércio carnal, despreparadas para a vida e completamente sem proteção.
Contou-lhe que sua equipe policial, numa das “batidas” naquelas casas, verificou que as pobres mulheres colocavam os filhinhos sob a cama, cobrindo-os com lençóis e os obrigavam a ficar quietos para poderem atender os clientes sobre a cama.
Divaldo foi com o irmão até a zona de meretrício daquela cidade e reunindo as mulheres mais decadentes, já com o organismo corroído pela sífilis e outras doenças, indagou-lhes o que ele poderia fazer-lhes para atenuar a dor e a miséria em que viviam.
A grande maioria disse que gostaria de encontrar alguém que salvasse seus filhos, principalmente as filhas de seguir tal “profissão”.
Uma outra moça implorou chorando:
- Seria tão bom se eu pudesse encontrar uma pessoa com misericórdia que nos salvasse desta desgraça.
Divaldo, enternecido, prometeu que iria cuidar dessas pobres crianças e de suas mães em homenagem à sua tão querida irmã Nair.
Pediu forças a Deus para poder levar à Mansão do Caminho todas aquelas crianças. Eram catorze. Chegaram a ter trinta e seis crianças através do tempo, filhas dessas pobres mulheres equivocadas. Algumas delas conseguiram mudar de vida, ter uma profissão digna, graças à orientação de Divaldo.
E os anos foram passando plenos de trabalho no ideal da caridade e fraternidade.
Quando dona Ana Franco, mãe de Divaldo, desencarnou em 1972, a irmã de Divaldo estava ao lado dela. E naquele momento, Nair agradeceu à Divaldo por tudo que ele havia feito pelas mães e filhos desamparados em seu nome.
Essa homenagem fez muito bem ao Espírito de Nair que passou a se preparar para uma futura reencarnação.
Hoje ela já está reencarnada. Nasceu com lábios leporinos, resultado do veneno que havia ingerido.
Nasceu debaixo de uma árvore, de uma mulher que não tinha marido.
Joanna disse para Divaldo:
- Veja Divaldo, através do mesmo mecanismo que você à homenageou, ela veio (reencarnou) para agradecer.


Mas . . . o mais importante é que lhe foi concedida, pela misericórdia de Deus uma nova oportunidade na Escola da vida. Vale a pena viver e amar como nos ensina o Espírito Joanna de Ângelis. Vale a pena preencher com a fraternidade, a solidariedade, que são frutos amadurecidos de amor, todos os momentos da vida.
Então, se perdemos nossos entes queridos, vamos seguir este exemplo de nosso Divaldo e amar com infinita ternura todos os tristes e desamparados do caminho, tratando-os como pais, mães e irmãos queridos.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

OS MÉDIUNS E O USO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS


O uso de alguma bebida alcoólica costuma trazer incovenientes para os médiuns ?

Raul Teixeira – Todo indivíduo que se encontra engendrado nos labores mediúnicos, seja qual for a ocupação (até mesmo o médium passista), deveria abdcar do uso dos alcoólicos em seu regime alimentar. Isto porque o álcool traz múltiplos incovenientes para a estrutura da mente equilibrada, considerando-se sua toxidez e a rápida digestão de que é alvo, facilitando grandemente que o álcool entre na corrente sangüínea do indivíduo, de modo fácil, fazendo seu efeito característico.
Mesmo os inocentes aperitivos devem ser evitados, tendo-se em mente que o médium é médium as vinte e quatro horas do dia, todos os dias, desconhecendo o momento em que o Mundo Espiritual necessitará da sua cooperação. Além do mais, quando se ingere uma porção alcoólica, cerca de 30% são rapidamente eliminados pela sudorese e pela dejeção, mas cerca de 70% persiste por muito tempo no organismo, fazendo com que alguém que, por exemplo, haja-se utilizado de um aperitivo na hora do almoço, à hora da atividade doutrinária noturna não esteja embriagado, no sentido comum do termo, entretanto, estará alcoolizado por aquela porcentagem do produto que não foi liberada do seu organismo.

Do livro: Diretrizes de Segurança, questão 85 – Divaldo P. Franco e Raul Teixeira respondem perguntas em torno da mediunidade.

terça-feira, 8 de junho de 2010

O SONO NAS REUNIÕES ESPÍRITAS


Quais as causas do sono de que muitos companheiros se queixam quando participam de uma reunião mediúnica ? Como evitá-lo ?

J. Raul Teixeira – As causas podem ser várias. Desde o cansaço físico, quando o indivíduo que vem de atividades muito intensas e que, ao sentar-se, ao relaxar-se, naturalmente é tomado pelo torpor da sonolência. Também, pode ser causado pela indiferença, pelo desligamento, quando alguém está num lugar, fisicamente, entretanto, pensando em outro, desejando não estar onde se acha. Compelido por uma circunstância qualquer, a pessoa se desloca mentalmente.
O sono pode, ainda, ser provocado por entidades espirituais que nos espreitam e que não tem nenhum interesse em nosso aprendizado para o nosso equilíbrio e crescimento. Muitas vezes, os companheiros questionam: “Mas nós estamos no Centro Espírita, estamos num campo protegido, e como o sono nos perturba?” Temos que entender que tais entidades hipnotizadoras podem não penetrar o circuito de forças vibratórias da Instituição, ficam do lado de fora. Mas, a pessoa que entrou no Centro, na reunião, não sintonizou-se com o ambiente, continua vinculada aos que se conservam fora, e através dessa porta, desse plug aberto, ou dessa tomada, as entidades que ficaram lá de fora lançam seus tentáculos mentais, formando uma ponte. Então, estabelecida a ligação, atuam na intimidade dos centros neuroniais desses incautos, que dormem, que se dizem desdobrar: “Eu não estava dormindo . . . apenas desdobrei, eu ouvi tudo . . .” Eles viram e ouviram tudo o que não fazia parte da reunião. Foram fazer a viagem com as entidades que os narcotizaram.
Deparamos aí com distúrbios graves, porque quando termina a reunião o indivíduo está fagueiro, ótimo e sem sono e vai assistir à televisão até altas horas, depois de se haver submetido aos fluidos enfermiços. Por isso recomendamos àqueles que estão cansados fisicamente, que façam um ligeiro repouso antes da reunião, ainda que seja por poucos minutos, para que o organismo possa beneficiar-se do encontro, para que fiquem mais atentos durante o trabalho doutrinário. Levantar-se, borrifar o rosto com água fria, colocar-se em uma posição discreta, sempre que possível ao fundo do salão, em pé, sem encostar-se, afim de lutar contra o sono.
Apelar para a prece, porque sempre que estamos desejosos de participar do trabalho do bem, contamos com a eficiente colaboração dos Espíritos Bondosos. Faze a tua parte que o céu te ajudará.
Temos, então, o sono como esse terrível adversário de nossa participação, de nosso aprendizado, de nosso crescimento espiritual. Não permitamos que ele se apodere de nós. Lutemos o quanto conseguimos, e deveremos conseguir sempre, para combatê-lo, para termos bons frutos no bom aprendizado.


Do livro: Diretrizes de Segurança
Questão 53

domingo, 6 de junho de 2010

SUBLIMAÇÃO SEXUAL - Divaldo Franco



"(...)Mas o apóstolo Paulo já teve a oportunidade de abordar a questão: “se o indivíduo não puder suportar (a abstinência sexual), abrase-se.” Se a situação levar algum transtorno de natureza patológica procure a melhor terapia que são as satisfações de seus apetites dentro de um nível de honorabilidade. Que seria um nível de honorabilidade? Respeito por si mesmo, não se permitir descer a situações promíscuas; respeito pelo(a) parceiro(a); não se permitindo uma dependência pela libido (desejo sexual); respeito ao grupo social, não pretendendo impor a sua orientação sexual como sendo a que todos devem seguir. Porque todos nós temos, invariavelmente, um certo tipo de comportamento e o consideramos normal. Desejamos consciente ou inconscientemente que o mundo mude para estar do nosso lado, quando os outros também têm seus comportamentos e suas orientações sexuais (...)"

No livro “Sexo e Obsessão”, psicografado por Divaldo Pereira Franco, o Espírito Manuel Philomeno de Miranda diz:
“Vive-se, na Terra, a hora do sexo. O sexo vive na cabeça das pessoas, parecendo haver saído da organização genética de onde se situa.
Desvios sexuais, aberrações nas práticas do sexo, condutas extravagantes e desarticulações das funções estabelecidas pelas Leis da Vida, geram perturbações de longo curso . . .
Tormentos da libido e da função sexual têm suas matrizes nos comportamentos anteriores que o Espírito se permite, quando em outras encarnações, abusou da faculdade procriativa, aplicando-a no prazer exorbitante”. .
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Segundo informações dos espíritos, o desvario das tendências sexuais infelizes, pesam em nossas consciências. A reencarnação constitui-se expressão da misericórdia divina quando demonstramos vontade de disciplinar nossos instintos e corrigir as más inclinações.
Como proposta de libertação de nossas almas, cristalizadas nos deslizes pretéritos, muitos Espíritos retornam ao mundo físico dispostos a libertarem-se de suas consciências. Muitos fracassam, mesmo empenhando os maiores esforços. O cerco das paixões inferiores, o contato com os veículos de informação, a televisão com suas imagens tentadoras, as fotos passadas pela internet, lentamente, vão enfraquecendo e anestesiando a pequena força moral.
E, numa simbiose (associação), os dois planos se aproximam. Encarnados e desencarnados se envolvem nas paisagens mentais alimentadas pelos próprios pensamentos.
E falham na grande proposta de se libertarem da cristalização mental inferior em que se encontram.
E a advertência de Jesus nunca foi tão oportuna: “Vá, não peques mais.”

(Artigo do jornal “Palavra Espírita”, ano VI – nº 69)
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Face à vulgarização das falsas necessidades sexuais, aturdes-te, perdendo o rumo do comportamento.
Apelos despresíveis se apresentam nos veículos de comunicação de massa, e os comentários descem a expressões chulas, regadas de baixezas, fazendo do sexo um instrumento de servilismo que o leva a situação mais grotesca do que a animal, de onde procede.
Até certo modo, é compreensível a moderna reação cultural, a esse respeito, como conseqüência aos séculos de ignorância e proibição.
Todavia, substituir-lhe a função essencial pelo mal uso, é lamentável para o próprio homem.
O sexo é para a vida, e não esta para aquele.
Diante das atitudes insensatas e as conotações servis a que está levada a função genésica, dirige-a, tu, com equilíbrio, a fim de que o seu desregramento não te conduza à alucinação.
O sexo foi colocado abaixo do cérebro para ser por este conduzido.
Posto na cabeça pela revolução dos frustrados, ei-lo transformado em peça principal do corpo, em detrimento da própria vida.
Conduze-o com equilíbrio, a fim de que não derrames na sofreguidão que enlouquece, sem resolver o problema.

(Joanna de Ângelis – Divaldo P. Franco – do livro: Episódios Diários)