domingo, 6 de junho de 2010

JESUS CURA CEGO DE NASCENÇA


Na saída da cidade santa encontrava-se um cego.
Perguntaram os discípulos:
- Mestre, quem pecou para que este homem nascesse cego? Ele ou seus pais?
Como podemos observar, os apóstolos:
- Conheciam o homem.
- Sabiam que nasceu cego.
- Admitiam existir males resultantes do pecado.
- Aceitavam a preexistência da alma.
- Concebiam a possibilidade de estar pagando por faltas de vida anterior.
Não tinham uma visão bem definida dos mecanismos da justiça divina.
Estavam imbuídos das concepções mosaicas. No primeiro mandamento da Tábua da Lei está registrado que Jeová pune a iniqüidade dos pais nos filhos, até a quarta geração.
Responde Jesus:
- Nem ele pecou, nem seus pais. Isso aconteceu para que nele se manifestem as obras de Deus.
Evidentemente que o Mestre também admitia o princípio das vidas sucessivas. Senão ele teria dito:
- Vocês estão equivocados. Não existe essa história de voltar a carne. Ninguém reencarna.Sua informação pode soar estranha. Aprendemos com a Doutrina Espírita que ninguém paga senão o que deve. Se aquele homem nasceu cego, tinha comprometimentos que justificavam tal sofrimento. Pecou.
Regra geral, sim, mas é preciso avançar um pouco na problemática do resgate. Espíritos atrasados, ou de mediana evolução, tem a reencarnação planejada por mentores espirituais, passando por experiências que lhes são impostas, sofrimentos relacionados com seus comprometimentos do passado. Reencarnam em expiação.
Os Espíritos mais evoluídos também passam por experiências difíceis, atendendo suas necessidades evolutivas, com uma diferença – eles próprios fazem o planejamento, conscientes de suas responsabilidades. Reencarnam em provação.
Esta seria a posição daquele homem cego. Não nasceu privado da visão por imposição cármica. Não era indispensável que nascesse com essa deficiência. Poderia trilhar caminhos mais suaves. Foi escolha sua, por entender que a cegueira lhe seria sumamente proveitosa, ampliando suas experiências, favorecendo seu crescimento espiritual.
Que pai poria, desde o nascimento, uma mordaça nos olhos de seu filho, providenciando para que alguém a retirasse na idade adulta, em seu nome, a fim de que o filho lhe exaltasse o suposto poder de fazer-lo enxergar?
Portanto, a obra divina a se manifestar nele não se relaciona com a visão recuperada, mas sim, ao espalhar o ocorrido com seu testemunho.
Então, Jesus, com sua própria saliva misturada com terra, preparou uma massa que aplicou nos olhos do cego. Em seguida recomendou-lhe:
- Vai lavar-te no tanque de Siloé.
Cercado de curiosos, o cego foi até lá e se lavou. Ao abrir os olhos, alegria suprema – enxergava!
Ágil como nunca, movimentava-se pela vizinhança. As pessoas admiravam sua desenvoltura.
- Mas será este o cego que mendigava?
Eufórico confirmava:
- Sou eu!
- Como te foram abertos os olhos?
- O homem chamado Jesus fez lama, ungiu-me sobre os olhos e disse-me: “vai ao tanque de Siloé e lava-te”; então fui, lavei-me e pude ver!
- Onde está ele?
- Não sei . . .
O cego foi levado aos fariseus, que também lhe perguntaram como adquirira o dom da visão:
- Ele aplicou lama em meus olhos, lavei-me e vejo.
Alguns deles, preconceituosos, presos à letra da lei que proibia curar no dia consagrado ao Senhor, contestaram:
- Não deve ser homem de Deus, porque não observa o sábado.
Outros, mais ponderados, diziam:
- Como pode um homem errado produzir semelhantes sinais?
Perguntaram ao ex-cego:
- E tu, que dizes dele?
- É um profeta.

Os fariseus não se convenceram. Mandaram chamar seus pais.
- É este que vós dizeis ter nascido cego? Como, pois, agora está vendo?
- Como enxerga agora não sabemos. Interrogai-o. Já tem bastante idade para falar por si mesmo.

O ex-cego foi novamente interrogado.
- Dá glória a Deus (equivalia a “fala a verdade, sob juramento”). Sabemos que esse homem é pecador.
- Bem, se é pecador não sei. Uma coisa sei. Eu era cego e agora vejo.
- Que te fez? Como te abriu os olhos?

- Já vos disse e não ouvistes. Por que quereis ouvir novamente? Acaso estais interessados em serdes seus discípulos?
Os fariseus se irritaram:
- Tu és discípulo dele. Somos discípulos de Moisés. Sabemos que Deus falou a Moisés e a nenhum outro. Nem conhecemos o homem de que nos falas.Resoluto, o ex-cego enfrentou seus inquisidores:
- Nisto está o admirável. Que não saibais quem ele é, donde vem. No entanto, ele abriu meus olhos. Sabemos que Deus não ouve os pecadores, mas se alguém for reverente e fizer sua vontade, este ele ouve. Jamais se ouviu dizer que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença. Se este homem não fosse de Deus, nada poderia fazer.
A coragem daquele ex-cego, enfrentando a intolerância dos fariseus e a possibilidade de represálias, foi a gloriosa obra divina a que se referiu Jesus.
Deus fala sempre por intermédio daqueles que defendem o Bem e a Verdade, trabalhando por um mundo melhor.
A cegueira de nascença era apenas um detalhe, relacionado com suas motivações ao reencarnar. Certamente haveria de dar outros testemunhos, na vivência de sagrados ideais.
Muitos, como ele, enfrentariam perseguições e zombarias, por causa de Jesus.
Pior: seriam conduzidos às feras famintas e transformados em tochas vivas, não por débitos acumulados, mas como glorioso testemunho de suas convicções, ajudando na sedimentação da mensagem cristã.
Deus estava presente em seus heróicos testemunhos, defendendo a obra gloriosa do Bem, que, aparentemente derrotado, ressurge, em cada discípulo do cristo capaz de renunciar a si mesmo em favor de um mundo melhor.
Irritados com aquele homem que ousava contesta-los, os fariseus verberaram.
- Ora, tu és nascido todo em pecados e queres nos ensinar!
Observemos: os membros da proeminente seita judaica também admitiam que a cegueira de nascença está relacionada com as existências anteriores.

Não podemos deixar de comparar este episódio de cura com o Espiritismo. Que trata de males do corpo e da alma.
Muitos procuram os Centros Espíritas e são curados. Raros têm a coragem de proclamar a origem da cura.










sábado, 5 de junho de 2010

A ECOLOGIA E O ESPÍRITA


O PLANO ESPIRITUAL BUSCA ALERTAR OS HOMENS SOBRE A NECESSIDADE DE SE CONSERVAR A NATUREZA, POR SER IMPORTANTE À EVOLUÇÃO NA TERRA.



“Com que objetivo Deus deu a todos os seres vivos o instinto de conservação?
R: Porque todos devem cumprir os desígnios (planos) da Providência; é por isso que Deus deu o instinto de conservação. Além disso, a vida é necessária ao aperfeiçoamento dos seres que tem instintivamente esse sentimento, sem se darem conta disso.”
(O Livro dos Espíritos - questão 703)

Analisando a resposta dada pelos Espíritos a Kardec, notamos que o plano espiritual tem tentado nos esclarecer sobre a importância da evolução dos seres que habitam nosso planeta. Dentro desta temática, podemos considerar de grande importância uma atual conscientização ecológica na humanidade e, porque não dizer, no meio espírita.
Segundo dados da S.O.S. Mata Atlântica, quando os primeiros colonizadores chegaram ao Brasil, a Mata Atlântica cobria cerca de 1,29 milhões de km², aproximadamente 15% do país. Hoje, esse número é de apenas 8% de sua área original. Entre as causas estão as queimadas, que devastam boa parte do meio ambiente brasileiro e mundial. Só nos últimos anos, os estados de Roraima, Mato Grosso do Sul e Pará foram atingidos de forma extremamente violenta, com prejuízos incalculáveis para a fauna e a flora.
Nos oceanos planetários ainda reina a matança de baleias, golfinhos e tubarões. No Brasil, o comércio clandestino de animais chega à barbaridade de contrabandear aves dentro de tubos de PVC, sendo que, de dez contrabandeados, apenas um chega vivo ao seu destino. O buraco da camada de ozônio alcançou nos últimos anos o tamanho da Antártida.
Segundo os espíritos responsáveis pela codificação, a conservação é necessária para a evolução dos seres e essa evolução deve ser efetuada através de uma parceria entre os seres habitantes deste planeta. Nos é dito que a essência criada por Deus evolui por todos os reinos, desde o mineral, passando pelo vegetal e animal, individualizando-se no homem. Ora, dentro deste processo de evolução, não podemos esquecer de nossos irmãos menores, pois, cedo ou tarde, eles também se tornarão indivíduos. Não podemos esquecer que, sem a existência destes seres, não haveria vida orgânica na Terra.
Há uma necessidade de uma conscientização ecológica mais intensa nas nossas casas, escolas, centros espíritas e demais religiões. Precisamos ver a matéria não com apego, como um doce que queremos degustar o mais rápido possível, mas sim como um local de aprendizado. Mais que uma casa, uma verdadeira mãe designada pelo Pai para nos acolher enquanto aprendemos as lições necessárias para a evolução.
Passamos por um período crítico de expurgo planetário. Muitos estão percebendo esse momento dentro de seus corações e, sem explicação, sentem-se amedrontados. Como buscar paz, harmonia e serenidade quando não conseguimos ao menos cuidar da nossa própria morada?
Como buscarmos comunicação com os espíritos de luz se esquecemos dos nossos irmãos menores?
Por isso, quando estiver dentro do carro ou do ônibus e for degustar a bala que tira do bolso, lembre-se de não jogar o papel na rua, pois poderá ficar sem o doce chamado planeta Terra.


(Ricardo Viana – Revista Cristã de Espiritismo)


Obs.: Amar a Deus é amar cuidando, respeitando, preservando, conservando tudo o que ele criou, e isto corresponde ao próximo, a fauna, a flora e a nós mesmos.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O 1º PAPA ERA CASADO?


Simão Pedro levou Jesus e dois companheiros Tiago e João, ao seu lar. Lá, encontraram a “sogra” de Pedro febril. Jesus a curou.
Então, Pedro tinha sogra? Ele era casado?
Pedro seria consagrado na Idade Média como o primeiro papa. Um sumo pontífice casado! Por que não? Não há nos ensinamentos de Jesus qualquer referência a suposta incompatibilidade entre a vocação religiosa e o matrimônio. Em nenhum momento Jesus impõe o celibato como algo indispensável para que o indivíduo se integre nas funções de orientador espiritual de uma comunidade, mesmo um papa. Não havia imposição do celibato na primitiva comunidade cristã. Os fiéis, em qualquer posição da hierarquia religiosa, casavam-se, conscientes da perfeita compatibilidade entre seus compromissos espirituais e familiares. Pedro é um exemplo maior.
A partir do século quarto, quando Constantino iniciou o processo que transformaria o Cristianismo em religião oficial do Império Romano, o movimento se institucionalizou e surgiu o profissionalismo religioso. A partir daí houve lamentáveis desvios. Um deles foi a imposição do celibato, consagrado no concílio de Latrão, no ano de 1139. dentre os objetivos, 3 são primordiais:

1º - Preservar os bens da instituição. Sacerdotes casados tenderiam a privilegiar a formação de seus próprios patrimônios;

2º - Preservar a castidade. O sexo, para os teólogos medievais, era algo pecaminoso. Como poderia o ministro de Deus, o orientador religioso, exercita-lo? Seria um sacrilégio;

3º - Preservar a dedicação plena. Compromissos e problemas familiares desviariam o sacerdote de seus deveres com a comunidade dos fiéis.


Em defesa do celibato sacerdotal, muitos lembram-se das palavras de Paulo de Tarso, na 1ª epístola aos Coríntios, cap. 7, vers. 8, diz o apóstolo:
- E aos solteiros e viúvos, digo que lhes seria bom se permanecessem no estado em que também vivo.
Se os cristãos levassem sua observação ao pé da letra, estariam contribuindo para a extinção da raça humana. Considera-se, entretanto, que ele se referia aos que se dedicam às atividades religiosas. Melhor que não assumam compromissos conjugais para que tenham maior liberdade nos serviços da fé. Mas Paulo não instituiu um dogma, tanto que acentua em seguida:
- Caso, porém, não se dominem, que se casem, porque é melhor casar do que abrasar.
Se o impulso do acasalamento, instintivo na natureza humana, fala alto, é razoável que o religioso constitua família, sem abdicar de seu ideal.
Muitos Espíritos reencarnam para sagradas tarefas no seio da religião.
Desde cedo sentem a convocação da espiritualidade.
Se católicos, entram para o seminário, preparando-se para o sacerdócio. Podem, entretanto, não ter vocação para o celibato e a castidade. Enfrentam dorida solidão. Experimentam o desejo sexual, ardem-se em fantasias e sonhos eróticos. Atormentam-se. Tem dramas de consciência.
- São os demônios – proclamam seus superiores.
- São os hormônios – esclarecem os médicos.
É a sexualidade a desabrochar, sinalizando o acasalamento. Muitos sucumbem aos apelos da Natureza. Abandonam seus compromissos ou se envolvem em ligações proibidas. Culpados? Não! Culpa de uma disciplina que contraria a lei natural. Há representantes ilustres, vultos da Humanidade, com atuação marcante em favor do progresso humano, que foram casados e tiveram filhos. Ex.: Bezerra de Menezes, Cairbar Schutel, Hermínio Miranda, Hernani Guimarães Andrade, Allan Kardec . . .
Se é erro o homem negligenciar a família humana para cuidar da família universal, não menos equivocado está aquele que se dedica exclusivamente à família humana, esquecendo-se da família universal. Pois, muitos casais prendem-se ao conceito estreito de família como ligação consangüínea, um clube fechado pelas chaves do sangue. Nesses lares são precárias a paz e a harmonia, suas raízes de estabilidade emocional e espiritual são frágeis e curtas. Para pessoas assim, que compõem grande parcela da Humanidade, problemas e limitações, contrariedades e dissabores, normais na Terra, tornam-se dramas terríveis, sempre que atingem o agrupamento familiar. Por isso, o amor que inspira o anseio de uma vida em comum, onde os filhos apresentam-se como frutos abençoados de afetividade, somente se manterá em plenitude, sem enganos, sem temores, sem desequilíbrios, quando suas raízes se estenderem além das paredes estreitas do lar.
O acasalamento nos realiza como filhos do homem.
A solidariedade nos realiza como filhos de Deus.
E se amamos a família consangüínea e muito nos preocupamos com ela, multiplicando rogativas ao céu em seu benefício, recordemos que Jesus foi até a sogra de Pedro porque Pedro estava com Jesus.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

CHICO XAVIER FALA SOBRE A HÓSTIA CATÓLICA

DISSE CHICO XAVIER: “Em nossa infância, e na primeira juventude, frequentava a Igreja Católica com o mesmo respeito com que nos dirigimos hoje a uma reunião espírita cristã, e sempre sentimos, reconhecemos, dentro da Igreja Católica, prodígios de espiritualidade inimagináveis.
Muitas vezes, principalmente nas missas da manhã, quando era possível a comunhão de vibrações espirituais de todos os crentes numa só faixa de espiritualidade e de fé em Jesus, tivemos oportunidade de ver espíritos santificados que abençoavam as hóstias, e elas se transformavam como se fossem flores de luz, que o sacerdote oferecia na mesa da comunhão.
Muitas vezes, principalmente no altar daquela que nós veneramos como sendo a nossa Mãe Santíssima, vimos irradiações de luz que alcançavam toda a assembléia, do altar consagrado a Santa Teresinha de Lisieux, muitas vezes vi repartirem rosas trazidas por criaturas desencarnadas, amigos e amigas católicos da cidade de Pedro Leopoldo, sem que eu pudesse explicar o fenômeno.”

Chico conta, ainda, que as hóstias iluminadas, quando recebidas por pessoas de fé, não se apagavam ao serem ingeridas por elas, sendo absorvidas, de preferência, pelos órgãos que estivessem atacados por alguma enfermidade. Por outro lado, nas pessoas que comungavam sem fé, as hóstias se obscureciam, assim que lhes tocavam os lábios.
O mesmo acontece com o passe espírita.











segunda-feira, 31 de maio de 2010

ORAÇÃO DO DINHEIRO


DINHEIRO - Bezerra de Menezes

O dinheiro não é luz, mas sustenta a lâmpada.
Não é a paz, no entanto, é um companheiro para que se possa obtê-la.
Não é calor, contudo, adquire agasalho.
Não é o poder da fé, mas alimenta a esperança.
Não é amor, entretanto, é capaz de erguer-se por valioso ingrediente na proteção afetiva.
Não é tijolo de construção, todavia, assegura as atividades que garantem o progresso.
Não é cultura, mas apoia o livro.
Não é visão, contudo, ampara o encontro de instrumentos que ampliam a capacidade dos olhos.
Nao é base da cura, no entanto, favorece a aquisição do remédio.
Em suma, o dinheiro associado à consciência tranquila, é alavanca do trabalho e fonte da beneficência, apoio da educação e alicerce da alegria, é uma bênção do Céu que de modo imediato, nem sempre faz felicidade mas sempre faz falta.






domingo, 30 de maio de 2010

JESUS E O RICO INSENSATO


Jesus realizava uma de suas concorridas reuniões. A multidão estava extasiada. Até que, numa pausa mais longa, um dos presentes pediu:
- “Mestre, diga a meu irmão que reparta comigo a herança.”
Por que aquela pessoa interrompeu a pregação? Para tirar dúvidas sobre o assunto? Acrescentou algo às lições transmitidas? Nada disso! Desejava apenas cuidar de seu interesse pessoal. Enquanto Jesus revelava os segredos do Céu, ele pensava nos cofres da Terra.
Assim acontece nas Casas Espíritas, principalmente em reuniões mediúnicas. Onde este intercâmbio sublime é um contato com o sagrado, convocando-nos ao cultivo de valores espirituais; os benfeitores do Além retornam para orientar-nos em relação aos deveres da vida; alertam quanto ao indispensável esforço em favor de nossa renovação; advertem quanto aos vícios e mazelas; estimulam ao Bem e à Verdade. Mas, infelizmente, sempre há os que parecem cegos aos objetivos da reunião, surdos aos apelos da Espiritualidade. Porque cultivam o intercâmbio como quem procura um gabinete médico, uma agência de empregos, um consultório sentimental. Assediam os mentores espirituais com pedidos inoportunos em torno de interesses imediatistas. E se não são atendidos, logo se afastam dizendo: “CENTRO FRACO!”
Mas Jesus respondeu dizendo:
- “Homem, quem me nomeou juiz entre vocês?”
E dirigindo-se ao povo disse:
- “Tenham cautela e preservem-se de toda avareza, porque a vida de cada um não consiste na abundância dos bens que possui.”
E usando da habilidade de sempre, ensinou contando uma parábola:
- “O campo de um homem rico produziu em abundância. E ele questionava consigo mesmo: “Que farei, pois não tenho onde guardar os meus frutos. E disse: Farei o seguinte: demolirei os meus celeiros, construirei outros maiores e neles amontoarei toda a minha colheita e os meus bens. Então, direi à minha alma: você tem em depósito muitos bens para muitos anos. Descansa, come, bebe e regala-te!”
Mas Deus lhe disse:
- “Insensato, nesta noite pedirão a tua alma, e o que amontoaste de quem será?”
E Jesus conclui dizendo:
- “Assim acontece a quem entesoura para si e não é rico relativamente a Deus.”
Aqui, Jesus aborda a preocupação com os bens materiais em detrimento dos bens espirituais. A ilusão sobrepondo-se à realidade. O transitório ao permanente. Para a maioria das pessoas, a vida não vai além dos horizontes humanos. Sabem que a morte é a única certeza da jornada terrestre. Em alguns anos ou algumas décadas todos retornaremos à espiritualidade. No entanto, vivem como se devessem estagiar na carne, indefinidamente. Por isso, envolvem-se demasiadamente com valores passageiros. Quantas oportunidades jogamos fora, simplesmente porque esquecemos que aqui estamos para evoluir, superando mazelas e imperfeições. Perdemos tempo perseguindo bens que nunca chegaremos a usar. Transformamos o dinheiro, que deveria ser apenas parte da vida, em finalidade dela. Advogados astutos estimulam clientes em potencial a reivindicar nebulosos direitos. Não estão interessados em promover a justiça. Pensam em gordos honorários. Em repartições públicas, funcionários aceitam propina para dar andamento a uma petição, para despacho rápido e favorável. Há médicos que, pedem uma bateria de exames desnecessários. Porque tem acordo com os laboratórios. Ganham comissão sobre o valor cobrado. Na atividade religiosa, temos pregadores que literalmente cobram pedágio dos crentes para o céu.
Pessoas assim ficam bem, financeiramente. Mas espiritualmente, acabam mal. Porque detemos os bens materiais em caráter precatório. Não nos pertencem. Deles prestaremos contas a Deus. Jesus recomenda que sejamos ricos diante de Deus. Uma riqueza formada de valores imperecíveis. Isto não significa que devemos ser pobres diante dos homens. Não é “pecado” ter dinheiro. Podemos melhorar nosso padrão de vida, desfrutar de conforto, desde que observemos dois princípios fundamentais: HONESTIDADE E DESPRENDIMENTO. Nossas iniciativas envolvem pessoas que nos compete respeitar. Por exemplo? Cobramos o preço justo por nossos serviços? Remuneramos adequadamente nossos funcionários? Vendemos nosso produto sem explorar o comprador ou lesá-lo em sua boa fé? Agimos com justiça em nossas transações?
Por isso, podemos nos dar muito bem ou muito mal com nosso dinheiro. Se o usamos para ajudar e amparar os menos afortunados, estaremos construindo um futuro de bênçãos. Se, porém, nos apegamos, estaremos apenas cristalizando tendências à usura e à ambição, que resultarão em amargos desenganos quando formos convocados a prestar contas de nossa vida.
Num dia qualquer, quando pedirem nossa alma, o que levaremos? O que nos pertence? Como disserem os Espíritos à Kardec: “Levaremos aquilo que pudermos carregar.” Então podemos concluir que, nossos pertences encontram-se na alma. Ela sim deve ser o celeiro de boas ações.

JESUS CUROU O PARALÍTICO DA PISCINA



Em Jerusalém, havia um grande tanque (ou piscina), destinado a banhos em comum. Tal piscina era alimentada por uma fonte natural, cuja água parece ter tido propriedades curativas, como acontece com várias fontes do nosso país, como: Poços de Caldas, Lindóia, Caxambu, etc. E esta fonte, em certas épocas, jorrava com força, agitando a água da piscina. Um grande número de enfermos, cegos, coxos, paralíticos, ficavam em volta esperando que a água se movesse. Porque eles creditavam que a água se movia, porque descia um anjo que a agitava, e o primeiro que entrasse no tanque, depois da movimentação da água, ficava curado de qualquer doença que tivesse.
Então, um dia, Jesus que estava por ali, viu naquele tanque um homem que estava enfermo há 38 anos. E com seu olhar perscrutador (investigador), Jesus desceu aos foros (tribunais de justiça) mais recônditos (escondidos) da consciência daquele homem, e tomado de compaixão pelo enfermo, e para dar um ensinamento que deveria repercutir através das gerações, sem aguardar a agitação das águas, ele próprio, deliberou curar o paralítico. E com um gesto de generosidade se dirige ao enfermo e lhe diz:
- Queres ficar são?
O doente, com sua crença infantil e sem conhecer aquele que consigo falava, lhe respondeu:
- Senhor! Não tenho quem me ponha no tanque quando a água se mover; enquanto eu vou, outro desce antes de mim.
Disse-lhe, então Jesus:
- Levanta-te, toma teu leito e anda.
E imediatamente, ao influxo da divina palavra, a paralisia desapareceu, e o homem tomou seu leito e andou.

* A poderosa ação de Jesus, cuja autoridade moral sobre os Espíritos maléficos era extraordinária, aliada à manipulação dos fluidos atmosféricos convertidos em substancia medicamentosa; explica a cura do enfermo há tantos anos paralítico. Ou seja, Jesus, talvez, tenha afastado algum Espírito que obsidiava aquele enfermo (como aconteceu à Peixotinho, que antes de ser o grande médium de efeitos físico que foi, sofreu de uma dura obsessão, que o fez sofrer com uma paralisia nas pernas sem explicação e ataque de letargia, morte aparente, foi salvo por seu pai de ter sido enterrado vivo); e Jesus, também, aplicou-lhe um passe magnético (quando ministrado somente com os recursos fluídicos do próprio passista). E isto incomodou os judeus . . .
Porque os judeus eram rigorosos em guardar o sábado. Por isso, revoltaram-se contra Jesus por haver “violado este dia”, e quiseram impedir o “curado” de levar a cama. Mas o recém sarado, não os obedeceu e respondeu:
- Aquele que me curou disse: “Toma o teu leito e caminha.”
Como quem diz: “Eu não posso deixar de ouvir a palavra de quem me curou para ouvir a vossa, que nunca teve poder de me curar, nem mesmo de me colocar no tanque quando a água se movia.”
O “curado” não sabia ao certo quem o curou, porque Jesus retirou-se rapidamente, por haver muita gente naquele lugar. Só depois Jesus o encontrou no templo e lhe disse:
- Olha, já estás são; não peque mais, para que não te suceda coisa pior.
Por essas palavras, Jesus deu-lhe a entender que a sua doença era efeito de algo que ele havia causado contra a lei divina e que, se ele não melhorasse sua atitude, poderia vir a ficar enfermo novamente, e com mais rigor.
* Como disse Joanna de Ângelis: “Não há doenças, há doentes”; ou seja, as doenças existem porque somos doentes da alma. Ex: ódio, rancor, mágoa, vingança, vícios de bebida, cigarro, tóxicos, sexo desregrado, etc.
* Mas, por que será que só um enfermo mereceu a graça da cura sem a agitação das águas, enquanto os outros permaneceram esperando o momento propício para entrar no tanque?
Cairbar Schutel: É, que, provavelmente, todos os que ali estavam, como acontece ainda hoje com a maioria dos enfermos que buscam as curas espiritas, buscavam unicamente a cura do corpo, a cura dos males físicos, enquanto que o paralítico provavelmente não só desejava a liberdade do corpo, como também a do Espírito.
Então, lembremos que o Espiritismo “cura sobretudo as moléstias morais”. Não queiramos dar maior importância à cura de corpos do que ao fim principal do Espiritismo, que é “tornar melhores aqueles que o compreendem.”

sábado, 29 de maio de 2010

JESUS FALA DA CASTIDADE


Disse Jesus:

- Há eunucos, que nasceram assim; outros foram feitos eunucos pelos homens; e outros há que se fizeram eunucos por causa do Reino dos Céus . . . (Mateus, 19:10-12).

Eunuco, é o indivíduo impotente, cujas glândulas sexuais estão atrofiadas ou foram extraídas.

Jesus reporta-se a três tipos de eunuquismo:


· Os que nasceram assim.
Em virtude de deficiência fisiológica congênita, estão impedidos de uma vida sexual normal.
Certamente, guardam embaraçosa dúvida:
- Por quê?
Outra, decididamente perturbadora:
- Por que comigo?
Se aceitamos a existência de Deus e concebemos que é absolutamente justo, será impossível responder a essas indagações sem admitir a reencarnação.
O eunuco congênito está em resgate cármico. Paga por deslizes de pretéritas existências.
O libertino, empolgado com aventuras nos domínios do sexo, que elegeu a irresponsabilidade por padrão de conduta, candidata-se a renascer com problemas dessa natureza.
A impossibilidade de dar razão aos seus impulsos o ajudará a refrear suas tendências, ao mesmo tempo que o situará em conflito íntimo, quais tormentas reparadoras em seu Espírito.

· Os eunucos feitos pelos homens.
No passado, potentados orientais tinham em seus palácios uma dependência especial, o harém, onde desfrutavam de mulheres selecionadas dentre as mais belas.
Para protegê-las e ao mesmo tempo evitar que fugissem, eram montados fortes esquemas de segurança.
Mas, como impedir que os próprios guardas molestassem ou seduzissem as mulheres?
Solução simples: eram castrados, tornando-se impotentes.
Nesse segundo grupo podemos situar outro tipo de eunuco, envolvendo as ordens religiosas que impõem a castidade.
É o que situaríamos por “castração moral”, também geradora de conflitos, porquanto o indivíduo pode ter aptidão para a vida religiosa, sem vocação para a castidade e o celibato.
Freqüentemente gera problemas. Ex: pedofilia.
Passada a fase heróica, de empenho por seguir tão rígida imposição, quando cessa a luta íntima por forçar um comportamento para a qual não está preparado, o religioso poderá:
Cair na hipocrisia, simulando castidade.
Desistir de seus votos e ir cuidar da vida.
Celibato e castidade não encontram respaldo nas tradições cristãs. Discípulos de Jesus, que pontificaram no movimento inicial, eram casados, tinham vida sexual, cuidavam da prole, a começar pelo próprio Simão Pedro, que a ortodoxia religiosa situa como o primeiro papa.
Na primitiva igreja, sacerdotes, bispos e diáconos, bem como os demais membros engajados na sustentação do serviço, constituíam família, sem nenhum inconveniente.
Ao contrário, era até desejável, colocando-os a salvo das tentações.
Outra vantagem: o relacionamento conjugal lhes dava a experiência necessária para cuidar de problemas familiares dos fiéis.

· Os que se fizeram eunucos por causa do Reino dos Céus.
Espíritos superiores, participando de sagradas tarefas no Bem, fazem-se castos para produzir mais e melhor.
Na energia sexual manifesta-se o impulso criador, estimulado pela procura de prazer que, segundo Freud, é o móvel de nossas ações.
O homem comum realiza-se, canalizando-a para os domínios das sensações, no arrebatamento da comunhão física que gera filhos.
O homem superior realiza-se canalizando a energia sexual para gloriosas realizações nos domínios da arte, da ciência, da religião, da filosofia . . .
Temos em Francisco Cândido Xavier um exemplo típico. Lembro-me de que, certa feita, numa entrevista, revelou que jamais experimentou um orgasmo. Mas, certamente, terá experimentado incontáveis êxtases, o prazer do Espírito superior que sublimou o impulso criador.
Liberando-se das imposições do sexo carnal, fez-se agente do Céu a fecundar a Humanidade para as realizações supremas da Virtude e do Bem.
Imaginemos Jesus . . .

De: Richard Simonetti

JESUS CUROU MAS NÃO CONSEGUIU ILUMINAR

 


Numa das viagens de Jesus, surgiram dez leprosos. Estes não podiam aproximar-se, em virtude dos rigorosos costumes da época. Eram considerados imundos.
Estes gritaram ao longe:
- Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós.
Ele respondeu:
- Ide e mostrai-vos aos sacerdotes.
Para retornar ao convívio social, todo portador de moléstia contagiosa devia submeter-se a exame de um sacerdote e dele receber o atestado de cura.
Cumprindo a determinação os leprosos partiram, confiantes de que seriam beneficiados. E em plena caminhada os dez perceberam que a pele se recompunha, as manchas desapareciam. A cura consumava-se. Um deles apenas, por sinal samaritano, voltou para agradecer, glorificando a Deus em altas vozes.
Jesus perguntou:
- Não foram dez os que foram limpos? Onde estão os nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?
De dez beneficiados por Jesus, um apenas deu-se ao trabalho de lhe agradecer, e nem sabemos se foi além disso. Não há notícias sobre possível participação dele na comunidade dos discípulos.
É assim mesmo.
Muitos foram beneficiados, sem se ligarem à sua mensagem. Não se conhece nenhum cego, surdo, paralítico ou mudo curado, a participar da comunidade cristã.
Nenhum deles esteve no julgamento de Jesus para defendê-lo, atestando sua integridade moral, seus poderes maravilhosos.
Nenhum deles o acompanhou na via-crúcis, disposto a testemunhar fidelidade aos seus princípios.
É assim até hoje.
Essas reações são típicas da natureza humana.
Os fenômenos, mesmo quando envolvam prodígios de cura, funcionam como fogos de artifício.
Empolgam, atraem, deslumbram, mas logo passam, sem deixar rastros.
Assim como no tempo de Jesus, as pessoas continuam preocupadas com o imediatismo terrestre, sem cogitações espiritualizantes. Desejam apenas a cura de seus males e solução de seus problemas. (Richard Simonetti)

Observações de Rudymara:

1º) André Luiz em Opinião Espírita, cap. 55 explica que: “(...) OS CENTROS ESPÍRITAS PRECISAM, AO LADO DO TRABALHO DE PASSE, PROPICIAR OS MEIOS PARA QUE FREQUENTADORES CONHEÇAM A DOUTRINA E SE EXERCITEM NUM TRABALHO ÍNTIMO DE EVANGELIZAÇÃO, PARA A CONQUISTA DA SAÚDE DEFINITIVA.”
Porque com a cura física, muitas pessoas se atiram de novo ao desregramento, voltando a se prejudicarem. Mas quem aprende que precisa se aprimorar espiritualmente na prática do Bem e nisso se empenha, quer alcance ou não a cura do corpo, encontrará o caminho para a cura verdadeira e duradoura, a manutenção do equilíbrio em seu espírito imortal. Mas, onde encontramos a solução ou prevenção para nossas dores e aflições? Em Jesus. Jesus trouxe as normas, as regras que devemos seguir para não sofrermos. Porque, nossas dores e aflições, nada mais são que colheitas de nossos próprios atos. De transgressões que causamos nesta ou em outra vida. Salvo aqueles que pedem aflições sem ter débitos, por exemplo, para evoluir mais rápido. Muitos de nós, todos os dias, gritamos à Jesus pedindo ajuda como aqueles leprosos. Jesus ouve e ajuda dentro das possibilidades, do merecimento, da necessidade, enfim, só Ele sabe o que é melhor para nós, para nossa evolução. Mas, os que são ouvidos, poucos são gratos. Muitos caem nos desregramentos novamente, nos mesmos erros do passado. Não retribuem o bem recebido com o bem que alguém possa precisar também. Com o bem que seu corpo e espírito necessitam. Poucos dizem:
- O que Jesus espera de mim? Quero retribuir a benção que recebi. Quero fazer a vontade Dele, assim como Ele fez a minha.
Se a ajuda veio através de certa religião, muitas pessoas vão embora como fizeram os 9 leprosos. Poucos ficam para ajudar outros que precisam de ajuda naquela casa que lhe acolheu.
Isto se chama “INGRATIDÃO”.

2ª )  A ingratidão – chaga pestífera que um dia há de desaparecer da Terra – tem suas nascentes no egoísmo, que é o remanescente mais vil da natureza animal, lamentávelmente persistindo na Humanidade. A ingratidão sob qualquer forma considerada expressa o primarismo espiritual de quem a carrega, produzindo incoercível mal-estar onde se apresenta. O ingrato, isto é, aquele que retribui o bem pelo mal, a generosidade pela avareza, a simpatia pela aversão, o acolhimento pela repulsa, a bondade pela soberba é sempre um atormentado que esparze insatisfação, martirizando quantos o acolhem e socorrem. O homem vitimado pela ingratidão supõe tudo merecer e nada retribuir, falsamente acreditando ser credor de deveres do próximo para consigo, sem qualquer compensação de sua parte. – Joanna de Ângelis
 
 
 
 
 
 
 


sexta-feira, 28 de maio de 2010

JESUS ESTÁ NO LEME DO BARCO

Então Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam. E eis que houve grande agitação no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, estava dormindo. Os discípulos se aproximaram e o acordaram, dizendo:

- Senhor, salva-nos, porque estamos afundando!
Jesus respondeu:
- Por que vocês tem medo, homens de pouca fé?
E, levantando-se, ordenou os ventos e o mar, e tudo ficou calmo. Os homens ficaram admirados e disseram:
- Quem é esse que até os ventos e o mar lhe obedecem? (Mateus, 8:23-27)

Nós podemos dizer que, nossa jornada terrestre é uma longa viagem por mares desconhecidos.
Onde, às vezes, o oceano está belo e calmo, porque seguimos saudáveis e bem dispostos; finanças em ordem; estabilidade no emprego; família em paz ; sentimo-nos ajustados e felizes . . .
Mas que, de repente, sopram os ventos, levantam-se ondas que nos ameaçam. É quando uma doença inspira cuidados; somos demitidos do emprego; explode a crise familiar; parte o ente querido . . .
Muitas vezes, experimentamos a dificuldade para lidar com essas situações.
Vai a coragem; chega o pessimismo; nasce o medo; falece a esperança . . .
Manifestando a perturbação, o desencanto, a revolta, a rebeldia . . .
Em casos extremos, há quem caia no álcool, nas drogas, no desatino, na depressão, e até o suicídio, essa falsa porta de fuga que apenas nos precipita em sofrimentos mil vezes maiores.
Daí perguntamos: “Por quê nos comportamos assim?”
A resposta: “Falta de fé.”

A fé é a bússola, a segurança, o apoio para todas as situações.
Quem conquistou esta fé, nunca se perde nos balanços da vida, mesmo quando sopra o vento da infelicidade.
Geralmente nos enganamos a respeito da fé. Porque julgamos possuí-la. Mas, nosso comportamento sugere o contrário, principalmente nas dificuldades da vida.
O Evangelho de Mateus termina com a divina promessa (28:30):
- Estarei convosco até a consumação dos séculos.
É preciso observar estas palavras. Porque com Jesus não há problema insolúvel, desafio invencível ...Contar com Jesus é o nosso grande trunfo em todas situações.
Observemos porém, que o evangelista refere-se aos seguidores de Jesus. Seguidor, como sabemos, é aquele que segue alguém, que lhe observa as orientações e imita os exemplos. E nós, geralmente, na primeira sacudida em nosso barco, corremos para Jesus e pedimos para que ele solucione nossos problemas, como fizeram os apóstolos.
Nós, dificilmente buscamos saber “por que sofremos”, “por que estamos aqui”, “o que Deus quer de nós”, etc. Nós não queremos saber porque quando obtermos as respostas, teremos que mudar nosso modo de pensar e agir. E isto dá trabalho. É mais fácil pedir.

Quando a fé é cega, nós geralmente achamos que “não temos sorte”, “que Deus nos abandonou”, “que alguém fez alguma coisa para nós”, ou seja, que não merecemos aquilo que estamos passando, quando na verdade, estamos colhendo os frutos dos nossos abusos. E foi o próprio Jesus que disse: "o plantio é livre, mas a colheita obrigatória."
Com a fé raciocinada pedimos ajuda a Jesus, mas não para que ele resolva problemas que cabe a nós resolver, mas sim, dando-nos força, consolação, tranquilidade através de seus ensinamentos e de seus trabalhadores espirituais, para que aprendamos a observar onde erramos para não errarmos mais.
Então, diante das sacudidas do barco da vida o que não podemos esquecer, é que Jesus está no leme deste barco.